terça-feira, 28 de julho de 2015

Mommessin Beaujolais-Villages Réserve 2013


Achei curiosa a avaliação dos clientes que receberam este vinho em uma das seleções de assinantes do site wine.com.br. Acredito que a maioria nunca tenha provado um tinto da região francesa de Beaujolais, pois muitos reclamaram que o vinho era “sem corpo” e com muita acidez.

Localizada ao Norte de Lyon, Beaujolais produz brancos feitos com a uva Chardonnay e tintos elaborados com a uva Gamay. Estes últimos têm como características a leveza, presença de acidez mais elevada e o caráter frutado. Podem ser classificados como: Beaujolais Nouveau (um vinho levíssimo, para ser bebido muito jovem), Beaujolais (leve, frutado e fácil de beber), Beaujolais Villages (um pouco mais estruturado que o Beaujolais, podendo passar por barris de carvalho) e os Crus (vinhos mais concentrados e estruturados, produzidos nos terroirs de Chiroubles, Fleurie, Saint-Amour, Brouilly, Côte de Brouilly, Juliénas, Régnié, Chénas, Morgon e Moulin-à-Vent).

O Beaujolais-Villages em questão é um vinho que pode ser servido um pouco mais resfriado que a maioria dos tintos e combina muito bem com gastronomia, principalmente com pratos leves, incluindo pescados. Portanto, para quem curte apenas vinhos potentes e encorpados, este não é definitivamente o estilo.

Confira a avaliação:

Tipo: Tinto.
Produtor: Mommessin.
Origem: Beaujolais, França.
Visual: Rubi claro e brilhante, pouco profundo.
Olfato: Notas típicas de banana e cereja, além de goiaba, morango e especiarias.
Paladar: Leve, com taninos presentes e em equilíbrio com a boa acidez. As frutas aparecem de forma discreta, acompanhadas de um marcante caráter especiado. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Gamay, o vinho não teve passagem por madeira. Sua graduação alcoólica é de 12%. Um bom exemplar de Beaujolais-Villages.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 59.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Apesar da crise, venda de vinho brasileiro cresce


Apesar do momento econômico delicado no país, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) mostram que o setor vitivinícola brasileiro cresceu 4,6% em vendas neste primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014. O Incremento na comercialização foi de 4,3% nos vinhos finos, 22,7% nos espumantes e 24,8% nos sucos de uva. O vinho de mesa se manteve estável, com aumento de 3,2% no produto engarrafado

A alta do dólar, segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Moacir Mazzarollo, foi um fator que limitou a entrada de produtos importados e, consequentemente, uma maior procura pelo vinho nacional. A divulgação em nível nacional de diversas pesquisas científicas que comprovam os benefícios dos derivados da uva para a saúde também contribuiu para o aumento das vendas.

Seguindo a tendência dos últimos anos, os espumantes e o suco de uva voltaram a apresentar crescimento de vendas. Nos espumantes em geral, um incremento de 22,7%, com a venda de 4,9 milhões de litros. Foram vendidos 3,8 milhões de litros de espumantes brut, demi-sec e prosecco, 23,3% a mais do que o registrado em 2014, e 1,1 milhão de litros de moscatéis, aumento de 20,9%.

"Apesar de uma certa retração na economia, o setor seguiu investindo em tecnologia,  equipamentos e na remuneração da matéria-prima e o consumidor está reconhecendo este salto de qualidade", afirmou o presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do RS (Fecovinho), Oscar Ló. Ele também destacou o aumento significativo dos espumantes e do suco de uva como um reflexo da descoberta da vocação vitivinícola da Serra Gaúcha, maior região produtora do país em volume, para as uvas destinadas à elaboração destes dois produtos.

Confira os números*:
  • No total, o crescimento nas vendas de produtos vitivinícolas no período foi de 4,6%, com a comercialização de 177,7 milhões de litros.
  • Os vinhos tranquilos, incluindo os de mesa e os de variedades viníferas, apresentaram crescimento de 0,37% com a venda de 99,9 milhões de litros;
  • Os espumantes, em geral, tiveram aumento de 22,7%, com a venda de 4,9 milhões de litros;
  • Os espumantes moscatéis cresceram 20,9%, com a venda de 1,1 milhão de litros;
  • Somando vinhos finos e espumantes, foram comercializados 14,1 milhões de litros, um crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
  • Foram vendidos 9,1 milhões de litros de vinhos de variedades viníferas (vinho fino), ou seja, crescimento de 4,3% na comparação com o primeiro semestre de 2014: Tintos: 7 milhões (3,9%); Brancos: 2 milhões (7%); Rosados: 66,9 mil litros (-18,3%);
  • Na categoria sucos de uva prontos para o consumo, ocorreu aumento de 24,8% em relação aos primeiros seis meses de 2014, com a venda de 49,4 milhões de litros;
  • Os sucos naturais/integrais cresceram 25%, com a venda de 45,3 milhões de litros;
  • Os derivados de sucos de uva (néctar, bebida de uva e preparado líquido para refresco), registram queda de 24,1% com a venda de 1,8 milhão de litros;
  • Foram vendidos 90,7 milhões de litros de vinho de mesa (- 0,01 % em relação ao primeiro semestre de  2014);
  • Outros tipos de vinho, como frisante, base para espumante e licoroso, registraram crescimento de 9,9%.
  • Somando-se todos os tipos de vinhos, foram vendidos 105,9 milhões de litros, aumento de 1,3%.
* Dados provenientes do Cadastro Vinícola, mantido por meio de parceria entre Ibravin, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria de Agricultura e Pecuária do RS, com Embrapa Uva e Vinho. Os dados são referentes às vinícolas do Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Swop: Secret Wines of Portugal

Tive a oportunidade de participar ontem (22) no Recife de uma apresentação de um projeto chamado Swop - Secret Wines of Portugal. Trata-se de um grupo de pequenos produtores de diferentes regiões do país que resolveu unir forças para comercializar os seus vinhos. Eles têm como características em comum a valorização das castas autóctones (nativas), a viticultura sustentável e os métodos de enologia minimalista.


Quem comandou a apresentação, realizada no restaurante Rui Paula, com a organização do Vinho Club Premium, foi o enólogo e idealizador do projeto, Virgílio Loureiro (foto). Ele explicou que a ideia nasceu há cerca de dez anos, com intuito de envolver produtores que fazem vinhos em escala agrícola, e não industrial. “São produtos de grande qualidade que não entram em supermercados”, observa Loureiro.


Atualmente, participam do Swop vinícolas das regiões do Minho, Beira Interior, Douro e Alentejo. Um outro produtor da região da Bairrada também está em vias de se integrar ao grupo.

Provamos alguns vinhos durante o evento e o que pude perceber é que são produtos de qualidade, porém alguns ainda jovens, mas com capacidade de evolução.

Confira as avaliações:

Vinha das Bouças Alvarinho 2014


Elaborado na região do Minho com 100% de casta Alvarinho. Apesar do enólogo Virgílio Loureiro afirmar que não se trata de um vinho perfumado, eu o achei bem aromático. Neste exame olfativo pude identificar notas delicadas de lichia, jaca, toques florais e de mel. Na boca apresentou boa acidez e final persistente. O sabor, que revelou menos frutas, é marcado por um agradável toque de maracujá. Leve, refrescante e equilibrado, tem 13% de álcool. Coloração amarelo palha com reflexos dourados. Foram produzidas 2.500 garrafas.

Classificação: Bom.

Quinta do Vale do Ruivo 2013


Fonte Cal, Síria e Arinto são algumas das uvas que entram na composição deste branco produzido na Beira Interior. Sua coloração é amarelo palha com tons esverdeados. O aroma traz leves notas florais e cítricas. Na boca mostra corpo médio e ótimo frescor. É um vinho seco, elegante, untuoso e bastante gastronômico. Tem potencial de guarda por mais alguns anos. Seu teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Muito Bom.

Casas Altas Chardonnay 2013


Outro branco elaborado na Beira Interior, só que com a casta de origem francesa Chardonnay, cultivada a 700 metros de altitude. Tem cor amarelo palha com reflexos dourados e seu aroma envolve notas de melão, lichia, aspargos, floral e leve cítrico. No paladar traz excelente acidez, corpo médio e boa persistência. O sabor repete as sensações do nariz. Tem bom potencial de evolução, lembrando os brancos da região da Borgonha. Sua graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Excelente.

Fraga da Galhofa Reserva Tinto 2011


Tem origem na região do Douro, onde é elaborado com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. Mostra uma bonita cor violácea brilhante de média profundidade e aromas envolventes de ameixa, café, mentol, floral, especiarias e melaço. Sabor seco, apimentado, com taninos de qualidade e final longo. O sabor ressalta notas de café e frutas maduras. Tem potencial de guarda. Seu teor alcoólico é de 14,5%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Mau Feitio 2009


Produzido no Douro Superior com as castas Tinta Roriz (55%), Touriga Nacional (30%), Tinto Cão (10%) e Touriga Francesa (5%) colhidas a 600 metros de altitude, é um tinto de rótulo interessante, elaborado pelo designer Alex Mendes. Segundo Virgílio Loureiro, produtor deste vinho, o nome Mau Feitio surgiu em uma noite de insônia. Segundo ele, é uma bebida que “sabe mais do que cheira”. Falando em cheiro, o aroma mostra ameixa, mentol, noz moscada, café com leite e alcaçuz. Não tem passagem por madeira, por isso mostra paladar limpo, valorizando a fruta. É leve, equilibrado e agradável de tomar. Vai evoluir na garrafa. Tem 13,% de álcool. Sua coloração é rubi, de média profundidade.

Classificação: Muito Bom.

Garcia de Castro Grande Reserva 2009


Outro vinho elaborado no Douro por Virgílio Loureiro, que usou neste corte Vinhas Velhas, Tinta Roriz, Sousão e Touriga Nacional. Ao contrário do Mau Feitio, este passou por madeira, com maturação de 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Exibe uma cor rubi de média profundidade e aroma que envolve frutas maduras, floral, especiarias e café com leite. Boa presença de boca, com taninos doces, acidez presente e final prolongado. Além da fruta, aparece também notas de café. Madeira bem integrada ao conjunto. É um vinho com bastante potencial de melhora, mas já pode ser tomado com prazer. Tem 14,5% de álcool. Aconselha-se aeração. 

Classificação: Excelente.

SERVIÇO:
Os vinhos Swoop estão sendo representados no Recife pela União Export: (81) 3031-0285.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Quinta do Morgado é a marca de vinho nacional mais reconhecida na região Nordeste

De uns anos para cá, é notável o aumento do consumo de vinho no Brasil. Esse incremento se dá, principalmente, pelo interesse de novos consumidores na bebida. Rótulos mais simples, como os suaves e de mesa (entenda as diferenças) vêm ganhando espaço cada vez mais na mesa dos brasileiros, inclusive em camadas sociais que antes dificilmente tinham contato com o vinho.


Na região nordeste, uma dessas marcas se popularizou bastante nas prateleiras dos supermercados: a Quinta do Morgado. Produzida no Rio Grande do Sul pela Fante Bebidas, ela acaba de ser eleita a marca número 1 em reconhecimento na Região Nordeste na categoria vinho branco e vinho tinto nacional. O resultado foi divulgado pela Revista Supermercado Moderno.

O ranking é resultado da 43ª Pesquisa de Reconhecimento de Marcas, realizado entre os meses de agosto e dezembro de 2014, com a participação de quase 2,2 mil supermercadistas de todo o país.
Pesquisa realizada pela Nielsen para a Revista Super Hiper também apontou o Quinta do Morgado, pelo quarto ano consecutivo, o vinho mais vendido na região Nordeste.

“Essa é uma linha que traz consigo o sabor inconfundível dos vinhedos da Serra Gaúcha, elaborada com uvas cultivadas por mais de 200 famílias típicas da região e colhidas manualmente”, diz o diretor da Fante Bebidas, Júlio Fante (foto).


Localizada em Flores da Cunha (RS), a empresa completa 45 anos em 2015 e fecha 2014 com um crescimento de 21%. Além da linha Quinta do Morgado, é responsável pela elaboração da Vodka Rajska (tradicional e saborizada), do malt whisky Black Stone e do Gin Rock’s, além dos vinhos finos da marca Cordelier.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Como harmonizar vinho e comida japonesa

Há alguns anos, escrevi aqui no blog sobre a combinação entre vinho e comida japonesa. Como se trata de um assunto sobre o qual as pessoas normalmente têm dúvidas, então resolvi trazer o tema de volta, dando uma refrescada no texto e incluindo novas dicas. Confira:


Vinho, sushi, sashimis e afins

Quando vou a restaurantes japoneses, tenho o costume de observar o que as pessoas estão bebendo. Deu então para perceber que não é comum entre os brasileiros o hábito de tomar saquê, bebida japonesa à base de arroz fermentado, que, teoricamente, acompanha bem os sushis, sashimis, etc e tal. Para acompanhar as iguarias da culinária oriental, boa parte aposta nos refrigerantes e outros vão de cerveja. Poucos se arriscam no vinho, embora as casas do ramo estejam abrindo cada vez mais espaço para a bebida nos últimos anos.

Afinal, vinho combina com japonesa?

Combina sim. E muito!

Antes de mais nada, é importante saber que existem alguns elementos que podem atrapalhar esse casamento. É só entendê-los melhor para que a união possa dar certo. São três os vilões que podem fulminar um vinho: o molho shoyu, o gengibre e o wasabi (raiz forte). Tentando harmonizar sem a presença desses ingredientes ou usando o mínimo deles, o resultado pode ser satisfatório. Os molhos adocicados também podem causar uma desarmonia na combinação. Portanto, seja parcimonioso nos acompanhamentos.

Quanto aos vinhos que vão combinar bem com os pratos japoneses, aposte nos brancos jovens, nos rosés e nos espumantes brut. Outros vinhos que também harmonizam com os pratos típicos do Japão são os proseccos (espumantes italianos feitos na região do Vêneto) e os Jerez Finos espanhóis, que são vinhos fortificados. Mas os campeões são os brancos feitos com a uva alemã Riesling.

Já fiz várias provas de vinhos com sushis e trago aqui para vocês uma lista com alguns que resultaram em uma boa combinação.

Escolha o seu e... kampai! (um brinde!):

- Arboleda Chardonnay (Chile)
- Viapiana Green (Brasil)
- Henry Fuchs Riesling (Alemanha)
- Alamos Viognier (Argentina)
- Espumante Raposeira Reserva Bruto (Portugal)
- Altas Cumbres Viognier (Argentina)
- Abadia de San Campio Albariño (Espanha)
- Santa Rita Gran Hacienda Sauvignon Blanc (Chile)
- Prosecco La Veneziana Extra Dry (Itália)
- Cousiño-Macul Don Luis Sauvignon Blanc (Chile)
- Espumante Rio Sol Brut Rosé (Brasil)
- Urmeneta Sauvignon Blanc 2013 (Chile)
- Alta Vista Classic Reserva Torrontés (Argentina)
- Saint Clair Vicar’s Choice Riesling (Nova Zelândia)
- Masi Passo Blanco (Argentina)
- Casas del Toqui Single Estate Sauvignon Blanc (Chile)
- Fleur du Cap Sauvignon Blanc (África do Sul)
- Bisquertt Reserva Petirrojo Sauvignon Blanc (Chile)
- Duas Quintas Branco (Portugal)
- Carmen Sauvignon Blanc (Chile)
- Quintay Clava Cristal Reserva Sauvignon Blanc (Chile)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Villa Calcinaia Vigna Bastignano Gran Selezione Chianti Classico DOCG 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Calcinaia.
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi pouco profundo.
Olfato: Elegante e amplo, com bastante morango no ataque inicial. Depois aparecem toques amendoados, de chocolate, café e especiarias.
Paladar: Corpo leve, excelente acidez e taninos finos. Muito equilibrado e elegante, com persistência prolongada. O sabor retrata as mesmas impressões sentidas no olfato.
Outras considerações: Um vinho com excelente potencial de guarda, mas que já pode ser apreciado com prazer. Vale salientar que para esta degustação a garrafa foi aberta dois dias antes. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente (melhora com a guarda) | Não está à venda no Brasil.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Empresa brasileira lança “vinho em cápsula”

 

A empresa brasileira Galena Química e Farmacêutica lançou este ano um produto chamado Vinoxin. São cápsulas com substância extraídas de uvas tintas de origem francesa, que segundo o fabricante têm alta quantidade de polifenóis e ajudam no controle do colesterol e na prevenção cardiovascular, aumentando a dilatação das artérias e reduzindo o acúmulo de gordura, além de possuir ação antioxidante 20x maior que a vitamina E.

A indicação é de uma cápsula ao dia para se obter os mesmos benefícios de uma taça de vinho tinto.

A novidade, de acordo com a empresa, já está disponível em várias farmácias de manipulação do Brasil.

Confira o vídeo de apresentação do produto:


E você, trocaria o seu vinho diário por uma cápsula?

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Montes Alpha M 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Montes.
Origem: Colchagua e Vale Central, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Aroma limpo, fresco, com notas de frutas vermelhas em compota, especiarias, mentol, couro, tabaco, café e alcaçuz.
Paladar: Muito equilibrado e envolvente, apresenta corpo médio e final de boca prolongado. Seu sabor reproduz as sensações do nariz.
Outras considerações: Vinho ícone da Viña Montes, o M tem um corte inspirado na região de Bordeaux, na França: Cabernet Sauvignon (80%), Cabernet Franc (10%), Petit Verdot (5%) e Merlot (5%). Sua maturação foi de 18 meses em barricas 100% novas de carvalho francês. É um vinho que evolui bem com a guarda, com expectativa de melhora em 10 anos. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 530 (Importado pela Mistral. No Recife à venda no Barchef, DLP e Casa dos Frios)

Montes Alpha Syrah 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Montes.
Origem: Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violeta.
Olfato: Um bouquet muito interessante que envolve notas de cereja, leve floral, especiarias, alcaçuz, couro e melaço.
Paladar: Corpo médio e excelente acidez. O sabor traz características semelhantes às do nariz e ainda um toque de café.
Outras considerações: Um vinho saboroso, porém que apresenta inicialmente muito álcool. É necessário deixá-lo respirar para que possa mostrar melhor as suas características. Além da uva Syrah, leva pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon (7%) e Viognier (3%). Maturou 12 meses em carvalho francês. É o vinho da linha Montes Alpha com menor produção.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 113 (Importado pela Mistral. No Recife à venda no Barchef, DLP e Casa dos Frios)

Montes Alpha Malbec 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Montes.
Origem: Colchagua, Chile.
Visual: Cor violácea brilhante, de média profundidade.
Olfato: Amoras, violeta, cassis, alcaçuz e especiarias
Paladar: Bem estruturado e envolvente, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Traz as mesmas sensações sentidas no nariz e ainda um toque de café. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec muito distinto e elegante, que também leva em sua composição 10% de Cabernet Sauvignon. Com este rótulo, a Viña Montes mostra que é possível fazer Malbecs de qualidade superior no Chile. Parte (61%) do vinho amadureceu em barris de carvalho francês por 12 meses. Seu teor alcoólico é de 14,5%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 115  (Importado pela Mistral. No Recife à venda no Barchef, DLP e Casa dos Frios)

Outer Limits CGM 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Montes.
Origem: Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo e brilhante.
Olfato: Boa gama aromática, onde se sobressaem notas florais, de ameixa, tabaco, canela, chocolate e especiarias.
Paladar: Ataque inicial marcado pelos taninos de qualidade. O sabor traz frutas maduras, caramelo e café, além de outras características já sentidas no nariz. Boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Carignan (50%), Grenache (30%) e Mourvèdre (20%), parte (40%) do vinho maturou em barricas novas de carvalho francês. O vinhedo onde estão cultivadas as uvas (La Finca Apalta) é o mais admirado pelo enólogo Aurélio Montes no Chile. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 195 (Importadora Mistral)

terça-feira, 14 de julho de 2015

A excelência chilena da Viña Montes

A importadora Mistral promoveu ontem no Recife uma degustação de alguns rótulos da vinícola chilena Viña Montes. O evento aconteceu no Barchef do shopping RioMar e contou com a presença da diretora de exportação da marca para a América Latina, Sonia Montanares (foto).


Antes de apresentar os vinhos, ela falou um pouco sobre a história da bodega, que foi fundada em 1987 por Aurelio Montes e Douglas Murray. Profissionais altamente experientes na área, eles resolveram criar uma vinícola para elaborar vinhos com qualidade muito superior aos produzidos no Chile naquela época.

Em 1988, Alfredo Vidaurre e Pedro Grand se juntaram ao projeto, nascendo assim a Montes. Com o primeiro Montes Alpha Cabernet Sauvignon, a marca rapidamente ganhou o respeito dos consumidores e conquistou os mercados internacionais. Hoje, a Viña Montes está presente em mais de cem países no mundo.

Para Aurelio Montes, 80% de um bom vinho vêm dos vinhedos e apenas 20% vêm da adega. A marca conta com 70% de vinhedos próprios em diferentes vales do Chile, onde praticam, segundo o próprio Aurelio, um processo de vinicultura “quase obsessivo”, procurando manter precisão em todos os processos, principalmente no da colheita, onde se obedece ao momento correto da maturação.

A Viña Montes também foi uma das primeiras vinícolas chilenas a obter a Certificação do Código Nacional de Sustentabilidade da Indústria, com suas ações de manejo integrado, manutenção da cobertura vegetal natural, otimização do uso da água, compostagem e uso de animais para controle de pragas, entre outras.


O portfolio da marca conta hoje com o super ícone Taita; os ícones Montes Alpha M, Montes Folly e Purple Angel; a linha premium Montes Alpha; os Selección Limitada; a Classic Series e os vinhos especiais, como Montes Cherub, Montes Late Harvest, Monte Twins, o espumante Montes e os rótulos Outer Limits. A produção atual é de 700 mil caixas de vinho por ano.

A Viña Montes também conta com projetos na Argentina (Kaiken Premium Wines) e nos EUA (Napa Angel e Star Angel).

Entre os vinhos que mais me agradaram na degustação estão o Outer Limits GCM, o Montes Alpha Malbec, o Montes Alpha Syrah e o Montes Alpha M, sobre os quais comentarei nos próximos posts.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Bom, Bonito e Barato: Paula Syrah 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Doña Paula.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Notas florais, de melaço, frutas negras, alcaçuz e discreto tostado.
Paladar: Corpo médio, taninos macios e adocicados, persistência de média a prolongada. O sabor traz de volta as características do nariz.
Outras considerações: A linha Paula está entre as linhas Doña Paula Estate e a Los Cardos (esta última, a mais simples da marca). Elaborado 100% com uvas Syrah, o vinho maturou quatro meses em barris de carvalho. Tem 14% de álcool. É um vinho simples, porém bem feito e muito gastronômico. Harmonizei com um risoto de gorgonzola e caiu super bem.

Classificação: Boa Compra
Média de preço: R$ 31 (Evino)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Assobio Tinto 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor violácea pouco profunda.
Olfato: Ameixa, alcaçuz, chocolate e especiarias.
Paladar: Corpo médio e boa acidez. O sabor faz recordar as sensações sentidas no nariz. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um vinho com características de jovialidade, bem feito e bastante agradável de tomar. Tem em sua composição as uvas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional colhidas em vinhas com cerca de 20 anos. Parte (30%) do vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 55 (Licínio Dias Importação. No Recife, à venda na Casa dos Frios, Portus, RM Express e DLP Distribuidora)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Neethlingshof Pinotage 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Neethlingshof Wine Estate.
Origem: Stellenbosch, África do Sul.
Visual: Violeta brilhante, pouco profundo.
Olfato: Morango em compota, caramelo, especiarias e eucalipto.
Paladar: Corpo médio e sabor especiado, trazendo de volta as sensações do olfato. O vinho mostra madeira bem integrada ao conjunto, com discreto toque tostado. Mostra boa acidez e taninos macios.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Pinotage, amadureceu meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 73 (Wine)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Bom, bonito e barato: Riva D'Oro Bardolino DOC 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Alibrianza.
Origem: Vêneto, Itália.
Visual: Rubi claro e brilhante, pouco profundo.
Olfato: Fresco. Exibe notas marcantes de morango e um fundo de canela.
Paladar: Leve, de boa acidez, taninos presentes e persistência de média a prolongada. Sabor delicadamente frutado, recordando as impressões do nariz.
Outras considerações: Esse é um daqueles "achados", de bom preço e qualidade. É um vinho simples, só que produzido com as mesmas variedades do vizinho de região, o Valpolicella: Corvina (60%), Rondinella (30%) e Molinara (10%). Não passa por madeira. Apenas descansa 4 meses em aço inox antes de ser engarrafado. Tem 12% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 31,90 (Evino)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Champagne e Borgonha são declaradas regiões “Patrimônio da Humanidade”


Reunido na Alemanha, o comitê da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) decidiu esta semana transformar as regiões de Champagne (foto acima) e Borgonha, na França, em Patrimônios da Humanidade. A iniciativa deve estimular ainda mais o turismo naquelas localidades, que produzem algumas das bebidas mais valorizadas do planeta.

As colinas, o casario e as maison produtoras de Champagne foram incluídas na lista da Unesco. "Nesses locais foram desenvolvidos o método de elaboração de vinhos efervescentes, graças à segunda fermentação nas garrafas, desde o início do século XVII até o início da industrialização da bebida, no século XIX", justifica a entidade.

Na Borgonha (foto abaixo), foram tombados os célebres vinhedos de Romanée-Conti, de Vosne-Romanée e de Montrachet. Segundo a Organização, trata-se de "uma paisagem cultural” com tradição, desde a Idade Média, na produção de tintos e brancos de altíssimo nível.


Com a novidade, a França pretende incrementar em 20% o número de visitantes no país. Para o presidente François Hollande, a iniciativa "marca o reconhecimento internacional do patrimônio excepcional dessas regiões e testemunha a diversidade e o dinamismo dos territórios franceses, que são a riqueza do país", observou.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Podere San Cristoforo Carandelle 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Podere San Cristoforo.
Origem: Maremma, Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi pouco profunda, com reflexos violáceos. Presença de sedimentos resultantes da não filtração da bebida.
Olfato: Aromático, exibe notas de jambo, flor de laranjeira, caramelo, leve tostado e um toque terroso.
Paladar: Macio, equilibrado, de ótima acidez e final prolongado. O sabor repete as impressões do nariz.
Outras considerações: Elaborado com 100% de uva Sangiovese proveniente do vinhedo Carandelle, localizado em Montalcino, este vinho é elaborado seguindo os conceitos biodinâmicos. É fermentado com leveduras nativas e estabilizado com a utilização de claras de ovo. Sua maturação foi de 10 meses em barricas usadas de carvalho francês. O engarrafamento aconteceu na lua minguante, sem que o vinho fosse filtrado. Tem 13% de álcool. Foram elaboradas apenas 11.500 garrafas.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 125 (Importado pelo grupo Miolo. No Recife, na Dom Vinho)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

François Lurton e Michel Rolland falam sobre vinhos

Entrevista publicada ontem (02/07/15) no jornal espanhol El Mundo.


François Lurton e Michel Rolland, enólogos e viticultores de reconhecido prestigio, estiveram há alguns dias em Madri para apresentar suas novsa criações. Trata-se dos dois primeiros Verdejos de sua vinícola Burdigala. Campo Elíseo (23 euros) e Campo Alegre (12,5 euros) são dois brancos delicados e ricos da região de Rueda que completam o bom trabalho com seus tintos de Toro. Nós conversamos com eles sobre os seus gostos e as suas mais recentes descobertas.

Como se identifica um bom vinho?

François: Um bom vinho é aquele que você gosta e o primeiro da mesa que termina. Deve haver um bom equilíbrio entre os taninos, álcool e acidez.
Michel: Aquele que você gosta. Depende muito do gosto pessoal. A pergunta mais correta seria “qual é um vinho ruim”.

Um vinho barato que valha apena...

F: Hermanos Lurton, Rueda.
M: Eu não posso dizer um em particular, nos últimos anos a evolução dos vinhos tem sido muito boa.

Um vinho da moda...
F: No mundo, a uva Malbec da Argentina, e na Espanha, a uva Verdejo.
M: A Sauvignon Blanc da Nova Zelândia já há uns 20 anos. Por causa do filme Sideways, a Pinot Noir virou moda.

Sua última descoberta...

F: Um vinho da Borgonha que degustei semana passada na Lapônia.
M: Malbec na Argentina está experimentando um grande desenvolvimento na exportação.

Um país que esteja despontando em matéria de vinhos...

F: Argentina
M: Argentina

Um vinho para brindar...

F: Champagne Dom Pérignon
M: Champagne Salon

Um branco irresistível...

F: Borgonha Montrachet
M: Borgonha Chardonnay Montrachet

Um tinto especial...

F: Chateau Margaux
M: Merlot Pomerol

O rosé combina com...

F: Combina com tudo.
M: Com tudo. É o vinho mais fácil.

Que importância vocês dão à 'estética' (rótulos ideais, criativos...) do vinho?

F: Cada região tem seu estilo. É importante que se identifique a região de onde o vinho procede.
M: O mais importante é o primeiro que se vê.

O que aprenderam do vinho na Espanha?

F: Novas variedades, Verdejo, Tempranillo y Toro.
M: Cheguei em 1977 à Rioja e descobri que se utilizavam barricas muito velhas e isso estragava muito o vinho.

Domaine Chante Alouette Cormeil Saint Emilion Grand Cru 2001


Tipo: Tinto.
Produtor: Château Gueyrosse.
Origem: Bordeaux, França.
Visual: Cor rubi com traços granada, de média intensidade. Presença de depósitos provenientes da não filtração do vinho.
Olfato: Boa gama de aromas que vai apurando a partir da aeração. Pude identificar notas de morango, especiarias, chocolate, alcaçuz, fumo e notas balsâmicas.
Paladar: Médio corpo, macio, equilibrado, com taninos vivos, indicando ainda potencial de guarda. Além das sensações sentidas no olfato, aparecem no sabor notas terrosas, de café e cogumelos.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Merlot (65%), Cabernet Franc (20%) e Cabernet Sauvignon 15%, o vinho possui 13% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado na França (Maison du Vin de Saint-Emilion), por 13.85 €.