segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Altera Merlot - 2007

Assinado pela Maison Schröder & Schyler, este vinho é produzido com 100% de Merlot e tem denominação Vin de Pays d'Oc. O terroir está localizado no sopé do Pic Saint-Loup, no sul da França.

Sua cor é bastante escura, com reflexos brilhantes. Os aromas evocam frutas vermelhas e um marcante caramelo. Na boca é redondo, com taninos bem trabalhados, sabor frutado e com um leve toque de especiarias. Cai bem com queijos e carnes vermelhas.

Classificação: Muito bom.
Faixa de preço: R$ 30 a R$ 40
Onde encontrar: Importado pela Mistral (No Recife, Clu du Vin).

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Casa Perini Cabernet Sauvignon – 2008

Tomei este vinho num dia chuvoso e frio aqui no Recife, em pleno verão. Produzida pela vinícola gaúcha Perini, conhecida pelos bons espumantes, a bebida tem 12% de graduação alcoólica. Um Cabernet Sauvignon macio, ideal para o dia-a-dia.

A sua cor é rubi bem intensa e os aromas são de especiarias e frutas vermelhas, destacando a ameixa.

Tem paladar redondo, frutado e leve, com taninos de boa qualidade.

Classificação: Bom
Faixa de preço: 18,00
Onde encontrar: No Recife, na Ingá Vinhos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Punto Niño Reserva Carmenère – 2007

Produzido no Valle de Colchagua, Chile, pela Laroche, este é um Carmenère de caráter mais potente, diferente dos vinhos normalmente feitos com este tipo de uva.

A coloração é rubi, escura, com reflexos violáceos. Possui ótima complexidade aromática, onde se destacam frutas escuras, café, baunilha e menta. Tem bom corpo e estrutura. Os sabores são apimentados, mesclados com toques de chocolate, café e couro. Taninos marcantes e média persistência.

Sua graduação alcoólica é de 14,6%. Acompanhas carnes, massas, pato e queijos.

O detalhe interessante é a tampa de rosca. Indício de que o vinho deve ser bebido jovem.

Classificação: Muito Bom
Onde encontrar: No Recife, no Tout.
Faixa de preço: R$ 60 (no restaurante).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Miolo leva espumantes à praia

Carrinhos personalizados da Miolo Wine Group estão circulando desde dezembro nas praias de Florianópolis (SC), oferecendo aos banhistas os espumantes da linha Terranova, elaborado no Vale do São Francisco.

Além de oferecer a bebida na temperatura ideal na beira da praia, a novidade tem conquistado consumidores que ainda não conheciam os produtos da Miolo Wine Group.

Em apenas duas semanas, foram comercializadas 2 mil unidades somente nas praias da Ilha. A garrafinha custa R$ 10.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os surpreendentes sabores do Tout Bistrot

O bairro de Casa Forte, no Recife, conhecido por oferecer lugares para se comer bem, ganhou recentemente um espaço com a proposta mais surpreendente dos últimos tempos da cidade: o Tout Bistrot, de Graciliano Canejo e Adelson Lima.

Misto de loja de vinhos, bistrô com alta gastronomia, cafeteria e lanchonete, o Tout tem importantes cartas na manga para se consolidar como sucesso: a excelente cozinha da chef Fabíola Medeiros (foto), a loja e adega com mais de 130 rótulos comandada pela sommelier Tatiana Peçanha, os cafés da renomada marca paulista Octávio, além do “Melhor Bolo de Chocolate do Mundo”.

VINHOS - Em se tratando de vinhos, o Tout oferece rótulos das importadoras Vinea, M&M Vinhos, Art Vinho e World Wine. O cliente que for ao local, se deparará em primeiro lugar com a aconchegante e muito bem decorada loja de vinhos.

Lá, pode se encontrar destaques como o francês Château Desclau Cuvee Marguerite 2002 (Bordeaux Superieur), o italiano Brunelo de Motalcino Carpazo DOCG, o português Quinta Nova Douro DOC e o espanhol Emina Matarromera Barricas. Do Novo Mundo, também aparecem o Carmenère In Situ Reserva (Chile), Casa Marguery (Argentina) e Catamayor Tannat (Uruguai).

No Bistrô, a carta de vinhos (diga-se de passagem, muito bem elaborada) também ganha reforço de outros distribuidores, além dos rótulos exclusivos do Tout. Ao todo, são 80 rótulos à disposição.

CAFÉ & BOLO – A área do café serve salgados leves, chás, cafés diversos da grife Octávio e bebidas à base de café, preparadas por um barista formado na UniOctávio, em São Paulo.

O espaço inclui uma aprazível área externa, onde os clientes poderão saborear o “Melhor Bolo de Chocolate do Mundo” (foto), criado em Lisboa, Portugal.

Além do Recife, no Brasil a receita só pode ser encontrada em São Paulo, no famoso endereço da Oscar Freire. Sai em três versões: Meio Amargo (com 70% de cacau); Tradicional Doce (com 53% de cacau) e Zero (sem adição de açúcar). A fatia custa R$ 7,50. Mas os bolos também podem ser encomendados inteiros.

BISTRÔ - Na visita que fiz ao local, a chef Fabíola Medeiros e a sommelier Tatiana Peçanha deram uma amostra de vários pratos do cardápio, harmonizados com alguns vinhos da casa.

Confira abaixo a experiência:

De entrada, Fabíola nos surpreendeu com uma sopa de funghi com chantilly de queijo de cabra – elemento que dá à iguaria um toque mais que especial (R$ 24). Em seguida, experimentamos uma releitura da Caesar Salad - folhas verdes com parmesão, croutons, molho à base de anchovas, mel e mostarda dijon (R$18).

A harmonização da entrada foi feita com o seguinte vinho:

Cinco Sentidos Torrontés – 2007

Produzido pela Finca Algarve na Argentina, este branco é feito com a uva branca típica daquele país: a Torrontés. A coloração é amarelo clara com reflexos esverdeados e seus aromas remetem principalmente a frutas cítricas, com um leve toque floral e de mel.

É um vinho com ótima acidez, leve e refrescante, apesar dos 14% de álcool. Seu sabor prolonga-se na boca por um bom tempo. Bastante equilibrado.

Classificação: Muito Bom.

Voltando às entradas, pudemos ainda experimentar uma linguiça suína alemã, levemente picante, acompanhada de mostarda escura.

Daí, começou sensacional desfile de pratos principais. O primeiro deles foi um risoto de arrasar, composto de queijo brie, camarões, damasco e cebolinha. Tudo no mais perfeito ponto.

O segundo prato foi um filé de sirigado com purê de macaxeira, azeite e páprica picante. Uma opção também muito boa. Por fim, o que promete ser o carro-chefe da casa: um confit de pato com risoto de primadonna, molho de laranja e alecrim (R$ 48) – de textura e sabor incríveis.

Para harmonizar, o vinho escolhido foi:

La Vieille Ferme Côtes Du Ventoux – 2007

Este francês é produzido na no Rhône com as uvas Grenache, Syrah, Carignan e Cinsault. Tem coloração rubi intensa, com leve borda aquosa, límpido e transparente.

No nariz, identificam-se aromas de café, especiarias e frutas escuras. Tem paladar leve e muito interessante. Macio, combinou perfeitamente com o confit de pato do Tout. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente

SOBREMESAS - Na casa que tem o “Melhor Bolo de Chocolate do Mundo”, as sobremesas não ficam atrás. Experimente o brownie fofíssimo de Fabíola Medeiros ou o sorvete de creme com compota de abacaxi, tudo na medida.

Serviço:
Tout – vin, café e bistrot
Rua Jayme Loyo, 61, Casa Forte – Recife – PE (1ª à direita após o McDonald’s)
Informações e reservas: (81) 3269-1185

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Primor - 2005

Elaborado pela tradicional vinícola Von Siebenthal, no Vale de Aconcágua, Chile, este vinho tem em sua composição o famoso corte bordalês: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc.

De acordo com o distribuidor Célio Vasconcelos, da Dom Vinho, no ano em que o vinho elaborado para a produção do rótulo Parcela#7 não chega a níveis de excelência desejados para a vinícola, eles o engarrafam sob o rótulo de Primor – Sinfonia de Cepas.

Trata-se de um vinho de belíssimo nariz, com características de Velho Mundo. Discretas notas de frutas escuras, café e tabaco. Muda na boca, mostrando mais leveza. É um vinho fácil de beber, ligeiro e gostoso para o dia-a-dia. Tem 13% de teor alcoólico.

Classificação: Bom
Faixa de preço: R$ 20 a R$ 30
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho (81- 3466 2525)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Club du Vin incrementa carta com rótulos premiados

O Club du Vin, em Boa Viagem, no Recife, deu uma incrementada na sua carta trazendo novos rótulos importados pela Mistral, dentro de uma criteriosa seleção. Todos eles foram reconhecidos por publicações de renome mundial como os melhores de 2009.

O argentino Catena Malbec 2007 foi incluído entre os 100 melhores vinhos do mundo pela revista Wine Spectator. Além disso, foi avaliado em 91 pontos pela Wine Advocate, publicação do americano Robert Parker.

Já o Alamos Chardonnay 2008 (foto), foi avaliado como uma das 100 melhores compras em 2009, pela revista Wine Enthusiast.

Os portugueses Quinta do Vale Meão 2007 e Quinta do Vale Meandro 2006 também se saíram bem nas avaliações internacionais. O primeiro alcançou 95 pontos da versão online da Wine Spectator. Já o Quinta do Vale Meandro foi listado entre os melhores cem vinhos de 2009, aparecendo na 48ª posição. É a segunda vez que o rótulo faz parte dessa renomada lista.

Serviço:
Club Du Vin
Rua Solidônio Leite, 26 (esquina com a Av. Conselheiro Aguiar), Boa Viagem
Fone: (81) 3326-5719

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Porca de Murça Branco – 2008

Produzido pela Real Companhia Velha, famosa pelos seus vinhos do Porto, como o Dom José, este foi o vinho escolhido pela Confraria Brasileira de Enoblogs para este mês de janeiro. Uma boa escolha, pois o verão já está aí e nada como um vinho branco para refrescar.

Com a denominação de origem Douro, o Porca de Murça é uma das mais antigas marcas de vinho da região. Na sua composição estão as uvas Viosinho, Gouveio, Moscatel, Arinto e Fernão Pires.

Sua coloração é bem clara e transparente. Notei minúsculas bolhas de gás carbônico, o que confere ao vinho um caráter levemente frisante. Tem boa complexidade de aromas, indo desde frutas cítricas e tropicais a notas florais.

Na boca tem bom corpo, ótima acidez e refrescância. Combina muito bem com comidas leves e frutos do mar. Testei com bacalhau e foi muito bem.

Sugestão: tome bem gelado.

Classificação: Muito bom.
Faixa de preço: R$ 18
Onde encontrar: No Recife, no RM Express.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Cavas fecha o ano com noite de vinhos portugueses

Foto: Ana Paula Bernardes
A Confraria Amigos do Vinho do Vale do São Francisco (Cavas) realizou o seu 17º encontro no restaurante Porto Ferreiro, no Recife, fechando o ano em alto estilo com uma noite bastante movimentada.

Além dos vinhos, a noite contou com várias estrelas, entre elas, o divertidíssimo comediante Nil Agra, que fez uma apresentação no estilo “stand-up comedy”, arrancando risadas da platéia.

Mais uma vez, os participantes puderam conferir uma apresentação de degola de espumante com sabre, técnica conhecida como “sabrage”, que desta vez foi executada pelo confrade cirurgião Álvaro Dantas.

No pátio do restaurante, a Fiat montou um estande para apresentar os seus lançamentos: o sedã Línea e o Fiat 500. A empresa ainda sorteou um aparelho de som entre os participantes. Também houve premiação de brinde da City Shoes e de cortesias do Bistrô Couvert.

Desta vez, os comentários técnicos sobre os vinhos ficaram sob a responsabilidade de Maurício Dias, que recebeu recentemente o título Wine & Spirits Education Trust – Level 3 Advanced.

Porém, para não perder o costume, o Escrivinhos vai deixar registradas as suas impressões sobre os rótulos degustados na noite, que foram acompanhados do seguinte cardápio:

Entradas:
- Couvert com pães e patês
- Bolinho de bacalhau
- Salada Porto Ferreiro, com camarão

Prato principal:
- Filé mignon com arroz chouriço ou
- Lombo de porco na brasa com arroz biro-biro e batatas ao murro.

Sobremesa:
- Crème brûlée

Os vinhos degustados:

Vinhas de Priscos Branco – 2006

Este é um vinho com classificação DOC Vinho Verde (clique para saber mais), produzido no Minho, em Portugal.

De coloração amarela clara com reflexos esverdeados, tem aroma de frutas cítricas, com algum caráter vegetal. Extremamente refrescante, o Vinhas de Priscos é leve e combina bem com frutos do mar e entradas leves. Tem graduação alcoólica de 11,5%.

Classificação: Bom


Monte Velho Branco – 2007

Já conhecia a safra de 2005 deste vinho e posso afirmar que este também é um branco bem estruturado. Campeão de vendas da Herdade do Esporão em Portugal, tem cor amarelo palha, aroma muito floral e frutado.

Na boca é elegante, com boa acidez e toques de frutas tropicais. Me chamou a atenção pela boa persistência.

Integram a sua composição as uvas Rabo de Ovelha, Arinto, Roupeiro e Perrum. A graduação é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.


Vadio Tinto Bairrada – 2005

Mais um português degustado na noite. Este veio da região da Bairrada, onde predomina a casta Baga. Trata-se de uma uva difícil, com taninos rústicos e bem ásperos, mas que os produtores da região, seguindo os passos do renomado enólogo Luis Pato, conseguiram “amaciar”.

É um vinho de cor rubi, escuro, que traz ao nariz o agradável cheiro de frutas silvestres, baunilha e café. Tem taninos firmes e enche a boca com seu bom corpo e agradável paladar frutado.

Classificação: Muito bom


Ramos Pinto Collection Tinto – 2006

De cara, este tinto do Douro já agradou pelo belo rótulo (uma gravura de Adão e Eva com a serpente oferecendo uma taça de vinho). Mas o melhor está mesmo dentro da garrafa. Trata-se de um vinho elaborado com as uvas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca.

De cor granada, escorre pela taça com grossas lágrimas e exala aromas de ótima complexidade, onde pode se identificar cacau, noz moscada, baunilha, fumo e um leve floral. O frutado se destaca no paladar. Elegante, com taninos de primeira, deixa o seu gosto na boca por um longo tempo. A graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Excelente


Tarapacá Late Harvest

Para quebrar a sequencia de vinhos portugueses, a sobremesa foi acompanhada deste interessante chileno, feito com as uvas Sauvignon Blanc e Gewürztraminer.

A cor é amarela, com reflexos dourados. No nariz, notas florais, de abacaxi e uva passa. Apesar da grande doçura, tem boa acidez, deixando-o bem equilibrado. A graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Bom.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Familia Barberis Cabernet Sauvignon – 2006

Produzido pela argentina Bodega Barberis em Luján de Cuyo, Mendoza, é um rótulo que tem potencial para guarda. Parte dele (30%) passa por amadurecimento em madeira.

Feito totalmente com a uva Cabernet Sauvignon, o vinho apresenta bela coloração rubi, límpida e transparente, com borda levemente esfumaçada. Forma longas lágrimas na taça.

Nos aromas predominam frutas vermelhas, como ameixa, e algo que lembra romã. Ainda tem toques de especiarias, principalmente cominho. Porém o que mais me chamou a atenção foi um cheiro que me fez recordar a infância, muito semelhante ao do mimeógrafo da escola, onde a professora imprimia as nossas provas.

Tem corpo leve, sabor frutado e taninos de boa qualidade. Apresentou um leve amargor final. Um bom vinho para acompanhar a refeição. Tenho convicção que ele crescerá com a guarda por mais uns dois anos.

Classificação: Muito bom.
Faixa de preço: R$ 60
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Miolo dá um “upgrade” na sua linha de espumantes

A Miolo Wine Group aproveitou o final de ano para lançar a linha de espumantes Miolo Cuvée Tradition. Composta por três rótulos produzidos e engarrafados no Vale dos Vinhedos (brut, brut rosé e demi-sec), a linha substituirá o Miolo Brut e o Miolo Brut Rosé.

O lançamento do Cuvée Tradition tem o desafio de consolidar a liderança da empresa como uma das maiores produtoras de espumantes das Américas pelo método champenoise e conquistar consumidores que valorizam a tradição e a qualidade evidenciadas por esse método de elaboração.

Os espumantes serão elaborados com as uvas Pinot Noir e Chardonnay, as mesmas usadas na elaboração dos champagnes franceses.

“Intensificamos a produção pelo método champenoise porque queremos elaborar espumantes que atendam a um segmento de consumo que busca a exclusividade, a qualidade e a tradição”, afirma o diretor-técnico, Adriano Miolo, lembrando que todo o processo de elaboração do espumante por esse método ocorre na própria garrafa, em ambiente climatizado, e com longo período de envelhecimento (autólise) nas caves subterrâneas da empresa, no Vale dos Vinhedos, RS.

O projeto Cuvée Tradition exigiu investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões realizado a partir de uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) visando buscar a excelência na produção de espumantes e triplicar a elaboração destes na Miolo no Vale dos Vinhedos (RS) para 1,5 milhões de garrafas. Os recursos foram aplicados na modernização dos vinhedos e em máquinas específicas para o champenoise.

O projeto determinou a automatização de todo o sistema da vinificação com alta tecnologia objetivando viabilizar um sistema artesanal em escala de produção. A tecnologia foi importada da Europa e desenvolvida no Brasil. “O mérito do projeto da Miolo foi inovar na atividade de vinhos espumantes”, afirma Murilo Azevedo, chefe do departamento de agronegócios da Finep.

As principais mudanças ocorreram na automatização da “Remuage”- processo no qual as garrafas eram giradas ¼ de volta manualmente todos os dias, durante aproximadamente uma semana visando decantar as leveduras do espumante para sua extremidade - e do degorgemant – que consiste no congelamento do gargalo das garrafas, juntamente com as leveduras que ali se depositaram. Dessa forma, quando a garrafa é aberta para a retirada desses precipitados a perda de pressão diminui bastante. “As máquinas melhoraram os processos e possibilitaram uma constância na qualidade, tão importante para a consolidação de uma marca”, explica Flávio Fachinelli, consultor do projeto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Carta Vieja Carmenère – 2008

Comprei este chileno por curiosidade, pois ainda não havia provado nenhum rótulo da chilena Viña Carta Vieja, da qual já tinha tido boas referências. Vi este vinho nas prateleiras do Carrefour, com um preço bem convidativo, na faixa de R$ 12.

Produzido no Vale Loncomilla, Chile, o vinho não me surpreendeu. É bem “basiquinho”, porém, sem defeitos aparentes. Tem cor rubi, com reflexos violáceos, aromas sem muita expressão, com frutas escuras e cassis.

O paladar é frutado, com taninos bem jovenzinhos, que dão uma sensação de grande adstringência. Tem média persistência e um leve ardor trazido por toques de especiarias.

Classificação: Regular/Bom
Faixa de preço: R$ 12 a R$ 15
Onde encontrar: Carrefour

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Bourgogne Cuvée Latour Rouge – 2007

Este foi um dos vinhos provados durante a última semana, em uma viagem enogastronômica a São Paulo. Foi no Figueira Rubaiyat, que teve sua carta de vinhos e adega eleitas como as melhores do país pela Revista Gula e Guia 4 Rodas, além de levar o Best Ward of Excelence 2005 da Wine Spectator.

A família Latour está no ramo de vinhos desde 1731 e possui 50 hectares de vinhedos de qualidade internacional. Suas plantações estão localizadas em uma das melhores localidades de Côte d´Or, com as as denominações de Chambertin, Corton e Pommard.

Sem dúvida, é um vinho que ainda tem bastante a evoluir. Tem a cor clássica da Pinot Noir, bem clara, brilhante e transparente. Os aromas são discretos, com frutas vermelhas, tipo amora, com um leve floral. Melhora na boca, se revelando muito bom para acompanhar refeições, desde carnes brancas a vermelhas grelhadas. A minha pedida foi a Picanha Summus, com cogolhos de tudela e batata ao murro, combinação simplesmente deliciosa.

É um vinho redondo, bem macio, que traz novamente o frutado à boca. Tem corpo leve e taninos jovens, mas de boa qualidade. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Muito Bom (mas vai melhorar com a guarda).
Faixa de preço: R$ 100
Onde encontrar: Tomei no Figueira Rubaiyat, em São Paulo. No Recife, está à venda na Ingá Vinhos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Zahil inaugura loja na Zona Sul do Recife

Há 23 anos no mercado de vinhos, a distribuidora Zahil aumenta seus rótulos e seus pontos de venda. Com uma loja na praça de Casa Forte, Zona Norte do Recife, a marca inaugurou, sua loja na Zona Sul do Recife, na Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, principal via comercial do bairro.

No novo espaço Zahil de Boa Viagem são comercializados aproximadamente 130 novos rótulos, além dos já existentes na loja de Casa Forte. Entre eles, Vinho Reserva Especial da Casa Ferreirinha (safras de 1987, 1989 e 1990) e Barolo Cerequio, do produtor Michele Chiarleo. Na casa são encontradas bebidas produzidas na França, Itália, Líbano, Espanha, África do Sul, Portugal, Austrália, Chile, Argentina e Uruguai, tudo importado pela Zahil.

Além disso, o estabelecimento oferece produtos e acessórios para venda, como bicos dosadores, galheteiros e moedores de pimenta. Ainda, o consumidor encontra taças de cristal Rona e Strauss, cortadores de cápsulas, saca-rolhas, funis para decanter, salva-gotas e termômetros.

Segundo o empresário e proprietário Marcelo Valença, o local foi escolhido por ter um grande fluxo, além de ser o trecho nobre do comércio da zona Sul do Recife. A casa ganhou prateleiras por todos os espaços e uma mega adega climatizada no térreo – supervisionada pelo sommelier Barros.

No primeiro andar, um wine bar serve para degustação das bebidas, com capacidade para 40 pessoas.

Serviço:

Loja Zahil Boa Viagem
Avenida Conselheiro Aguiar, Boa Viagem, Recife
Horário: segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 20h. Sábados, das 10h às 18h
Informações: (81) 3325.3951 / 3325. 3509.

Empórium Victória traz vinhos ao Recife

Chegou ao Recife a Empórium Victória, com um catálogo de 70 rótulos da Argentina, Chile, Portugal, Espanha e Itália. Quem está à frente da distribuidora é Cláudia Trevas, que já fornecia vinhos em Porto de Galinhas, litoral Sul de Pernambuco.

Da Argentina, na região de Mendonza, vem a Bodega Los Haroldos, o Chateau Trivier e a adega Belasco de Barquedano. Das fincas andinas, o representante é o Il Segreto. Dos chilenos, a aposta fica por conta da Casa del Bosque.

A seleção italiana é representada pela Bodega Schenk. Já os portugueses têm como carro chefe aos vinhos da Casa Poças. Do coração de Navarra, em Olite, na Espanha, vem a Bodegas Marco Real. Com modernas.

Além da seleção de seus rótulos, o Empórium Victória também conta com azeites de alta qualidade. Entre os destaques está o Azal, Azeites do Alentejo SA, empresa portuguesa que produz azeites 100% naturais, ganhadores de vários prêmios.

A família de azeites Azal é composta por cinco tipos: Terra (azeite totalmente orgânico), DOP (azeite com denominação de origem protegida proveniente de lotes selecionados de azeitonas frescas), Temperamento (azeite extra-virgem condimentado com louro e flor de sal), Memória (produto extravirgem elaborado com frutos frescos, selecionados pelo seu estado de maturação), e Origem (resultado de uma criteriosa seleção de azeitonas Galegas, Cobrançosa e Arbequina).

Contato: (81) 3326.5087 / (81) 8798.8049
Site: www.emporiumvictoria.loja.com.br

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Japão tem piscina de Beaujolais

Foto: Getty Images
Um spa na região de Kanagawa, no Japão, abriu na semana passado a temporada em que oferece banhos de vinho francês aos seus visitantes. As sessões acontecem em uma enorme piscina coletiva e, além de mergulhar na bebida, em busca de relaxamento e hidratação para a pele, os turistas também podem degustá-la. Alguns levam suas taças para serem servidos pelos garçons, outros apenas mergulham de boca aberta (eca!).

Este é o quarto ano consecutivo que o SPA japonês realiza o evento, que comemora o “Beaujolais Season”. O Beaujolais é um vinho tinto produzido no leste da França, com a uva Gamay. O produto é lançado mundialmente em novembro – mais exatamente na terceira quinta-feira do mês, data em que, supostamente, a bebida está pronta para ser consumida, dois meses depois da colheita das uvas usadas em seu preparo.

Fonte: Globo Rural

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cruz Alta Malbec – 2008

Produzido pela argentina Rutini Wines, este é um malbec simples, correto e numa boa faixa de preço. Ainda está jovem, mas já pode ser bebido.

Seu visual é rubi bem escuro, com aromas predominantes de frutas vermelhas, tipo ameixa e framboesa, além de especiarias.

Na boca, traz de volta as frutas, só que com um leve toque herbáceo. Os taninos tem boa qualidade, embora jovens, e seu corpo está entre médio e encorpado. Incomodou apenas um leve amargor final. O vinho tem boa acidez e teor alcoólico de 13%.

Bom para acompanhar carnes vermelhas, caça e embutidos.

Classificação: Bom
Faixa de preço: Faixa de preço: De R$ 19 a R$ 32
Onde encontrar: Importado pela Zahil. No Recife, no Restaurante Nez/loja da Zahil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Afonso & Anísio é a mais nova opção de vinhos e gastronomia de qualidade no Recife

O novo restaurante do corredor gastronômico do Recife, na Rua Capitão Rebelinho, no Pina, traz ingredientes de diferentes nacionalidades, formando um cardápio denominado “criativo”, que tem a assinatura do restauranter e chef Armando Pugliesi. A carta de vinhos recebeu consultoria da Wine&Co.

O menu destaca a culinária italiana, apresenta toques franceses, e faz um passeio pelo Oriente Médio. Do mar, o chef propõe, por exemplo, “Camarões flambados na cachaça de caju, pirão de foie gras e azeite de pimenta rosa”. Da terra, o “Mignon de carne de sol, chutney de frutas amarelas e pimenta vermelha, com aligot de queijo de manteiga”.

Da cozinha brasileira, mais especificamente nordestina, surgem como aposta os ingredientes: cachaça, queijo de coalho e de manteiga.

Cada prato do cardápio foi pensado de modo a se harmonizar com um vinho, que Pugliesi sugere de antemão na carta como acompanhamento. Alguns exemplos são o Carmen Classic Gwuztraminer 2008 (Mistral), sugerido para a “Lagosta em creme de espumante, purê de inhame e pastéis surpresa de ovas”. Já o Côte du Rhone St. Steves (Zahil) vai bem com o “Confit de pato ao molho albufera e purê rústico trufado com lascas de amêndoas e figos” (carro-chefe do restaurante). O Farmus Reserva Cabernet Sauvignon (Wine&Co.) harmoniza com o “Steak au poivre e trigoto de cogumelos”.

A cozinha contou com a consultoria da chef Ana Cláudia Frazão, responsável por orientações relacionadas a porcionamentos e custos, enquanto a criação dos pratos ficou a cargo de Armando Pugliese.

Serviço:

Afonso & Anísio
Rua Capitão Rebelinho, 734, Pina, Recife
Horários: Restaurante, de quarta a sábado, das 19h à 1h da manhã; Bar: das 19h até o último cliente
Ticket médio: R$ 60
Contato: (81) 9725.5804

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vinho para combater a gripe suína

Foto: Reuters
Com informações do Terra: Tasik, um macaco babuíno de 8 anos, bebe vinho junto às grades de sua jaula, no zoológico Ruchey Royev, na cidade siberiana de Krasnoyarsk.

O dono do zoo dá vinho tinto para os macacos porque acredita que é uma medida preventiva contra a contaminação pela gripe suína.

Vocês acha que:

a) O macaco se deu bem.
b) O macaco se deu mal, pois o vinho é russo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Miolo cria linha de vinhos para o mercado inglês

Presente em mais de 28 países, a Miolo Wine Group já provou que está disposta a marcar território no mercado internacional. Desta vez, o grupo elaborou uma linha de vinhos chamada Alísios, que será exportado especialmente para as principais redes de supermercados e restaurantes da Inglaterra.

Produzida na região de Campanha (RS), a linha Alísios contará com os varietais Cabernet Sauvignon e Tannat, além de cortes de Tempranillo e Touriga e de Cabernet Sauvignon e Merlot. Para os brancos, foram produzidos o varietal Sauvignon Blanc e um corte de Pinot Grigio e Riesling (foto).

A linha foi criada depois de um ano de pesquisa de tendências e desenvolvimento de produto. Segundo a Miolo, são vinhos despojados, elegantes e com características modernas do novo mundo.

O nome foi inspirado nos ventos alísios, que sopram desde o Oceano Atlântico (sudeste) e se caracterizam por serem quentes e úmidos. Estes ventos sopram sobre os campos onde crescem as uvas que dão origem a esse vinho.