sexta-feira, 17 de abril de 2015

Malbec World Day: Ranking dos melhores Malbecs que tomei no ultimo ano

Hoje, 17/04, comemora-se o Malbec World Day. Em um post anterior expliquei o motivo da homenagem a esta uva francesa que hoje é símbolo dos vinhos argentinos. Para celebrar a data, resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei no último ano e disponibilizar aqui para vocês. Ressaltando os vinhos da relação têm pelo menos 90% da variedade Malbec em sua composição.

Caso você queira abrir um hoje para comemorar, escolha um desses aí abaixo. Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.

Confira o ranking:
  • Kaiken Ultra Malbec 2010 | Excelente/Excepcional

  • Alto Uxmal Alternative Style Malbec | Excelente
  • Nosotros Malbec 2009 | Excelente
  • Nosotros Sofita 2010 | Excelente
  • Rutini Encuentro Malbec 2010 | Excelente
  • Humberto Canale Íntimo Cabernet Sauvignon 2009 | Excelente
  • DV Catena Malbec-Malbec 2010 | Excelente
  • Fond de Cave Malbec 2013 | Excelente
  • Lurton Malbec Reserva 2008 | Excelente

  • Felino Malbec 2012 | Muito Bom/Excelente
  • Altos las Hormigas 2013 | Muito Bom/Excelente

  • Goulart M The Marshall Reserva Malbec Single Vineyard 2011 | Bom/Muito Bom.
  • Navarro Correas Colección Privada Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
  • Norton D.O.C. Malbec 2011 | Bom/Muito Bom
  • Reserva del Fin Del Mundo Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
  • Zuccardi Serie A Malbec 2012 | Bom/Muito Bom

  • Alta Vista Premium Malbec 2013 | Muito Bom
  • Finca La Celia Reserva Malbec 2007 | Muito Bom
  • Kaiken Rosé 2012 | Muito Bom
  • BenMarco Malbec 2013 | Muito Bom
  • Fabre Montmayou Reserva Malbec 2011 | Muito bom
  • Alamos Malbec 2013 | Muito Bom
  • Alta Vista Malbec Rosé 2012 | Muito Bom

  • Sinfonia Selected Vineyards Malbec 2013 | Bom
  • Génesis Malbec 2012 | Bom
  • Altas Cumbres Malbec 2012 | Bom
  • Trapiche Reserva Malbec 2011 | Bom

  • Alta Vista Classic Malbec 2012 | Boa Compra
  • Trivento Tribu Malbec 2012 | Boa Compra

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Confira os destaques da feira de vinhos brasileiros realizada no Recife


Participei ontem (15) de uma feira de vinhos nacionais no Recife, promovida pela Casa dos Frios. Estiveram representados os produtores Casa Valduga, Rio Sol, Chandon, Miolo e Don Guerino, que apresentaram cerca de 40 diferentes rótulos aos participantes, incluindo espumantes, rosés, brancos e tintos.

A iniciativa fez parte do “Festival Sou Brasileiro, Sou do Mundo”, e contou ainda com workshop ministrado pelo chef César Santos. O evento aconteceu na Casa dos Frios do Bairro das Graças.


Já conhecia boa parte dos rótulos que compuseram a mostra, mas pude descobrir algumas novidades e provar safras diferentes de vinhos que já havia degustado em outras ocasiões. No final das contas o saldo foi positivo, pois fica cada vez mais evidente evolução dos vinhos brasileiros.

Fiquei feliz também pela receptividade do público com os vinhos do Vale do São Francisco, que foram bastante procurados e elogiados na feira.


Entre os vinhos presentes no evento (lembrando que não cheguei a degustar todas as amostras da feira), para mim merecem destaque os seguintes:

  • Miolo Reserva Pinot Grigio 2014: Muito Bom | R$ 34,90
  • Miolo Millesime Brut 2011: Excelente | R$ 82,90
  • Testardi Syrah 2013: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda) | R$ 84,90
  • Miolo Merlot Terroir 2012: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda) | R$ 99,90
  • Don Guerino Sinais Cabernet Sauvignon 2014: Boa Compra | R$ 27,90
  • Don Guerino Reserva Merlot 2013: Bom | R$ 41,50
  • Don Guerino Brut Rosé: Muito Bom | R$ 38,90
  • Casa Valduga Leopoldina Gran Chardonnay 2013: Excelente | R$ 74,90
  • Casa Valduga Raízes Premium Cabernet Franc 2011: Muito Bom | R$ 53,80

  • Casa Valduga Villa Lobos 2008: Excelente (melhora com a guarda) | R$ 105,90
  • Rio Sol Tempranillo 2013: Boa Compra | R$ 17,90
  • Rio Sol Reserva 2012: Boa Compra | R$ 30,80
  • Rio Sol Paralelo 8: Muito Bom | R$ 57,90
  • Chandon Excellence Brut: Muito Bom/Excelente | R$ 109,90
  • Chandon Réserve Brut: Muito Bom | R$ 59,90
  • Chandon Passion: Bom | R$ 68,90

* Os vinhos estão à venda nas lojas Casa dos Frios (Graças, Boa Viagem e Wine Bar do Shopping RioMar). Preços promocionais até o final de abril.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vinho de Brad Pitt e Angelina Jolie está à venda por 25 euros


Depois de lançarem em 2012 o vinho rosé Château Miraval, produzido no sul da França, o casal de atores Brad Pitt e Angelina Jolie agora vão apresentar o seu produto ao grande público.

A safra 2014 do vinho está sendo vendida na Inglaterra, nas lojas Marks and Spencer, onde a garrafa custa por volta de 18 libras, o equivalente a aproximadamente 25 euros.

A bebida é produzida na propriedade do casal, que fica na região da Provence, e tem a assinatura do enólogo Nicolas Perrin.

De acordo com o catálogo da Marks and Spencer, o vinho tem "um intrigante tom rosa pálido, com aromas de morango, ervas do campo e tangerina, equilibrados por uma acidez refrescante".

terça-feira, 14 de abril de 2015

Degustação dos vinhos da Bodega Norton


Há quatro anos estive na bodega argentina Norton, em Mendoza, na Argentina, que me encantou tanto por sua grandiosidade como também por ser um local bastante acolhedor para se visitar. Ontem (13), tive o prazer de encontrar a diretora de exportação da marca para a América do Sul, Judith Bernal, numa degustação promovida pela importadora Winebrands e pela distribuidora RM, no Recife.

Na ocasião, pude conhecer rótulos que ainda não havia provado e saber algumas novidades da vinícola, que hoje tem o Brasil como seu 4º principal mercado. De lá para cá, o enólogo chefe da Norton, Jorge Riccitelli, foi eleito enólogo do ano pela Wine Enthusiast e esta mesma publicação classificou o Norton Reserva Malbec 2010 entre os 100 melhores vinhos do mundo.

Este ano, a Norton está completando 120 anos. É a bodega mais antiga em operação ao sul de Mendoza. Fundada pelo engenheiro inglês Edmund James Palmer Norton, foi comprada em 1989 pelo empresário austríaco Gernot Langes-Swarovski (o mesmo dos famosos cristais).

Confira a minha opinião sobre os vinhos degustados:

Norton Cosecha Especial Brut Rosé


Elaborado pelo método charmat (fermentação em tanques de inox) com as variedades Chardonnay (50%) e Pinot Noir (50%) é um espumante de bonita coloração cereja, borbulhas finas e de boa intensidade. Seu aroma é delicado, com notas de frutas vermelhas silvestres, como framboesa e morango. Paladar leve, cremoso e refrescante. Doçura equilibrada com a boa acidez. O sabor é frutado, semelhante às impressões do nariz. Tem 12% de álcool.

Classificação: Bom
Preço: R$ 55,90

Norton Roble Pinot Noir 2011


Esta linha da Norton em alguns países chama-se Barrel Select. Este Pinot Noir tem uvas cultivadas, segundo Judith Bernal, em uma área mais fria e de maior altitude do Vale de Uco. Mesmo assim, é um vinho bem “temperado”, diferente dos Pinot Noir de climas mais amenos. Sua coloração é rubi um pouco mais fechada para este tipo de uva, porém ainda de pouca profundidade. No nariz percebem-se notas florais, de azeitonas pretas, baunilha e canela. Paladar de corpo leve e equilibrado. Surgem notas de chocolate, além das mesmas sensações do olfato. Parte do vinho (50%) maturou 12 meses em carvalho francês novo e usado. Tem 14,5% de álcool. Aconselha-se deixar “respirar” na taça para que mostre as suas melhores características.

Classificação: Bom
Preço: R$ 35,50

Norton D.O.C. Malbec 2011


Na Argentina, somente sete vinícolas estão autorizadas a utilizar a sigla DOC (Denominação de Origem Controlada) em vinhos feitos com a uva Malbec. Este é um deles. Sem dúvida, o vinho da Norton mais conhecido no Brasil. Elaborado em Lujan de Cuyo com 100% de uvas Malbec, ele estagiou parcialmente (50%) em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso. Sua cor é violácea brilhante e o intenso aroma traz toques de café, ameixa, eucalipto e caramelo. Encorpado, seu paladar envolve sabores de especiarias, café e fruta madura, junto com um toque tostado. Tem graduação alcoólica de 14%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Preço: R$ 38,90

Norton Reserva Syrah 2009


Para mostrar que a Norton vai além do Malbec, Judith mostrou mais um tinto feito com outra uva. Desta vez um Syrah. Sua cor é um rubi intenso e o aroma aponta uma boa gama de sensações, com notas tostadas, de morango, ameixa, cravo, noz moscada e pimenta do reino. Deve-se deixar o vinho respirar, pois ataque inicial é bastante alcoólico. Esta sensação melhora bastante com a aeração. Na boca o corpo é médio e bem especiado. Apresenta boa acidez e final prolongado, repetindo no sabor as características do olfato. Tem 14,5% de álcool e maturou 12 meses em carvalho francês e envelheceu mais 12 meses em garrafa.

Classificação: Muito Bom.
Preço: R$ 62,95

Norton Cosecha Tardía Espumante


Elaborado 100% com a variedade Chardonnay colhida supermadura, é um espumante com a proposta de ser doce, mas que apresenta esta característica na medida certa, sem ser enjoativo, talvez pela sua excelente acidez no paladar. O aroma traz notas principalmente de maçã verde e um pouco de pêssego, formando um delicado conjunto. É produzido através do método Charmat (com fermentação em tanques de inox) e tem 12% de graduação alcoólica.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Preço: R$ 42,90.

*No Recife, os vinhos da Norton podem ser encontrados nas lojas RM Express. Zona Norte [Santo Amaro] - (81) 3036.0500 | Zona Sul [Boa Viagem] - (81) 3032.8200.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Monte Velho Branco 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Coloração amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Pêssego, pera e um leve toque cítrico.
Paladar: Ligeiramente encorpado e com boa acidez. Confirma as sensações sentidas no olfato. Tem final fresco e de boa persistência.  
Outras considerações: A linha Monte Velho é a mais básica da Herdade do Esporão, mas segue um bom padrão de qualidade e preço condizente com sua proposta. Este branco foi elaborado com as variedades Antão Vaz, Roupeiro e Perrum, com graduação alcoólica de 13,5%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 39 [Importado pela Licínio Dias e Qualimpor. No Recife, em lojas como Casa dos Frios, DLP, RM Express e Portus]

Está chegando o Malbec World Day. Mas você sabe o porquê desta data?


O Dia Mundial da uva Malbec (Malbec World Day) é comemorado em 17 de abril. A instituição Wines of Argentina (Wofa), que promove o vinho argentino no mundo, organizou uma série de eventos para lembrar a data, inclusive no Brasil.

Mas você sabe qual o motivo da comemoração ser nesta data? A própria Wofa explica:

A origem do Malbec encontra-se no sudoeste da França. Ali, esta variedade era cultivada e com ela se elaboravam vinhos denominados ‘de Cahors’ devido ao nome da região. Estes vinhos eram reconhecidos e apreciados desde os tempos do Império Romano.

A conquista do mercado inglês foi um passo decisivo na popularização da uva Malbec na Inglaterra e no mundo.

No final do século 19, a praga filoxera destruiu a viticultura francesa deixando a variedade no esquecimento. Porém, a cultura de apreciação do Malbec já estava consolidada.

A cepa chegou à Argentina em 1853 pela mão do francês Michel Aimé Pouget (1821-1875), agrônomo contratado por Domingo Faustino Sarmiento para levar adiante a direção da Quinta Agronômica de Mendoza. Seguindo o modelo da França, esta iniciativa propunha incorporar novas variedades de cepas como meio para melhorar a indústria vitivinícola nacional. 

Em 17 de abril de 1853, com o apoio do governador de Mendoza, Pedro Pascual Segura, foi apresentado o projeto perante a Legislatura Provincial, visando fundar uma Quinta Normal e uma Escola de Agricultura. Este projeto foi aprovado com força de Lei pela Câmara de Representantes em 6 de setembro do mesmo ano.

No final do século XIX, e pela mão dos imigrantes italianos e franceses, a vitivinicultura havia crescido exponencialmente e, com ela, a uva Malbec, que rapidamente se adaptou aos diversos terroirs que a geografia argentina propunha e onde, inclusive, se desenvolveu melhor do que em sua região de origem. Desta forma, com o passar do tempo e com muito trabalho, converteu-se na uva símbolo da Argentina. A gestão de Pouget e Sarmiento na Quinta Normal de Mendoza foi parte decisiva deste processo.

O dia 17 de abril é para a Wines of Argentina não só o símbolo da transformação da vitivinicultura argentina, mas também o ponto de partida para o desenvolvimento desta cepa, agora emblema mundial do país.

:: Confira a agenda de eventos programados no mundo para comemorar o Malbec World Day 2015.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Amalaya Gran Corte 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Amalaya.
Origem: Alto Valle Calchaquí, Salta, Argentina.
Visual: Cor violácea profunda.
Olfato: Concentrado, com notas florais, de ameixa madura, canela, especiarias e café.
Paladar: Carnudo, tem taninos vigorosos e de boa qualidade. Transmite no sabor as mesmas características sentidas no nariz. Boa persistência. Apesar de um vinho potente, mostra na boca um bom frescor.
Outras considerações: Elaborado com 85% de Malbec e pequenas porções de Cabernet Franc e Tannat, o vinho maturou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano (30% novas). As videiras estão plantadas entre 1.700 e 2.300 metros de altitude e obedecem ao método de cultivo biodinâmico, sem o uso de defensivos agrícolas e observando os ciclos da natureza. Sua graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 87 (Importadora Decanter).

Feira de vinhos nacionais no Recife


A Casa dos Frios vai realizar, na próxima quarta-feira (15/04), uma feira de vinhos nacionais. O evento a acontecerá na loja do bairro das Graças e reunirá cinco produtores brasileiros: Casa Valduga, Rio Sol, Chandon, Miolo e Don Guerino. Haverá degustação de 40 rótulos dessas vinícolas.

As inscrições estão abertas aos interessados e podem ser feitas nas lojas da Casa dos Frios (Graças e Boa Viagem), além do Wine Bar no Shopping RioMar. O investimento é de R$ 80, dos quais R$ 40 são revertidos para compra de vinhos, que estarão com descontos especiais durante a ocasião.

A Feira integra o Festival Sou Brasileiro, Sou do Mundo, e contará ainda com workshop com o chef César Santos.

Casa dos Frios
Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife. Fone: (81) 2125-0000.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Santa Rita 120 Chardonnay 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Santa Rita.
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com traços esverdeados.
Olfato: Envolve notas de frutas tropicais, como abacaxi e maracujá, além de frutas brancas, como pera, e ainda um leve toque mineral.
Paladar: Boa acidez, com discreta doçura e médio corpo. Fácil de beber e bastante equilibrado. O sabor repete as sensações do nariz.
Outras considerações: Um Chardonnay agradável, com preço justo. Acompanha bem pratos leves, frutos do mar e pescados em geral. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Boa compra
Faixa de preço: R$ 32,90 (Supermercados Pão de Açúcar) 

A mágica da colheita

Durante o processo de elaboração de um vinho, uma das decisões mais importantes para o enólogo é o momento da colheita das uvas. Também conhecida como vindima, o processo depende da variedade da uva, do clima do local e do grau de maturação dos frutos.


O primeiro passo é medir o teor de açúcar dos frutos. Depois de estabelecer o grau alcoólico que terá o seu vinho (é necessário que haja 17 gramas de açúcar para se obter cada grau alcoólico no vinho), o enólogo vai prever a melhor data para a colheita. Até aí, ele fará um monitoramento constante para acompanhar a evolução dos açúcares e dos ácidos das uvas.

>> Uvas ricas em ácidos são ideais para os vinhos brancos frescos e aromáticos.

>> Uvas ricas em açúcar e matéria corante são necessárias para a elaboração de um bom tinto.

>> Os vinhos licorosos precisam de uvas super maturadas, com bastante concentração de açúcar.

A colheita pode ser realizada de duas formas: manual ou mecânica. Em terrenos muito acidentados, é feita de forma manual. Este tipo de colheita também é empregada na produção dos vinhos melhores, pois assim pode se fazer uma seleção mais criteriosa dos cachos. As máquinas colheitadeiras têm a vantagem de serem rápidas. São também um meio mais barato. Porém, podem machucar as videiras. Além disso, não permitem a seleção dos cachos e trazem folhas junto aos frutos.


Geralmente, a colheita é feita em horário com temperaturas mais amenas, evitando a possibilidade de oxidação dos bagos. Os produtores também têm que observar o acondicionamento e o transporte das uvas até a vinícola. Se rompidas, as uvas podem iniciar o processo de fermentação de forma natural, além de poderem oxidar.

Normalmente o transporte é feito em caixas plásticas não muito grandes, para que não haja muito volume de uvas em um só recipiente. Essas caixas também permitem uma boa higienização. Quanto mais rápido o transporte dos frutos para a cantina, melhor. Alguns produtores aplicam anidrido sulfuroso para impedir o ataque de bactérias e o princípio da fermentação.


Portanto, colher as uvas no tempo certo e da maneira correta é um dos truques desta grande mágica que é a elaboração de um bom vinho.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Hoje eu escrevo vinhos e bebo informações


Ontem, 07/04, foi o dia do jornalista. A data me motivou a refletir sobre o rumo que tomei em minha carreira. Sim, sou jornalista de profissão, mas em um certo ponto do caminho o vinho entrou na minha vida e também virou um ofício. As duas coisas se entrelaçaram a partir do momento em que resolvi começar a escrever despretensiosamente sobre uma bebida que eu já apreciava.

Não poderia ter escolhido um nome melhor para o blog que acabara de inventar. Nem pensei muito. Esse nome unia justamente duas paixões (escrever + vinhos) numa só palavra: Escrivinhos. Isso mesmo, escrito assim, de uma maneira informal e até mesmo caipira, não negando as minhas origens nordestinas.

O Escrivinhos era uma coisa minha para mim mesma. Era fevereiro de 2008. A ideia era anotar sobre os vinhos que eu tomava e gostava: um passatempo, uma maneira de lembrar daquele rótulo especial e até mesmo de registrar os bons momentos com os amigos. Mas foi aí que a coisa mudou de figura. A internet é um mundo. E esse mundo está cheio de pessoas ávidas por informações. E os meus “escrivinhos” já não eram mais só para mim. A partir daí, a veia jornalística falou mais alto e eu resolvi que tinha, a todo custo, melhorar aquele conteúdo para não passar informações equivocadas aos meus visitantes.

Foi aí que resolvi ser sommelière. Me formei, continuei estudando e provando cada vez mais rótulos. Hoje, a brincadeira virou trabalho. Nada de editoria de polícia, nada de notícias de tecnologia e ciência, nada de diários oficiais. Cada vinho é uma obrigação, por mais prazerosa que seja. Jantares e almoços com sequencias de pratos e harmonizações já não me “enchem” mais a vista. O que importa é se o produto é bom e, principalmente, se tem o preço justo. Hoje eu escrevo vinho e bebo informações.

Portugueses criam vinho em copo para ser consumido em qualquer lugar


Que tal tomar vinho na praia, em um piquenique ou num show ao ar livre sem precisar de saca-rolhas, taças e ainda transportar garrafas? Pensando nessa comodidade, os portugueses José Maria Alves, Pedro Ramalho e Carlos Leitão criaram o Split Wine, um vinho comercializado em um copo reciclável, com conteúdo de 187ml. 

A bebida é elaborada em Portugal, nas regiões de Lisboa, Douro e Península de Setúbal e está disponível nas seguintes versões:

CABERNET SAUVIGNON – Produzido na Península de Setúbal pela Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, pelo enólogo Jaime Quendera, com uvas Cabernet Sauvignon.

CHARDONNAY – Feito com uvas Chardonnay, na região de Lisboa, pelo enólogo Álvaro vanZeller.

ROSÉ – Elaborado na região de Lisboa com as uvas Touriga Nacional Aragonês e Castelão, , pelo enólogo Álvaro vanZeller.

BRANCO BLEND – Elaborado na Península de Setúbal pela Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, pelo enólogo Jaime Quendera, com uvas Fernão Pires, Arinto e Moscatel.

TINTO DO DOURO – Feito no Douro pelo enólogo Álvaro vanZeller com uvas Touriga Nacional.


Em relação à conservação e qualidade do produto, o empresário Carlos Leitão explica que o maior segredo desta tecnologia é que ela permite que o recipiente seja enchido numa atmosfera inerte, garantindo baixos níveis de oxigênio no copo. “Possibilitando, dessa forma, que o vinho se conserve em boas condições por um período considerável de tempo”, observa ele.

O Split Wine vem sendo comercializado desde o ano passado e já conquistou os mercados dos Estados Unidos, China, Países Nórdicos, Polônia e Países Bálticos. Em apenas três meses, a empresa faturou 25 mil euros. Por enquanto, ainda não está à venda no Brasil.

Saiba mais: www.splitwine.com.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Porto Fonseca completa 200 anos e prepara lançamentos

Está registrada nos livros do Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no dia 8 de Abril de 1815, uma compra de 32 pipas de Vinho do Porto feita por João dos Santos Fonseca. Esta é a primeira evidência da atividade comercial da empresa de Vinhos do Porto Fonseca, que hoje pertence ao grupo The Fladgate Parnership, também detentor da marca Taylor´s.


Em todos estes anos de história, a empresa passou pelas mãos de quatro famílias. Os Fonseca, os Monteiro, os Guimaraens e a família Yeatman.

James Suckling, no seu livro de referência sobre vinhos do Porto Vintage, escreve o seguinte: "Os Portos Vintage da Fonseca são talvez os mais consistentemente excepcionais de todos. Não só apresentam uma corpulência notável e uma riqueza poderosa enquanto jovens, mas também mantêm essa juventude durante décadas."

Em entrevista à Agência, Lusa, o presidente do grupo, Adrian Bridge, afirmou que já havia ouvido falar da Fonseca muito antes de entrar no negócio do vinho do Porto. Para ele, os vinhos Taylor's e os Fonseca têm perfis diferentes e um estilo próprio. Os primeiros "são mais fechados", enquanto que os segundo têm um estilo "muito mais aberto, frutado". Bridge compara-os a duas conhecidas marcas de carros de luxo inglesas: "Um é o Rolls-Royce (Taylor's) e o outro é o Bentley", dizendo que os Fonseca são para "conhecedores".

Pioneira na viticultura biológica e sustentável no vale do Douro, a Fonseca mantém uma estreita ligação à vinha e possui três quintas da região, incluindo a emblemática Quinta do Panascal.

Para celebrar o Bicentenário, um vasto programa de provas e comemorações foi organizado em vários mercados espalhados pelo mundo. Esta ocasião será também palco de dois lançamentos especiais:

CRUSTED - O Fonseca Crusted, numa edição limitada especial do Bicentenário. Engarrafado em 2008, apresenta atrativas notas de envelhecimento em garrafa e é um vinho para celebrar os 200 anos da Fonseca.

WATERLOO - O ano de 2015 ano marca também o 200° aniversário da Batalha de Waterloo. A derrota das tropas Napoleônicas no dia 18 de Junho de 1815, dez semanas depois de a Fonseca ter iniciado a sua atividade comercial, pôs fim a 26 anos de conflito entre a França e a quase totalidade das nações européias. Foi um triunfo para o Duque de Wellington, que liderou as forças Anglo-Alemães, fato que será amplamente comemorado na Inglaterra durante os próximo meses.

Wellington passou grande parte da sua carreira liderando tropas aliadas de portugueses e ingleses contra as forças Napoleônicas, durante as campanhas peninsulares. Em homenagem ao Duque, a Fonseca criou uma edição especial, a Waterloo Edition, que estará disponível brevemente.

Chandon Week aporta no Recife e em cidades do interior


Até o próximo dia 19, alguns restaurantes do Recife e das cidades de Caruaru e Gravatá vão receber o projeto Chandon Week. Trata-se de uma ação para divulgar os espumantes da marca, com a venda da bebida em taça pelo valor de R$ 18.

No projeto, estão sendo comercializadas as quatro versões do espumante: Chandon Réserve Brut, Chandon Brut Rosé, Chandon Passion e Chandon Riche Demi-sec.

No Recife, os restaurantes participantes são: Barchef Mercado Gourmet, Chicama Cozinha Peruana, DownTown Pier e Nikko. Em Caruaru, o Fulano de Tal Comes e Bebes. Já em Gravatá, a casa que aderiu à ação foi o Bistrot La Fondue.

Neste mesmo período, o Chandon Week também acontece nas cidades nordestinas de Aracaju (SE), Maceió (AL), Arraial D’ Ajuda (BA), Porto Seguro (BA), Mata de São João (BA), Praia do Forte (BA) e Salvador (BA).

Os outros estados do Nordeste poderão viver essa experiência entre os dias 14 e 27 de setembro.

Confira os endereços dos restaurantes da Chandon Week no link: www.chandonweek.com.br

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Casa Rivas Merlot 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Casa Rivas.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante não muito profunda.
Olfato: Bem “temperado”, envolve notas frutadas e de especiarias. Aparecem morango, alcaçuz, goiaba, café, canela, baunilha e noz moscada.
Paladar: Leve, fresco e equilibrado, com final de média intensidade. O sabor traz de volta as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado com 85% de uvas Merlot e 15% de Carmenère, este tinto maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho francês durante cinco meses. Tem 14% de álcool. A vinícola Casa Rivas faz parte do grupo VSPT (Viña San Pedro Tarapacá).

Classificação: Bom/Muito Bom
Faixa de preço: R$ 40 (tem em versão 375ml, custando cerca de R$ 22)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Páscoa e vinhos: confira dicas de harmonização para os pratos da época

Todo ano alguém sempre me pede dicas de vinhos para consumir com as comidas da Semana Santa. Além do tradicional bacalhau e dos pescados, a mesa desta época também conta muita fartura, terminando fatalmente nos chocolates. E tem vinho para harmonizar com tudo! Confira as dicas:


ENTRADAS E SALADAS

Para aperitivo ou acompanhando as entradas e os pratos mais leves, a pedida são os brancos mais frescos, vinhos verdes (do tipo branco), rosés e espumantes. Sauvignon Blanc, Alvarinho, Riesling e Chenin Blanc são boas opções de vinhos brancos varietais para este tipo de comida.

BACALHAU

Pode se optar por brancos ou tintos. Os brancos, de preferência, devem ser mais encorpados e com boa acidez, como um branco alentejano. Se preferir um tinto, escolha um mais leve, como um Merlot, Pinot Noir ou Carmenère. Alguns preferem acompanhar bacalhau com Vinho Verde. Porém, por ser mais leve, esse tipo de vinho fica mais interessante com uma salada de camarão ou com ostras gratinadas, por exemplo. 

Já o bolinho de bacalhau pode ser perfeitamente acompanhado com espumantes do tipo brut (seco). 

Em resumo, os brancos acompanham bem bacalhau com molhos mais amenos, como o ao molho de natas. Os tintos vão bem com as receitas mais fortes, como o Lagareiro, Zé do Pipo ou Gomes de Sá.

PEIXES

Brancos e rosés normalmente são aconselhados para acompanhar os pescados em geral. Para aqueles mais “pesados”, como o salmão, um bom Champagne ou espumante brut também pode ser consumido, pois a acidez da bebida se contrapõe à gordura do peixe.

FRUTOS DO MAR

Camarões, lagostas, mariscos e afins pedem vinhos com boa acidez e que sejam leves. Brancos, rosés e espumantes normalmente vão bem com estes tipos de pratos.

LOMBO DE PORCO

Esta é uma das carnes que aparecem na mesa da Páscoa. Por ter um sabor suave, vai bem com brancos encorpados, como um bom Chardonnay, ou tintos leves, tipo Cotes-du-Rhône, Merlot, Pinot Noir, Chianti e Beaujolais.

CORDEIRO

Outra carne consumida no almoço da Páscoa, o cordeiro harmoniza com vinhos tintos mais potentes. Uma das minhas combinações preferidas é com a uva Syrah. Mas o prato também vai harmonizar bem com os vinhos de Bordeaux, Rioja ou um Cabernet Sauvignon do Novo Mundo.

CHOCOLATE



Os fortificados, como os vinhos do porto, fazem uma bela combinação com os ovos de chocolate. Para mim, os do tipo Tawny são os que combinam melhor com esta guloseima.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ropiteau Frères Coteaux Bourguignons Chardonnay 2012 (#CBE)

Abril chegou e com ele mais um vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês, o tema foi sugerido pelo confrade Silvestre Tavares (Blog Vivendo a Vida), que fez a excelente pedida: “um branco da Borgonha de até R$ 150”. O meu escolhido foi o seguinte:


Tipo: Branco.
Produtor: Ropiteau Frères.
Origem: Borgonha, França.
Visual: Coloração amarelo dourado.
Olfato: Frutas brancas, como melão e pera, além de leves notas cítricas e de mel.
Paladar: Fresco e elegante, com boa acidez e um toque mineral. O sabor repete as sensações do nariz aparecendo também notas de baunilha.
Outras considerações: Elaborado com uvas Chardonnay, o vinho maturou por um breve período em barricas de carvalho. Tem 12,5% de álcool. Para quem quer iniciar no mundo dos vinhos da Borgonha, este é um rótulo com um preço mais acessível, porém de boa qualidade.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 66 (www.wine.com.br)

terça-feira, 31 de março de 2015

Nosotros de Susana Balbo é muito mais do que um Malbec


Muitos dos brasileiros que apreciam vinhos conhecem ou já devem ter ouvido falar do Nosotros, um Malbec Premium elaborado pela enóloga Susana Balbo, da bodega argentina Dominio del Plata. Agora o que a maioria não sabe é que esta linha possui duas edições especiais que não são comercializadas aqui no país. Os vinhos, chamados Nosotros Francis e Nosotros Sofita, são cortes da uva Malbec com outras variedades e foram feitos em homenagem a duas pessoas queridas da enóloga.

Além do belíssimo Nosotros Malbec, tive a oportunidade de provar os outros dois vinhos da linha na semana passada, durante encontro com Susana Balbo no Recife, promovido pela importadora Cantu. A enóloga explicou que o vinho “Francis” é uma homenagem a um ex-sócio, já falecido, que era como um filho para ela. Já o “Sofita” foi feito em memória de uma amiga querida, também falecida. Ambos são vinhos muito elegantes e com bastante potencial de guarda, feitos apenas em safras especiais.

Confira as minhas impressões sobre a coleção Nosotros:

Nosotros Malbec 2009


Elaborado com uvas Malbec colhidas manualmente em Alto Agrelo (Luján de Cuyo), Mendoza, é um vinho com passagem de 18 meses em carvalho francês de primeiro uso. Apresenta uma bonita cor violeta de média profundidade e lágrimas intensas na taça. O aroma é exuberante, com notas florais, de frutas vermelhas e café. Na boca mostra bastante potência e concentração, porém seus taninos são aveludados. O sabor reflete as impressões do olfato e o final é bastante prolongado. Além da maturação em barrica, a bebida descansou de dois a três anos em garrafa, numa temperatura de 13 a 15°C. Segundo Susana, este vinho tem potencial de 30 anos de guarda. A graduação alcoólica é de 14,5%

Classificação: Excelente
Preço: R$ 577*

Nosotros Sofita 2010


Esta edição limitada do Nosotros foi elaborada com uvas Malbec (70%), Cabernet Franc (25%) e Cabernet Sauvignon (5%) de Agrelo, também com estágio de 18 meses em carvalho francês de primeiro uso. Sua cor é violácea de média intensidade e o fino aroma lembra morangos, baunilha, chocolate e especiarias. Muito elegante no paladar, com seus taninos macios e sabor prolongado, onde aparecem as mesmas sensações do nariz. É um vinho redondo, também com potencial de envelhecimento. Tem 14,8% de álcool.

Classificação: Excelente.

Nosotros Francis 2011


Além das três uvas usadas no Nosotros Sofita, este outro vinho de edição limitada também tem a uva Tannat em sua composição, com maturação semelhante aos outros dois vinhos da linha. Sua cor é rubi profunda com traços violáceos. Mostra um aroma muito agradável e envolvente, que traz notas de ameixa, cereja, chocolate, baunilha e pimenta do reino. Um vinho de paladar estruturado, persistente e elegante. Potente, porém muito saboroso. Para mim, o melhor da "família" Nosotros. Graduação alcoólica de 14,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.

*Os vinhos Dominio del Plata são importados pela Cantu. No Recife, showroom na Ceasa (81) 3252-1965.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Susana Balbo: “me dei conta que era uma rebelde”


Ela queria estudar física nuclear, mas por oposição dos seus pais desistiu da área e decidiu entrar no ramo da enologia. Foi a primeira mulher enóloga da Argentina e hoje é uma das personalidades mais influentes do mundo do vinho. Susana Balbo se define como uma mulher rebelde, mas no fundo é uma perfeccionista. À frente da vinícola Dominio del Plata, localizada em Mendoza, é uma das principais exportadoras de vinhos da Argentina, com 250 mil caixas do produto distribuídas por ano para os mais diversos recantos do planeta.

Apesar de ser amante das uvas Cabernet Sauvignon e Torrontés, tem a uva Malbec como a principal matéria-prima dos seus vinhos. E faz excelentes rótulos com esta uva, tanto nos varietais quanto em cortes. Tive a oportunidade de estar na semana passada com Susana Balbo em dois momentos: durante um jantar para sommeliers, chefs e donos de restaurantes e ainda durante um almoço com formadores de opinião. Os encontros aconteceram no Recife, promovidos pela importadora Cantu.

Em ambas as ocasiões, pude experimentar alguns de seus vinhos. Alguns já conhecidos e outros que para mim foram grandes descobertas. Vou falar melhor sobre eles por aqui em outros posts, mas logo de cara confesso que fiquei muito bem impressionada com os seguintes rótulos:

- Susana Balbo Signature Barrel Fermented Torrontés 2014
- Susana Balbo Brioso 2011
- Nosotros 2009
- Além das duas edições especiais do Nosotros: o Sofita 2010 e o Francis 2011, que não estão à venda no Brasil.

Susana ainda levou para um dos encontros um rótulo produzido pelo seu filho, José, que também seguiu o caminho da enologia. O vinho chama-se Vaglio Aggie Malbec e ainda não é vendido no Brasil. Pelo visto, José herdou o talento da mãe. Este vinho, para mim, está no nível do BenMarco Malbec, um dos mais conhecidos e apreciados vinhos de Susana Balbo.


BODEGA - Depois de prestar consultoria por mais de 30 anos no setor, para empresas como Michel Torino e Catena Zapata, ela decidiu ter o seu próprio negócio, dando início, em 1999, à construção de sua bodega, no coração de Luján de Cuyo. Começou com bastante dificuldade, em instalações muito simples, e conseguiu, aos poucos, erguer uma vinícola que hoje é referência naquele país.

Em 2009, a Dominio del Plata recebeu o certificado de ISO 22000 e atualmente está fundamentada em três compromissos: com a natureza - através de práticas sustentáveis, com os consumidores - por meio de normas de qualidade internacionais e com a comunidade local - promovendo ações de responsabilidade social. Além de José, Susana também conta com a ajuda de sua filha Ana Lovaglio, que atua como gerente internacional de marketing da marca.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Os 82 melhores tintos italianos segundo a Wine Spectator

Entre os 100 melhores vinhos italianos eleitos recentemente pela publicação Wine Spectator, 82 são do tipo tinto. Além dos reverenciados Barolos e Brunellos di Montalcino, também figuraram na lista rótulos menos ilustres, como da região do Etna, na Sicília, e do Valle d'Aosta. A maior parte dos eleitos vem da região da Toscana, sendo seguidos pelos vinhos da Toscana.


Confira a lista, que foi publicada pelo The New York Times:
  • Isola dei Nuraghi Barrua 2011 Agricola Punica
  • Barolo Romirasco 2006 Aldo Conterno
  • Amarone della Valpolicella Classico 2006 Allegrini
  • Brunello di Montalcino 2008 Montosoli Altesino
  • Badia a Passignano Riserva Chianti Classico 2008 Antinori
  • Isola dei Nuraghi Turriga 2007 Argiolas
  • Sagrantino di Montefalco 25 Anos 2009 Arnaldo Caprai
  • Cortona Merlot Desiderio 2011 Avignonesi
  • Chianti Classico Brolio Castelo Grande Seleção 2011 Barone Ricasoli
  • Etna Serra della Contessa 2004 Benanti
  • Cor Toscana 2005 Bibi Graetz (TESTAMATTA)
  • Brunello di Montalcino Tenuta Greppo 2007 Biondi Santi
  • Barbera d'Asti Bricco Uccellone 2009 Braida di Giacomo Bologna
  • Farnito Toscana Cabernet Sauvignon 1997 Carpineto
  • Brunello di Montalcino 2007 Cerretalto Casanova de Blacks
  • I Sodi di San Niccolo Tiscana 2010 Castellare di Castellina
  • Chianti Classico Vineyard Casuccia Grande Seleção 2011 Castello di Ama
  • Chianti Classico Riserva 2010 Coltassala Castelo Volpaia
  • Barolo Bricco Boschis Vigna San Giuseppe Riserva 2006 Cavallotto
  • Barolo Bricco Rocche 2006 Ceretto
  • Jema Corvina Veronese 2009 Cesari
  • Brunello di Montalcino Riserva Poggio al Vento 2004 Col d'Orcia
  • Aglianico del Vulture 2007 Caselle D'Angelo
  • Barolo Cannubi 2006 Damilano
  • Tenores Romangia 2010 Dettori
  • Bramble Sangiovese Romagna Superiore Riserva 2010 Drei Dona
  • Montiano Lazio 2007 Falesco
  • As Fortalezas de Barolo Riserva Falletto 2004 Falletto de Bruno Giacosa
  • Fontalloro Berardenga 2011 Farm felsina
  • Terra Trabalho Campania 2012 Fattoria Galardi
  • Taurasi 2009 Feudi di San Gregorio
  • Hedges 2007  Fonterutoli
  • Flaccianello Colli della Toscana Centrale 2001 Fontodi
  • Red Garnet Vineyards das Dolomitas 2010  Foradori
  • Sori San Lorenzo Langhe 2011 Gaja
  • Primitivo di Manduria 2011 Es Gianfranco Up
  • Barolo Monprivato 2004 Giuseppe Mascarello & Son
  • Brunello di Montalcino Riserva Vigna Paganelli 2007 Il Poggione
  • Messorio Toscana 2004 O Macchiole
  • Neto Gravello Val di 2.012 Librandi
  • Tuscany luz 2011  Luz
  • Barolo Cannubi Boschis 2003 Luciano Sandrone
  • Rubesco Vigna Monticchio Torgiano Riserva 2005 Lungarotti
  • Albareda Sforzato di Valtellina 2009 Mamete Prevostini
  • Villa Gemma Montepulciano d'Abruzzo 2000 Masciarelli
  • Amarone della Valpolicella Costasera Classico 2009 Masi
  • Primitivo di Manduria ALTEMURA 2010 Masseria Altemura
  • Salento 2010 Masseria Li Veli
  • Barolo Vigna Rionda Riserva 2000 Ten Years Massolino
  • Taurasi Radici 2009 Mastroberardino
  • Brunello di Montalcino Vigna Loreto 2009 Mastrojanni
  • Nos Teroldego Riserva 2006 Mezzacorona
  • Barolo 2010 Paiagallo Mirafiore
  • Colli di Salerno 2011 Montevetrano
  • 5 estrelas Sfursat Sforzato di Valtellina 2010 Nino Negri
  • O Grande Gorge Chianti Classico 2011 Selection Nozzole
  • Calabria Odoardi GB 2012 Odoardi
  • Barolo Bric del Fiasc 2006 Paolo Scavino
  • Siciliane Contrada G Terre 2012 Passopisciaro
  • Barolo Le Coste 2010 Pecchenino
  • Bòggina Toscana 2011 Petrolo
  • Barolo 2010 Pio Cesare
  • Barolo Rocche dell 'Annunziata 2010 Renato Ratti
  • Vigorello Toscana 2010 San Felice
  • Brunello di Montalcino Poggio Doria 2007 Silvio Nardi
  • Brunello di Montalcino 2006 Siro Pacenti
  • Colle Grimaldesco Montefalco Sagrantino 2009 Tabarrini
  • Rosso del Conte County Sclafani 2010 Tasca d'Almerita
  • Amarone della Valpolicella Classico Capitel Monte Olmi 2004 alemães
  • Le Vigne um abrigo Aglianico del Vulture 2009 Portal Estate
  • Ornellaia Bolgheri Superiore 2005 Ornellaia
  • Lodovico Toscana 2011 Tenuta di Biserno
  • Bolgheri Sassicaia Sassicaia-2011 Tenuta San Guido
  • Oreno Toscana 2010 Tenuta Sette Ponti
  • Bricco Arcagna Rossese Dolceacqua 2010 Terre Bianche
  • Re Manfredi Serpara Aglianico del Vulture 2008 Terre Swabians
  • Amarone della Valpolicella Classico 2007 Tommasi
  • Bocca di Lupo Castel del Monte Aglianico 2004 Tormaresca
  • Cumaro Conero Riserva 2007 Umani Ronchi
  • Brunello di Montalcino Riserva 2005 Madonna del Piano Valdicava
  • A crena Barbera d'Asti Superiore Nizza 2009 Vietti
  • Amarone della Valpolicella Classico 2006 Zenato