segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Felino Malbec do genial Paul Hobbs

Quando o renomado enólogo californiano Paul Hobbs (criador do ícone Opus One) descobriu o potencial da uva Malbec, ele decidiu formar uma parceria com o casal de também enólogos Andrea Marchiori e Luis Barraud para produzir grandes vinhos na Argentina. Em 1989, eles fundaram a Viña Cobos, que se tornou uma referência em vinhos Premium naquele país.

O Felino faz parte da linha mais básica da Viña Cobos. Mesmo assim é sinônimo de boa qualidade, arrematando altas pontuações da crítica internacional. Confira a avaliação da safra 2012 do Malbec desta linha, que também conta com os varietais Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay:


Felino Malbec 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Cobos.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi escuro com reflexos violeta.
Olfato: Rico e envolvente, traz notas florais, tostadas, de especiarias, ameixa e terra molhada.
Paladar: Encorpado e elegante, tem sabores semelhantes às sensações do olfato e ainda revela notas de chocolate. Final fresco e prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas  Malbec (93%), Cabernet Sauvignon (4%) e Merlot (3%) provenientes dos vinhedos localizados em  Luján de Cuyo, Maipú e Vale do Uco, o vinho amadureceu oito meses em carvalho francês e americano.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: Na Argentina, onde comprei, custa cerca de 80 pesos. No Brasil, R$ 84 (Grand Cru).

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os vinhos “sem maquiagem” de Filipa Pato

“Vinhos sem maquiagem”, este é o conceito utilizado pela enóloga portuguesa Filipa Pato. Sua produção, na região da Bairrada, é livre de defensivos agrícolas e elaborada à maneira dos antepassados. Filha do renomado produtor Luiz Pato, aquele que é responsável por “domar” a difícil casta Baga, ela diz que nunca pensou em ser produtora. Mas a vocação falou mais alto e Filipa trocou a engenharia química, sua profissão de origem, pelos vinhedos e pela alquimia dos vinhos.


Quando resolveu entrar nesse mundo, a enóloga, formada em Bordeaux, ouviu do seu pai a seguinte sentença: “Quer fazer vinho? Então vá fazer em outra adega”. Foi quando sua avó lhe ofereceu uma antiga vinícola que pertencia ao seu tio, datada do ano de 1888. Ela aceitou a oferta e comprou novos equipamentos para a estrutura, que segundo ela, embora velha, “era muito bem pensada”. Apesar da negativa inicial do pai, Filipa disse que ele foi um grande incentivador de sua carreira. Talvez aquilo tenha sido fundamental para que ela adquirisse mais tarde o seu estilo próprio.

Toda esta história foi contada a mim e a um pequeno grupo de convidados, durante um impecável jantar realizado esta semana no Recife, no restaurante Ponte Nova, promovido pela distribuidora Veloz, que acaba de se estabelecer na cidade.

Filipa falou de sua relação com a uva Baga, principal casta daquela região, afirmando que a variedade não se adapta a nenhum outro lugar do mundo fora a Bairrada. “Tal como a Pinot Noir, é uma uva muito caprichosa”, explica. Segundo ela, a Baga gosta dos solos calcários do local e precisa de clima frio, com boa exposição solar.

Além de não usar agrotóxicos na vinhas, Filipa procura fazer vinhos sem exagero de álcool e de madeira. “Uso no máximo 20% de madeira nova nos meus vinhos”.

A produção anual é de 90 mil garrafas. Destas, cerca de 80% são destinadas ao mercado internacional, principalmente ao Brasil.

Aos 39 anos, Filipa é casada com o sommelier belga William Wouters, com quem assina os “Vinhos Doidos” - que não chegam ainda por aqui. Em 2011 foi eleita a melhor enóloga do ano pela revista alemã Feinschmeker. É uma pessoa sem frescuras, mas ao mesmo tempo refinada – exatamente como os seus vinhos. “Sou fiel aquilo que sou. Nem eu nem meus vinhos usamos maquiagem”, ironiza.

Confira a avaliação dos vinhos provados na noite:

3B Método Tradicional

Filipa não usa a palavra “espumante” no rótulo. Ela simplesmente utiliza “método tradicional” para designar a bebida, que é justamente elaborada com segunda fermentação em garrafa (método tradicional ou champenoise). As uvas Baga (70%) e Bical (30%) fazem parte da composição deste exemplar da Bairrada (daí o nome 3B). De cor rosa claro, apresenta bolhas de tamanho médio, com boa intensidade. Fresco e elegante, traz notas frutadas de romã e morangos, junto com toques tostados. No paladar é leve, cremoso e persistente. Tem 11,5% de álcool.


Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 80

FP Bical e Arinto 2013

Branco de cor verde limão feito com as castas Bical e Arinto, posui aroma envolvente de notas minerais e de frutas como lichia, abacaxi, lima e pera. O sabor é amanteigado, com bom corpo e acidez, trazendo também o frutado percebido no nariz. Parte do vinho (20%) fermentou em barris usados de carvalho francês. Esta linha substitui a antiga “Ensaios”. A mudança do nome se dá porque Filipa diz ter criado uma base de conhecimento que a fez entender o melhor do que a região oferece. A graduação alcoólica é de 12,5%.


Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 65

Nossa Calcário Branco 2013

A escolha do nome deste rótulo foi feita através de dois fatores: o primeiro pelo solo calcário da região. O segundo foi pela observação da própria Filipa sobre a forma como os brasileiros expressam a sua aprovação quando experimentam um bom vinho, dizendo “nossa!”. E este é realmente para soltar um sonoro “nossa!”. Elaborado com a casta Bical, fermentou em barricas de 500 litros com controle de temperatura. De coloração verde limão, envolve notas cítricas, minerais e de frutas secas. Encorpado, mostra boa acidez e integração da discreta madeira. O teor alcoólico é de 13%.


Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 130

FP Baga 2013

Filipa diz que este vinho reinventa a vinificação da Baga. Foi inspirado nos pequenos produtores da Bairrada que fazem vinho ao estilo do francês Beaujolais, com pouca extração dos componentes das cascas da uva. Tem período curto de contato com a madeira: “um ou dois meses”, observa a enóloga. Sua cor é de um rubi de média intensidade e os aromas remetem a frutas frescas, como cereja, além de groselha e alguma mineralidade. Sabor leve, com taninos elegantes e perfeito equilíbrio. Um daqueles vinhos pra tomar sem cansar.


Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 65

Nossa Calcário Tinto 2011

Feito exclusivamente com a casta Baga, o vinho amadureceu 18 meses em pipas de carvalho de 500 litros. Aroma exuberante, com uma gama diversificada de sensações, tais como floral, especiarias, fruta vermelha madura, tostado, fumo e café. Paladar estruturado, com taninos que deixam o vinho “redondo”. O sabor é tão diversificado quanto as características do olfato. Final prolongado e agradável. Nesta safra, foram engarrafas apenas 2500 garrafas e 110 magnuns (1,5l). Tem 13% de álcool.


Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 130*

*Distribuídos pela Veloz. No Recife, os vinhos podem ser encontrados no Empório Pescadero: (81) 3268-0020.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

The Wall Street Journal: vinho argentino barato sumiu das prateleiras

O periódico norte-americano “The Wall Street Journal” revelou a situação delicada dos vinhos argentinos, que vêm sofrendo com a grave crise econômica do seu país.  Em uma matéria intitulada “Inflação sufoca boom de exportação de vinhos de Argentina”, o jornal mostra os aspectos do problemas vistos pelos olho do produtor José Manuel Ortega, da renomada vinícola O. Fournier.


Confira tradução do texto:

Inflação sufoca boom de exportação de vinhos de Argentina

Por anos, José Manuel Ortega exportou um tipo de Malbec que os degustadores norte-americanos qualificaram de "tinto taciturno" com "um sabor monumental".

Mas há pouco tempo, a produção da linha Massimo, de sabor frutado e cor granada, parou. Em meio à galopante inflação argentina, os custos da mão de obra estão chegando às nuvens. E Ortega já não gerava lucro com suas garrafas mais econômicas, cujos preços de varejo variam entre 9 a 12 dólares. A recessão que golpeia desde as montadoras às imobiliárias não discriminou esta indústria do oeste da Argentina.

Ortega, que fundou o Grupo Bodegas y Viñedos O. Fournier no ano 2000, ainda vende seu vinho premium Alfa Crux, feito em homenagem às estrelas da constelação Cruzeiro do Sul. Mas ele disse que foi obrigado a parar de produzir os vinhos mais baratos. "Quando eu melhorar a situação, podemos voltar a esses projetos", afirmou.

Este ex-banqueiro de 46 anos chegou à Argentina vindo da Espanha, depois de ver o potencial extraordinário para os vinhos nos solos pedregosos e arenosos e nos céus claros do Valle do Uco. Mas agora ele está entre os produtores afetados por uma taxa de inflação que alguns economistas avaliam em cerca de 40% ao ano.


O setor do vinho na Argentina tem tido uma história de sucesso. A demanda internacional por seus Malbec de boa qualidade, mas baratos, impulsionou o crescimento do setor por quase uma década para converter a Argentina no quinto maior produtor em 2011, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho. Mas as receitas de exportação caíram 5% no ano passado em comparação com 2012. As exportações de vinho fracionado (garrafas, caixas e outras embalagens individuais) caíram 5,5%.

“Não se deve ao vinho ou à gestão de suas marcas”, disse Stephen Rannekleiv, analista de vinhos e licores do Rabobank Group. "A questão da inflação está realmente fora de controle."

O vinho tem sido mais golpeado que outros produtos agrícolas, como a soja, porque a colheita de uvas requer uma mão de obra intensa. Os custos dos produtores, dizem os analistas, subiu ao menos 100% nos últimos quatro anos.

Isso se traduz em menos garrafas de vinho argentino barato nos restaurantes nos Estados Unidos e Europa. "As pessoas querem algo econômico para a noite”, afirmou Víctor Márquez, gerente de Alimentos e Bebidas em Dallas. O executivo conta que, por anos, as garrafas de Malbec de 8,99 dólares eram uma escolha popular, “mas nesse instante não temos nenhuma nas prateleiras”.

Michael Evans, co-fundador do The Vines of Mendoza, empresa que vende parcelas de vinhedos a pessoas que querem experimentar produzir vinhos, diz que há pouco reduziu as exportações, incluindo garrafas de Malbec de 18 dólares, por causa dos altos custos da mão de obra. “Acabamos de dar um aumento de 15% aos nossos trabalhadores, e com isso apenas cobrem a inflação deste ano”, disse Evans, que conservará as garrafas e esperará um momento mais rentável para exportar.

Em uma tentativa de aliviar a pressão da inflação, alguns vinhedos estão exportando mais vinho a granel para ser engarrafado por distribuidores internacionais, onde os custos são mais baixos. Mas os pequenos produtores geralmente não têm a infraestrutura e os contatos para usar esta estratégia, dizem os especialistas locais.

Alguns têm investido mais no lado do turismo de negócios. O. Fournier tem um restaurante chique em sua vinha e também vende lotes em suas terras por até 170 mil dólares o hectare, dando aos compradores a oportunidade de produzir o seu próprio vinho ou construir uma casa de verão.

Ortega diz que, assim como outros produtores, a esperança é que no fim do mandato da presidente Cristina Kirchner, no próximo ano, surjam novas políticas econômicas para aliviar a inflação e atrair investimentos estrangeiros.

"Espero que uma política econômica mais coerente beneficie nossa indústria", diz ele. "Claro, Argentina produz uma grande quantidade de soja, mas as pessoas não vão para um restaurante de sushi e dizem: 'esta é a soja de alta qualidade Argentina!’. Com exportações de vinho, na verdade você está criando marca do país no exterior".

Matéria completa em: http://goo.gl/mxchul 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um demi-sec catarinenese bem bacana

Confesso que quando se trata de espumantes, não sou muito fã daqueles com teor mais elevado de açúcar. Até consigo apreciá-los quando bem harmonizados, mas em "doses homeopáticas”. Porém, tem alguns rótulos que fogem à regra e se mostram bem interessantes, podendo ser tomados até sem acompanhamento. É o caso deste demi-sec* da vinícola catarinense Santa Augusta. Tem boa acidez e doçura equilibrada - o que não deixa a bebida nem um pouco enjoativa.

*Os espumantes demi-sec (meio-seco) podem ter entre 201 e 60 gramas de açúcar por litro, enquanto um brut (seco), tem apenas de 6 a 15 gramas de açúcar por litro.

Confira a avaliação:

Santa Augusta Demi-Sec Rosé


Tipo: Espumante.
Produtor: Vinícola Santa Augusta.
Origem: Vale do Contestado, Videira, Santa Catarina, Brasil.
Visual: Rosa claro, com borbulhas em média intensidade.
Olfato: Frutas vermelhas frescas, como morango e cereja. Também exala algo floral e especiado.
Paladar: Fresco, delicado e cremoso. Resgata as características frutadas sentidas no nariz. Boa acidez e leve doçura.
Outras considerações: Elaborado pelo método Charmat (com refermentação em tanques de inox), leva em sua composição as uvas Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (20%), Malbec (20%), Montepulciano (12,5%) e Cabernet Franc (2,5%). Tem 28g/L de açúcares totais e 12% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Preço: R$ 35 [No Recife, na Barril Classe A: (81) 3075-1114 / 9984-3661]

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A incrível história dos vinhos de Colares

Eles resistiram à praga da Filoxera no século XIX e suas vinhas resistem até hoje, numa minúscula área demarcada de 15 hectares, aos ventos furiosos da região e à corrosão do sal. São fortes o suficiente para envelhecer por décadas na garrafa e ganhar complexidade.


Eça de Queirós considerava os vinhos da região portuguesa de Colares “os mais franceses” do reino. Suas uvas são bem distintas das castas portuguesas que conhecemos: Ramisco, Molar e João Santarém (tintas) e Malvasia de Colares (branca). Com todos esses atributos, era de se estranhar se eles não estivessem entre os mais caros do país.


Conheça mais sobre a história dos vinhos de Colares contada por Pedro Garcias em uma bela matéria publicada pela revista portuguesa Fugas. Clique aqui.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Malbec sem erro: Altos las Hormigas

Há tempos sou admiradora da vinícola argentina Altos las Hormigas, pois ela consegue impor qualidade em todos os seus vinhos, desde os mais simples. E é justamente sobre o rótulo de entrada da marca que eu vou falar: o Malbec Clásico Altos las Hormigas. Este é da safra mais recente, que provei mês passado em viagem à Argentina. Ainda está novo, mas já pode ser bebido com prazer. Confira a avaliação:


Altos las Hormigas 2013

Tipo: Tinto.
Produtor: Altos las Hormigas.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violácea brilhante.
Olfato: Floral, frutas vermelhas silvestres, especiarias e leves notas defumadas.
Paladar: Corpo médio, com sabor marcado por notas frutadas, como jambo, além de ervas, café e chocolate. Ótimo equilíbrio entre taninos e acidez.
Outras considerações: Fermentado com leveduras indígenas, o vinho amadureceu em piletas de concreto por 12 meses. Tem 13,7% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 52.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Errazuriz mostra porque é considerada uma das melhores vinícolas do Chile

Fundada em 1870 no Vale do Aconcágua, no Chile, a Viña Errazuriz dedica-se à produção de vinhos de qualidade superior, sendo considerada por muitos a melhor vinícola chilena. Exporta 95% de sua produção, sendo o Brasil um dos seus importantes mercados. Apesar de consumir em maior volume a linha mais básica da marca, a "Estate", os brasileiros também estão interessados nos rótulos de qualidade superior. Por isso, o enólogo chefe da casa, Francisco Baettig (foto abaixo), está no país para divulgar melhor esses produtos.


Tive a oportunidade de participar de um almoço com ele, ontem (05), no restaurante Rui Paula, no Recife, a convite do representante da Errazuriz no Recife, Tiago Emery, da distribuidora DOC e da importadora Vinci. Na ocasião, foram provados alguns rótulos das linhas Max Reserva e The Blend, além do ícone Don Maximiano.

Francisco explicou que a Errazuriz produz 600 mil caixas de vinho ao ano, sendo 250 mil de linhas superiores. Os vinhedos estão principalmente no Vale do Aconcágua, onde se cultiva principalmente as castas Cabernet Sauvignon, Shiraz, Carmenère e Merlot. Também possuem vinhas nos Vales do Maipo e de Casablanca. Além de elaborar vinhos de qualidade ao gosto do mercado internacional, a vinícola sai do lugar-comum fazendo corte com variedades pouco convencionais no Chile, tais como Grenache, Marsanne Mourvedre, Carignan e Gewürztraminer, entre outras, que podem ser experimentadas em alguns dos vinhos sobre os quais falarei a seguir.

Confira os detalhes dos vinhos degustados:

Max Reserva Sauvignon Blanc 2013


Um branco de cor verde limão, com aroma cítrico, mineral e um leve toque de mel. Bem estruturado no paladar, exibe boa acidez, o que confere frescor à bebida, e sabor semelhante ao olfato, onde também surgem notas de maracujá. Final prolongado. Elaborado com uvas Sauvignon Blanc, ficou em contato com as borras durante três meses para ganhar complexidade.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 85.

Max Reserva Pinot Noir 2012


De coloração rubi clara e brilhante, este tinto elaborado com 100% uvas Pinot Noir cultivadas no Aconcágua revela aromas de frutas do bosque, tais como framboesa e cereja, que aparecem junto a discretas notas de especiarias, café e baunilha. O paladar é leve e delicado, com boa acidez. Reflete as sensações do olfato, principalmente as notas frutadas. Final longo. Maturou nove meses em carvalho francês. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 90.

The Blend 2008


Na safra de 2008, o corte do ‘The Blend’ levou as uvas Carmenère (40%), Syrah (14%), Petit Verdot (14%), Mourvedre (13%) e Cabernet Franc (8%). A maturação foi de 16 meses em carvalho francês (60% novas). O vinho ganhou uma cor rubi de média intensidade e aroma de ameixa, floral, especiarias e café. Encorpado, é um vinho com bom equilíbrio e sabor semelhante às características do olfato. Também se pode sentir um toque de chocolate. Final prolongado. A graduação é de 14,5%.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 130.

The Blend 2011


Grenache (55%), Mourvedre (28%), Syrah (10%), Carignan (5%) e Marsanne (2%) fazem parte da composição desta safra de 2001 do ‘The Blend’, que teve amadurecimento de 16 meses em carvalho francês. Um vinho ainda jovem, mas que já pode ser apreciado. Sua coloração é violeta, com aroma predominante de frutas frescas, como amora, cereja e groselha. Também recorda flores e especiarias. Na boca mostra-se fresco, com taninos finos. Tem bom potencial de guarda. Sua graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 130.

Don Maximiano Founder’s Reserve 2009


Ícone da vinícola, que traz no nome uma homenagem ao fundador da casa, Don Maximiano Errázuriz. Tem em sua composição as uvas Cabernet Sauvignon (80%), Carmenère (10%), Petit Verdot (5%) e Cabernet Franc (5%), com maturação de 22 meses em barricas novas de carvalho francês. Exibe uma cor rubi de média intensidade e aroma elegante, onde se identifica notas de frutas como ameixa e amora, além de outras características, como erva-doce, especiarias e terra molhada. Tem bom corpo e equilíbrio entre taninos e acidez, mostrando frescor da fruta e notas mais complexas, como couro. Final prolongado. Aconselha-se aerar antes de servir para ele mostre todo o seu potencial. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 387

Late Harvest Sauvignon Blanc 2011


Por fim, um agradável vinho de sobremesa feito com 85% de Sauvignon Blanc, 10% de Viognier e 5% Gewürztraminer. Sua cor é amarelo dourado e o aroma exala maracujá, mel e notas tostadas. Sabor untuoso, lembrando o nariz. Doçura equilibrada com a boa acidez. Parte (40%) da bebida estagiou sete meses em carvalho francês. Tem 12% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 60.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Agência pernambucana lança pacote para Portugal com foco em vinhos, gastronomia e cultura

A agência de turismo pernambucana Luck Viagens, em parceria com a Licínio Dias (LD) Importação, está oferecendo um roteiro para Portugal com foco em cultura, vinho e gastronomia. A viagem acontece de 08 a 17/10/2014 e inclui visitas a importantes vinícolas, tais como Herdade do Esporão, Raposeira, Caves Aliança, Quinta do Crasto e Ramos Pinto.


Confira o roteiro fornecido pela agência:

CHEGADA A LISBOA
Chegada a Lisboa. Recepção pelo guia NORTRAVEL e transporte ao Hotel. (Caso a hora de chegada não permita ainda o check-in, será dada a possibilidade de guardar a bagagem). Hospedagem no HOTELEPIC SANA*****, ou similar.

LISBOA
Café da manhã no hotel e saída para um passeio pela cidade, percorrendo os bairros típicos do coração da cidade. Do Bairro Alto, passando pelo elegante Chiado, descendo à Baixa com a Avenida da Liberdade e suas lojas de griffe internacional até Alfama, o mais antigo bairro com fortes traços árabes. Continuamos até Belém para uma parada junto à Torre de Belém, ao Padrão dos Descobrimentos e ao Mosteiro dos Jerónimos. Depois de provar um dos famosos pasteis de nata, regresso ao centro da cidade para almoçar no Bairro Alto. Tarde livre para um eventual shopping tour pelo centro. Hospedagem.

LISBOA- SINTRA- CASCAIS - ESTORIL- LISBOA
Após o café da manhã, saída para um passeio de dia completo pela costa de Lisboa, até Sintra. Em Sintra fazemos uma primeira parada para passear pelo centro histórico desta vila romântica e provar os famosos ‘‘travesseiros’’, um exemplo da doçaria conventual da região. Visita ao Palácio da Vila, um dos mais históricos de Portugal. Continuamos pela luxuriante vegetação e lindíssima paisagem do Parque Natural de Sintra. Seguimos por Cascais e Estoril, até o hotel. À noite, sugerimos um jantar com show de Fado.

LISBOA- HERDADE DO ESPORÃO - ÉVORA- VILA VIÇOSA
Café da manhã no hotel. Check-out e partida para o interior de Portugal. Iniciamos a nossa viagem atravessando o estuário do Rio Tejo e descobrindo a imagem deslumbrante de Lisboa a partir da ponte Vasco da Gama. Dirigimo-nos então para a característica paisagem alentejana onde no meio da planície dourada os romanos fundaram a cidade de Évora, hoje Patrimônio mundial da humanidade classificada pela UNESCO. Em terra de vinhas cultivadas por fenícios, gregos, romanos e, hoje, por grandes casas agrícolas e produtores que vêm afirmando a marca Alentejo entre os grandes vinhos portugueses, há uma das mais saborosas e originais tradições culinárias. Visitamos uma das mais conceituadas quintas da região: a Herdade do Esporão, para uma degustação de vinhos e azeites. Visita à lindíssima vila medieval de Reguengos de Monsaraz, antes de rumar até Vila Viçosa. Hospedagem no HOTEL MARMÓRIA*****, ou similar.

VISEU - VALE DO DOURO - RÉGUA
Café da manhã no hotel e partida em direção ao Vale do Douro. Primeira parada em Lamego, terra do famoso presunto e onde a Nossa Senhora dos Remédios exibe uma escadaria monumental em granito. Visita às Caves da Raposeira, onde nos espera uma degustação de espumante. Almoço no restaurante DOC. De tarde, visita à Quinta do Crasto para degustação de vinhos. Hospedagem no HOTELAQUAPURA DOURO VALLEY*****, ou similar.

RÉGUA- AMARANTE - PENAFIEL- PORTO
Subimos a Serra do Marão passando pela romântica cidade de Amarante, onde o São Gonçalo segue sendo o ‘‘Santo casamenteiro’’. Chegando ao Porto, breve visita panorâmica pela cidade, finalizando numa das conceituadas Caves de Vinho do Porto - Ramos Pinto, onde o vinho produzido no Vale do Douro é armazenado. Depois de uma degustação, seguimos para o hotel. HOTELTIARAPARK ATLANTIK*****, ou similar.

PORTO – AVEIRO – SANGALHOS – COIMBRA
Check-out após o café da manhã e partida do Porto em direção ao Sul. Primeira parada em Aveiro, a “Veneza” portuguesa, com os seus típicos barcos “Moliceiros” coloridos, passeando pelos canais. Prova dos famigerados “ovos moles” antes de continuar para a região da Bairrada. Visita com prova às CAVES ALIANÇA e o fantástico UNDERGROUND Museu, em Sangalhos. Continuando a caminho de Coimbra, parada na bairrada para almoçar o mundialmente conhecido “Leitão”. Depois do almoço, visita guiada à cidade dos estudantes, com a sua centenária universidade. Resto da tarde livre. Hospedagem no HOTEL QUINTA DAS LÁGRIMA*****, ou similar, em Coimbra.

COIMBRA – FÁTIMA - LISBOA
Partida de Coimbra, depois do café da manhã, com destino a Lisboa. Fazemos uma primeira parada em Fátima para visitar o Santuário antes de continuar para Lisboa. Chegada a Lisboa ao final da manhã. Tarde livre. Hospedagem no HOTEL EPIC SANA*****, ou similar.

PARTIDA DE LISBOA
Café da manhã no hotel. Em hora a indicar localmente transporte privativo ao aeroporto internacional de Lisboa para embarque de regresso. FIM DA VIAGEM.

Confiras as condições clicando na imagem abaixo:


CONTATO:
Luck Viagens: Claryssa Guimarães - (81) 3366-6222 | Marcela Holanda - (81) 3366.6222

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um bom Chardonnay na faixa dos R$ 25

Pra quem quer um branco para o dia a dia ou para beber naqueles dias quentes e descontraídos, aí vai uma boa opção na faixa dos R$ 25. Ele acompanhou muito bem um risoto de camarão. Confira a dica:


Dos Fincas Chardonnay 2012

Tipo: Branco.
Produtor: Bodega Amalia (The Wines of Carlos Basso).
Origem: Vale do Uco, Mendoza, Argentina.
Visual: Coloração limão, de média intensidade.
Olfato: Pêssego, lichia e abacaxi, com leves aromas cítricos.
Paladar: Frutado, trazendo as mesmas sensações do nariz. Untuoso e de médio corpo, com acidez média. Traz um discreto toque de baunilha, proveniente de sua passagem por madeira.
Outras considerações: Um vinho simples e agradável, sem arestas. Elaborado 100% com uvas Chardonnay, amadureceu quatro meses em barricas de carvalho francês. Tem 13,7% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 25 [www.wine.com.br]

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Hospital na França vai inaugurar bar de vinhos para pacientes

Que os franceses acreditam nos benefícios do vinho para a saúde todo mundo já sabia. O impressionante é a iniciativa tomada pelo Hospital Universitario Clermont-Ferrand, na França. A unidade de saúde quer animar a vida cotidiana difícil dos seus pacientes inaugurando um bar de vinhos dentro de seu espaço.

O objetivo novidade é “reumanizar a vida dos pacientes fazendo mais agradável seu viver diário e dando a eles o prazer de convidar e ser convidados”, explicou a chefe do serviço de terapia paliativa do hospital, a doutora Virginie Guastella.

Os funcionários do hospital receberão treinamento especial de um antropólogo social sobre como lidar com pacientes que vêm para o bar.

“Os pacientes em terapia paliativa não estão todos em fase terminal”, informa a doutora. “Alguns perderam o gosto e muitos são anoréxicos”, informa a doutora, para quem a abertura do bar de vinhos permitirá também às famílias dos pacientes viver com eles momentos agradáveis de intercambio em um espaço “medicamente demarcado”.

“É um pequeno detalhe que pode fazer toda a diferença”, explica a médica.

Uma adega está prevista para conservar as garrafas de vinho, que espera poder oferecer bons rótulos, tais como os do Pomerol, aos pacientes e seus visitantes.

Com informações da AFP.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Espanha tem vinho com rótulo animado

Quem de nós nunca comprou um vinho atraído apenas pelo seu rótulo? Apostando no apelo visual, a Bodega espanhola La Vinyeta criou uma linha de vinhos batizada "Puntiapart*". Os desenhos no rótulo seguem uma sequência, de modo que quando giramos a garrafa eles formam uma animação. A concepção do projeto é do premiado designer gráfico Lluís Serra.

O vinho é um tinto de Denominação de Origem Empordà, elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon e Cinsault, com amadurecimento de 13 meses em carvalho francês, húngaro e romano. A cada ano, o Puntiapart* ganha uma nova ilustração no rótulo.

A bebida foi eleita o Vinho do Centenário da Costa Brava, entre os melhores vinhos tintos da DO Empordà. Também já alcançou 90 pontos no Guía Peñín. Não está à venda no Brasil.

Confira o visual de algumas safras do Puntiapart*:

[2006]


[2007]


[2008]


[2009]




terça-feira, 29 de julho de 2014

Dia 29 é dia de nhoque da fortuna... e de vinho!

É provável que você já tenha ouvido falar que o dia 29 é dia do “nhoque da sorte” ou “nhoque da fortuna”. Mas qual é a origem dessa história?

Diz a lenda que num certo dia 29 de dezembro, na Itália, vestido de andarilho e faminto, São Pantaleão bateu à porta de uma família em busca de comida. Eles eram pobres, mas mesmo assim não se negaram a dividir o jantar. Cada um ficou com sete nhoques. São Pantaleão comeu, agradeceu a gentileza e então foi embora. Para a surpresa da família, ao arrumar a mesa eles perceberam que embaixo de cada prato havia moedas de ouro.


Desde então, tornou-se uma superstição para algumas pessoas comemorar o dia 29 fazendo a seguinte simpatia: coloca-se uma moeda em baixo do prato de nhoque. Então, de pé, a pessoa come sete nhoques fazendo um pedido diferente para cada um. Os pedidos só se concretizam se o dinheiro ficar guardado até o próximo dia 29.

Originário do norte da Itália, o gnocchi, como é chamado por lá, inicialmente era elaborado de várias maneiras. Podia ser à base de farinha de trigo, farinha de arroz ou até de miolo de pão. No século XVI, surgiu o nhoque de polenta. Mas foi por volta dos séculos XVI e XVII que a massa começou a ser feita a partir de batata, como a conhecemos hoje.

E para acompanhar o nhoque, nada como um bom vinho. Seguem algumas dicas para harmonização:

- Para o tradicional molho bolonhesa, a pedida é um vinho tipicamente italiano, como um Chianti.

- Para os molhos mais simples, como tomate e manjericão, vá também de tintos frutados, jovens e de boa acidez. Como um Merlot da Serra Gaúcha.

- Se o nhoque tem molho branco, opte por um branco mais estruturado, como um chardonnay chileno.

Um brinde e boa sorte!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vinhaço: Valduero Crianza 2010

A Inovini, departamento de vinhos da importadora Aurora, está agora trazendo ao Brasil os rótulos da vinícola espanhola Valduero, localizada em Ribera del Duero. Fundada em 1984, a bodega se dedica à produção da uva Tinto Fino (Tempranillo) em vinhedos não irrigados e sem a utilização de aditivos químicos, apenas orgânicos. Confira avaliação do integrante mais jovem do portfólio:


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Valduero.
Origem: Ribera del Duero, Espanha.
Visual: Rubi com reflexos violáceos. Brilhante, com coloração de média intensidade.
Olfato: Rico em nuances, envolve notas de cravo, canela, frutas vermelhas maduras, baunilha, além de um toque terroso e de flores secas.
Paladar: Boa acidez, que confere frescor ao vinho. Corpo médio. Equilíbrio entre fruta e a madeira. O sabor corresponde às características do olfato. Macio, elegante e de boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com a variedade Tinto Fino (Tempranillo) proveniente de vinhas com 30 anos de idade. Amadureceu 15 meses em barricas de carvalho francês e americano e envelheceu mais 12 meses em garrafa antes de ir para o mercado. O vinho tem 14% de álcool e ótimo caráter varietal.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 178 (Importadora Aurora/Inovini)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Conheça a rolha do futuro

O fabricante português de rolhas Corticeira Amorim desenvolveu, em conjunto com a empresa norte-americana O-I, uma solução inovadora de embalagem para vinhos de consumo rápido. Batizado de Helix, o sistema combina uma rolha de cortiça ergonomicamente desenvolvida e uma garrafa de vidro com uma rosca interior no gargalo.


A ideia introduz o conceito de abertura rápida - sem a necessidade de saca-rolhas - e de facilidade de reutilização da embalagem, atendendo à crescente solicitação de produtos sustentáveis, de qualidade e funcionais.

Segundo os idealizadores, o sistema Helix pode ser facilmente implementado nas caves, sendo apenas necessário um pequeno ajuste nas linhas de engarrafamento.


O lançamento da embalagem foi precedido por testes exaustivos, conduzidos pela Corticeira Amorim e pela O-I, que evidenciaram que este novo conceito assegura a qualidade do vinho, mantendo a consistência de sabor, aroma e cor. O processo de desenvolvimento foi ainda suportado por estudos de mercado na França, Reino Unidos, EUA e China, que revelaram uma grande aceitação do consumidor ao Helix quando utilizado para vinhos de consumo rápido. Os consumidores evidenciaram ainda com agrado o fato de esta solução preservar a sonoridade característica associada à abertura de uma garrafa de vinho.

A vinícola alentejana Ervideira é a primeira a utilizar a ideia.

Mais informações: www.helixconcept.com.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Detentos italianos produzem vinho para projeto de Frescobaldi e Andrea Bocelli

Localizada na ilha de Gorgona na região da Toscana, na Itália, a prisão de Gorgona abriga 69 presos. A maioria deles cumpre penas longas, mas foram transferidos para a prisão por bom comportamento. Lá, os prisioneiros podem sair para trabalhar das 6h às 20h.


Embora muitos deles estejam envolvidos em atividades de pecuária, a diretoria da prisão assinou um acordo com a tradicional vinícola Marchesi di Frescobaldi, que elabora vinhos há 30 gerações, para ensinar o processo de vinificação aos presos.

No ano passado, a empresa lançou o "Gorgona 2013", vinho branco feito pelos detentos, elaborado com as variedades Vermentino e Ansonica. Um detalhe interessante é que o tenor italiano Andrea Bocelli é parceiro do projeto.


"Este projeto, que tomei a decisão de apoiar a pedido de Lamberto Frescobaldi, entrelaça duas das minhas paixões; a vinha é claro, mas também o arquipélago toscano, um verdadeiro paraíso na terra", declarou Bocelli.

A colheita só permitiu a produção de 2.500 garrafas, que já são um sucesso no mercado. O vinho está sendo vendido nos Estados Unidos por 90 dólares. Também foram feitas 200 garrafas Magnum (1,5l), todas numeradas individualmente.

HotSpot inova com flight de vinhos

O restaurante HotSpot, no Recife, acaba de lançar uma boa novidade para os enófilos de plantão. Trata-se de um menu flight de vinhos que conta com a opção de harmonização com mini pratos. A ideia do chef Armando Pugliesi (foto), proprietário da casa, é que cliente possa seguir uma lógica de degustação, mesmo não tendo nenhuma noção sobre o universo dos vinhos.


Em cada flight são servidos em taças três tipos de vinhos, sempre seguindo uma temática. Estive na casa e provei a opção com champagnes e outra com tintos chilenos, ambos harmonizados com comidinhas especialmente preparadas para a ocasião.

No flight de champagnes, foram servidos três rótulos da Möet & Chandon. O Brut Imperial foi servido com uma bruschetta de bacalhau e cogumelos. Já o Rosé Imperial teve como acompanhamento cubos de mignon em sua glacê, farofa de pão e um delicioso purê de rosas, que casou bem com o frutado da bebida. Por fim, um Nectar Imperial que veio acompanhado de uma sobremesa delicada com curry, tâmaras e manga: uma bela harmonização.


No flight de vinhos chilenos foram servidos três rótulos de muito boa qualidade. O primeiro, um Adobe Reserva, da vinícola Emiliana, veio acompanhado de uma empanada recheada com figos secos e filé mignon: boa escolha para combinar com os taninos adocicados do vinho. A segunda taça foi servida com um Pinot Noir Terra Augustinos, da vinícola Corpora. Para acompanhar, o chef escolheu um magret com mousseline de queijo de cabra e molho de ameixa fresca. E arrematando a degustação, um Secreto Syrah da bodega Viu Manent com polenta cremosa e um belo ragú de pato.


Inicialmente, o restaurante está oferecendo três flights compostos por vinhos tintos chilenos de uvas variadas [R$ 28,00 (somente os vinhos) e R$ 64,00 (vinhos e mini prato)] e dos champagnes Möet & Chandon [R$ 45,00 (somente os champagnes) e R$ 95,00 (champagnes e mini prato)].

A proposta é deixar o cliente livre para que ele siga as sugestões ou monte sua própria harmonização. Se o cliente gostar de um dos vinhos do flight, ele tem a opção de pedir a garrafa.

O serviço de flight de vinhos do HotSpot funciona nas terças, quartas e quintas (almoço e jantar). Nas sextas somente no almoço, com opções de champagne.

HOTSPOT
Rua Capitão Rebelinho, 478, Pina, Recife –PE
Informações e reservas: (81) 3034.1284

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Russos criam garrafas de vinho inspiradas nos Simpsons


Os designers russos Constantin e Dimitry Bolimond Patsukevich decidiram desenvolver garrafas de vinho tendo os personagens Homer e Marge Simpson, do desenho animado “os Simpsons”, como inspiração.


Embora o conceito seja interessante, ainda se trata de um protótipo. Até agora nenhuma empresa de vinho demonstrou interesse em comprar a ideia, batizada de “Wine, or maybe not?”. O design é inspirado nas criações do artista Pieter Mondrian.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O vinho quente das montanhas da Patagônia


Andando por Bariloche no inverno, é comum ver em algumas lojas, bares ou restaurantes o chamado "vinho da montanha" ou "vin brulé". A fórmula é comum na Itália e em países como Alemanha e Áustria (nesses dois últimos é chamada de Glühwein). Trata-se de um uma bebida feita para o frio intenso das montanhas geladas. Na Argentina, se toma para aquecer o corpo ou no final da refeição. A matéria-prima principal do composto é vinho tinto, no qual normalmente acrescenta-se água, açúcar, cravo, canela e casca de laranja.


A ideia é esquentar o vinho para bebê-lo entre 50°C e 70°C. A cor é normalmente é de um vermelho profundo e o sabor intenso, generoso. É um vinho doce e exótico, que ressalta bem as especiarias da receita. É uma bebida que particularmente não me agrada, mas que quem ainda não provou precisa pelo menos dar uma experimentada - seja para saber como é o gosto ou apenas para “aquecer a alma”.

O vinho pode ser encontrado em garrafas de 375 ml e 750 ml ou sair já quentinho de equipamentos instalados em pontos de venda. O vin brulé tem 16% de álcool. A garrafa de 750 ml custa cerca de 30 reais.

Alto Uxmal: um estilo alternativo de Malbec

Conheci este vinho semana passada, durante viagem à Argentina, e fiquei surpresa com a sua qualidade. É elaborado pela Bodega Uxmal, do renomado produtor argentino Nicolás Catena Zapata, que tem como proposta elaborar vinhos ricos e cheios de personalidade, que estejam entre os melhores do mundo em sua faixa de preço.

Proveniente de vinhedos jovens de altura plantados aos pés da Cordilheira dos Andes (Finca Tilia), uma das particularidades do Alto Uxmal Malbec é a ausência total de madeira na sua elaboração. A ideia mostrar o máximo das características frutadas da uva Malbec, ao mesmo tempo em que carrega uma estrutura elegante, complexa e distinta dos demais vinhos feitos com esta casta. E conseguiu. Confira a avaliação:


Alto Uxmal Alternative Style Malbec 2011

Tipo
: Tinto.
Produtor: Bodega Uxmal.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi intenso, brilhante.
Olfato: Delicado, exala notas de frutas vermelhas frescas, floral, mentol e especiarias.
Paladar: Muito macio e elegante, tem médio corpo e sabor que remete às características do olfato, trazendo ainda toques de cassis e café. Final prolongado e agradável.
Outras considerações: As uvas usadas neste vinho são 100% Malbec, cultivadas na região de Tupungato, em Mendoza. Como havia dito anteriormente, a bebida não tem estágio em carvalho. Sua graduação alcoólica é de 13,5%;

Classificação: Excelente.
Média de preço: Na Argentina, na faixa de 80 pesos. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Moto usada por Che Guevara estampa rótulo da Bodega del Fin del Mundo

Em minha última estada na Argentina, descobri este vinho elaborado pela Bodega del Fin del Mundo. Difícil não notá-lo na prateleira com aquela bonita motocicleta vintage estampada no rótulo. Trata-se de uma Norton de 500 cilindradas, a La Poderosa, com a qual o jovem Ernesto Che Guevara viajou pela região da Patagônia na década de 50, atravessando da Argentina ao Chile. Segundo a Bodega, o vinho representa o espírito de liberdade que desperta o nosso lado valente, aventureiro e de superação. São duas versões: um blend tinto e um branco feito com a uva Viognier.


Confira a avaliação do tinto:

La Poderosa Cabernet Franc e Merlot 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega del Fin del Mundo.
Origem: Patagônia, Argentina.
Visual: Rubi claro.
Olfato: Mentol, frutas vermelhas e tostado.
Paladar: Macio, frutado, com taninos elegantes e final longo.
Outras considerações: Elaborado com 70% de Cabernet Franc e 30% de Merlot, o vinho amadureceu 12 meses em barricas francesas e americanas. Tem 14% de álcool. Assinado pelo talentoso enólogo Marcelo Miras.

Classificação: Bom.
Média de preço: Na Argentina, na faixa de 70 pesos.