segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Aurora Riesling Itálico 2017 (#CBE)

Com este post, aproveito e "mato dois coelhos com uma só cajadada". Explico. Este mês, o tema da nossa Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), proposto pelo confrade Déco Rossi (Blog EnoDeco), foi de um vinho Riesling abaixo de R$ 100. Apesar da uva não ter parentesco com a Riesling (a única ligação é a semelhança dos nomes), escolhi para postar um vinho da uva Riesling Itálico (tem problema, Déco?). Trata-se de uma variedade pouco conhecida lá fora, mas muito utilizada no Brasil, principalmente para os espumantes. O vinho abaixo foi eleito um dos 16 mais representativos do Brasil na safra de 2017 e comentado por mim durante a 25ª Avaliação de Vinhos do Brasil (foto). Portanto, é uma satisfação falar dele por aqui.


Vamos à descrição:

Origem: Bento Gonçalves, Serra Gaúcha, Brasil.
Produtor: Cooperativa Vinícola Aurora.
Cor: Amarelo palha com reflexos esverdeados
Olfato: Cítrico, com notas florais, de pera e um leve toque de baunilha.
Paladar: Leve e agradável. Tem boa acidez, o que lhe confere frescor, além de um final prolongado. O sabor traz de volta as frutas cítricas e a baunilha, completando um conjunto muito saboroso, com final de médio a prolongado.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Riesling Itálico, é uma boa pedida para tomar como sozinho ou acompanhando pratos leves e pescados.

Média de preço: $$ (R$ 30 a R$60)
Classificação: ⒷⒺⓈⓉ ⒷⓊⓎ - (Boa Compra)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Modelo no Velho Mundo, Indicações Geográficas começam a se desenhar no Brasil

Em 1756, quando o Marquês de Pombal criou a primeira região vinícola demarcada do mundo, o Douro, em Portugal, ele criou um conceito que, mais tarde, veio a ser seguido pelos principais países produtores de vinhos não só da Europa, mas de todo o globo. E com o Brasil não poderia ser diferente.

Com uma produção cada vez mais reconhecida, inclusive fora do país, os produtores nacionais resolveram, desde a década de 90, seguir o modelo de regiões demarcadas, diferenciando, assim, os mais distintos terroirs do Brasil.


O Marco Legal das Indicações Geográficas (IG's) no Brasil é do ano de 1996, com publicação da Lei de Propriedade Industrial (LPI) Nº 9.279. De maneira resumida, essa Lei divide as IG's em duas categorias: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). Vale lembrar que quem concede Indicações Geográficas no país é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial  (INPI).

Entenda as diferenças:

INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA (IP) 

"Considera-se indicação de procedência o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço".

Características da IP:

-Diversidade de variedades
-Diversidade de varietais, de cortes, de tipos de produtos
-Maior flexibilidade para inovar
-Maior flexibilidade

DENOMINAÇÃO DE ORIGEM (DO)

"Considera-se denominação de origem o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que designe produto ou serviço cujas qualidades ou características e devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos".

Características da DO:

-Produto cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos
-Manutenção da tipicidade ao longo do tempo
-Tradição em produzir aquele produto
-Menor flexibilidade para inovar (inovação, quando vira tradição)
-Menor flexibilidade...

De acordo com o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Jorge Tonietto (foto), as IP's e DO's são equivalentes. "Não existe hierarquia. O produtor precisa ver onde seu produto se encaixa", explica.


O pesquisador observa que existe um regulamento de uso em relação às Indicações Geográficas, o qual envolve os seguintes requisitos:

- Delimitação da área geográfica
- As cultivares de videira autorizadas (por tipo de vinho quando for o caso)
- O produto autorizado (tipos de vinhos)
- Os sistemas de produção vitícola
- A origem da uvas para vinificação (Na IP, os vinhos varietais devem ter 85% ou mais da uva indicada no rótulo. Já na DO, devem ter 100%)
- A qualidade das uvas para vinificação
- A área de elaboração dos vinhos
- Os sistemas de elaboração
- Práticas não autorizadas
- Os padrões de qualidade analítica dos vinhos (mais restritivos que a lei do vinho)
- Avaliação sensorial dos vinhos


Para assegurar que todos esses requisitos sejam cumpridos, há um sistema de controle, via conselho regulador, que faz cumprir o regulamento da IP ou DO em questão. "As nossas normas de controle são semelhantes às da União Européia", completa Tonietto.

INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS JÁ EXISTENTES NO BRASIL

RIO GRANDE DO SUL:



IP VALE DOS VINHEDOS

Os primeiros passos das Indicações Geográficas no Brasil começaram em 1995, no Rio Grande do Sul, com a criação da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale). Em 2002, a entidade conseguiu formalizar a primeira IP do Brasil, com uma área delimitada de 81,23 km², englobando áreas dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.

Algumas características:

Sete tipos de vinhos finos: Tinto Seco, Branco Seco, Rosado Seco, Vinho Leve, Espumante Fino, Moscatel Espumante, Vinho Licoroso
Variedades: 21 brancas e tintas de V. vinifera
Origem da uva: mínimo 85% da área delimitada
Sistema de produção: latada e outros
Produtividade máxima: 150 hl de vinho por ha
Vinhos elaborados, envelhecidos e engarrafados na área delimitada
Aprovação dos vinhos em análise sensorial, realizada às cegas, por comissão de degustação
Sistema de controle (Conselho Regulador)
Normas de rotulagem

IP PINTO BANDEIRA



Depois, em 2010, veio a IP de Pinto Bandeira, que tem como gestora a Associação dos Produtores de Vinho de Pinto Bandeira (Asprovinho), com áreas na cidades de Bento Gonçalves e Farroupilha, totalizando 81,38 km².

Algumas características:

Produtos e variedades autorizadas: vinho espumante fino pelo método tradicional (Chardonnay, Pinot Noir, Riesling Itálico e Viognier), vinho fino tinto seco (Cabernet Franc, merlot, cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Tannat, Pinotage, Ancelotta e Sangiovese), vinho fino branco seco (chardonnay, Riesling Itálico, Moscato Branco, Moscato Giallo, Trebbiano, Malvasia Bianca, Malvasia de Candia, Sémillon, Peverella, Viognier, Sauvignon Blanc e Gewürztraminer) e vinho moscatel espumante (Moscato Branco, Moscato Giallo, Moscatel Nazareno, Moscato de Alexandria, Malvasia de Candia e Malvasia Bianca).
Origem da uva: mínimo 85% da área delimitada
Produtividade máxima: latada -12t/ha (14t/ha para moscatel espumante); espaldeira –9t/ha
Chaptalização (adição de açúcar) máxima de 2º GL
Vinhos elaborados, envelhecidos e engarrafados na área delimitada (exceção para tomada de espuma e engarrafamento do Moscatel espumante -Serra Gaúcha)
Aprovação dos vinhos em análise, às cegas, por comissão de degustação
Sistema de controle (Conselho Regulador)
Normas de rotulagem

DO VALE DOS VINHEDOS

Em 2012, a Aprovale conseguiu formalizar, além da IG já existente, a sua Denominação de Origem, sendo também pioneira neste outro tipo de indicação no país.

Algumas características:

Vinho Fino Branco Seco (Chardonnay e Riesling Itálico)
Vinho Fino Tinto Seco (Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat)
Espumante Fino Nature, Extra Brut ou Brut (Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico)
Sistemas de condução em espaldeira
Proveniência das uvas para vinificação
Madeira: uso exclusivo de barricas de carvalho
Tempo mínimo de envelhecimento
Segunda fermentação na garrafa obrigatória para os espumantes
Tempo mínimo em contato com as borras
Cortes dos vinhos

IP ALTOS MONTES


No mesmo ano, foi a vez da Associação de Produtores dos Vinhos dos Altos Montes (Apromontes) ter a sua IP. A sua área compreende 173,84 km², nos municípios de Flores da Cunha e Nova Pádua.

Algumas características:

Vinhos e variedades autorizadas: Vinho Tinto Fino Seco (Cabernet Franc, Merlot, Ancelotta, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Refosco, Marselan e Tannat) | Vinho Fino Rosado Seco (Pinot Noir e Merlot) | Vinho Fino Branco Seco (Riesling Itálico, Malvasia de Candia, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Gewurztraminer e Moscato Giallo) | Vinho Espumante Fino Branco ou Rosado (Chardonnay, Riesling Itálico, Pinot Noir e Trebbiano) | Vinho Moscatelo Espumante Branco ou Rosado (Moscato Branco, Moscato Bianco R2, Moscato Giallo, Moscato de Alexandria e Malvasias.
Origem da uva: mínimo 85% da área delimitada
Vinhedos cultivados em espaldeiras
Produtividade máxima/ha e qualidade da uva
Não autorizada a chaptalização (adição de açúcar)
Vinhos elaborados, envelhecidos e engarrafados na área delimitada (exceção para tomada de espuma e engarrafamento do Espumante fino no “Charmat” e dégorgementno “método tracidional” na Serra Gaúcha)
Aprovação dos vinhos em análise, às cegas, por comissão de degustação
Sistema de controle (Conselho Regulador)
Normas de rotulagem

IP MONTE BELO



Logo em seguida, em 2013, a Associação de Produtores dos Vinhos de Monte Belo (Aprobelo) também formalizou a sua IP, com  56,09 km², envolvendo as cidades de Monte Belo do Sul, Bento Gonçalves e Santa Tereza.

Algumas características:

Vinho Espumante Fino Branco ou Rosado (elaborados com no mínimo 40% de Riesling Itálico e 30% de Pinot Noir, tendo no máximo 30% de Chardonnay e 10% de prosecco [Glera]. No método tradicional fica nove meses em contato com as leveduras)
Vinho Fino Branco Seco (Varietais - Riesling Itálico e Chardonnay. Elaborados com 85 a 100% da respectiva variedade | Não varietais - Elaborados com no mínimo 60% de Riesling Itálico e 20% de Chardonnay)
Vinho Moscatel Espumante Branco ou Rosado (Variedades autorizadas: Moscato Branco, Moscato Giallo, Moscato de Alexandria, Moscato de Hamburgo, Malvasia Bianca e Malvasia de Cândia - Vinhos elaborados com no mínimo 70% de uvas Moscato)
Vinho Fino Tinto Seco (Vinhos varietais: Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat - vinhos elaborados com 85 a 100% da respectiva variedade | Vinhos não varietais: elaborados com no mínimo 40% de Merlot, mais cortes de no máximo 40% de Cabernet Sauvignon, 30% de Cabernet Franc, 15% de Tannat/Egiodola/Alicante Bouschet)
Origem da uva: 100% da área delimitada
Sistema de produção: latada aberta ou espaldeira
Produtividade máxima e qualidade da uva
Vinhos elaborados, envelhecidos e engarrafados exclusivamente na área delimitada
Chaptalização (adição de açúcar): máxima de 2º GL (tintos)
Espumante fino no método tradicional: mínimo de 9 meses em contato com leveduras
Moscatel espumante: <= 80 g/l de açúcar resudual
Aprovação dos vinhos em análise, às cegas, por comissão de degustação
Sistema de controle (Conselho Regulador)
Normas de rotulagem

IP FARROUPILHA



Por fim, em 2015, a Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin) conquistou sua IP, com áreas nas localidades de Farroupilha, Caxias do Sul, Pinto Bandeira e Bento Gonçalves, somando uma extensão de 379 km².

Algumas características:

Tipos de vinhos: Vinho Moscatel Espumante, Vinho Fino Branco Moscatel, Vinho Frisante Moscatel, Vinho Licoroso Moscatel, Mistela Simples Moscatel e Brandy de Vinho Moscatel)
Variedades autorizadas: Moscato Branco (tradicional), Moscato Bianco, Malvasia de Cândia (aromática), Moscato Giallo, Moscatel de Alexandria, Malvasia Bianca, Moscato Rosado e Moscato de Hamburgo.
Origem da uva: 100% da área delimitada, sendo 85% da ADPM (128,62 km2)
Sistema de produção: latada aberta, Y ou espaldeira
Produtividade máxima: 25 t/ha (MoscatoBranco) 20 t/ha (demais variedades)
Vinhos elaborados, envelhecidos e engarrafados na área delimitada (exceção Moscatel espumante e Frisante moscatel –para tomada de espuma e engarrafamento na Serra Gaúcha)
Aprovação dos vinhos em análise, às cegas, por comissão de degustação
Sistema de controle (Conselho Regulador)
Normas de rotulagem

SANTA CATARINA:

IP VALES DA UVA GOETHE

Em 2013, a Associação dos Produtores da Uva e do Vinho Goethe (Proghoete) conseguiu o registro da IP Vales da Uva Goethe. Desenvolvida nos EUA, essa variedade é um híbrido de uvas européias (87% de Moscato de Hamburgo, Moscato de Alexandria e Schiava Grossa) e americanas (13%), que se adaptou bem à região. A IP tem 458,9 km², espalhada entre os municípios de Urussanga, Pedras Grandes, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Treze de Maio, Orleans, Nova Veneza e Içara.

Algumas características:

Tipos de vinhos de mesa: Branco Seco ou Suave, Vinho Leve Seco ou Suave, Espumante Brut ou Demi Sec e Vinho Licoroso
Variedade: exclusivamente Goethe
Origem da uva: 100% da área delimitada
Sistema de produção: latada e outros
Produtividade máxima/ha: 20 t
Vinhos elaborados, envelhecidos e engarrafados na área delimitada
Aprovação dos vinhos em análise, às cegas, por comissão de degustação
Sistema de controle
Normas de rotulagem

PRÓXIMAS INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS

Outras regiões brasileiras estão se estruturando para ter as suas Indicações Geográficas registradas. A boa notícia é que uma delas está fora do tradicional eixo da produção de vinhos no Brasil. É o Vale do São Francisco, entre os Estados de Pernambuco e Bahia, em pleno semi-árido brasileiro. Outra Indicação de Procedência em estruturação está numa região de altitudes elevadas, em Santa Catarina, e mais uma no Rio Grande do Sul, na região da Campanha Gaúcha, extremo sul do país. Nos próximos anos também deve sair mais uma DO, só essa será que específica para espumantes, na região de Pinto Bandeira.

Confira os nomes das futuras IG's e os seus respectivos gestores:

VALE DO SÃO FRANCISCO (IP) 
Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf)
Estados: Pernambuco e Bahia

SERRA CATARINENSE (IP)
Vinho de Altitude Produtores & Associados
Estado: Santa Catarina

CAMPANHA GAÚCHA (IP)
Vinhos da Campanha
Estado: Rio Grande do Sul

ALTOS DE PINTO BANDEIRA (DO)
Associação dos Produtores de Vinho de Pinto Bandeira (Asprovinho)
Estado: Rio Grande do Sul


Nesse processo, várias instituições estão envolvidas, com destaque para o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), que criou um comitê especial para dar suporte às questões relacionadas às Indicações Geográficas, Embrapa (Uva e Vinho | Clima Temperado | Semiárido), Ministério da Agricultura, INPI, Sebrae, Universidade de Caxias do Sul, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Epagri.

A tendência é de outras regiões seguirem o exemplo das Indicações já regulamentadas e partirem para formalizar as suas. Potencial não falta, já que o mapa vitivinícola vem se desenhando de forma intensa e cheia de surpresas, com novas produções surgindo a cada dia, como é o caso de Estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais, entre outros.

É só uma questão de tempo e de bastante trabalho!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

"Wine Experience" abre espaço para o vinho na feira Super Mix


A feira de negócios Super Mix, principal evento do gênero na cadeia de abastecimento do Norte e Nordeste, este ano contará com uma novidade. O evento, que acontece de 27 a 29 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, vai destinar um espaço especial para o vinho, onde acontecerá a ação Wine Experience, envolvendo masterclasses de vinhos e degustações.

Quem conduzirá o "tour enológico" é a sommelière Ana Paula Crasto, que está à frente da Importadora Decanter na região Nordeste. As masterclasses, ministradas pela profissional, serão voltadas para convidados e terão temáticas diferentes em cada dia da feira. Confira a programação:

Dia: 27 (quarta)
Tema: Celebrar! O mundo dos espumantes!!
Vinícolas: Ferrari e Hermman
Vinhos: Ferrari Maximum Brut | Hermann Lírica  Brut | Hermann Bossa N3  Brut Rosè

Dia:28 (quinta)
Tema: As Excelências do Novo Mundo (Chile e Argentina)
Vinícolas: Luigi Bosca, Las Moras, Terranoble e De Martino
Vinhos: TerraNoble Chardonnay Reserva 2 | Las Moras Malbec 2016 | Luigi Bosca “Finca La Linda”Cabernet Sauvignon 2015 | Terranoble Merlot Reserva Terroir 2015 | De Martino Carménère Estate Reserva  2015 | Luigi Bosca “Gala 4” ,Cab. Franc/ Malbec 2016 | Luigi Bosca Syrah  2014

Dia: 29 (sexta)
Tema: A tradição do Velho Mundo: Os Clássicos!
Vinícolas: Domaine Pierre Labet. França, Borgonha | Pio Cesare. Itália, Piemonte | Rocca delle Macie. Itália, Toscana. | Paul Mas. França, Languedoc. | Curatolo Arini. Itália, Sicília
Vinhos: Curatolo Arini, Baglio di Luna Nero d’ Avola 2016 | François Labet, Pinot Noir  2015 | Rocca delle Macie, Chianti Vernaiolo  2016 | Paul Ma,s Grenache Noir  2016  | Pio Cesare, Barolo 2013 | Falua,Conde de Vimioso Tinto 2015

A feira Super Mix é realizada pela Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa), em parceria com a Associação Pernambucana de Supermercados (Apes). O projeto Wine Experience é uma ação da Importadora Decanter.

Mais informações: www.feirasupermix.com.br/2017/

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

2017: uma safra mais que promissora no Brasil

Texto: Fabiana Gonçalves
Fotos: Tatiana Cavagnolli

O ano de 2016 não foi tão feliz para a vitivinicultura brasileira. Condições climáticas nada favoráveis no Rio Grande do Sul, principal região produtora do país, como geadas e excesso de chuvas, ocasionaram uma quebra na safra, reduzindo significativamente a produção. Porém, depois da tempestade, a bonança literalmente chegou em 2017.  Quase 300 milhões de litros de vinhos e derivados foram produzidos, com uma qualidade que já dá para ser sentida na taça.


E é justamente sobre as características dos vinhos de 2017 que este texto trata. A convite do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e da Associação Brasileira de Enologia (ABE), estive semana passada na Serra Gaúcha conferindo in loco as novidades que ainda estão nos tanques e barricas, assim como outras recém-engarrafadas. Um verdadeiro passeio pelos mais diferentes terroirs do Rio Grande do Sul, estado de onde sai em torno de 90% da produção nacional de vinhos.


Dentre um tour por vinícolas e encontros com produtores, pude provar algumas boas amostras deste ano, de vinícolas como Casa Venturini, Adega Chesini, Adega Tonini, Cave Boscato, Fabian e Luiz Argenta.

Mas a certeza total de que muita coisa boa vem por aí ficou em um momento especial da viagem: a 25ª Avaliação Nacional de Vinhos, evento que ocorreu no último sábado (23), do qual tive a honra de fazer parte da mesa dos comentaristas responsáveis por descrever os 16 vinhos mais bem avaliados desta safra (fotos abaixo).



Um resumo do que provamos neste painel:

As Bases para Espumantes (vinhos que estão em processo de transformação para virarem espumantes) estão com excelente acidez e mostram boa tipicidade das variedades com os quais foram produzidos. As amostras vencedoras nesta categoria foram:

Vinho Base Espumante (Chardonnay/Riesling Itálico) - Chandon do Brasil
Vinho Base Espumante  (Chardonnay) - Casa Valduga
Vinho Base Espumante  (Chardonnay) - Domno do Brasil

Na categoria dos brancos finos secos não aromáticos (na qual eu descrevi a amostra do Riesling Itálico), os vinhos pareceram elegantes, também com acidez presente e compatíveis com a proposta de estilo e das uvas com que foram feitos. Os ganhadores foram:

Riesling Itálico - Cooperativa Vinícola Aurora
Chardonnay - Almadén
Chardonnay - Cave de Pedra

Já entre os brancos finos secos aromáticos está um dos vinhos que mais gostei no painel: o Sauvignon Blanc da estreante Fazenda Santa Rita. Os vencedores foram:

Sauvignon Blanc - Fazenda Santa Rita
Moscato Giallo - Cooperativa Vinícola São João 

Na categoria Tinto Fino Seco Jovem, apenas uma amostra, mas muitíssimo bem representada, com um Cabernet Franc muito agradável e bem feito da Salton:

Cabernet Franc - Salton

Por fim, os Tintos Finos Secos, feitos com uvas já de tradição na região. Apenas um Malbec, saiu do script, mostrando que o Brasil também tem cacife para fazer vinhos com a uva emblemática da Argentina. Nesse painel, o vinho que mais me chamou atenção foi o Tannat, elaborado pela Don Guerino, embora todos os outros estivessem em um nível linear de qualidade. Confira os escolhidos:


Petit Syrah - Luiz Argenta
Merlot - Casa Perini
Merlot - Miolo
Cabernet Franc - Giacomin
Malbec - Almaúnica
Cabernet Sauvignon - Guatambu Estância do Vinho
Tannat - Don Guerino

Diante do que pude provar nos quatro dias de viagem, fortaleci algumas convicções e fiquei extremamente satisfeita em ver que além de melhorar seus vinhos e espumantes, os produtores estão envolvidos na criação de um conceito de qualidade, baseado no que cada região pode oferecer de melhor. Mas isso é assunto para o próximo texto. Aguardem!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ajudando a revelar a qualidade da safra brasileira de 2017


A Avaliação Nacional de Vinhos, evento mais aguardado pelo setor vitivinícola brasileiro, chega à sua 25ª edição reunindo neste sábado, 23, no Pavilhão do Parque de Eventos de Bento Gonçalves, mais de mil pessoas entre apreciadores e equipes de trabalho.

Dentre essas equipes está um  grupo de 15 degustadores comentaristas convidados, do qual terei a grande satisfação de fazer parte. A missão desse grupo é apresentar ao público as 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativos da safra, falando sobre as características de cada uma.

Com 327 amostras inscritas por 59 vinícolas de seis estados brasileiros (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), esta é a maior Avaliação dos últimos quatro anos. A relação dos 30% mais representativos e dentre eles os 16 vinhos selecionados para a degustação do grande público serão anunciados ao final do evento. O ranking é resultado da degustação de seleção dos vinhos, realizada durante o mês de agosto por 118 enólogos. Às cegas, os técnicos seguiram normas internacionais sob a coordenação da Embrapa Uva e Vinho.


O presidente da ABE, enólogo Edegar Scortegagna, destaca que a Avaliação é sempre um grande momento. “Os mais de 850 degustadores permanecem em total silêncio, degustando a mesma amostra ao mesmo tempo. O que se houve é o barulho do vinho caindo na taça e, na sequência, o comentário do convidado que serve de parâmetro para a comparação das impressões. O serviço do vinho feito por alunos de Viticultura e Enologia é um balé aos olhos do público”, salienta.

Confira quem são os comentaristas desta edição:

1.       Junko Iwamoto – Jornalista Master of Wine (Japão)
2.       Maria Regina Flores – Enóloga e degustadora da 1ª Avaliação Nacional de Vinhos (Brasil)
3.       Márcia Monteiro – Jornalista e roteirista da Globo (Brasil)
4.       Protásio Lemos da Luz – Médico Cardiologista (Brasil)
5.       Álvaro Cezar Galvão – Enófilo e Blogueiro Divino Guia (Brasil)
6.       Giuseppina Paola Parpinello – Enóloga e pesquisador da Universidade da  Bologna. Departamento de Ciência e Tecnologia Alimentação e Agricultura (Itália)
7.       Danio Braga – Chef de cozinha e sommelier (Brasil)
8.       Flávio Zílio – Enólogo do Ano 2016 (Brasil)
9.       Daniel Scola – Jornalista da Rádio Gaúcha (Brasil)
10.   José Lez – Vice-presidente da União Internacional dos Enólogos (Uruguai)
11.   Cecília Aldaz – Sommelier e apresentadora do programa ‘Um brinde ao vinho’ na Globo Sat Play (Argentina)
12.   Paulo Brammer – Sommelier do Eno Cultura (Brasil)
13.   Ivane Fávero – Presidente da Associação Internacional de Enoturismo - Aenotur (Brasil)
14.   Fabiana Gonçalves Mignot – jornalista do blog Escrivinhos e Sommelière (Brasil)
15.   Alessandra Kianek – jornalista (Brasil)
16.   Sorteado entre o público

Sabores da Sicília em jantar harmonizado no Cucina De' Carli (Recife)


Nesta quinta (21/09), o restaurante Cucina De' Carli, no Bairro de Casa Forte, vai realizar uma noite italiana com pratos e vinhos típicos da Sicília. O menu foi desenvolvido pelas chefs Albânia e Gênova De´Carli especialmente para a ocasião. Os vinhos são trazidos direto da Itália pela Importadora Trinacria, que escolheu os rótulos para melhor combinar com as iguarias da noite.

Confira o menu:

• Arrancine acompanhado com rúcula + Vinho Isola dei Profumi Bianco
• Involtini de berinjela servido com argolas de cebolas cozidas em vinho tinto e tintura de beterraba + Vinho Alcesti Zibibbo Terre Siciliane IGT
• Pasta alla Norma + Vinho Isola dei Profumi Rosso
• Escalope ao Marsala servido com mix de legumes + Admeto Syrah Sicilia DOC
• Pan de Spagna servido com calda de limão siciliano e Marsala + Vinho Cantine Intorcia Marsala DOC Fine IP Sweet

SABORES DA SICÍLIA NO CUCINA DE’ CARLI 
DIA: 21/09/17
HORA: 19h30
LOCAL: Cucina De’ Carli - na Rua Jader de Andrade 163, Casa Forte, Recife.
VALOR: R$ 180 por pessoa (inclui menu e vinhos)
PAGAMENTO: Depósito na conta corrente da De´Carli Alimentos LTDA - Banco do Brasil (N° do banco 001) C/C 33797-8 ag. 1509 - enviar comprovante por e-mail: atendimento@cucinadecarli.com.br ou pelo whatsapp 99162-4808 | Ou até o dia 20/09 no local (aceita cartões Visa crédito e débito ou Master crédito e débito)
MAIS INFORMAÇÕES: (81) 3265-5781

Eno Cultura abre inscrições Certificado Preparatório em Vinhos no Recife


A Escola Eno Cultura está trazendo para o Recife o Nível 01 da Certificação em Vinhos da WSET (Wine & Spirit Education Trust). As aulas acontecerão nos dias 16 e 17 de outubro, das 18h30 às 22h, no restaurante Coco Bambu Recife.

As aulas envolvem conteúdos como Introdução ao Vinho, Principais Estilos, Características das Uvas, Técnicas de Degustação e Harmonização e Serviços de Vinho. Ao todo serão degustados mais de dez vinhos durante o curso.

Inscrições e mais informações:
Lolô Riccobene:
loriccobene@gmail.com
telefone: 81 992534891

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salentein Portillo Pinot Noir 2015

A sugestão do tema de setembro da Confraria Brasileira de Enoblogs foi de uma boa opção de vinhos para se tomar na época de primavera. Escolhi um Pinot Noir do Novo Mundo, que normalmente são frutas, leves e fáceis de tomar, tal qual esse aí:


Origem: Vale do Uco (Mendoza, Argentina).
Produtor: Salentein.
Cor: Coloração clara, de cor rubi com tons violeta.
Olfato: Aromático, com notas de cereja, morango e canela.
Paladar: Leve, equilibrado e agradável, lembrando também frutas vermelhas. Final saboroso.
Outras considerações: Feito 100% com uvas Pinot Noir, sem maturação em madeira. A graduação alcoólica de 14% reflete o clima do local. Mas mesmo assim consegue manter leveza e ser um bom vinho para ser apreciado um pouco mais resfriado.

Média de preço: $$$ (R$ 60 a 100) – No Empório Tia Dulce
Classificação: ★★★☆ (Bom/Muito Bom)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Vinhos do Alentejo em grande prova anual no Recife


Os Vinhos do Alentejo estão regressando ao Brasil para grandes degustações dirigidas a formadores de opinião, profissionais da hotelaria e gastronomia e apreciadores. E a primeira parada é o Recife, no dia 11 de setembro, no Transamerica Beach Class Internacional. Em seguida, os eventos acontecem também no Rio de Janeiro (14), Curitiba (19) e São Paulo (21).

Ao todo, 14 vinícolas alentejanas irão participar da grande degustação no Recife, apresentando as safras mais recentes e rótulos memoráveis. São elas: Adega de Borba, Adega de Redondo/Barrinhas, Cartuxa – Fundação Eugénio de Almeida, Cortes de Cima, Dona Maria – Júlio Bastos, Esporão, Herdade da Malhadinha Nova, Herdade do Mouchão, Herdade do Rocim, Herdade São Miguel, J. Portugal Ramos, Monte do Pintor, Sogrape Vinhos e Tapada do Fidalgo.

Profissionais terão entrada gratuita e horário preferencial de visitação das 15h às 17h; wine lovers poderão participar das degustações das 17h às 20h, tendo a entrada um valor de R$30,00, pagos no local e com direito a uso de uma taça e degustação de todos os rótulos em exposição.

Inseridas na programação dessas degustações de vinhos alentejanos serão também promovidas, em cada cidade, sessões comentadas pelo crítico de vinhos Alexandre Lalas: das 16h às 17h, para profissionais e formadores de opinião, o tasting exclusivo “Antão Vaz e Arinto: duas uvas brancas de respeito”, e das 18h às 19h, aberta ao público inscrito, o tasting “Os vinhos do Alentejo marcados pela elegância”. As inscrições poderão ser efetuadas online, em http://cadastro.vinhosdoalentejo.pt.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vinhos brasileiros faturam 51 premiações na Argentina


Com mais de 450 amostras de 17 países inscritas, o 14º Concurso Internacional de Vinos y Licores Vinus 2017, realizado no início deste mês, em Mendoza, na Argentina, premiou 51 vinhos brasileiros com medalhas. Integrante do Ranking Mundial Wine 2017, a competição contou com um júri de 42 profissionais.

A entrega oficial dos prêmios será realizada no dia 14 de setembro, quando também serão conhecidos os vencedores nas categorias: Campeão Internacional Vinus 2017, Campeão Vinhos Tintos, Campeão Vinhos Brancos, Campeão Vinhos Espumantes, Campeão Vinhos Doces, Campeão Destilados de Origem Vínica e a Melhor Série de cinco vinhos no concurso.


Confira a lista dos brasileiros premiados:

Medalha de Ouro Duplo

Aurora Espumante Moscatel Branco - Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Espumante Moscatel Rosé - Cooperativa Vinícola Aurora
Bueno Cuvée Prestige 2012 - Vinícola Galvão Bueno
Bueno Paralelo 31 2013 - Vinícola Galvão Bueno
Casa Valduga Espumante Brut 130 -  Casa Valduga Vinhos Finos
Garibaldi Espumante Chardonnay - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Espumante Moscatel - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Peterlongo Presence Espumante Brut  - Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Peterlongo Presence Espumante Moscatel - Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Ponto Nero Espumante Moscatel - Domno do Brasil
Salton Prosecco 2017 - Vinícola Salton
Zanotto Espumante Moscatel - Vinícola Campestre

Medalha de Ouro

Aracuri Cabernet Sauvignon 2012 - Aracuri Vinhos Finos
Aracuri Campos Altos Cabernet Sauvignon 2013 - Aracuri Vinhos Finos
Aracuri Espumante Brut Chardonnay 2016 - Aracuri Vinhos Finos
Aurora Chardonnay 2017 - Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Espumante Moscatel 2016 - Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Leopoldina Merlot 2014 - Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Origem Merlot 2016 - Casa Valduga Vinhos Finos
Chalet Du Clermont Chardonnay 2017 - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Vero Espumante Brut  - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Garibaldi Vero Espumante Brut Rosé - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Lunar Perfetto Espumante Brut Rosé - Famiglia Zanlorenzi
Lunar Perfetto Espumante Prosecco Brut - Famiglia Zanlorenz
Marcus James Espumante Brut - Cooperativa Vinícola Aurora
Peterlongo Elegance Espumante Brut - Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Peterlongo Presence Espumante Rosé Natural - Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Ponto Nero Celebration Moscatel - Domno Do Brasil
Ponto Nero Espumante Brut Rosé - Domno Do Brasil
Procedências Espumante Pinot Noir - Cooperativa Vinícola Aurora
Salton Paradoxo Brut - Vinícola Salton
Séries By Salton Rosé Brut - Vinícola Salton
Zanotto Espumante Brut - Vinícola Campestre

Medalha de Prata

Aracuri Merlot 2012 - Aracuri Vinhos Finos
Aurora Espumante Brut - Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2016 - Cooperativa Vinícola Aurora
Bueno Bellavista Pinot Noir 2014 - Vinícola Galvão Bueno
Casa Valduga Identidade Gran 2012 - Casa Valduga Vinhos Finos
Garibaldi Espumante Prosecco - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Panizzon Cabernet Sauvignon 2014 - Sociedade De Bebidas Panizzon
Panizzon Chardonnay 2017 - Sociedade De Bebidas Panizzon
Panizzon Espumante Chardonnay Brut 2017 - Sociedade De Bebidas Panizzon
Panizzon Espumante Prosecco Brut 2017 - Sociedade De Bebidas Panizzon
Panizzon Sauvignon Blanc 2017 - Sociedade De Bebidas Panizzon
Peterlongo Elegance Espumante Nature - Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Peterlongo Presence Espumante Moscatel Rosé -  Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Peterlongo Privilege Espumante Brut - Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Peterlongo Privilege Espumante Extra Brut - Estabelecimento Vinícola Peterlongo
Ponto Nero Espumante Brut - Domno Do Brasil
Procedências Espumante Brut Rosé - Cooperativa Vinícola Aurora
Zanotto Merlot 2012 - Vinícola Campestre

Champagne Montaudon Brut

Champagne Montaudon Brut. Reims, França. Ótimo espumante de uma faixa de preço mais acessível que a maior parte dos champagnes. Borbulhas intensas e duradouras, aroma franco de panificação, lichia e damasco. Paladar seco, cremoso, com ótima acidez e sabor correspondente às sensações do nariz. ✅ ★★★★☆ 💰 $$$$. @winevinhos >>> Mais sobre vinhos: www.escrivinhos.com <<< LEGENDAS: ======== ✅ Avaliação: ____________ ★- Fraco | ★★ - Regular | ★★★ - Bom | ★★★☆ - Bom/Muito Bom | ★★★★ - Muito Bom | ★★★★☆ - Muito Bom/Excelente | ★★★★★ - Excelente | ★★★★★☆ - Excelente/Excepcional | ★★★★★★ - Excepcional | ⒷⒺⓈⓉ ⒷⓊⓎ - Boa Compra | ============ 💰 Média de preço: _________________ $ - Até 30 $$ - 30 a 60 $$$ - 60 a 100 $$$$ - 100 a 200 $$$$$ - Acima de 200 #escrivinhos #instavinho #vinho #vin #wine #vino #champagne #reims #montaudon
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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Vinhos brasileiros mais representativos da safra 2017 serão conhecidos em setembro


Falta apenas uma fase para que sejam conhecidos os vinhos mais representativos da safra de 2017 no Brasil. Num ritual que segue normas internacionais, um grupo de 118 enólogos degustou, este mês, 327 amostras de vinhos inscritas por seis estados brasileiros (BA, MG, PR, RS, SC e SP). O resultado será conhecido na última etapa da avaliação, que ocorre no dia 23 de setembro, em Bento Gonçalves (RS), quando um público de 850 pessoas se reúne no Parque de Eventos da cidade para a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo.

As degustações iniciais foram realizadas em Bento Gonçalves, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, responsável pela coordenação técnica do evento. Os enólogos foram divididos em oito grupos. Cada grupo degustou por dois dias amostras em todas as categorias: branco fino seco aromático, branco fino seco não aromático, tinto fino seco, tinto fino seco jovem e base para espumante.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Enologia(ABE), Edegar Scortegagna, a diversidade representada nesta edição permite avaliar o terroir de cada região e que variedades melhor se adaptam a cada uma. “O Brasil é muito grande e o número de regiões produtoras também, cada uma com sua potencialidade, o que é muito bom”, ressaltou ele.

A 25ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2017 superou os números das quatro últimas edições. No dia 23 de setembro, o público inscrito poderá degustar 16 amostras selecionadas entre as 30% mais representativas da Safra 2017.


Para participar da experiência, os interessados deverão se inscrever no site www.enologia.org.br. O período para as inscrições abre dia 29 de agosto, às 8h30. O investimento para associado da ABE é de R$ 250. Não associados pagam R$ 310. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Confraria só para mulheres realiza seu primeiro encontro no Recife


Nesta quinta (24/08), acontece no Recife o primeiro encontro da confraria Woman's Wine. Como o nome já diz, trata-se de uma confraria de vinhos onde só mulheres participam. A edição inaugural será realizada no restaurante Chicama, no Cabanga Iate Clube, a partir das 19h.

Quem está à frente da ideia é Eduarda Figueiredo, da distribuidora e importadora Lacomex. O Wine Dinner contará com espumante de boas vindas e a degustação de quatro vinhos, que serão harmonizados com as criações do chef Biba Fernandes.

A participação individual custa R$ 200. As interessadas devem entrar em contato através do telefone/whatsapp: (81) 99111-1282

Confira o menu e os vinhos servidos no encontro:


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vinho do Poeta Tinto 2012 (#CBE)

Agosto chegou e eu trago mais um vinho comentado a pedido da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A sugestão deste mês veio do confrade Gil Mesquita (Vinho para Todos), que fez a seguinte pedida: "um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço". Gostei bastante da minha escolha. Confiram abaixo a avaliação.


Origem: Douro, Portugal.
Produtor: Quinta Maria Izabel.
Cor: Violeta profundo.
Olfato: frutas negras, noz moscada, canela, café com leite e discreto apimentado
Paladar: médio corpo, taninos macios, boa acidez e final de média persistência.
Outras considerações: Um vinho com leve toque rústico, mas com ótima evolução. Confesso que me surpreendeu. De acordo com o produtor, é feito com castas tradicionais portuguesas, porém ele não identifica quais. Estagiou em carvalho francês por nove meses. O enólogo é o eterno Douro Boy Dirk Niepoort.

Média de preço: R$ 59. Importado pela Ridouro.
Classificação: Boa compra.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Cantu Day tem ingressos à venda para degustações em Recife e Natal


A 5ª edição do Cantu Day está chegando à região Nordeste com novidades. O evento anual de vinhos que é destaque em todo o país, desta vez abrirá um lote de ingressos para que o público interessado possa participar, além dos convidados do setor. As degustações acontecerão nas cidades de Recife e Natal, nos dias 08 e 10 de agosto, respectivamente. O evento reunirá mais de 250 rótulos de 13 países produtores para prova nas duas capitais. 

Além da oportunidade de experimentar vinhos de diferentes tipos de uva, maturidade e terroir, o evento é uma grande oportunidade para conhecer e conversar com autoridades de vitivinicultura mundial, a exemplo de Francisco Ruidiaz, diretor da chilena Ventisquero que comandará o lançamento do Grey Sauvignon Blanc 2016, além de apresentar seus ícones Vértice e Pangea. Também estarão presentes Marta Galamba, enóloga da portuguesa Herdade de São Miguel; Max Grzesiewski, embaixador da francesa Calvet e Oscar Espinosa, diretor da americana Trinchero Family Estates.

INGRESSOS - Os ingressos devem ser adquiridos exclusivamente pelo site FoodPass ao custo de R$ 90. Além da degustação dos produtos e de poder interagir com os representantes das vinícolas, a entrada ainda dá direito a uma taça para levar para casa e acesso a mesa de frios no evento.

CANTU DAY RECIFE
Dia: 08.08.17 
Hora: 16h às 21h
Local: Arcádia Buffet Boa Viagem - Av. Boa Viagem, 802 - Boa Viagem 

CANTU DAY NATAL

Dia: 10.08.17
Hora: 16h às 21h
Local: Chaplin Recepções - Av. Governador Silvio Pedroza, 27 - Praia dos Artistas 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Antigos armazéns de Vinho do Porto serão transformados em complexo turístico e cultural do vinho


“World of Wine” é o nome de um ambicioso projeto que o grupo português The Fladgate Partnership, detentor da Taylor’s e de outras casas de vinho do Porto, vai implantar numa área de mais de 30 mil metros quadrados, em Vila Nova de Gaia, na região do Douro, em Portugal.

O "Mundo do Vinho" oferecerá aos visitantes cinco experiências únicas: Wine Experience, Cork Experience, Porto Through the Ages, Fashion & Design Museum e The History of Drinking Vessels. O complexo vai contar com uma Escola de Vinho, 12 espaços de restauração, espaço para eventos e exposições, além de pequenas lojas artesanais.

"Nossa intenção criar um catalisador que estimule o investimento e o desenvolvimento, que transformará e beneficiará a cidade inteira”, diz Adrian Bridge, diretor-geral da The Fladgate Partnership. Segundo ele, as empresas de turismo vão beneficiar-se do aumento da procura gerado pelo World of Wine, por meio do aumento da estadia média dos hóspedes e da redução do efeito da sazonalidade, associado aos períodos de ocupação mais baixa, entre novembro e março.

A área, antes ocupada por antigos armazéns de vinho do Porto, abrigará uma obra com investimento de aproximadamente 100 milhões de euros, criando, durante o processo de construção, mais de 150 postos de trabalho. Quando inaugurado, em junho de 2020, o World of Wine, criará 350 empregos diretos. Inicialmente o projeto atenderá 560 mil visitantes, que realizarão no World of Wine mais de um milhão de visitas culturais.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2014


Origem: Douro, Portugal.
Cor: Rubi profundo com tons violeta.
Olfato: Intenso, com notas terrosas, de frutas silvestres (morango, framboesa, cereja), especiarias e café.
Paladar: Elegante, com bom corpo, madeira bem integrada e final longo. Voltam as notas frutadas, mescladas com as especiarias e as outras sensações sentidas no olfato.
Outras considerações: Um clássico do Douro, elaborado com 55% Touriga Franca, 20% Touriga Nacional, 20% Tinta Roriz e 5% Tinto Cão. Teve maturação de 12 a 18 meses em barricas de carvalho francês usadas.

Preço: No Recife, R$ 113,50 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Excelente.

Herdade do Peso Vinha do Monte 2013


Origem: Alentejo, Portugal.
Cor: Rubi médio.
Olfato: Cereja e ameixa maduras, com discreto toque defumado e de especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, traz bom equilíbrio entre acidez e taninos e exibe um final prolongado. O sabor repete as características do nariz.
Outras considerações: Um corte das uvas Aragonez, Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah e Trincadeira, sem passagem por madeira. Vinho franco e bem típico da região quente do Alentejo.

Preço: No Recife, R$ 49,90 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

Viña Cantarera Garnacha 2015


Origem: Castilla y León, Espanha.
Cor: Violeta pouco profundo.
Olfato: Uma profusão de frutas silvestres vermelhas e negras, junto com notas de canela, café e pimenta do reino.
Paladar: Fresco, frutado e jovem. Seu sabor traz de volta as sensações do olfato.
Outras considerações: Um vinho descomplicado e agradável de tomar, se passagem por madeira e elaborado com a variedade Garnacha.

Preço: No Recife, R$ 44,80 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

Château Los Boldos Tradition Reserve Cabernet Sauvignon 2014


Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Cor: Rubi de média profundidade.
Olfato: Azeitona, floral, café, especiarias e notas vegetais (pimentão).
Paladar: Equilibrado e fresco, com taninos integrados ao conjunto. O sabor é compatível com as características do olfato. Final de boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com a variedade Cabernet Sauvignon, é um vinho com bom potencial de evolução. Parte dele (60%) maturou em carvalho francês por seis meses. Para mim, um tinto sem arestas, exceto pelo toque vegetal (questão de gosto pessoal). Sem isso, seria excelente.

Preço: No Recife, R$ 63 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.