sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Baron de Ley Reserva – 2006

Produtor: Baron de Ley.
Origem: Rioja, Espanha.
Visual: Cor rubi profundo, com borda de tom mais claro.
Olfato: Ótima complexidade, com notas de couro, noz moscada, baunilha, frutas vermelhas e pimenta do reino.
Paladar: De médio corpo, apresenta taninos macios e sabores que remetem a ameixa, baunilha, couro, café, e ainda um leve herbáceo. Final muito longo e apimentado.
Outras considerações: Este grande tinto amadureceu em barricas novas por 20 meses e teve mais 24 meses de estágio em garrafa. Não foi filtrado nem estabilizado, apresentando algum sedimento no final. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Onde encontrar: Infelizmente não tem à venda no Brasil.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Eleitos no Porto os “Top 10 Vinhos Portugueses”

A nona edição do evento Essência do Vinho, realizada entre os últimos dias 16 a 19, na cidade do Porto, em Portugal, reuniu cerca de 20 mil visitantes que puderam conferir as novidades de 350 produtores portugueses e estrangeiros.

A feira é organizada pela revista WINE - A Essência do Vinho, com o apoio da ViniPortugal, que também promovem no mesmo evento a prova internacional “Top 10 Vinhos Portugueses”. Este ano, especialistas de 11 nacionalidades elegeram os melhores entre um painel de 283 vinhos avaliados. Foram 45 finalistas (brancos de 2010, tintos de 2009 e vintage de 2009) entre os quais se escolheram os dez que mais se destacaram.

Foram eles:

Brancos

Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2010
Produtor: VinusSoalheiro
Região: Melgaço

Tintos

1.º CV-Curriculum Vitae 2009
Produtor: Lemos & Van Zeller
Região: Douro

2.º La Rosa Reserva 2009
Produtor: Quinta da Rosa
Região: Douro

3.º Blog’09
Produtor: Tiago Cabaço
Região: Regional Alentejano

4.º Xisto 2009
Produtor: Roquette & Cazes
Região: Douro

5.º Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2009
Produtor: Wine & Soul
Região: Douro

6.º J 2009
Produtor: José Maria da Fonseca
Região: Regional Alentejano

7.º Quinta Vale D. Maria 2009
Produtor: Cristiano Van Zeller
Região: Douro

8.º Solar dos Lobos Grande Escolha 2009
Produtor: Lobo da Silveira
Região: Regional Alentejano

Vintage

Warre’s Porto Vintage 2009
Produtor: Symington Family Estates
Região: Douro

BRASIL - A organização da Essência do Vinho anunciou que vai ficar à frente da organização da Brasil International Wine Fair, uma feira internacional de vinhos que está incluída na 24ª edição da Super Rio Expofood, entre os dias 20 e 22 de março, no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Château Rauzan-Ségla Grand Cru Classé - 2006

Por: Leonardo Lucena*

Para os apaixonados por vinho como eu é sempre um desafio escolher um grande vinho para celebrar uma data especial. Recentemente, no meu aniversário, decidi abrir um Bordeaux. Embora já tivesse provado alguns Château nunca tinha degustado um “Grand Cru Classé” da micro-região de Margaux. Pensei, por que não hoje? Vamos lá!

Escolhi então o ChâteauRauzan-Ségla safra 2006. Esse Château foi adquirido em 1994 pelo grupo Chanel, possui 51 hectares e tem uma produção anual aproximada de 8000 caixas. Sua maestria é regida pelos renomados enólogos David Orr (do ChâteauLatour) e Kolasa John.

Ele é um assemblage de 54% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot, 5% Petit Verdot e apenas um “toque” de 1% deCabernet Franc, repousa 18 meses em barricas de carvalho 60% 1º uso.

Optei por não decantá-lo, embora devesse, visto que o vinho demorou uns 40 minutos para mostrar sua exuberância. Apesar do ambiente escuro, percebi um vinho ainda muito jovem, de cor rubi intenso, demonstrava pouca evolução. Aromas muitos sutis, porém complexos, frutas vermelhas, trufas, café, eucalipto, mineral, ainda que não apresentasse aromas “sous-bois” face seus recentes seis anos.

Na boca apresentou uma acidez muito marcante, muito frescor, nitidamente demonstrando sua jovialidade. Madeira perfeitamente integrada,taninos finíssimos, de excelente qualidade! Surpreendente a elegância deste vinho.

Lamentavelmente o prato que escolhi não estava a altura do vinho: um carré de cordeiro que deixou muito a desejar! Infelizmente.

Esquecendo o prato, foi uma experiência única e marcante. Nada como apreciar um grande vinho! Daria 4 estrelas não fosse o preço, apesar de ter adquirido na França.

Um vinho muito elegante, equilibrado, com potencial de guarda extraordinário. Talvez não agrade aos amantes de vinhos potentes, modernos e amadeirados do novo mundo, mas para um Grand Cru de Margaux, sem dúvida alguma um “Grand Vin”!

Notas: Robert Parker 93 / Wine Spectator 92 / Wine Enthusiast 93 pontos / Decanter ****

Preço: R$ 700 (no Brasil)

*Leonardo Lucena é sommelier profissional pela ABS-SP. Colega de turma e de degustações, cedeu gentilmente ao blog suas notas de prova deste vinho.

Viña Mar Reserva Especial Cabernet Sauvignon / Carmenère - 2008

Produtor: Viña Mar.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor rubi profundo.
Olfato: Alegre, com frutas vermelha em abundância, predominando ameixa. Leve pimenta do reino.
Paladar: Equilibrado, com boa estrutura e corpo. Macio e de taninos maduros.
Outras considerações: Assemblage de Cabernet Sauvignon (48%), Carmenère (44%), Syrah (7%) e Merlot (1%). Amadurecido durante 14 meses em carvalho francês e americano. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Faixa de preço: R$ 37,98.
Onde: LD Importação (81) 3125-8080

Viña Mar Reserva Especial Cabernet Sauvignon - 2007

Produtor: Viña Mar.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante, claro.
Olfato: Ótima complexidade, trazendo notas de melaço, pinho e baunilha, além de fruta vermelha madura.
Paladar: Um vinho maduro, com madeira bem integrada. Chocolate e baunilha aparecem na boca, misturando-se à fruta e proporcionando um duradouro retrogosto.
Outras considerações: Embora apareça apenas a uva Cabernet Sauvignon em seu rótulo, o vinho também tem uma pequena porção de Merlot (5%) e Syrah (4%). O amadurecimento em madeira foi de 14 meses, em carvalho francês e americano. Possui 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Faixa de preço: R$ 33.32.
Onde: LD Importação (81) 3125-8080

Viña Mar Reserva Especial Merlot - 2008

Produtor: Viña Mar.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Traços de eucalipto mesclam-se a notas puxadas para o chocolate e baunilha.
Paladar: Além das impressões do olfato, marca presença um toque de café. Tem taninos aveludados que fazem dele um vinho delicado, prazeroso de tomar.
Outras considerações: Foi elaborado a maior parte com a uva Merlot (90%), mas tem também em sua composição as cepas Carmenère (5%) e Syrah (5%).Estagiou 12 meses em barricas francesas e americanas. A graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 33,32.
Onde: LD Importação (81) 3125-8080

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Viña Mar Reserva Especial Pinot Noir – 2008

Produtor: Viña Mar.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Rubi claro e brilhante.
Olfato: Aparecem frutas silvestres, junto com um toque de café.
Paladar: Marcado pela maciez e pela elegância de seus taninos. Tem final persistente e levemente apimentado.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Pinot Noir, amadureceu 12 meses em barricas de carvalho francês. Muito equilibrado.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Faixa de preço: R$ 66,13
Onde: LD Importação (81) 3125-8080

Viña Mar Reserva Especial Chardonnay – 2010

Produtor: Viña Mar.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo dourado
Olfato: Notas de pêssego casadas com um toque mineral e algo que lembra petróleo.
Paladar: Refrescante e equilibrado, possui um final longo e agradável. Repete a sensação mineral na boca, assim como a fruta.
Outras considerações: Parte (45%) deste vinho passou por fermentação malolática. Teve estágio quase total (95%) em barricas francesas e americanas por cerca de 12 meses. Elaborado 100% com a uva Chardonnay, tem graduação alcoólica de 14%.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 37,98
Onde: LD Importação (81) 3125-8080

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

No Carnaval, com que vinho eu vou?

Preparei uma matéria para o portal Vinho Club com dicas para quem quer fugir da velha cervejinha neste Carnaval.

São indicações bem úteis na hora da escolha, como tipos de vinhos que combinam mais com a ocasião, tipos de embalagem, temperatura, entre outras.

Prepare sua taça (de plástico, de preferência) e aproveite a folia. E lembre-se, beba com responsabilidade.

A matéria completa você confere aqui.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Viña Mar surpreende com belos vinhos acessíveis

O Chile vem cada vez mais surpreendendo os paladares de todo o mundo com seus vinhos envolventes e de qualidade indiscutível. Uma das minhas mais recentes descobertas foi a Viña Mar. Já havia provado dois diferentes rótulos desta vinícola, pertencente ao Grupo San Pedro Tarapacá (VSPT), mas ainda não tinha atentado para o nível geral de seus produtos, uma vez que eles estão no mercado a preços acessíveis, sobretudo no que diz respeito à linha Reserva Especial.

A degustação foi realizada no restaurante Ferreiro Premium, no Recife, a convite da importadora Licínio Dias (LD), onde estiveram presentes dois representantes da Viña Mar: Javier Vila (responsável pelo mercado brasileiro) e Cristian Le Dantec (diretor comercial), que passaram alguns dados a respeito da jovem vinícola, fundada em 2002, com sede no Vale de Casablanca.

O nome Viña Mar é uma homenagem à principal virtude do local onde a empresa está instalada: a proximidade do Oceano Pacífico. Ela aproveita o terroir do vale de Casablanca para dar origem a belos vinhos feitos com as uvas Sauvignon Blanc e Pinot Noir, beneficiadas pelo clima fresco do local. Neste vale, a empresa possui 60 hectares plantados. Tem também outros 290 hectares em regiões do Chile como Vale do Maipo.

A produção anual da Viña Mar é de 40 mil caixas de vinhos ao ano. Destas, sete mil são exportadas para o Brasil, que é hoje o seu principal mercado. Também distribui seus rótulos em países da Ásia, como China e Japão, além de Inglaterra, Holanda e Bélgica.

À frente da produção está o enólogo Maurício Garrido, que segue à risca a proposta da Viña Mar: ser reconhecida pela complexidade e originalidade de seus produtos.

Na degustação, provamos cinco rótulos da linha Reserva Especial. Todos têm passagem por madeira, principalmente por carvalho francês, porém sem exagero de madeira nem de fruta. Pude perceber que são vinhos elegantes e com bom equilíbrio.

Destacam-se o excelente Pinot Noir 2008 (R$ 66,13) e o Chardonnay 2010 (R$ 33,04). Também me encantou o Merlot 2008 (R$ 28,33), embora o Cabernet Sauvignon 2007 (R$ 33,32) e o Cabernet Sauvignon/Carmenère 2008 ( R$ 37,98) também estejam muito bons.

Nos próximos posts, comento mais sobre os vinhos.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Domno comemora crescimento e faz balada para abrir convenção de vendas

Foto: Fabiano Olbrisch
A Domno do Brasil, vinícola do grupo Famiglia Valduga, encontrou um jeito diferente para abrir a sua convenção de vendas, na última quinta-feira (09). Promoveu uma balada Shopping L’América, em Bento Gonçalves (RS), regada a muito espumante Ponto Nero e Alto Vale.

Além dos 45 representantes da empresa, vindos de 11 estados do Brasil, também estiveram presentes produtores e exportadores de vinícolas da Argentina, Chile e Portugal, que tem seus rótulos distribuídos com exclusividade pela Domno no mercado nacional.

O evento também serviu para comemorar o crescimento da empresa. Em 2011, a Domno cresceu 28,5% em relação ao ano anterior. Foram comercializadas 900 mil garrafas, sendo que cerca de 90% de espumantes e o restante de vinhos tranquilos. Para este ano, a meta é crescer 22%.

Localizada em Garibaldi (RS), além da produção própria, a Domno atua também na importação de vinhos de Portugal (Enoport), Argentina (Vistalba) e Chile (Yali).

“O mercado está em crescimento e temos de atender a demanda dos consumidores”, observou Jones Valduga, diretor-executivo da empresa.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Espumante Aurora Brut Pinot Noir

Já havia tomado este espumante e comentado sobre ele aqui no blog em 2010. Como estamos em 2012 e este exemplar é provavelmente de uma safra mais recente, resolvi falar sobre ele novamente:

Produtor: Cooperativa Vinícola Aurora.
Origem: Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul.
Visual: Amarelo palha com reflexos esverdeados. Bolhas finas, em boa quantidade.
Olfato: Mescla tutti frutti e notas florais.
Paladar: Cremoso, muito fino e fresco. Apesar de seco, apresenta um discreto adocicado, que deu um tom de alegria à bebida. Repete as impressões do nariz.
Outras considerações: Espumante vinificado em branco, pois foi elaborado 100% com a casta tinta Pinot Noir. O método de produção é o Charmat, com segunda fermentação em tanques de aço inox. Trata-se de uma bebida boa para reuniões informais, como coquetéis, ou para o clima de praia e piscina. Tem 11% de graduação alcoólica.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 27

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Você sabia que a uva Prosecco agora se chama Glera?

Pois é. Desde agosto de 2009, a uva italiana Prosecco, que dava nome ao espumante feito na região do Vêneto, chamama-se Glera. Prosecco virou o nome da região demarcada - solução que os produtores locais encontraram para impedir a proliferação de cópias mundo afora (inclusive no Brasil).

A área clássica (o norte da cidade vêneta de Treviso, entre as colinas de Conegliano e Valdobbiadene), que já era enquadrada na categoria de DOC (Denominazione di Origine Controllata), passou para DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita). E a região em que se produzia o Prosecco na categoria IGT (Indicazione Geografica Tipica), nas cidades aos arredores, subiu para a condição de DOC.

O nome “Glera” já era dado à casta Prosecco na região vizinha de Friuli-Venezia Giulia, por isso os produtores acharam mais conveniente “unificar” a denominação da uva.

O resultado é que os produtores de outras localidades agora não poderão estampar no rótulo dos seus espumantes o nome Prosecco. Terão que informar que se trata de uma bebida feita com a uva Glera.

Atualmente, o Prosecco é um dos espumantes mais populares do mundo. Nos últimos anos, ganhou muita fama no Brasil por ser uma bebida leve e festiva.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Teste revela diferenças entre vinhos com rolha de cortiça e sintética

Um grupo de sete pessoas, entre sommeliers e enófilos, reuniu-se na última semana, no Recife, para degustar, às cegas, dois vinhos de uma mesma safra, porém tampados de maneiras diferentes: um com rolha de cortiça e outro com rolha sintética.

O rótulo em questão foi o chileno Parcela #7, safra 2008, da Viña Von Siebenthal. Um vinho de excelente qualidade, que a maioria de nós, presentes àquela degustação, já conhecia bem.

Não se sabe ao certo se é um teste do produtor para a introdução de tampas sintéticas em seus vinhos ou se foi a falta de cortiça que ocasionou a substituição. O que sabemos é que há uma grande diferença entre os dois rótulos.

Cheguei por último à degustação. Portanto, tive a oportunidade de dar o meu parecer sozinha, sem discutir com os colegas que já haviam provado os vinhos. A primeira amostra parecia mais escura, com aromas mais fechados e mais corpo. Já a segunda mostrava coloração mais viva, assim como os aromas. Também estava menos pesado na boca. A charada foi solucionada rapidamente: o segundo vinho, beneficiado pela micro-oxigenação que a rolha de cortiça proporciona, estava com mais vida.

A maioria percebeu a grande diferença entre os dois exemplares. Ficou provado que, naquele caso, a rolha sintética interferiu no potencial do vinho, deixando-o menos vívido que o rótulo com a rolha de cortiça. Mesmo assim, o #Parcela 7 2008 com rolha sintética é um bom vinho, com potencial de evolução. Mas o de rolha de cortiça é visivelmente “mais vinho”.

Gostaria de provar os dois novamente daqui a alguns anos para acompanhar a evolução e constatar de houve alguma alteração nesse cenário.

De qualquer maneira, agradeço a Célio Vasconcelos, da distribuidora Dom Vinho, que proporcionou este interessante teste, realizado no restaurante Pantagruel, no último dia 03/02/12.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Alerta: cuidado com as tampas para conservar espumante

Dia desses abri um espumante em casa, pois tinha que dar uma opinião sobre ele naquela mesma data. Tomei umas duas taças, fiz minha avaliação e resolvi guardar o restante para degustar à noite.

Para tampar a garrafa, usei aquele acessório metálico de vedação especial para espumantes, que tem a intenção de evitar que o gás carbônico escape do recipiente, conservando a bebida por mais tempo.

Já tinha usado a tal tampa algumas outras vezes, mas nesse dia, em especial, aconteceu uma coisa interessante: ainda havia muita pressão dentro da garrafa. Quando destravei o acessório, ele voou para o alto com uma velocidade impressionante, escapando da minha mão. Sorte que a garrafa estava na posição vertical e a tampa bateu apenas no teto da cozinha. Poderia ter atingido o meu rosto ou alguém que estava ao lado.

Portanto, um alerta aos que forem usar este tipo de tampa: tenham bastante cuidado e tentem segurá-la de preferência com um pano.

Saúde!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tapada do Chaves Branco – 2008

Eis o vinho do mês de fevereiro da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A proposta foi do confrade Luiz Cola, que sugeriu um branco português de até R$ 150. Uma ótima pedida para o verão! Escolhi este rótulo por já tê-lo provado, porém ainda não comentado aqui no blog. Seguem as minhas impressões:

Produtor: Tapada do Chaves.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor amarelo dourado.
Olfato: Notas de frutas brancas, pimentão.
Paladar: Boa acidez, com corpo, paladar amanteigado. Traz de voltas as frutas brancas e ainda revela um toque mineral. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com castas típicas do Alentejo: Arinto, Alva, Fernão Pires e Tamarez. Tem 14% de graduação alcoólica. Vai muito bem com lagosta na manteiga.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 60.
Onde encontrar: LD Importação - (81) 3125.8080

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Colunista da Veja questiona qualidade do vinho brasileiro e leitores contestam

O colunista da Veja (Radar on Line), Lauro Jardim, publicou há alguns dias uma nota com o seguinte texto:

“O vinho brasileiro não é lá essas coisas, mas ganhou mercado pelo mundo em 2011. As exportações cresceram 33% no ano passado e alcançaram a marca de 3,06 milhões de dólares. Trinta e um países provaram os rótulos daqui – quatro a mais do que no ano anterior”.

Foi o bastante para aparecerem os defensores do vinho nacional. Nos comentários da página da Veja na internet, eles deram demonstrações de repúdio sobre o “não é lá essas coisas”.

Um dos leitores descontentes foi o assessor de imprensa do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Orestes de Andrade Jr., que respondeu com o seguinte comentário:

“O Lauro Jardim está muito bem informado. O valor – US$ 3 milhões – está corretíssimo. O que o jornalista não está bem informado é sobre a qualidade do vinho brasileiro, especialmente nos últimos cinco anos. Te garanto, Lauro, como disseram os teus leitores nos comentários aqui, que você se surpreenderia com os rótulos verde-amarelos, tanto brancos quanto tintos, sem falar nos consagrados espumantes. Faço inclusive um desafio: uma prova de vinhos importados e brasileiros às cegas para ver se sua opinião continua a mesma! Em recentes degustações assim (com os rótulos escondidos), os vinhos brasileiros ganharam a preferência dos provadores… Para o “observadordepirata”, sim, a alta carga tributária ainda é a grande vilã no que se refere aos preços dos nossos vinhos, cujas garrafas contém mais de 50% de impostos. Lembrando que, conforme acordo do Mercosul, os vinhos argentinos e chilenos entram no Brasil sem pagar nada de imposto de importação! Um grande abraço! Orestes de Andrade Jr. (assessor de imprensa do Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho)”.

Confira a íntegra.

Vinho de Bordeaux agora é negócio da China

Um relatório divulgado pela bolsa de valores de vinhos em Londres apontou que os vinhos da região de Bordeaux, na França, possuem maior valor agregado, deixando para trás produtos de investimento tradicionais, como ouro, ações, antiguidades e diamantes.

Na China, nomes como Lafite são sinônimo de lucro. O investidor Ma Jingqiao, por exemplo, tem uma adega nos arredores de Beijing e coleciona vários tipos de vinho, incluindo o ícone francês Lafite Rothschild. "A adega tem vinhos das principais regiões de produção do mundo. A maioria da minha coleção é da França", diz ele

O Lafite do ano de 82 é vendido atualmente a um preço acima de 50 mil yuans. Ma Jingqiao tem duas garrafas dele. "Este foi comprado em 2008 por 30 mil yuans. O outro, cujo preço foi de aproximadamente 7 mil, já subiu para 15 mil", apontou.

Além do Lafite Rothschild, o Château Lafite Rothschild produz também um tipo de vinho sob o rótulo Carruades de Lafite, feito com uvas de vinhas mais jovens. Em 2006, para celebrar a construção da sua cave, Ma Jiangqiao adquiriu dezenas de caixas de Carruades de Lafite com preço de 800 yuans por cada garrafa. Em cinco anos, o valor do vinho foi multiplicado por cinco.

De acordo com estatísticas, o investimento nas variedades de vinhos de Bordeaux gera um lucro de 150% em três anos, 350% em cinco anos e 500% em dez anos. Dados repassados pela Associação de Vinhos Bordeaux indicam que em 2010, a China já superou Grã-Bretanha e Alemanha, se tornando o maior destino de vinhos Bordeaux, com volume total de importações de 90 milhões de euros.

Com todo este entusiasmo dos chineses em relação ao tema, a primeira bolsa de vinho na Ásia, em Shanghai, entrou recentemente em funcionamento após passar um período de teste de meio ano.

"O volume diário de negócios fica entre 6 milhões de 7 milhões de yuans. A cada dia temos cem ou duzentos novos clientes", diz o criador da bolsa, Gu Guang.

Em comparação com investidores ocidentais, que possuem mais experiência no mercado de vinho e apostam nos lucros de longo prazo, as atividades dos investidores chineses parecem mais com especulações. Assim, os vinhos Carruades de Lafite, produtos da segunda linha da vinícola Lafite Rothschild, têm um preço incrivelmente acima de vinhos de superior qualidade de outros produtores maiores da França.

Mas os chineses têm que ficar de olhos abertos. Diferente de ouro, o vinho tem prazo de validade, que geralmente é de 20 anos. Além disso, somente 0,1% dos vinhos da produção mundial merece ser colecionado por longo prazo.

*Com informações da China Radio International.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quinta da Garrida Dão Reserva Branco 2010

Produtor: Aliança Vinhos de Portugal.
Origem: Dão, Portugal.
Visual: Amarelo palha.
Olfato: Toques minerais, cítricos e florais.
Paladar: Boa presença de boca, com acidez bem presente e elegante tostado que se junta às impressões sentidas no nariz, junto com um leve mel.
Outras considerações: Elaborado exclusivamente com a cepa Encruzado, este vinho fermentou parcialmente (40%) em barricas de 300 litros de carvalho francês, durante três meses. A graduação alcoólica é de 13%.


Classificação: Excelente (boa compra).
Faixa de preço: R$ 31,90.
Onde encontrar: LD Importação - (81) 3125.8080

Quinta da Garrida Dão Tinto 2007

Produtor: Aliança Vinhos de Portugal.
Origem: Dão, Portugal.
Visual: Rubi claro, límpido e brilhante.
Olfato: Fruta madura, menta, leve madeira, café.
Paladar: Ótima acidez, macio, redondo. Final levemente apimentado.
Outras considerações: Feito com as uvas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Jaen, estagiou 12 meses em barricas de 300 litros de carvalho francês e russo, durante doze meses.O teor alcoólico é de 14%.

Classificação: Muito Bom (boa compra).
Faixa de preço: R$ 31,90.
Onde encontrar: LD Importação - (81) 3125.8080