sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Diferente e elegante: Vinha Val dos Alhos Castelão

Provei ontem este vinho feito 100% com a Casta portuguesa Castelão, proveniente da região de Palmela, na Península de Setúbal. Chega a lembrar um Pinot Noir, mas com uma “pegada” rústica. Confira a avaliação:


Vinha Val dos Alhos Castelão 2011

Tipo: Tinto.
Produtor: Horácio Simões.
Origem: Palmela, Setúbal, Portugal.
Visual: Cor violácea clara e brilhante.
Olfato: Groselha, framboesa, tabaco e carne defumada.
Paladar: Frutado, lembrando as sensações do nariz, tem taninos elegantes e boa persistência. Também mostra algumas notas minerais.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Castelão, o vinho estagiou em barricas de carvalho francês durante nove meses e mais três meses em garrafa. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 89 [Importado pela Adega Alentejana]

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Um imperdível branco do Alentejo

Tem vinhos que um bom apreciador não deve deixar de provar. Na minha lista de indicações está o Esporão Reserva Branco, um alentejano elaborado pelas mãos do enólogo australiano David Baverstock e da enóloga portuguesa Sandra Dias. A cada ano o corte muda. Na safra de 2012, além de tradicionais castas da região, eles usaram na composição um pouco da uva francesa Semillion. O resultado está aí abaixo:


Esporão Reserva Branco 2012

Tipo: Branco.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor amarelo dourado bem brilhante.
Olfato: Muito rico e envolvente, traz notas de frutas brancas, frutas tropicais, mineral, coco e leve tostado.
Paladar: Um branco com corpo e de final prolongado. Demonstra uma discreta doçura, que vem acompanhada por notas apimentadas e uma boa acidez.
Outras considerações: Elaborado com as castas Antão Vaz, Arinto, Roupeiro e Semillon, o vinho fermentou em inox e em barricas novas de carvalho americano e francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 70 [Licínio Dias Importação]

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Barolo, Barbaresco? Não, Gattinara!

Gattinara é uma comuna italiana ao norte do Piemonte onde está a região demarcada de mesmo nome. Com Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG), assim como seus famosos “conterrâneos” Barolo e Barbaresco, também tem em sua composição a uva Nebbiolo. A vantagem desse vinho é que ele é um pouco mais barato, porém mostra qualidade compatível aos outros dois citados. O Gattinara tem um pouco menos de corpo que o Barolo e o Barbaresco, mas também costuma exibir boa complexidade e capacidade de envelhecimento.

Tomei recentemente um rótulo desta DOCG que me foi presenteado por uma grande amiga e confesso que fiquei muito bem impressionada com o produto. Confira a avaliação:


Gattinara Travaglini 2007

Tipo: Tinto.
Produtor: Travaglini.
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi claro com traços alaranjados.
Olfato: Erva doce, canela, flores secas, morango, menta e discreto toque de couro.
Paladar: Corpo leve, taninos macios e final prolongado. As sensações do sabor são semelhantes às sentidas no nariz.
Outras considerações: Um vinho elegante, que se “abre” na taça mostrando a cada minuto uma diferente nuance. Elaborado 100% com a casta Nebbiolo, amadureceu três anos em madeira (sendo dois anos em carvalho esloveno) e mais três meses em garrafa. Possui 13,5% de álcool. Tem capacidade de melhorar com a guarda.

Classificação: Excelente.
Média de preço: No Brasil, R$ 178 (Importadora World Wine)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dica de vinho sul-africano econômico

Além da pouca oferta em nosso mercado, os vinhos sul-africanos normalmente chegam por aqui por um preço elevado. Porém, um dia desses aproveitei uma promoção no site da Wine e comprei este rótulo agradável e acessível:


Danger Point Cabernet Sauvignon  Merlot 2013

Tipo: Tinto.
Produtor: Cape Heritage.
Origem: Western Cape, África do Sul.
Visual: Cor violácea clara.
Olfato: Frutas vermelhas maduras, cravo e flores secas.
Paladar: Fresco e de médio corpo, tem taninos de boa qualidade e final de boca persistente. O sabor traz as mesmas sensações do olfato.
Outras considerações: Um tinto simples e agradável elaborado com uvas Cabernet Sauvignon e Merlot. Estagiou em carvalho francês e americano por tempo não informado pelo produtor. Tem 13% de álcool.O nome do vinho faz referência ao farol Danger Point, localizado em uma perigosa área com recifes e rochas de difícil visualização. Encomendado em 1895, por mais de um século o Danger Point orientou a passagem de navios na zona sul de Walker Bay.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 22,40 (na promoção) e cerca de R$ 32 (normal)

Onde encontrar: www.wine.com.br

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vinícolas amargam prejuízos com terremoto na Califórnia

O terremoto que abalou ontem (24) as regiões vinícolas de Napa Valley e Sonoma, situadas no Estado americano da Califórnia, trouxe grandes prejuízos para as bodegas instaladas na região. O tremor aconteceu num péssimo momento para os produtores, justamente no início da colheita da safra deste ano.


Segundo a Agência Associated Press (AP), uma das vinícolas atingidas foi a B.R. Cohn, que perdeu quase 50% do seu vinho. Na Dahl Vineyards, um barril de vinho Pinot Noir estimado em cerca de US$ 16 mil foi perdido e vários outros estavam em perigo de cair. Em Oakville, também de acordo com a AP, a Silver Oak confirma que perdeu "algumas centenas de garrafas".


Já a vinícola Hess perdeu dois tanques e cerca de 15 mil caixas de vinhos.

Ainda não foram registrados danos na infraestrutura das vinícolas, mas os representantes do setor já falam num prejuízo de aproximadamente US$ 13 bilhões.


A Califórnia declarou estado de emergência por conta deste terremoto, que foi o maior dos últimos 25 anos, com magnitude de 6.0. Cerca de cem pessoas ficaram feridas, mas não houve nenhuma morte.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Tempranillo de Castilla y Leon com a assinatura Marqués de Riscal

Quem acompanha as minhas postagens nas redes sociais, percebe que vez por outra abro um vinho do produtor espanhol Marqués de Riscal. Ainda não provei um vinho desta bogeda que não me tivesse me agradado. Tradicionais produtores da região da Rioja, eles também elaboram brancos na região de Rueda e um tinto no território de Castilla y Leon. É sobre este último vinho que vou falar aqui, lembrando que já comentei no blog sobre a safra de 2006 do mesmo rótulo. Confira a avaliação:


Riscal 1860 Tempranillo 2010

Tipo: Tinto.
Produtor: Marqués de Riscal.
Origem: Castilla y Leon, Espanha.
Visual: Cor violeta brilhante, de média intensidade.
Olfato: Frutas vermelhas silvestres (morango, framboesa), canela, baunilha e orégano.
Paladar: Corpo leve e taninos ainda jovens - sinal de que o vinho deve melhorar com a guarda. O sabor traz as mesmas sensações sentidas no nariz. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Tempranillo, tem em sua composição uma pequena quantidade das variedades Merlot e Syrah. O amadurecimento é de seis meses em carvalho americano. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom (vai evoluir com a guarda)
Média de preço: R$ 60 [comprado no Duty free shop por cerca de 16 dólares]

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A verdade sobre as "uvas arco-íris"

Ultimamente, algumas imagens de cachos de uvas coloridas andam circulando pela internet. Antes que se fale em milagre ou mutação genética, o Jornal da Ciência explicou que as fotos em questão são manipuladas, tal como esta aí abaixo.


 Porém, existe uma fase do desenvolvimento dos frutos onde observa-se um fenômeno parecido.Trata-se do “veraison”, estágio no qual os frutos mudam de cor para entrar na fase final de amadurecimento (foto a seguir). Em um mesmo cacho eles podem adquirir tonalidades diferentes, algumas mais verdes, outras rosadas e outras roxas - mas nunca azul, dourado ou cores exóticas.


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Mais um Secreto de Viu Manent

Esse é um daqueles vinhos que atraem logo pelo rótulo (a ilustração é feita pela artista chilena Catalina Abbott). A linha completa conta com seis vinhos varietais, sendo o Syrah meu preferido entre os já provados. Dia desses aproveitei uma promoção e resolvi experimentar novamente o Carmenère. Como nunca comentei sobre ele aqui no blog, aí vai a minha avaliação:


Secreto de Viu Manent Carmenère 2010

Tipo: Tinto.
Produtor: Viu Manent.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor violeta profunda.
Olfato: Frutas negras, floral, groselha, erva doce e eucalipto.
Paladar: Médio corpo, com taninos bem aparentes - porém não agressivos. O sabor é semelhante às características do nariz e ainda traz notas tostadas e de café. Faltou um pouco de persistência no gosto.
Outras considerações: Elaborado com 85% de Carménère e 15% de uma variedade secreta (daí o nome do vinho). A fermentação alcoólica ocorreu com o uso de leveduras nativas. Parte (80%) do vinho amadureceu seis meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem 14,2% de graduação alcoólica. Um vinho jovem, que pode melhorar com mais um ou dois aninhos de guarda.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Felino Malbec do genial Paul Hobbs

Quando o renomado enólogo californiano Paul Hobbs (criador do ícone Opus One) descobriu o potencial da uva Malbec, ele decidiu formar uma parceria com o casal de também enólogos Andrea Marchiori e Luis Barraud para produzir grandes vinhos na Argentina. Em 1989, eles fundaram a Viña Cobos, que se tornou uma referência em vinhos Premium naquele país.

O Felino faz parte da linha mais básica da Viña Cobos. Mesmo assim é sinônimo de boa qualidade, arrematando altas pontuações da crítica internacional. Confira a avaliação da safra 2012 do Malbec desta linha, que também conta com os varietais Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay:


Felino Malbec 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Cobos.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi escuro com reflexos violeta.
Olfato: Rico e envolvente, traz notas florais, tostadas, de especiarias, ameixa e terra molhada.
Paladar: Encorpado e elegante, tem sabores semelhantes às sensações do olfato e ainda revela notas de chocolate. Final fresco e prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas  Malbec (93%), Cabernet Sauvignon (4%) e Merlot (3%) provenientes dos vinhedos localizados em  Luján de Cuyo, Maipú e Vale do Uco, o vinho amadureceu oito meses em carvalho francês e americano.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: Na Argentina, onde comprei, custa cerca de 80 pesos. No Brasil, R$ 84 (Grand Cru).

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os vinhos “sem maquiagem” de Filipa Pato

“Vinhos sem maquiagem”, este é o conceito utilizado pela enóloga portuguesa Filipa Pato. Sua produção, na região da Bairrada, é livre de defensivos agrícolas e elaborada à maneira dos antepassados. Filha do renomado produtor Luiz Pato, aquele que é responsável por “domar” a difícil casta Baga, ela diz que nunca pensou em ser produtora. Mas a vocação falou mais alto e Filipa trocou a engenharia química, sua profissão de origem, pelos vinhedos e pela alquimia dos vinhos.


Quando resolveu entrar nesse mundo, a enóloga, formada em Bordeaux, ouviu do seu pai a seguinte sentença: “Quer fazer vinho? Então vá fazer em outra adega”. Foi quando sua avó lhe ofereceu uma antiga vinícola que pertencia ao seu tio, datada do ano de 1888. Ela aceitou a oferta e comprou novos equipamentos para a estrutura, que segundo ela, embora velha, “era muito bem pensada”. Apesar da negativa inicial do pai, Filipa disse que ele foi um grande incentivador de sua carreira. Talvez aquilo tenha sido fundamental para que ela adquirisse mais tarde o seu estilo próprio.

Toda esta história foi contada a mim e a um pequeno grupo de convidados, durante um impecável jantar realizado esta semana no Recife, no restaurante Ponte Nova, promovido pela distribuidora Veloz, que acaba de se estabelecer na cidade.

Filipa falou de sua relação com a uva Baga, principal casta daquela região, afirmando que a variedade não se adapta a nenhum outro lugar do mundo fora a Bairrada. “Tal como a Pinot Noir, é uma uva muito caprichosa”, explica. Segundo ela, a Baga gosta dos solos calcários do local e precisa de clima frio, com boa exposição solar.

Além de não usar agrotóxicos na vinhas, Filipa procura fazer vinhos sem exagero de álcool e de madeira. “Uso no máximo 20% de madeira nova nos meus vinhos”.

A produção anual é de 90 mil garrafas. Destas, cerca de 80% são destinadas ao mercado internacional, principalmente ao Brasil.

Aos 39 anos, Filipa é casada com o sommelier belga William Wouters, com quem assina os “Vinhos Doidos” - que não chegam ainda por aqui. Em 2011 foi eleita a melhor enóloga do ano pela revista alemã Feinschmeker. É uma pessoa sem frescuras, mas ao mesmo tempo refinada – exatamente como os seus vinhos. “Sou fiel aquilo que sou. Nem eu nem meus vinhos usamos maquiagem”, ironiza.

Confira a avaliação dos vinhos provados na noite:

3B Método Tradicional

Filipa não usa a palavra “espumante” no rótulo. Ela simplesmente utiliza “método tradicional” para designar a bebida, que é justamente elaborada com segunda fermentação em garrafa (método tradicional ou champenoise). As uvas Baga (70%) e Bical (30%) fazem parte da composição deste exemplar da Bairrada (daí o nome 3B). De cor rosa claro, apresenta bolhas de tamanho médio, com boa intensidade. Fresco e elegante, traz notas frutadas de romã e morangos, junto com toques tostados. No paladar é leve, cremoso e persistente. Tem 11,5% de álcool.


Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 80

FP Bical e Arinto 2013

Branco de cor verde limão feito com as castas Bical e Arinto, posui aroma envolvente de notas minerais e de frutas como lichia, abacaxi, lima e pera. O sabor é amanteigado, com bom corpo e acidez, trazendo também o frutado percebido no nariz. Parte do vinho (20%) fermentou em barris usados de carvalho francês. Esta linha substitui a antiga “Ensaios”. A mudança do nome se dá porque Filipa diz ter criado uma base de conhecimento que a fez entender o melhor do que a região oferece. A graduação alcoólica é de 12,5%.


Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 65

Nossa Calcário Branco 2013

A escolha do nome deste rótulo foi feita através de dois fatores: o primeiro pelo solo calcário da região. O segundo foi pela observação da própria Filipa sobre a forma como os brasileiros expressam a sua aprovação quando experimentam um bom vinho, dizendo “nossa!”. E este é realmente para soltar um sonoro “nossa!”. Elaborado com a casta Bical, fermentou em barricas de 500 litros com controle de temperatura. De coloração verde limão, envolve notas cítricas, minerais e de frutas secas. Encorpado, mostra boa acidez e integração da discreta madeira. O teor alcoólico é de 13%.


Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 130

FP Baga 2013

Filipa diz que este vinho reinventa a vinificação da Baga. Foi inspirado nos pequenos produtores da Bairrada que fazem vinho ao estilo do francês Beaujolais, com pouca extração dos componentes das cascas da uva. Tem período curto de contato com a madeira: “um ou dois meses”, observa a enóloga. Sua cor é de um rubi de média intensidade e os aromas remetem a frutas frescas, como cereja, além de groselha e alguma mineralidade. Sabor leve, com taninos elegantes e perfeito equilíbrio. Um daqueles vinhos pra tomar sem cansar.


Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 65

Nossa Calcário Tinto 2011

Feito exclusivamente com a casta Baga, o vinho amadureceu 18 meses em pipas de carvalho de 500 litros. Aroma exuberante, com uma gama diversificada de sensações, tais como floral, especiarias, fruta vermelha madura, tostado, fumo e café. Paladar estruturado, com taninos que deixam o vinho “redondo”. O sabor é tão diversificado quanto as características do olfato. Final prolongado e agradável. Nesta safra, foram engarrafas apenas 2500 garrafas e 110 magnuns (1,5l). Tem 13% de álcool.


Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 130*

*Distribuídos pela Veloz. No Recife, os vinhos podem ser encontrados no Empório Pescadero: (81) 3268-0020.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

The Wall Street Journal: vinho argentino barato sumiu das prateleiras

O periódico norte-americano “The Wall Street Journal” revelou a situação delicada dos vinhos argentinos, que vêm sofrendo com a grave crise econômica do seu país.  Em uma matéria intitulada “Inflação sufoca boom de exportação de vinhos de Argentina”, o jornal mostra os aspectos do problemas vistos pelos olho do produtor José Manuel Ortega, da renomada vinícola O. Fournier.


Confira tradução do texto:

Inflação sufoca boom de exportação de vinhos de Argentina

Por anos, José Manuel Ortega exportou um tipo de Malbec que os degustadores norte-americanos qualificaram de "tinto taciturno" com "um sabor monumental".

Mas há pouco tempo, a produção da linha Massimo, de sabor frutado e cor granada, parou. Em meio à galopante inflação argentina, os custos da mão de obra estão chegando às nuvens. E Ortega já não gerava lucro com suas garrafas mais econômicas, cujos preços de varejo variam entre 9 a 12 dólares. A recessão que golpeia desde as montadoras às imobiliárias não discriminou esta indústria do oeste da Argentina.

Ortega, que fundou o Grupo Bodegas y Viñedos O. Fournier no ano 2000, ainda vende seu vinho premium Alfa Crux, feito em homenagem às estrelas da constelação Cruzeiro do Sul. Mas ele disse que foi obrigado a parar de produzir os vinhos mais baratos. "Quando eu melhorar a situação, podemos voltar a esses projetos", afirmou.

Este ex-banqueiro de 46 anos chegou à Argentina vindo da Espanha, depois de ver o potencial extraordinário para os vinhos nos solos pedregosos e arenosos e nos céus claros do Valle do Uco. Mas agora ele está entre os produtores afetados por uma taxa de inflação que alguns economistas avaliam em cerca de 40% ao ano.


O setor do vinho na Argentina tem tido uma história de sucesso. A demanda internacional por seus Malbec de boa qualidade, mas baratos, impulsionou o crescimento do setor por quase uma década para converter a Argentina no quinto maior produtor em 2011, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho. Mas as receitas de exportação caíram 5% no ano passado em comparação com 2012. As exportações de vinho fracionado (garrafas, caixas e outras embalagens individuais) caíram 5,5%.

“Não se deve ao vinho ou à gestão de suas marcas”, disse Stephen Rannekleiv, analista de vinhos e licores do Rabobank Group. "A questão da inflação está realmente fora de controle."

O vinho tem sido mais golpeado que outros produtos agrícolas, como a soja, porque a colheita de uvas requer uma mão de obra intensa. Os custos dos produtores, dizem os analistas, subiu ao menos 100% nos últimos quatro anos.

Isso se traduz em menos garrafas de vinho argentino barato nos restaurantes nos Estados Unidos e Europa. "As pessoas querem algo econômico para a noite”, afirmou Víctor Márquez, gerente de Alimentos e Bebidas em Dallas. O executivo conta que, por anos, as garrafas de Malbec de 8,99 dólares eram uma escolha popular, “mas nesse instante não temos nenhuma nas prateleiras”.

Michael Evans, co-fundador do The Vines of Mendoza, empresa que vende parcelas de vinhedos a pessoas que querem experimentar produzir vinhos, diz que há pouco reduziu as exportações, incluindo garrafas de Malbec de 18 dólares, por causa dos altos custos da mão de obra. “Acabamos de dar um aumento de 15% aos nossos trabalhadores, e com isso apenas cobrem a inflação deste ano”, disse Evans, que conservará as garrafas e esperará um momento mais rentável para exportar.

Em uma tentativa de aliviar a pressão da inflação, alguns vinhedos estão exportando mais vinho a granel para ser engarrafado por distribuidores internacionais, onde os custos são mais baixos. Mas os pequenos produtores geralmente não têm a infraestrutura e os contatos para usar esta estratégia, dizem os especialistas locais.

Alguns têm investido mais no lado do turismo de negócios. O. Fournier tem um restaurante chique em sua vinha e também vende lotes em suas terras por até 170 mil dólares o hectare, dando aos compradores a oportunidade de produzir o seu próprio vinho ou construir uma casa de verão.

Ortega diz que, assim como outros produtores, a esperança é que no fim do mandato da presidente Cristina Kirchner, no próximo ano, surjam novas políticas econômicas para aliviar a inflação e atrair investimentos estrangeiros.

"Espero que uma política econômica mais coerente beneficie nossa indústria", diz ele. "Claro, Argentina produz uma grande quantidade de soja, mas as pessoas não vão para um restaurante de sushi e dizem: 'esta é a soja de alta qualidade Argentina!’. Com exportações de vinho, na verdade você está criando marca do país no exterior".

Matéria completa em: http://goo.gl/mxchul 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um demi-sec catarinenese bem bacana

Confesso que quando se trata de espumantes, não sou muito fã daqueles com teor mais elevado de açúcar. Até consigo apreciá-los quando bem harmonizados, mas em "doses homeopáticas”. Porém, tem alguns rótulos que fogem à regra e se mostram bem interessantes, podendo ser tomados até sem acompanhamento. É o caso deste demi-sec* da vinícola catarinense Santa Augusta. Tem boa acidez e doçura equilibrada - o que não deixa a bebida nem um pouco enjoativa.

*Os espumantes demi-sec (meio-seco) podem ter entre 201 e 60 gramas de açúcar por litro, enquanto um brut (seco), tem apenas de 6 a 15 gramas de açúcar por litro.

Confira a avaliação:

Santa Augusta Demi-Sec Rosé


Tipo: Espumante.
Produtor: Vinícola Santa Augusta.
Origem: Vale do Contestado, Videira, Santa Catarina, Brasil.
Visual: Rosa claro, com borbulhas em média intensidade.
Olfato: Frutas vermelhas frescas, como morango e cereja. Também exala algo floral e especiado.
Paladar: Fresco, delicado e cremoso. Resgata as características frutadas sentidas no nariz. Boa acidez e leve doçura.
Outras considerações: Elaborado pelo método Charmat (com refermentação em tanques de inox), leva em sua composição as uvas Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (20%), Malbec (20%), Montepulciano (12,5%) e Cabernet Franc (2,5%). Tem 28g/L de açúcares totais e 12% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Preço: R$ 35 [No Recife, na Barril Classe A: (81) 3075-1114 / 9984-3661]

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A incrível história dos vinhos de Colares

Eles resistiram à praga da Filoxera no século XIX e suas vinhas resistem até hoje, numa minúscula área demarcada de 15 hectares, aos ventos furiosos da região e à corrosão do sal. São fortes o suficiente para envelhecer por décadas na garrafa e ganhar complexidade.


Eça de Queirós considerava os vinhos da região portuguesa de Colares “os mais franceses” do reino. Suas uvas são bem distintas das castas portuguesas que conhecemos: Ramisco, Molar e João Santarém (tintas) e Malvasia de Colares (branca). Com todos esses atributos, era de se estranhar se eles não estivessem entre os mais caros do país.


Conheça mais sobre a história dos vinhos de Colares contada por Pedro Garcias em uma bela matéria publicada pela revista portuguesa Fugas. Clique aqui.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Malbec sem erro: Altos las Hormigas

Há tempos sou admiradora da vinícola argentina Altos las Hormigas, pois ela consegue impor qualidade em todos os seus vinhos, desde os mais simples. E é justamente sobre o rótulo de entrada da marca que eu vou falar: o Malbec Clásico Altos las Hormigas. Este é da safra mais recente, que provei mês passado em viagem à Argentina. Ainda está novo, mas já pode ser bebido com prazer. Confira a avaliação:


Altos las Hormigas 2013

Tipo: Tinto.
Produtor: Altos las Hormigas.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violácea brilhante.
Olfato: Floral, frutas vermelhas silvestres, especiarias e leves notas defumadas.
Paladar: Corpo médio, com sabor marcado por notas frutadas, como jambo, além de ervas, café e chocolate. Ótimo equilíbrio entre taninos e acidez.
Outras considerações: Fermentado com leveduras indígenas, o vinho amadureceu em piletas de concreto por 12 meses. Tem 13,7% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 52.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Errazuriz mostra porque é considerada uma das melhores vinícolas do Chile

Fundada em 1870 no Vale do Aconcágua, no Chile, a Viña Errazuriz dedica-se à produção de vinhos de qualidade superior, sendo considerada por muitos a melhor vinícola chilena. Exporta 95% de sua produção, sendo o Brasil um dos seus importantes mercados. Apesar de consumir em maior volume a linha mais básica da marca, a "Estate", os brasileiros também estão interessados nos rótulos de qualidade superior. Por isso, o enólogo chefe da casa, Francisco Baettig (foto abaixo), está no país para divulgar melhor esses produtos.


Tive a oportunidade de participar de um almoço com ele, ontem (05), no restaurante Rui Paula, no Recife, a convite do representante da Errazuriz no Recife, Tiago Emery, da distribuidora DOC e da importadora Vinci. Na ocasião, foram provados alguns rótulos das linhas Max Reserva e The Blend, além do ícone Don Maximiano.

Francisco explicou que a Errazuriz produz 600 mil caixas de vinho ao ano, sendo 250 mil de linhas superiores. Os vinhedos estão principalmente no Vale do Aconcágua, onde se cultiva principalmente as castas Cabernet Sauvignon, Shiraz, Carmenère e Merlot. Também possuem vinhas nos Vales do Maipo e de Casablanca. Além de elaborar vinhos de qualidade ao gosto do mercado internacional, a vinícola sai do lugar-comum fazendo corte com variedades pouco convencionais no Chile, tais como Grenache, Marsanne Mourvedre, Carignan e Gewürztraminer, entre outras, que podem ser experimentadas em alguns dos vinhos sobre os quais falarei a seguir.

Confira os detalhes dos vinhos degustados:

Max Reserva Sauvignon Blanc 2013


Um branco de cor verde limão, com aroma cítrico, mineral e um leve toque de mel. Bem estruturado no paladar, exibe boa acidez, o que confere frescor à bebida, e sabor semelhante ao olfato, onde também surgem notas de maracujá. Final prolongado. Elaborado com uvas Sauvignon Blanc, ficou em contato com as borras durante três meses para ganhar complexidade.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 85.

Max Reserva Pinot Noir 2012


De coloração rubi clara e brilhante, este tinto elaborado com 100% uvas Pinot Noir cultivadas no Aconcágua revela aromas de frutas do bosque, tais como framboesa e cereja, que aparecem junto a discretas notas de especiarias, café e baunilha. O paladar é leve e delicado, com boa acidez. Reflete as sensações do olfato, principalmente as notas frutadas. Final longo. Maturou nove meses em carvalho francês. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 90.

The Blend 2008


Na safra de 2008, o corte do ‘The Blend’ levou as uvas Carmenère (40%), Syrah (14%), Petit Verdot (14%), Mourvedre (13%) e Cabernet Franc (8%). A maturação foi de 16 meses em carvalho francês (60% novas). O vinho ganhou uma cor rubi de média intensidade e aroma de ameixa, floral, especiarias e café. Encorpado, é um vinho com bom equilíbrio e sabor semelhante às características do olfato. Também se pode sentir um toque de chocolate. Final prolongado. A graduação é de 14,5%.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 130.

The Blend 2011


Grenache (55%), Mourvedre (28%), Syrah (10%), Carignan (5%) e Marsanne (2%) fazem parte da composição desta safra de 2001 do ‘The Blend’, que teve amadurecimento de 16 meses em carvalho francês. Um vinho ainda jovem, mas que já pode ser apreciado. Sua coloração é violeta, com aroma predominante de frutas frescas, como amora, cereja e groselha. Também recorda flores e especiarias. Na boca mostra-se fresco, com taninos finos. Tem bom potencial de guarda. Sua graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 130.

Don Maximiano Founder’s Reserve 2009


Ícone da vinícola, que traz no nome uma homenagem ao fundador da casa, Don Maximiano Errázuriz. Tem em sua composição as uvas Cabernet Sauvignon (80%), Carmenère (10%), Petit Verdot (5%) e Cabernet Franc (5%), com maturação de 22 meses em barricas novas de carvalho francês. Exibe uma cor rubi de média intensidade e aroma elegante, onde se identifica notas de frutas como ameixa e amora, além de outras características, como erva-doce, especiarias e terra molhada. Tem bom corpo e equilíbrio entre taninos e acidez, mostrando frescor da fruta e notas mais complexas, como couro. Final prolongado. Aconselha-se aerar antes de servir para ele mostre todo o seu potencial. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 387

Late Harvest Sauvignon Blanc 2011


Por fim, um agradável vinho de sobremesa feito com 85% de Sauvignon Blanc, 10% de Viognier e 5% Gewürztraminer. Sua cor é amarelo dourado e o aroma exala maracujá, mel e notas tostadas. Sabor untuoso, lembrando o nariz. Doçura equilibrada com a boa acidez. Parte (40%) da bebida estagiou sete meses em carvalho francês. Tem 12% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 60.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Agência pernambucana lança pacote para Portugal com foco em vinhos, gastronomia e cultura

A agência de turismo pernambucana Luck Viagens, em parceria com a Licínio Dias (LD) Importação, está oferecendo um roteiro para Portugal com foco em cultura, vinho e gastronomia. A viagem acontece de 08 a 17/10/2014 e inclui visitas a importantes vinícolas, tais como Herdade do Esporão, Raposeira, Caves Aliança, Quinta do Crasto e Ramos Pinto.


Confira o roteiro fornecido pela agência:

CHEGADA A LISBOA
Chegada a Lisboa. Recepção pelo guia NORTRAVEL e transporte ao Hotel. (Caso a hora de chegada não permita ainda o check-in, será dada a possibilidade de guardar a bagagem). Hospedagem no HOTELEPIC SANA*****, ou similar.

LISBOA
Café da manhã no hotel e saída para um passeio pela cidade, percorrendo os bairros típicos do coração da cidade. Do Bairro Alto, passando pelo elegante Chiado, descendo à Baixa com a Avenida da Liberdade e suas lojas de griffe internacional até Alfama, o mais antigo bairro com fortes traços árabes. Continuamos até Belém para uma parada junto à Torre de Belém, ao Padrão dos Descobrimentos e ao Mosteiro dos Jerónimos. Depois de provar um dos famosos pasteis de nata, regresso ao centro da cidade para almoçar no Bairro Alto. Tarde livre para um eventual shopping tour pelo centro. Hospedagem.

LISBOA- SINTRA- CASCAIS - ESTORIL- LISBOA
Após o café da manhã, saída para um passeio de dia completo pela costa de Lisboa, até Sintra. Em Sintra fazemos uma primeira parada para passear pelo centro histórico desta vila romântica e provar os famosos ‘‘travesseiros’’, um exemplo da doçaria conventual da região. Visita ao Palácio da Vila, um dos mais históricos de Portugal. Continuamos pela luxuriante vegetação e lindíssima paisagem do Parque Natural de Sintra. Seguimos por Cascais e Estoril, até o hotel. À noite, sugerimos um jantar com show de Fado.

LISBOA- HERDADE DO ESPORÃO - ÉVORA- VILA VIÇOSA
Café da manhã no hotel. Check-out e partida para o interior de Portugal. Iniciamos a nossa viagem atravessando o estuário do Rio Tejo e descobrindo a imagem deslumbrante de Lisboa a partir da ponte Vasco da Gama. Dirigimo-nos então para a característica paisagem alentejana onde no meio da planície dourada os romanos fundaram a cidade de Évora, hoje Patrimônio mundial da humanidade classificada pela UNESCO. Em terra de vinhas cultivadas por fenícios, gregos, romanos e, hoje, por grandes casas agrícolas e produtores que vêm afirmando a marca Alentejo entre os grandes vinhos portugueses, há uma das mais saborosas e originais tradições culinárias. Visitamos uma das mais conceituadas quintas da região: a Herdade do Esporão, para uma degustação de vinhos e azeites. Visita à lindíssima vila medieval de Reguengos de Monsaraz, antes de rumar até Vila Viçosa. Hospedagem no HOTEL MARMÓRIA*****, ou similar.

VISEU - VALE DO DOURO - RÉGUA
Café da manhã no hotel e partida em direção ao Vale do Douro. Primeira parada em Lamego, terra do famoso presunto e onde a Nossa Senhora dos Remédios exibe uma escadaria monumental em granito. Visita às Caves da Raposeira, onde nos espera uma degustação de espumante. Almoço no restaurante DOC. De tarde, visita à Quinta do Crasto para degustação de vinhos. Hospedagem no HOTELAQUAPURA DOURO VALLEY*****, ou similar.

RÉGUA- AMARANTE - PENAFIEL- PORTO
Subimos a Serra do Marão passando pela romântica cidade de Amarante, onde o São Gonçalo segue sendo o ‘‘Santo casamenteiro’’. Chegando ao Porto, breve visita panorâmica pela cidade, finalizando numa das conceituadas Caves de Vinho do Porto - Ramos Pinto, onde o vinho produzido no Vale do Douro é armazenado. Depois de uma degustação, seguimos para o hotel. HOTELTIARAPARK ATLANTIK*****, ou similar.

PORTO – AVEIRO – SANGALHOS – COIMBRA
Check-out após o café da manhã e partida do Porto em direção ao Sul. Primeira parada em Aveiro, a “Veneza” portuguesa, com os seus típicos barcos “Moliceiros” coloridos, passeando pelos canais. Prova dos famigerados “ovos moles” antes de continuar para a região da Bairrada. Visita com prova às CAVES ALIANÇA e o fantástico UNDERGROUND Museu, em Sangalhos. Continuando a caminho de Coimbra, parada na bairrada para almoçar o mundialmente conhecido “Leitão”. Depois do almoço, visita guiada à cidade dos estudantes, com a sua centenária universidade. Resto da tarde livre. Hospedagem no HOTEL QUINTA DAS LÁGRIMA*****, ou similar, em Coimbra.

COIMBRA – FÁTIMA - LISBOA
Partida de Coimbra, depois do café da manhã, com destino a Lisboa. Fazemos uma primeira parada em Fátima para visitar o Santuário antes de continuar para Lisboa. Chegada a Lisboa ao final da manhã. Tarde livre. Hospedagem no HOTEL EPIC SANA*****, ou similar.

PARTIDA DE LISBOA
Café da manhã no hotel. Em hora a indicar localmente transporte privativo ao aeroporto internacional de Lisboa para embarque de regresso. FIM DA VIAGEM.

Confiras as condições clicando na imagem abaixo:


CONTATO:
Luck Viagens: Claryssa Guimarães - (81) 3366-6222 | Marcela Holanda - (81) 3366.6222

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um bom Chardonnay na faixa dos R$ 25

Pra quem quer um branco para o dia a dia ou para beber naqueles dias quentes e descontraídos, aí vai uma boa opção na faixa dos R$ 25. Ele acompanhou muito bem um risoto de camarão. Confira a dica:


Dos Fincas Chardonnay 2012

Tipo: Branco.
Produtor: Bodega Amalia (The Wines of Carlos Basso).
Origem: Vale do Uco, Mendoza, Argentina.
Visual: Coloração limão, de média intensidade.
Olfato: Pêssego, lichia e abacaxi, com leves aromas cítricos.
Paladar: Frutado, trazendo as mesmas sensações do nariz. Untuoso e de médio corpo, com acidez média. Traz um discreto toque de baunilha, proveniente de sua passagem por madeira.
Outras considerações: Um vinho simples e agradável, sem arestas. Elaborado 100% com uvas Chardonnay, amadureceu quatro meses em barricas de carvalho francês. Tem 13,7% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 25 [www.wine.com.br]

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Hospital na França vai inaugurar bar de vinhos para pacientes

Que os franceses acreditam nos benefícios do vinho para a saúde todo mundo já sabia. O impressionante é a iniciativa tomada pelo Hospital Universitario Clermont-Ferrand, na França. A unidade de saúde quer animar a vida cotidiana difícil dos seus pacientes inaugurando um bar de vinhos dentro de seu espaço.

O objetivo novidade é “reumanizar a vida dos pacientes fazendo mais agradável seu viver diário e dando a eles o prazer de convidar e ser convidados”, explicou a chefe do serviço de terapia paliativa do hospital, a doutora Virginie Guastella.

Os funcionários do hospital receberão treinamento especial de um antropólogo social sobre como lidar com pacientes que vêm para o bar.

“Os pacientes em terapia paliativa não estão todos em fase terminal”, informa a doutora. “Alguns perderam o gosto e muitos são anoréxicos”, informa a doutora, para quem a abertura do bar de vinhos permitirá também às famílias dos pacientes viver com eles momentos agradáveis de intercambio em um espaço “medicamente demarcado”.

“É um pequeno detalhe que pode fazer toda a diferença”, explica a médica.

Uma adega está prevista para conservar as garrafas de vinho, que espera poder oferecer bons rótulos, tais como os do Pomerol, aos pacientes e seus visitantes.

Com informações da AFP.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Espanha tem vinho com rótulo animado

Quem de nós nunca comprou um vinho atraído apenas pelo seu rótulo? Apostando no apelo visual, a Bodega espanhola La Vinyeta criou uma linha de vinhos batizada "Puntiapart*". Os desenhos no rótulo seguem uma sequência, de modo que quando giramos a garrafa eles formam uma animação. A concepção do projeto é do premiado designer gráfico Lluís Serra.

O vinho é um tinto de Denominação de Origem Empordà, elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon e Cinsault, com amadurecimento de 13 meses em carvalho francês, húngaro e romano. A cada ano, o Puntiapart* ganha uma nova ilustração no rótulo.

A bebida foi eleita o Vinho do Centenário da Costa Brava, entre os melhores vinhos tintos da DO Empordà. Também já alcançou 90 pontos no Guía Peñín. Não está à venda no Brasil.

Confira o visual de algumas safras do Puntiapart*:

[2006]


[2007]


[2008]


[2009]




terça-feira, 29 de julho de 2014

Dia 29 é dia de nhoque da fortuna... e de vinho!

É provável que você já tenha ouvido falar que o dia 29 é dia do “nhoque da sorte” ou “nhoque da fortuna”. Mas qual é a origem dessa história?

Diz a lenda que num certo dia 29 de dezembro, na Itália, vestido de andarilho e faminto, São Pantaleão bateu à porta de uma família em busca de comida. Eles eram pobres, mas mesmo assim não se negaram a dividir o jantar. Cada um ficou com sete nhoques. São Pantaleão comeu, agradeceu a gentileza e então foi embora. Para a surpresa da família, ao arrumar a mesa eles perceberam que embaixo de cada prato havia moedas de ouro.


Desde então, tornou-se uma superstição para algumas pessoas comemorar o dia 29 fazendo a seguinte simpatia: coloca-se uma moeda em baixo do prato de nhoque. Então, de pé, a pessoa come sete nhoques fazendo um pedido diferente para cada um. Os pedidos só se concretizam se o dinheiro ficar guardado até o próximo dia 29.

Originário do norte da Itália, o gnocchi, como é chamado por lá, inicialmente era elaborado de várias maneiras. Podia ser à base de farinha de trigo, farinha de arroz ou até de miolo de pão. No século XVI, surgiu o nhoque de polenta. Mas foi por volta dos séculos XVI e XVII que a massa começou a ser feita a partir de batata, como a conhecemos hoje.

E para acompanhar o nhoque, nada como um bom vinho. Seguem algumas dicas para harmonização:

- Para o tradicional molho bolonhesa, a pedida é um vinho tipicamente italiano, como um Chianti.

- Para os molhos mais simples, como tomate e manjericão, vá também de tintos frutados, jovens e de boa acidez. Como um Merlot da Serra Gaúcha.

- Se o nhoque tem molho branco, opte por um branco mais estruturado, como um chardonnay chileno.

Um brinde e boa sorte!