Colaboração de Aline Feitosa
do Caderno Viver/Diario de Pernambuco
Uma das mais respeitadas enólogas argentinas esteve na última segunda-feira no Recife. Em viagem pelo Brasil, por meio da Cantu importadora, ela passou pela cidade para apresentar os mais seletos vinhos de sua vinícola, a Domínio del Plata. Localizada na região de Mendonza, mais precisamente em Agrelo, a vinícola é um bem-sucedido projeto familiar onde Susana cuida de vinificação e o marido, Pedro Marchevsky, administra os vinhedos. A apresentação dos rótulos ocorreu no restaurante Mingus, em Boa Viagem.
Em evento fechado para poucos clientes e convidados, o restaurateur Nicola Sultanum preparou um cardápio especial para harmonizar com a carta de vinhos selecionados. O jantar foi aberto com uma salada de camarão pochê e couscous marroquino, ao lado de uma salada verde. Para acompanhar, Susana apresentou o Crios Torontés, produzido com uvas brancas. Muito aromático, com notas de frutas como maça, limão e pêssego, é feito com 50% de uvas Syrah (com vinhedos de 8 anos) e 50% Bonarda (com vinhedos com 36 anos). Antes de ser engarrafado, repousa por nove meses em barricas de carvalho.
Como ocorre na maioria das degustações de vinhos, o último vinho oferecido é aguardado com expectativas. O foco da noite estava voltado para a série de vinhos que levam o nome da enóloga, mais especificamente para o Susana Balbo Brioso (foto). Foi com este rótulo que Susana comprovou sua fama criativa, ao trabalhar com variedades de Cabernet Sauvignon (65%), Malbec (15%), Cabernet Franc (10%), Petit Verdot (5%) e Merlot (5%).
“Esse vinho mostra taninos bem masculinos e traz uma aroma concentrado de frutos do bosque e pimentas”, falou sobre sua criação, mas também ressaltando que a bebida necessita de uma tempo na taça para evoluir e mostrar suas qualidades. Cresceu muito em sabor quando degustado com o filé de cordeiro ao estragão e batatas gratinadas. O Brioso foi servido paralelamente ao Susana Malbec, mais suave na boca, com uma mistura que desperta para frutas, flores, chocolate, baunilha e caramelo, porém não tão marcante quanto o Brioso - impressionante por sua cor avermelhada e brilhante e pelo preço da garrafa: R$ 250.
Os vinhos da Dominio del Plata permanecerão na carta do Mingus e Nicola Sultanum continuará sugerindo harmonizações com pratos da casa. Informações: (81)3465-4000.
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Susana Balbo apresenta suas criações
Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Fortaleza do Seival Tannat – 2006
Elaborado 100% com a casta Tannat, este vinho é produzido pela vinícola Miolo, na região da Candiota, na Campanha Gaúcha – RS. É um vinho jovem, que ressalta a tipicidade da uva, mostrando forte adstringência na boca. Sua coloração é rubi com reflexos violáceos. Já os aromas são de frutas vermelhas e baunilha. De médio corpo, no paladar tem notas de frutas vermelhas maduras. Assim como já havia dito, os taninos estão bem presentes – causando a adstringência. Vale ressaltar que são taninos de boa qualidade. O amargor final e o álcool em evidência podem incomodar um pouco.
Provei numa degustação, em temperatura ambiente. Acho que melhora se servido à temperatura certa (16ºC). Também deve ser interessante deixá-lo respirar por uma horinha. Por sua pouca complexidade, é um vinho que está entre razoável e bom. Teor alcoólico de 14%. No Recife, está à venda no RM Express (endereço aqui). Faixa de preço: R$ 17.
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Loios Tinto - 2006
Este tinto Regional Alentejano é feito pelo enólogo e produtor João Portugal Ramos. A princípio, sua intensidade aromática me incomodou um pouco. É marcado por uma explosão de frutas, onde predominam cerejas e amoras, com um leve toque tostado. Já no paladar, é um vinho de médio corpo que apresenta taninos macios e boa acidez. Mantém o frutado, só que de maneira mais discreta. Na taça tem coloração rubi, com lágrimas finas e espessas. Possui 14% de graduação alcoólica. É um rótulo festivo, feito para quem gosta de vinhos frutados. Na sua composição estão as uvas Aragonês, Castelão e Trincadeira. Foi fermentado em cubas de inox com controle de temperatura. Acredito que melhora com mais alguns dois ou três anos de guarda. Importado pela Porto a Porto, custa R$ 31,65 na Wine Store.
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
A saga das garrafas azuis
Durante os anos 90, época em que o governo Collor abriu as importações para o Brasil, o país viveu um fenômeno que, segundo muitos especialistas, mudou radicalmente o mercado nacional de vinhos. É difícil alguém que já consumia algum tipo de bebida alcoólica naquela época, ou pelo menos que convivia com alguém que bebia, não ter tido contato com o vinho da garrafa azul. O Liebfraumilch, vinho branco de qualidade duvidosa fabricado na Alemanha, causou uma revolução de proporções inimagináveis no país.
Foi a partir da entrada desses vinhos no mercado que muitas pessoas tiveram contato com a bebida pela primeira vez. Era um vinho barato e que tinha um certo charme, pois se destacava nas prateleiras por se diferenciar do restante das garrafas. É interessante lembrar que a idéia de engarrafar o Liebfraumilch em recipientes azuis foi uma jogada do importador de bebidas Otávio Piva, proprietário da Expand, que convenceu o fabricante do vinho a produzir garrafas naquela cor para enviar ao Brasil.
No auge da moda, era comum ouvir as pessoas pedirem “o da garrafa azul”, pois além de tudo a bebida da vez tinha um nome difícil de se pronunciar. De julho de 1997 a julho de 1998 o Liebfraumilch fabricado por Josef Friederich era o vinho importado mais vendido no Brasil. Nesse período, segundo os importadores, foram comercializadas 850 mil garrafas do produto, que eram vendidas ao custo de R$ 2,50 a R$ 8,00.
Tenho um amigo que costumava dizer naquela época que “quanto mais consoantes o vinho tiver no seu nome melhor ele é”. Estava criado um fenômeno que veio acompanhado de dois mitos. Muita gente tinha experimentado vinho pela primeira vez e se interessou a conhecer mais. Está aí o fenômeno: o aumento estrondoso no consumo da bebida.
Com o aumento da procura de outros tipos e marcas de vinho no país, o brasileiro chegou à conclusão que o velho “Lieb não-sei-o-quê-lá” não era lá essas coisas. E o pior: também concluiu que os vinhos brancos e os vinhos alemães não prestavam – o que não é verdade, pois os vinhos produzidos na Alemanha com a uva Riesling, conhecida como a rainha das uvas brancas, são venerados por muitos e considerados os melhores vinhos brancos produzidos no mundo. Eis os mitos.
Admito que tomei algumas vezes (mesmo sem apreciar) o velho Liebfraumilch, pois ele estava em todas as festinhas, principalmente as de família. Hoje, passado o modismo, vejo os mesmos familiares e amigos que compravam a garrafa azul pagando um pouco mais para satisfazer melhor o paladar. Outros já não fazem tanta cara feia quando se fala em vinhos brancos. As coisas andam rápido no Novo Mundo. E com os vinhos não poderia ser diferente. Um dia a gente chega lá.
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Acontece em Pernambuco
Curso de enogastronomia
A Faculdade Maurício de Nassau e a CataEventos realizará, no próximo dia 13 de setembro, um curso de enogastronomia. A atividade acontecerá na própria Faculdade, no Recife, das 9h30 às 14h30, e terá como formador o escanção (sommelier) português José Carlos Santanita. No conteúdo estão tópicos como preparação de menu vínico, degustação com vinhos do mundo e provas de sensações elementares, entre outros. O investimento no curso é de R$ 250. Mais informações: (81) 3414-4611, ramal 4850.
Festival de carnes de caça no Fellini Vineria
De hoje (14) até domingo (17), o Fellini Vineria & Ristorante realizará o Festival Della Caccia, com degustação de pratos como faisão, javali, pato, codorna, perdiz e ganso. A casa é a única no Nordeste que conta com carta de vinhos assinada pelo renomado sommelier Manoel Beato, do restaurante Fasano. Entre as opções do menu estão um nhoque de batata com carne de javali à bolognesa, risoto com carne de perdiz, codorna ao vinho com alecrim servido com pequenas batatas e faisão ao forno temperado com ervas finas e vinho servido com polenta à gorgonzola, entre outras opções.
Fellini Vineria & Ristorante: Av. Conselheiro Aguiar, 1881 – A, Boa Viagem - Recife.
Informações e reservas: (81) 3466-6376
Miolo faz apresentação no Festival Monte Castelo Caças e Vinhos
Neste sábado (16), a Miolo Wine Group fará uma apresentação de seu portfólio e dos projetos que o grupo possui, durante o Festival Monte Castelo Caças e Vinhos. O evento acontece na Fazenda Monte Castelo, em Gravatá (BR 232 – KM 92), a partir das 16h. A demonstração será feita pelo diretor da Miolo para região Recife (PE, PB, RN, PI, MA, CE), Carlos Henrique Araújo. Após a apresentação, o enófilo José Luis Spencer faz uma palestra sobre enogastronomia. Mais informações: (81) 3325-4334 ou (81) 8814-9401.
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
Yume Montepulciano D'Abruzzo DOC – 2004
Produzido pela Caldora, uma parceria entre o empreendedor Valentino Sciotti e o renomado produtor Mario Ercolino, este rótulo nasce de um dos maiores vinhedos corporativos da região de Abruzzo, na Itália. A área tem um total de 1200 hectares, dos quais apenas os 200 melhores são selecionados. É um vinho de cor rubi intensa e com bastante opacidade. Os aromas são de frutas maduras, predominando a ameixa, com um ligeiro toque de tostado e especiarias. Na boca é seco e de médio corpo. O álcool está um pouco evidente, mas em compensação os taninos são de boa qualidade e estão bem presentes. As notas de frutas e tostado também são sentidas no paladar. Sua persistência é média e leva em sua composição 100% da uva Montepulciano. O Yume tem teor alcoólico de 14%. Acompanha bem pratos de tempero forte, carnes e queijos maturados. Importado pela Casa Flora, pode ser comprado pela internet na Wine Store. Faixa de preço: de R$ 45 a R$ 55.
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Poderuccio IGT – 2006
Produzido pela vinícola italiana Castello di Camigliano, este supertoscano tem em sua composição as uvas Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot, que foram cultivadas em terreno argiloso, rico em calcário. É um vinho de ótima estrutura, que é percebida já na taça. O visual da bebida é transparente, com coloração rubi e reflexos atijolados. Os aromas são complexos, onde se sobressaem compotas, seguidas de notas de amêndoas, tabaco, terra e couro. Na boca revela grande corpo, com taninos evoluídos e bastante equilíbrio. É um vinho que apesar de jovem está bem evoluído. Cerca de 30% da bebida passa seis meses em carvalho francês. Depois de engarrafada, descansa por mais quatro meses. Tem 13,5% de álcool na composição. O Poderuccio IGT é importado pela Casa Flora. Sua faixa de preço é de R$ 50 a 60. Pela internet, à venda no site da Wine Store.
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Thierry Villard faz degustação no Recife
O francês Thierry Villard, um dos pioneiros na produção de uvas e vinhos no Valle de Casablanca, norte do Chile, realizará uma degustação nesta terça (12), no Recife. A atividade acontecerá no Restaurante Mirage, no Hotel Atlante Plaza, onde serão apresentados quatro vinhos, harmonizados com um menu elaborado pelo chef da casa, Allain Rodrigues. Villard, que é considerado um dos maiores especialistas em vinhos brancos chilenos, vem a convite da Ingá Vinhos Finos. No evento, serão degustados vinhos produzidos com as cepas Sauvignon Blanc e Chardonnay, além dos tintos Cabernet Sauvignon e Merlot.
Serviço:Degustação com Thierry Villard
Local: Restaurante Mirage - Hotel Atlante Plaza, Av. Boa Viagem, nº 5426, Recife - PE
Data: 12/08/08, às 19h30
Entrada: R$ 60
Informações: (81) 3326-3259 ou (81) 3304-9361
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
Dia dos Pais no Recife regado a vinho
Nos últimos dias, recebi algumas sugestões de promoções de vinhos e locais para a comemoração do Dia dos Pais. Resolvi juntar todas aqui para que você possa conferir e escolher uma das opções. Aos pais, um brinde!
Club Du Vin
Além de produtos em promoção, a loja oferece kits com acessórios e bolsas em couro para vinhos. A novidade são as caixas de madeira personalizadas com local para fotos e capacidade para uma ou quatro garrafas de vinho.
Abaixo algumas sugestões de kits da casa:
Pai Companheiro
01gf Alion 2003
01gf Caro 2003 Argentina
01gf Aussieres Rouge 2005 França
01gf Luis Pato Vinhas Velhas bcº 2007 Portugal
01gf Luis Pato Vinhas Velhas Ttº 2005 Portugal
01gfTokaji Mandolás 2003 Hungria.
De :858,00 POR: 686,00
Pai Amigo
02 gfs Chateau Thibaud Ducasse 2003 França
02 gfs Entre II Santos 2005 Portugal
01 gf Tokaji Mandolas 2003 Hungria
01 gf Prosseco Castello de Man Italia
De:435,00 POR :348,00
Pai Amoroso
01gf Cotes Du Rhone Parallele 45 bcº 05 GFrança
01gf Alamos Torróntes 06 Argentina
02 gfs Vinas del Vero Crianza 01 Espanha
02 gfsDon abel Cabernet Brasil
De:266,80 POR :213,00
Endereço: Rua Solidonio Leite, 26, Boa Viagem
Informações: (81) 3326-5719
Creperia La Plage
Esta opção é para o final da tarde de domingo, a partir das 18h. As sugestões são o Crepe Côte d’Azur, R$ 14,50 (camarões, abacaxi, pimentão vermelho com cebola roxa refogados no azeite, mussarela, vinagrete cítrico de mel de engenho, manjericão fresco, rúcula e alface), San Marino, R$ 13,10 (queijo raclette, salame italiano grelhado, creme de cogumelos e palmito ao vinho branco com cubos de tomate e sálvia). De sobremesa, o Toulon Nutella, R$ 12,80 (banana, nutella, sorvete de creme, calda de chocolate, polvilhado de castanha).
Endereços: *Boa Viagem - Rua Prof. Rui Batista, 120
Informações: (81) 3465-1654 *Casa Forte - Rua Dona Ada Vieira, 33 Informações: (81) 3341-7938
Emporium Deli
No domingo, a casa oferece o almoço do Dia dos Pais. Entre os pratos, pescada amarela à Emporium Deli, bacalhau português, penne ao alho poró, marinados de lula, polvo e sardinha. O menu completo, com entrada, prato principal e sobremesa, fica por R$ 32, valor individual. Para harmonizar, são cerca de mil rótulos de vinhos nacionais e internacionais.
Endereço: Av. Eng. Domingos Ferreira, 3814, Boa Viagem
Informações: (81) 3326-9587 e (81) 3326-7417
Nez Bistrô
O chef Roberto Duran sugere um menu com pratos criados especialmente para a data, que podem ser harmonizados com os vinhos e espumantes da Importadora Zahil, encontrados na casa. Na entrada, Tartare Cítrico de Salmão, R$ 16 (pequenas cubos de salmão envolvido em um molho cítrico gratinado com queijo grana padano), vai bem com o espumante francês Veuve Paul Bur Brut. Para os pratos principais, o chef sugere duas opções. A primeira, Pato Offley, R$ 38 (pato confit ao molho de acerola acompanhado de risoto de cogumelo) e o vinho chileno Aquitania Cabernet Sauvignon. A outra, Carré Château Puycarpin, R$ 45 (carré grelhado, acompanhado de musseline de jerimum e couscous marroquino) com o vinho francês Chateau Puycarpin. De sobremesa, a Tortellini Trufada, R$ 15 (fina massa trufada com frutas vermelhas coberta por uma calda de chocolate), pode ser acompanhada pelo vinho chileno Domaine Conté Late Harvest.
Endereço: Praça de Casa Forte, 314, Casa Forte
Informações: (81) 3441-7873.
Restaurante Villa
O menu de bistrô, criação do chef Joca Pontes, vai muito bem acompanhado de vinho. Destaque para a entrada Carpaccio de Salmão, R$ 20 (ao vinagrete de manjericão, molho cream cheese com ervas e torradas). No prato principal, steak Frites R$ 24 (medalhões de filé grelhados com batatas fritas à moda antiga, saladinha de tomates com cornichons e molho de mostarda dijon à l’ancienne). Para finalizar, a sobremesa Creme Brulée, R$ 7, e Brownie, R$ 11 (bolo de chocolate meio amargo, com calda quente e sorvete de creme).
Endereço: Rua da Hora, 330, Espinheiro
Informações: (81) 3426-2902
Restaurante Ponte Nova
A casa, que não abre aos domingos, optou pelo jantar no sábado à noite. O menu contará com a entrada Tartare de Boeuf, R$ 18 (tartare de filet mignon, temperado com azeite extra virgem, cebola roxa, gengibre, ervas frescas e flor de sal, condimentado com mostarda Dijon à l’ ancienne com mel de abelhas, fritas maison e mix de folhas). No prato principal, da Boa Lembrança, Imprensadinho d’ Agneau, R$ 46 (cordeiro prensado e grelhado ao molho de cerveja preta, sobre arroz jasmine com jerimum, acompanhado de folhas de couve ao alho e queijo brie). Ao escolher a sugestão da Boa Lembrança, o cliente ganha como recordação o prato cerâmico artesanal. Para a sobremesa, o destaque fica por conta do Café Gourmet, R$ 8 (café expresso com mini creme brulée e colher de ganache de chocolate meio amargo com morangos e crumble).
Endereço: Rua Bruno Veloso, 528, Boa Viagem
Informações: (81) 3327-7226
Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Tapada de Coelheiros Chardonnay - 2006
Assim como os outros vinhos da linha Tapada de Coelheiros, o Chardonnay chama a atenção pela sua garrafa e a bela ilustração do rótulo. É um elegante Vinho Regional Alentejano produzido pela vinícola Herdade dos Coelheiros, propriedade familiar que também se destaca pela produção de cortiça e nozes.
Elaborado pelo enólogo António Saramago, o vinho tem em sua composição 100% da uva Chardonnay. A bebida fermentou em carvalho francês novo a 16º C, passando mais três meses de descanso na garrafa. Tem 14% de teor alcoólico. A coloração é amarelo-palha, com a presença de alguns cristais. Seus aromas são de frutas como o abacaxi e a maçã verde, revelando ainda notas de baunilha e um ligeiro amanteigado. Mostra boa acidez e volume na boca. É um vinho fresco e pouco persistente. Vai bem com peixes e mariscos. O único problema é o seu preço. Importado pela Mistral, é um rótulo que está na faixa acima dos R$ 100. Enquanto isso, lá em Portugal, os sortudos patrícios compram a €15.50. Quem trará em breve este vinho para o Recife é o Club Du Vin (endereço aqui).
Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Casa Lapostolle Cabernet Sauvignon – 2006
Fazer vinhos que integrassem características do Novo e do Velho Mundo. Esta foi a intenção da família francesa Marnier-Lapostolle ao criar, em 1994, no Chile, a Casa Lapostolle. O Cabernet Sauvignon traduz justamente isso. Produzido na região do Vale do Rapel, este é um vinho potente, com teor alcoólico de 15%. Em sua composição, além da cepa Cabernet Sauvignon (85%) está a Carmenère (15%). Na taça é escuro, de cor rubi com reflexos violáceos. Seus aromas vão desde amoras e compotas a notas herbáceas e tostado, sentindo-se a presença elevada do álcool. Seco e encorpado, mostra taninos de boa qualidade. Mantém na boca as mesmas impressões sentidas no nariz, porém sem a interferência do álcool. Tem média persistência. É um vinho que ainda está jovem e pode ser guardado ainda por mais 10 ou 15 anos. É importado pela Mistral, onde custa R$ 37,13. No Recife, pode ser encontrado no Club Du Vin (consulte endereço).
Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
FP Ensaios Branco – 2006
Este foi um dos rótulos degustados no último final de semana, durante o curso de sommelier profissional da ABS no Recife. É um branco muito interessante, elaborado por Felipa Pato, uma das mais respeitadas integrantes da nova geração de enólogos de Portugal e filha do revolucionário produtor Luís Pato. Trata-se de um corte das uvas Bical e Arinto, cultivadas em solo calcário, na região de Beiras.
De aspecto visual límpido, brilhante e transparente, tem coloração amarelo claro com reflexos esverdeados. Na taça forma lágrimas lentas e grossas. Os aromas lembram pêssego, com um ligeiro toque de melão. Também estão presentes algumas notas minerais, como terra molhada. Na boca mostra-se seco, com corpo médio e boa acidez. Mantém as impressões do aroma, acrescentando-se um ligeiro sabor mentolado. É um vinho muito bem feito, bom para ser tomado nas épocas mais quentes, acompanhando pratos com frutos do mar. Tem 12,5% de álcool. Importado pela Porto a Porto, custa na faixa de R$ 45. À venda na internet pela Wine Store.
Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
Dal Pizzol Tannat - 2004
Já gostaria de ter comentado sobre este vinho há algum tempo. Porém, semana passada abri outra garrafa dele e não podia deixar de compartilhar o que achei. O Dal Pizzol é um vinho feito em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Em minha opinião, é um dos melhores nacionais que já tomei. O seu custo-benefício também é bastante interessante. Encontrei em promoção na Casa dos Frios, no Recife (ver endereço), por R$ 17,90. O preço normal varia de R$ 25 a 30.
Trata-se de um vinho muito bem elaborado, com uma produção restrita a cinco mil litros. Feito com 100% da uva Tannat, casta de origem francesa e que hoje é símbolo da vitivinicultura do Uruguai, ele amadurece por 15 meses em tonéis de madeira, depois é estabilizado e filtrado. A bebida passa três meses descansando na garrafa antes de ser comercializada.
Na taça, apresenta uma coloração rubi bem fechada com reflexos violáceos, lágrimas em quantidade e uma pequena formação de cristais. É um vinho com ótima intensidade de aromas, onde ressaltam-se notas de ameixas, especiarias, couro e tostado. Na boca é agradável, encorpado, com taninos macios e boa acidez. Tem uma doçura diferente, talvez vinda da boa qualidade tânica. Além de manter as impressões de frutas vermelhas, deixa um longo final, lembrando tostado. Possui 12% de álcool na composição.
Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Vinho e sushi
Quando vou a restaurantes japoneses, tenho o costume de observar o que as pessoas estão bebendo. A grande maioria, inclusive eu, aposta na boa e velha Coca-Cola para acompanhar as iguarias da culinária oriental. Não é comum entre os brasileiros o hábito de tomar saquê, bebida japonesa à base de arroz fermentado, que, teoricamente, acompanha bem os sushis, sashimis, etc e tal. Mas todo apreciador de vinho que se preze já pensou em tentar ou tentou harmonizar a comida da terra do sol nascente com a bebida. Afinal, algum vinho combina com japonesa?
Os vinhos brancos, espumantes e os rosés são os mais indicados para acompanhar esse tipo de comida. Deve preferir-se os brancos mais jovens, pouco encorpados. Em minha opinião, existem dois vilões japoneses que podem “fulminar” um vinho: o molho shoyu e o wasabi. Tentando harmonizar sem a presença desses acompanhamentos ou usando bem pouco deles, o resultado pode ser satisfatório.
Existem hoje no mercado algumas interessantes opções de vinhos feitas exclusivamente para acompanhar a comida japonesa. Uma delas é o argentino Oroya, produzido na região de Mendoza, na Argentina. A bebida foi desenvolvida pela enóloga japonesa Yoko Sato, que utilizou as uvas Torrontés e Pinot Noir na composição. “É um vinho jovem, com corpo firme e pleno, com acidez equilibrada e agradável", explica Fabrício Navarro, da distribuidora Ingá (consulte endereços), que traz com exclusividade o Oroya ao Recife. O vinho custa R$ 22,50.
Outra opção é o brasileiro Sushi Vin. Produzido na Serra Gaúcha, leva em sua composição as cepas Chardonnay, Malvasia Bianca e Moscato. A proposta do primeiro vinho nacional feito para harmonização com a gastronomia oriental é de uma bebida leve e refrescante, com ricos aromas. Foi criado em parceria por uma equipe composta por agrônomos, enólogos e sommeliers, em busca do equilíbrio com a comida japonesa. A sugestão de temperatura para consumo é bem gelado, de 6 a 8 ºC. Há alguns dias, estava em promoção na distribuidora Vinhos Recife (ver endereço), por R$ 9,90 (garrafa de 500 ml). A média de preço é R$ 20.
Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Montevalle Reserva Tinto - 2002
Mais um belo vinho da Bago de Touriga, empresa dos jovens enólogos portugueses João Roseira e Luís Soares Duarte. Eles não têm vinhas próprias, por isso fizeram parcerias com pequenos produtores de terroirs especiais do Douro. O processo de produção privilegia os lagares com pisa-a-pé, adaptando a técnica às características das uvas usadas.
Foram produzidas apenas 10.724 garrafas desta safra, que é elaborada com as castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca, provenientes do Cima Corgo e Baixo Corgo. A bebida estagiou em barricas de carvalho de dois anos de idade. Tive a sorte de provar uma dessas garrafas e gostei da potência e elegância do vinho. Na taça apresenta cor granada e os aromas são de grande intensidade, ressaltando frutas maduras, cacau e fumo. Na boca revela bom corpo e frescor, com uma certa secura dos taninos e toques de vegetal. O final de boca é bem interessante, deixando um toque apimentado. Segundo o produtor, terá boa evolução na garrafa. No Recife, está à venda na distribuidora Satturno (ver endereço). A faixa de preço é de R$ 70.
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Santa Helena Siglo de Oro Cabernet Sauvignon - 2006
Nesta época de inverno sempre aparecem boas promoções de vinhos. O clima aqui no Recife tem estado chuvoso e ameno, propício para se tomar a bebida. Por isso, supermercados e lojas especializadas locais vêm realizando várias promoções. É época de ficar de olho para aproveitar as "barganhas". Uma das que encontrei foi o Santa Helena Siglo de Oro Cabernet Sauvignon. É um vinho que custa na faixa de R$ 29 e está por R$ 16,90, no RM Express (consulte o endereço). Já conhecia o Carmenère da mesma linha e tinha achado um rótulo bem agradável. O Cabernet Sauvignon é um vinho simples, que apesar de uns pequenos defeitos dá para ser tomado no dia-a-dia, acompanhando bem pratos com carne vermelha.
Produzido no Vale do Colchagua, no Chile, 70% deste vinho passa por tanques de aço inoxidável durante três meses e os outros 30% por barris de carvalho francês pelo o mesmo período. Na taça tem cor rubi, com notas violáceas. O aroma lembra frutas vermelhas, chocolate e pimentão. O álcool incomodou um pouco, mas acredito que foi por ter servido em temperatura ambiente (o vinho foi decantado por uma hora). É uma bebida de médio corpo, também marcada no paladar por pimentão, frutas vermelhas e um toque de baunilha. Deixa um pequeno amargor no final. Típico vinho que melhora acompanhando a refeição. Pelo preço da promoção, compraria novamente. Pelo preço normal, preferia investir em novos rótulos.
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Programe-se para os próximos cursos de vinho no Recife
A cidade está com várias opções de cursos sobre vinhos nos próximos dias. Confira as dicas e escolha a que você mais se identifica.
Nez promove curso em parceria com a importadora Zahil
O restaurante Nez, em parceria com a distribuidora Zahil (SP), vai oferecer um curso de que tem como principal atrativo não só a degustação de vinhos, mas também informar a origem e fabricação da bebida. A atividade acontecerá nas segundas-feiras 4, 11, 18 e 25 de agosto, das 20h às 23h. Quem comandará o curso é José Pereira Barros Neto, o sommelier Barros, que já passou por casas da alta gastronomia de São Paulo e hoje presta consultoria no Recife.
As vagas são limitadas para 20 pessoas. Fazem parte do programa assuntos como ‘Iniciação ao Mundo do Vinho’, ‘Métodos de Elaboração dos Vinhos Brancos e Tintos’ e ‘Adegas e Serviços de Vinhos’. Haverá ainda dicas de confecção de carta, garrafas, rolhas, degustação e análise sensorial. Ao final de cada dia serão servidos espumantes, prosecco, champagne e vinhos tinto, rosé e branco.
No término do curso serão distribuídos CDs com os assuntos apresentados e ainda um haverá um sorteio de um kit com vinho importado e uma bolsa personalizada para transporte das garrafas. O investimento é de R$ 400, por pessoa. O pagamento pode ser feito através de cartão de crédito ou depósito bancário.
Informações e inscrições:
Restaurante Nez – Praça de Casa Forte, 314, Recife – PE
Fone: (81) 3441-7873.
Curso de Vinhos e Degustação da Confraria do Vinho CTG
Voltado para as pessoas que têm interesse em aprender mais sobre vinhos e enogastronomia, este curso será ministrado pela chef, enóloga e sommelier Patrícia Possamai, professora do curso de sommeliers do Senac–RS. A atividade acontecerá no Park Hotel, em Boa Viagem, nos próximos dias 8 e 9 de agosto, com foco principal na percepção dos aromas, dos sabores e na harmonização do vinho e alimento.
O curso será dividido em dois módulos de três horas, com o primeiro sendo apresentado no dia 8 de agosto, das 19h às 22h e o segundo no dia 9 de agosto, das 9h às 12h. Entre os assuntos abordados estarão a vitivinicultura no mundo, análise sensorial, degustação prática (vinhos nacionais e importados), serviço do vinho e dicas de harmonização enograstronômica. Ao final do curso, será realizado um almoço como parte prática da harmonização.
Para os sócios da Confraria do Vinho CTG o investimento será de R$ 100. Os não-sócios pagam R$ 110 até o dia 3 de agosto e, após esta data, R$ 120.
Informações e inscrições:
Agência de Turismo Vic Brasil
AV. Múcio Uchoa Cavalcanti, 429 – Engenho do Meio
Telefones (81) 3453-6144 / (81) 9980-4773 / (81) 8886-7766
31/07 - Degustação e Curso de Aromas no Club Du Vin, em Boa Viagem.
Comandada pelo escanção (sommelier) José Carlos Serrano Santanita, considerado o Pedagogo do Vinho de 2007 em Portugal. Programação aqui.
11/09 – “Iniciação ao Mundo do Vinho”, na Livraria Saraiva do Shopping Center Recife. Ministradas pelo professor Ivan Miranda, as aulas acontecerão todas as quintas-feiras, durante 12 semanas. Programação e mais informações em breve.
Segunda-feira, 28 de Julho de 2008
7º Encontro da Cavas
Na semana passada participei do 7o encontro da Confraria Amigos do Vinho do Vale do São Francisco (Cavas), no Dom Ferreira Forneria, em Boa Viagem, no Recife. De antemão, deixo os meus parabéns a Ricardo e Gustavo Lustosa, que têm conseguido reunir cada vez mais interessados em vinhos, nos descontraídos e bem organizados encontros da Confraria. A degustação foi conduzida pelo experiente Barros (na foto), sommelier que está à frente do Dom Ferreira. Vamos às harmonizações:
Espumante Famiglia Fornari Brut
Este espumante argentino, produzido na região de Mendoza, Argentina, acompanhou bem os canapés servidos de entrada. É elaborado com as uvas Chenin Blanc, Pinot Blanc e Chardonnay. A fermentação realizada a baixas temperaturas proporciona bolhas minúsculas e persistentes, assim como uma boa espuma. De paladar suave, mostra aromas que lembram flores e frutas frescas, como a pêra. Tem graduação alcoólica de 12%.
Versus – 2007
O vinho é um sul-africano elaborado com as uvas Pinotage, Cinsault e Syrah. Fresco e bastante leve, tem uma bela coloração groselha, límpida e brilhante. Mostra aromas de morango e na boca apresenta final persistente. Segundo Barros, deve ser servido a uma temperatura entre 7º a 10º C. Na minha opinião, o melhor vinho da noite. Vem em uma bonita garrafa de 1 litro.
A harmonização foi feita com o delicioso Panini da Forneria (elaborado com massa de pizza, assado no formo à lenha, acompanhado de salada decorativa) e de uma pasta de salmão defumado com peito de peru e queijo mussarela.
Alma de Chile, Cabernet Sauvignon – 2006
Este vinho, como explicou o sommelier Barros, está enquadrado na nova classificação chilena de DOC. Foi elaborado com 85% de Cabernet Sauvignon, mesclados em um corte de Carménere e Merlot. Produzido no Vale do Aconcágua, começou a ser importado há pouco tempo para o Brasil. Apresenta cor rubi intensa e mostra no nariz notas de especiarias e frutas vermelhas. Tenho impressão que se o vinho respirar por mais tempo, os aromas melhoram (inclusive o álcool, que está um pouco pronunciado). É um rótulo de médio corpo, com taninos finos e toques de baunilha. Estagiou cerca de três meses em carvalho.
A minha opção de acompanhamento foi o Filet a La Cavas, prato criado especialmente para o encontro e que segundo o sommelier Barros, irá compor a partir de agora o cardápio do Dom Ferreira. Trata-se de um saboroso medalhão de filet mignon com manteiga de ervas finas acompanhado de fettuccine ao molho de gorgonzola. Recomendo!
Oremus Asti Moscatel
Este espumante brasileiro acompanhou divinamente a torta de maçã caramelizada servida de sobremesa. É produzido pela vinícola Fante, na Serra Gaúcha, com a variedade de uvas Moscato. Apresenta gás natural resultante de uma única fermentação, na qual se interrompe o processo fermentativo para manter a quantidade de açúcar proveniente da própria uva. Tem sabor adocicado e boa acidez. A graduação alcoólica é de 7,5%.
Serviço:
Dom Ferreira Forneria
Avenida Domingos Ferreira, 4140, Boa Viagem.
Fone: (81) 3463-4141
Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
O uso do decanter
Para os que não estão familiarizados, o decanter (ou decantador) é um recipiente de vidro ou cristal para onde se transfere o vinho depois de aberto. Esse procedimento faz com que alguns vinhos liberem seus aromas. Em rótulos de mais idade, serve para separar os sedimentos que se formam na bebida. Para isso, é necessário que antes de colocar o vinho no decantador, a garrafa fique em pé durante o tempo suficiente para que a matéria em suspensão desça. Depois, se transfere delicadamente o conteúdo para o decanter, de maneira que o depósito fique na garrafa original.
Não é necessário decantar os vinhos brancos, pois eles não criam borra. Porém, alguns especialistas afirmam que aerar os grandes vinhos brancos ajuda a liberar novos aromas. Para mim, os mais delicados, como os Riesling ou Sauvignon Blanc, nada têm a ganhar com a decantação.
Quanto aos vinhos velhos, é recomendável decantá-los pouco tempo antes de servir. Os mais concentrados, como os Barolo, Barbaresco e Brunello de Montalcino evoluem com a decantação. Mas não só os grandes vinhos devem ser decantados. Um Cabernet Sauvignon encorpado do Novo Mundo, por exemplo, pode ser beneficiado depois de “respirar” um pouco no decanter.
A maioria dos estudiosos recomenda a decantação para oxigenar os vinhos jovens, mas nem todos concordam com isso. Uma dessas pessoas era o reconhecido enólogo francês Emile Peynaud, já falecido. Ele dizia que a oxigenação só prejudicava o vinho. Na prática, podemos perceber que alguns vinhos “amaciam” depois de decantados. Os que são muito tânicos, por exemplo, têm a adstringência diminuída e ganham mais aromas.
A MADAME E O DECANTER
Conta o jornalista Carlos Alberto Sardemberg que uma conhecida socialite brasileira ficava chateada com o uso do decantador porque não dava para os participantes do jantar saberem qual era o vinho que estava sendo servido. Portanto, ela tirava o rótulo da garrafa e colava no decanter. Além de deselegante, a solução não tem nada de prática. O crítico Renato Machado, parceiro de Sardemberg na rádio CBN, diz que o ideal quando se usa o decantador é colocar a garrafa original do lado para o convidado saber o que está tomando.
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
Orgânicos e Biodinâmicos ganham espaço
Hoje em dia, cada vez se fala mais em saúde e consciência ecológica. No mundo dos vinhos não é diferente. Termos como “orgânicos” e “biodinâmicos” já estão presente no vocabulário dos enófilos. Mas, de fato, você sabe o que significam?
A viticultura orgânica proíbe o uso de pesticidas sintéticos, herbicidas, fungicidas e fertilizantes químicos, permitindo apenas o uso de aditivos naturais, controle manual ou mecânico de ervas daninhas e combate não-tóxico às pragas. Já a biodinâmica segue a filosofia agrícola alternativa onde o vinhedo sofre menos intervenções, se baseando na relação energética das plantas com o meio ambiente (animais, forças da natureza e energia do sol, por exemplo).
Segundo o importador Fabrício Navarro, da Ingá Vinhos Finos, no Recife, o Chile é o paraíso dos biodinâmicos e orgânicos, tendo o Vale do Colchagua uma localização privilegiada. "De um lado o Oceano Pacifico e de outro a Cordilheira dos Andes, duas barreiras naturais que garantem proteção as uvas", explica. A sua empresa está trazendo alguns vinhos que seguem esses conceitos.
Entre os lançamentos da Ingá estão onze rótulos da vinícola chilena Emiliana. Os destaques ficam por conta do Emiliana G (R$ 359,13), Adobe Cabernet Sauvignon (R$ 37,00), Emiliana Orgânico Coyan (R$ 159,00), Emiliana Orgânico Novas Carmenere/Cabernet Sauvigon (R$ 75,00) e o Adobe Merlot (R$ 37,00). “São vinhos para diferentes tipos de paladar, que podem ser harmonizados tanto com pratos leves quanto os mais sofisticados", afirma Navarro. Ainda não experimentei nenhum vinho desse produtor, mas prometo postar aqui os comentários quando degustá-los. Confira os endereços da Ingá.




