terça-feira, 21 de maio de 2013

Château Bellevue la Randée Bordeaux Rouge 2009


Produtor: Château Bellevue la Randée.
Origem: Bordeaux, França.
Visual: Rubi escuro, bem concentrado.
Olfato: Apresenta notas de ameixa madura, groselha e tabaco.
Paladar: É equilibrado e traz um interessante sabor de café torrado que persiste na boca por um longo tempo, junto com as sensações sentidas no nariz.
Outras considerações: Elaborado com Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (45%) e Cabernet Franc (10%), este tinto foi fermentado e envelhecido em tanques de cimento. É produzido ao norte de St. Emilion.

Classificação: Bom
Faixa de preço: R$ 34,90 [No Recife, na Casa dos Frios]

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Toro Loco Crianza 2010

Postei a foto deste vinho nas redes sociais no momento em que abri para tomá-lo e muitas pessoas ficaram curiosas para saber qual a minha opinião sobre ele. Tal curiosidade foi provocada pela fama do seu “irmão caçula”, de apenas R$ 25, que ficou entre os melhores do mundo na International Wine & Spirits Competition, tradicional competição londrina de vinhos e destilados onde as provas são realizadas às cegas pelo júri.

Aí vai então a avaliação:

Produtor: ENV Coviñas.
Origem: Utiel-Requena, Valência, Espanha.
Visual: Cor violeta brilhante.
Olfato: Canela, fruta vermelha fresca, baunilha e leve pimenta.
Paladar: Redondo, com taninos adocicados. Repete as impressões sentidas no olfato. Final longo.
Outras considerações: O vinho tem em sua composição as uvas Tempranillo (90%) e Cabernet Sauvignon. Amadureceu seis meses em barricas de carvalho, seguidos por mais seis meses em garrafa. Sua graduação alcoólica é de 12,5%. Bastante agradável. Vale a pena pagar R$ 10 a mais para ter este “upgrade”.

Classificação: Bom/Muito Bom [Boa compra]
Faixa de preço: R$ 35 –  [www.wine.com.br]

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vinícola cria caneta com tinta à base de seu melhor vinho



Uma safra de bons contratos assinados. É o que poderíamos dizer a respeito de uma interessante ação promocional realizada por uma vinícola espanhola. Para promover sua marca junto a potenciais clientes, a Casa Mariol enviou a um seleto mailing um “mimo” para lá de inusitado: uma caneta tinteiro e “formulário” de pedido. O propósito é que o mesmo fosse preenchido com a tal caneta. Uma frase logo revelaria a surpresa: “Enchemos uma caneta com o nosso melhor Cabernet Sauvignon, porque nós sabemos que negócios precisam mais do que tinta.” Ou seja, a tinta da caneta foi feita com o próprio vinho tinto da marca, considerado o seu melhor Cabernet Sauvignon.

Enfim, o que parecia estranho, logo se tornou insólito. Agregou valor e chamou a atenção para o objetivo principal: a pré-venda do rótulo. Para isso, a empresa contratou técnicos especializados para desenvolver a tinta, de modo que pudesse se fixar no papel da mesma forma que as tintas comuns.

A campanha, bem como a ação em si e os filmes promocionais foram criados pela agência polonesa Interactive Solutions. Uma ação de relacionamento inteligente e criativa que, com certeza, gerou buzz entre os que a receberam. E, certamente, causou curiosidade, motivando estes a falar sobre o presente recebido com outras pessoas e levando-os a conhecer, comprar e degustar os rótulos. E como diz o próprio título deste nosso blog, que tal seria "escrivinhar" com esta caneta?

Confira o vídeo:

Alta Vista Classic Torrontés 2011

Produtor: Alta Vista
Origem: Salta, Argentina
Visual: Amarelo dourado. Brilhante.
Olfato: Leves notas cítricas mescladas a frutas tropicais, como abacaxi, além de um discreto floral. Muito aromático.
Paladar: Ótima acidez. Sabor delicado, que traz de volta as mesmas sensações sentidas no nariz, junto com um toque mineral.
Outras considerações: Elaborado com a principal variedade branca da Argentina, a Torrontés, este vinho vem da região fria de Salta, mais exatamente do vale de Cafayate. Sua graduação alcoólica é de 14%. Vai muito bem com pescados.

Classificação: Muito Bom [Boa compra]
Média de preço: R$ 23 [No Recife, na Portus (81) 3266-4043]

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O blog conferiu: degustação de vinhos Antinori


Antinori é um dos produtores de vinhos mais tradicionais do mundo. Com mais de 600 anos de existência, está nas mãos da mesma família há 26 gerações. Por isso, quando recebi o convite da distribuidora pernambucana Lacomex para participar de uma degustação dos vinhos da marca italiana aqui no Recife, fiquei feliz em saber que uma empresa tão sólida mantém a preocupação de estar junto dos seus consumidores nos mais diversos cantos do mundo.

O encontro, que aconteceu durante um almoço no Wiella Bistrô, contou com a presença do diretor de exportação da Antinori, Filippo Pulisci, e de Ricardo Carmignani, da importadora Wine Brands, além dos proprietários da Lacomex, Luiz Figueiredo, Luiz Figueiredo Filho e Marco Antônio Freitas. Eles falaram do posicionamento da marca no mercado e contaram também um pouco da história do produtor.

TERROIRS - Além da Toscana, Antinori também produz em outras regiões italianas, como Puglia, Piemonte e Lombardia. “Mas os rótulos só levam o nome Antinori dentro da Toscana”, explica Filippo Pulisci. Já provou os excelentes vinhos chilenos Haras de Pirque? Pois bem, são produzidos pela Antinori, que também tem vinícolas nos Estados Unidos, Hungria e Malta.

Para comprovar a tese de que mantém a tradição aliada à modernidade, a Antinori acaba de construir uma nova cantina escavada na região do Chianti Classico. “É um projeto único, onde foram investidos 100 milhões de euros”, revela Pulisci. Mas eles não deixam de olhar para as origens. Um exemplo é a valorização das castas autóctones (nativas da região). “Elas atualmente movem o mercado”, observa ele.

NÚMEROS - Os 2.300 hectares de vinhedos da empresa são todos próprios, adquiridos ao longo dos anos e de muito estudo. “A autonomia produtiva é um valor primário”, diz Pulisci. A produção anual é de 22 milhões de garrafas. São 240 funcionários fixos, além dos contratados durante os períodos de colheita.

QUALIDADE – Segundo Filippo Pulisci (foto), na Antinori se preza a “obsessão pela qualidade”. Vinhos topo de gama, como Tignanello e Solaia, são simplesmente descartados nos anos em que a safra não foi considerada boa.

POLÊMICA - Para o diretor de exportação, os vinhos “supertoscanos” são uma moda já superada, criada pelos norte-americanos. “O Tiganello, por exemplo, poderia ser um Chianti Classico Riserva”, polemiza. Se um italiano diz isso, quem sou eu para contestar?

Pois bem. Para falar mais dos vinhos, nada melhor do que prová-los. E aí estão as minhas impressões sobre os rótulos degustados no evento:

Montenisa Franciacorta

Produtor: Montenisa (Antinori).
Origem: Lombardia, Itália.
Visual: Cor amarelo dourado. Bolhas finas e persistentes.
Olfato: Notas de frutas secas e de panificação.
Paladar: O sabor traz de volta as sensações do nariz, junto com um gostoso toque de cremosidade. Boa acidez.
Outras considerações: Espumante elaborado com as variedades Chardonnay, Pinot Bianco e Pinot Nero. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 163

Le Mortelle Vivia 2011

Produtor: Le Mortelle (Antinori).
Origem: Maremma, Itália.
Visual: Amarelo claro com tons dourados.
Olfato: Delicado, envolvendo notas minerais e de frutas brancas, principalmente maçã verde.
Paladar: Excelente acidez e final prolongado. Mostra as mesmas características do nariz e ainda um toque lácteo. Levemente untuoso.
Outras considerações: Este branco, elaborado com as uvas Vermentino, Viognier e Ansonica, vem de uma propriedade nova da Antinori. Tem 12,5% de teor alcoólico.
Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 91

Il Bruciato 2010

Produtor: Tenuta Guado Al Tasso (Antinori)
Origem: Bolgheri, Itália.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Frutas vermelhas frescas, eucalipto, erva doce, caramelo e tostado.
Paladar: Boa presença de boca, revelando também notas de café. Presença marcante do tostado e final levemente apimentado. Equilibrado.
Outras considerações: Elegante e gastronômico, este tinto tem em sua composição as variedades Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, cultivadas na propriedade mais moderna do grupo, onde também se planta outras variedades de frutas, como mirtilo e damasco - tudo dentro dos padrões biológicos. A bebida amadureceu oito meses em carvalho francês e tem 13,5% de álcool.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 127

Marchesi Antinori Chianti Classico Riserva 2010

Produtor: Antinori
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Rubi brilhante, com lágrimas finas que se espalham por toda a taça.
Olfato: Delicado, revela notas de frutas vermelhas frescas, eucalipto e baunilha.
Paladar: Leve, de boa acidez e final prolongado. O sabor envolve um agradável frutado, junto com notas de café e algum tostado.
Outras considerações: Produzido desde 1978, este vinho tem em sua composição as uvas Sangiovese, Merlot e Syrah. Seu amadurecimento foi de 14 meses em carvalho. Possui graduação alcoólica de 13,5%. O potencial de guarda é de cerca de 10 anos.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 122

Tignanello 2009

Produtor: Antinori
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi. Apresentou na taça um halo aquoso.
Olfato: Elegante, exibe notas de fruta vermelha fresca, mentol, leve tostado e chocolate.
Paladar: Redondo. Tem taninos aveludados e longo retrogosto. As impressões do nariz voltam ao sabor, onde aparece também um toque de café.
Outras considerações: A safra 2009 desse reverenciado ícone da Toscana tem bastante potencial de envelhecimento, mas já pode ser bebido com prazer. Na sua elaboração entram as uvas Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Seu afinamento foi em carvalho francês durante um ano.

Classificação: Excelente/Excepcional
Média de preço: R$ 369

SERVIÇO:
Lacomex
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira, Recife | (81) 3081-2131
:: Av. Rui Barbosa, 1105, Graças, (dentro da concessionária Toyolex), Recife | (81) 3038.4682 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Especial casamento: o brinde da festa


Coluna Escrivinhos, edição de maio da revista Mon Quartier

Casamento que se preze tem que ter brinde. Já que o assunto desta edição é casamento, o tema da coluna vai junto e dá umas dicas pra refrescar a festa.

Para a criançada, para os convidados que não bebem e os “amigos da vez”, suco de frutas da estação não deve deixar de faltar. Nesses tempos de vida saudável, o refrigerante pode tranquilamente ser cortado da lista. Porém, não esqueça de bastante água, que é um item indispensável e deve ser servido do início ao fim da recepção.

Se o casório for ter bebida alcoólica, dê preferência ao espumante. O ideal para ser servido é o do tipo brut (seco), que combina normalmente com a maioria dos canapés servidos. Caso o orçamento para a festa seja mais confortável, servir um champagne (original francês) é puro luxo! Se o casório for ter só bolo e espumante, prefira um rótulo demi-sec, que é menos seco que o espumante brut e vai harmonizar melhor com o doce.

Ah, e uma dica que todo mundo quer saber: normalmente, calcula-se uma garrafa de espumante para três adultos.

Se a festa for de dia ou num ambiente descontraído, não vejo nenhum problema em servir cerveja. Aliás, hoje em dia existem uns serviços de chope que são uma delícia. Você contrata, eles levam a máquina, os copos apropriados e ainda uma pessoa para servir os convidados.

Pernambucano é louco por uísque. E muita gente vai “chiar” se não tiver o destilado na festa. Escolha uma marca conhecida para não haver problemas. Uma garrafa da bebida serve dez adultos.

Mesas de coquetéis também são bem vindas e dão um ar maior de animação à festa. Porém, na minha opinião, são totalmente dispensáveis nas comemorações à noite e nos casórios mais tradicionais. Nos casamentos realizados durante o dia ou naqueles mais descontraídos, essas mesas podem fazer a diferença. Fica super bacana, principalmente se tiver muita fruta para a preparação dos drinks.

Vinho branco e tinto são para recepções menores, como jantares em família. Escolha os secos, de preferência de boa qualidade. As lojas especializadas podem indicar opções interessantes.

Um brinde e felicidades!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Enclave 2010


Produtor: Ventisquero.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor violeta. Límpido e transparente.
Olfato: Mostra notas de frutas vermelhas frescas, eucalipto, especiarias e toques tostados.
Paladar: Tem as mesmas características do nariz, revelando-se um vinho volumoso, macio e com final prolongado.
Outras considerações: O novo rótulo “top” da Ventisquero tem em sua composição as variedades Cabernet Sauvignon (86%), Petit Verdot (7%), Carmenère (5%) e Cabernet Franc (2%). A bebida amadureceu em carvalho francês (50% novo e 50% usado) durante 18 meses e descansou mais um ano em garrafa antes de ser lançado no mercado. É produzido com uvas cultivadas em duas pequenas parcelas de uma sub-região de Pirque, localizada no Vale do Maipo Andes. Teor alcoólico de 14%.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 420
Importador: Cantu [no Recife – (81) 3455.3944]

Grey GCM 2012


Produtor: Viña Ventisquero.
Origem: Vale do Colchagua, Chile.
Visual: Violáceo bem claro e brilhante.
Olfato: Suas principais características são o floral, frutas vermelhas frescas, defumado e leve pimenta.
Paladar: Traz de volta as sensações do nariz, junto com um toque lácteo. Corpo leve, mas de boa estrutura.
Outras considerações: A sigla GCM faz referência às três uvas utilizadas no corte deste vinho:  Garnacha (50%), Cariñena (30%) e Mataro (20%). Apenas cinco mil garrafas foram produzidas, sendo 40% delas enviadas para o Brasil. Seu estágio em carvalho foi de seis meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 89
Importador: Cantu [no Recife – (81) 3455.3944]

Grey Pinot Noir 2011


Produtor: Viña Ventisquero.
Origem: Vale de Leyda , Chile.
Visual: Cor cereja, bem clara e brilhante.
Olfato:  Notas de frutos vermelhos do bosque, como morango e framboesa,  leve caramelo e madeira delicada, bem integrada ao conjunto.
Paladar: Leve e fresco, trazendo além das sensações do olfato e um toque agradável de café.
Outras considerações: A bebida amadureceu 12 meses em carvalho francês de 2º e 3º uso. Tem potencial de guarda. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 89
Importador: Cantu [no Recife – (81) 3455.3944]

O blog conferiu: lançamento dos novos vinhos da Ventisquero

 O embaixador da vinícola chilena Ventisquero, Nicolas Torres (foto), esteve ontem no Recife para apresentar os lançamentos da marca, entre eles o novo rótulo “top” da casa: o Enclave. Além da capital pernambucana, o enólogo também passou por São Paulo para divulgar as novidades. O evento aconteceu em um jantar harmonizado, no restaurante Wiella Bistrô, com a parceria da Importadora Cantu.


Na ocasião, os convidados provaram três lançamentos (Enclave 2010, Grey Pinot Noir 2011 e Grey GCM 2012) e mais dois rótulos que já fazem parte do portfólio da Ventisquero, porém nas suas safras mais recentes (Pangea 2008 e Grey Chardonnay 2011).

Confira nos posts seguintes as impressões sobre os vinhos provados.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mendel Malbec 2009


Produtor: Mendel Wines.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina
Visual: Cor violácea brilhante, denotando jovialidade. Lágrimas curtas.
Olfato: Fruta bem madura, pimenta e chocolate.
Paladar: Carnudo e potente, mas não é agressivo - uma vez que possui taninos elegantes. Repete as sensações do nariz, trazendo ainda notas de café. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec provenientes de videiras de 1928 (pé franco). O vinho estagiou um ano em carvalho francês novo e tem 14,3% de álcool. Elegante e longevo.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 80
Importador: Expand

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Weinert Malbec Gran Vino – 1997 (#CBE)


Em homenagem ao “Malbec World Day”, comemorado no dia 16 do último mês, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs de maio elegeu um vinho feito com a uva Malbec para ser comentado entre os confrades. Como a escolha era livre, resolvi comentar um rótulo degustado durante o aniversário de um cunhado querido (de verdade, viu Rodrigo Lobo!). Já que era um exemplar já com alguns longos aninhos de vida, não podia deixar de abri-lo e contar aqui pra vocês como ele estava.

Produtor: Cavas de Weinert
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina
Visual: Cor granada, com reflexos atijolados.
Olfato: Fruta ainda presente, com notas de compota, especiarias e um leve odor licoroso.
Paladar: A fruta agora aparece discretamente. A bebida já está com uma certa característica oxidativa, lembrando de longe um Porto.
Outras considerações: Foi uma experiência muito interessante provar esse vinho, que não estava armazenado nas condições ideais (garrafa de pé) e já perdendo as suas características de juventude, mas que se tornou uma bebida com um aspecto licoroso. Nessa fase em que está, cai bem como um vinho de contemplação. Elaborado 100% com a uva Malbec, estagiou três anos em barris de carvalho francês.

Classificação: Incomum.

Hoje tem “Quinta Francesa” com queijos e vinhos no RioMar


Uma boa opção de diversão hoje (02) à noite para os amantes de queijos e vinhos do Recife. A partir das 19h, a loja Campo da Serra do shopping RioMar, em parceria com o Wine Bar Casa dos Frios, vai promover uma noite de queijos e vinhos franceses.

Na ocasião, o chef Leandro Ricardo vai preparar algumas delícias com os queijos Camembert e Boursin para o público provar e harmonizar.

Haverá opção de vinhos em taça. Além de rótulos franceses, como o Château Bellevue la Randée, serão disponibilizados espumantes, brancos e tintos do Chile e Portugal.

SERVIÇO:
Campo da Serra Rio Mar. Shopping Rio Mar, piso G1
Fone: (81) 3048.5351

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quem disse que nos Pampas só tem gado?

Coluna Escrivinhos do mês de abril da revista Mon Quartier

O vinho me leva pelo mundo em cada viagem mais incrível que a outra. Dessa vez, fui parar lá nos Pampas do Rio Grande do Sul, fronteira com Uruguai - região dominada pela agropecuária e agricultura, principalmente da soja e do arroz. Para quem não sabe, desde a década de 90 o local também vem começando a “botar as mangas de fora” no assunto vinho. E é disso que eu vou falar para vocês.

A Campanha Gaúcha é uma região que engloba oito municípios: Candiota, Bagé, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Rosário do Sul, Alegrete, Quaraí e Itaqui. A produção anual estimada é de oito milhões de litros, com foco na produção de vinhos finos e espumantes. Lá, me impressionaram alguns belos espumantes, mas principalmente os vinhos tintos produzidos com a uva Tannat, variedade que já se dá super bem no vizinho Uruguai. Também podemos encontrar bons Cabernet Sauvignon e alguns brancos distintos, feitos com as uvas Chardonnay, Gewürztraminer e Viognier.

A “base” para quem quer conhecer a região é a cidade de Santana do Livramento, local muito visitado por turistas, uma vez que fica na fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai, conhecida pelos seus free-shops. O incrível é que depois de provar tantos bons vinhos nessa região, nem deu vontade de comprar os importados!

Querem exemplos? A gigante Almadén, do grupo Miolo, conhecida pelos seus vinhos simples e baratos tem uma pequena jóia no seu catálogo: o “Vinhas Velhas Tannat”. Um excelente tinto feito com uvas cultivadas em vinhedos com mais de 35 anos. Por falar em preciosidade, essa é a palavra certa para descrever os tintos da Routhier e Darricarrère – uma vinícola de pequena produção que faz um grande vinho: o ‘Província de São Pedro Cabernet Sauvignon’. Também tem em seu portfólio o ‘Red’, vinho mais jovem e descontraído, porém muito bem feito.

Não posso deixar de elogiar também as criações da Cordilheira de Sant'ana e Camponogara (Rota 293), o Tannat da Rio Velho, além dos vinhos honestos (simples, bem feitos e acessíveis) da Dom Pedrito.

Mas confesso que o meu “queixo caiu” em dois momentos: o primeiro, numa visita à vinícola Guatambu. O complexo que a família Pötter está terminando de construir em Dom Pedrito não deixa nada a dever às vinícolas de primeiro mundo, com equipamentos modernos, arquitetura arrojada e de bom gosto. Tem tudo para se tornar um referencial no Sul do país, uma vez que os vinhos também são encantadores – a começar pelos espumantes.

Praticamente no fim do mundo, no município de Itaqui, localizado a 750 quilômetros de Porto Alegre, está outra super estrutura: a vinícola Campos de Cima. No meio a extensos campos de criação de gado e ovelhas, além do cultivo de arroz, desponta a vitivinicultura. Lembrem da marca Campos de Cima: um dia vocês ainda poderão se deliciar com seus distintos vinhos brancos, tintos e espumantes. É coisa de gente grande!

E durante a viagem de volta, chacoalhando dentro de um micro ônibus debaixo de uma tempestade de raios e trovões, eu só pensava em duas coisas:

1ª - Tenho que contar isso tudo a vocês.
2ª-  Tomara que os meus vinhos não quebrem!

Saúde!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lacomex desmistifica o vinho francês e lança o projeto "Vive La France"


Vinho bom tem que ser caro? É para desmistificar essa premissa que a Lacomex acaba de lançar o “Vive La France”, projeto de importação direta de vinhos franceses das regiões de Bordeaux, Provence e Côtes Du Rhone. Segundo Luís Figueiredo, diretor da Lacomex, o objetivo é trazer vinhos de qualidade de Bordeaux com excelente custo benefício para o consumidor. O projeto é uma parceria comercial, pelo segundo ano consecutivo, com a Salin – terceira maior empresa de comercialização de vinhos de Bordeaux, cujo diretor Geral, Christophe Lillet, esteve presente em almoço de apresentação dos vinhos, no Wiella Bistrô.

No mercado desde 1798, a Salin está presente em 40 países, com destaque para EUA, Japão, China e Bélgica. O projeto foi apresentado com harmonização guiada com amostra de cinco vinhos com pratos preparados pelo chef do Wiella, Claudemir Barros.

Em Bordeaux são produzidas por ano mais de 850 milhões de garrafas de vinho, variando de grandes quantidades de vinho de mesa, para alguns dos vinhos mais caros e prestigiados do mundo. Os vinhos de Bordeaux são produzidos em 9.000 vinícolas geralmente chamados castelos a partir das uvas de 13.000 viticultores. A produção média é de 5,24 milhões de hectolitros (700 a 800 milhões de garrafas).  Pensando nisso, a Lacomex foi “garimpar” bons vinhos com custos mais em conta.

O primeiro vinho degustado foi o Château Savariaud 2009 – Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec – harmonizado com o sauté de shitaki ao tarê – molho teryaki, com geleia de pimenta e gengibre. Um vinho simples para o dia a dia, que custa apenas R$ 36,00, mas de qualidade bastante relevante, apesar de não passar por barricas de carvalho. O Segundo foi La Dame de Malescot 2006 – Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc (R$ 212,00) –, combinado com o ravióli de cordeiro ao molho roti. Este rótulo é produzido pelo SCEA Château Malescot St Exupery, na renomada região de Margaux.

Na sequencia foi degustado o  L’Abeille de Fieuzal – Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot (R$ 142,00), que na minha opinião, foi a melhor harmonização: magret defumado com mussline de mandioquinha e crispe de shitake. Por fim, foi apresentado o  L’Étoile de Clotte 2009 – Merlot e Cabernet Franc (R$ 142,00) com o lombo de cordeiro com risoto de parmesão ao vinho tinto. Para fechar o almoço, foi servida a sobremesa: crepe de maça com sorvete de baunilha.

De acordo com a diretora financeira da Lacomex, Maria Eduarda Figueiredo, em breve os restaurantes do Nordeste também terão estes rótulos em suas cartas. E o consumidor ou cliente podem solicitar rótulos específicos que não estejam no portfólio da Lacomex e nem tenham aqui no Nordeste para vender. Traremos rótulos específicos que ele desejar. É só nos consultar”.

O diretor Luís Figueiredo diz que mal deu início ao projeto, os resultados foram surpreendentes e superaram as expectativas. “O projeto deu tão certo que em breve estenderemos para outras regiões e países, e sempre com a mesma proposta: custo benefício“.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Colomé Estate Malbec 2009 - #malbecworldday


Produtor: Bodega Colomé
Origem: Salta, Argentina
Visual: Cor violácea profunda com lágrimas curtas.
Olfato: Bastante aromático. Mostra frutas vermelhas maduras, muita especiaria, café, chocolate, tabaco e defumado.
Paladar: Seco, traz novamente a fruta madura junto com toques de caramelo. O final é bem apimentado.
Outras considerações: Apesar de só aparecer a uva Malbec no rótulo, este tinto também também tem pequenas porções de outras cepas na sua composição. Ele é feito com 85% de Malbec, 8% de Tannat, 3% de Cabernet Sauvignon, 2% de Syrah e 2% dePetit Verdot. Possui graduação alcoólica de 14,5%, passou por um amadurecimento de 18 meses em carvalho francês e envelhecimento de seis meses em garrafa. Por sua grande concentração, é um vinho que deve ser aerado antes de beber. A minha sugestão de harmonização é com um steak au poivre.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 95

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Champagne Mumm

Champagne foi o ponto de partida para o tour vinícola que fiz neste mês de abril à França. E a primeira cidade a ser visitada foi Reims, bem no coração daquela área de denominação de origem controlada. A maison escolhida para iniciar o passeio foi a tradicional Mumm, fundada em 1827.

Sua garrafa é conhecida mundialmente pelo cordon rouge - laço de seda vermelho que é símbolo de uma das maiores honrarias da França, concedida a militares e civis importantes no período de Napoleão Bonaparte. Também é o champagne oficial da Fórmula 1 – aquele que é estourado no pódio pelos pilotos vencedores da corrida.

Pois bem, atualmente a Mumm produz oito milhões de garrafas, das quais 60% são exportadas. Suas caves têm capacidade para armazenar 25 milhões de garrafas. São impressionantes 25 quilômetros de adega subterrânea, com 14 metros de profundidade, onde a temperatura natural é de 10°C.

Eles possuem 218 hectares de vinhedos, onde a colheita é toda feita manualmente. Até 1955, a fermentação alcoólica do seu champagne era feita em barricas de carvalho. Atualmente, é feita em tanques de inox.

Confira a avaliação do produto mais querido da maison:

Mumm Cordon Rouge Brut

Produtor: Mumm.
Origem: Champagne, França.
Visual: De cor amarelo dourado, esbanja finas borbulhas na taça.
Olfato: frutado e delicado, com notas de panificação e frutas cristalizadas.
Paladar: Traz notas amendoadas e de frutas brancas, com boa acidez e cremosidade. 
Outras considerações: Uma bebida finíssima, elaborada, feita com 45% de Pinot Noir, 30% de Chardonnay e 25% de Pinot Meunier. Este champagne significa 90% da produção da casa.

Classificação: Excelente.

“Top Ten” do Expovinis este ano foi “Top Eleven”

Saiu o resultado do tradicional concurso Top Ten, realizado anualmente durante o Expovinis Brasil, evento considerado o maior do setor na América Latina. Este ano, a feira acontece de hoje (24) até a próxima sexta (26), no pavilhão azul do Expo Center Norte, em São Paulo.

Foram analisadas às cegas por 12 jurados, durante dois dias, 224 amostras de vinhos de diversas nacionalidades.

ZEBRA - Este ano, acredito que por causa da “zebra” ocorrida na edição passada, onde um vinho do Vale do São Francisco (Testardi Syrah, da ViniBrasil - na foto à direita) levou o título de melhor tinto nacional do evento, os  organizadores decidiram dividira categoria em duas: os da Serra Gaúcha e os de outras regiões.

TOP 11 - Outra novidade deste ano foi que por causa de um empate na categoria Velho Mundo, a prova acabou elegendo onze vinhos.

Conheça a lista dos vencedores:

ESPUMANTE NACIONAL :
Villaggio Grando Espumante Brut Rosé 2012 (Água Doce, Santa Catarina)

ESPUMANTE IMPORTADO :
Aida Maria Rosé Brut Reserva 2007 (Douro, Portugal)

BRANCO NACIONAL :
Da’divas Chardonnay 2012, Lidio Carraro (Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul)

BRANCO IMPORTADO :
Casas Del Bosque Sauvignon Blanc Reserva 2001 (Casablanca, Chile)

TINTO NACIONAL SERRA GAÚCHA :
Perini Quatro 2009 (Vale do Trentino, Rio Grande do Sul)

TINTO NACIONAL OUTRAS REGIÕES  :
Pericó Basaltino Pinot Noir 2012 (São Joaquim, Santa Catarina)

ROSÉ :
Maquis Rosé 2012 (Vale Aconchágua, Chile)

TINTO NOVO MUNDO :
Vistalba Corte A 2009 (Mendoza, Argentina)

TINTO VELHO MUNDO :
Santa Vitoria Grande Reserva 2008 (Alentejo, Portugal) e Sacagliola Sansì Selezione Barbera d’Asti 2009 (Piemonte, Itália)

DOCES E FORTIFICADOS :
Quinta Do Noval Porto Tawny 40 Anos (Porto, Portugal)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Wine Bar harmoniza seus vinhos com queijos Campo da Serra

Nesta quinta-feira (25), das 19h às 22h, o Wine Bar Casa dos Frios (Shopping RioMar, no Recife) vai ser anfitrião de uma degustação harmonizada de seus vinhos com os queijos da marca Campo da Serra. É uma oportunidade para os clientes conhecerem os produtos das duas lojas de uma forma diferente e descobrirem como os sabores dos dois elementos se combinam da melhor forma.

A participação custa R$ 50, dos quais R$ 25 podem ser revertidos na compra de vinhos do Wine Bar ou em queijos Campo da Serra.

Na oportunidade, serão degustados os seguintes produtos:

VINHOS:
Chono Reserva Sauvignon Blanc (Chile)
Estampa Gold Carmenère (Chile)
Kiyapura Gran Reserva Cabernet Sauvignon (Chile)
Henrique Foster Reserva Malbec (Argentina)
Assobio Douro Tinto (Portugal)
Murganheira Super Reserva Bruto (Portugal)

QUEIJOS:
Asiago
Cablanca
Fontina
Ementhal
Gruyère
Montanhês

SERVIÇO:
Degustação Wine Bar Casa dos Frios | Campo da Serra
Quando: 25/04/13 (quinta-feira), das 19h às 22h
Onde: Wine Bar Casa dos Frios – Shopping RioMar (Recife)
Quanto: R$ 50 por pessoa (dos quais R$ 25 podem ser revertidos em compras de queijos ou vinhos)
Informações e vendas: Casa dos Frios - 2125.0000/2125.0231 | Wine Bar - 3266.5595 | Ferreiro Premium - 3423.0854

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Degustação de queijos e vinhos no Campo da Serra


A partir de hoje (18/04), a loja Campo da Serra e o Wine Bar Casa dos Frios, do Shopping Rio Mar, promovem degustação de queijos e vinhos todas as quintas-feiras, das 19h às 22h em suas lojas. O evento acontece de forma alternada: uma semana na loja Campo da Serra e outra no Wine Bar. O valor do voucher custa R$ 50,00, sendo R$ 25,00 revertido em consumo no dia do evento.

O objetivo do encontro, segundo Vitória Barros, é promover relacionamento e fazer com que as pessoas conheçam mais sobre queijos e vinhos. “A ação também é uma forma de as pessoas fazerem um happy hour e passar o tempo, esperando, inclusive, o trânsito melhorar. Evita o estresse e ainda relaxa”.

Na semana que vem (25/04) a degustação será no Wine Bar Casa dos Frios. Informações podem ser adquiridas nas próprias lojas.