sexta-feira, 27 de março de 2015

Os 82 melhores tintos italianos segundo a Wine Spectator

Entre os 100 melhores vinhos italianos eleitos recentemente pela publicação Wine Spectator, 82 são do tipo tinto. Além dos reverenciados Barolos e Brunellos di Montalcino, também figuraram na lista rótulos menos ilustres, como da região do Etna, na Sicília, e do Valle d'Aosta. A maior parte dos eleitos vem da região da Toscana, sendo seguidos pelos vinhos da Toscana.


Confira a lista, que foi publicada pelo The New York Times:
  • Isola dei Nuraghi Barrua 2011 Agricola Punica
  • Barolo Romirasco 2006 Aldo Conterno
  • Amarone della Valpolicella Classico 2006 Allegrini
  • Brunello di Montalcino 2008 Montosoli Altesino
  • Badia a Passignano Riserva Chianti Classico 2008 Antinori
  • Isola dei Nuraghi Turriga 2007 Argiolas
  • Sagrantino di Montefalco 25 Anos 2009 Arnaldo Caprai
  • Cortona Merlot Desiderio 2011 Avignonesi
  • Chianti Classico Brolio Castelo Grande Seleção 2011 Barone Ricasoli
  • Etna Serra della Contessa 2004 Benanti
  • Cor Toscana 2005 Bibi Graetz (TESTAMATTA)
  • Brunello di Montalcino Tenuta Greppo 2007 Biondi Santi
  • Barbera d'Asti Bricco Uccellone 2009 Braida di Giacomo Bologna
  • Farnito Toscana Cabernet Sauvignon 1997 Carpineto
  • Brunello di Montalcino 2007 Cerretalto Casanova de Blacks
  • I Sodi di San Niccolo Tiscana 2010 Castellare di Castellina
  • Chianti Classico Vineyard Casuccia Grande Seleção 2011 Castello di Ama
  • Chianti Classico Riserva 2010 Coltassala Castelo Volpaia
  • Barolo Bricco Boschis Vigna San Giuseppe Riserva 2006 Cavallotto
  • Barolo Bricco Rocche 2006 Ceretto
  • Jema Corvina Veronese 2009 Cesari
  • Brunello di Montalcino Riserva Poggio al Vento 2004 Col d'Orcia
  • Aglianico del Vulture 2007 Caselle D'Angelo
  • Barolo Cannubi 2006 Damilano
  • Tenores Romangia 2010 Dettori
  • Bramble Sangiovese Romagna Superiore Riserva 2010 Drei Dona
  • Montiano Lazio 2007 Falesco
  • As Fortalezas de Barolo Riserva Falletto 2004 Falletto de Bruno Giacosa
  • Fontalloro Berardenga 2011 Farm felsina
  • Terra Trabalho Campania 2012 Fattoria Galardi
  • Taurasi 2009 Feudi di San Gregorio
  • Hedges 2007  Fonterutoli
  • Flaccianello Colli della Toscana Centrale 2001 Fontodi
  • Red Garnet Vineyards das Dolomitas 2010  Foradori
  • Sori San Lorenzo Langhe 2011 Gaja
  • Primitivo di Manduria 2011 Es Gianfranco Up
  • Barolo Monprivato 2004 Giuseppe Mascarello & Son
  • Brunello di Montalcino Riserva Vigna Paganelli 2007 Il Poggione
  • Messorio Toscana 2004 O Macchiole
  • Neto Gravello Val di 2.012 Librandi
  • Tuscany luz 2011  Luz
  • Barolo Cannubi Boschis 2003 Luciano Sandrone
  • Rubesco Vigna Monticchio Torgiano Riserva 2005 Lungarotti
  • Albareda Sforzato di Valtellina 2009 Mamete Prevostini
  • Villa Gemma Montepulciano d'Abruzzo 2000 Masciarelli
  • Amarone della Valpolicella Costasera Classico 2009 Masi
  • Primitivo di Manduria ALTEMURA 2010 Masseria Altemura
  • Salento 2010 Masseria Li Veli
  • Barolo Vigna Rionda Riserva 2000 Ten Years Massolino
  • Taurasi Radici 2009 Mastroberardino
  • Brunello di Montalcino Vigna Loreto 2009 Mastrojanni
  • Nos Teroldego Riserva 2006 Mezzacorona
  • Barolo 2010 Paiagallo Mirafiore
  • Colli di Salerno 2011 Montevetrano
  • 5 estrelas Sfursat Sforzato di Valtellina 2010 Nino Negri
  • O Grande Gorge Chianti Classico 2011 Selection Nozzole
  • Calabria Odoardi GB 2012 Odoardi
  • Barolo Bric del Fiasc 2006 Paolo Scavino
  • Siciliane Contrada G Terre 2012 Passopisciaro
  • Barolo Le Coste 2010 Pecchenino
  • Bòggina Toscana 2011 Petrolo
  • Barolo 2010 Pio Cesare
  • Barolo Rocche dell 'Annunziata 2010 Renato Ratti
  • Vigorello Toscana 2010 San Felice
  • Brunello di Montalcino Poggio Doria 2007 Silvio Nardi
  • Brunello di Montalcino 2006 Siro Pacenti
  • Colle Grimaldesco Montefalco Sagrantino 2009 Tabarrini
  • Rosso del Conte County Sclafani 2010 Tasca d'Almerita
  • Amarone della Valpolicella Classico Capitel Monte Olmi 2004 alemães
  • Le Vigne um abrigo Aglianico del Vulture 2009 Portal Estate
  • Ornellaia Bolgheri Superiore 2005 Ornellaia
  • Lodovico Toscana 2011 Tenuta di Biserno
  • Bolgheri Sassicaia Sassicaia-2011 Tenuta San Guido
  • Oreno Toscana 2010 Tenuta Sette Ponti
  • Bricco Arcagna Rossese Dolceacqua 2010 Terre Bianche
  • Re Manfredi Serpara Aglianico del Vulture 2008 Terre Swabians
  • Amarone della Valpolicella Classico 2007 Tommasi
  • Bocca di Lupo Castel del Monte Aglianico 2004 Tormaresca
  • Cumaro Conero Riserva 2007 Umani Ronchi
  • Brunello di Montalcino Riserva 2005 Madonna del Piano Valdicava
  • A crena Barbera d'Asti Superiore Nizza 2009 Vietti
  • Amarone della Valpolicella Classico 2006 Zenato

quarta-feira, 25 de março de 2015

Recife recebe a visita de uma das mais influentes mulheres do mundo do vinho


Susana Balbo, a enóloga mais reconhecida e prestigiada na Argentina vai estar hoje (25) e amanhã (26) no Recife, onde apresentará novos rótulos e algumas novidades relacionadas à sua vinícola, Domínio del Plata.

Em parceria com a Cantu Importadora, ela vai participar, nesta quarta (25) à noite, de um encontro com chefs, sommeliers e donos de restaurante da cidade, no Restaurante Ponte Nova. Já nesta quinta-feira (26), Susana conversa com formadores de opinião durante o almoço, no La Cuisine Bistrô, em Boa Viagem.

Susana, que foi eleita pela publicação britânica The Drink Business como uma das mulheres mais influentes do mundo do vinho, passará apenas por três capitas nessa viagem ao Brasil: São Paulo (onde participou do lançamento do Guia Descorchados 2015), Recife e Fortaleza.

segunda-feira, 23 de março de 2015

O Malbec argentino que homenageia um marechal brasileiro

Este fim de semana, abri um bom Malbec elaborado pela bodega argentina Goulart, cujos vinhos são trazidos ao Brasil pelo site wine.com.br. Além de me surpreender com a qualidade da bebida, também achei curiosa a história que encontrei no contra-rótulo:

"Marshall Goulart ou Marechal Goulart: 1932, São Paulo - Brasil. Marechal Goulart, líder da Revolução Constitucionalista e Capitão da ‘Legião Negra’, após a derrota das tropas paulistas, é preso por Getúlio Vargas em Ilha Grande e exilado em Mendoza. Compra um vinhedo de Malbec em Lulunta e passa seus dias escrevendo "As verdades da Revolução Paulista". Retorna ao Brasil no início da 2ª Guerra Mundial como General e faleceu em 1964 como Marechal. Nunca mais voltou a Mendoza. Deixou seu vinhedo e o sonho de produzir vinho por amor ao Brasil. Hoje descansa no Mausoléu do parque Ibirapuera, em São Paulo. Em 1997, sua neta Erika Goulart consegue recuperar o vinhedo e instala-se em Mendoza para transformar o vinhedo centenário de Goulart em um dos melhores Malbecs do Mundo".

Confira as minhas impressões sobre o vinho:

Goulart M The Marshall Reserva Malbec Single Vineyard 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Goulart.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta profunda.
Olfato: Ameixa, frutas em compota, floral, café e cassis.
Paladar: Encorpado, concentrado, com taninos bem marcantes. Reflete no sabor as mesmas sensações percebidas no aroma e traz ainda um toque de especiarias. Final prolongado.
Outras considerações: Com 14,2% de álcool, este potente Malbec maturou oito meses em barricas de carvalho . É um vinho que tem que ser acompanhado de comida. Faz par com carnes vermelhas.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 80.

sexta-feira, 20 de março de 2015

B&G Les Charmes de Magnol 2009


Tipo: Tinto.
Produtor: Barton & Guestier.
Origem: Haut Médoc, Bordeaux, França.
Visual: Cor rubi profundo e brilhante.
Olfato: Pronunciado, com notas de ameixa, cassis, baunilha, especiarias e café.
Paladar: Um tinto com boa acidez e taninos presentes. De médio a encorpado. Seu sabor revela frutas maduras, café e um leve tostado. Final de média intensidade, com toques de especiarias.
Outras considerações: Elaborado com 60% de Cabernet Sauvignon e 40% de Merlot, este vinho maturou seis meses em carvalho francês e tem 12,5% de álcool. Equilibrado e agradável, bom para acompanhar carnes de caça e queijos curados.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 98,90 [No Recife, nas lojas RM Express. A distribuição para Pernambuco é exclusiva do Grupo RM]

quinta-feira, 19 de março de 2015

12 e Mezzo Malvasia del Salento 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Varvaglione Vigne & Vini.
Origem: Puglia, Itália.
Visual: Coloração amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Muito aromático, traz notas florais, de mel, maracujá e folha de limoeiro.
Paladar: De médio corpo, exibe boa acidez e final prolongado. O sabor se assemelha muito às sensações sentidas no nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malvasia Bianca, é um vinho fresco e leve, com 12,5% de álcool. Boa pedida para quem gosta de vinhos com aroma marcante.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 60 [Importado pela Domno]

quarta-feira, 18 de março de 2015

Enólogo português Luis Duarte conduz degustações no Nordeste na próxima semana


O premiado enólogo português Luis Duarte fará, na próxima semana, um tour por quatro capitais do Nordeste apresentando os seus vinhos.

No dia 24 ele estará em Fortaleza, com degustação guiada no empório Delitalia. No dia 25 em Natal, num evento fechado para 80 pessoas. Já no dia 26, sua apresentação será em João Pessoa, no Acqua Restolounge. Recife será a ultima cidade visitada, no dia 27, onde Duarte guiará um jantar harmonizado, no restaurante Siwichi. A iniciativa é uma parceria com a importadora Licínio Dias (LD).

Em Fortaleza, a participação individual custará R$ 100, dos quais R$ 50 poderão ser revertidos na compra de vinhos do evento. A degustação guiada acontece a partir das 20h. Informações: (85) 3133-5001

Em João Pessoa, o jantar harmonizado será às 20h. O voucher individual custa R$ 120 e pode ser adquirido através do telefone (85) 9305-8380.

No Recife, o jantar acontece a partir das 19h30. O menu com os vinhos custará R$ 145 por pessoa. As reservas podem ser feitas através dos fones (81) 9602-3198 ou 3204.9921.

terça-feira, 17 de março de 2015

ClubeW completa cinco anos e contabiliza mais de 100 mil sócios


Primeiro clube de vinhos lançado no Brasil, o ClubeW está completando este mês cinco anos de existência. Com mais 100 mil associados, é o maior da América Latina, tendo entregado mais 3,5 milhões de garrafas de vinho no país. O projeto é mantido pela Wine.com.br.

“Desde o início da Wine.com.br já tínhamos a vontade de lançar este clube de vinhos. Completar cinco anos com 100 mil sócios que confiam em nossa curadoria é o que nos faz seguir em frente, sabendo que estamos no caminho certo e concretizando o sonho de democratizar, de maneira consciente, o vinho no Brasil”, afirmou Rogerio Salume, CEO da Wine.com.br.

O ClubeW conta com uma equipe especializada em descobrir, classificar e selecionar os vinhos  de diferentes parte do mundo para os associados do clube. Entre eles estão sommeliers e winehunters.

Os sócios têm três opções de assinaturas:

ClubeW One: vinhos fáceis de beber e de harmonizar. Valoriza a relação qualidade x custo, com um preço fixo de R$ 28 por garrafa.

ClubeW Classic: Vinhos selecionados para representar as mais clássicas e tradicionais regiões produtoras, com preço de R$ 58 por garrafa. É a mais antiga modalidade do clube e a que possui mais sócios (mais de 40 mil).

ClubeW Premium: Seleções exclusivas de vinhos de qualidade top, procedentes de diferentes partes do mundo, com preço de R$115 por garrafa.

Os sócios do clube ainda têm 15% de desconto e entrega gratuita em todas as compras no site da Wine.com.br.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Conheça o queijo que é feito com vinho

Imagine um queijo criado em homenagem aos amantes de vinho. Ele leva vinho em sua massa e ainda é recheado com bolinhas de mussarela marinadas na bebida. Este queijo chama-se Morbivinho e é produzido pelo laticínio pernambucano Campo da Serra.


Segundo a engenheira química Vitória Barros, o produto tem a mesma massa do queijo de origem francesa Morbier. A diferença é que na hora do preparo, o leite que é usado para fazer o queijo leva um pouco de vinho tinto seco. Ela explicou também que são adicionadas à massa bolinhas de mussarela que ficaram marinando no vinho de dois a três dias.

Vitória (foto abaixo) aprendeu a receita com um professor do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, escola mineira que forma profissionais na área de leite e derivados. Já que não tinha conhecimento de ninguém que produzisse o queijo no Brasil, resolveu incluir a novidade no cardápio da sua Campo da Serra, que oferece cerca de 40 diferentes variedades de queijos e laticínios.


O Morbivinho destaca-se entre os outros queijos pela sua aparência. A casca é de coloração vinho e a massa exibe um interessante recheio de bolinhas marinadas. O sabor é suave e a consistência é macia, bem parecida com a do queijo Morbier. Embora já tenha vinho na receita, o produto harmoniza com tintos leves, como um Merlot.


A Campo da Serra possui duas lojas no Recife (Boa Viagem e shopping RioMar) e outra no município de Gravatá, agreste pernambucano.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Os vinhos do “Rei do Amarone”

Fundada no final do século 18, a Agricola Masi é uma das mais importantes vinícolas da Itália e uma das marcas de vinho mais admiradas no mundo. São conhecidos como os "Reis do Amarone", por ter aprimorado as técnicas de passificação de uvas utilizadas no Amarone, tradicional vinho da região do Veneto.


Esta semana, pude participar de um curso de vinhos como o enólogo da casa, Vincenzo Protti (foto), promovido no Recife pela importadora Mistral e Casa dos Frios. Na ocasião, os participantes provaram alguns vinhos da marca, inclusive rótulos produzidos pela Masi na região do Tupungato, Argentina.

Seus vinhos são complexos e modernos, mas que preservam a tipicidade local. Quem está à frente do grupo atualmente é Sandro Boscaini, descendentes dos fundadores da Masi. Ele buscou resgatar castas autóctones (nativas) do Veneto e trazer novas técnicas de produção. Em seu vinhedo experimental, possui quase 50 variedades diferentes de uvas para selecionar os melhores clones das castas mais emblemáticas e importantes da região, como a Corvina, a Rondinella, a Garganega, Pinot Grigio e Refosco, entre outras. Com este trabalho, a Masi conseguiu recuperar, por exemplo, a antiga uva Oseleta, que pode melhorar os cortes de vinhos DOC e DOCG da região de Verona.

Confira a avaliação de alguns vinhos provados durante o curso:

Levarie Soave 2011


O nome “Soave” estampado no rótulo, ao contrário do que parece, não significa que o vinho é suave. Ao contrário. Trata-se de uma denominação de brancos secos produzidos na região de Soave, comuna do Veneto. Este foi produzido com uvas Garganega (85%) e Trebbiano di Soave (15%). Sua coloração é amarelo palha com reflexos dourados. O aroma, de média intensidade, revela notas florais, de maçã, mel e algo que lembra amendoim. O paladar é de médio corpo e média acidez, com sabor de frutas secas. Parte do vinho (20%) estagiou em carvalho. Tem 12% de álcool.

Classificação: Bom
Preço: R$ 107,50*

Passo Doble 2011


Já havia comentado este vinho aqui no blog, porém sobre a safra de 2007. É um corte das uvas Malbec (70%) e Corvina (30%) cultivadas na região de Tupungato, em Mendoza, na Argentina. Aliás, a uva Corvina foi introduzida naquele país pela Masi, segundo observou o enólogo Vincenzo Protti. Este tinto tem coloração rubi com traços violáceos. Já no nariz, apresenta bastante fruta madura, notas florais e de especiarias. Paladar de médio corpo, com taninos de qualidade e ótima acidez. Exibe notas de frutas maduras e café. Maturou nove meses em carvalho. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.
Preço: R$ 79,50*

Campofiorin Rosso del Veronese 2010


Tinto produzido pela técnica de dupla fermentação, que consiste em passificar uma parte das uvas e adicioná-las ao vinho elaborado com uvas frescas. Tem em sua composição as variedades Corvina (70%), Rondinella (25%) e Molinara (5%). Sua cor é rubi de média profundidade com leves traços violeta. O sabor revela notas de cereja, especiarias e couro. Na boca é seco, elegante, repetindo as sensações do aroma. Tem 13% de álcool.

Classificação: Excelente.
Preço: R$ 176,50*

Passo Blanco 2014


Mais um argentino produzido pela Masi na região do Tupungato, na Argentina. Este branco é feito com uvas Pinot Grigio (70%) e Torrontés (30%), onde a Pinot Grigio dá um tom de elegância, integrando-se com a exuberância da Torrontés. Sua coloração é muito clara, com tons esverdeados. Já o aroma envolve notas cítricas, florais, de maçã e erva-doce. Paladar fresco, bem equilibrado e de boa acidez. A graduação alcoólica é de 12,5%.

Classificação: Muito Bom.
Preço: R$ 73,90*

Corbec 2010


Outro interessante corte argentino de Corvina (70%) e Malbec (30%), só que ao contrário do Passo Doble, quem predomina é a uva Corvina, que passa pelo peculiar processo de passificação da Masi. Sua cor é rubi intensa com tons violeta. Frutas maduras, mentol, baunilha, especiarias, café e floral são alguns das características encontradas no aroma. O sabor é encorpado, predominando notas de frutas maduras e chocolate, com final prolongado. A graduação alcoólica é de 14,5%. O vinho maturou 18 meses em carvalho.

Classificação: Muito Bom.
Preço: R$ 315,50*

Costasera Amarone della Valpolicella Classico 2009


Finalmente, um dos Amarone produzidos pela Masi. Apresentou coloração rubi com tons granada, formando muitas lágrimas na taça. Seu rico aroma mostra notas de cereja madura, floral, ameixa, mostarda e mentol.  Paladar elegante, de excelente acidez e persistência. Traz um leve adocicado característico da passificação das uvas. É um Amarone ainda jovem, devendo melhorar com o tempo. Graduação alcoólica de 15%.

Classificação: Excelente.
Preço: R$ 666,50*

*CASA DOS FRIOSAv. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife-PE. (81) 2125-0000.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Guia Descorchados será lançado no Brasil

O respeitado de guia de vinhos Descorchados, publicação do crítico chileno Patricio Tapia (foto) e da Inner Editora, este ano vai incluir os espumantes brasileiros junto às suas avaliações de rótulos argentinos, chilenos e uruguaios. O lançamento do livro no Brasil acontecerá no próximo dia 23, em São Paulo.


O evento deve reunir imprensa e produtores em uma grande degustação com a presença confirmada de mais de 60 vinícolas chilenas, argentinas, uruguaias e brasileiras. Profissionais (compradores, importadores, distribuidores, sommeliers) e enófilos também podem participar do lançamento, que tem vagas limitadas e exige inscrição prévia [ver instruções abaixo]. “É o mais completo guia de vinhos sul-americanos já elaborado”, afirma o publisher da Inner, Christian Burgos.

Em sua 17ª edição, o guia traz notas de degustações, harmonizações, apresentação de vinícolas e regiões produtoras dos países envolvidos. Os espumante brasileiros foram avaliados no último mês de dezembro, quando Patricio Tapia visitou o Vale dos Vinhedos.

“A paisagem da Serra Gaúcha, exuberante e dramática, esconde alguns dos melhores espumantes da América do Sul. Borbulhas que, em muito pouco tempo, tiveram um avanço impressionante”, observou Tapia, que provou 150 rótulos nacionais.

O Guia Descorchados estará disponível na loja virtual da Revista Adega (www.lojaadega.com.br) e nas principais livrarias do país, já a partir do final de março. A publicação também estará disponível para compra no evento.

Lançamento do Guia Descorchados
Dia: 23/03/15
Local: Restaurante Praça São Lourenço: Rua Casa do Ator, 608 - Vila Olímpia, São Paulo –SP.

Links para participação no lançamento do Guia:
:: Profissional do Vinho: inscrição gratuita
:: Consumidor final: deve comprar antecipadamente o Guia na loja virtual da revista Adega.
:: Dúvidas e outras informações pelo (11) 3876.8200 (ramal 34).

terça-feira, 10 de março de 2015

Taylor's propõe modernização no consumo do vinho do Porto


Líder mundial em comercialização de vinhos do Porto Premium, a Taylor's é uma das mais importantes e antigas casas de produção e comércio de vinho do Porto. Fundada em 1692, a empresa está até hoje nas mãos da mesma família.

Apesar de manter a essência da elaboração da bebida, a marca procurou modernizar-se e investir em vinhas de alta qualidade, seguir o conceito de viticultura sustentável e ainda introduzir novas tecnologias na produção.

Atualmente, seus maiores mercado externos são o Reino Unido e América do Norte. O Brasil é um dos mercados estratégicos para a casa, tanto é que agora a marca está reforçando a sua parceria com os importadores Licínio Dias e Qualimpor.

Para oficializar este “casamento”, o gerente de exportação da Taylor’s, Fernando Seixas, esteve ontem no Recife, onde apresentou alguns rótulos para formadores de opinião e para a equipe de distribuição. Tive a oportunidade de conversar com ele e provar cinco diferentes vinhos, todos de muito boa qualidade, especialmente os Tawny envelhecidos 10 e 20 anos.

Fernando explicou que o vinho do Porto é visto como uma bebida para pessoas mais maduras. “As pessoas começam a consumi-la por volta dos 35, 40 anos”, disse ele. E o grande trabalho da marca é tentar atrair o público mais jovem, promovendo algumas simples iniciativas, por exemplo, mudando a taça de degustação. Para ele, o vinho do Porto não deve ser servido em cálices, mas sim em taças maiores, para ressaltar os aromas da bebida. E também deve se observar a temperatura. O vinho deve ser servido frio para mostrar as suas qualidades e não deixar o álcool se sobressair.


Por combinar com o nosso clima, Fernando sugere aos brasileiros explorar um drink já bem conhecido em Portugal: o Porto Tônica ou “Portonic” (foto acima). Ele é feito utilizando vinho do Porto branco seco (lembrando que a Taylor’s foi a primeira casa a produzir este estilo, em 1934), água tônica, gelo e uma rodela de limão. Trata-se de uma bebida leve e refrescante, que vai muito bem como aperitivo.

Na sequencia, após o Portonic, foram apresentados os seguintes vinhos:

Taylor's Fine Tawny


Este Tawny amadureceu três anos em carvalho e possui uma cor levemente alaranjada, límpida e brilhante. Envolve aromas de amêndoas, frutas secas e baunilha. Paladar frutado e de doçura delicada. Um vinho encorpado e com final levemente apimentado. Tem 20% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 65

Taylor's 10 anos


Com maturação de 10 anos em barris de carvalho, este Porto Tawny possui cor levemente âmbar, límpida e brilhante. No nariz, mostra notas de nozes, amêndoas, caramelo, damascos, baunilha e especiarias. Sabor encorpado, cremoso e equilibrado, com final persistente. Sua graduação alcoólica é de 20%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 160

Taylor's 20 anos


Com 20 anos de maturação em carvalho, este Tawny mostra um excelente equilíbrio entre doçura e acidez, se tornando um vinho muito prazeroso de beber. Sua coloração é atijolada, bem clara e brilhante. O nariz aponta notas de figos, damascos, amêndoas, nozes, mel, cacau, frutas em compota e tabaco, formando uma ampla gama aromática. Paladar muito macio e com traços de evolução. Boa persistência. Teor alcoólico de 20%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 290

Taylor's Select Reserve


Para acompanhar a sobremesa, voltamos para um Ruby. Este teve três anos de estágio em carvalho. Sua coloração é um rubi profundo com tons violeta. Exibe aromas de ameixa madura e especiarias. Essas mesmas notas aparecem na boca, trazendo uma boa doçura e longo retrogosto. Um vinho encorpado, com 20% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65

SERVIÇO:
Os vinhos Taylor's são importados para a região Nordeste pela Licínio Dias (LD) Importação. No Recife, distribuídos pela DLP.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Especialistas provam vinho que passou 151 anos no fundo do mar


"Água salgada e gasolina". Estas foram algumas das descrições que os sommeliers californianos Larry Stone e Paul Roberts fizeram de um vinho resgatado nos destroços de um navio afundado em 1864, durante a guerra civil americana, no arquipélago das Bermudas, Antilhas.

A bebida foi aberta este mês durante o evento gastronômico Winw + Food Festival, em Charleston, na Carolina do Sul, com a participação de cerca de 50 espectadores.

Apesar da garrafa estar intacta, o vinho ganhou uma cor cinzenta e, segundo os especialistas,  um aroma que misturava água salgada, gasolina, vinagre, álcool e notas cítricas.


O público presente à degustação achou muita graça da descrição feita pelos sommeliers, que esperavam encontrar o vinho em condições de tomar.


A garrafa foi uma das cinco recuperadas no Mary-Celestia, navio a vapor que naufragou por causas misteriosas, quando saía com mantimentos das Bermudas e afundou ao bater contra um recife.

sábado, 7 de março de 2015

Pago dei Fusi Taurasi DOCG Terredora 2003


Tipo: Tinto
Produtor: Terredora
Origem: Pietra de Fusi, Campania, Itália
Visual: Cor rubi intensa
Olfato: Bouquet rico em sensações, que vai mudando à medida que o vinho “respira”. Pude identificar notas de eucalipto, café, frutas frescas vermelhas, canela, baunilha, floral, casca de limão, caramelo e noz moscada.
Paladar: Muito elegante, com taninos macios e excelente de qualidade. Um vinho com final largo e sabor muito agradável, repetindo as sensações do aroma.
Outras considerações: Elaborado com uvas da variedade Aglianico, o vinho maturou em carvalho por 14 meses e descansou em garrafa por mais dois anos. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 281 (Importado pela Cantu. No Recife, no showroom da marca, na Ceasa: (81)3252.1965)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Fantini Farnese Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto
Produtor: Farnese
Origem: Abruzzo, Itália.
Visual: Cor rubi de média intensidade.
Olfato: Envolvente, com notas de ameixa, ervas, floral e baunilha.
Paladar: Médio corpo, ótima acidez e taninos marcantes. Um vinho equilibrado, que além de reproduzir as sensações do olfato, também traz para a boca um leve sabor de café.
Outras considerações: Elaborado com uvas Montepulciano, é um vinho de 12,5% de álcool, sem passagem por carvalho. Agradável de tomar e versátil para acompanhar comidas, principalmente as italianas.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 50 (Na seleção Terrroir do Clube dasCartas de Vinhos Lacomex de fevereiro/2015, o vinho veio junto com toscano Santa Cristina, da Antinori, saindo o Pack por R$ 100)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Zé Maria Sultanum faz versão do seu festival gastronômico durante confraria de vinhos no Recife


Apostando no conceito de home bistrô, o chef  e pousadeiro mais famoso de Fernando de Noronha, Zé Maria Sultanum, vai estar este fim de semana no Recife, a convite do Vinho Club Premium, para realizar uma interpretação do seu tradicional festival gastronômico. O evento, batizado de Confraria Secreta Vinho Club, deve reunir cerca de 50 participantes, no próximo domingo (08), em um local secreto na Zona Norte da cidade.

A proposta é oferecer um "menu confiança", também harmonizado com rótulos surpresa. Neste quesito comes e bebes, a primeira edição do evento conta como apoio da importadora e distribuidora Lacomex e do Empório Pescadero.

Os interessados em participar devem entrar em contato pelo fone (81) 9750.7926 ou e-mail rildosaraiva@portalvinhoclub.com.br.

terça-feira, 3 de março de 2015

Presidenta Dilma pode não saber governar, mas pelo menos sabe comprar vinho


Uma notícia no mínimo curiosa foi veiculada na imprensa brasileira neste último final de semana. Em visita ao Uruguai, a presidenta Dilma Rousseff foi flagrada no sábado (28), fazendo compras em um supermercado em Montevidéu.

Além de doce de leite e queijo, a petista levou na sacola, segundo o jornal "Estadão", um vinho tinto Tannat Viejo H. Stagnari - que por sinal é um ótimo vinho daquela nacionalidade.

Aliás, já falei aqui no blog sobre a safra de 2007 deste vinho. Confira novamente as minhas impressões:

Tannat Viejo H. Stagnari 2007



Produzido por Héctor Stagnari com uvas da variedade Tannat da região de La Caballada, no Uruguai, o vinho estagiou por 12 meses em barris de carvalho e mais seis meses em garrafa.

A cor é rubi profunda e brilhante com reflexos violáceos. Os aromas são complexos, com características de frutas vermelhas maduras, notas florais e especiarias. Na boca, mostra a adstringência típica da uva Tannat, porém com taninos de qualidade ímpar. É um vinho “carnudo”, que enche a boca com os sabores de fruta madura, como o jambo, além de chocolate e baunilha, com uma pitada de especiarias. Tem um final deliciosamente longo. Sua graduação alcoólica é de 14%.

Importado pela Cantu, custa no Brasil entre R$ 70 e 80. Excelente vinho!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Enólogo da vinícola italiana Masi ministra curso no Recife


A Casa dos Frios e a Importadora Mistral vão promover um curso especial sobre os vinhos da vinícola italiana Masi, nos próximos dias 9 e 10, com a presença do doutor em enologia Vincenzo Protti (foto). A atividade acontecerá na unidade da Casa dos Frios do bairro das Graças.

O curso abordará a história da vinícola, fundada no Vêneto pela família Boscaini no final do século 18, e falará sobre os principais rótulos da casa, inclusive os produzidos em seu projeto no Vale do Tupungato, na Argentina.

O curso será limitado a 30 vagas e contará com degustações, além da explanação sobre seis rótulos especiais da Agrícola Masi. O investimento para os dois dias de apresentação é de R$ 500. As inscrições podem ser feitas presencialmente nas lojas da Casa dos Frios (Graças e Boa Viagem).

Curso de Vinhos da Agrícola Masi
Quando: 9 e 10 de março, a partir das 17h30
Onde: Casa dos Frios – Av. Rui Barbosa, 412, Graças
Mais informações: (81) 8160-9932/9815-7273

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Contraste Branco 2013 [Young Winemakers]


Tipo: Branco.
Produtor: Conceito Wines.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor verde limão. Límpido e transparente.
Olfato: Rico em sensações, envolve notas cítricas florais, de pera, maçã verde, minerais e leve tostado.
Paladar: Ótima acidez, sabor untuoso e equilibrado. Um vinho fresco e ao mesmo tempo elegante.
Outras considerações: Elaborado pela enóloga Rita Marques, traz em sua composição as castas Rabigato, Códega, Códega do Larinho, Gouveio e Viosinho. Parte (30%) do vinho fermentou em carvalho novo. Tem 13% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 72.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dez verdades e mentiras que os amantes de vinhos repetem


A colunista de vinhos do periódico americano The Wall Street Journal, Lettie Teague, escreveu recentemente sobre as verdades e mentiras que os amantes do vinho vivem repetindo por aí. Em seu texto, ela afirma que algumas opiniões são ditas com tanta frequencia que com o tempo terminam parecendo verdades. E no mundo do vinho não é diferente. Por isso ela escolheu as dez frases mais marcantes sobre o assunto e resolveu consultar profissionais da área para saber se elas são verdade ou mito. Em algumas delas, a jornalista dá o seu próprio veredito. Confira:

1. O mais caro é o melhor

Lettie afirma que nunca acreditou nessa máxima e revela já tomou vinhos “de primeira qualidade” que custam US$ 25 a garrafa e outros até mais baratos. Um dos especialistas entrevistados afirmou que os comerciantes de vinho é que são responsáveis por essa ideia. “Ou você pode ser conduzido pelo ego do produtor”, completou.

2. O vinho se faz no vinhedo

“Este provérbio se tornou o favorito de aparentemente todos os produtores de vinho do mundo”, diz Lettie. Um dos entrevistados disse que um enólogo pode arruinar anos de viticultura se não tomar boas decisões na vinícola. “Erros podem incluir uma temperatura de fermentação inadequada ou sufocamento de boas frutas com muito carvalho”. Então, para ela, talvez seja melhor dizer: "Um bom vinho começa em um bom vinhedo".

3.  Não importam as pontuações e os críticos de vinhos

Para um dos entrevistados, as marcas são o que motivam as pessoas a comprar o vinho. “Pontuações realmente não vendem vinho", observou. Já outro acredita que em um mercado tão competitivo, os resultados são mais importantes do que nunca. A jornalista chegou então à conclusão que as pontuações só importam quando os vinhos conquistam mais de 90 pontos.

4. Os produtores fazem vinhos para os críticos

Bebedores de vinho não são os únicos que procuram altas pontuações. Diz-se que aqueles que fazem também. Os enólogos (aparentemente) decifraram os paladares de críticos influentes e produzem vinhos que eles gostam. Ficção ou realidade? “Há um oceano de marcas de massa que não procuram opiniões e avaliações. E, em última análise, tentar agradar os críticos traz muito poucos resultados. Na verdade, apenas uma ínfima quantia de vinhos do mundo são classificados pelos críticos”, diz ela.

5. Os vinhos com alto teor alcoólico não são bons

Um determinado grupo de bebedores de vinho, amadores e profissionais, desqualifica vinhos com níveis elevados de álcool (superior a 14%). Na opinião da colunista, este grupo é composto principalmente por pessoas que escrevem blogs de vinho. No entanto, os fatos não parecem apoiar estes pontos de vista, nem parece importar aos fabricantes de vinho. “O mundo produz e consome uma enorme quantidade de vinho com um teor de álcool bem acima de 14%. Os vinhos com mais álcool provêm de frutas mais maduras, resultado de temperaturas mais quentes. E algumas das melhores safras de Bordeaux têm ocorrido em anos quentes, como a de 1947 ou de 1982”, aponta a colunista.

6. Um grande vinho deve ser de guarda

“Normalmente um vinho caro se transforma ao longo dos anos. Não só suporta a passagem do tempo, mas melhora e se torna mais sutil e complexo. Eu acho que esta ideia é verdade e tem resistido à passagem do tempo”, avalia Lettie.

7. Os vinhos do Velho Mundo são melhores que o do Novo Mundo

Este tema dividiu os entrevistados. Porém, todos eles reconheceram a sensibilidade do Velho Mundo: centenas de anos de tradição, incluindo o envolvimento pessoal com o vinhedo. “Acho que o melhor é um híbrido: a sensibilidade do Velho Mundo combinada com as técnicas inovadoras do Novo Mundo constituem o melhor vinho”, filosofa a autora.

8. Os sommeliers só gostam de vinhos desconhecidos

“Os sommeliers que estão sempre à procura de algo interessante e novo devem lembrar-se de que os seus clientes talvez possam preferir vinhos com os quais já estão familiarizados. Talvez o ditado deva ser alterado para: um mau sommeliers só gosta de vinhos desconhecidos”, observa Lettie.

9. Os bebedores de vinhos tintos são mais sofisticados que os bebedores de vinhos brancos

A ideia de que os bebedores de vinho tinto são entendidos ao invés de meros consumidores manteve-se ao longo de décadas. No entanto, muitos profissionais do vinho discordam. "Se você realmente gosta de vinho", diz um especialista, "é o oposto". O vinho branco oferece uma gama ampla de possibilidades, é mais versátil e mais fácil para tomar sem alimentos. Talvez haja uma percepção machista que o vinho tinto é mais importante e sofisticado, porque é mais masculino. Alguns dos vinhos mundiais mais complexos e atraentes são feitos a partir de uvas brancas (Borgonha, Vouvray, Mosel Riesling e Champagne).

10. O vinho é difícil

“Este é apenas um ditado ou uma reclamação? É sem dúvida uma declaração que eu ouvi muitas vezes. Embora existam muitos guias para idiotas afirmando que o vinho é simples, aprender e conhecer o vinho é um desafio. Ou pelo menos é para aqueles que procuram algo além de uma bebida puramente consumível. O vinho é o estudo de muitos temas simultâneos: história, geologia, cartografia, geografia, política, química e sociologia. Quem afirmar o contrário está deliberadamente minimizando a complexidade do assunto ou está mentindo”, sentencia.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Camaleão Alvarinho 2013 [Young Winemakers]


Tipo: Branco.
Produtor: João Cabral Almeida.
Origem: Minho (Vinhos Verdes), Portugal.
Visual: Cor verde limão, límpido e transparente.
Olfato: Exibe notas cítricas, de pera e lichia, além de um toque mineral.
Paladar: Tem ótima presença de boca, com frescor marcante e sabor semelhante às sensações do nariz.
Outras considerações: Tal qual o animal que inspira seu nome, o rótulo deste vinho muda de cor de acordo com a temperatura da bebida. O bonito desenho do camaleão vai de verde a um tom azulado assim que o vinho está no ponto para ser consumido. Traz na sua composição a uva Alvarinho e tem 12% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 85