quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Sobre uma corrida que termina em vinho

Como já havia contado aqui no blog (relembre), aceitei o desafio do amigo e enólogo João Santos, diretor da vinícola Rio Sol, e fiz as malas no começo deste mês para participar de uma prova inusitada em pleno Vale do São Francisco. Estou acostumada a participar de corridas, como também a visitar vinícolas. Mas juntar as duas coisas em uma só ocasião foi, no mínimo, incrível.


Estou falando da última etapa da Wine Run, corrida que aconteceu em meio aos vinhedos da Rio Sol, no município de Lagoa Grande (PE). Ficamos hospedados no Quality Petrolina, um hotel com uma bela estrutura e localização, ainda por cima, vista para o rio. Lá mesmo, na véspera da corrida, a organização do evento realizou a entrega de kits. Tudo bem planejado, com degustação de produtos e ambiente agradável. A surpresa ficou com o kit, que além da tradicional camisa e número de peito, ainda vinha de brinde um vinho Rio Sol varietal (escolhi o Tempranillo, que acho bem bacaninha) e um suco de uva da marca Terra Sol, também fabricado na região.


Havia opção de participar de um jantar de massas, mas preferimos conhecer uma pizzaria que fica a poucos metros do hotel e aproveitamos (sei que não devemos fazer extravagâncias na véspera de uma prova, mas deu vontade) para provar uma pizza de bode.

Na manhã seguinte, acordei com o sol raiando, caprichei no protetor solar e desci para tomar o café da manhã, que nesse dia foi servido mais cedo por causa da corrida. Depois das 6h30, começaram a sair, da frente do hotel, os ônibus que levariam os corredores para o local da largada, dentro da vitivinícola Santa Maria (Rio Sol). O percurso dura mais ou menos uma hora e, nesse trajeto, dá para bater um papo com o pessoal que já participou da prova e pegar algumas dicas.


Além dos corredores da região, que compareceram em peso, também encontrei muita gente da capital e também de outros estados. Havia duas opções de inscrição: 16 km solo e revezamento em dupla (06km+10km). Escolhi a primeira opção, pois além de estar treinando para uma maratona (42km), sou um meio afoita mesmo.


A princípio, estava assustada com o horário da largada (8h da manhã), pois o sol naquela região costuma ser impiedoso. Mas graças a Deus (e a Baco), havia algumas nuvens no céu e a espera na linha de partida foi bem agradável. Nos primeiros metros, o astro-rei deu as caras e aí, meus amigos, a coisa esquentou!

Estou acostumada a correr no asfalto, mas lá, o percurso é quase todo em chão de terra, com bastante cascalho em alguns trechos. Portanto, cuidado redobrado para não cair ou torcer o pé. Além disso, resolvi registrar em imagens a experiência de correr em meio aos vinhedos.



Confesso que, por vezes, me distraí olhando as videiras, o método de irrigação, qual variedade estava plantada... Enfim, coisa de aficionado por vinhos. Mas o meu lado corredora dizia: vai, Fabiana, acelera! E lá ia eu, tentando gerenciar o calor, as filmagens, as pedras no caminho e as distrações com os parreirais. (Confira o vídeo abaixo). 


Resultado: mesmo sem focar na competição, ainda consegui um 21º lugar no geral feminino e um 6º lugar em minha faixa etária (pelo que soube, a prova teve cerca de 600 inscritos). Na próxima vou pra concorrer!

Na linha de chegada, éramos encaminhados para o casarão da vinícola, onde os participantes da Wine Run foram recebidos com uma grande festa. Quem comprava uma pulseira no valor de R$ 50 tinha direito a uma taça para degustar espumantes à vontade. Quem não queria bebericar, podia se servir de água, suco e ainda comer algumas guloseimas oferecidas pela organização da corrida.


Até então, nunca tinha participado de uma chegada com tanta animação (e olha que já corri algumas provas internacionais, como por exemplo Rock 'n' Roll Marathon). No Vale do São Francisco, a festa é embalada ao ritmo do forró, com uma banda tocando ao vivo. E nesse vai e vem, nada como um espumante geladinho para refrescar (o Rio Sol Brut Rosé estava muito bom!).


Gostaria de parabenizar os organizadores e registrar que no ano que vem eu volto levando comigo mais apreciadores do vinho e da corrida. Até 2017, se Deus (e Baco) quiserem!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Confira alguns vinhos brasileiros da safra 2016 que prometem ser destaque


No último final de semana, foi divulgada a lista das 16 amostras de vinhos brasileiros mais representativos da safra deste ano. O anúncio ocorreu durante a 24ª Avaliação Nacional de Vinhos, realizada no sábado (24), no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE) desde 1993, mostrou que as vinícolas brasileiras vêm alcançando bons resultados não apenas com castas tradicionais como as tintas Cabernet Sauvignon e Merlot e a branca Chardonnay.

Este ano, o evento elegeu 16 amostras entre 75 (30%) mais representativos da Safra 2016. Ao total foram 241 amostras de 46 vinícolas de mais de 10 microrregiões produtoras. Esta avaliação técnica foi feita por 90 enólogos no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, parceira técnica da Avaliação.

HEGEMONIA - A maior parte dos 75 vinhos pré-escolhidos foi produzida no Rio Grande do Sul. Apenas duas amostras são de outros Estados: um Syrah elaborado pela vinícola Miolo no Vale do São Francisco, Bahia, e um Sauvignon Blanc feito pela Agropecuária Porto, no Sul de Minas Gerais.


Veja os resultados:

VINHO BASE PARA ESPUMANTE:
Chardonnay – Casa Venturini Vinhos e Espumantes (Flores da Cunha – RS)
Chardonnay – Domno do Brasil (Garibaldi – RS)
Chardonnay/Pinot Noir – Vinícola Geisse Ltda. (Pinto Bandeira – RS)

BRANCO FINO SECO NÃO AROMÁTICO:
Riesling Itálico – Vinícola Salton (Bento Gonçalves – RS)
Chardonnay – Cooperativa Agroindustrial Nova Aliança (Santana do Livramento – RS)
Chardonnay – Basso Vinhos e Espumantes (Farroupilha – RS)

BRANCO FINO SECO AROMÁTICO:
Sauvignon Blanc – Rasip Agropastoril (Vacaria – RS)
Moscato Giallo – Vinícola Don Guerino (Alto Feliz – RS)

TINTO FINO SECO JOVEM:
Merlot – Vinícola Casa Motter (Caxias do Sul – RS)

TINTO FINO SECO:
Tempranillo – Miolo Wine Group Vitivinicultura (Bento Gonçalves – RS)
Marselan – Casa Valduga Vinhos Finos (Bento Gonçalves – RS)
Cabernet Franc – Casa Perini (Farroupilha – RS)
Cabernet Sauvignon – Guatambu Estância do Vinho (Dom Pedrito – RS)
Cabernet Sauvignon – Vinícola Almaúnica (Bento Gonçalves – RS)
Tannat – Dunamis Vinhos e Vinhedos (Dom Pedrito – RS)
Alicante Bouschet – Dal Pizzol Vinhos Finos (Bento Gonçalves – RS)

Confira a lista dos 75 selecionados e mais detalhes sobre as 16 amostras escolhidas: goo.gl/JsRw1T 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Recife recebe feira de vinhos Variedade

Recife vai sediar, pela primeira vez, uma feira de vinhos com três dias consecutivos de realização. A primeira edição de VARIEDADE acontecerá entre os dias 22 a 24 deste mês, num espaço de 406 m², no piso L3 do RioMar Shopping. A iniciativa vai reunir importadores e distribuidores de vinhos de diversas nacionalidades, que vão apresentar seus produtos ao público, com degustação e explanações.


O evento acontecerá das 16h às 22h e será direcionado ao público em geral, especialmente os apreciadores de vinhos e aqueles que estão em busca de mais conhecimento sobre a bebida, além de profissionais do setor - que vão poder prospectar e fechar negócios; estudantes, entre outros.

Na feira VARIEDADE, os visitantes terão a oportunidade de degustar diversos estilos de vinhos, conversar com produtores e representantes das vinícolas e aprender bastante sobre esse universo tão rico e cheio de particularidades. Durante o evento, os visitantes também vão poder adquirir os produtos, que estarão com preços promocionais.

O nome da feira, de acordo com a organização, foi escolhido pela multiplicidade do seu  significado no mundo do vinho. "A palavra é usada para referir-se aos diferentes tipos de uvas utilizadas na elaboração da bebida; tem a ver com os distintos estilos de vinhos produzidos (tintos, brancos, rosés, espumantes, fortificados e vinhos de sobremesa), além de dizer respeito à quantidade de regiões vinícolas existentes no mundo".

A programação ainda vai incluir mostra da Engefrio e apresentações de cozinha ao vivo com chefs renomados da cidade, integrantes da plataforma Meet Chef.

Entre os expositores já confirmados estão:

Atacamax | Rio Sol Vinhos
Bodega Premium
Campo da Serra Queijos Especiais
Decanter Importadora
Dom Vinho | Bodegas Selecionadores de Vinhos
Perini RioMar
Prime Representações | Schott Zwiesel | Staub | Vista Alegre | Zwilling
Ridouro Importadora | Quinta Maria Izabel
RM Distribuidora | Adega Alentejana | AS3 Vinhos | Miolo Wine Group | Interfood | Olive
Lacomex | Chandon | Trinacria Importadora | Villa Água Mineral
Licínio Dias Importação | Alta Vista Wines | Ramos Pinto | Vadio Bairrada
Veloz Distribuição | Casa Flora Importadora | Porto a Porto Importadora
Zahil Importadora

ENTRADAS - O acesso ao evento será através de ingressos. A entrada para um dia da feira custa R$ 70 e dá direito a degustação dos mais de 200 produtos em exposição e acesso às atividades oferecidas. As vendas dos bilhetes estão sendo realizadas através do link: www.bit.ly/feiradevinhos . Parte do valor arrecadado com a venda de ingressos será doado à Fundação Terra.

A realização é da Accriety Eventos & Treinamentos, com apoio da DeVry FBV, Engefrio, Engenho Casa Forte, Finger Móveis Planejados, Liderança Terceirização, Meet Chef e Telamais Equipamentos. A assessoria de imprensa e consultoria é da Escrivinhos Comunicação.

Variedade Feira de Vinhos
Quando: De 22 a 24 de setembro de 2016
Horário: Das 16h às 22h
Local: RioMar Shopping (Pina, Recife) – Piso L3
Ingressos individuais: R$ 70 (por dia de evento)
Vendas: www.bit.ly/feiradevinhos
Mais informações: www.facebook.com/variedadefeiradevinhos

Cucina De’ Carli promove a terceira edição do projeto Vinhos da Itália


Em sua terceira edição, o Cucina De’ Carli apresenta mais um projeto Vinhos da Itália, que contempla este mês, os rótulos da Puglia. A iniciativa tem o intuito de estimular o interesse pela grande variedade de uvas/vinhos italianos e suas respectivas regiões.

A região da Puglia tem como uvas típicas, a Trebbiano, a Sangiovese, a Bombino Bianco e Montepulciano, oriundas da província de Foggia, e a “uva di troia” ou Sumarello, entre outras.

Para esta edição, foram selecionados quatro vinhos da Importadora Trinacria: Negroamaro Torrato IGT, Primitivo Orme IGP, Nero di Troia Orme IGT, e Aglianico Rosso Puglia IGT.

O destaque no cardápio deste mês vai para a harmonização da orecchiette - massa típica da região - com polpetas, bem pequenas, em molho de tomate, harmonizada com o Nero di Tróia.

Nos meses anteriores, foram apresentadas as regiões do Veneto e Piemonte, e em outubro será a vez da Emilia Romagna.

SERVIÇO
CUCINA DE’ CARLI
Rua Jader Andrade, N° 163, Casa Forte. Fone: 3265-5781.
Funcionamento: Segunda das 9h às 15h; terças e quartas das 9h às 18h; e de quinta a sábado das 09h às 23h30.
Informações: (81) 3265-5781

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bom, bonito e barato: Corello Primitivo Puglia 2014


Tipo: Tinto
Produtor: Castellani.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Coloração rubi de média a profunda. No olfato envolve agradáveis aromas de alcaçuz, fumo, morango em compota e pimenta do reino. Paladar de médio corpo, com bom frescor e sabor semelhante às características do nariz.

Um vinho simples e fácil de tomar, pois mostra-se bem equilibrado, com taninos macios e acidez bem presente. Versátil para acompanhar comida, acompanhando desde carnes brancas a vermelhas, massas, queijos de meia cura e petiscos.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 35 (Comprado por R$ 22 em uma promoção na wine.com.br)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Winerun no Vale do São Francisco: eu vou!


Quem me acompanha mais de perto, sabe que sou adepta às corridas de rua. Mas vinho e corrida combinam? É claro! Vinho com moderação só faz bem à saúde (vários estudos estão aí para provar). E a corrida então, nem precisa falar. Pois bem, no próximo dia 10 de setembro, irei juntar essas duas paixões numa mesma atividade. Trata-se da corrida Caixa Wine Run, que acontecerá em meio aos vinhedos do Vale do São Francisco, em Pernambuco e na Bahia.

O percurso tem 10 milhas (16km) de distância, podendo ser feito individualmente ou em dupla. Escolhi a opção “solo”, por estar treinando para correr uma maratona em dezembro (foto abaixo). A largada será às 8h, em Lagoa Grande, na Vitivinícola Santa Maria, onde são produzidos os vinhos Rio Sol, uma das empresas apoiadoras do evento. Na chegada haverá área de hidratação, comidas regionais, frutas e festa do espumante, além da premiação.


As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas no site da Caixa Wine Run: www.winerun.com.br

E fiquem de olho, pois darei notícias aqui no blog e nas redes sociais sobre a minha participação.

Facebook: www.facebook.com/escrivinhos
Instagram: @escrivinhos

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Trabun Syrah 2009 (CBE#)

Setembro chegou e com ele mais um vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) provado. O tema do mês foi sugerido pelo confrade Evandro Vanti (Blog Vinhos que Provo). Sua pedida foi “um Syrah/Shiraz do novo mundo, sem limite de preço”.

O vinho escolhido por mim é de um produtor que integra o Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI): o Trabun. Quem está à frente do projeto é o enólogo Sergio Avendaño Rojas. Apaixonado por música, ele atua como baterista quando não está em meio às videiras e aos vinhos. Este Syrah já alcançou altas pontuações nas avaliações internacionais, como 94 pontos na The Wine Advocate de Robert Parker, na safra 2009. Mas isso não vem ao caso. O que importa é que o vinho é realmente bom! Confira minha avaliação a seguir.


Tipo: Tinto
Produtor:
Trabun.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Características: De cor rubi intensa e profunda, o vinho mostrou-se bem aromático, ressaltando notas de frutas vermelhas e negras maduras, florais, de especiarias e fumo. Paladar encorpado, com ótimo equilíbrio entre taninos e acidez. Macio, envolvente e de final prolongado, traz no sabor características semelhantes às sentidas no nariz. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: No Chile, 12 mil pesos (cerca de R$ 57). No Brasil, por volta de R$ 220 (importado pela La Charbonnade).

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Altos las Hormigas: vinhos argentinos de terroir com herança italiana

Estive esta semana com o fundador e vice-presidente da vinícola argentina Altos las Hormigas, Antonio Morescalchi, num encontro promovido no Recife pela distribuidora Lacomex, em parceria com a importadora World Wine. Na ocasião, Antonio contou sobre a filosofia da vinícola, que trabalha com o conceito de vinhos de terroir, utilizando apenas uvas Malbec e Bonarda. Também pudemos provar alguns rótulos durante degustação.


A história da Altos las Hormigas começa quando Morescalchi, que já produzia vinhos com seu pai na Toscana, abraçou a ideia do enólogo Alberto Antonini, ex-diretor da Antinori. Ele achava que a variedade Malbec tinha grande potencial e precisava explorá-la melhor. Foi então que em 1995, eles se juntaram para dar início ao projeto. Logo depois, mais dois velhos amigos e sócios também passaram a integrar a equipe: Attilio Pagli, reconhecido enólogo toscano, e Carlos Vazquez, que esteve desde o começo do projeto empregando sua experiência no manejo de vinhedos em Mendoza.

Foram comprados 216 hectares de terra no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo, que fica a 800 metros de altura em relação ao nível do mar. Construíram uma bodega de 2.500 metros quadrados e, em 2011, com ajuda do especialista Pedro Parra, adquiriram 55 hectares de terras na região de Altamira, no Vale de Uco.

O conceito de Altos las Hormigas tem como um dos grandes focos o vinhedo. Para isso, investem no estudo e mapeamento de solo. “O desafio é mostrar ao mundo que temos terroir”, explica Antonio. Ele também é adepto do pouco ou nenhum uso de carvalho na elaboração dos vinhos e defende a produção em baixa escala.



Além da uva Malbec, que para a equipe Altos las Hormigas, é o grande potencial de Mendoza, a vinícola também produz vinhos com a variedade Bonarda (segunda casta tinta mais plantada naquele país), dentro do projeto paralelo Colonia las Liebres.

A propósito, o nome Altos las Hormigas faz referência aos formigueiros existentes na região da vinícola. Em 1996, quando os trabalhadores começaram a plantar os vinhedos, as formigas passaram a se alimentar dos brotos das vinhas. Convencidos de que elas eram as verdadeiras “donas” do local, a equipe decidiu encontrar maneiras naturais de desviar sua atenção para outros tipos de comida.

Além disso, para os argentinos, "trabalho de formiga" é um trabalho humilde, paciente e prolongado, provérbio que vem sendo usado até os dias de hoje.

Vamos então, às impressões sobre os vinhos provados:

Colonia las Liebres Clásico Bonarda 2013


Elaborado com uvas Bonarda provenientes de vinhedos localizados na zona de Medrano y Carrizal de Abajo, em Mendoza, é vinificado com leveduras nativas em tanques de aço inox. Apresentou coloração rubi profunda e aromas de flores secas, frutas vermelhas maduras e alcaçuz. Na boca, mostrou-se de médio a encorpado, com taninos de qualidade e sabor semelhante às sensações do nariz. Também exibiu um certo tostado, proveniente da uva Bonarda. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 57

Altos las Hormigas Clásico Malbec 2014


Blend de uvas 100% Malbec colhidas a mão nos vinhedos de Medrano, Barrancas e Lunlunta, em Mendoza. Elas são vinificadas separadamente e fermentam com o auxílio de leveduras indígenas (nativas), em tanques de inox. O resultado é um vinho de cor rubi de média profundidade, com aromas de especiarias, ameixas, alcaçuz e flores secas. Paladar encorpado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor traz de volta as características aromáticas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 88

Altos las Hormigas Terroir Malbec 2013

 

Uvas Malbec de diferentes vinhedos de Vista Flores e Tupungato foram vinificadas separadamente para a elaboração deste vinho, que maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho, (25%) em tanques de cimento e (25%) em inox. Sua cor mostrou-se rubi de média profundidade. Já no nariz, revelou frutas vermelhas maduras, mentol, toques florais e de pimenta do reino. Elegante no paladar, com médio corpo e ótimo equilíbrio. Persistência de média a prolongada. Apresenta 14,7% de álcool, percentual que não interfere na qualidade do vinho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90

Altos las Hormigas Reserve Malbec 2012



Feito exclusivamente com uvas Malbec colhidas a mão nas regiões de Altamira, Vista Flores e Gualtallary. A fermentação ocorreu na presença de leveduras nativas, com maturação de 18 meses em tonéis de carvalho francês não tostado com 3.500 litros de capacidade. Mostra-se ainda jovem, com sua cor violeta profunda. O aroma envolve notas de frutas negras, caramelo, mentol, especiarias e flores secas, junto com um discreto defumado. Exibe corpo e potência, porém com taninos finos e boa estrutura. Daqueles vinhos que “enchem” a boca e deixam seu sabor por bastante tempo no paladar. Já pode ser bebido agora, mas promete melhorar com o tempo). Tem 15% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 140

Onde encontrar:
No Recife, na Lacomex:
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
:: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682
Importadora: World Wine

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Abadia Retuerta Selección Especial 2011


Tipo: Tinto
Produtor: Abadia Retuerta.
Origem: Castilla y León (Sardón de Duero), Espanha.
Características: De coloração violeta profunda, o vinho entrega ao nariz um aroma rico em sensações, onde pode se identificar ameixa, alcaçuz, erva-doce, especiarias, cravo, baunilha, floral (flor de laranjeira), café e tabaco. Paladar de médio corpo, com ótimo equilíbrio entre acidez e taninos. Saboroso, deixa a suas impressões na boca durante um longo tempo, mesclando as mesmas notas sentidas no nariz, junto com um toque de chocolate. Tem 15% de álcool, porém essa alta graduação não interfere na qualidade do vinho. Elaborado com as variedades (75%) Tempranillo, (15%) Cabernet Sauvignon e (10%) Syrah, maturou 19 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado nos EUA por 23 dólares. No Brasil, custa cerca de R$ 220 (importado pela Península Vinhos).

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quinta Maria Izabel diversifica seu portfólio

Há um ano, escrevi aqui no blog sobre os vinhos da Quinta Maria Izabel, frutos do moderno e inovador projeto implantado pelo empresário João Carlos Paes Mendonça na região do Douro, Portugal, com a consultoria do enólogo Dirk Niepoort (relembre). Hoje, volto para falar sobre os novos rótulos que vieram para incrementar portfólio da marca.


Além do Quinta Maria Izabel e do Porto Vintage, agora o consumidor pode encontrar a linha Maria Izabel e a M.I. A filosofia é de vinhos encorpados, com bons taninos e muito caráter. Todas as uvas utilizadas são provenientes dos vinhedos da propriedade.

De acordo com o importador João Ferreira, da Ridouro, ainda este ano devem ser lançados os vinhos de entrada de gama da Quinta.

Esta semana, fiz uma prova dos novos rótulos. Numa rápida avaliação, posso afirmar que os brancos exprimem frescor e elegância; o rosé leveza e vivacidade, e os tintos jovialidade e potencial de guarda.

A seguir, mais detalhes sobre as novidades:

M.I. Branco 2014


Elaborado com as castas Rabigato, Códega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho e Bical, entre outras, parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês durante 12 meses com leveduras nativas. Na taça apresenta cor amarelo palha esverdeado, com aroma delicado, trazendo leve toque cítrico, além de notas minerais e de goiaba branca. Na boca, exibe médio corpo e bom frescor. O sabor repete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Branco 2015


Assim como o M.I., parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês, durante cinco meses. As uvas, vinificadas na própria adega, são das variedades Cerceal, Viosinho, Rabigato, Códega do Larinho, Arinto e Verdelho. Trata-se de um vinho de cor amarelo palha com leves traços esverdeados. O aroma exibe discretas notas cítricas, de aspargos e goiaba branca, junto com um leve defumado. Paladar elegante, de médio corpo, com boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 99

Maria Izabel Rosé 2015


Um rosé elaborado a partir das variedades Tinta Roriz e Tinta Francisca, que possui coloração salmão bem clara e aromas que remetem a notas florais e frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa. O sabor traz de volta as características do olfato, com acidez presente e notas frutadas que dão um certo adocicado ao paladar. Final de média persistência.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 89

M.I. Tinto 2014


Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Amarela, entre outras, fazem parte deste corte, que maturou parcialmente em barricas usadas de carvalho francês durante 12 meses. De cor violeta de média profundidade, o vinho traz no olfato toques florais, de caramelo, frutas vermelhas e negras em compota, amora, canela e noz moscada. Mostra-se ainda jovem no paladar, com taninos marcantes. Ressalta as frutas sentidas no nariz e as especiarias. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Tinto 2014


Suas uvas, das variedades Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca, são provenientes de vinhas com diferentes altitudes e exposições. O corte maturou cerca de seis meses em barricas de carvalho francês, a fim de proporcionar um caráter mais fresco e complexo. Na taça, mostrou coloração violácea de média profundidade. Os aromas são envolventes, com notas de cassis, ameixa madura, café e um leve tostado. Na boca, embora ainda bastante jovem, já mostra um certo equilíbrio entre taninos e acidez. Tem bom potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 99

Mais informações:

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Alta Vista implanta tanques de fermentação inspirados nas teorias de Galileu Galilei


Se você visitou recentemente vinícolas argentinas deve ter percebido a presença, em muitas delas, de tanques de concreto para fermentação de vinhos. Hoje em dia, muitos enólogos estão certos que esse material é ideal para manter intactas no vinho as características do terroir. A Bodega Alta Vista, localizada em Mendoza, resolveu ir mais além e implantou uma nova versão desses recipientes, baseada em antigas teorias: o tanque Galileo, de forma esférica e feito em concreto.

Você deve então estar se perguntando o que raios são esses tanques. Quem explica é Matthieu Grassin, diretor de vinificação Bodega Alta Vista: “Cada tanque tem capacidade para 2.300 litros. Sua forma permite uma temperatura homogênea dentro do toda a superfície, facilitando o controle eficiente da fermentação", diz ele. Além disso, os tanques Galileo oferecem uma melhor relação de superfície de contato entre sólido e líquido. “Quando os sólidos sobem, voltam a afundar graças ao formato da pileta (tanque)”.

O principal benefício que a técnica traz ao produto final é a obtenção de vinhos mais equilibrados e macios. “Na maceração pós-fermentativa, podemos conseguir uma extração de taninos mais constante e igualitária, graças à possibilidade de controlar mais a temperatura e obter vinhos mais redondos”, explica Grassin. Este método será utilizado na vinificação do Alta Vista Single Vineyard, na colheita 2016.

O nome das cubas presta homenagem a Galileu Galilei, um dos primeiros estudiosos a teorizar sobre o heliocentrismo (movimento da Terra em torno do Sol) e sobre o formato esférico da Terra

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dadá Art Wine 1 - 2014





Tipo: Tinto
Produtor: Finca Las Moras.
Origem: San Juan, Argentina.
Características: Este vinho faz parte de uma linha inspirada no Dadaísmo, movimento artístico que quis fugir dos padrões e questionar os dogmas do mundo da arte. A proposta da vinícola foi elaborar vinhos com aromas e sabores claros e determinados. Ou seja, cada rótulo possui um número que indica o estilo do vinho. O número 1, por exemplo, é marcado pela baunilha. No número 2 predominam as notas tostadas e o número 3 exprime frutas em compota e especiarias.

A bebida em questão apresentou na taça uma coloração rubi de média profundidade. O aroma realmente é marcado pela baunilha, mas também traz notas de alcaçuz, frutas vermelhas maduras canela e pimenta do reino. Na boca exibe médio corpo e bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor repete as sensações do nariz. Elaborado com as variedades Malbec e Bonarda, o vinho estagiou em barricas de carvalho americano de média tosta e tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 60 (comprado na Evino)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Papa Francisco utilizará vinho argentino em suas celebrações


O Arcebispo de Buenos Aires e cardeal primaz da Argentina, Dom Mario Aurelio Poli, apresentou no último domingo (07), durante a celebração da missa de São Caetano, realizada na Catedral Metropolitana, um vinho especialmente elaborado para o Papa Francisco. 

Batizado de “Todos”, o vinho é e certificado pelo Arcebispado de Mendoza como apto para a celebração de missas. Foram produzidos 450 litros do produto, elaborado com a variedade branca Torrontés Riojano proveniente de plantações de pequenos produtores das regiões de Salta, Catamarca, La Rioja, San Juan, Mendoza e Río Negro.



“Estes viticultores participam dos Centros de Desenvolvimento Vitícola, um programa de integração e transferência tecnológica no âmbito do Plano Estratégico do setor, coordenado pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária e da Corporação Vitivinícola (INTA)", explica o diretor do Centro Regional Mendoza-San Juan INTA, José Gudiño.

As uvas foram vinificadas na planta piloto da Estação Experimental Agropecuária de Mendoza, no Departamento Luján de Cuyo e será enviado ao Vaticano. Está previsto que o Papa Francisco celebre com o vinho “Todos” a missa de santificação do beato argentino José Gabriel Brochero, no próximo mês de outubro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Que tal um picolé light de espumante?


:: Novidade será lançada no Recife, em setembro ::

As empresárias Patrícia Teixeira e Marília Mota, da Ôchamps, estão lançando em breve no mercado uma linha de picolés de frutas feitos com espumante brut. A novidade é que os produtos, batizados de Ôchampslé, não têm adição de açúcar e gordura, possuem baixo teor de sódio e são livres de glúten e lactose, além de apresentar poucas calorias.

Inicialmente, os produtos serão comercializados nos sabores limão siciliano e coco. A fabricação dos produtos ficará por conta da Della Fruta, empresa que preza pela produção artesanal, sem utilizar aromas artificiais, conservantes, nem gorduras trans. Já o espumante utilizado é o branco brut da RioSol, vinícola de origem portuguesa instalada no Vale do São Francisco, em Pernambuco.

Fiz uma prova em primeira mão dos dois sabores do Ôchampslé. O primeiro, de limão siciliano, é do tipo “sorbet”, mais leve e refrescante. Já o de coco é cremoso e mais encorpado. Ambos possuem textura semelhante aos produtos sem a adição do espumante. 

A novidade deve chegar às lojas, restaurantes e eventos em setembro. 

Acredito que muitos adultos vão correr como criança atrás de um picolé. Porém, a recomendação é a mesma para qualquer produto com álcool: apreciar moderadamente e não misturar com direção.

Contato Ôchamps: (81) 98421.7585.
Instagram: @ochamps.oficial

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Guatambu Brut Rosé (#CBE)

Agosto chegou e com ele mais um comentário para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês, a sugestão veio do confrade carioca Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos. A sua pedida foi a seguinte: "Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço".

Excelente pedida e uma boa oportunidade para comentar sobre um espumante que eu já tinha provado há algum tempo, mas ainda não havia comentado sobre ele por aqui. Então a hora é essa!


Tipo: Espumante.
Produtor: Guatambu.
Origem: Dom Pedrito (Campanha Gaúcha), Brasil.
Características: Este é o primeiro espumante brasileiro produzido com o corte das uvas Gewürztraminer e Pinot Noir. É elaborado pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa, onde ficou 12 meses em contato com suas leveduras. Tem uma coloração clara, tipo casca de cebola, e uma boa concentração de gás carbônico, exibindo borbulhas finas e duradouras, além de uma bonita coroa de espuma. No olfato traz agradáveis aromas florais, de frutas vermelhas silvestres e um leve toque mineral. Na boca mostra-se leve, delicado, com boa cremosidade e frescor. O sabor confirma as impressões do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Média de preço: R$ 60 [vinhosevinhos.com]

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Morre Denis Dubourdieu - o “Papa dos Vinhos Brancos”

Considerado um dos melhores enólogos de seu tempo, Denis Dubourdieu foi derrotado ontem (27) por um câncer, aos 66 anos de idade. Seu conhecimento e investigação no campo dos vinhos brancos franceses o levaram a um patamar diferenciado. Foi professor de enologia na Universidade de Bordeaux, publicou centenas de artigos científicos e ainda fundador, em 2009, do Institut des Sciences de la Vigne et du Vin, um centro de pesquisa referência no mundo dos vinhos.


Junto com sua mulher, Florence, e seus filhos, Fabrice e Jean- Jacques, o mestre Dubourdieu administrava as propriedades da família em Bordeaux (Château Reynon, Doisy-Däene e Clos Floridène), além de assessorar vinícolas nada menos como Château d’Yquem, Cheval Blanc e Margaux (Pavillon Blanc).

Segundo a revista britânica Decanter, que o concedeu, este ano, o título de “Homem do Ano” – uma das maiores honrarias do mundo do vinho, Dubourdieu era um dos enólogos e pesquisadores mais respeitados de sua geração. Considerado um dos maiores especialistas em vinificação e envelhecimento de vinhos brancos, seus estudos estavam focados principalmente em leveduras, aromas, oxidação precoce e a “podridão nobre”.  Era descrito como um homem simples, apesar de tanto conhecimento. Sua missão era tornar os vinhos mais prazerosos de se tomar, principalmente ao levá-los ao nariz.

Que o seu legado seja mantido e respeitado.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vinhos de um dos maiores importadores do Reino Unido agora no Brasil

A Berkmann Wine Cellars, um dos maiores importadores de vinhos do Reino Unido, está iniciando as atividades no Brasil. Fundada em 1964, a empresa recebeu, nos últimos quatro anos, o prêmio "Great Value Wine Merchant of the Year", que é concedido pelos profissionais do mercado inglês à companhia que comercializa os produtos de melhor relação qualidade/preço. Conheci alguns vinhos da importadora durante uma degustação promovida há alguns dias pelo Empório 4 Elementos, que acaba de fechar distribuição exclusiva da Berkmann no Recife.


Antes de falar sobre os vinhos provados, é interessante frisar que a importadora comercializa cerca de três mil rótulos de 20 países diferentes no Reino Unido. Aqui no Brasil, a marca está trabalhando com um portfólio de mais de 60 vinhos, todos inéditos no nosso mercado, de países como Espanha, França, Itália, Eslovênia, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Austrália.


Dessa carta, o Empório 4 Elementos selecionou cerca de 20 rótulos para trabalhar inicialmente. Confira a seguir as minhas impressões sobre as amostras que mais se destacaram na degustação (os preços indicados são para consumidor final):

Nina Garganega Pinot Grigio 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Nina.
Origem: Vêneto, Itália.
Características: Elaborado na região italiana do Vêneto com as uvas Garganega (60%) e Pinot Grigio (40%), este branco é uma opção refrescante, podendo ser degustado, inclusive, sem o acompanhamento de alimentos. Seu aroma traz notas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, suas principais características são a leveza e o frescor. O sabor traz um leve toque floral.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

Viña Vasta Verdejo/Viura 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Isidro Milagro.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: De cor amarelo palha com traços esverdeados, este vinho exibe mais estrutura que a amostra anterior. Elaborado com as variedades Verdejo e Viura, possui caráter cítrico que se integra a notas de aspargos, tanto no sabor quanto no aroma. De corpo médio, tem boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vent du Sud Grenache Blanc/Viognier 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Elaborado com 80% de Grenache Blanc e 20% de Viognier, tem coloração amarelo palha com tons esverdeados. Exala notas florais e de frutas brancas, como melão. Sabor levemente adocicado, porém com acidez presente. Corpo leve.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.

Niel Joubert Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Este branco tem em sua composição 100% de uvas Sauvignon Blanc provenientes de vinhas com até 25 anos de idade. Tem cor amarelo palha brilhante. Já o aroma envolve características de maçã verde e carambola, junto com um toque floral. No paladar mostra bom frescor e persistência de média prolongada.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 78.

Villa Rossi Sangiovese Rubicone 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Rossi.
Origem: Emilia-Romagna, Itália.
Características: Feito 100% com a variedade Sangiovese, é um tinto de cor rubi brilhante e pouco profunda. No agradável aroma predominas frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de um toque de canela. No paladar, mostra-se um vinho fácil de beber, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Junto com as mesmas sensações do nariz, o sabor ainda traz notas de café. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 68.

Vent du Sud Syrah/Grenache 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Na sua composição entram as uvas Syrah (50%) e Grenache (50%). Não houve estágio em carvalho. Sua cor é rubi pouco profunda e no olfato aparecem notas de morango em compota e especiarias. É um vinho de paladar encorpado, mas com bom equilíbrio. O sabor confirma as impressões do nariz.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.


Viña Vasta Tempranillo/Merlot/Syrah 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Vasta.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: Coloração rubi pouco profunda com bordas granada. O aroma exprime uma boa complexidade, com traços de goiaba madura, especiarias, frutas vermelhas silvestres e mentol. O paladar é de médio corpo, seco e de bom equilíbrio. Além das sensações do nariz, seu sabor também envolve notas de café. É elaborado com as uvas Tempranillo, Merlot e Syrah.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vignamato Rosso Piceno Marche DOP 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Marche, Itália.
Características: Cor rubi de média profundidade. Aroma elegante que traz notas de alcaçuz, frutas maduras, especiarias e tabaco. Paladar saboroso e equilibrado, de médio corpo e final prolongado. Feito com 80% de uvas Montepulciano e 20% de Sangiovese, o vinho passou por afinamento de seis meses em garrafa.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 111.

Itynera Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Abruzzo, Itália.
Características: Produzido 100% com uvas Montepulciano, é um tinto de coloração rubi com média profundidade. Notas florais, de frutas maduras, especiarias e café aparecem no aroma. Seu paladar, de médio corpo, é marcado pelas mesmas características do nariz. Final com persistência de média a prolongada. Sua maturação aconteceu em barris de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 145.


Visconti della Roca Primitivo 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Visconti della Roca.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Sua composição é de 100% de uvas Primitivo. Tem cor granada pouco profunda. O aroma exprime ameixa madura, café, especiarias e café. Possui corpo médio, taninos macios e retrogosto de médio a prolongado. Este vinho estagiou parcialmente em barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 86.

Niel Joubert Merlot 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Expressivo tinto de cor granada pouco profunda. Seus aromas formam um conjunto de sensações tais quais frutas em compota, café, tabaco, terra e um toque tostado. Paladar encorpado, porém de taninos macios e boa acidez. Maturou seis meses em pequenos barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 115.

EMPÓRIO 4 ELEMENTOS:
Av. Conselheiro Aguiar, 4635, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3034-3040