quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Drinks com espumantes caem no gosto dos brasileiros


Já se foi o tempo em que a cerveja dominava os copos dos brasileiros. No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, por exemplo, já é possível encontrar carrocinhas em plena praia comercializando espumante - bebida que vem despontando como uma das preferidas entre os consumidores em todo o país. De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), de janeiro a novembro de 2015, somente as vinícolas gaúchas comercializaram 17,4 milhões de litros de espumante, o que significa um aumento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A caipirinha, quem diria, também está sendo passada para trás pelos drinks com borbulhas. Um deles é o Aperol Spritz, onde o espumante é misturado ao Aperol, bebida de origem italiana que tem cor e sabor de laranja. “Este foi eleito o drink do momento pelo The New York Times”, observa Aloisio Sotero, co-fundador e responsável pelo Marketing e Inovação da Wine in Pack, e-commerce brasileiro especializado em packs de vinhos.

Outras novidades que estão caindo no gosto dos brasileiros são os espumantes e champagnes feitos especialmente para serem consumidos com gelo. “São bebidas com dosagem mais doce, na qual o açúcar é utilizado como um intensificador de sabor. Por isso, devem ser consumidas com gelo, realçando seus aromas e sabores”, explica o sommelier e Wine Care da Wine in Pack, Luiz Filho. Veuve Clicquot e Möet e Chandon são grandes marcas que já investem neste segmento.

E para comprovar a criatividade brasileira, nada mais refrescante que os geladinhos (ou sacolés) feitos com espumante, frutas e açúcar. “No nosso site disponibilizamos receitas para se preparar o geladinho com espumante Chandon”, informa Aloisio Sotero, lembrando que outra maneira de se aproveitar a bebida no Verão é preparando sangrias, onde no lugar de vinho é adicionado espumante junto às frutas, gelo e açúcar.

Para quem não se arrisca a preparar um drink, a marca de sorvetes Dilleto e a vinícola Chandon juntaram-se para oferecer o Sgroppino, um picolé feito à base de espumante demi-sec, sorbet de limão siciliano e do licor Limoncello. Ou seja, tem opção para todos os gostos.

Para o Dino.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Bom, bonito e barato: Salton Paradoxo Chardonnay 2013 (#CBE)


Começo de mês, como de costume, tem vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). O tema de fevereiro ficou por conta do confrade Tiago Bulla (Blog Universo dos Vinhos), que sugeriu o seguinte: “um belo Chardonnay, sem passagem por madeira, de qualquer país e preço". Eu terminei não reparando bem e escolhi um vinho com passagem por madeira. Mesmo assim, acho que valeu a intenção! Segue a minha avaliação:

Tipo: Branco.
Produtor: Salton.
Origem: Campanha Gaúcha, Brasil.
Visual: Cor amarelo palha com tons dourados.
Olfato: Boa intensidade aromática. Mostra notas de abacaxi em compota, frutas brancas, leve tostado e um toque de chocolate branco.
Paladar: Fresco e de boa acidez, com uma discreta untuosidade. Madeira em equilíbrio com o frutado.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Chardonnay, o vinho fermentou parcialmente em barricas de carvalho, onde permanece em contato por seis meses com as leveduras. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 30 (No Recife, na DLP Distribuidora)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Tá quente? Vai de vinho!


E o calor chegou com força no Brasil! Pra se refrescar, muita gente corre para as praias ou para a beira de uma piscina. E para bebericar? Cerveja, muitos vão responder. Não sou contra, até gosto. Mas e aquela sensação de “empachamento”? E a bexiga cheia a todo instante? A alternativa: um refrescante vinho!

Se você acha esnobe ou simplesmente acredita que não combina, vou lançar um desafio. Siga as sugestões a seguir e depois pode me escrever dizendo o que achou. Se não gostou, também vale reclamar.

Lembre: todos os tipos de vinho abaixo devem ser bebidos bem gelados. Alguns já utilizam tampa de rosca para facilitar a abertura.

Dica #1: vinhos brancos:

Os brancos normalmente são leves e refrescantes. Procure comprar os que não tiveram passagem por madeira para não correr o risco de adquirir um rótulo mais estruturado. Experimente os feitos com as uvas Sauvignon Blanc, Torrontés, Chenin Blanc ou Riesling, por exemplo. A maioria cai bem com frutos do mar.

Dica #2: vinhos rosés:

São delicados e também refrescantes. Alguns são bastante aromáticos, lembrando frutas vermelhas silvestres, como morangos e cerejas, ou ainda de frutas tropicais, como goiaba. Os melhores rosés vêm da região da Provence, na França, mas existem muito bons exemplares feitos em muitas regiões produtoras, incluindo o Brasil.

Dica #3: espumantes

Os mais jovens, elaborados pelo método Charmat (com segunda fermentação em tanques), são normalmente mais descontraídos e combinam bem com o clima praia. Dê preferência aos do tipo Brut. Além de serem alegres, também acompanham petiscos e pratos leves. Mas se você tem condições de investir num Champagne ou num rótulo mais sofisticado feito através do método tradicional (com segunda fermentação em garrafa), fique à vontade! Também são muito bem vindos

Dica #4: vinhos verdes

Baixo teor alcoólico e boa acidez caracterizam estes vinhos que vêm da região demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal. Os vinhos verdes brancos e rosés são a cara do verão. Muito versáteis, alguns são levemente frisantes, apresentando bolhinhas de gás carbônico. Combinam com pratos leves e alguns até com comida japonesa.

Um brinde geladinho e bom verão!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Esporão Private Selection Garrafeira Tinto 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor rubi profundo com tons violáceos.
Olfato: Intenso. Envolve notas florais, de amora, ameixa, especiarias, baunilha, chocolate, tostado e menta.
Paladar: Potente e concentrado, com taninos marcantes e final prolongado. O sabor repete as sensações do olfato.
Outras considerações: Confesso que cometi um “infanticídio” abrindo este vinho agora. Ele tem bastante potencial de evolução e daqui a alguns anos promete ficar excepcional. Porém, mesmo agora, já é um vinho de respeito. Elaborado com as castas Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah, estagiou por 18 meses em barricas novas e usadas de carvalho francês. Aconselha-se aerar em um decanter por pelo menos meia hora antes de servir.

Classificação: Excelente (vai evoluir com a guarda).
Média de preço: R$ 350 [os vinhos da Herdade do Esporão são importados para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e pela Qualimpor]. Este foi comprado na vinícola por cerca de 40 euros.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Rawen Reserva Cabernet Sauvignon 2013



Tipo:
Tinto.
Produtor: Viña Ravanal.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Agradável e de boa intensidade, apresenta notas de ameixa madura, chocolate e especiarias.
Paladar: Equilibrado, de médio corpo e persistência de média a prolongada. O sabor exibe características semelhantes às do nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Cabernet Sauvignon, parte do vinho estagia por 12 meses em barricas de carvalho. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 45 [www.evino.com.br]

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A adega de Lula


A coluna de hoje do jornalista Cláudio Humberto traz, como de costume, um assunto bem polêmico: a adega de Lula. Se é verdade ou não, o fato é que o ex-presidente comemorou a sua já esperada vitória em 2002, após o último debate presidencial, num restaurante do Rio de Janeiro, abrindo uma garrafa do mítico vinho francês Romanée-Conti safra 1997. Para quem não sabe, este é um dos mais caros e desejados vinhos do mundo (a garrafa da safra 1997, que não foi considerada excepcional, hoje é avaliada em quase 12 mil euros). E a comemoração foi presenciada por muita gente. Presume-se então que Lula sabe o que é bom.

Mas voltando à denúncia de Cláudio Humberto, que já foi assessor do então presidente Collor e volta e meia publica um boato, vejam só a bomba que ele soltou desta vez:

"Diplomatas brasileiros abasteceram adega de Lula

Na reta final do governo, as visitas de Lula ao exterior foram marcadas por ligações do Planalto às embaixadas do Brasil informando que o então presidente “esperava receber de presente” algumas caixas de vinhos especiais, cuja lista era em seguida enviada. Foram usados 11 caminhões da Granero na volta de Lula a São Bernardo (SP), no início de 2011. Um deles, climatizado, levou um espantoso acervo de vinhos.

Ultimato

Embaixadores do Brasil naquela ocasião afirmaram à coluna, pedindo anonimato, que recebiam o “pedido” do Planalto como um ultimato.

Agradecimento

Outros diplomatas interpretaram o pedido do Planalto como uma “oportunidade de agradecer” o posto que ocupavam no exterior.

Carga valiosa

Lula deixou o Alvorada com 1.403.417 itens em 11 caminhões, mas d. Marisa pediu à Granero “cuidado redobrado” com a adega de Lula

Visita à adega

A oposição planeja, este ano, esmiuçar a formação da adega de Lula, considerada hoje como uma das mais valiosas de todo o País".

E aí, será que procede?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Marqués de Riscal Rueda 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Herderos del Marqués de Riscal.
Origem: Rueda, Espanha.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Notas florais e leve toque cítrico.
Paladar: Combina frescor e elegância com sua ótima acidez e corpo de leve a médio. O sabor repete as sensações do olfato. Persistência de média a prolongada.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Verdejo (85%) e Viura (15%) provenientes da Denominação de Origem (DO) Rueda, que vem ganhando cada vez mais destaque com os seus vinhos brancos. O produtor é o tradicional Marqués de Riscal, primeira vinícola a explorar a região.Tem 12,5% de álcool

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 50 a 60 [No Recife, nas lojas RM Express e DLP]

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Bom, bonito e barato: Confini Chianti DOCG 2011


Tipo: Tinto
Produtor: Rocca delle Macie.
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi pouco profunda.
Olfato: Ameixa, especiarias e flores secas. No final da taça surgiram notas de jambo maduro.
Paladar: Corpo leve, com boa acidez e taninos presentes. Equilibrado.
Outras considerações: Um vinho simples, porém agradável. Elaborado principalmente com a variedade Sangiovese, tem 12,5% de álcool. Vai bem com pizzas.

Classificação: Bom (Boa Compra)
Média de preço: R$ 30,90 [www.evino.com.br]

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Bloomberg prevê mudanças no mundo do vinho em 2016


A agência de notícias do mercado financeiro Bloomberg previu algumas modificações nos hábitos de consumo do vinho no mundo neste ano. Acredita-se que apesar do aumento do consumo da cerveja, ao contrário do que acontece no Brasil, os consumidores (principalmente dos EUA e Reino Unido) já estão optando por garrafas de vinhos mais caras. Pela análise, os espumantes (principalmente o Prosecco) continuarão com grande consumo e os rosés também vão ganhar mais atenção do público.

Confira as demais previsões:

Espumantes ingleses vão deslanchar:

A conscientização mundial quanto à qualidade do espumante inglês recebeu um enorme impulso quando a fabricante francesa de champanhe Taittinger anunciou no início de dezembro que comprou terrenos de vinhedo em Kent e pretende produzir vinhos espumantes de alta qualidade com a marca Domaine Evremond. Minha previsão é de que outras fabricantes de champanhe farão o mesmo.

Vinhos "naturais" serão tendência dominante:

Antes adotados apenas por um minúsculo grupo purista, o vinho "natural" deve atrair um público muito maior, especialmente em restaurantes pequenos da moda (e também de alto nível) com sommeliers curiosos. Nova York, por exemplo, ganhou três novos bares de vinho natural em 2015, como o preferido do setor, Wildair, e The Four Horsemen, o projeto de James Murphy, da banda LCD Soundsystem, no Brooklyn, classificado com duas estrelas.

A uva de 2016 será... cabernet franc:

Dezenas de variedades exóticas e obscuras com nomes impronunciáveis vão dar o que falar, mas o cabernet franc está seriamente maduro para ter seu momento de glória. A uva tinta mais importante do Vale do Loire (que também está dando o que falar), na França, o cabernet franc é uma estrela em ascensão no Chile, na Argentina, na África do Sul e nos EUA. Por quê? Trata-se de uma variedade extremamente versátil que produz vinhos aromáticos e elegantes, com notas terrosas, picantes e de ervas, e com uma acidez pululante que combina com os alimentos.

A Itália será a próxima Borgonha:

A Borgonha continua com tudo e vem atraindo muito dinheiro nos leilões. Mas, como o comércio dos vinhos de alto nível de Bordeaux está caindo no mercado internacional de vinho Liv-ex e os vinhos da Borgonha parecem aptos apenas para bilionários, os tintos italianos como Ornellaia, Sassicaia e o Brunello di Montalcinos 2010 parecem bagatelas. Mas acho que Piemonte será o próximo território colecionável para os amantes dos vinhos caros da Borgonha. Barolo e Barbaresco oferecem uma enorme quantidade do que há de melhor na Borgonha: vinhos tintos complexos de vinhedos únicos, de terroir, boa harmonização com os alimentos e aromas maravilhosos.

Visitas a vinícolas extremamente luxuosas:

Como os vinhos de alta gama estão sendo vendidos a valores absurdos, quem se surpreenderia se as visitas a vinícolas seguissem pelo mesmo caminho? Castello di Amorosa, no Vale de Napa, uma recriação de um castelo toscano do século 13 com 107 quartos, salas de fermentação e uma adega de barris, deu o pontapé inicial das visitas caras e exclusivas a vinícolas. Os pacotes VIP custam de US$ 1.000 a US$ 20.000, o que poderia incluir um barril marcado com seu nome, um álbum com capa de couro para suas fotos tiradas por um fotógrafo profissional durante o dia de visita, 288 garrafas de cabernet sauvignon de seu próprio barril, com etiquetas personalizadas, e até uma caixa com 15 charutos Montecristo da coleção Platinum.

Vinhos por taça estarão de volta no futuro:

Uma série de tendências convergentes vai resultar em vinhos melhores - e em muito mais quantidade - vendidos por taça em restaurantes de todos os lugares. Consumidores curiosos estão querendo expandir o paladar; o aumento do número de bistrôs informais voltados para os vinhos reflete o modo em que comemos e bebemos; e agora está disponível uma inovadora tecnologia de conservação de vinho.

Ascensão dos wine trucks:

Dada a popularidade dos food trucks, os comerciantes de vinho de Saint-Émilion decidiram lançar seu próprio wine truck - um antigo furgão Citroën vermelho reluzente de 1976, com a frase "Saint-Émilion Wine Trip" estampada na lateral. Essa sala de degustação sobre rodas fará de 15 a 20 paradas em festivais de jazz, feiras de vinho e mercados de antiguidades em quatro regiões da França - no sudoeste do país, em Pas de Calais, na Bretanha e na Alsácia - a partir de março de 2016. Um motorista e sommelier servirá os 16 vinhos ambulantes, junto com fabricantes de vinhos, que chegarão em cada parada. Sem dúvida outras regiões vinícolas perceberão esse potencial. Napa, ligue seus motores.

A categoria "vinho de celebridades" vai crescer:

Cada vez mais, os vinhos são etiquetados com o nome de programas de TV (Downton Abbey), times de beisebol, estrelas da NFL, atores como Diane Keaton, livros e filmes (Cinquenta tons de cinza).

Agora que as empresas de relações públicas consideram que vinhos brancos e tintos são um modo de ampliar a marca de praticamente qualquer coisa, inclusive restaurantes, tenho certeza de que muitos mais surgirão em 2016. (Apesar de não ter tanta certeza de que a estranha combinação com vinhos riesling da região de Finger Lakes acrescente alguma coisa à imagem dos New York Yankees).

Fonte: Bloomberg.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Azul 2012

Já havia provado a safra de 2010 deste tinto, que foi lançado em 2013, e por esses dias degustei a safra 2012. Após o ícone Tara.Pakay, este é o vinho é o mais importante da vinícola Tarapacá - ambos elaborados apenas em safras consideradas excepcionais.


Tipo: Tinto
Produtor: Viña Tarapacá.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante e de pouca profundidade.
Olfato: Bastante aromático. Sente-se café, alcaçuz, especiarias, baunilha, frutas escuras e baunilha.
Paladar: De médio a encorpado, traz taninos de boa qualidade e final de boca longo e marcante. O sabor repete as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado com Cabernet Franc (36%), Cabernet Sauvignon (26%), Syrah (24%) e Cabernet Sauvignon (12%), o vinho maturou 18 meses em carvalho francês (80%) e americano (20%). Sua graduação alcoólica é de 15%. Segundo o produtor, tem de 15 a 20 anos de potencial de guarda. A assinatura é do enólogo Ed Flaherty.

Classificação: Excelente (ainda evolui com a guarda).
Média de preço: R$ 140 [Importado pela Licínio Dias (LD) Importação]

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Franceses inventam máquina de servir vinho que funciona com cápsulas semelhantes às de café


Sabe aquelas máquinas onde basta você colocar uma cápsula apropriada com café e elas preparam a bebida na hora? Pois bem, os franceses acabaram de inventar um equipamento semelhante, só que ao invés de café, ele serve vinho.

A D-Vine, como é chamada a invenção, foi apresentada pela empresa francesa 10-Vins no salão CES -Consumer Electronics Show, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

São cerca de 30 variedades de vinhos franceses disponíveis em cápsulas de 100ml. Ao colocar a cápsula de sua escolha, a máquina serve a taça com a bebida na temperatura correta e já oxigenada, em menos de um minuto. 

O preço das cápsulas pode variar entre 2 e 16 euros. Já a máquina custa 500 euros. Ela ainda oferece um aplicativo para celulares ou tablets com vídeos e comentários e fichas técnicas dos vinhos.

Veja mais: www.10-vins.com/d-vine

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Robert Mondavi Napa Valley Cabernet Sauvignon 2012


Tipo:
Tinto.
Produtor: Robert Mondavi Winery.
Origem: Napa Valley, Califórnia, EUA.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Elegante e agradável, com notas de ameixa, groselha, canela, baunilha e especiarias.
Paladar: Médio corpo, taninos delicados e final longo. Muito equilibrado e saboroso, reflete as sensações sentidas no olfato.
Outras considerações: Criação de Robert Mondavi, apontado pela crítica como o homem que desenvolveu um estilo padrão de vinho - feito para conquistar consumidores em todas as partes do mundo. Este exemplar é elaborado com 87% de Cabernet Sauvignon, 8% de Merlot e 5% Cabernet Franc. Maturou por 17 meses em barris de carvalho francês e tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: Comprado nos EUA por cerca de US$ 30. No Brasil, custa na faixa de R$ 230 (Importado pela Interfood)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Messias Espumante Brut Bairrada DOC 2011


Tipo:
Espumante.
Produtor: Caves Messias.
Origem: Bairrada, Portugal.
Visual: Cor amarelo palha com borbulhas finas e de boa intensidade.
Olfato: Envolve notas frutadas e de fermentação, exibindo toques de lichia madura, brioche e pastel de nata.
Paladar: Cremoso, seco e de boa acidez, traz de volta as sensações sentidas no nariz.
Outras considerações: Elaborado através do método clássico (com segunda fermentação em garrafa), tem em sua composição apenas a uva Maria Gomes. A graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 55 (Importado pela Porto a Porto)

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Bogle Vineyards Essential Red 2013


Tipo
: Tinto.
Produtor: Bogle Vineyards.
Origem: California, EUA.
Visual: Cor violeta brilhante, de média profundidade.
Olfato: Intenso, com notas de canela, flores secas, melaço, alcaçuz, ameixa, baunilha e tabaco.
Paladar: Médio corpo, de taninos macios e elegantes. Algumas nuances do olfato aparecem no sabor, predominando as flores secas. Final de média duração.
Outras considerações: Elaborado com uvas Zinfandel, Syrah, Cabernet Sauvignon e Petite Sirah provenientes de vinhas velhas, o vinho maturou 12 meses em carvalho americano e francês. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: Comprado nos EUA por US$ 12 (vi na internet que é trazido para o Brasil pela Wine Lovers)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Solar das Bouças Loureiro Vinho Verde 2013 (#CBE)

Chegamos com mais um tema para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, a pedida foi feita pelo confrade Daniel Perches (Blog Vinhos de Corte), que deu uma sugestão muito oportuna para este período de calor: um vinho verde, de qualquer preço. Então lá vai a minha escolha: 


Tipo: Branco.
Produtor: Solar das Bouças.
Origem: Minho, Portugal.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Atraente, com notas de lichia, maçã verde e um leve fundo cítrico.
Paladar: Refrescante e com ótima acidez, é um vinho leve, que tem o sabor semelhante às impressões sentidas no olfato.
Outras considerações: Elaborado 100% com a casta Loureiro, mostra-se bem descontraído, podendo ser servido como aperitivo (bem resfriado) ou acompanhando canapés leves e frutos do mar. Tem 11% de álcool. 

Classificação: Muito Bom.  
Média de preço: R$ 42 (www.wine.com.br)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Tranco 2011


Tipo:
Tinto.
Produtor: Señorío de Barahonda.
Origem: Yecla, Espanha.
Visual: Cor rubi brilhante. Média profundidade.
Olfato: Os aromas formam um conjunto exótico, onde encontramos café, alcaçuz, groselha, ameixa preta, goiaba e especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, o vinho traz para o sabor as impressões sentidas no nariz. Bastante seco, tem final longo e apimentado.
Outras considerações: Este vinho é proveniente da Denominação de Origem Yecla, situada ao norte da região de Múrcia e conhecida pela variedade Monastrell (a Mourvèdre francesa). O corte, aliás, é feito com Monastrell e Cabernet Sauvignon. Parte do vinho maturou por três meses em carvalho americano e francês. Sua graduação alcoólica é de 14,5%. Outra curiosidade: Tranco é o nome dado por algumas pessoas em Yecla a videiras grandes e antigas.  

Classificação: Muito Bom. 
Média de preço: R$ 64 (www.wine.com.br)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Queijos e vinhos: afinal, quem combina com quem?


Muito se ouve falar na combinação entre queijos e vinhos. Para muita gente, os dois elementos são sinônimo de harmonização. Mas sabia que a experiência pode ficar bem mais interessante se você combinar o tipo queijo com o vinho certo?

Para começar, precisamos classificar os tipos de queijo. Durante uma aula, ouvi do professor Mario Telles Júnior, da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP), uma das definições mais interessantes sobre o assunto. Simples e direto, ele explicou: “os queijos de cabra são os mais ácidos, os de ovelha os mais gordurosos e os de vaca os mais fedidos”.

Uma dica é associar o vinho com o queijo da mesma região. Quase sempre eles se complementam. Os queijos defumados, como provolone, podem “apagar” o sabor do vinho. Para este tipo de queijo, um vinho tinto marcante e com características defumadas, como um pinotage sul africano, pode funcionar.

Existe duas harmonizações clássicas entre queijos e vinhos que não podem deixar de ser citadas:

QUEIJO DE CABRA + SANCERRE: O sabor marcante e característico deste queijo vai bem com estes brancos produzidos na França com a uva Sauvignon Blanc, que são secos, minerais, com aromas de frutas secas e nozes.

ROQUEFORT + SAUTERNES: O gosto bastante salgado e a gordura do queijo harmonizam com a doçura, acidez e untuosidade deste consagrado tipo de vinho francês.

Outras sugestões para os diversos texturas e sabores de queijos são as seguintes:

BRIE: tintos bem leves e frutados, como Beaujolais ou ainda brancos feitos com a uva Sauvignon Blanc combinam com este queijo cremoso.

CHEDDAR AMADURECIDO: Combina tanto com um Bordeaux tinto como com um Porto Tawny.

QUEIJOS AZUIS: Assim como na sugestão do Roquefort, que é um queijo azul, o gorgonzola (que é um pouco menos marcante) pode combinar com vinhos Late Harvest e Porto Tawny.

MUSSARELA: Vai bem com Chardonnays sem passagem por madeira.

PARMESÃO: Italianos como Barolo ou Barbaresco.  Tintos feitos com Cabernet Sauvignon, Malbec ou Tannat também dão conta do recado.

GRUYÉRE E EMMENTHAL: Combinam com brancos feitos com a uva Riesling ou ainda com tintos elaborados com Merlot ou Pinot Noir.

QUEIJOS DE OVELHA: Brancos com leve doçura, como Torrontés e Muscat são indicados.

QUEIJOS PICANTES: A uva branca Gewürztraminer “encara” bem o desafio.

QUEIJOS CURADOS: Harmonizam bem com tintos da Rioja envelhecidos.

Experimente e ou descubra também outras combinações. É uma experiência deliciosa.

Saúde!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Le Figaro diz que Brasil tem futuro brilhante em termos de espumantes




A coluna de vinhos do jornal francês Le Figaro trouxe esta semana uma matéria muito positiva sobre os espumantes brasileiros. O texto, de Phileas Stravinarius, começa com a seguinte citação: “Se o Brasil não vem necessariamente à cabeça quando se fala de vinho espumante, seria um erro ignorar esta região vinícola que promete ter um futuro brilhante”.

A publicação começa falando sobre a introdução das videiras no sul do país pelos colonos europeus. Depois aborda as regiões produtoras, destacando o Vale do São Francisco como uma “terra prometida”, além do Planalto Catarinense, Campos de Cima da Serra, Serra do Sudeste e Campanha. O destaque fica com a pioneira Serra Gaúcha. "É sem dúvida a capital do vinho brasileiro, com acentuada influência italiana", diz o colunista.

Por fim, cita os principais métodos de produção de espumantes no Brasil, que são o Champenoise e o Charmat. O primeiro, que é o método tradicional utilizado em Champagne, segundo o texto, dá origem a espumantes exóticos de classe internacional, com bolhas festivas e finas, típicas do processo com as uvas Chardonnay e Pinot Noir.

Leia a coluna na íntegra aqui.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Enoclass promove novo curso de iniciação ao vinho no Recife



Estão abertas as inscrições para a terceira turma do Curso de Iniciação ao Vinho promovido pela Enoclass, no Recife. As aulas, conduzidas pelo sommelier Maurício Dias, acontecerão nos dias 12, 13, 19 e 20 de janeiro, das 19h às 22h, na Casa dos Frios (Graças).

A atividade é voltada para quem quer se iniciar no mundo dos vinhos, assim como aqueles que já consomem a bebida com frequência mas não possuem habilidade em fazer uma avaliação sensorial técnica. Durante as aulas, serão provados 20 diferentes vinhos.

O investimento por pessoa é de R$ 450.

Inscrições e informações: (81) 99815-7777 | titodias@icloud.com

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Os melhores de 2015 até R$ 35 pelo blog Escrivinhos

Quem acompanha o blog sabe que eu não gosto de usar a expressão “custo-benefício” para medir a relação entre preço e qualidade do vinho. Quando se fala assim, parece que estamos avaliando um produto qualquer. Com o vinho é diferente. Tem que saber se o valor que estamos pagando por ele corresponde à satisfação que ele pode proporcionar.

Portanto, como todo mês de dezembro, reuni aqui os rótulos de melhor relação entre preço e qualidade que provei durante o ano. São vinhos mais simples, porém bem feitos, comprados na faixa entre R$ 20 até R$ 35. Lembrando que os preços podem ter sofrido reajuste da data que comprei até aqui. Espero que aproveite as dicas.

E não deixe de conferir a lista geral dos melhores de 2015. Saúde!

ESPUMANTES


Garibaldi Prosecco (Brasil)
Salton Prosecco Brut (Brasil)
Séries by Salton Brut (Brasil)
Les Caves du Roi Pinot Chardonnay (Itália)
Rio Sol Brut (Brasil)
RS - Rama e Selas (Portugal)

BRANCOS


Altas Cumbres Viognier 2013 (Argentina)
Aves del Sur Chardonnay 2014 (Chile)
Casas del Toqui Single Estate Sauvignon Blanc 2014 (Chile)
Danger Point Colombard/Chardonnay 2013 (África do Sul)
Emiliana Sauvignon Blanc (Chile)
Solar das Bouças Loureiro Vinho Verde 2013 (Portugal)
La Playa Varietal Sauvignon Blanc 2014 (Chile)
Les Caves du Roi garganega Chardonnay (Itália)
Miolo Reserva Pinot Grigio 2014
Santa Ea Select terroir Sauvignon Blanc 2012 (Chile)
Santa Rita 120 Chardonnay 2014 (Chile)

TINTOS


Altos del Plata Cabernet Sauvignon 2013 (Argentina)
AS3 Cabernet Sauvignon Varietal 2013 (Chile)
Aurora Varietal Pinot Noir 2014 (Brasil)
Aves del Sur Cabernet Sauvignon 2014 (Chile)
Aves del Sur Merlot 2014 (Chile)
Casa Valduga Origem Cabernet Sauvignon 2014 (Brasil)
Casas del Toqui Carmenère 2014 (Chile)
Don Guerino Sinais Cabernet Sauvignon 2014 (Brasil)
Guatambu Estância Tannat 2014 (Brasil)
Legnaia Montepulciano d’Abruzzo DOC 2013 (Itália)
Miolo Reserva Tempranillo (Brasil)
Paula Syrah 2012 (Argentina)
Rapariga da Quinta Select (Portugal)
Rio Sol Tempranillo 2013 (Brasil)
Rio Sol Reserva 2012 (Brasil)
Riva D'Oro Bardolino DOC 2013 (Itália)
Routhier e Darricarrère ReD 2011 (Brasil)
Salton Intenso Merlot Tannat 2012 (Brasil)
Salton Paradoxo Pinot Noir 2014 (Brasil)
Sinfonia Selected Vineyard Malbec 2013 (Argentina)
Xylo #1 2011 (Argentina)

ROSÉS


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