quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Festas 2014: Roteiro de cestas de Natal no Recife

Há bastante tempo, cestas contendo bebidas e guloseimas são uma opção bastante procurada para se presentear nesta época de Natal. Os vinhos então são itens indispensáveis na lista. Se você que agradar alguém que goste de comer e beber bem, aí vai um pequeno roteiro de onde encontrar diferentes opções de cestas e kits de Natal no Recife e arredores:

CASA DOS FRIOS


O mais tradicional endereço das comilanças de Natal no Recife traz este ano cestas com até 94 itens, entre os quais os tradicionais panetones, bolo de rolo, bolo de frutas, além de espumantes, vinhos, conservas e queijos. As opções são a partir de R$ 89.

A Casa dos Frios ainda oferece mais de 50 pratos por encomenda para as festas. As delícias, como o Bacalhau Espiritual, o Arroz de Pato e o Camarão à Marquesa são produzidos há quase seis décadas por Fernanda Dias e agora ganham uma releitura pelas mãos de Izabel Dias.

Casa dos Frios
Graças: Av. Rui Barbosa, 412,Graças. (81) 2125 0000
Boa Viagem: Av. Domingos Ferreira, 1920, Boa Viagem. (81) 2125 0231.

CAMPO DA SERRA


A Campo da Serra aposta nos seus principais produtos, os queijos especiais, para dar um toque especial às suas cestas e kits de Natal. Além de queijos Campo da Serra, estas cestas contêm vinhos, uísques, chocolates do chef Thiago Freitas, azeites, biscoitos, geleias artesanais, frutas secas, entre outros. O cliente pode montar os seus próprios kits com os produtos de sua preferência e de acordo com o seu bolso ou escolher um dos itens do catálogo no site www.campodaserra.com.br.

A marca também aposta nas peças inteiras de queijo (5kg) para decorar a mesa da ceia. Esses queijos variam de R$ 60 a R$ 100 o quilo, dependendo do tipo e do tempo de maturação. Um Emmental com até nove meses de maturação (selo prata) custa, por exemplo, R$ 68,39 o quilo.

Outro clássico Campo da Serra é o queijo do reino. Este vem embalado para presente em uma caixa especial e sai por R$ 55,99 o quilo.

Campo da Serra
Boa Viagem: Galeria Brennand Plaza. Av. Boa Viagem, 5354 (acesso pela R. Verdes Mares). Fone: (81) 3034.5354
Shopping RioMar: Avenida República do Líbano, 251, Pina, Piso G1. Fone: (81) 3034.5354
Gravatá: BR 232, Km 71, Gravatá (logo após a saída do túnel no sentido Recife-Gravatá). Fone: (81) 9465.6725

GRAND CRU


Vinhos, panetones, massas, queijos, doces, chocolate e outras delícias compõem as cestas natalinas da butique de vinhos Grand Cru, em Boa Viagem. São cinco opções com preços que variam entre R$ 98 até R$ 1.339, para a Cesta Reserva Especial, opção mais completa. Esta última inclui 19 itens, com vinho tinto e vinho branco da categoria especial, champagne, licor, uísque Johnnie Walker Black, queijo, massas, geleia, azeite, chocolate suíço, cookies e outros.

Entre as opções mais econômicas, está a Cesta Bourgeois, que custa R$ 98. O kit traz um espumante Nocturno (Argentina), um panetone decorado e barra de chocolate importado. A Cesta Classic, de R$ 182, oferece vinho tinto e branco da categoria clássica, além de outros detalhes como biscoito e geleia.

Mais recheadas, as Cestas Reserva e Grand Reserva, nos valores de R$ 334 e R$ 768, respectivamente, oferecem vinho tinto, vinho branco, espumante, licor e uísque, além de massas, champignon importado, aspargos, arroz arbóreo, penne importado, molhos, cookies, caixa de chocolate suíço e outros itens.

Grand Cru 
Rua França Pereira, 146 – Boa Viagem. (81) 3031-2097.

LACOMEX


A importadora e distribuidora Lacomex está com um catálogo especial de fim de ano contendo cestas,packs e itens especiais.

As opções variam de R$ 65, com intens como espumante, queijo do reino, panetone, nozes e champanheira, e vão até R$ 1.400, com 21 produtos de alta qualidade, como  Champagne Moet Chandon Brut Imperial Rosé, queijo do reino Polenghi, chocolate Lindt e Licor 43, entre outros.
Para baixar o catálogo, acesse o seguinte link: http://lacomex.com.br/catalogo-cestas-lacomex-2014.pdf

Lacomex
Zona Sul: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
Zona Norte: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682 

TIA DULCE


O restaurante e doceria Tia Dulce já é tradicional ponto de vendas de cestas de Natal em Olinda. A casa oferece opções que variam de R$ 49 a R$ 600. A Cesta Mini (R$ 49,90), por exemplo, contém uma geleia Queensberry (320g), chocolate alemão Schogetten (100g), castanha de caju (100g), vinho León de Tarapacá (375ml) e chocolate sonho de valsa (03 unidades).

Já a Cesta Diamante, com 18 itens, inclui dois uísques (Johnnie Walker Black e Grand MacNish), espumante Viña Mar, Vinho Gran tarapacá, Vinho do Porto Dow's, queijo do reino Polenghi, entre outros.

A Tia Dulce também aceita opções de encomenda para as festas de fim de ano. Entre os pratos mais tradicionais da casa estão:

- Peru decorado com fios de ovos e frutas: R$ 44,70/kg
- Tender bolinha com fios de ovos: R$ 55,70/kg
- Lombo suíno fatiado: R$ 49,90/kg
- Bobó de camarão:R$ 57,90/kg
- Bacalhau Gomes de Sá: R$ 49,90/kg
- Bolo de frutas: R$ 44,90/kg
- Tortas diversas: a partir de R$ 34,90/kg

A loja ainda conta com vinhos importados, queijos do reino, panetones e vários produtos gourmet.

Tia Dulce
Rua do Sol, 487 - Carmo – Olinda. (81) 3429.2263

PORTUS DELICATESSEN


Irmã mais nova da Casa dos Frios, a Portus, no bairro da Jaqueira, também não fica atrás quando o assunto é cestas de natal.

A loja está oferecendo opções que vão de R$ 139 a R$ 1.290, com vinhos finoz, azeites uísques, geleias, panetones, chocolates e diversos outros produtos de qualidade.

O catálogo está disponivel no seguinte link: http://issuu.com/portusdelicatessen/docs/catalogo_portus_2014/1

Portus
Avenida Rosa e Silva, 1894, Jaqueira. (81) 3266-4043

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Delicaterie propõe descoberta de novos sabores com serviço de entregas gourmet

Cada dia que passa surgem novas ideias para abrir novos horizontes e facilitar a vida de quem gosta de vinhos e gastronomia. Primeiro foram os clubes de vinhos e cervejas, agora os sites com entregas gourmet. Há algumas semanas fui surpreendida com uma dessas novidades que conquistam a gente pelos olhos e pelo estômago: a Delicaterie.


Trata-se de uma plataforma de relacionamento com os apreciadores da boa comida, que tem como proposta descobrir sabores, alimentos nutritivos e também novidades para a cozinha e enviar esses "achados" para a casa do consumidor em uma simpática caixa batizada de Delibox.

Para receber a DeliBox, os interessados escolhem um plano de assinatura no site e recebem mensalmente o kit contendo de quatro a cinco produtos ligados ao universo gourmet, como temperos, snacks, doces, bebidas e alimentos diferenciados.

Na caixinha que recebi, por exemplo, vieram uma lata do relax drink canadense Slow Cow, penne integral com chia Mosmann, pesto de castanha de caju Casa da Ovelha, bolachas de chocolate e menta Mukli, geléia de alecrim da Doces Carmem e ainda um “espaguetômetro” (medidor de quantidade de macarrão) da Forma Inox. Uma bela surpresa para quem adora descobrir novos sabores!

www.delicaterie.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

DV Catena Chardonnay/Chardonnay 2011


Tipo: Branco.
Produtor: Catena Zapata.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo dourado.
Olfato: Elegante aroma que envolve abacaxi, pêssego, além de notas minerais e tostadas.
Paladar: Encorpado, de excelente acidez e final prolongado. O sabor traz de volta as sensações do nariz e mostra um discreto toque de madeira proveniente do estágio em barricas.
Outras considerações: Belíssimo branco elaborado com uvas Chardonnay provenientes de diferentes microclimas da província de Mendoza, localizados entre 940 e 1.115 metros de altitude. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: Comprado na Argentina por cerca de R$ 45. No Brasil, custa na faixa dos R$ 100 [importado pela Mistral].

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Wine fornece vinhos para os voos internacionais da Azul

A companhia aérea brasileira Azul acaba de fechar parceria com a Wine.com.br, que passa a servir seus vinhos durante os voos internacionais da empresa, nas classes Business Light e Econômica.


Na Business Light, os Clientes contam com vinhos como Clos de Los Siete (Argentina), MacMurray Russian River Pinot Noir (Estados Unidos), Champagne Jacquart Brut Rosé (França) e Champagne Jacquart Brut Mosaïque (França). Já na classe Econômica, há opções como Fantinel Borgo Tesis DOC Grave Pinot Grigio (Itália) e William Hill Central Coast Cabernet Sauvignon (Estados Unidos). Além destes, também é servido, na Business Light, o vinho de sobremesa Grande Renaissance Sauternes AOC (França).

“Apostamos num serviço refinado e de primeira linha, com opções de vinhos que atendem a todos os gostos”, afirmou Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Produto da Azul.

A Wine.com.br é o terceiro maior e-commerce de vinhos do mundo. Já a Azul, é a terceira maior companhia aérea do país. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Recife: “Dezembro de Vinhos” no Nez Bistrô Casa Forte

O Nez Bistrô Casa Forte - de Mônica Tenório e Marcelo Valença (foto) - comemora sete anos neste mês de dezembro. Para brindar a data, está presenteando seus clientes com o “Dezembro de Vinhos”.  A ação consiste na redução de preços de alguns dos rótulos mais pedidos na casa, para consumo nos almoços de sexta e domingo e nos jantares de segunda a sábado.


Entre os onze rótulos selecionados estão o português Vinha Grande Casa Ferreirinha (de R$169 por R$129), o italiano Reali Trebbiano D´Abruzzo (de R$139 por R$97) e o francês Chateau Du Pin Bordeaux (de R$137 por R$99).

A casa ainda criou uma outra ação focada nos clientes que optam pelo local no horário do jantar de segunda a quarta-feira. O “Nez – Grandes Espumantes” conta com nove rótulos que também terão seus preços reduzidos nestes horários. Entre os nacionais estão o Don Abel Brut (de R$65 por R449) e o Cave Geisse Brut (de R$95 por R$77), além de importados como o francês Veuve Paul Bur Brut (de R4123 por R$99) e o italiano La Veneziana Spumante (de R$116 por R$87).


Nez Bistrô Casa Forte
Endereço: Praça de Casa Forte, No 314, Casa Forte, Recife-PE.
Reservas:  (81) 3034-7873/ (81) 9635-0143

Champagne Veuve Clicquot é estrela de jantar harmonizado no Nannai Resort & Spa

O Nannai Resort & Spa, localizado na praia de Muro Alto, em Pernambuco, vai promover nesta sexta-feira (12)  um jantar harmonizado em parceria com a Veuve Clicquot e o restaurante paulistano Clos. O evento contará com a presença do enólogo francês François Hautekeur, responsável pelo divulgação da marca no Brasil.


Para o menu, o chef Juca Duarte escolheu de entrada vieira grelhada, purê de avelã e vinagrete de damasco, combinação que será harmonizada com Veuve Clicquot Vintage 2004. Para o prato principal, robalo com canelone de palmito recheado de purê de alho poró, camarão rosa e escarola com molho de Clicquot e açafrão servido com  Veuve Clicquot Brut. Também está no cardápio um leitão com cebolas em texturas e frutas vermelhas na cachaça, servido com Veuve Clicquot Rosé.  De sobremesa rabanada de brioche, pera, amêndoas e maçã verde com Veuve Clicquot Demi Sec.

A proposta do Nannai é sempre trazer novos chefs com menus diferenciados e sofisticados proporcionando momentos gourmet para hóspedes e pessoas da região. O evento acontecerá no lounge da praia e as reservas são limitadas.

www.nannai.com.br

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Documentário imperdível no Netflix: ‘Um ano na Borgonha’

Atenção, enófilos de plantão! Já está disponível no Netflix o documentário ‘Um ano na Borgonha’ (A Year in Burgundy). O filme retrata os bastidores da safra de 2011 em uma das mais encantadoras regiões vinícolas do mundo: a Borgonha, na França.


Dirigido pelo britânico David Kennard (o mesmo de Mondovino), o longa mostra a história de sete produtores da região, acompanhada de perto pela francesa Martine Saunier, respeitada comerciante de vinhos estrangeiros nos Estados Unidos.

O filme acompanha todas as fases da produção do vinho, trazendo à tona a intimidade dos vinicultores e suas famílias, a rotina de trabalho, os momentos de apreensão e o amor pelo ofício.

Uma das personagens entrevistadas é a Madame Lalou Bize-Leroy (Domaine de La Romanée-Conti e Domaine Leroy). Considerada a rainha da Borgonha, ela conta no documentário alguns “segredinhos” que utiliza no vinhedo.

Segundo o diretor, “Um ano na Borgonha” é exatamente o oposto de ‘Mondovino’. “Eu não tenho uma mensagem que quero transmitir. É muito mais próximo de ‘Sideways’”.

Vale a pena conferir. Eu assisti e adorei.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Petrus e Cheval Blanc: dois mitos na taça numa mesma noite

No último me de setembro, três casais apreciadores de vinhos resolveram tirar da adega o que tinham de melhor para uma degustação, digamos assim, Premium. Eu havia adquirido já algum tempo um Château Cheval Blanc 2001 e esta era a ocasião para prová-lo. Amanda tinha um Château Petrus 2007. E ainda de quebra, levou um Tokaji Aszú Eszencia Andrássy. Ângela nos presenteou com Viña Ardanza 2001, safra considerada excepcional deste tinto espanhol riojano que já não está mais no mercado. E ainda vieram um Guado al Tasso 2008, produzido por Antinori na região de Bolgheri, Itália, e um delicioso Chardonnay chileno Amayna 2010, que serviu para “abrir os caminhos”.


Mas a expectativa estava para os dois ícones da noite. O Cheval Blanc, considerado um dos melhores vinhos do mundo, está na classificação mais alta da região de Saint Emilion, em Bordeaux: Premier Grand Cru Classé "A". Posição ocupada apenas por ele e pelo Chatêau Ausone. Já o Petrus é um dos vinhos mais renomados e desejados pelos enófilos de todo o planeta. Produzido na região de Pomerol, em Bordeaux, não tem classificação oficial de “Grand Cru”, mas ganhou respeito pela sua excepcional qualidade e hoje é um dos vinhos mais caros encontrados no mercado.

Apesar de considerados jovens (esses vinhos têm capacidade de envelhecer por décadas), ambos se apresentaram extraordinários na taça, estando o Cheval Blanc ainda mais pronto para beber. Confira as minhas impressões sobre os dois mitos:

Château Cheval Blanc 2001


Elaborado na região de Saint Emilion, Bordeaux, França. Nesta safra, tem em sua composição as uvas Merlot (55%) e Cabernet Franc (45%). A aparência revelou uma cor rubi escura, com bordas violeta, ainda denotando alguma jovialidade. O aroma muito diversificado. Encontrei notas de frutas vermelhas frescas e frutas negras, pimenta do reino, cravo, tostado, café, grão de mostarda e alguns aromas terciários, como couro. É um vinho de corpo leve, extremamente equilibrado e de final prolongado. O sabor reflete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Excepcional (ainda evolui com a guarda).
Média de preço no mercado brasileiro: R$ 2.500 a 3 mil.

Château Petrus 2007


Elaborado com uvas Merlot e Cabernet Franc, na região de Pomerol, em Bordeaux, França. Mostrou uma coloração rubi violácea e aromas interessantes de frutas vermelhas frescas, floral e especiarias diversas. Paladar apimentado, seco, com ótimo frescor e persistência. Traz novamente o frutado e mostra ainda algumas notas de café. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional (em alguns anos vai tornar-se excepcional).
Média de preço no mercado brasileiro: R$ 12 a 15 mil.

Agradeço a todos que participaram pela bela oportunidade e pela troca de experiências. Foi realmente uma noite para não sair da memória!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

L'Opale de La Presqu'île de Saint Tropez 2013

Tipo: Rosé.
Produtor: Les Vignerons de Ramatuelle.
Origem: Côtes de Provence, França
Visual: Cor salmão.
Olfato: Seu delicado aroma envolve notas de damasco, pêssego e morango.
Paladar: Leve, refrescante, com discreto frutado e uma boa acidez.
Outras considerações: Um elegante rosé elaborado com uvas Grenache (50%), Cinsault (20%) e Carignan (30%). Tem 12,5% de álcool. Perfeita companhia para pratos leves de frutos do mar ou para ser degustado como aperitivo.


Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 58 [Importado pela Lacomex]

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Conheça o mais excêntrico saca-rolhas do mundo [vídeo]

Rob Higgs (foto) é um inventor britânico que projeta engenhocas e máquinas excêntricas usando engrenagens velhas, correntes , rodas e outros itens que ele encontra em ferros-velhos fazendas e estaleiros. Ele já expôs em todo o mundo e tem exposições permanentes no Eden Project, Cornwall e no Museu Nacional da Ciência em Londres, bem como em inúmeras coleções particulares e galerias internacionais.


Uma de suas mais inusitadas criações é um saca-rolhas mecânico de grandes proporções, que além de abrir o vinho, serve a bebida em uma taça - tudo através de um sistema de engrenagens movido através de uma manivela. Personalidades como o príncipe Albert de Monaco, o cantor Bono Vox e o piloto Damon Hill conferiram de perto e se encantaram com a invenção de Rob.


Confira o funcionamento da máquina em vídeo:


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Monte Guelfo Chianti Classico DOCG 2011 (#CBE)

Como já é de praxe, no primeiro dia de cada mês comento aqui no blog o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). No último mês do ano, a sugestão foi do confrade Jorge Alonso (blog Contando Vinhos), que deu a seguinte sugestão para provarmos: “Um Chianti, valendo Classico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço".

Lembrando que Chianti é uma Denominação de Origem Controlada e garantida (DOCG) da região da Toscana, na Itália. Os vinhos produzidos nesta área demarcada são produzidos principalmente com a uva Sangiovese.

Chianti é a maior zona de vinho da Toscana, composta por sete sub-regiões: Classico, Colli Arentini, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano e Rùfina.

O Chianti Clássico é produzido na antiga zona do Chianti, delimitada em 1716. Este vinho tem que levar pelo menos 80% de Sangiovese em sua composição. É facilmente identificado pelo símbolo do Gallo Nero (Galo Negro) na garrafa. Foi o tipo de Chianti que escolhi para comentar nesta ocasião.
Confira:

Monte Guelfo Chianti Classico DOCG 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Monteguelfo.
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi claro.
Olfato: Morango, floral, especiarias doces (canela, noz moscada) e baunilha.
Paladar: Leve e frutado, com boa acidez. O sabor repete as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado com 90% de Sangiovese, o vinho não amadurece em madeira. Fresco, jovem, pronto para tomar. Acompanha muito bem pratos à base de molho de tomate. Tem 13.5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 48 (www.wine.com.br)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Época: confira entrevista com o maior leiloeiro de vinhos do mundo

John Kapon, chefe executivo da empresa de leilões Acker Merrall & Condit é um dos nomes mais influentes no mundo do vinho. Na verdade, ele é o maior leiloeiro de vinhos da atualidade. O norte-americano, que somente no ano passado faturou US$ 80 milhões, esteve de passagem no Brasil, onde disse que viera para beber bons vinhos com amigos. Ele foi entrevistado pela revista Época, que fez publicou o seu bate-papo com o empresário.



Confira a reprodução da entrevista:

FLÁVIA YURI OSHIMA - 26/11/2014

ÉPOCA - No Brasil, não temos tradição em leilões de vinho. Por que é mais vantajoso enfrentar uma disputa de preços com outros compradores do que ir diretamente a uma loja?

John Kapon
- Uma das minhas funções é conseguir vinhos tradicionais, alguns bem raros. Há lojas especializadas nesse tipo de vinho. Mas não são comuns. Por isso, o leilão vale a pena. Outro motivo é que leiloamos em lotes, algo que raramente se consegue numa loja.

ÉPOCA - Sua família é dona de uma loja centenária de vinhos em Nova York, que era um pequeno negócio. Em menos de 20 anos, vocês se tornaram uma das maiores casas de leilão de vinho do mundo.  Como cresceram tanto em tão pouco tempo?

Kapon - Justamente porque éramos muito pequenos, criamos uma estratégia para nos aproximar dos produtores de vinho: não cobramos do vendedor. As casas de leilão ganham um percentual do vendedor e um percentual do comprador. Nós só ficamos com a metade, o percentual do comprador. 

ÉPOCA - O que o senhor veio fazer no Brasil?

Kapon - Parte importante do meu trabalho é o relacionamento com os meus clientes. É com essas visitas que me aproximo de outros apreciadores de vinho. Viajo muito. Vou à China oito ou nove vezes ao ano para me encontrar com os apreciadores de vinho de lá. Foi isso que vim fazer aqui:  beber junto com amigos que compram meus vinhos.  Viajo muito pela Europa e Estados Unidos. Esse corpo a corpo com os clientes e com os produtores de vinho é algo que as grandes casas de leilão não fazem. É um diferencial tão ou mais importante quanto a nossa política de taxa zero.

ÉPOCA - O senhor pensa em ter negócios com o Brasil?

Kapon - Seria muito bom poder atuar aqui, mas é preciso que se criem condições para isso. No mercado de vinho, o governo brasileiro segue uma lógica que eu não entendo.  Eles taxam vinhos de produtores tradicionais, como França e Itália, e liberam os do Chile e da Argentina. Fazem isso para proteger os produtores locais. Porém, os vinhos taxados não concorrem com os brasileiros porque é outro tipo de produto, de outra faixa etária, voltado para outro público. Quem concorre com os produtores brasileiros são justamente os liberados, do Chile e da Argentina.

ÉPOCA - O senhor já conseguiu estabelecer sua casa de leilões em algum país que não tivesse tradição na área?

Kapon - Sim! Em Hong Kong foi assim. Hoje, a minha segunda maior receita vem do Oriente.
O governo liberou as importações e passamos a fazer leilões por lá.

ÉPOCA - Qual foi a sua venda de maior valor até hoje?

Kapon - Que eu me recorde agora foi um lote de 50 garrafas vendidas a US$ 800 mil .

ÉPOCA - Qual foi o maior valor já pago por uma só garrafa?

Kapon - Acho que US$ 100 mil.

ÉPOCA - Quem são seus maiores compradores?

Kapon - Os americanos. Representam 40% das minhas vendas.

ÉPOCA - Qual  foi o seu faturamento no último ano?

Kapon - Foi de US$ 80 milhões. Em leilões de vinho somos os maiores, com 26% do mercado global.

ÉPOCA - Hoje as pessoas estão dispostas a pagar mais por vinho ou é o contrário, há muita oferta e eles preferem barganhar?

Kapon - O apreciador de vinho nunca gastou tanto quanto agora. Isso não deve mudar.

ÉPOCA - Por quê?

Kapon - A produção de vinhos tradicionais é limitada.  O número de apreciadores de vinho cresce e a produção, não. A França, que produz 80% dos melhores vinhos do mundo, não tem como dobrar a produção. Consequentemente, o valor do produto aumenta. Quem gosta de vinhos bons terá de gastar cada vez mais para ter acesso a eles.

ÉPOCA - O senhor já disse num congresso que o futuro dos leilões é a internet. Como é a sua operação?

Kapon - Temos uma boa operação que deve crescer. Usamos a internet para dar vazão a vinhos que têm boa qualidade, mas não têm qualidade suficiente para ir para leilão presencial. Economicamente, a internet nos permite fazer leilões de pequenos valores. Já chegamos a vender uma garrafa por US$ 15. Além disso, fazemos a transmissão ao vivo de alguns  grandes leilões e os internautas podem dar seus lances.  Mas só entregamos as compras pela internet nos locais que atuamos de forma presencial.

ÉPOCA - Como se aprende a conhecer vinhos?

Kapon - Bebendo. Beba sempre uma variedade grande, sem ficar embriagado, para notar a diferença entre um e outro.

ÉPOCA -  Qual o segredo para beber sempre sem se embriagar?

Kapon - Comigo o que funciona é beber pouco. Saboreio devagar cada gole, bebo muita água e não fico de estômago vazio. Bebo todos os dias em vários momentos do dia. Sou o maior consumidor de vinho que conheço, e olha que conheço muitos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Casa de Pancas Selecção do Enólogo 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: Casa de Pancas
Origem: Lisboa, Portugal.
Visual: Cor violácea profunda.
Olfato: Intenso, com notas de especiarias, tostado e frutas vermelhas maduras.
Paladar: Encorpado, com final longo e frutado. Revela um sabor com toques de café, baunilha e um leve apimentado.
Outras considerações: Um vinho potente, mas equilibrado e muito agradável de tomar, principalmente acompanhando carnes. Elaborado com as castas Merlot, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês. Tem 14% de álcool.


Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 75 [www.wine.com.br]

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vinho em meia garrafa vem tomando espaço no mercado brasileiro

Imagine a seguinte cena: um cliente chega a um restaurante e deseja apenas tomar apenas uma ou duas taças de vinho. Ao olhar a carta, ele termina optando por uma garrafa de tamanho normal (750ml) porque os preços da meia garrafa (375ml) e do vinho em taça não compensavam.

É provável que boa parte dos consumidores de vinho já tenha passado por essa situação, que acontece também nas lojas, na hora de levar a bebida para casa. Porém, de acordo com o analista de mercado de vinhos e co-fundador da www.wine.com.br , Aloisio Sotero (foto), os preços do vinho em meia garrafa vêm sofrendo ajustes e já dá para desfrutar dos benefícios da garrafinha sem muito sofrimento para o bolso.


Para ele, os preços vêm se tornando compatíveis com o das garrafas de tamanho normal e já dá para se encontrar boas opções no mercado, variando entre R$ 25 a R$ 50. “É uma boa média de preço para os vinhos de meia garrafa, considerando, por exemplo, o preço de um hambúrguer nas lanchonetes”, observa Sotero.

O analista diz que o vinho em meia garrafa é a melhor opção para se tomar em casa, como um “vinho pessoal”, sem o inconveniente de se guardar o restante para o dia seguinte. “Duas taças de vinho por dia tem função terapêutica. Esta é a quantidade de vinho de uma meia garrafa”, explica. Ele sugere que o consumidor escolha rótulos que já conhece e não aconselha grandes harmonizações com a bebida. Por ser um vinho do dia a dia, o tamanho da garrafa também desestimula um consumo exagerado da bebida. “Excessos e extremos são sempre nocivos”, ressalta o especialista.

O blog fez um levantamento dos preços de algumas opções interessantes de vinhos em meia garrafa disponíveis no mercado (pesquisa realizada em lojas do recife Recife e na internet). Confira:


:: Trapiche Malbec 375ml | Argentina - R$ 15,50 (RM Express)
:: Miolo Reserva Pinot Noir 375ml | Brasil - R$ 17,90 (RM Express)
:: León de Tarapacá Cabernet Sauvignon 375ml | Chile - R$ 19,90 (RM Express)
:: Canepa Novísimo Chardonnay 375ml | Chile - R$ 20,00 (wine.com.br)
:: Quinta de Pancas 375ml | Portugal - R$ 21,00 (wine.com.br)
:: Gran Tarapacá Reserva Carmenère 375ml | Chile - R$ 22,20 (RM Express)
:: Esporão Monte Velho 375ml | Portugal - R$ 24,50 (RM Express)
:: Ventisquero Reserva Sauvignon Blanc 375ml | Chile - R$ 26,90 (RM Express)
:: Crios Torrontés 375ml -| Argentina R$ 27,70 (RM Express)

E ainda uma interessante opção em pack:

:: Pack com 06 vinhos Cousiño Macul Don Luis Cabernet Sauvignon  375ml | Chile - R$ 130 [R$ 21,60 a garrafa] (Lacomex)

As seleções de vinhos do apresentador Galvão Bueno

Já havia tido a oportunidade de provar alguns vinhos do projeto Bella Vista Estate, sociedade entre o narrador esportivo Galvão Bueno e o grupo Miolo. Exemplares como o Bueno Cuvée Prestige Brut e o Bueno Paralelo 31 2008 me surpreenderam, mesmo sendo naquela época recém-lançados no mercado. Além dos vinhos produzidos no Brasil, hoje o projeto conta com rótulos elaborados na Itália, sob a supervisão do enólogo Roberto Cipresso.

Semana passada, voltei a provar rótulos da marca Bueno em mais uma degustação ao vivo do Winebar, prova de vinhos que une virtualmente jornalistas e enoblogueiros de todo o Brasil. Desta vez, o convidado foi o próprio Roberto Cipresso (à direita na foto), que conduziu a degustação comandada pelos colegas Daniel Perches (à esquerda na foto) e Alexandre Frias.


Confira a minha opinião sobre os rótulos degustados:

Bueno Paralelo 31 2011

Elaborado na Campanha Gaúcha, Brasil, com as variedades tintas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, o vinho apresentou cor violácea profunda e aromas que remetem a frutas maduras, eucalipto e especiarias. O álcool ainda está aparente, mas melhora com a aeração. Paladar de boa acidez e taninos em equilíbrio. Fresco, longo e maduro. O sabor repete as sensações do nariz. Madeira integrada ao conjunto. Seu amadurecimento foi de 12 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 89


Bueno La Valletta Sangiovese 2011

Este tinto vem da região da Toscana, na Itália, onde é elaborado 100% com a uva Sangiovese. Sua cor é rubi clara e brilhante. No nariz sentem-se notas de alcaçuz, especiarias e frutas maduras. No paladar aparecem taninos de qualidade e sabores que trazem novamente a fruta madura, além de toques de café e chocolate. Final prolongado. O vinho maturou em barricas de carvalho francês de segundo uso por 14 meses.

Classificação: Muito Bom (melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 175

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O blog provou o melhor vinho de 2014 eleito pela Wine Spectator

Há quase um ano, tive o prazer de participar de uma degustação promovida pela importadora Licínio Dias, com a presença do gerente de vendas da empresa de vinhos do Porto Dow’s, Pedro Leite. Na ocasião, foram provados alguns rótulos da marca, sendo o mais especial deles o Dow’s Vintage Port 2011. O vinho em questão foi eleito recentemente pela prestigiada revista norte-americana Wine Spectator o melhor de 2014, com 99 pontos, encabeçando uma lista de 100 amostras de todo o mundo.

Naquela degustação, o Dow’s Vintage Port 2011 ainda não tinha sido lançado no mercado. As garrafas estampavam o selo “cask sample” (amostra do barril). Portanto, foi realmente um privilégio provar em primeira mão a bebida, que em minha avaliação, à época, já levou a classificação de “excepcional”.


Confira novamente as minhas impressões sobre o vinho:

Dow’s 2011 Vintage Port

Tipo: Fortificado.
Produtor: Dow’s.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor violácea escura e concentrada.
Olfato: Fruta madura, jambo, especiarias, café e notas tostadas.
Paladar: Encorpado, ressalta notas de melaço e café.
Outras considerações: A safra de 2011 foi considerada excelente pela Symignton e eleita então um ano “vintage”. Para eles, tudo indica que esses vinhos se desenvolvam muito bem em garrafa durante as próximas décadas. Engarrafado em abril de 2013, tem 20% de álcool. Segundo Pedro Leite, é para guardar por 50 anos.

Classificação: Este já é excepcional.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dois espumantes brasileiros que dão praia

No último final de semana levei para a praia dois espumantes da vinícola gaúcha Dunamis que eu ainda não havia provado. E acertei em cheio. Ambos são leves, frescos e muito agradáveis. Um deles, o Dunamis Ar Brut Rosé, é lançamento no mercado. Ambos fazem parte da linha Elementos, que também inclui um espumante Moscatel.

Confira a avaliação:

Dunamis Ar Brut


Tipo: Espumante.
Produtor: Dunamis.
Origem: Serra Gaúcha (RS), Brasil
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados. Exibe bolhas finas, persistentes e uma duradoura coroa de espuma.
Olfato: Lembra frutas brancas, como pêra e maçã, além de leves notas florais.
Paladar: Boa acidez, leve doçura.
Outras considerações: Elaborado através do método Charmat (com fermentação em tanques de inox), tem em sua composição apenas a uva Chardonnay. Sua graduação alcoólica é de 11,5%. Um espumante leve, refrescante e agradável de tomar. Acompanha bem os petiscos de praia.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 54,90 (www.loja.dunamisvinhos.com.br)

Dunamis Ar Brut Rosé


Tipo:
Espumante.
Produtor: Dunamis.
Origem: Serra Gaúcha (RS), Brasil
Visual: Cor cereja. Bolhas finas e intensas.
Olfato: Rico em notas de frutas vermelhas silvestres, como morango e cereja.
Paladar: Acidez equilibrada, sabor frutado, final persistente.
Outras considerações: Na sua composição entram as uvas Malbec (50%) e Merlot (50%). O método de produção também é o Charmat (com fermentação em tanques de inox).  Delicado e fresco, vai bem sozinho ou acompanhando frutos do mar. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ R$ 54,90 (www.loja.dunamisvinhos.com.br)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Saiu o resultado da promoção Festival Roda de Boteco

Saiu o resultado da promoção Festival Roda de Boteco realizada aqui no blog. Os vencedores levaram vouchers para degustar os petiscos de seis bares participantes da ação. Eles criaram as melhores respostas para a seguinte frase: “o que um boteco precisa ter para conquistar o seu coração?”.


Confira os ganhadores e as suas respostas:

Marcio Andrade:"Uma comida que conquiste o paladar, um ambiente que seduza os olhos e um atendimento que nos faça sentir em casa".

Ana Cláudia Araújo:"Precisa ter boa comida, bebida gelada, e um ambiente agradável para reunir a galera".

Monica Johnston:“Para conquistar meu coração um boteco tem que ter um sorriso largo para me recepcionar, comida gostosa e feita com amor, porque boa energia é tudo! Cerveja gelada, porque petisco é bom, mas é melhor ainda com esta maravilha fermentada. Assim, meu coração boêmio não resiste e se declara rapidinho, ao som de um autêntico chorinho”.

O blog já entrou em contato com cada um e eles já podem se deliciar com os petiscos do Festival, que vai até o próximo dia 22/11, no Recife.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

“Cartógrafo de Vinhos” e “Wine Care”: conheça novos conceitos profissionais no mundo do vinho

A importadora e distribuidora Lacomex vem movimentando o mercado de vinhos com algumas inovações. Recentemente, lançou o Clube das Cartas de Vinho e um aplicativo de compras pelo celular. Agora, criou uma nomenclatura para duas funções primordiais no desenvolvimento do seu negócio.

A primeira chama-se Cartógrafo de Vinhos. Este é o profissional que viaja por diferentes regiões vinícolas em busca de novidades, provando centenas de tipos diferentes de vinhos e, finalmente selecionando o que vai trazer para o mercado brasileiro. É ele também que apresenta aos restaurantes esses novos rótulos e orienta a montagem das cartas de vinhos dessas casas. É uma espécie de ampliação do trabalho do Wine Hunter.

Na Lacomex, a figura do Cartógrafo de Vinhos é representada pelo sommelier marco Antônio Freitas (foto abaixo). Formado pela ABS São Paulo e membro da Confraria Internacional dos Enófilos do Alentejo de Portugal, desde 1994 exerce o cargo de diretor comercial da empresa. Foi Marco Antônio quem selecionou os 50 rótulos franceses e italianos de importação própria. Em 2015, novos rótulos de Portugal e Espanha também vão ser incluídos no portfólio da casa, cada um com o aval do sommelier.


A outra função e não menos importante é a Wine Care. Este profissional faz o estudo logístico do vinho desde a origem até a mesa do restaurante ou a residência do consumidor. Quem está à frente desse trabalho na Lacomex é um outro diretor e também sommelier formado pela ABS São Paulo, Luiz Figueiredo Filho (foto abaixo). Segundo Luiz, as duas funções se completam, pois é preciso que o vinho chegue e se mantenha em bom estado até chegar à taça do consumidor.

“O Wine Care cuida da carga, faz o desembaraço da mercadoria, cuida do estoque e até da embalagem para a entrega”, explica ele. Na Lacomex, os vinhos ficam em uma adega interna com capacidade para três mil caixas de 12 unidades e temperatura constante na faixa dos 18°C. No caso de Luiz, ele também está junto ao Cartografo de Vinhos durante as viagens.


E o negócio não pára por aí. Em breve, eles lançarão o Wine in Pack. Trata-se de um varejo que vai comercializar para o Brasil inteiro kits exclusivos de quatro vinhos ou múltiplos de quatro.  No Wine in Pack, o cliente também vai ter a opção de montar o seu próprio kit. “Pretendemos lançar agora em novembro”, avisa o Wine Care.

SERVIÇO:
www.lacomex.com.br

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Wine & Soul e Quinta do Passadouro: encantos do Douro na taça

Eleito enólogo do ano pela revista Wine de Portugal em 2008 e 2011, Jorge Serôdio Borges (foto) é referência mundial quando se fala em vinhos do Douro. Além de prestar consultoria para vários produtores da região, ele está à frente da Quinta do Passadouro e desenvolve o projeto pessoal Wine & Soul junto com sua esposa, Sandra Tavares, que também é enóloga. A convite da Adega Alentejana, almocei com ele na última quinta-feira e pude conhecer mais sobre o seu encantador trabalho.


WINE & SOUL - Tudo começou em 2001, quando Jorge e Sandra decidiram fazer o seu primeiro vinho juntos. Compraram um velho armazém de vinho do Porto e compraram de um produtor da região uvas de uva vinhas com mais de 70 anos. Em 2003, adquiriram estas mesmas terras, com uma área de 2,5 hectares e mais de 30 diferentes variedades plantadas. Em 2008, eles receberam como herança a Quinta da Manoella, propriedade que pertence à família de Jorge há mais de 200 anos, o que aumentou a área de plantio do projeto para 20 hectares.

O primeiro vinho produzido foi o notável Pintas, que recebeu este nome em homenagem ao cachorro de estimação do casal. Depois veio o branco Guru, o Pintas Character, o Manoella e o Quinta da Manoella Vinhas Velhas. Jorge e Sandra ainda produzem uma pequena quantidade de vinho do Porto e do excelente azeite extra Virgem Pintas.

QUINTA DO PASSADOURO – Em 1991, o empresário alemão Dieter Bohrmann decidiu comprar a antiga propriedade, datada do século 18, situada no vale do Rio Pinhão. Ele acreditava que ali, além do produzir vinhos do Porto, era também possível elaborar vinhos de qualidade premium. Para colocar em prática o projeto, convidou Jorge Serôdio Borges.

Bohrmann faleceu em 2011, mas sua filha continuou o trabalho, adquirindo posteriormente a Quinta do Síbio, no Vale do Roncão – área reconhecida pela vocação para vinhos do Porto. Em ambos os projetos eles mantêm a tradição da pisa a pé. A Quinta do Passadouro também produz pequenas quantidades de azeite.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados durante encontro, que aconteceu no tradicional restaurante Leite, no Recife:

Guru Branco 2012

Este branco chegou à mesa depois de ser decantado por meia hora. Segundo Jorge Serôdio, a aeração beneficia a bebida, que foi feita para envelhecer. Elaborado com as castas Códega do Larinho, Gouveio, Rabigato e Viosinho, cultivadas a 600 metros de altitude, o vinho estagiou seis meses em carvalho francês. Sua cor é amarelo palha com reflexos dourados. O aroma revela notas florais, de frutas brancas e um leve tostado. Paladar de excelente acidez, com características minerais e final prolongado, trazendo de volta as sensações do nariz. Apesar dos 12,5% de álcool é um vinho com boa presença de boca. Muito elegante.



Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 220
Onde encontrar: No Recife, no RM Express e Lacomex.

Passadouro Tinto 2011

Elaborado com as variedades Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e castas provenientes de vinhas velhas, o vinho apresenta coloração rubi com traços violáceos. No nariz surgem aromas de frutas vermelhas maduras, que se juntam a notas de caramelo, café, mentol e especiarias, compondo um interessante bouquet. Paladar fresco, de taninos sedosos e final persistente. O sabor remete às características do olfato. O vinho estagiou em barricas de carvalho francês por 16 meses. Apenas 30 mil garrafas foram produzidas nesta safra. A cada ano, o rótulo retrata um diferente animal da fauna local. Tem 14% de álcool.


Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 120
Onde encontrar: No Recife, no RM Express.

Pintas 2012

Sem dúvida, um dos melhores representantes do Douro. Produzido com mais de 30 uvas provenientes de vinhas com mais de 70 anos de idade, o vinho tem produção limitada de cinco a seis mil garrafas por safra. É elaborado com o método de pisa a pé e fermenta em lagares com controle de temperatura. Seu estágio foi de 18 meses em barris de carvalho especialmente fabricados em duas tanoarias francesas. Mostrou na taça uma coloração rubi violácea. O rico e envolvente aroma traz notas de ameixa fresca, eucalipto, café, baunilha, canela e outras especiarias. Na boca é marcado pelo equilíbrio entre os seus elegantes taninos e a boa acidez. Um vinho fresco, macio e de sabor muito prolongado. Tem 14,5% de álcool.


Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 440
Onde encontrar: No Recife, no RM Express e Lacomex.

Wine & Soul Tawny 10 anos

Segundo Jorge, este é um Porto que na verdade tem 15 anos. Não é filtrado e sua produção é apenas de 2.500 garrafas. Produzido com mais de 20 castas provenientes de vinhas com mais de 50 anos de idade. A coloração é granada e o aroma sugere notas de amêndoas, nozes, fruta-passa, café e caramelo, com um leve toque de especiarias, como anis estrelado. Boa doçura, equilibrada pela acidez presente. Untuoso e potente, porém com um conjunto elegante conferido pelas características do sabor. Tem 19,5% de álcool.


Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 205
Onde encontrar: No Recife, no RM Express e Lacomex.