segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Domaine L'Ostal Cazes Estibals 2014

Via Instagram: @escrivinhos



Minervois AOC, França.
Rubi pouco profundo.
Ameixa, canela, baunilha chocolate, manjericão, pimenta do reino

Médio corpo, taninos presentes, boa acidez. Bem equilibrado. Sabor repete as notas do nariz. Final de média persistência.

Syrah (60%), Carignan (20%) e Grenache (20%). Parte do vinho maturou 12 meses em carvalho francês.

★★★★
$$$ [wine.com.br]

LEGENDAS:
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 Avaliação:

★- Fraco |
★★ - Regular |
★★★ - Bom |
★★★☆ - Bom/Muito Bom |
★★★★ - Muito Bom |
★★★★☆ - Muito Bom/Excelente |
★★★★★ - Excelente |
★★★★★☆ - Excelente/Excepcional |
★★★★★★ - Excepcional |
ⒷⒺⓈⓉ ⒷⓊⓎ - Boa Compra |
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Média de preço:

$ - Até 30
$$ - 30 a 60
$$$ - 60 a 100
$$$$ - 100 a 200
$$$$$ - Acima de 200

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Château Kefraya 2010

>> Via Instagram: @escrivinhos



Vale do Beeka, Líbano.
Cor rubi de média a profunda.
Ameixa, canela, cânfora, mentol e notas apimentadas.
Médio a encorpado, traz ao paladar chocolate e couro, além das notas do nariz.
Syrah, Cabernet Sauvignon e Mourvèdre. 18 a 24 meses em carvalho.

★★★★★
$$$$$. Importado pela Zahil.

LEGENDAS:
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Avaliação:

★- Fraco |
★★ - Regular |
★★★ - Bom |
★★★☆ - Bom/Muito Bom |
★★★★ - Muito Bom |
★★★★☆ - Muito Bom/Excelente |
★★★★★ - Excelente |
★★★★★☆ - Excelente/Excepcional |
★★★★★★ - Excepcional |
ⒷⒺⓈⓉ ⒷⓊⓎ - Boa Compra |
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 Média de preço:

$ - Até 30
$$ - 30 a 60
$$$ - 60 a 100
$$$$ - 100 a 200
$$$$$ - Acima de 200

Luna Argenta Prosecco Treviso DOC

>> Via Instagram: @escrivinhos



Veneto, Itália.
Amarelo palha com reflexos dourados. Borbulhas de tamanho médio, com boa intensidade e persistência.
Delicado, com leves notas florais, de salada de frutas, floral, própolis.
Seco e de boa acidez. O sabor retoma as características do olfato, puxando para o lado cítrico.

Glera (Prosecco)

★★★☆

$$$  [importador: Berkmann Wine Cellars. No Recife, no Empório 4 Elementos]

LEGENDAS:
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Avaliação:

★- Fraco |
★★ - Regular |
★★★ - Bom |
★★★☆ - Bom/Muito Bom |
★★★★ - Muito Bom |
★★★★☆ - Muito Bom/Excelente |
★★★★★ - Excelente |
★★★★★☆ - Excelente/Excepcional |
★★★★★★ - Excepcional |
ⒷⒺⓈⓉ ⒷⓊⓎ - Boa Compra |
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Média de preço:

$ - Até 30
$$ - 30 a 60
$$$ - 60 a 100
$$$$ - 100 a 200
$$$$$ - Acima de 200

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Quinta do Cardo 2014


>> Via Instagram: @escrivinhos

Beira Interior, Portugal.
Rubi violáceo profundo.
Frutas negras, floral, noz moscada, licor, orégano.
Médio a encorpado . Sabor repete o nariz. Taninos macios, média acidez.

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$. [Comprado numa promoção da wine.com.br]

LEGENDAS:
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Avaliação:

★- Fraco |
★★ - Regular |
★★★ - Bom |
★★★☆ - Bom/Muito Bom |
★★★★ - Muito Bom |
★★★★☆ - Muito Bom/Excelente |
★★★★★ - Excelente |
★★★★★☆ - Excelente/Excepcional |
★★★★★★ - Excepcional |
ⒷⒺⓈⓉ ⒷⓊⓎ - Boa Compra |
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Média de preço:

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$$$ - 60 a 100
$$$$ - 100 a 200
$$$$$ - Acima de 200

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dom Pérignon e a história do Champanhe




A questão dos vinhos espumantes e dos champanhes se resume através de uma simples lógica: todo champanhe se inclui no conjunto dos espumantes, mas nem todo espumante está incluído no mundo dos champanhes. O resto é só história e algumas informações adicionais. O champanhe é produzido nas regiões do Vale do Rio Marne (Valée du Marne), as elevações da cidade de Reims e a Côte des Blancs. O conjunto dessas regiões denomina-se Champagne, localizada no norte da França.

A bebida foi, provavelmente, descoberta pelo monge beneditino Pierre Perignón, mais conhecido como Dom Pérignon, em 1650, de forma casual. Ele inventou o método para a fabricação do champagne denominado Método Champenoise inspirado no Método Antigo de Limoux. Dois séculos mais tarde, o seu nome seria emprestado a uma das mais emblemáticas marcas de champanhe e, em 1936, a casa Moët & Chandon engarrafou o primeiro Dom Perignon. A ordem à qual o monge pertencia tinha como lema: ora et labora – ora e trabalha, onde as atividades religiosas estavam coordenadas com os estudos, e o trabalho era dignificante tanto para a alma, como para sustentar o próprio mosteiro.


Quando completou trinta anos, entrou para a abadia Saint Pierre de Hautivellers, e lá, se encarregou de cuidar da adega e dos seus produtos. Pérignon parecia ter dons empreendedores, pois restaurou a adega que se encontrava em ruínas, e retomou o prestígio da comunidade na produção de vinhos. Na época, o vinho era um dos principais produtos de comércio. Por isso, era importante que determinado local fosse visto pelos comerciantes. Além disso, o monge fez questão de acompanhar a evolução das vinhas antes do prensamento das uvas.

Também importante foi a forma como o monge harmonizou os diferentes tipos de uvas, exaltando as qualidades e diminuindo os defeitos, que evoluiu para que o champanhe fosse descoberto, mas também detalhes como a degustação, que era feita no dia seguinte em jejum, após a mistura fermentada no dia anterior. O mestre também classificava os vinhos de acordo com a origem das uvas em seus respectivos contextos climáticos (tempo chuvoso, quente) ou temporais (fermentados em anos recentes ou mais antigos). Por tudo isso, podemos considerar Pérignon como o grande mestre da enologia.

Entretanto, alguns especialistas sobre vinhos e champanhes, como o casal Kladstrup, jornalistas, que escreveram o best seller Vinho & Guerra, derrubam o mito de que Dom Pérignon inventou o champanhe e teria dito aquela célebre frase depois de provar o vinho: “estou vendo estrelas”. Segundo eles, não existe nada comprovado.



Todos os vinhos borbulhavam, na região de Champagne, pois nessas regiões mais frias, os fungos ficam inativos durante o inverno antes da fermentação do açúcar. Na primavera, eles se reativam e continuam a agir sobre o açúcar não convertido, originando uma quantidade maior de álcool e gás carbônico, que dão origem às bolhas. Ainda segundo os autores, Dom Pérignon trabalhou com afinco para evitar as bolhas, o que não era aceito nas missas, e junto ao povo, que não estava acostumado aos vinhos espumantes. No trabalho de eliminar as bolhas, o monge nunca conseguiu eliminá-los totalmente. Mas ainda assim, ele estabeleceu “as regras de ouro da produção de vinho”, como por exemplo: usar as melhores uvas, podar bem as vinhas no começo da primavera para evitar a superprodução; fazer a colheita nas primeiras horas da manhã e guardar os sucos resultantes de cada prensagem.

Deixando de lado os mitos ou sua verdadeira história, o fato é que, o champanhe é uma bebida festejada e apreciada por grandes personagens da história. Fiquemos com a citação de Madame Bollinger, proprietária da casa do Champagne Bollinger: “Eu só bebo champanhe quando estou feliz ou quando estou triste... às vezes eu bebo quando estou sozinha. Mas quando estou em companhia, considero obrigatório. Eu me distraio quando estou com fome e bebo quando estou faminta. Fora isso, eu nem toco nele, a menos que esteja com sede”

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Drinks com o Cava Freixenet Ice (CBE#)

Aproveitando o tema de fevereiro da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), sugerido pelo confrade Alexandre Frias (Blog Diário de Baco), aproveitei a ocasião do lançamento do cava Freixenet Ice (saiba mais) para inventar algumas misturas em casa. A pedida foi a seguinte: “drinks de verão com vinho e espumante”

Confesso que sou purista e me recuso acrescentar outra bebida alcoólica ao vinho. Então segui a proposta da Freixenet de acrescentar pedras de gelo no cava e usei apenas frutas e elementos naturais nas minhas preparações. Gostei de todas as opções, mas vou numerar, por ordem de preferência, as que mais gostei. Lembrando que em todas elas usei três pedras de gelo e meia taça grande com o espumante.



1 – Freixenet Ice com lichia: Usei a popa de três ou quatro lichias partidas em pedaços e misturei à bebida. O sabor da fruta integrou-se muito bem ao do espumante, formando um drink muito fresco e “mastigável”, já que no final você pode apreciar o sabor da lichia embebida no cava.

2 – Freixenet Ice com morango: Parti três ou quatro morangos em rodelas. O aroma e o sabor da fruta predominam, compondo um drink bem saboroso e fresco, igualmente “mastigável”.

3 – Freixenet Ice com hortelã e gengibre: Juntei algumas folhas de hortelã a pequenos pedaços de gengibre macerados e acrescentei à bebida. O resultado foi um imenso frescor, com um sabor levemente exótico.



Espero que tenham curtido. Eu adorei e vou repetir a dose!

Aqui no Recife, o cava Freixenet Ice custa entre R$ 70 e R$ 80. A importação é da Licínio Dias (LD) Importação.

Freixenet reforça presença no mercado com lançamento de Cava Ice

A Freixenet, maior produtor de espumantes de denominação Cava da Espanha, reforçou a sua presença mundial com o lançamento de mais um produto: o Cava Freixenet Ice. A marca segue uma tendência lançada pelas casas de Champagne, na França, de elaborar espumantes feitos para serem tomados com gelo, propícios para a preparação de drinks. A ideia da Freixenet é atrair novos e jovens consumidores, com uma proposta “fresh, fácil e chic”.


O lançamento no Brasil chegou numa época bem adequada, quando os termômetros registram altas temperaturas.  No Recife, o lançamento da marca aconteceu com uma ação no restaurante Alphaiate, com a preparação de drinks por um barman, no charmoso carrinho Freixenet Ice. Posteriormente, foi feita uma apresentação para a imprensa, no Boteco Porto Ferreiro. As iniciativas também foram para apresentar o novo importador da Freixenet na região: a Licínio Dias (LD) Importação. A meta é comercializar 36 mil garrafas de Cava em 2017.

Antes de falar especificamente sobre os produtos, explicarei um pouco sobre Cava e a Freixenet.

CAVA – O Cava surgiu na região da Catalunha, no Norte da Espanha. Seu nome faz referência à palavra cava, que significa cave ou adega. É elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa (o mesmo usado em Champagne). Inclusive, tem inspiração na própria bebida francesa, que os espanhóis já conheciam desde o século 18. Mas foi só na primeira metade do século 19 que eles começaram a produzir o seu próprio espumante.

Em 1879, a Espanha foi acometida pela praga Filoxera, que já vinha dizimando os vinhedos da França há alguns anos. Sabendo que mais cedo ou mais tarde a doença também chegaria às suas plantações, os espanhóis trataram de estudar soluções para o problema e descobriram que três variedades nativas da região eram resistentes à praga: as uvas Xarel-lo, Macabeu e Parellada. Foi com essas cepas brancas que os espanhóis começaram a elaborar o Cava e, nesse período, passaram por um crescimento econômico, fornecendo bebida aos sedentos franceses que viram sua produção despencar com a Filoxera.

Somente em 1979 a palavra Cava foi adotada para identificar a bebida e em 1986 a Denominação de Origem (D.O.) foi regulamentada. A principal parte da produção (90%) se concentra na Catalunha, mais especificamente na região de Penedès, que tem Sant Sadurní d’Anoia (onde está localizada a Freixenet) como “Capital do Cava”. Além da Catalunha, também podem produzir Cava as regiões de La Rioja, Alava, Navarra, Zaragoza, Valencia e Badajoz. Na regulamentação da D.O. ainda foi permitido se usar, além do trio Xarel-lo/Macabeu/Parellada,  as variedades brancas Chardonnay e Malvasía Riojana (Subirat Parent) e as tintas Pinot Noir, Monastrell e Trepat.



FREIXENET – Em 1861, na região de Penedès, Francesc Ferrés começou a comercializar os vinhos que já produzia para consumo próprio. Anos depois, seu filho Pedro casa-se com Dolores Sala Vivé, da renomada vinícola Casa Sala. Ela era uma grande conhecedora da produção de vinhos e Pedro um homem de negócios. Foi então, que em 1914 eles batizaram a Freixenet em homenagem ao vinhedo chamado La Freixeneda, local que Pedro frequentava desde muito pequeno e que existe até hoje.

Nos anos 30, Pedro consolida o sonho de expandir os negócios pelo mundo com a abertura de um escritório em New Jersey, nos Estados Unidos. Mas foi nos anos 40 que a empresa passou para as mãos de Dolores e de suas três filhas, uma vez que Pedro e o filho mais velho do casal morreram na triste Guerra Civil espanhola. Nos anos 50, a “dama do Cava” se aposenta e passa o comando para o filho Josep Ferrer Bosch, que deu início a uma enorme fase de modernização na Freixenet.

A vinícola foi a responsável pela introdução da técnica de resfriamento de tanques, pela invenção da prensa pneumática e das giropaletas, máquinas que fazem o "remuage" (giro e inclinação diário das garrafas durante a segunda fermentação para que os sedimentos se depositem no gargalo da garrafa para depois serem expulsos pela técnica de “degorgement”).

Atualmente, a Freixenet está presente em mais de cem países, com uma produção de cem milhões de garrafas por ano. Continua nas mãos da quinta geração da mesma família e tem como diretor técnico o enólogo Josep Bujan, que está na empresa desde 1980.


Confira as minhas impressões sobre os cavas provados:

Freixenet Ice Cuvée Especial

De coloração amarelo palha com traços esverdeados, tem um bom perlage, com bolhas finas e persistentes. O aroma vai do floral ao frutado, envolvendo notas de damascos, pêssego e um leve cítrico. Na boca mostra-se cremoso, com boa presença de “agulha”, causada pelas borbulhas e sabor levemente adocicado, com acidez bem presente. É elaborado com as variedades Macabeo, Parellada e Xarel-lo, com um toque de Chardonnay para conseguir mais intensidade e equilibrar o efeito do gelo. Achei bastante refrescante e não enjoativo. Dá para preparar drinks refrescantes e gostosos usando somente o Cava junto com gelo, frutas e folhas de hortelã. A bebida foi envelhecida entre 12 e 14 meses e apresenta 45 g/l de açúcar, o que lhe caracteriza como semi seco.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Freixenet Cordon Rosado Gran Selección Brut

Elaborado com as uvas tintas Trepat e Garnacha, é um espumante muito fresco e delicado, de coloração cereja e com boa intensidade de borbulhas. O aroma traz notas de frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa. Também mostra toques de frutas secas. No paladar destacam-se sua leveza e o sabor frutado, amparado pela boa acidez da bebida. Final prolongado. Sua maturação foi de 12 a 18 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Cordon Negro Gran Selección Brut

O Cava ícone da Freixenet tem as três uvas clássicas da região em sua composição: Macabeo, Xarel-lo e Parellada. Na taça, apresenta cor amarelo palha com tons esverdeados, borbulhas finas e persistentes. No olfato aparecem notas de pera, abacaxi e um toque cítrico. As mesmas sensações são percebidas no paladar, que é fresco, cremoso e persistente. Envelheceu de 18 a 24 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Carta Nevada Premium Cava

Também produzido com as uvas Macabeo, Xarello e Parellada, tem 38 g/l de açúcar, o que lhe classifica como semi  seco. A coloração é amarelo palha com reflexos dourados. As borbulhas são de tamanho médio, mas com boa intensidade. Predominam no nariz as notas florais e frutadas, lembrando cajá. Na boca apresenta acidez média, leve adocicado e boa cremosidade. Foi envelhecido de 12 a 18 meses. Vai bem com sobremesas que mesclam o doce/salgado.

Classificação: Muito Bom.

SERVIÇO: Os cavas Freixenet Ice custam entre R$ 70 e R$ 80. No Recife e Região Metropolitana podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, DLP e Tia Dulce (Olinda).

sábado, 21 de janeiro de 2017

Como se tornar especialista em vinhos em 24 horas!



Você é daquelas pessoas que gostam de tomar vinho, mas sabe falar pouco sobre o assunto e tem interesse em saber mais? Então, já pode começar a ter um repertório mais apurado, pois acaba de chegar às prateleiras das livrarias o mais novo livro da jornalista, crítica de vinhos e escritora Jancis Robinson: Expert em vinhos em 24 horas. Claro que ninguém vai sair especialista em vinhos depois da leitura, mas com certeza saberá bem mais do que antes, e já dá pra não fazer feio em eventos e degustações por aí.

Com a proposta de que o leitor pode virar um especialista em vinhos em 24 horas, o livro de bolso tem 160 páginas.  Mais uma obra da responsável pela adega da rainha Elizabeth II, a publicação fala de maneira bem singular, prática e básica sobre assuntos e encontrará resposta para perguntas elementares sobre o universo dos vinhos, a exemplo das diferenças entre vinhos tinto, branco e rosé e a temperatura adequada da bebida, além do modo correto para armazenar as garrafas.


Jancis é a provadora de vinhos mais reputada do mundo, segundo a prestigiada revista Decanter. Autora de dezenas de livros sobre vinhos, a crítica de vinhos do Financial Times sugere que os vinhos sejam degustados em pequenos grupos ou junto de quem se gosta, apontando harmonizações entre rótulos e comidas, o que certamente facilita e muito a vida dos enófilos para aprender e trocar experiências.

Ao logo dos capítulos, ela aponta 10 mitos mais comuns sobre vinhos e a lista com as dez melhores dicas. A edição brasileira inclui um posfácio do sommelier do Grupo Fasano, Manoel Beato, que conta a história do vinho no Brasil e aponta os melhores exemplares nacionais. A autora fala ainda sobre como consultar um carta de vinhos, além de explicar sobre as castas mais plantadas no planeta e as regiões vitivinícolas, entre outros assuntos diversos. Ela destaca ainda o vocabulário base para que o enófilo iniciante não perca o Norte sobre o mundo dos vinhos.

Preço sugerido: R$ 33,90


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Um vinho para ler ou uma história para beber?


Sabe aquela máxima de que não existe nada melhor do que a companhia de um bom vinho e um bom livro? Pois é, a iniciativa se concretizou e surgiu a partir da parceria entre a agência de design Reverse Innovation e a produtora de vinho italiana Matteo Correggia, que juntas criaram o “Librottiglia”. A ideia é juntar livro (libro) e garrafa (bottiglia), em italiano, e transformar os rótulos das bebidas em pequenas e interessantes obras literárias. Fundada em 1985, a Matteo Correggia é uma vinícola situada em Piedmont, Itália. Seus vinhedos possuem aproximadamente 20 hectares plantados de forma natural, e produz vinhos como Nebbiolo, Barbera, Arneis e Brachetto.

O projeto é uma coleção de vinhos e livros, com 75 ml, e que harmonizam com uma história diferente, cada qual de acordo com as características de cada vinho, com o gênero da literatura mais adequado ao rótulo.


A coleção é uma trilogia. O primeiro livro, “La Rana nella Pancia” (A Rã na Barriga), é da cantora e compositora italiana Patrizia Laquidara. Trata-se de uma fábula “enigmática como o vinho seco brachetto Anthos e seu surpreendente aroma adocicado de frutas vermelhas e rosas”.

O segundo livro é o romance “Ti amo. Dimenticami” (Te amo. Esqueça-me), da escritora brasileira e produtora cultural Regina Nadaes Marques, radicada em Milão. É uma história de amor “intensa como o tinto nebiolo da região de Roero, no Piemonte”.

Por fim, a trilogia se encerra com uma ação policial bem-humorada do autor satírico Danilo Zanelli, “L’Omicidio” (O Homicídio), cuja história é “leve e refrescante como o vinho branco Roero Arneis”.
Por enquanto, as histórias estão apenas no idioma italiano e vendidos por lá. Mas é possível adquirir na própria página: http://www.librottiglia.com/