segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vinhaço: Valduero Crianza 2010

A Inovini, departamento de vinhos da importadora Aurora, está agora trazendo ao Brasil os rótulos da vinícola espanhola Valduero, localizada em Ribera del Duero. Fundada em 1984, a bodega se dedica à produção da uva Tinto Fino (Tempranillo) em vinhedos não irrigados e sem a utilização de aditivos químicos, apenas orgânicos. Confira avaliação do integrante mais jovem do portfólio:


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Valduero.
Origem: Ribera del Duero, Espanha.
Visual: Rubi com reflexos violáceos. Brilhante, com coloração de média intensidade.
Olfato: Rico em nuances, envolve notas de cravo, canela, frutas vermelhas maduras, baunilha, além de um toque terroso e de flores secas.
Paladar: Boa acidez, que confere frescor ao vinho. Corpo médio. Equilíbrio entre fruta e a madeira. O sabor corresponde às características do olfato. Macio, elegante e de boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com a variedade Tinto Fino (Tempranillo) proveniente de vinhas com 30 anos de idade. Amadureceu 15 meses em barricas de carvalho francês e americano e envelheceu mais 12 meses em garrafa antes de ir para o mercado. O vinho tem 14% de álcool e ótimo caráter varietal.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 178 (Importadora Aurora/Inovini)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Conheça a rolha do futuro

O fabricante português de rolhas Corticeira Amorim desenvolveu, em conjunto com a empresa norte-americana O-I, uma solução inovadora de embalagem para vinhos de consumo rápido. Batizado de Helix, o sistema combina uma rolha de cortiça ergonomicamente desenvolvida e uma garrafa de vidro com uma rosca interior no gargalo.


A ideia introduz o conceito de abertura rápida - sem a necessidade de saca-rolhas - e de facilidade de reutilização da embalagem, atendendo à crescente solicitação de produtos sustentáveis, de qualidade e funcionais.

Segundo os idealizadores, o sistema Helix pode ser facilmente implementado nas caves, sendo apenas necessário um pequeno ajuste nas linhas de engarrafamento.


O lançamento da embalagem foi precedido por testes exaustivos, conduzidos pela Corticeira Amorim e pela O-I, que evidenciaram que este novo conceito assegura a qualidade do vinho, mantendo a consistência de sabor, aroma e cor. O processo de desenvolvimento foi ainda suportado por estudos de mercado na França, Reino Unidos, EUA e China, que revelaram uma grande aceitação do consumidor ao Helix quando utilizado para vinhos de consumo rápido. Os consumidores evidenciaram ainda com agrado o fato de esta solução preservar a sonoridade característica associada à abertura de uma garrafa de vinho.

A vinícola alentejana Ervideira é a primeira a utilizar a ideia.

Mais informações: www.helixconcept.com.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Detentos italianos produzem vinho para projeto de Frescobaldi e Andrea Bocelli

Localizada na ilha de Gorgona na região da Toscana, na Itália, a prisão de Gorgona abriga 69 presos. A maioria deles cumpre penas longas, mas foram transferidos para a prisão por bom comportamento. Lá, os prisioneiros podem sair para trabalhar das 6h às 20h.


Embora muitos deles estejam envolvidos em atividades de pecuária, a diretoria da prisão assinou um acordo com a tradicional vinícola Marchesi di Frescobaldi, que elabora vinhos há 30 gerações, para ensinar o processo de vinificação aos presos.

No ano passado, a empresa lançou o "Gorgona 2013", vinho branco feito pelos detentos, elaborado com as variedades Vermentino e Ansonica. Um detalhe interessante é que o tenor italiano Andrea Bocelli é parceiro do projeto.


"Este projeto, que tomei a decisão de apoiar a pedido de Lamberto Frescobaldi, entrelaça duas das minhas paixões; a vinha é claro, mas também o arquipélago toscano, um verdadeiro paraíso na terra", declarou Bocelli.

A colheita só permitiu a produção de 2.500 garrafas, que já são um sucesso no mercado. O vinho está sendo vendido nos Estados Unidos por 90 dólares. Também foram feitas 200 garrafas Magnum (1,5l), todas numeradas individualmente.

HotSpot inova com flight de vinhos

O restaurante HotSpot, no Recife, acaba de lançar uma boa novidade para os enófilos de plantão. Trata-se de um menu flight de vinhos que conta com a opção de harmonização com mini pratos. A ideia do chef Armando Pugliesi (foto), proprietário da casa, é que cliente possa seguir uma lógica de degustação, mesmo não tendo nenhuma noção sobre o universo dos vinhos.


Em cada flight são servidos em taças três tipos de vinhos, sempre seguindo uma temática. Estive na casa e provei a opção com champagnes e outra com tintos chilenos, ambos harmonizados com comidinhas especialmente preparadas para a ocasião.

No flight de champagnes, foram servidos três rótulos da Möet & Chandon. O Brut Imperial foi servido com uma bruschetta de bacalhau e cogumelos. Já o Rosé Imperial teve como acompanhamento cubos de mignon em sua glacê, farofa de pão e um delicioso purê de rosas, que casou bem com o frutado da bebida. Por fim, um Nectar Imperial que veio acompanhado de uma sobremesa delicada com curry, tâmaras e manga: uma bela harmonização.


No flight de vinhos chilenos foram servidos três rótulos de muito boa qualidade. O primeiro, um Adobe Reserva, da vinícola Emiliana, veio acompanhado de uma empanada recheada com figos secos e filé mignon: boa escolha para combinar com os taninos adocicados do vinho. A segunda taça foi servida com um Pinot Noir Terra Augustinos, da vinícola Corpora. Para acompanhar, o chef escolheu um magret com mousseline de queijo de cabra e molho de ameixa fresca. E arrematando a degustação, um Secreto Syrah da bodega Viu Manent com polenta cremosa e um belo ragú de pato.


Inicialmente, o restaurante está oferecendo três flights compostos por vinhos tintos chilenos de uvas variadas [R$ 28,00 (somente os vinhos) e R$ 64,00 (vinhos e mini prato)] e dos champagnes Möet & Chandon [R$ 45,00 (somente os champagnes) e R$ 95,00 (champagnes e mini prato)].

A proposta é deixar o cliente livre para que ele siga as sugestões ou monte sua própria harmonização. Se o cliente gostar de um dos vinhos do flight, ele tem a opção de pedir a garrafa.

O serviço de flight de vinhos do HotSpot funciona nas terças, quartas e quintas (almoço e jantar). Nas sextas somente no almoço, com opções de champagne.

HOTSPOT
Rua Capitão Rebelinho, 478, Pina, Recife –PE
Informações e reservas: (81) 3034.1284

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Russos criam garrafas de vinho inspiradas nos Simpsons


Os designers russos Constantin e Dimitry Bolimond Patsukevich decidiram desenvolver garrafas de vinho tendo os personagens Homer e Marge Simpson, do desenho animado “os Simpsons”, como inspiração.


Embora o conceito seja interessante, ainda se trata de um protótipo. Até agora nenhuma empresa de vinho demonstrou interesse em comprar a ideia, batizada de “Wine, or maybe not?”. O design é inspirado nas criações do artista Pieter Mondrian.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O vinho quente das montanhas da Patagônia


Andando por Bariloche no inverno, é comum ver em algumas lojas, bares ou restaurantes o chamado "vinho da montanha" ou "vin brulé". A fórmula é comum na Itália e em países como Alemanha e Áustria (nesses dois últimos é chamada de Glühwein). Trata-se de um uma bebida feita para o frio intenso das montanhas geladas. Na Argentina, se toma para aquecer o corpo ou no final da refeição. A matéria-prima principal do composto é vinho tinto, no qual normalmente acrescenta-se água, açúcar, cravo, canela e casca de laranja.


A ideia é esquentar o vinho para bebê-lo entre 50°C e 70°C. A cor é normalmente é de um vermelho profundo e o sabor intenso, generoso. É um vinho doce e exótico, que ressalta bem as especiarias da receita. É uma bebida que particularmente não me agrada, mas que quem ainda não provou precisa pelo menos dar uma experimentada - seja para saber como é o gosto ou apenas para “aquecer a alma”.

O vinho pode ser encontrado em garrafas de 375 ml e 750 ml ou sair já quentinho de equipamentos instalados em pontos de venda. O vin brulé tem 16% de álcool. A garrafa de 750 ml custa cerca de 30 reais.

Alto Uxmal: um estilo alternativo de Malbec

Conheci este vinho semana passada, durante viagem à Argentina, e fiquei surpresa com a sua qualidade. É elaborado pela Bodega Uxmal, do renomado produtor argentino Nicolás Catena Zapata, que tem como proposta elaborar vinhos ricos e cheios de personalidade, que estejam entre os melhores do mundo em sua faixa de preço.

Proveniente de vinhedos jovens de altura plantados aos pés da Cordilheira dos Andes (Finca Tilia), uma das particularidades do Alto Uxmal Malbec é a ausência total de madeira na sua elaboração. A ideia mostrar o máximo das características frutadas da uva Malbec, ao mesmo tempo em que carrega uma estrutura elegante, complexa e distinta dos demais vinhos feitos com esta casta. E conseguiu. Confira a avaliação:


Alto Uxmal Alternative Style Malbec 2011

Tipo
: Tinto.
Produtor: Bodega Uxmal.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi intenso, brilhante.
Olfato: Delicado, exala notas de frutas vermelhas frescas, floral, mentol e especiarias.
Paladar: Muito macio e elegante, tem médio corpo e sabor que remete às características do olfato, trazendo ainda toques de cassis e café. Final prolongado e agradável.
Outras considerações: As uvas usadas neste vinho são 100% Malbec, cultivadas na região de Tupungato, em Mendoza. Como havia dito anteriormente, a bebida não tem estágio em carvalho. Sua graduação alcoólica é de 13,5%;

Classificação: Excelente.
Média de preço: Na Argentina, na faixa de 80 pesos. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Moto usada por Che Guevara estampa rótulo da Bodega del Fin del Mundo

Em minha última estada na Argentina, descobri este vinho elaborado pela Bodega del Fin del Mundo. Difícil não notá-lo na prateleira com aquela bonita motocicleta vintage estampada no rótulo. Trata-se de uma Norton de 500 cilindradas, a La Poderosa, com a qual o jovem Ernesto Che Guevara viajou pela região da Patagônia na década de 50, atravessando da Argentina ao Chile. Segundo a Bodega, o vinho representa o espírito de liberdade que desperta o nosso lado valente, aventureiro e de superação. São duas versões: um blend tinto e um branco feito com a uva Viognier.


Confira a avaliação do tinto:

La Poderosa Cabernet Franc e Merlot 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega del Fin del Mundo.
Origem: Patagônia, Argentina.
Visual: Rubi claro.
Olfato: Mentol, frutas vermelhas e tostado.
Paladar: Macio, frutado, com taninos elegantes e final longo.
Outras considerações: Elaborado com 70% de Cabernet Franc e 30% de Merlot, o vinho amadureceu 12 meses em barricas francesas e americanas. Tem 14% de álcool. Assinado pelo talentoso enólogo Marcelo Miras.

Classificação: Bom.
Média de preço: Na Argentina, na faixa de 70 pesos.

domingo, 20 de julho de 2014

Conheça um bom vinho da Rutini que ainda não chega ao mercado brasileiro

A linha Encuentro, da vinícola argentina Rutini Wines, envolve varietais, blends e um espumante. Ela está após a linha básica “Trumpeter” e antes da consagrada “Rutini”. Na última viagem à Argentina tive a oportunidade de provar um dos exemplares da marca, o Encuentro Malbec, que ainda não chega ao Brasil, mas foi concebida para conquistar o paladar global. Confira a avaliação:

Encuentro Malbec 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Rutini Wines.
Origem: Tupungato, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violácea brilhante.
Olfato: Floral, frutas vermelhas, cassis, pimenta do reino e canela.
Paladar: Macio e de ótima acidez, o vinho reflete no sabor as sensações do nariz e traz também toques de café e chocolate. Final longo e agradável.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, amadureceu 12 meses de carvalho (50% francês e 50% americano). Tem 13,8% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: Na Argentina, 180 a 200 pesos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Um excelente Cabernet da Patagônia a um preço justo


Humberto Canale Íntimo Cabernet Sauvignon 2009

Tipo: Tinto.
Produtor: Humberto Canale.
Origem: Patagônia, Argentina.
Visual: Rubi claro brilhante.
Olfato: Eucalipto, especiarias, tabaco, frutas vermelhas, baunilha.
Paladar: Taninos finos e boa acidez. O sabor repete as sensações do nariz. Também traz notas de chocolate. Médio corpo e final longo.
Outras considerações: O vinho amadureceu em barris de carvalho por quatro anos e passou mais oito meses em garrafa antes de ser comercializado. Vai muito bem com carnes vermelhas na brasa. Tem 13,8% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 46 (No Brasil, Importadora Grand Cru).

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Provamos o Top Blend da Don Guerino

Provei esta semana o vinho Traços, Gran Reserva Top Blend da vinícola gaúcha Don Guerino. Este corte foi vinificado após um safra de condições climáticas extremamente benéficas, onde os vinhedos conseguiram expressar o máximo potencial. O rótulo só será elaborado em anos considerados excepcionais.

Confira a avaliação:

Traços Gran Reserva Top Blend 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Don Guerino.
Origem: Alto Feliz, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor violácea profunda.
Olfato: Ameixa madura, mentol, baunilha e especiarias.
Paladar: Encorpado, mostra bom equilíbrio entre sua acidez presente e taninos adocicados. O sabor remete às sensações do nariz e ainda traz um toque de chocolate e café.
Outras considerações: Um tinto carnudo, que vai bem com comida, principalmente carnes vermelhas. Tem em sua composição as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Teroldego e Ancellotta. Estas duas últimas variedades passaram por 12 meses em carvalho francês e americano para a realização do Blend. O envelhecimento foi realizado na garrafa em caves com temperatura e umidade controladas. Apresenta 13,5% de álcool. Tem potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom.
Preço: R$ 84 (No Recife, à venda na Distribuidora LGM – (81) 3378-5084 | www.lgmdistribuidora.com.br)

Cardiologista diz que vinhos mais baratos são os melhores para o coração


Em entrevista ao jornal carioca O Globo, o cardiologista britânico William McCrea afirma que em dez anos, prescreveu vinho tinto a dez mil pacientes. Ele tomou esta decisão ao perceber que os franceses, grandes consumidores da bebida, tinham menos infartos que os britânicos, apesar de comerem mais gordura e fumarem mais.

McCrea indica 125 ml de vinho tinto duas vezes por dia, de preferência de Cabernet Sauvignon do Chile, Pinot Noir ou Shiraz. "Em geral, vinhos mais jovens e baratos com tampa de rosca tendem ser os melhores para o coração".

Confira a matéria completa aqui: http://goo.gl/cSpLvl

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dicas de harmonização entre vinho e pizza

Hoje, dia 10 de julho, é comemorado no Brasil o Dia da Pizza. Embora muitos acreditem que a origem da receita seja italiana, é comprovado que há cerca de cinco mil anos, os babilônios, hebreus e egípcios já usavam fornos rústicos para assar uma massa de trigo e amido, precursora da nossa receita atual.


O vinho, bebida também milenar, é considerado um dos acompanhamentos mais adequados para a pizza. Pensando nisso, resolvi homenagear a data sugerindo algumas harmonizações com o prato, que é um dos mais queridos do planeta.

No geral, os vinhos tintos italianos possuem características marcantes que permitem o acompanhamento do prato em suas diferentes versões. Esses vinhos têm normalmente uma boa acidez e são leves. Porém, não é preciso “ficar preso” somente aos italianos. A grande dica é a seguinte: prefira os vinhos simples e jovens, que são descomplicados como a pizza. Não vale a pena abrir um vinho mais caro ou de guarda para acompanhar o prato.

Confira as sugestões de harmonização:

MARGHERITA

Por ser mais leve, com ingredientes simples, como mozzarella, tomate e manjericão, esta pizza combina com um tinto fresco e frutado, como um Chianti, ou ainda acompanhada de tintos jovens do Novo Mundo.

Sugestões:

 - Chianti Le Vigne di Legnaia (Itália)
- Rapariga da Quinta Select (Portugal)
- Dal Pizzol Gamay Beujolais (Brasil)
- Bridlewood Pinot Noir (EUA)
- Salton Paradoxo Merlot (Brasil)

CALABRESA

Para acompanhar o seu sabor forte e picante, o indicado é um tinto mais estruturado, de taninos firmes, porém com boa acidez. Toques de especiarias na bebida combinam bem com a pizza.

Sugestões:

 - Vinha da Defesa (Portugal)
- Campo del Sole Sangiovese Superiore di Romagna (Itália)
- Namaqua Shiraz (África do Sul)
-  Bons Ares Tinto (Portugal)
- Trivento Tribu Malbec (Argentina)

ROMANA

Por causa do alici (espécie de peixe) presente em sua receita, esta massa pede um branco com boa acidez e mineralidade.

Sugestões:

- Quinta dos Loridos Alvarinho (Portugal)
- Tenuta Rocca Langhe Chardonnay (Itália)
- Viña Mar Reserva Especial Chardonnay (Chile)
- Duas Quintas Branco (Portugal)
- Marqués de Riscal Rueda (Espanha)

NAPOLITANA

Para esta receita tradicional, que leva mozzarella, anchovas e azeitonas, vai um tinto descomplicado, com taninos leves e boa acidez. A pedida pode ser um Malbec mais simples ou um vinho regional alentejano.

Sugestões:

- Alta Vista Classic Malbec (Argentina)
- JP Azeitão (Portugal)
- Vinha do Mouro (Portugal)
- Fattoria del cerro Chianti Colli Senesi (Itália)
- Septima Malbec (Argentina)

QUATRO QUEIJOS

Experimente um branco com boa acidez para encarar a gordura dos queijos, de preferência um Chardonnay do Novo Mundo.

Sugestões:

- Viña Mar Reserva Chadonnay (Chile)
- Alta Vista Premium Chardonnay (Argentina)
- Aurora Chardonnay (Brasil)
- Ventisquero Classico Chardonnay (Chile)
- Reynolds Arinto (Portugal)

FRANGO COM CATUPIRY

Pede um tinto da uva Merlot, que combina com o frango e tem equilíbrio para acompanhar o queijo. Tintos jovens feitos com a uva Tempranillo também dão conta do recado, como também os franceses Côtes du Rhône.

Sugestões:

- León de Tarapacá Merlot (Chile)
- Côtes du Rhone Abel Pinchard (França)
- Viña Mar Reserva Merlot (Chile)
- Toro Loco Tempranillo (Espanha)
- Naturvin Tempranillo (Espanha)

MOZZARELLA

Para uma pizza simples, um tinto jovem e igualmente simples, com pouca ou nenhuma passagem por madeira.

Sugestões:

- Carlota Joaquina (Portugal)
- Cosecha Tarapacá Carmenère (Chile)
- Salton Volpi Merlot (Brasil)
- Chianti Ruffino (Itália)
- Calix Primor (Chile)

CAMARÃO

Pela presença do fruto do mar e ainda da gordura do queijo, que normalmente é o catupiry, aconselha-se um branco com boa acidez ou ainda um tinto leve, também com acidez bem presente.

- Vadio Branco (Portugal) 
- Monte Paschoal Virtus Chardonnay (Brasil)
- Viña Mar Reserva Pinot Noir (Chile)
- Alfredo Roca Fincas Pinot Noir (Argentina)
 - E Pio Tinto (Espanha)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Monte Velho Tinto 2010

Já tomei este vinho em diversas ocasiões, mas percebi que nunca tinha comentado sobre ele aqui no blog. Pois bem. Degustei-o novamente no último fim de semana e comprovei que ele é uma ótima pedida para o dia a dia.

Confira as impressões:


Tipo: Tinto.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor rubi de média intensidade.
Olfato: Frutas vermelhas silvestres, tostado e especiarias.
Paladar: Bom equilíbrio entre taninos e acidez. Paladar macio, repetindo as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah, o vinho estagiou parcialmente em carvalho durante seis meses. Tem 14% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 30 [LD Importação – (81) 3125.8080]

Pesquisa comprova que ingestão de suco de uva integral ajuda no emagrecimento

O programa Jornal Hoje, da TV Globo, exibiu hoje (09) uma matéria sobre uma pesquisa feita no Rio Grande do Sul comprovando que a ingestão de suco de uva integral (sem água e sem açúcar) ajuda a reduzir o peso corporal e a diminuir o acúmulo de gordura na região abdominal. A investigação, que acabou ser concluída, teve início em 2009.

Confira a matéria completa:

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ferrari: excelência italiana na taça

Quando se fala em Ferrari, é normal lembrarmos do famoso fabricante italiano de automóveis. Porém, a marca também é símbolo de excelência em espumantes. A Cantine Ferrari está localizada na região de Trentino, na Itália, onde desde 1902 dá origem a espumantes feitos pelo método clássico (com segunda fermentação em garrafa, assim como na região de Champagne, França). Aliás, foi a primeira casa italiana a elaborar espumantes através desta técnica. Hoje, os rótulos Ferrari são uma verdadeira lenda e símbolo internacional de qualidade.

Por ocasião da inauguração da casa de um amigo, compramos um dos rótulos da marca para presenteá-lo. Tive a oportunidade de brindar com a bebida e trago aqui as minhas impressões sobre ela:

Ferrari Maximum Brut


Tipo:
Espumante.
Produtor: Cantine Ferrari.
Origem: Trentino, Itália.
Visual: Cor verde limão. Borbulhas finas e intensas.
Olfato: Fino e delicado, traz notas de frutas brancas, floral, pão torrado e amêndoas.
Paladar: Cremoso, de ótima acidez e final prolongado. O sabor reproduz as sensações olfativas, onde se sobressaem os toques fermentados, e ainda mostra um toque de baunilha.
Outras considerações: Elaborado exclusivamente com uvas Chardonnay, a bebida maturou pelo menos 36 meses em contato com as leveduras. Tem 12,5% de álcool. Elegante, é realmente uma boa opção para um bom presente.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 150.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Jornal espanhol classifica Brasil como “produtor anão” em matéria sobre o vinho oficial da Copa


“O Mundial acontece no Brasil e os olhos do mundo estão voltados para o país americano. Então chegou a hora dos produtores de vinhos brasileiros provarem alguma coisa”. É com esta afirmação que o jornal espanhol “El Mundo” abre uma matéria publicada hoje (07) sobre o vinho oficial da Copa do Mundo no Brasil: o Faces, da vinícola gaúcha Lídio Carraro.

“A equipe de futebol brasileira possui cinco títulos mundiais: é o recorde. Mas o vinho brasileiro não goza de grande reputação”, continua o texto, que tacha o Brasil de produtor anão.

“A menos que seja um espumante, a maioria dos amantes locais de vinho prefere uma garrafa produzida no Chile, Estados Unidos ou Austrália, a uma garrafa brasileira. Com alguma ajuda por parte da FIFA, organismo com sede na Suíça que governa o futebol mundial, uma vinícola brasileira, Lidio Carraro, está tentando melhorar essa situação”.

E traz um depoimento da produtora Patrícia Carraro, explicando que este é um bom momento de mostrar até que ponto o vinho brasileiro vem melhorando. "O Brasil continua a sofrer com a imagem de um legado de vinho ruim, mas nos últimos 15 anos, temos construído uma nova realidade, disse ela na entrevista.
Para colocar os vinhos à prova, a agência de notícias Reuters organizou uma degustação no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, com a participação de Eduardo Luiz, sommelier do Fasano, e dos enófilos, Ivan Mendes (ator) e Marcelle Herdy Francisco (empresaria de internet).

A qualidade do branco e do rosé surpreendeu os três. “Gostaria de oferecer o branco a amigos sommeliers em uma prova às cegas”, afirmou Luiz. “Não gostei tanto dos outros. O tinto é muito complicado, com aromas que não se combinam bem”, comentou ele.

Mendes e Herdy Francisco disseram que serviriam o branco a seus amigos, mas que em sua opinião, embora o vinho não seja caro, provavelmente pode se encontrar algum outro igualmente bom ou melhor por menos dinheiro.

“Em geral gostei destes vinhos. Agora buscarei mais vinhos brasileiros”, disse Herdy Francisco. “Ainda não somos campeões mundiais, mas estamos melhorando muito”.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O vinho francês do sapo arrogante

Acho que só quem viu este rótulo sabe do que eu estou falando. O Arrogant Frog (sapo arrogante) é, quem diria, francês. Trata-se de uma das marcas de vinho francesas que vem fazendo maior sucesso nos últimos tempos. A criação é do enólogo Paul Mas, que pode ser considerado um revolucionário, embora sua família faça vinhos desde 1892 na região do Languedoc.

A proposta é produzir vinhos descomplicados, ao estilo do Novo Mundo, ao começar pelo próprio nome do vinho. Aliás, o nome é uma referência ao apelido “comedores de sapo”, dado aos franceses pelos ingleses, que volta e meia também chamam o povo francês de arrogante.
Engoli (ops, provei) um dos sapos e conto aqui para vocês como foi: 

Arrogant Frog Ribet Red Cabernet Sauvignon Merlot 2010


Tipo:
Tinto.
Produtor: Arrogant Frog
Origem: Languedoc, França.
Visual: Cor rubi profundo.
Olfato: Boa intensidade aromática, traz sensações variadas, envolvendo notas de groselha, compota de frutas vermelhas, couro, especiarias e café.
Paladar: Taninos finos e aveludados, corpo médio. Sabor que lembra as impressões do nariz. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Cabernet Sauvignon (55%) e Merlot (45%), parte (25%) do vinho amadureceu quatro meses em barricas novas de carvalho. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 54 (Importadora Decanter)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Revista inglesa aponta australiano como melhor Cabernet Sauvignon

A revista inglesa The Drink Business elaborou uma lista com os 15 melhores rótulos de vinhos tintos da variedade Cabernet Sauvignon. A listagem é fruto do concurso Global Masters Cabernet Sauvignon, organizado pela publicação no mês de maio, em Londres.

O júri do concurso, em sua maioria, foi composto por representantes do instituto Master of Wine, como Mark Savage (Savage Selection), Sebastian Payne (The Wine Society), Demetri Walters (Berry Bros & Rudd), Rebecca Palmer (Corney & Barrow), Justin Knock (Encirc), entre outros, e os editores da revista, Patrick Schmitt e Lucy Shaw.


O primeiro lugar foi um rótulo australiano, nacionalidade que despontou cinco vezes na lista. Logo depois veio o Chile, com quatro vinhos. Argentina e África do Sul apareceram com dois rótulos, cada. Por fim, foram escolhidos um vinho da Espanha e outro dos Estados Unidos.

Confira a lista dos Top 15:

1. Katnook Founder’s Block Cabernet Sauvignon 2010 (Austrália)
2. Pascual Toso Reserve Cabernet Sauvignon 2009 (Argentina)
3. Torres Mas la Plana 2010 (Espanha)
4. Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2010 (Chile)
5. Bodegas La Rosa Finca La Escondida Reserve 2013 & Cientoquince CXV (Argentina)
6. Voyager Estate Cabernet Sauvignon Merlot 2009 (Austrália)
7. Taylors Promised Land Cabernet Sauvignon 2013 (Austrália)
8. Terranoble Reserva Terroir Cabernet Sauvignon 2012 (Chile)
9. Savanha Naledi Cabernet Sauvignon 2011 (África do Sul)
10. Terramater Altum Cabernet Sauvignon 2010 (Chile)
11. Cono Sur Single Vineyard Cabernet Sauvignon 2011 (Chile)
12. Cederberg Five Generations Cabernet Sauvignon 2011 (África do Sul)
13. Bird in Hand Cabernet Sauvignon 2010 (Austrália)
14. Jackson Family Wines Stonestreet Monument Ridge Cabernet Sauvignon 2010 (Estados Unidos)15. Wynns John Riddoch Cabernet Sauvignon 2010 & Black Label Coonawarra Cabernet Sauvignon 2008 (Austrália)

Espanhóis fazem tradicional “Batalha do Vinho” na Rioja


Peregrinos de várias partes da Espanha e até estrangeiros se reuniram no último domingo (29) em Haro, na região da Rioja, para celebrar o dia de São Pedro com a tradicional "Batalha do Vinho". A prefeitura da cidade estima que cerca de 10 mil pessoas participaram da festa, que ocorre logo após à celebração de uma missa.


Aproximadamente 130 mil litros de vinho foram usados na batalha, onde todo munda termina pintado de roxo. Vale tudo na brincadeira: tanto tomar o vinho, quanto molhar os outros participantes. Algumas pessoas usam pistolas, outras garrafas plásticas, pulverizadores e até baldes. 


Com informações e fotos de La Rioja.com.