quarta-feira, 23 de abril de 2014

Château Louvie Cuvée Veyry 2009


Tinto de Saint-Émilion, Bordeaux, França, elaborado com 80% de Merlot e 20% de Cabernet Franc. De cor rubi marcante, apresenta aroma floral delicado, também com notas tostadas e de frutas escuras.

Na boca taninos macios. Sabor especiado, de café e tabaco. Final prolongado. Maturação de 18 meses em carvalho.

Classificação: Excelente.
Importador: Cantu.

Château Haut-Myles Médoc 2009


Cabernet Sauvignon e Merlot são as uvas utilizadas na produção deste tinto que vem da região de Médoc, em Bordeaux, na França. 

Exibe no nariz notas florais, de ameixa e menta, arrematadas por um agradável tostado. Leve e equilibrado no paladar, onde também se percebe sabor de café. Estagiou 12 meses em barris de carvalho.


Classificação: Muito Bom/Excelente.
Importador: Cantu.

Franc Beauséjour Bordeaux 2012


Tinto elaborado na região francesa de Entre Deux Mers com as variedades Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, estagiou aproximadamente 12 meses em carvalho. Tem como proposta ser um vinho simples, porém bem feito.

No paladar expressa um caráter frutado, com notas de caramelo. O mesmo frutado volta ao paladar, onde também mostra um leve tostado.

Classificação: Boa compra (custa por volta de R$ 45).
Importação: Cantu.

Cavas Hill Vintage Brut Reserva 2002


Neste Cava destacam-se notas tostadas e de amêndoas, além do sabor de fermento trazido pelas leveduras. Paladar cremoso, com notas de brioche. Elegante e delicado. Sua coloração é amarelo palha com tons dourados. Apresenta borbulhas finas e duradouras

Elaborado na região de Penedès, Espanha, com as variedades Xarel-lo (40%), Chardonnay (30%), Macabeo (15%) e Parellada 10%, ficou pelo menos três anos em contato com leveduras.

Classificação: Muito Bom.
Importação: Cantu

Cantu mostra suas novidades e reforça marcas consagradas

No início deste mês, dei uma conferida no Cantu Wine Day – ação da importadora Cantu para apresentar os seus lançamentos de seu portfólio. O evento aconteceu no espaço La Cuisine Eventos, no Recife, onde os participantes puderam experimentar vinhos de produtores da Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França, Itália, Portugal e Uruguai.


Meu cicerone na degustação foi o gerente comercial da Cantu, Tiago Dal Pizzol (foto acima), que fez uma bela seleção de rótulos, dando uma ideia das novidades e reforçando as marcas já consagradas da importadora, que no ano passado completou 10 anos de mercado.

Alguns destaques do evento (cada vinho da lista será comentado individualmente nos próximos posts):


- Cavas Hill Vintage 2002 (Penedès, Espanha)
- Franc Beauséjour Bordeaux 2012 (Bordeaux, França)
- Château Haut-Myles Médoc 2009 (Bordeaux, França)
- Château Louvie Cuvée Veyry 2009 (Bordeaux, França)
- Domanine Chanzy Mercurey Les Carabys 2009 (Borgonha, França)
- Parcelas Douro Branco 2012 (Douro, Portugal)
- Herdade de São Miguel Colheita Selecionada 2010 (Alentejo, Portugal)
- Quinta das Setencostas 2009 (Alenquer, Portugal)
- Branciforti Tinto IGT 2011 (Sicília, Itália)
- Fuentespina Granate 2008 (Ribera del Duero, Espanha)
- F de Fuentespina 2004(Ribera del Duero, Espanha)
- Rivetto Barolo Risierva 2004 (Piemonte, Itália)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Kaiken: vinhos assinados pela Viña Montes no outro lado da cordilheira

Há alguns dias, tive a oportunidade de almoçar com a nova gerente de marketing da vinícola argentina Kaiken, Sol Asensio (ex-Rutini). Ela apresentou alguns dos 12 rótulos da marca, que pertence ao grupo chileno Viña Montes e tem como proposta fazer vinhos premium do outro lado da cordilheira, sob a supervisão do renomado enólogo Aurélio Montes.


Segundo Sol Asensio, a Kaiken (o nome faz alusão à maneira que os índios Mapuche chamam um ganso selvagem que cruza o Chile para a Argentina) está focada principalmente nas uvas Malbec e Cabernet Sauvignon, extraindo o que há de melhor nas duas variedades.Seus vinhedos estão localizados nas regiões de Vistalba, Vista Flores e Agrelo, em Mendoza, sendo 70% próprios.

O projeto da bodega Kaiken é baseado nos princípios do Feng Shui, com espaços pensados para proporcionar harmonia e equilíbrio. Os vinhos descansam em barricas ao som do canto gregoriano ou irlandês. A intenção é que os vinhos “absorvam” a boa energia do ambiente e a transmitam para quem degustá-los.

Confira a avaliação da prova, que foi realizada no restaurante Rui Paula, no Recife, durante um excelente almoço harmonizado promovido pela distribuidora DOC e a importadora Vinci.

Kaiken Brut 


Tipo: Espumante.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados. Bolhas finas e duradouras.
Olfato: Frutas secas e fermento.
Paladar: Cremoso, com boa acidez e final prolongado. Além das características sentidas no olfato, traz também um sabor tostado.
Outras considerações: A bebida foi elaborada pelo método clássico, com segunda fermentação em garrafa. Tem em sua composição as uvas Pinot Noir (70%) e Chardonnay (30%). Permaneceu 24 meses em contato com suas leveduras.
Harmonização: Pães variados com manteiga de chouriço e manjericão.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 103.

Kaiken Rosé 2012

Tipo: Rosé.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza.
Visual: Cor cereja brilhante.
Olfato: Fresco, com notas de morangos e aspargos.
Paladar: Corpo médio, boa acidez e doçura delicada. Repete as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, ficou em contato com as cascas durante maceração de 18 horas.Tem 13,5% de álcool.
Harmonização: Creme de cenoura | bacalhau lascado com espinafres e batatas a murro (foto abaixo).

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 52.


Kaiken Reserva Cabernet Sauvignon 2010



Tipo: Tinto.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza.
Visual: Cor rubi claro.
Olfato: Envolve notas florais, tostadas e de menta.
Paladar: Macio e elegante, reflete no sabor as mesmas impressões do nariz.
Outras considerações: Feito com a variedade Cabernet Sauvignon e um pequeno toque (3%) de Malbec, o vinho estagiou parcialmente em carvalho americano por seis meses. Sua graduação alcoólica é de 14,5%.
Harmonização: bacalhau lascado com espinafres e batatas a murro | Bifinhos de vitela acompanhados por arroz piemontês.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 45.

Kaiken Terroir Series Corte 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Frutas vermelhas frescas, flores e especiarias.
Paladar: Carnudo, porém bastante equilibrado. Revela um toque de café, além de trazer as mesmas características do olfato. Final prolongado.
Outras considerações: Tem em sua composição as variedades Malbec (80%), Bonarda (12%) e Petit Verdot (8%).Amadureceu quase completamente (80%) em carvalho francês durante 10 meses.
Harmonização: Bifinhos de vitela acompanhados por arroz piemontês (foto abaixo).

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 67.


Kaiken Ultra Malbec 2010



Tipo:
Tinto.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza.
Visual: Violáceo.
Olfato: Rico, revela notas florais, de frutas vermelhas, especiarias, baunilha e chocolate.
Paladar: Mostra-se elegante e sofisticado com seu equilíbrio, maciez e variedade de sabores, semelhantes aos percebidos no nariz. Final longo, com um toque de café.
Outras considerações: Ícone da vinícola Kaiken, é elaborado com uvas Malbec e uma pequena proporção (8%) de Cabernet Sauvignon. Maturou 12 meses em carvalho francês.
Harmonização: Bifinhos de vitela acompanhados por arroz piemontês.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 90.

SERVIÇO:
Vinhos Kaiken
Importação: Vinci.
No Recife, à venda na DOC Importadora : BR 101 Sul, 550, Km 70, Curado (Ceasa), Recife. Fone (81) 3252-8900. contato@docdistribuidora.com.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Harmonizações para a Páscoa com bacalhau e chocolate

Recebi uma proposta da Wine Vinhos (www.wine.com.br) para fazer uma harmonização especial neste período de Páscoa. Para isso, eles me enviaram dois rótulos: um alentejano branco feito 100% com a uva Arinto e um vinho do Porto. A proposta era harmonizar o branco com uma receita pré-estabelecida - um bacalhau com ovos mexidos e batata-palha. Porém, resolvi inovar e dei uma mexida no prato, até porque não sou muito fã de ovos.

A minha escolha foi uma salada de bacalhau, que julguei combinar bem com o vinho. O prato leva bacalhau, batatas cozidas e azeitonas pretas, temperados com cebola, azeite, limão, pimenta do reino e cheiro verde.


O VINHO |  Julian Reynolds Branco 2011

De cor amarelo palha com traços esverdeados, este branco elaborado 100% com a uva Arinto apresenta notas de frutas brancas, tais como lichia e jaca, além de discretos toques florais e cítricos. Tem paladar leve, com a acidez presente. O sabor é marcado pelas frutas brancas e uma delicada doçura. Produzido na região do Alentejo, em Portugal, possui 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Preço: R$ 59.

A HARMONIZAÇÃO:

O vinho combinou bem com o prato, pois apesar do bacalhau ser um elemento bem marcante, a batata cozida serviu para suavizar e equilibrar a relação entre a comida e a bebida. Aprovada!

PARA A SOBREMESA...

A segunda harmonização foi a da sobremesa. E ficou simplesmente deliciosa. A ideia era combinar o Porto com chocolate. Mais uma vez fugi do script e ao invés dos tradicionais ovos de Páscoa, utilizei um brownie com uma leve cobertura de glacê, feito com carinho pela Petit Brownie, do Recife.



O VINHO | Quinta do Crasto Porto Finest Reserve

A garrafinha de 50ml me conquistou logo de cara. Além disso, o vinho é feito pela competente Quinta do Crasto. Na taça, mostrou uma coloração granada. O buquê envolve frutas escuras passificadas, notas tostadas e de especiarias. Na boca é macio, elegante e persistente, com as mesmas sensações do nariz.

Classificação: Muito Bom.
Preço: R$ 5 (garrafinha de 50ml)

A HARMONIZAÇÃO:

Casou muito bem com o sabor do brownie, pois os dois elementos apresentaram doçura no mesmo nível, além de serem igualmente saborosos.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Conheça os rótulos premiados no 7º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil


Realizada de 8 a 11 de abril no Hotel & SPA do Vinho, no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, a prova reuniu 66 degustadores de 11 países, que concederam 212 medalhas, sendo 88 de Ouro e 124 de Prata, somando 30% do total de amostras inscritas conforme rege as normas internacionais. Esta foi a maior edição da história do evento, com 709 amostras de 18 países - um aumento recorde de 41% em relação à edição anterior.

As impressões do júri formado por enólogos e experts brasileiros e internacionais, além de jornalistas especializados, em torno de cada amostra, foram compartilhadas em um sistema de avaliação totalmente informatizado, garantindo maior agilidade e segurança na captação e tabulação dos dados.

“Acompanhamos cada detalhe com profissionalismo para garantir o sucesso do evento. Etapa por etapa teve o empenho de toda comissão organizadora, que zelou pela total transparência e segurança”, destacou o presidente da ABE, enólogo Luciano Vian.

As 709 amostras de 18 países (África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bolívia, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hungria, Israel, Itália, México, Nova Zelândia, Portugal e Uruguai) representaram terroirs de todos os continentes: África, Europa, América, Ásia e Oceania.

“Esta foi uma oportunidade única para diagnosticar a evolução dos vinhos e espumantes do mundo inteiro, respeitando suas particularidades”, observou Vian.

Único no Brasil com a chancela da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE), o concurso é promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), em parceria com a INNER Editora, responsável pela publicação da Revista Adega, Almanaque do Vinho e Guia Adega Vinhos do Brasil.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Recife recebe degustação de vinhos e comidas portuguesas nesta sexta


A importadora Adega Alentejana vai realizar, nesta sexta-feira (11), a partir das 16h, no Mar Hotel, em Boa Viagem, o seu já tradicional “Passeio Enogastronômico por Portugal”. Serão 26 produtores participantes, sendo 20 de vinhos, e seis de alimentos.

Marcarão presença vinícolas consagradas das regiões do Vinho Verde, Douro, Lisboa, Tejo, Península de Setúbal e Alentejo, tais como Pintas, Passadouro, Quinta do Noval, Fundação Eugénio de Almeida, Cortes de Cima, Paulo Laureano e Mouchão, entre outras.

Os participantes ainda terão a oportunidade de degustar azeites, sardinhas portuguesas, embutido Pata Negra, queijo da Serra da Estrela e chocolates Regina.


PASSEIO ENOGASTRONÔMICO POR PORTUGAL
Data: 11/04/14
Hora: Das 16h às 20h30
Local: Mar Hotel Recife - Rua Barão de Souza Leão, 451 Boa Viagem
Valor do ingresso individual: R$ 120 (pagamento antecipado) e R$ 150 (no dia do evento)
Inscrições e informações: (81) 8889-3609
VAGAS LIMITADAS

terça-feira, 8 de abril de 2014

Vinhos de Susana Balbo em degustação nesta quarta-feira no Recife


Recife vai receber, nesta quarta-feira (09), um o Wine Dinner com os rótulos top da vinícola argentina Dominio Del Plata, da enóloga argentina Susana Balbo. A iniciativa é da importadora Cantu, que vai trazer o gerente da marca, Juan Emanuel Ponce, para conduzir a harmonização, a ser realizada no Domingos Restaurante, em Boa Viagem.

“Recife possui o terceiro mais importante polo gastronômico nacional e é um mercado altamente estratégico para a Cantu Importadora, afinal é sede da nossa filial no Nordeste. A gastronomia diversificada está impulsionando o consumo e a busca por vinhos de qualidade superior, como os vinhos Dominio del Plata que estamos trazendo para o Wine Dinner”, explica Beatriz Maggioni, gerente comercial da Cantu Nordeste.

O jantar harmonizado acontece a partir das 20 horas. A lista de vinhos escolhidos para o evento conta com os rótulos Crios Rosé e Malbec, que são parte da linha que Susana fez em homenagem aos seus dois filhos, e os ultrapremium Brioso e Susana Balbo Late Harvest. A participação individual no evento custa R$ 159. Informações e reservas: (81) 3019-4235.

Wine Dinner Dominio del Plata
Quando: 09 de abril (quarta-feira) | 20h
Onde: Domingos Restaurante - Avenida dos Navegantes, 1706 – Galeria Mercure, Boa Viagem, Recife.
Convite: R$ 159 por pessoa.
Informações e reservas: (81) 3019-4235.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Quinta do Crasto LBV 2006


Tipo: Porto.
Produtor: Quinta do Crasto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor rubi escura.
Olfato: Frutas vermelhas frescas, especiarias, floral e frutas secas.
Paladar: Repete as sensações do nariz, trazendo também um toque de erva doce. Elegante e de final prolongado.
Outras considerações: Foi elaborado com cerca de 30 diferentes tipos de uvas provenientes de vinhas velhas. Amadureceu em tonéis de carvalho de nove mil litros, onde permaneceu cerca de quatro anos. Não é filtrado.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 95 [Licínio Dias Importação]

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Amarone della Valpolicella Classico San Paolo 2008


Tipo:
Tinto.
Produtor: San Paolo.
Origem: Vêneto, Itália.
Visual: Cor granada.
Olfato: De enorme complexidade, vai mudando à medida em que o vinho “respira”. Consegui identificar aromas de frutas vermelhas bem maduras, melaço, notas terrosas, de coentro, pimenta do reino e um toque tostado.
Paladar: Apesar da sua concentração, é macio e equilibrado, com final longo e marcante.
Outras considerações: Este rótulo foi trazido da Itália por Marcello Lo Monaco, proprietário da Importadora Trinacria. O vinho não está no seu portfólio. O Amarone é conhecido como um “vinho de contemplação”, devido à sua possibilidade de evolução e transformação na taça. As uvas usadas são Corvina, Rondinella e Molinara, que são colhidas tardiamente, quando já estão se transformando em  passas. Têm alto teor de álcool (este tem 15,5%) e são bastante concentrados, merecendo aeração.

Classificação: Excelente.
Média de preço: Não está à venda no Brasil.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Encierra 2009

Comprei este vinho no Chile, quando garimpava alguns rótulos "de garagem". A vendedora da loja onde encontrei-o, me deu boas referências sobre o produto. Então resolvi trazê-lo para casa.  Posso dizer que fiquei impressionada com a qualidade do vinho. Não esperava tanto!

A Encierra tem apenas um rótulo. Pertence a Maria Ignacia Eyzaguirre Echenique, que é descendente da família proprietária da tradicional Viña Los Vascos. O vinho é elaborado pela enóloga Adriana Cerda, com produção de somente 25 mil garrafas ao ano.


Tipo: Tinto.
Produtor: Encierra.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi escura, bem concentrada.
Olfato: Frutas vermelhas maduras, chocolate, fumo, especiarias e ainda um toque floral.
Paladar: Carnudo, bastante equilibrado. Tem taninos macios e adocicados. Final prolongado. Madeira bem integrada ao conjunto. Muito elegante.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot e Petit Verdot, estagiou 12 meses em barris novos de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 120.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Viña Ardanza Reserva Especial 2001 (#CBE)

Apreciei bastante o tema de abril da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), proposto pelo confrade Luiz Cola. A sua sugestão para comentarmos neste primeiro dia do mês foi de vinhos evoluídos, com pelo menos dez anos de idade.

Aproveitei para falar de um belíssimo vinho, de uma safra especial, que tomei por esses dias em uma degustação entre amigos, na creperia e bar Anjo Solto, onde temos nos reunido com frequência para provar bons vinhos e trocar informações sobre o tema. Confira:


Tipo: Tinto.
Produtor: La Rioja Alta.
Origem: Rioja, Espanha.
Visual: Cor rubi bem clara, límpida e transparente.
Olfato: De extrema complexidade, revela notas de frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa; casca de laranja; especiarias; baunilha, chocolate e mentol.
Paladar: Bem estruturado, com taninos macios. Corpo leve. Fruta bem presente, junto com algumas das nuances percebidas no olfato. Final longo e prazeroso.
Outras considerações: É de uma safra considerada excelente na região. Além de 2001, somente nas safras de 1964 e 1973 o rótulo deste vinho saiu com a classificação de “Reserva Especial”. Produzido com 80% de Tempranillo e 20% de Garnacha, amadureceu 36 meses em carvalho americano. Graduação alcoólica de 13,5%.

Classificação: Excepcional.
Média de preço: R$ 250 a R$ 300.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Quinta da Aveleda Vinho Verde 2012


Tipo: Branco.
Produtor: Quinta da Aveleda.
Origem: Minho, Portugal.
Visual: Amarelo palha com tons esverdeados. Leve gaseificação.
Olfato: Cítrico, com toques florais e de frutas brancas.
Paladar: Leve e delicado, de excelente acidez, reflete as sensações do olfato.
Outras considerações: Elaborado com as castas Loureiro, Trajadura e Arinto, é uma ótima opção para a praia ou beira de piscina. Sua graduação alcoólica é de 10%.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 40

terça-feira, 25 de março de 2014

Champagne Louis Roederer Brut Premier


Tipo: Espumante.
Produtor: Louis Roederer.
Origem: Champagne, França.
Visual: Cor amarelo palha. Bolhas finíssimas, em grande quantidade e durabilidade.
Olfato: Elegante, envolve notas tostadas, de frutas secas, fermento e de pera, amparadas por um fundo mineral.
Paladar: Além de refletir as mesmas sensações do olfato, o sabor ainda mostra um discreto toque cítrico. Cremoso, de acidez impecável, revela bastante persistência.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Chardonnay (branca) e Pinot Noir (tinta). O vinho base estagiou 12 meses em barricas. Tem 12% de álcool. O produtor é o mesmo do icônico champagne Cristal.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 270 [Importado pela LD (81) 3125-8080]

segunda-feira, 24 de março de 2014

Vale dos Vinhedos terá primeiro condomínio vitivinícola do Brasil

O complexo enoturístico Spa do Vinho, localizado na Serra Gaúcha, baseou-se em experiências já implantadas em tradicionais regiões vinícolas como Napa Valley e Mendoza e vai começar a disponibilizar parcelas de suas terras com Denominação de Origem (DO) Vale dos Vinhedos para quem desejar cultivar e produzir seu próprio vinho. A expansão do negócio prevê levar R$ 25 milhões em investimentos e uma nova atividade econômica ao Vale dos Vinhedos.


“Esta será uma oportunidade real de acompanhar o cultivo, colher, vinificar, rotular e levar para casa seu próprio vinho premium, com denominação de origem”, explica sócia-diretora Deborah Villas-Bôas Dadalt, idealizadora do projeto. Uma reunião de investidores, realizada esta semana no próprio hotel, instituiu oficialmente o condomínio.

“Esta ampliação do negócio específico do Spa do Vinho, de hotel para condomínio vitivinícola, já era uma meta desde quando assumimos o complexo. No entanto, sabíamos que exigiria um longo período de maturação. Estamos na décima safra do nosso vinhedo, produzindo um vinho de comprovada qualidade. O hotel consolidou-se com um dos vinte melhores do país em seu segmento. O SPA Caudalie segue ganhando prêmios e temos uma bandeira internacional dentre os mais exclusivos luxury-hotels da Marriott. É o momento certo para a ampliação”, revelou o sócio-diretor Aldemir Dadalt (na foto abaixo, com a esposa Deborah Villas-Bôas Dadalt).


Cada proprietário terá pelo menos quatro semanas de cortesia no hotel para garantir sua presença em cada uma das etapas da vitivinicultura, nas diferentes estações do ano. Mas este período pode ser ampliado sempre que desejar, pois todas as áreas do complexo oferecem tarifas diferenciadas para os membros da Confraria SPA do Vinho, além de uma programação mensal de degustações, palestras técnicas e visitas a vinícolas.

MIOLO - Sócia fundadora do Spa do Vinho, a vinícola Miolo, localizada em frente ao complexo, será a principal parceira do empreendimento para o processo de cultivo e vinificação. Através do condomínio, os proprietários podem vinificar seu lote do parreiral em parceria com a vinícola de sua opção pessoal, recebendo anualmente a quantidade correspondente à fração ideal de sua unidade – com mínimo de 10 caixas por safra vinificada – e podendo escolher por cortes e rotulagem própria. Os membros da Confraria Spa do Vinho ainda poderão comercializar seus vinhos.


Além do valor do apartamento, o único gasto dos novos vitivinicultores é a taxa mensal de condomínio destinada à conservação e manutenção da unidade e do vinhedo (incluindo toda a vinificação, barricas de carvalho francês, garrafas, rolhas e trabalhos da vinícola parceira), que inclusive pode não ser cobrada. Isto porque durante as semanas em que o proprietário não o utiliza, o apartamento permanece à disposição do pool do hotel, destinado a hóspedes e participantes de eventos. Diferenças entre o resultado positivo e a taxa de condomínio são rateadas e distribuídas mensalmente em forma de rendimentos para os proprietários. 


“Cultivar um magnífico terroir, produzir um vinho de excelência e ainda ter a possibilidade de receber rendimentos mensais é uma equação atraente até para quem não é um enófilo inveterado”, comenta o CEO do grupo Miolo, Adriano Miolo, que há anos coordena um projeto pioneiro para vitivinicultores iniciantes chamado “Winemakers”, reunindo enófilos de vários estados brasileiros.

www.spadovinho.com.br 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Vindima: muito mais do que a simples colheita de uvas


A hora da colheita (ou vindima) é uma das decisões mais importantes para um enólogo durante o processo de elaboração de um vinho. Ela é realizada em diferentes épocas e depende do tipo da cepa, do clima do local e do grau de maturação dos frutos que o produtor pretende alcançar (algumas uvas amadurecem mais rápido, enquanto outras necessitam de mais tempo).

Com o auxílio de um instrumento chamado mostímetro de babo, o produtor mede o teor de açúcar do mosto da uva. É necessário que haja 17 gramas de açúcar para se obter cada grau alcoólico no vinho.

Depois de estabelecer o grau alcoólico que terá o seu vinho, o enólogo vai prever a melhor data para a colheita dos frutos. Até aí, ele fará um monitoramento constante para acompanhar a evolução dos açúcares e dos ácidos das uvas.

>> Uvas ricas em ácidos são ideais para os vinhos brancos frescos e aromáticos.

>> Cepas ricas em açúcar e matéria corante são necessárias para a elaboração de um bom tinto.

>> Os vinhos licorosos precisam de uvas super maturadas, com bastante concentração de açúcar.


A colheita pode ser realizada de duas formas: manual (como mostra a foto acima) ou mecânica. Em terrenos muito acidentados, é feita de forma manual. Também emprega-se este tipo de colheita na produção dos vinhos melhores, pois assim pode se fazer a seleção dos cachos. As máquinas colheitadeiras têm a vantagem de serem rápidas. São também um meio mais barato. Porém, podem machucar as videiras. Além disso, não permitem a seleção dos cachos e trazem folhas junto aos frutos.

Normalmente, a colheita é feita em horário com temperaturas mais amenas, evitando a possibilidade de oxidação dos bagos.

Os produtores também têm que observar o acondicionamento e o transporte das uvas até a vinícola. Se rompidas, as uvas podem iniciar o processo de fermentação de forma natural, além de poderem oxidar.

Normalmente o transporte é feito em caixas plásticas não muito grandes, para que não haja muito volume de uvas em um só recipiente. Essas caixas também permitem uma boa higienização.


Quanto mais rápido o transporte dos frutos para a cantina, melhor. Alguns produtores aplicam anidrido sulfuroso para impedir o ataque de bactérias e o princípio da fermentação.

Portanto, uvas sadias e colhidas no tempo e da maneira correta são um grande passo na elaboração de um bom vinho.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Facundo Garcia Schwaderer 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Bravado Wines.
Origem: Maule, Itata e Colchagua – Chile.
Visual: Cor violácea brilhante.
Olfato: Fruta vermelha fresca, menta e eucalipto que aparecem em um conjunto harmonioso.
Paladar: Taninos macios, boa acidez, bastante equilibrado. Sabor de ameixa, chocolate, baunilha e café. Final prolongado, ressaltando as notas tostadas da bebida.
Outras considerações: Elaborado com 50% Carignan (Valle Maule Loncomilla, vinhas de 50 anos), 25% Cabernet Sauvignon (Valle Itata, Setor Bellavista, vinhas de 13 anos), 10% Cabernet Franc (Valle Maule Loncomilla), 8% Petit Verdot (Valle Colchagua) e 7% Malbec (Valle del Maule, Cauquenes). O amadurecimento foi de 24 meses em barricas de carvalho. A Bravado Wines faz parte do Movimento de Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI).

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 129 [No Recife, na Dom Vinho (81) 3466-2525]

terça-feira, 18 de março de 2014

Bodega experimental traz inovação à produção do Uruguai

No final do ano passado, tive a oportunidade de almoçar com o produtor uruguaio Gabriel Pisano (foto abaixo), da Viña Progreso. Na ocasião, ele abriu um vinho branco elaborado com a uva Viognier e aguçou a minha curiosidade sobre o restante da sua produção. Semana passada, provei mais dois vinhos feitos pelo jovem enólogo, enviados gentilmente por ele. Então acho que está na hora de contar aqui a nossa conversa e o sobre o que descobri sobre os seus produtos.


Gabriel faz parte do time de enólogos da tradicional bodega uruguaia Pisano, fundada pelo seu avô no início do século 20. A enologia, ofício também seguido por seu pai e tios, era um caminho natural. Mas ele quis fazer diferente. Depois de se formar no ramo trabalhou no Chile, Califórnia (EUA), África do Sul e Espanha e decidiu desenvolver um projeto pessoal onde pudesse elaborar vinhos no estilo “menos convencional”, de forma experimental.

A Viña Progreso surgiu oficialmente em 2008. Localizada em Progreso, no departamento de Canelones, não possui vinhedos próprios. As uvas são de terceiros, com a total supervisão de Gabriel. E por falar em uvas, o jovem Pisano vem “dando um nó”, na vinicultura uruguaia, passando a utilizar castas não usadas por aquelas bandas, como Viognier (branca) e Sangiovese (tinta), com a mínima intervenção nos vinhedos e na produção. “Procuro fazer vinhos mais jovens, mais frescos, usando leveduras nativas e com pouca filtração”, explica ele, que parece ter transmitido o seu estilo descontraído e vibrante às suas criações.

A produção é pequena. São 30 mil garrafas por ano e duas linhas: Underground e Overground. O vinho “top” é um Tannat chamado Sueños de Elisa (Elisa’s Dreams). Com apenas 1.086 garrafas produzidas, a bebida foi fermentada em barricas de carvalho abertas. O nome é uma homenagem à sua tia, Elisa, que é quem ilustra os rótulos da Viña Progreso.

Perguntei se Gabriel tinha pretensão de expandir a produção, mas por enquanto ele não parece muito preocupado com essa possibilidade. “Estou mais para vinhos de garagem do que para uma vinícola boutique”, comparou. Além do Brasil, as exportações da Viña progresso alcançam a Alemanha, Suécia e China. Possivelmente os vinhos também deverão chegar ao mercado norte-americano, revela Gabriel, que curte cada criação sua: “gosto dos meus vinhos. Eles são feitos para agradar todo mundo”.

Vamos aos vinhos provados:

Viña Progreso Reserva Viognier 2013


Elaborado exclusivamente com uvas Viognier, este branco possui cor amarelo palha com reflexos dourados. Exala notas minerais, de pêssego, aspargos e um leve aroma cítrico. Possui bom volume de boca e acidez moderada, relembrando as sensações do nariz. O vinho não fermentou em barris de carvalho como o nome “reserva” sugere, mas sim maturou em tanques de aço inox por cinco meses. Tem 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Faixa de preço: R$ 74*

Viña Progreso Reserva Sangiovese 2008



De cor rubi escura, o vinho mostra bastante sedimento, resultado de sua não filtração. Elaborado 100% com uvas Tannat, teve fermentação malolática parcial (50%) em barris de carvalho. A maturação foi de aproximadamente 12 meses em barricas francesas. O aroma mostra alguma fruta vermelha madura, mentol e notas terrosas. Paladar leve, equilibrado.  Melhora com a aeração. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Bom.
Faixa de preço: R$ 67*

Viña Progreso Reserva Tannat 2008



Este 100% Tannat possui cor rubi escura e aromas de frutas vermelhas maduras, menta e fumo. Paladar equilibrado, de médio a encorpado. Aparecem novamente o tabaco e as notas frutadas, arrematados por um toque de especiarias. Amadureceu cerca de 12 meses em carvalho francês.Possui 14% de álcool. Também apresenta sedimentos resultantes de sua não filtração.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Faixa de preço: R$ 67*

Agradecimento especial ao enólogo Guillermo Giani, por ter me apresentado a Gabriel Pisano. Agradeço também ao sommelier Helton Silva pelo excelente serviço dos tintos durante almoço no restaurante Rui Paula, onde provamos os vinhos.

*Os vinhos da Viña Progreso são importados pela Vinci. No Recife, à venda na DOC Distribuidora (81) 3252-8900.