segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Abadia Retuerta Selección Especial 2011


Tipo: Tinto
Produtor: Abadia Retuerta.
Origem: Castilla y León (Sardón de Duero), Espanha.
Características: De coloração violeta profunda, o vinho entrega ao nariz um aroma rico em sensações, onde pode se identificar ameixa, alcaçuz, erva-doce, especiarias, cravo, baunilha, floral (flor de laranjeira), café e tabaco. Paladar de médio corpo, com ótimo equilíbrio entre acidez e taninos. Saboroso, deixa a suas impressões na boca durante um longo tempo, mesclando as mesmas notas sentidas no nariz, junto com um toque de chocolate. Tem 15% de álcool, porém essa alta graduação não interfere na qualidade do vinho. Elaborado com as variedades (75%) Tempranillo, (15%) Cabernet Sauvignon e (10%) Syrah, maturou 19 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado nos EUA por 23 dólares. No Brasil, custa cerca de R$ 220 (importado pela Península Vinhos).

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quinta Maria Izabel diversifica seu portfólio

Há um ano, escrevi aqui no blog sobre os vinhos da Quinta Maria Izabel, frutos do moderno e inovador projeto implantado pelo empresário João Carlos Paes Mendonça na região do Douro, Portugal, com a consultoria do enólogo Dirk Niepoort (relembre). Hoje, volto para falar sobre os novos rótulos que vieram para incrementar portfólio da marca.


Além do Quinta Maria Izabel e do Porto Vintage, agora o consumidor pode encontrar a linha Maria Izabel e a M.I. A filosofia é de vinhos encorpados, com bons taninos e muito caráter. Todas as uvas utilizadas são provenientes dos vinhedos da propriedade.

De acordo com o importador João Ferreira, da Ridouro, ainda este ano devem ser lançados os vinhos de entrada de gama da Quinta.

Esta semana, fiz uma prova dos novos rótulos. Numa rápida avaliação, posso afirmar que os brancos exprimem frescor e elegância; o rosé leveza e vivacidade, e os tintos jovialidade e potencial de guarda.

A seguir, mais detalhes sobre as novidades:

M.I. Branco 2014


Elaborado com as castas Rabigato, Códega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho e Bical, entre outras, parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês durante 12 meses com leveduras nativas. Na taça apresenta cor amarelo palha esverdeado, com aroma delicado, trazendo leve toque cítrico, além de notas minerais e de goiaba branca. Na boca, exibe médio corpo e bom frescor. O sabor repete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Branco 2015


Assim como o M.I., parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês, durante cinco meses. As uvas, vinificadas na própria adega, são das variedades Cerceal, Viosinho, Rabigato, Códega do Larinho, Arinto e Verdelho. Trata-se de um vinho de cor amarelo palha com leves traços esverdeados. O aroma exibe discretas notas cítricas, de aspargos e goiaba branca, junto com um leve defumado. Paladar elegante, de médio corpo, com boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 99

Maria Izabel Rosé 2015


Um rosé elaborado a partir das variedades Tinta Roriz e Tinta Francisca, que possui coloração salmão bem clara e aromas que remetem a notas florais e frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa. O sabor traz de volta as características do olfato, com acidez presente e notas frutadas que dão um certo adocicado ao paladar. Final de média persistência.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 89

M.I. Tinto 2014


Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Amarela, entre outras, fazem parte deste corte, que maturou parcialmente em barricas usadas de carvalho francês durante 12 meses. De cor violeta de média profundidade, o vinho traz no olfato toques florais, de caramelo, frutas vermelhas e negras em compota, amora, canela e noz moscada. Mostra-se ainda jovem no paladar, com taninos marcantes. Ressalta as frutas sentidas no nariz e as especiarias. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Tinto 2014


Suas uvas, das variedades Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca, são provenientes de vinhas com diferentes altitudes e exposições. O corte maturou cerca de seis meses em barricas de carvalho francês, a fim de proporcionar um caráter mais fresco e complexo. Na taça, mostrou coloração violácea de média profundidade. Os aromas são envolventes, com notas de cassis, ameixa madura, café e um leve tostado. Na boca, embora ainda bastante jovem, já mostra um certo equilíbrio entre taninos e acidez. Tem bom potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 99

Mais informações:

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Alta Vista implanta tanques de fermentação inspirados nas teorias de Galileu Galilei


Se você visitou recentemente vinícolas argentinas deve ter percebido a presença, em muitas delas, de tanques de concreto para fermentação de vinhos. Hoje em dia, muitos enólogos estão certos que esse material é ideal para manter intactas no vinho as características do terroir. A Bodega Alta Vista, localizada em Mendoza, resolveu ir mais além e implantou uma nova versão desses recipientes, baseada em antigas teorias: o tanque Galileo, de forma esférica e feito em concreto.

Você deve então estar se perguntando o que raios são esses tanques. Quem explica é Matthieu Grassin, diretor de vinificação Bodega Alta Vista: “Cada tanque tem capacidade para 2.300 litros. Sua forma permite uma temperatura homogênea dentro do toda a superfície, facilitando o controle eficiente da fermentação", diz ele. Além disso, os tanques Galileo oferecem uma melhor relação de superfície de contato entre sólido e líquido. “Quando os sólidos sobem, voltam a afundar graças ao formato da pileta (tanque)”.

O principal benefício que a técnica traz ao produto final é a obtenção de vinhos mais equilibrados e macios. “Na maceração pós-fermentativa, podemos conseguir uma extração de taninos mais constante e igualitária, graças à possibilidade de controlar mais a temperatura e obter vinhos mais redondos”, explica Grassin. Este método será utilizado na vinificação do Alta Vista Single Vineyard, na colheita 2016.

O nome das cubas presta homenagem a Galileu Galilei, um dos primeiros estudiosos a teorizar sobre o heliocentrismo (movimento da Terra em torno do Sol) e sobre o formato esférico da Terra

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dadá Art Wine 1 - 2014





Tipo: Tinto
Produtor: Finca Las Moras.
Origem: San Juan, Argentina.
Características: Este vinho faz parte de uma linha inspirada no Dadaísmo, movimento artístico que quis fugir dos padrões e questionar os dogmas do mundo da arte. A proposta da vinícola foi elaborar vinhos com aromas e sabores claros e determinados. Ou seja, cada rótulo possui um número que indica o estilo do vinho. O número 1, por exemplo, é marcado pela baunilha. No número 2 predominam as notas tostadas e o número 3 exprime frutas em compota e especiarias.

A bebida em questão apresentou na taça uma coloração rubi de média profundidade. O aroma realmente é marcado pela baunilha, mas também traz notas de alcaçuz, frutas vermelhas maduras canela e pimenta do reino. Na boca exibe médio corpo e bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor repete as sensações do nariz. Elaborado com as variedades Malbec e Bonarda, o vinho estagiou em barricas de carvalho americano de média tosta e tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 60 (comprado na Evino)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Papa Francisco utilizará vinho argentino em suas celebrações


O Arcebispo de Buenos Aires e cardeal primaz da Argentina, Dom Mario Aurelio Poli, apresentou no último domingo (07), durante a celebração da missa de São Caetano, realizada na Catedral Metropolitana, um vinho especialmente elaborado para o Papa Francisco. 

Batizado de “Todos”, o vinho é e certificado pelo Arcebispado de Mendoza como apto para a celebração de missas. Foram produzidos 450 litros do produto, elaborado com a variedade branca Torrontés Riojano proveniente de plantações de pequenos produtores das regiões de Salta, Catamarca, La Rioja, San Juan, Mendoza e Río Negro.



“Estes viticultores participam dos Centros de Desenvolvimento Vitícola, um programa de integração e transferência tecnológica no âmbito do Plano Estratégico do setor, coordenado pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária e da Corporação Vitivinícola (INTA)", explica o diretor do Centro Regional Mendoza-San Juan INTA, José Gudiño.

As uvas foram vinificadas na planta piloto da Estação Experimental Agropecuária de Mendoza, no Departamento Luján de Cuyo e será enviado ao Vaticano. Está previsto que o Papa Francisco celebre com o vinho “Todos” a missa de santificação do beato argentino José Gabriel Brochero, no próximo mês de outubro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Que tal um picolé light de espumante?


:: Novidade será lançada no Recife, em setembro ::

As empresárias Patrícia Teixeira e Marília Mota, da Ôchamps, estão lançando em breve no mercado uma linha de picolés de frutas feitos com espumante brut. A novidade é que os produtos, batizados de Ôchampslé, não têm adição de açúcar e gordura, possuem baixo teor de sódio e são livres de glúten e lactose, além de apresentar poucas calorias.

Inicialmente, os produtos serão comercializados nos sabores limão siciliano e coco. A fabricação dos produtos ficará por conta da Della Fruta, empresa que preza pela produção artesanal, sem utilizar aromas artificiais, conservantes, nem gorduras trans. Já o espumante utilizado é o branco brut da RioSol, vinícola de origem portuguesa instalada no Vale do São Francisco, em Pernambuco.

Fiz uma prova em primeira mão dos dois sabores do Ôchampslé. O primeiro, de limão siciliano, é do tipo “sorbet”, mais leve e refrescante. Já o de coco é cremoso e mais encorpado. Ambos possuem textura semelhante aos produtos sem a adição do espumante. 

A novidade deve chegar às lojas, restaurantes e eventos em setembro. 

Acredito que muitos adultos vão correr como criança atrás de um picolé. Porém, a recomendação é a mesma para qualquer produto com álcool: apreciar moderadamente e não misturar com direção.

Contato Ôchamps: (81) 98421.7585.
Instagram: @ochamps.oficial

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Guatambu Brut Rosé (#CBE)

Agosto chegou e com ele mais um comentário para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês, a sugestão veio do confrade carioca Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos. A sua pedida foi a seguinte: "Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço".

Excelente pedida e uma boa oportunidade para comentar sobre um espumante que eu já tinha provado há algum tempo, mas ainda não havia comentado sobre ele por aqui. Então a hora é essa!


Tipo: Espumante.
Produtor: Guatambu.
Origem: Dom Pedrito (Campanha Gaúcha), Brasil.
Características: Este é o primeiro espumante brasileiro produzido com o corte das uvas Gewürztraminer e Pinot Noir. É elaborado pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa, onde ficou 12 meses em contato com suas leveduras. Tem uma coloração clara, tipo casca de cebola, e uma boa concentração de gás carbônico, exibindo borbulhas finas e duradouras, além de uma bonita coroa de espuma. No olfato traz agradáveis aromas florais, de frutas vermelhas silvestres e um leve toque mineral. Na boca mostra-se leve, delicado, com boa cremosidade e frescor. O sabor confirma as impressões do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Média de preço: R$ 60 [vinhosevinhos.com]

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Morre Denis Dubourdieu - o “Papa dos Vinhos Brancos”

Considerado um dos melhores enólogos de seu tempo, Denis Dubourdieu foi derrotado ontem (27) por um câncer, aos 66 anos de idade. Seu conhecimento e investigação no campo dos vinhos brancos franceses o levaram a um patamar diferenciado. Foi professor de enologia na Universidade de Bordeaux, publicou centenas de artigos científicos e ainda fundador, em 2009, do Institut des Sciences de la Vigne et du Vin, um centro de pesquisa referência no mundo dos vinhos.


Junto com sua mulher, Florence, e seus filhos, Fabrice e Jean- Jacques, o mestre Dubourdieu administrava as propriedades da família em Bordeaux (Château Reynon, Doisy-Däene e Clos Floridène), além de assessorar vinícolas nada menos como Château d’Yquem, Cheval Blanc e Margaux (Pavillon Blanc).

Segundo a revista britânica Decanter, que o concedeu, este ano, o título de “Homem do Ano” – uma das maiores honrarias do mundo do vinho, Dubourdieu era um dos enólogos e pesquisadores mais respeitados de sua geração. Considerado um dos maiores especialistas em vinificação e envelhecimento de vinhos brancos, seus estudos estavam focados principalmente em leveduras, aromas, oxidação precoce e a “podridão nobre”.  Era descrito como um homem simples, apesar de tanto conhecimento. Sua missão era tornar os vinhos mais prazerosos de se tomar, principalmente ao levá-los ao nariz.

Que o seu legado seja mantido e respeitado.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vinhos de um dos maiores importadores do Reino Unido agora no Brasil

A Berkmann Wine Cellars, um dos maiores importadores de vinhos do Reino Unido, está iniciando as atividades no Brasil. Fundada em 1964, a empresa recebeu, nos últimos quatro anos, o prêmio "Great Value Wine Merchant of the Year", que é concedido pelos profissionais do mercado inglês à companhia que comercializa os produtos de melhor relação qualidade/preço. Conheci alguns vinhos da importadora durante uma degustação promovida há alguns dias pelo Empório 4 Elementos, que acaba de fechar distribuição exclusiva da Berkmann no Recife.


Antes de falar sobre os vinhos provados, é interessante frisar que a importadora comercializa cerca de três mil rótulos de 20 países diferentes no Reino Unido. Aqui no Brasil, a marca está trabalhando com um portfólio de mais de 60 vinhos, todos inéditos no nosso mercado, de países como Espanha, França, Itália, Eslovênia, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Austrália.


Dessa carta, o Empório 4 Elementos selecionou cerca de 20 rótulos para trabalhar inicialmente. Confira a seguir as minhas impressões sobre as amostras que mais se destacaram na degustação (os preços indicados são para consumidor final):

Nina Garganega Pinot Grigio 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Nina.
Origem: Vêneto, Itália.
Características: Elaborado na região italiana do Vêneto com as uvas Garganega (60%) e Pinot Grigio (40%), este branco é uma opção refrescante, podendo ser degustado, inclusive, sem o acompanhamento de alimentos. Seu aroma traz notas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, suas principais características são a leveza e o frescor. O sabor traz um leve toque floral.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

Viña Vasta Verdejo/Viura 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Isidro Milagro.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: De cor amarelo palha com traços esverdeados, este vinho exibe mais estrutura que a amostra anterior. Elaborado com as variedades Verdejo e Viura, possui caráter cítrico que se integra a notas de aspargos, tanto no sabor quanto no aroma. De corpo médio, tem boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vent du Sud Grenache Blanc/Viognier 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Elaborado com 80% de Grenache Blanc e 20% de Viognier, tem coloração amarelo palha com tons esverdeados. Exala notas florais e de frutas brancas, como melão. Sabor levemente adocicado, porém com acidez presente. Corpo leve.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.

Niel Joubert Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Este branco tem em sua composição 100% de uvas Sauvignon Blanc provenientes de vinhas com até 25 anos de idade. Tem cor amarelo palha brilhante. Já o aroma envolve características de maçã verde e carambola, junto com um toque floral. No paladar mostra bom frescor e persistência de média prolongada.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 78.

Villa Rossi Sangiovese Rubicone 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Rossi.
Origem: Emilia-Romagna, Itália.
Características: Feito 100% com a variedade Sangiovese, é um tinto de cor rubi brilhante e pouco profunda. No agradável aroma predominas frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de um toque de canela. No paladar, mostra-se um vinho fácil de beber, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Junto com as mesmas sensações do nariz, o sabor ainda traz notas de café. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 68.

Vent du Sud Syrah/Grenache 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Na sua composição entram as uvas Syrah (50%) e Grenache (50%). Não houve estágio em carvalho. Sua cor é rubi pouco profunda e no olfato aparecem notas de morango em compota e especiarias. É um vinho de paladar encorpado, mas com bom equilíbrio. O sabor confirma as impressões do nariz.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.


Viña Vasta Tempranillo/Merlot/Syrah 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Vasta.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: Coloração rubi pouco profunda com bordas granada. O aroma exprime uma boa complexidade, com traços de goiaba madura, especiarias, frutas vermelhas silvestres e mentol. O paladar é de médio corpo, seco e de bom equilíbrio. Além das sensações do nariz, seu sabor também envolve notas de café. É elaborado com as uvas Tempranillo, Merlot e Syrah.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vignamato Rosso Piceno Marche DOP 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Marche, Itália.
Características: Cor rubi de média profundidade. Aroma elegante que traz notas de alcaçuz, frutas maduras, especiarias e tabaco. Paladar saboroso e equilibrado, de médio corpo e final prolongado. Feito com 80% de uvas Montepulciano e 20% de Sangiovese, o vinho passou por afinamento de seis meses em garrafa.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 111.

Itynera Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Abruzzo, Itália.
Características: Produzido 100% com uvas Montepulciano, é um tinto de coloração rubi com média profundidade. Notas florais, de frutas maduras, especiarias e café aparecem no aroma. Seu paladar, de médio corpo, é marcado pelas mesmas características do nariz. Final com persistência de média a prolongada. Sua maturação aconteceu em barris de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 145.


Visconti della Roca Primitivo 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Visconti della Roca.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Sua composição é de 100% de uvas Primitivo. Tem cor granada pouco profunda. O aroma exprime ameixa madura, café, especiarias e café. Possui corpo médio, taninos macios e retrogosto de médio a prolongado. Este vinho estagiou parcialmente em barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 86.

Niel Joubert Merlot 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Expressivo tinto de cor granada pouco profunda. Seus aromas formam um conjunto de sensações tais quais frutas em compota, café, tabaco, terra e um toque tostado. Paladar encorpado, porém de taninos macios e boa acidez. Maturou seis meses em pequenos barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 115.

EMPÓRIO 4 ELEMENTOS:
Av. Conselheiro Aguiar, 4635, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3034-3040

terça-feira, 19 de julho de 2016

Salton lança excelentes novidades

Participei ontem (18) à noite de mais uma edição do Winebar ao Vivo, iniciativa dos colegas Daniel Perches e Alexandre Frias, na qual um grupo de blogueiros de vinhos se reúne para degustar e comentar os mesmos rótulos, através de uma transmissão ao vivo, via Youtube. A ação de ontem foi com os novos vinhos da vinícola brasileira Salton. A transmissão aconteceu direto da Serra Gaúcha, onde o enólogo Gregório Bircke Salton mostrou boas novidades do portfólio da empresa.


Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Salton Classic Malbec 2015



A primeira novidade vem da Argentina. Isso mesmo, Argentina! Trata-se de uma colaboração entre enólogos brasileiros e argentinos do grupo Peñaflor, da qual faz parte a vinícola Trapiche. A produção do vinho é toda feita em Mendoza, onde ocorre, inclusive, o engarrafamento.

Na taça, o vinho mostrou cor violeta de média profundidade. O aroma traz notas de cereja, framboesa, flores secas e especiarias doces, como canela. Paladar de médio corpo, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. Seus taninos são macios e o final é frutado, de boa persistência.

Trata-se de um vinho jovem, leve, bem feito e agradável, mais delicado do que normalmente são os Mabec argentinos. Elaborado exclusivamente com uvas Malbec da sub-região de Maipu, o vinho não estagiou em madeira. Tem 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom (Bom Compra).
Média de preço: R$ 20 (Loja Virtual da Salton)


Salton Paradoxo Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012



Este 100% Cabernet Sauvignon faz parte da linha Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes. Porém, os vinhos também podem ser adquiridos no site da vinícola.

É elaborado no privilegiado terroir da Campanha Gaúcha e maturou durante seis meses em carvalho norte-americano. É um vinho de coloração rubi brilhante e pouco profundo, com aromas que trazem uma “pegada” da região onde nasceu. Exibe aromas de jambo maduro, ameixa, canela, café e um leve toque animal, expressado pelo cheiro de couro. Na boca exibe taninos doces e sedosos e um final prolongado. De médio a encorpado, o sabor confirma as impressões do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente (Boa Compra)
Média de preço: R$ 30 (Loja Virtual da Salton)

Salton Intenso Licoroso Chardonnay


Vinho de sobremesa que segue o mesmo método de amadurecimento utilizado para a elaboração do Jerez, na Espanha, chamado de soleira. Após estagiar um ano em barris de carvalho, metade do volume é retirado das barricas e elas são completadas com o mosto do vinho mais novo. No caso do Intenso, cerca de sete a oito safras estão presentes na soleira.

Elaborado com uvas Chardonnay, tem uma bela coloração amarelo dourado. O aroma é marcado por deliciosas notas de amêndoas, avelãs, nozes e mel. Paladar untuoso, com acidez presente e boa doçura. Longa persistência.  O sabor traz de volta as características do olfato. Tem 15,% de álcool. Vai bem tanto acompanhando queijos azuis, como gorgonzola e roquefort, além de sobremesas não muito doces, de preferência que levem frutas secas. Também é um ótimo aperitivo.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 65 (Loja Virtual da Salton)

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fattoria dei Barbi: fórmula de sucesso da Toscana para o mundo

Estive há alguns dias em um almoço com a gerente de exportação da vinícola italiana Fattoria dei Barbi, Raffaella Federzoni, promovido no Recife pela importadora Interfood. O encontro aconteceu no restaurante Wiella Bistrô, com degustação de alguns importantes rótulos da marca.


A Fattoria dei Barbi pertence à família Colombini, que possui vinhedos na região de Montalcino, Toscana, desde 1352. Em 1790, passou a dirigir a Fattoria Dei Barbi. A "Fattoria" (fazenda em italiano) produz 800 mil garrafas por ano, dos quais 200 mil são de Brunello di Montalcino, o seu vinho mais emblemático

A filosofia de Stefano Cineli Colombini, atualmente à frente da vinícola, é integrar as tecnologias mais recentes às técnicas tradicionais de produção. Para Raffaella, existe uma série de motivos para Fattoria dei Barbi estar constantemente presente no topo das listas de vinhos na Itália e no mundo. Segundo ela, o nome “Barbi” é fácil de associar em qualquer língua. Outras razões são a qualidade dos vinhos, o preço competitivo, a história e tradição, e, por fim, a constância na produção.

Confira a avaliação dos vinhos provados:

Brusco dei Barbi IGT 2012


Vinho de entrada da marca, não passa por madeira e tem na sua composição 90% da variedade Sangiovese e 10% de Merlot. Na taça, apresentou coloração rubi clara e brilhante. No nariz aparecem notas de morango, groselha, especiarias, mentol e um exótico toque de caju. Paladar de médio corpo, boa acidez e final de média persistência. Um tinto equilibrado que, segundo Raffaella, vai bem com pizzas e entradas.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 116

Barbi Morellino di Scansano DOCG 2013 


Este tinto é elaborado principalmente com uvas Sangiovese e com uma pequena parte de Merlot (15%). Sua cor apresenta-se rubi límpido e brilhante. Os aromas trazem características de caramelo, especiarias, frutas maduras e leve toque de fumo. Possui médio corpo, acidez marcante e final de média persistência.  O sabor traz de voltas as frutas sentidas no nariz. Seu amadurecimento foi de quatro meses em barris de carvalho esloveno.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 176

Barbi Rosso di Montalcino DOC 2013


Este “pequeno Brunello” é elaborado com 100% de Sangiovese, passando por maturação de cerca de seis meses em carvalho esloveno. Cereja, morango, notas terrosas, de menta e toques balsâmicos aparecem no olfato. Na boca percebe-se um corpo de peso médio, bom equilíbrio entra acidez e taninos e final de persistência média a prolongada. O sabor dá ênfase ao frutado.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 197

Barbi Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2005


O vinho ‘top’ da Fattoria dei Barbi é feito com 100% de Sangiovese Grosso e tem maturação de três anos em carvalho e seis meses de envelhecimento em garrafa. Sua coloração mostrou-se rubi de média profundidade com tons granada. O aroma dá sinais de evolução com suas notas de fósforo, alcaçuz, floral, frutas vermelhas, tabaco, caju (assim como no Brusco), mentol e café. Paladar de médio corpo, equilibrado e de final de médio a prolongado. Um vinho de boa complexidade, que acompanha majestosamente pratos de carne vermelha e de caça.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 820.

*Confira também a avaliação do Barbi Brunello di Montalcino “BlueLabel”, feita em outra ocasião aqui no blog.

SERVIÇO:

Os vinhos Fattoria dei Barbi são importados pela Interfood e comercializados pelo site www.todovino.com.br. No Recife, estão à venda em lojas como RM Express e DOC Distribuidora.

sábado, 9 de julho de 2016

Gik: Um oceano azul no mercado de vinhos


Uma nova marca de vinhos vem causando frisson na Europa. Ele é produzido na Espanha com uvas tintas e brancas de diferentes vinhedos da Espanha e França, provenientes das regiões de La Rioja, Zaragoza, León e Castilla-la Mancha. E o diferencial? Ele é azul! Apesar de não possuir denominação de origem, ele é vegano, não leva açúcar em sua formulação e seu teor alcoólico é de 11,5%.


Bastante refrescante o novo rótulo da empresa Gik Live desperta a atenção pela cor, que é resultado da mistura de dois pigmentos orgânicos, o índigo e a antocianina. Segundo os seus criadores, ele foi pensando após a leitura do livro “A estratégia do oceano azul”, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, que sugere que a criação de novos espaços é o oceano azul, e uma separação da concorrência é o oceano vermelho. No oceano azul, sem concorrência, os pequenos peixes podem nadar livremente.  Ou seja, o oceano azul foi a inspiração para a cor inusitada, e além do mais é inovador, divertido e jovem.


Levando cerca de dois anos para ser lançado, o Gik contou com a parceria da University of the Basque Country and Food Tech para ser desenvolvido. Ele é levemente adocicado e não concorre com os tradicionais rótulos europeus, mas segue todas as normas de qualidade da União Europeia. O vinho ainda não tem previsão para chegar ao Brasil, mas por lá, custa o equivalente a aproximadamente R$ 36,00. Por enquanto pode ser adquirido no site: https://gik.blue/en

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quer combinar pizza e vinho? Então achou o guia certo!

Já escrevi algumas vezes sobre o assunto por aqui. Mas não poderia deixar de falar mais uma vez, já que no próximo domingo (10) é comemorado o Dia Internacional da Pizza (oba!). Difícil não gostar do prato, concorda? Se além de pizza, você também é um apreciador de vinhos, aconselho acomodar-se melhor na cadeira ou sofá e ler com atenção as sugestões a seguir, já começando a planejar a comemoração da data.


Antes de começar o guia, acho bacana falar um pouco sobre a origem da pizza. Você sabe onde a receita nasceu? Se respondeu “na Itália” você está... enganado!

Embora muitos acreditem que a origem da receita da pizza seja italiana, é comprovado que ela já era feita por muitos povos antigos. Há cerca de cinco mil anos, os babilônios, hebreus e egípcios usavam fornos rústicos para assar uma massa de trigo e amido, precursora da nossa receita atual.

Com a difusão da pizza pelos italianos, que adotaram a massa como um dos principais símbolos de sua gastronomia, o prato se tornou um dos mais queridos e populares do planeta. Na modernidade, os hábitos de consumo da pizza mudaram e a receita foi sendo adaptada. A massa ganhou coberturas com ingredientes diversos, tendo o queijo e o molho de tomate como a sua principal base.

Por ser um prato simples e fácil de comer (os americanos, por exemplo, costumam comer com as mãos), a pizza também passou a ser acompanhada por bebidas mais simples, sinônimo de fast food, como os refrigerantes. Porém, (eu garanto!) existe uma combinação perfeita para os mais diversos tipos de pizza. Trata-se de uma bebida igualmente milenar. Adivinha qual é? Isso mesmo, o vinho!

Se você nunca provou combiná-los, sugiro fazer um teste. No texto a seguir darei algumas orientações de como é fácil harmonizar esses dois elementos, o que pode resultar num casamento simples e saboroso.

Como sou fã de pizza (confesso que não como tanto quanto desejaria, pois é uma pena que ela engorda que é uma beleza), vez por outra faço testes para conseguir o máximo de prazer harmonizando uma fatia de pizza acompanhada de uma taça de vinho. E cheguei à conclusão de que existem algumas fórmulas que normalmente dão certo.

No geral, os vinhos tintos italianos possuem características marcantes que permitem o acompanhamento da pizza em suas diferentes versões. Esses vinhos têm normalmente uma boa acidez e são leves. Porém, não é preciso ficar preso somente aos italianos. A grande dica é a seguinte: prefira os vinhos simples e jovens, que são descomplicados como a pizza. Não vale a pena abrir um vinho mais caro ou de guarda para acompanhar o prato.

Confira minhas sugestões de harmonização:

MARGHERITA
Por ser mais leve, com ingredientes simples, como mozzarella, tomate e manjericão, esta pizza combina com um tinto fresco e frutado, como um Chianti, ou ainda acompanhada de tintos jovens do Novo Mundo.

CALABRESA
Para acompanhar o seu sabor forte e picante, o indicado é um tinto mais estruturado, de taninos firmes, porém com boa acidez. Toques de especiarias na bebida combinam bem com a pizza.

ROMANA
Por causa do alici (espécie de peixe) presente em sua receita, esta massa pede um branco com boa acidez, levemente encorpado.

NAPOLITANA
Para esta receita tradicional, que leva mozzarella, anchovas e azeitonas, vai um tinto descomplicado, com taninos leves e boa acidez. A pedida pode ser um Malbec mais simples ou um vinho regional alentejano.

QUATRO QUEIJOS
Experimente um branco com boa acidez para encarar a gordura dos queijos, de preferência um Chardonnay do Novo Mundo.

FRANGO COM CATUPIRY
Pede um tinto da uva Merlot, que combina com o frango e tem equilíbrio para acompanhar o queijo. Tintos jovens feitos com a uva Tempranillo também dão conta do recado, como também os franceses Côtes du Rhône.

MOZZARELLA
Para uma pizza simples, um tinto jovem e igualmente simples, com pouca ou nenhuma passagem por madeira.

CAMARÃO
Pela presença do fruto do mar e ainda da gordura do queijo, que normalmente é o catupiry, aconselha-se um branco com boa acidez, um rosé de médio corpo ou ainda um tinto leve, também com acidez bem presente.

Uma fatia e um brinde!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Casa dos Fontes faz lançamento de seus Vinhos Verdes

Estive há alguns dias no evento de lançamento dos rótulos Casa dos Fontes no Recife. O evento aconteceu no restaurante Hotspot, capitaneado pelo chef Armando Pugliesi, que elaborou um menu encantador para acompanhar a degustação. A cidade foi a segunda do Brasil, após o Rio de Janeiro, a conhecer as novidades da vinícola, que fica localizada na área de Denominação de Origem Controlada (DOC) Vinhos Verdes, na região do Minho, norte de Portugal.

O responsável por introduzir a marca no país é o carioca Cesar Fontes, membro da quarta geração de uma família de produtores portugueses. A Casa dos Fontes é um empreendimento jovem. Sua primeira safra comercial é da colheita 2014. No portfólio estão apenas quatro vinhos: um branco da casta Azal e outro feito apenas com Alvarinho, um rosé e um tinto. Destes, apenas o Alvarinho ainda não está sendo comercializado no país.

A vinícola possui três hectares de vinhas. No processo de produção são utilizadas técnicas e equipamentos modernos, além de uma seleção de uvas feita de forma manual.


Os vinhos da Casa dos Fontes têm características de leveza e frescor. O Branco (2014) é elaborado exclusivamente com a casta Azal e possui aroma discreto, com leves toques cítricos e de frutas brancas. Em boca demonstra boa acidez e caráter refrescante.


Já o Rosé (2014) foi para mim a melhor surpresa entre as amostras. Na taça exibe uma bonita coloração cereja. O aroma é delicado, com notas de frutas vermelhas silvestres. Também possui leveza e frescor no paladar. Foi elaborado com castas tintas de Vinhas Velhas.


O Alvarinho (2015), que nos foi apresentando ainda sem rotulagem. Um bom vinho, com notas de pêssego e algo que lembra a mistura de goiabada com creme de leite. Diferente dos anteriores, tem mais corpo e uma certa untuosidade. Também demostra boa acidez e persistência no paladar.


Por fim, o Tinto (2014), que mostrou boa tipicidade dos tintos elaborados na região (particularmente, não fazem a minha praia. São conhecidos pelo estilo “ame-os ou deixe-os”. Ou seja: há também quem os curta). Bastante seco, com aromas que lembram notas animais, folhas secas e frutas negras, foi feito com a variedade Vinhão. É um vinho próprio para ser acompanhado de comida, principalmente com carnes vermelhas.

Os vinhos da Casa dos Fontes custam, em média, entre R$ 60 a R$ 70. Mais informações: www.casadosfontes.com