Após conhecerem o estande do projeto Vinhos do Brasil na ProWein, feira de vinhos realizada em março na Alemanha, finlandeses resolveram homenagear o Brasil na edição de 2011 do Kuopio Wine Festival (Festival de Vinhos de Kuopio, na Finlândia Oriental ). Para isso, eles enviaram ao Rio Grande do Sul um grupo de cinco especialistas, responsáveis pela compra de vinhos para o evento.
O grupo escolheu visitar as vinícolas Aurora, Casa Valduga, Lidio Carraro, Miolo, Panceri, Pizzato, Piagentini, Salton e Villagio Grando. Pelo menos 15 mil rótulos nacionais devem ser comprados
“Iniciamos os contatos com os finlandeses no início do ano, mas foi depois de degustarem os produtos das nossas vinícolas na ProWein que eles decidiram homenagear o Brasil na edição de 2011 do Kuopio Wine Festival”, afirmou a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan.
Em 2009, os vinhos alemães foram o destaque do festival. Este ano, foi a vez dos vinhos das ilhas do Mediterrâneo (Sicília, Creta, Maiorca e Córsega). “É uma grande honra ter vinhos brasileiros escolhidos para participarem como homenageados deste importante festival de vinhos da Finlândia, voltado estritamente para os consumidores”, comemorou Andreia.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Espumante Cuvée Franco Italiano – 2007
Já havia provado a safra 2006 deste espumante produzido pela competente vinícola paranaense Franco Italiano. Recebi o da safra 2007 e já havia degustado há algum tempo. Porém, não poderia deixar de registrar as minhas impressões sobre o rótulo.
De acordo com Fernando Rausis, proprietário da vinícola, este espumante passa um pouco mais de tempo de autólise (contato com as leveduras) do que o da safra anterior. Elaborada pelo método Champenoise, com segunda fermentação na garrafa, a bebida tem coloração amarelo ouro e apresenta ótima perlage, com bolhas finas e persistentes.
Os aromas revelam frutas secas, nozes, amêndoas e massa de pão – esta última característica, obtida pelo contato com as leveduras.
Na boca, o espumante é cremoso, tem boa acidez e longa persistência, aparecendo também notas de maçã verde.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Onde encontrar: Vinícola Franco Italiano
Rua Rodolfo Camargo, 26, Colombo – Paraná. Fone: (41) 3621-1211
Contato: vinicolafrancoitaliano@yahoo.com.br
Faixa de preço: R$ 30
De acordo com Fernando Rausis, proprietário da vinícola, este espumante passa um pouco mais de tempo de autólise (contato com as leveduras) do que o da safra anterior. Elaborada pelo método Champenoise, com segunda fermentação na garrafa, a bebida tem coloração amarelo ouro e apresenta ótima perlage, com bolhas finas e persistentes.
Os aromas revelam frutas secas, nozes, amêndoas e massa de pão – esta última característica, obtida pelo contato com as leveduras.
Na boca, o espumante é cremoso, tem boa acidez e longa persistência, aparecendo também notas de maçã verde.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Onde encontrar: Vinícola Franco Italiano
Rua Rodolfo Camargo, 26, Colombo – Paraná. Fone: (41) 3621-1211
Contato: vinicolafrancoitaliano@yahoo.com.br
Faixa de preço: R$ 30
Marcadores:
Brasil,
degustação,
espumantes,
Vinhos do Brasil
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Tremendus Blanco Viura – 2007
Este espanhol da Honório Rubio é produzido 100% com a variedade Viura, na Rioja Alta, Espanha, numa região chamada Cordovin (Coração do Vinho). As videiras têm idade média de 40 anos.
O vinho ficou sur lie (sob as leveduras) por um período de 30 dias. A graduação alcoólica é de 13%.
Trata-se de uma bebida de coloração amarelo claro, com leves reflexos esverdeados. Os aromas lembram pêra e maçã verde, trazendo ainda um leve fermento originado pelo contato com as leveduras.
É um vinho de ótima acidez e frescor. Também apresenta bom corpo, o que lhe confere uma certa versatilidade para acompanhar comida. Provei-o com uma salada de carpaccio de vitelo do Mercado 153, do Shopping Tacaruna, Recife, e o vinho combinou perfeitamente bem.
Classificação: Muito bom
Preço: R$ 38
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho. (81) 3466-2525
O vinho ficou sur lie (sob as leveduras) por um período de 30 dias. A graduação alcoólica é de 13%.
Trata-se de uma bebida de coloração amarelo claro, com leves reflexos esverdeados. Os aromas lembram pêra e maçã verde, trazendo ainda um leve fermento originado pelo contato com as leveduras.
É um vinho de ótima acidez e frescor. Também apresenta bom corpo, o que lhe confere uma certa versatilidade para acompanhar comida. Provei-o com uma salada de carpaccio de vitelo do Mercado 153, do Shopping Tacaruna, Recife, e o vinho combinou perfeitamente bem.
Classificação: Muito bom
Preço: R$ 38
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho. (81) 3466-2525
Marcadores:
Brancos,
degustação,
Espanha
Perini lança rolhas com frases sobre vinho
Essa é boa para os colecionadores. A vinícola brasileira Perini está disponibilizando em seus vinhos varietais uma linha de rolhas “inspiradas”, gravadas com frases sobre a bebida, de autoria de especialistas e enólogos célebres.
“As reflexões filosóficas ou bem humoradas contidas nas novas rolhas podem ser colecionadas pelos enófilos, tornando-se uma espécie de figurinhas do Bon Vivant”, diz o gerente de marketing da vinícola, Pablo Perini.
“As reflexões filosóficas ou bem humoradas contidas nas novas rolhas podem ser colecionadas pelos enófilos, tornando-se uma espécie de figurinhas do Bon Vivant”, diz o gerente de marketing da vinícola, Pablo Perini.
Marcadores:
no mínimo curioso,
notícias
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
O blog conferiu: degustação da ViniPortugal no Recife
A ViniPortugal, entidade sem fins lucrativos que promove os vinhos portugueses, organizou “city tastings” em seis capitais do Brasil: Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte. No Recife, o jantar harmonizado aconteceu na última terça-feira (24), no Wiella Bistrô, e contou com a presença do enólogo Cristiano Van Zeller (foto), da Quinta do Valle D. Maria, no Douro.
Van Zeller é um dos “Douro Boys”, grupo de cinco enólogos da nova geração que vem dando novos ares ao vinho português. Inicialmente, ele situou Portugal no mapa mundial de vinhos, mostrando que o país hoje é o 10º maior produtor do mundo e o 7º da Comunidade Européia.
Hoje, países como Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul, Austrália e Chile estão na frente dos lusitanos, mas o que se percebe é que a qualidade do vinho português tem mostrado ótima média de qualidade. Um dos objetivos da iniciativa da ViniPortugal é o mostrar que o país não é mais só mais vinho do Porto. Hoje em dia, cada região produtora tem vinhos de excelente qualidade, elaborados com tecnologia recente e a partir de castas nacionais provenientes de vinhas cheias de história.
Portugal tem mais de 340 castas. A mais representativa delas é a Touriga Nacional, sobre a qual Cristiano Van Zeller teceu elogios rasgados. O enólogo, que disse “gostar de confusão”, defende a elaboração de vinhos com várias uvas. Tanto é que um dos seus rótulos, o Quinta do Vale D. Maria 2007 (confira prova mais abaixo), tem “apenas” 41 diferentes cepas.
O "Douro Boy" também falou sobre as regiões vitivinícolas mais significativas do seu país, com destaque para a do Vinho Verde, Tejo, Lisboa, Douro (Porto), Alentejo, Bairrada, Dão, Península de Setúbal, Açores e Madeira.
Apesar de ser do Douro, Cristiano diz que a aposta nos vinhos do Alentejo é sempre mais certeira, uma vez que a qualidade média dos vinhos daquela região é a melhor de Portugal.
CRESCIMENTO – A diretora da ViniPortugal para o Brasil, Sonia Fernandes, que também estava presente no evento, afirmou que a entidade aposta no crescimento de 12% das importações de vinhos para o mercado brasileiro. “Todas as ações da entidade têm o objetivo de difundir o conhecimento sobre as diversas castas nacionais, as diferentes regiões portuguesas e o investimento em tecnologias enológicas feita pelos produtores de Portugal”, explicou.
Foram escolhidos 14 vinhos de alto nível para degustação, de diferentes regiões e preços. Cinco deles acompanharam de maneira perfeita o jantar (que estava igualmente divino).
Confira a sequencia:
Quinta do Crasto Branco – 2008
Este branco, produzido pela Quinta do Crasto, tem origem no Douro. Na sua composição estão as uvas Gouveio, Roupeiro e Rabigato. A cor é amarelo pálido com toques esverdeados. Tem aromas discretos de frutas cítricas, como a lima, com um leve floral. Na boca, mostra caráter mineral e algo que me lembrou xarope. Tem boa persistência.
A graduação alcoólica é de 12,5%.
Classificação: Regular/bom.
Importador: Qualimpor
Preço: R$ 70
Herdade do Esporão Reserva Branco – 2008
Este alentejano produzido pela Herdade do Esporão leva em sua composição as uvas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro e teve estágio parcial em barricas novas carvalho francês e americano.
A cor é amarelo ouro e os aromas demonstram frutas secas, vegetal e pêssego. No paladar traz as características da madeira (na medida certa), além de apresentar novamente o vegetal e as frutas. Tem bom corpo, boa acidez e média persistência. Notas minerais surgem no final. A graduação alcoólica é de 14%.
Classificação: Excelente
Importador: Qualimpor
Preço: R$ 87,50
Guarda Rios Branco - 2008
Uma ótima surpresa da noite foi este branco da região do Tejo. Produzido pela Vale d’Algares, o vinho tem as castas Chardonay (35%), Sauvignon Blanc (25%), Alvarinho (25%) e Arinto (15%). Parte da bebida passou por barricas de carvalho francês durante seis meses.
A cor é amarelo palha e os aromas são florais e cítricos, evidenciando tangerina. Tem bom corpo, ótima acidez e frescor, além de final elegante. Um vinho untuoso e de ótima estrutura.
Curiosidade: Guarda Rios é o nome de um pássaro da região.
Classificação: Excelente
Importador: Casa dos Vinhos (Bahia)
Preço: R$ 64
Herdade do Grous Reserva Tinto – 2007
O produtor deste tinto alentejano é a Herdade do Grous, que usou as castas Alicante Bouschet (50%), Syrah (30%) e Touriga Nacional (20%) na produção da bebida. A sua fermentação foi em lagares com maceração prolongada e estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.
A coloração é granada, brilhante, com reflexos violáceos. Inicialmente, o álcool atacou um pouco o nariz, mas com pouco tempo, começou a surgir uma bela gama de aromas, com frutas vermelhas, baunilha, café e pimenta.
Na boca também mostra uma fruta de qualidade ímpar, muito parecida com a que sentimos no olfato. Ainda aparece mentol e especiarias. O corpo é médio e os taninos de ótima qualidade. Trata-se de um vinho que ainda suporta guarda.
Classificação: Excelente
Importador: Licínio Dias
Preço: R$ 196
Van Zellers Reserva Tinto – 2008
Um exemplar da Quinta do Vale D. Maria, de Cristiano Van Zeller. Produzido no Douro com a tradicional pisa a pé das uvas, passou aproximadamente 20 meses em barris de carvalho.
A cor é rubi brilhante, com reflexos violáceos, e mostra jovialidade no nariz, com frutas vermelhas, flores e chocolate. Tem taninos elegantes, é fácil de beber e mostra boa fruta na boca, com final persistente. Tem potencial de guarda.
Classificação: Muito bom.
Importador: Vinho Sul
Preço: R$ 69
Dúvida Tinto – 2005
Este vinho de nome interessante é produzido pelo renomado enólogo Antonio Saramago, no Alentejo. A bebida tem a uvas Aragonês, Trincadeira e Grand Noir e passou por estágio em carvalho francês novo por 12 meses e mais 12 meses em barricas novas de carvalho americano.
A cor é rubi, fechada e com tons violeta. Os aromas são marcantes, mostrando principalmente melaço. Depois de bastante tempo mostra caramelo e frutas maduras. Não é um vinho fácil de tomar, pois leva para a boca as mesmas características do olfato, tornando-o cansativo.
Porém, deve-se destacar que é um vinho bem elaborado e que mostra potencial para guarda. Apesar de não ser o meu estilo de vinho, acredito que pode ficar excelente com o tempo (a sugestão de guarda é de dez anos) e acompanhando carnes ou pratos com molhos escuros. Tem 14,2% de álcool.
Classificação: Muito bom.
Importador: Casa dos Vinho (Bahia)
Preço: R$ 347
Quinta de Chocapalha Reserva Tinto – 2006
Produzido na região de Lisboa pela enóloga Sandra Tavares da Silva, da Quinta de Chocapalha, este vinho leva as uvas Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (30%) e Syrah (10%). Durante 19 meses, o vinho amadureceu em barricas de carvalho francês novas.
Apresenta coloração violeta e no nariz, frutas, mentol e floral. Já na boca mostra madeira em perfeito equilíbrio, frutas vermelhas, chocolate e taninos bem trabalhados. Um vinho gostoso de tomar, com bom corpo e perspectiva de melhora com o envelhecimento em garrafa. Para mim, um dos melhores tintos da primeira etapa da degustação. A graduação é de 14%.
Classificação: Excelente
Importador: Vinci
Preço: R$ 158,22
Niepoort Redoma Tinto - 2007
Este tinto é produzido pela Niepoort, no Douro, com um blend de uvas que inclui Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão, entre outras.
A maceração foi em lagares de pedra com pisa a pé. O vinho teve estágio de 22 meses em barricas de carvalho francês (60%) e em tonéis de 2 mil litros (40% ), onde se realizou a fermentação maloláctica.
A cor é um rubi bastante escuro e os aromas revelam ameixas, especiarias e caráter animal (estrebaria). Tem médio corpo e traz novamente as mesmas características do olfato. É um vinho elegante, com grande potencial de guarda.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Importador: Mistral
Preço: R$ 156,64
Luis Pato Rosé de Baga – 2008
[Já provado pelo blog] Este espumante é produzido na Bairrada pelo mestre da casta Baga, o produtor português Luis Pato. Tem em sua composição 100% daquela uva, o que dá à bebida uma bonita coloração salmão. Os aromas são discretos, com notas frutas secas e maçã. Na boca é mais exuberante, com bom corpo e cremosidade, sabor floral e frutado, com interessantes traços de biscoito e leveduras. Seco, é perfeito para acompanhar comida.
Classificação: Excelente
Importador: Mistral
Preço: R$ 68,46
Os vinhos do jantar:
Vallado Reserva Branco – 2007
Vinho produzido no Douro pela Quinta do Vallado, que pertence aos mesmos criadores do Barca Velha (Casa Ferreirinha), leva em sua composição as uvas Rabigato, Verdelho Viosinho e Arinto.
A bebida fermentou em barricas de carvalho e ganhou cor amarelo claro com tons esverdeados e aromas minerais e de baunilha, proveniente do estágio em madeira. Na boca, mostra bom corpo e ótima acidez, notas cítricas e traz de novo a baunilha. Vai bem com comida (carnes brancas e frutos do mar).
Classificação: Excelente
Importador: Cantu
Preço: R$ 133
Quinta do Ameal Loureiro – 2007
Este é um representante da região dos Vinhos Verdes, produzido pela Quinta do Ameal, com 100% de uva Loureiro. Tem cor clara, com reflexos esverdeados e mostra leve gaseificação. Os aromas são de pêssego, leve cítrico e mineral.
O vinho traz no paladar frutas cítricas e boa acidez, com final persistente.
Classificação: Muito Bom
Importador: Grand Cru
Preço: R$ 59
Four C – 2006
Um dos rótulos mais esperados da noite, o Four C é produzido no Dão, pela Dão Sul. O nome é uma alusão às iniciais dos quatros sócios/colaboradores da empresa (Carlos Lucas, Carlos Moura, Carlos Rodrigues e Casimiro Gomes), que escolheram, cada um, uma casta para integrar o vinho. São elas: Touriga Nacional, Trincadeira, Tinto Cão e Baga.
O Four C estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês. Apenas 2 mil garrafas foram produzidas.
A cor é rubi escura, com reflexos violáceos, e o vinho derrama na taça finas e longas lágrimas. Os aromas revelam uma ótima complexidade, com frutas maduras, azeitona preta, defumado e mentol. É um vinho encorpado, elegante e que também mostra baunilha na boca.
Classificação: Excelente
Importador: Winebrands
Preço: R$ 368
Quinta do Vale D. Maria - 2007
Compõem este vinho, elaborado por Cristiano Van Zeller, um total de 41 castas portuguesas tintas, de vinhas que variam entre 25 e 60 anos de idade. As uvas são pisadas a pé em lagares separados.
A fermentação malolática também acontece separadamente em barricas de carvalho francês. A assemblage (mistura) se dá um mês antes do vinho ser engarrafado.
Tudo isso resultou em uma bebida de cor rubi-violácea, com bastante fruta madura e especiarias. É um vinho bem equilibrado, gostoso de beber e que reflete na boca as mesmas impressões do nariz. A graduação alcoólica é de 14,9%.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Importador: Vinho Sul
Preço: R$ 93,90
Alambre 20 anos
Este vinho da Península de Setúbal fechou divinamente a noite, saindo junto com a sobremesa. Se bem que eu optei por tomá-lo sem acompanhamento. Produzido por José Maria da Fonseca, o mesmo do tradicional vinho Periquita, a Alambre tem cor âmbar e mostra muita vivacidade no nariz, com notas de amêndoas e frutas-passa.
Na boca, repetem-se as impressões do nariz. A doçura é na medida certa, com uma acidez que não deixa o vinho enjoativo. Aveludado, deixa um ótimo sabor no palato por um tempo prolongado.
A graduação alcoólica é de 17,5%.
Classificação: Excelente/Excepcional
Importador: Aurora
Preço: R$ 165
Van Zeller é um dos “Douro Boys”, grupo de cinco enólogos da nova geração que vem dando novos ares ao vinho português. Inicialmente, ele situou Portugal no mapa mundial de vinhos, mostrando que o país hoje é o 10º maior produtor do mundo e o 7º da Comunidade Européia.
Hoje, países como Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul, Austrália e Chile estão na frente dos lusitanos, mas o que se percebe é que a qualidade do vinho português tem mostrado ótima média de qualidade. Um dos objetivos da iniciativa da ViniPortugal é o mostrar que o país não é mais só mais vinho do Porto. Hoje em dia, cada região produtora tem vinhos de excelente qualidade, elaborados com tecnologia recente e a partir de castas nacionais provenientes de vinhas cheias de história.
Portugal tem mais de 340 castas. A mais representativa delas é a Touriga Nacional, sobre a qual Cristiano Van Zeller teceu elogios rasgados. O enólogo, que disse “gostar de confusão”, defende a elaboração de vinhos com várias uvas. Tanto é que um dos seus rótulos, o Quinta do Vale D. Maria 2007 (confira prova mais abaixo), tem “apenas” 41 diferentes cepas.
O "Douro Boy" também falou sobre as regiões vitivinícolas mais significativas do seu país, com destaque para a do Vinho Verde, Tejo, Lisboa, Douro (Porto), Alentejo, Bairrada, Dão, Península de Setúbal, Açores e Madeira.
Apesar de ser do Douro, Cristiano diz que a aposta nos vinhos do Alentejo é sempre mais certeira, uma vez que a qualidade média dos vinhos daquela região é a melhor de Portugal.
CRESCIMENTO – A diretora da ViniPortugal para o Brasil, Sonia Fernandes, que também estava presente no evento, afirmou que a entidade aposta no crescimento de 12% das importações de vinhos para o mercado brasileiro. “Todas as ações da entidade têm o objetivo de difundir o conhecimento sobre as diversas castas nacionais, as diferentes regiões portuguesas e o investimento em tecnologias enológicas feita pelos produtores de Portugal”, explicou.A PROVA
Foram escolhidos 14 vinhos de alto nível para degustação, de diferentes regiões e preços. Cinco deles acompanharam de maneira perfeita o jantar (que estava igualmente divino).
Confira a sequencia:
Quinta do Crasto Branco – 2008
Este branco, produzido pela Quinta do Crasto, tem origem no Douro. Na sua composição estão as uvas Gouveio, Roupeiro e Rabigato. A cor é amarelo pálido com toques esverdeados. Tem aromas discretos de frutas cítricas, como a lima, com um leve floral. Na boca, mostra caráter mineral e algo que me lembrou xarope. Tem boa persistência.
A graduação alcoólica é de 12,5%.
Classificação: Regular/bom.
Importador: Qualimpor
Preço: R$ 70
Herdade do Esporão Reserva Branco – 2008
Este alentejano produzido pela Herdade do Esporão leva em sua composição as uvas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro e teve estágio parcial em barricas novas carvalho francês e americano.
A cor é amarelo ouro e os aromas demonstram frutas secas, vegetal e pêssego. No paladar traz as características da madeira (na medida certa), além de apresentar novamente o vegetal e as frutas. Tem bom corpo, boa acidez e média persistência. Notas minerais surgem no final. A graduação alcoólica é de 14%.
Classificação: Excelente
Importador: Qualimpor
Preço: R$ 87,50
Guarda Rios Branco - 2008
Uma ótima surpresa da noite foi este branco da região do Tejo. Produzido pela Vale d’Algares, o vinho tem as castas Chardonay (35%), Sauvignon Blanc (25%), Alvarinho (25%) e Arinto (15%). Parte da bebida passou por barricas de carvalho francês durante seis meses.
A cor é amarelo palha e os aromas são florais e cítricos, evidenciando tangerina. Tem bom corpo, ótima acidez e frescor, além de final elegante. Um vinho untuoso e de ótima estrutura.
Curiosidade: Guarda Rios é o nome de um pássaro da região.
Classificação: Excelente
Importador: Casa dos Vinhos (Bahia)
Preço: R$ 64
Herdade do Grous Reserva Tinto – 2007
O produtor deste tinto alentejano é a Herdade do Grous, que usou as castas Alicante Bouschet (50%), Syrah (30%) e Touriga Nacional (20%) na produção da bebida. A sua fermentação foi em lagares com maceração prolongada e estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.
A coloração é granada, brilhante, com reflexos violáceos. Inicialmente, o álcool atacou um pouco o nariz, mas com pouco tempo, começou a surgir uma bela gama de aromas, com frutas vermelhas, baunilha, café e pimenta.
Na boca também mostra uma fruta de qualidade ímpar, muito parecida com a que sentimos no olfato. Ainda aparece mentol e especiarias. O corpo é médio e os taninos de ótima qualidade. Trata-se de um vinho que ainda suporta guarda.
Classificação: Excelente
Importador: Licínio Dias
Preço: R$ 196
Van Zellers Reserva Tinto – 2008
Um exemplar da Quinta do Vale D. Maria, de Cristiano Van Zeller. Produzido no Douro com a tradicional pisa a pé das uvas, passou aproximadamente 20 meses em barris de carvalho.
A cor é rubi brilhante, com reflexos violáceos, e mostra jovialidade no nariz, com frutas vermelhas, flores e chocolate. Tem taninos elegantes, é fácil de beber e mostra boa fruta na boca, com final persistente. Tem potencial de guarda.
Classificação: Muito bom.
Importador: Vinho Sul
Preço: R$ 69
Dúvida Tinto – 2005
Este vinho de nome interessante é produzido pelo renomado enólogo Antonio Saramago, no Alentejo. A bebida tem a uvas Aragonês, Trincadeira e Grand Noir e passou por estágio em carvalho francês novo por 12 meses e mais 12 meses em barricas novas de carvalho americano.
A cor é rubi, fechada e com tons violeta. Os aromas são marcantes, mostrando principalmente melaço. Depois de bastante tempo mostra caramelo e frutas maduras. Não é um vinho fácil de tomar, pois leva para a boca as mesmas características do olfato, tornando-o cansativo.
Porém, deve-se destacar que é um vinho bem elaborado e que mostra potencial para guarda. Apesar de não ser o meu estilo de vinho, acredito que pode ficar excelente com o tempo (a sugestão de guarda é de dez anos) e acompanhando carnes ou pratos com molhos escuros. Tem 14,2% de álcool.
Classificação: Muito bom.
Importador: Casa dos Vinho (Bahia)
Preço: R$ 347
Quinta de Chocapalha Reserva Tinto – 2006
Produzido na região de Lisboa pela enóloga Sandra Tavares da Silva, da Quinta de Chocapalha, este vinho leva as uvas Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (30%) e Syrah (10%). Durante 19 meses, o vinho amadureceu em barricas de carvalho francês novas.
Apresenta coloração violeta e no nariz, frutas, mentol e floral. Já na boca mostra madeira em perfeito equilíbrio, frutas vermelhas, chocolate e taninos bem trabalhados. Um vinho gostoso de tomar, com bom corpo e perspectiva de melhora com o envelhecimento em garrafa. Para mim, um dos melhores tintos da primeira etapa da degustação. A graduação é de 14%.
Classificação: Excelente
Importador: Vinci
Preço: R$ 158,22
Niepoort Redoma Tinto - 2007
Este tinto é produzido pela Niepoort, no Douro, com um blend de uvas que inclui Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão, entre outras.
A maceração foi em lagares de pedra com pisa a pé. O vinho teve estágio de 22 meses em barricas de carvalho francês (60%) e em tonéis de 2 mil litros (40% ), onde se realizou a fermentação maloláctica.
A cor é um rubi bastante escuro e os aromas revelam ameixas, especiarias e caráter animal (estrebaria). Tem médio corpo e traz novamente as mesmas características do olfato. É um vinho elegante, com grande potencial de guarda.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Importador: Mistral
Preço: R$ 156,64
Luis Pato Rosé de Baga – 2008
[Já provado pelo blog] Este espumante é produzido na Bairrada pelo mestre da casta Baga, o produtor português Luis Pato. Tem em sua composição 100% daquela uva, o que dá à bebida uma bonita coloração salmão. Os aromas são discretos, com notas frutas secas e maçã. Na boca é mais exuberante, com bom corpo e cremosidade, sabor floral e frutado, com interessantes traços de biscoito e leveduras. Seco, é perfeito para acompanhar comida.
Classificação: Excelente
Importador: Mistral
Preço: R$ 68,46
Os vinhos do jantar:
Vallado Reserva Branco – 2007
Vinho produzido no Douro pela Quinta do Vallado, que pertence aos mesmos criadores do Barca Velha (Casa Ferreirinha), leva em sua composição as uvas Rabigato, Verdelho Viosinho e Arinto.
A bebida fermentou em barricas de carvalho e ganhou cor amarelo claro com tons esverdeados e aromas minerais e de baunilha, proveniente do estágio em madeira. Na boca, mostra bom corpo e ótima acidez, notas cítricas e traz de novo a baunilha. Vai bem com comida (carnes brancas e frutos do mar).
Classificação: Excelente
Importador: Cantu
Preço: R$ 133
Quinta do Ameal Loureiro – 2007
Este é um representante da região dos Vinhos Verdes, produzido pela Quinta do Ameal, com 100% de uva Loureiro. Tem cor clara, com reflexos esverdeados e mostra leve gaseificação. Os aromas são de pêssego, leve cítrico e mineral.
O vinho traz no paladar frutas cítricas e boa acidez, com final persistente.
Classificação: Muito Bom
Importador: Grand Cru
Preço: R$ 59
Four C – 2006
Um dos rótulos mais esperados da noite, o Four C é produzido no Dão, pela Dão Sul. O nome é uma alusão às iniciais dos quatros sócios/colaboradores da empresa (Carlos Lucas, Carlos Moura, Carlos Rodrigues e Casimiro Gomes), que escolheram, cada um, uma casta para integrar o vinho. São elas: Touriga Nacional, Trincadeira, Tinto Cão e Baga.
O Four C estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês. Apenas 2 mil garrafas foram produzidas.
A cor é rubi escura, com reflexos violáceos, e o vinho derrama na taça finas e longas lágrimas. Os aromas revelam uma ótima complexidade, com frutas maduras, azeitona preta, defumado e mentol. É um vinho encorpado, elegante e que também mostra baunilha na boca.
Classificação: Excelente
Importador: Winebrands
Preço: R$ 368
Quinta do Vale D. Maria - 2007
Compõem este vinho, elaborado por Cristiano Van Zeller, um total de 41 castas portuguesas tintas, de vinhas que variam entre 25 e 60 anos de idade. As uvas são pisadas a pé em lagares separados.
A fermentação malolática também acontece separadamente em barricas de carvalho francês. A assemblage (mistura) se dá um mês antes do vinho ser engarrafado.
Tudo isso resultou em uma bebida de cor rubi-violácea, com bastante fruta madura e especiarias. É um vinho bem equilibrado, gostoso de beber e que reflete na boca as mesmas impressões do nariz. A graduação alcoólica é de 14,9%.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Importador: Vinho Sul
Preço: R$ 93,90
Alambre 20 anos
Este vinho da Península de Setúbal fechou divinamente a noite, saindo junto com a sobremesa. Se bem que eu optei por tomá-lo sem acompanhamento. Produzido por José Maria da Fonseca, o mesmo do tradicional vinho Periquita, a Alambre tem cor âmbar e mostra muita vivacidade no nariz, com notas de amêndoas e frutas-passa.
Na boca, repetem-se as impressões do nariz. A doçura é na medida certa, com uma acidez que não deixa o vinho enjoativo. Aveludado, deixa um ótimo sabor no palato por um tempo prolongado.
A graduação alcoólica é de 17,5%.
Classificação: Excelente/Excepcional
Importador: Aurora
Preço: R$ 165
Marcadores:
Brancos,
degustação,
espumantes,
Portugal,
Rosés,
Tintos
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Vinhos do Brasil: Casa Valduga
Quem pensava que acabou, está enganado. Continuo agora a relatar a série de visitas técnicas que fiz no último mês de julho, a convite do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em vinícolas da Serra Gaúcha.
Na sequencia, estivemos em um dos mais bem estruturados produtores do Brasil e que possui vinhos de qualidade invejáveis: a Casa Valduga, localizada no Vale dos Vinhedos.
O grupo de dez jornalistas que participou do projeto foi recebido por João Valduga, enólogo e um dos proprietários da empresa. Inicialmente, ele nos contou a história da vinícola e de sua família, que tem origem na Itália.
Quando chegaram ao Brasil, no final do século 19, os avós de João Valduga não sabiam nem ler nem escrever. “Nasci em baixo de um pé de parreira, numa época em que não havia nem eletricidade”, disse ele. Porém, os antepassados incentivaram o estudo entre filhos e netos, permitindo que a produção que inicialmente ficava apenas no núcleo familiar tomasse novos rumos. Hoje, João comanda a vinícola com seus dois irmãos: Erielso e Juarez.
A Casa Valduga possui 156 hectares de vinhedos próprios, que produzem de 3 a 4 toneladas de uva, cada um. Além disso, a empresa conta com o fornecimento de seis outros produtores. Em média, são processados 1,5 milhão de quilos de uva por ano.
Dos rótulos produzidos, 50% vão para o estado de São Paulo. Cerca de 2,5% a 3% dos vinhos são exportados, principalmente para a Alemanha, Holanda e República Tcheca, e o restante é distribuído para os outros estados do Brasil.
A vinícola orgulha-se de ter a maior adega para espumantes da América Latina. Com capacidade para abrigar 6 milhões de garrafas, a cave é um verdadeiro complexo, onde o visitante pode fazer a degustação da bebida ou aprender a abrir um espumante usando a técnica da sabrage, na qual utiliza-se um sabre para “degolar” a garrafa. A Valduga ainda foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método champenoise de vinificação, com segunda fermentação na garrafa.
Os tintos de guarda amadurecem em barris de carvalho franceses e americanos e no final do período passam para a cave apropriada. Já os brancos repousam em tanques de aço inox durante curto período para que mantenham os seus aromas primários e possam ser consumidos ainda jovens. Alguns também passam por madeira.
COMPLEXO - A Casa Valduga construiu o primeiro Complexo Enoturístico do Brasil, a Villa Valduga. O belíssimo local, cercado de montanhas e com vista para os parreirais, conta com pousada e restaurantes. Só no ano passado, a Villa recebeu mais 84 mil visitantes Além de conhecer a vinícola, o turista ainda pode participar de cursos de vinhos.
Em todo o complexo, segundo a enóloga e diretora comercial da Casa Valduga, Juciene Casagrande, foram investidos cerca de 25 milhões de dólares nos últimos dez anos.
Atualmente, a Casa Valduga agrega um grupo formado por dez empresas, onde atuam 248 funcionários. Só nos parreirais, foram investidos nos últimos anos 8 milhões de dólares, onde se utiliza uma viticultura de precisão.
CASA DE MADEIRA - Uma das empresas do grupo é a Casa de Madeira, localizada a 1 quilômetro da vinícola. Fizemos o percurso num charmoso trenzinho puxado a trator, carinhosamente chamado por lá de “tuc-tuc”.
A Casa de Madeira é uma unidade de produção de sucos de uva integral e geléias naturais (artesanais e gourmet), segmento que também vem absorvendo boa parte do consumo. Destaque para a geléias de Cabernet Sauvignon e Malbec, que podem harmonizar com os vinhos e compor diferentes tipos de refeição.
Tivemos o prazer de almoçar no aconchegante restaurante da Casa de Madeira, onde é possível estar em contato com objetos e utensílios utilizados pelos antepassados da família na agricultura e na elaboração dos vinhos.
Aliás, os restaurantes da Casa Valduga guardam em um dos seus restaurantes panelas, colheres, batedeiras manuais e outros equipamentos de cozinha antigos. “Todo imigrante trazia em sua bagagem pelo menos uma panelinha”, observa o pesquisador e gerente de marketing da empresa, Fabiano Olbrisch.
O menu foi elaborado através de um sério trabalho de pesquisa que resgatou o tipo de alimento que os italianos comiam aqui na época da imigração. O resultado é um rico cardápio preparado pelo chef Mauro Michatoski. Na ocasião, desfrutamos de um delicioso menu composto de salada radicci com bacon frito, cordorna ao molho de vinho, nhoque de batata doce e polenta ao molho de codorna. De dar água na boca!
Quanto aos vinhos, confiram a belíssima seleção provada:
Espumante 130 Brut
Este foi degustado dentro da cave da Casa Vaduga e servido pelo próprio João Valduga. Trata-se de um espumante produzido cuidadosamente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir de três diferentes safras (2002, 2004 e 2005). Com elas, foram preparados sete diferentes tipos de vinhos-base que estagiaram seis meses em barricas de carvalho francesas e romenas.
O rótulo é uma homenagem aos 130 anos da chegada da família Valduga ao Brasil.
Sua cor é amarelo dourado e apresenta uma linda perlage, de bolhas minúsculas e em ótima quantidade. Os aromas remetem a notas de panificação, devido ao contato com as leveduras, além de frutas secas e papelão.
No paladar é seco, untuoso e com boa cremosidade. Traz frutas, amêndoas e deixa um longo retrogosto. Sua graduação alcoólica é 13%.
Na ocasião, ainda tivemos a oportunidade de participar de sabrage das garrafas.
Classificação: Excelente.
Villa-Lobos Gran Reserva – 2005
Elaborado com a cepa Cabernet Sauvignon, este belo vinho é uma homenagem ao cinquentenário de falecimento do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Também degustamos dentro da vinícola, em um cantinho especial, já preparado com decanters e taças.
De acordo com o gerente de marketing da empresa, Fabiano Olbrisch, parte da verba arrecadada com o uso da marca Villa-Lobos - que tem como detentora a Academia Brasileira de Música - vai para a Associação de Músicos do Rio de Janeiro, que atende crianças e adolescentes.
Apenas 10 mil garrafas foram produzidas. O rótulo é de muito bom gosto e a garrafa vem embalada em um papel de seda, no qual é reproduzida a partitura de uma das Bachianas Brasileiras, composição de Villa Lobos.
Quanto ao vinho, ele apresenta cor violácea muito intensa e límpida. No nariz, traz frutas vermelhas, aromas florais e toque de noz moscada. No paladar é aveludado, revelando baunilha e café. Apresenta ótima acidez, taninos de boa qualidade e largo final frutado e com toques de especiarias.
A bebida passou 12 meses em carvalho francês. Tem 14% de álcool.
Classificação: Excelente
Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay – 2009
Este branco, elaborado com a uva Chardonnay, tem cor amarelo ouro bem brilhante e límpida. Os aromas são fantásticos, envolvendo frutas tropicais, como carambola, além de notas de chocolate branco, obtidas com a passagem da bebida por barricas romenas e francesas.
Tem boa presença de boca e perfeita acidez. Mostra novamente o frutado e a baunilha aparece de forma elegante. Vai bem com frango, massas e queijos. A graduação alcoólica é de 14%.
Classificação: Excelente/Excepcional.
Identidade Arinarnoa – 2006
Arinarnoa é uma uva resultante do cruzamento das castas Merlot e Petit Verdot, cultivadas no município de Encruzilhada do Sul, na Serra Gaúcha.
Tem cor violácea brilhante e possui aromas delicados de frutas escuras, cravo e cassis. No paladar, mostra ameixa, café e especiarias. Possui médio corpo e boa persistência. Muito gostoso.
A bebida estagiou seis meses em carvalho e tem 13,9% de álcool.
Classificação: Excelente.
Na sequencia, estivemos em um dos mais bem estruturados produtores do Brasil e que possui vinhos de qualidade invejáveis: a Casa Valduga, localizada no Vale dos Vinhedos.
O grupo de dez jornalistas que participou do projeto foi recebido por João Valduga, enólogo e um dos proprietários da empresa. Inicialmente, ele nos contou a história da vinícola e de sua família, que tem origem na Itália.
Quando chegaram ao Brasil, no final do século 19, os avós de João Valduga não sabiam nem ler nem escrever. “Nasci em baixo de um pé de parreira, numa época em que não havia nem eletricidade”, disse ele. Porém, os antepassados incentivaram o estudo entre filhos e netos, permitindo que a produção que inicialmente ficava apenas no núcleo familiar tomasse novos rumos. Hoje, João comanda a vinícola com seus dois irmãos: Erielso e Juarez.
A Casa Valduga possui 156 hectares de vinhedos próprios, que produzem de 3 a 4 toneladas de uva, cada um. Além disso, a empresa conta com o fornecimento de seis outros produtores. Em média, são processados 1,5 milhão de quilos de uva por ano.
Dos rótulos produzidos, 50% vão para o estado de São Paulo. Cerca de 2,5% a 3% dos vinhos são exportados, principalmente para a Alemanha, Holanda e República Tcheca, e o restante é distribuído para os outros estados do Brasil.
A vinícola orgulha-se de ter a maior adega para espumantes da América Latina. Com capacidade para abrigar 6 milhões de garrafas, a cave é um verdadeiro complexo, onde o visitante pode fazer a degustação da bebida ou aprender a abrir um espumante usando a técnica da sabrage, na qual utiliza-se um sabre para “degolar” a garrafa. A Valduga ainda foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método champenoise de vinificação, com segunda fermentação na garrafa.
Os tintos de guarda amadurecem em barris de carvalho franceses e americanos e no final do período passam para a cave apropriada. Já os brancos repousam em tanques de aço inox durante curto período para que mantenham os seus aromas primários e possam ser consumidos ainda jovens. Alguns também passam por madeira.
COMPLEXO - A Casa Valduga construiu o primeiro Complexo Enoturístico do Brasil, a Villa Valduga. O belíssimo local, cercado de montanhas e com vista para os parreirais, conta com pousada e restaurantes. Só no ano passado, a Villa recebeu mais 84 mil visitantes Além de conhecer a vinícola, o turista ainda pode participar de cursos de vinhos.
Em todo o complexo, segundo a enóloga e diretora comercial da Casa Valduga, Juciene Casagrande, foram investidos cerca de 25 milhões de dólares nos últimos dez anos.
Atualmente, a Casa Valduga agrega um grupo formado por dez empresas, onde atuam 248 funcionários. Só nos parreirais, foram investidos nos últimos anos 8 milhões de dólares, onde se utiliza uma viticultura de precisão.
CASA DE MADEIRA - Uma das empresas do grupo é a Casa de Madeira, localizada a 1 quilômetro da vinícola. Fizemos o percurso num charmoso trenzinho puxado a trator, carinhosamente chamado por lá de “tuc-tuc”.
A Casa de Madeira é uma unidade de produção de sucos de uva integral e geléias naturais (artesanais e gourmet), segmento que também vem absorvendo boa parte do consumo. Destaque para a geléias de Cabernet Sauvignon e Malbec, que podem harmonizar com os vinhos e compor diferentes tipos de refeição.
Tivemos o prazer de almoçar no aconchegante restaurante da Casa de Madeira, onde é possível estar em contato com objetos e utensílios utilizados pelos antepassados da família na agricultura e na elaboração dos vinhos.
Aliás, os restaurantes da Casa Valduga guardam em um dos seus restaurantes panelas, colheres, batedeiras manuais e outros equipamentos de cozinha antigos. “Todo imigrante trazia em sua bagagem pelo menos uma panelinha”, observa o pesquisador e gerente de marketing da empresa, Fabiano Olbrisch.
O menu foi elaborado através de um sério trabalho de pesquisa que resgatou o tipo de alimento que os italianos comiam aqui na época da imigração. O resultado é um rico cardápio preparado pelo chef Mauro Michatoski. Na ocasião, desfrutamos de um delicioso menu composto de salada radicci com bacon frito, cordorna ao molho de vinho, nhoque de batata doce e polenta ao molho de codorna. De dar água na boca!
Quanto aos vinhos, confiram a belíssima seleção provada:
Espumante 130 Brut
Este foi degustado dentro da cave da Casa Vaduga e servido pelo próprio João Valduga. Trata-se de um espumante produzido cuidadosamente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir de três diferentes safras (2002, 2004 e 2005). Com elas, foram preparados sete diferentes tipos de vinhos-base que estagiaram seis meses em barricas de carvalho francesas e romenas.
O rótulo é uma homenagem aos 130 anos da chegada da família Valduga ao Brasil.
Sua cor é amarelo dourado e apresenta uma linda perlage, de bolhas minúsculas e em ótima quantidade. Os aromas remetem a notas de panificação, devido ao contato com as leveduras, além de frutas secas e papelão.
No paladar é seco, untuoso e com boa cremosidade. Traz frutas, amêndoas e deixa um longo retrogosto. Sua graduação alcoólica é 13%.
Na ocasião, ainda tivemos a oportunidade de participar de sabrage das garrafas.
Classificação: Excelente.
Villa-Lobos Gran Reserva – 2005
Elaborado com a cepa Cabernet Sauvignon, este belo vinho é uma homenagem ao cinquentenário de falecimento do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Também degustamos dentro da vinícola, em um cantinho especial, já preparado com decanters e taças.
De acordo com o gerente de marketing da empresa, Fabiano Olbrisch, parte da verba arrecadada com o uso da marca Villa-Lobos - que tem como detentora a Academia Brasileira de Música - vai para a Associação de Músicos do Rio de Janeiro, que atende crianças e adolescentes.
Apenas 10 mil garrafas foram produzidas. O rótulo é de muito bom gosto e a garrafa vem embalada em um papel de seda, no qual é reproduzida a partitura de uma das Bachianas Brasileiras, composição de Villa Lobos.
Quanto ao vinho, ele apresenta cor violácea muito intensa e límpida. No nariz, traz frutas vermelhas, aromas florais e toque de noz moscada. No paladar é aveludado, revelando baunilha e café. Apresenta ótima acidez, taninos de boa qualidade e largo final frutado e com toques de especiarias.
A bebida passou 12 meses em carvalho francês. Tem 14% de álcool.
Classificação: Excelente
Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay – 2009
Este branco, elaborado com a uva Chardonnay, tem cor amarelo ouro bem brilhante e límpida. Os aromas são fantásticos, envolvendo frutas tropicais, como carambola, além de notas de chocolate branco, obtidas com a passagem da bebida por barricas romenas e francesas.
Tem boa presença de boca e perfeita acidez. Mostra novamente o frutado e a baunilha aparece de forma elegante. Vai bem com frango, massas e queijos. A graduação alcoólica é de 14%.
Classificação: Excelente/Excepcional.
Identidade Arinarnoa – 2006
Arinarnoa é uma uva resultante do cruzamento das castas Merlot e Petit Verdot, cultivadas no município de Encruzilhada do Sul, na Serra Gaúcha.
Tem cor violácea brilhante e possui aromas delicados de frutas escuras, cravo e cassis. No paladar, mostra ameixa, café e especiarias. Possui médio corpo e boa persistência. Muito gostoso.
A bebida estagiou seis meses em carvalho e tem 13,9% de álcool.
Classificação: Excelente.
Marcadores:
Brancos,
Brasil,
comida,
degustação,
espumantes,
Ibravin,
lugares,
Projeto Imagem,
Tintos,
Vinhos do Brasil
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Club du Vin promove curso de degustação nesta terça
Nesta terça-feira (24) tem curso sobre técnicas de degustação de vinhos no Club du Vin, em Boa Viagem, no Recife, com a sommelier Amanda Loyo. A aula terá duas horas de duração, iniciando às 19h.
A atividade tem como objetivo ensinar os princípios de uma degustação técnica de vinhos, envolvendo as análises visual, olfativa e gustativa, com a degustação de quatro vinhos diferentes.
As características de cada vinho serão analisadas, tudo acompanhado por fichas técnicas de degustação. Os vinhos selecionados na adega do Club du Vin serão um espumante, um branco, um tinto e um vinho de sobremesa.
O valor do curso é de R$ 115.
Serviço:
Club du Vin
Endereço: Rua Solidônio Leite, 26 (esquina com a Av. Conselheiro Aguiar), Boa Viagem
Fone: (81) 3326-5719
A atividade tem como objetivo ensinar os princípios de uma degustação técnica de vinhos, envolvendo as análises visual, olfativa e gustativa, com a degustação de quatro vinhos diferentes.
As características de cada vinho serão analisadas, tudo acompanhado por fichas técnicas de degustação. Os vinhos selecionados na adega do Club du Vin serão um espumante, um branco, um tinto e um vinho de sobremesa.
O valor do curso é de R$ 115.
Serviço:
Club du Vin
Endereço: Rua Solidônio Leite, 26 (esquina com a Av. Conselheiro Aguiar), Boa Viagem
Fone: (81) 3326-5719
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Restaurante Mirage oferece vinhos com precinho especial no Recife
O restaurante Mirage, do Hotel Atlante Plaza, no Recife, lançou uma iniciativa bacana para os apreciadores de vinho. A partir de agora, a casa passa a oferecer isenção da taxa de rolha para rótulos comprados nas importadoras parceiras (Ingá, Grand Cru e Licínio Dias) e preço de venda das garrafas de vinho similares aos praticados nestas revendedoras.
A oferta inclui mais de 100 opções de bebidas. Entre elas os chilenos Terranoble Chardonnay ou Cabernet Sauvignon, por R$ 19. O rótulo mais caro da carta é o tinto português "Quinta do Noval Cedro Douro DOC" que custa R$ 120.
COMIDA - Até 30 de agosto, o restaurante promove o festival "Mont Blanc e os Alpes Franceses". Para a ocasião, o chef Alan Rodrigues inspirou-se na elegância e diversidade de temperos da região européia combinando ingredientes da culinária internacional e regional, resultando em um cardápio especial de entradas quentes, flambados, gratinados e fondues.
Serviço:
Restaurante Mirage
Local: Hotel Atlante Plaza
Endereço: Av. Boa Viagem, 5429 – Boa Viagem – Recife / PE
Funcionamento: Segunda a sábado, a partir das 19h.
A oferta inclui mais de 100 opções de bebidas. Entre elas os chilenos Terranoble Chardonnay ou Cabernet Sauvignon, por R$ 19. O rótulo mais caro da carta é o tinto português "Quinta do Noval Cedro Douro DOC" que custa R$ 120.
COMIDA - Até 30 de agosto, o restaurante promove o festival "Mont Blanc e os Alpes Franceses". Para a ocasião, o chef Alan Rodrigues inspirou-se na elegância e diversidade de temperos da região européia combinando ingredientes da culinária internacional e regional, resultando em um cardápio especial de entradas quentes, flambados, gratinados e fondues.
Serviço:
Restaurante Mirage
Local: Hotel Atlante Plaza
Endereço: Av. Boa Viagem, 5429 – Boa Viagem – Recife / PE
Funcionamento: Segunda a sábado, a partir das 19h.
Sob o sol da Toscana
Esta é a minha coluna da edição nº 20 da Revista Plural (Moura Dubeux), que está em circulação. Embarquem nesta viagem e deliciem-se:
A região central da Itália abriga uma das mais interessantes regiões vinícolas do mundo: a Toscana. Nela, estão localizadas magníficas cidades como Florença, Pisa, Arezzo e Livorno. Os vinhedos altos compartilham a terra com bosques e oliveiras. Já a área costeira e seus arredores apresentam terra plana e colinas suaves, ideais para o cultivo de variedades viníferas.
O clima é temperado, com boa insolação na primavera e no verão. Já o solo é uma mistura de argila e calcário, de onde se obtém uvas ricas em açúcar e em extrato. É nesse cenário que nascem alguns dos vinhos mais surpreendentes do mundo.
A principal uva da Toscana é a tinta Sangiovese, mas também se destacam a Brunello (um clone da uva Sangiovese Grosso), Canaiolo, Malvasia e Trebbiano.
A Toscana possui 38 DOCGs (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) - que é a classificação mais alta para vinhos de qualidade da Itália - e DOCs (Denominazione di Origine Controllata) - denominação equivalente à Appellation d’Origene Contrôlée (AOC) francesa. Nelas estão as renomadas zonas vitivinícolas de Chianti, Brunello de Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano.
A região também guarda outro tesouro: os vinhos supertoscanos. Trata-se de um fenômeno que começou nos anos 80, quando alguns produtores inventaram uma alternativa ao sistema DOC(G) e procuraram outras uvas para elaborar uma linhagem de vinhos de alto nível. Embora “tops”, esses vinhos foram classificados como IGT (indicazione Geografica Tipica) ou VdT (Vino da Tavola), denominações criadas para vinhos mais simples.
Portanto é comum encontrar vinhos classificados como IGT com o status de supertoscanos. A diferença está no preço, sempre mais alto que os dos IGT “normais”. Entre alguns rótulos de supertoscanos estão o Tassinaia IGT, Braccale Rosso Maremma, Schidione IGT, Magari IGT, Tignanello, Sassicaia, Ornelaia e Solaia.
Chianti é a maior zona de vinho da Toscana, composta por sete sub-regiões: Clássico, Colli Arentini, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano e Rùfina. Na região Chianti Clássico, destaca-se a área Gallo Nero (Galo Negro).
Os vinhos de Brunello de Montalcino têm qualidade superior e produção limitada. É o único rótulo toscano com 100% da uva Sangiovese e o DOCG mais caro da região. Intenso, concentrado e tânico, esse vinho normalmente requer um longo envelhecimento.
Já o Rosso di Montalcino DOC é um vinho mais simples. As safras mais novas geralmente estão prontas para beber.
O Vino Nobile di Montepulciano DOCG tem imagem mais tradicional que Chianti e menos elitista que Montalcino. Produz vinhos quentes, de bom custo benefício e caráter bem toscano.
Outros destaques da Toscana são o Carmignano DOCG, vinho tinto seco feito de uma mistura parecida com o Chianti (embora a uva Cabernet Sauvignon também possa ser utilizada); o Morelino di Scansano DOC, feito com uvas do corte Chianti na região de Meremma; o Vernaccia di San Gimignano DOCG, considerado o melhor vinho branco toscano, com aromas e sabor de amêndoa, e o Vin Santo, reverenciado vinho de sobremesa do interior da Toscana, feito de uvas passificadas.
Reconhecida como o berço do renascimento da viticultura italiana, iniciada nos anos 60 e liderada pela família Antinori, a Toscana elaborou uma síntese perfeita entre os métodos tradicionais e as técnicas modernas de vinificação e cultura de vinhas.
Esses fatores, somados à vasta riqueza artística e cultural local, além da receptividade do seu povo, faz com que a região esteja incluída na lista dos melhores destinos enológicos do planeta. Se não for conhecer a Toscana, pelo menos prove os seus vinhos, pois eles traduzem tudo isso.
Salute!
A região central da Itália abriga uma das mais interessantes regiões vinícolas do mundo: a Toscana. Nela, estão localizadas magníficas cidades como Florença, Pisa, Arezzo e Livorno. Os vinhedos altos compartilham a terra com bosques e oliveiras. Já a área costeira e seus arredores apresentam terra plana e colinas suaves, ideais para o cultivo de variedades viníferas.
O clima é temperado, com boa insolação na primavera e no verão. Já o solo é uma mistura de argila e calcário, de onde se obtém uvas ricas em açúcar e em extrato. É nesse cenário que nascem alguns dos vinhos mais surpreendentes do mundo.
A principal uva da Toscana é a tinta Sangiovese, mas também se destacam a Brunello (um clone da uva Sangiovese Grosso), Canaiolo, Malvasia e Trebbiano.
A Toscana possui 38 DOCGs (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) - que é a classificação mais alta para vinhos de qualidade da Itália - e DOCs (Denominazione di Origine Controllata) - denominação equivalente à Appellation d’Origene Contrôlée (AOC) francesa. Nelas estão as renomadas zonas vitivinícolas de Chianti, Brunello de Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano.
A região também guarda outro tesouro: os vinhos supertoscanos. Trata-se de um fenômeno que começou nos anos 80, quando alguns produtores inventaram uma alternativa ao sistema DOC(G) e procuraram outras uvas para elaborar uma linhagem de vinhos de alto nível. Embora “tops”, esses vinhos foram classificados como IGT (indicazione Geografica Tipica) ou VdT (Vino da Tavola), denominações criadas para vinhos mais simples.
Portanto é comum encontrar vinhos classificados como IGT com o status de supertoscanos. A diferença está no preço, sempre mais alto que os dos IGT “normais”. Entre alguns rótulos de supertoscanos estão o Tassinaia IGT, Braccale Rosso Maremma, Schidione IGT, Magari IGT, Tignanello, Sassicaia, Ornelaia e Solaia.
Chianti é a maior zona de vinho da Toscana, composta por sete sub-regiões: Clássico, Colli Arentini, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano e Rùfina. Na região Chianti Clássico, destaca-se a área Gallo Nero (Galo Negro).
Os vinhos de Brunello de Montalcino têm qualidade superior e produção limitada. É o único rótulo toscano com 100% da uva Sangiovese e o DOCG mais caro da região. Intenso, concentrado e tânico, esse vinho normalmente requer um longo envelhecimento.
Já o Rosso di Montalcino DOC é um vinho mais simples. As safras mais novas geralmente estão prontas para beber.
O Vino Nobile di Montepulciano DOCG tem imagem mais tradicional que Chianti e menos elitista que Montalcino. Produz vinhos quentes, de bom custo benefício e caráter bem toscano.
Outros destaques da Toscana são o Carmignano DOCG, vinho tinto seco feito de uma mistura parecida com o Chianti (embora a uva Cabernet Sauvignon também possa ser utilizada); o Morelino di Scansano DOC, feito com uvas do corte Chianti na região de Meremma; o Vernaccia di San Gimignano DOCG, considerado o melhor vinho branco toscano, com aromas e sabor de amêndoa, e o Vin Santo, reverenciado vinho de sobremesa do interior da Toscana, feito de uvas passificadas.
Reconhecida como o berço do renascimento da viticultura italiana, iniciada nos anos 60 e liderada pela família Antinori, a Toscana elaborou uma síntese perfeita entre os métodos tradicionais e as técnicas modernas de vinificação e cultura de vinhas.
Esses fatores, somados à vasta riqueza artística e cultural local, além da receptividade do seu povo, faz com que a região esteja incluída na lista dos melhores destinos enológicos do planeta. Se não for conhecer a Toscana, pelo menos prove os seus vinhos, pois eles traduzem tudo isso.
Salute!
Marcadores:
dicas,
lugares,
notícias,
Revista Plural
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Restaurante em Nova York disponibiliza carta de vinhos através do iPad
O aclamado restaurante South Gate, localizado no hotel Jumeirah Essex House, em Nova York, está aproveitando as inovadoras capacidades do iPad, dispositivo eletrônico da Apple. Através dele, os clientes podem navegar pela lista com os mais de 650 rótulos existentes na adega da casa e buscar mais informações sobre cada um através de apenas um toque na tela.
Prática e rápida, a “adega eletrônica” do South Gate também oferece aos clientes informações detalhadas sobre as mais importantes regiões produtoras de vinho do mundo e as variedades de uvas existentes. O aplicativo auxilia ainda no inventário, atualiza os dados sempre que um rótulo é vendido, mantendo informações corretas e precisas. Esse sistema é de fácil utilização, porém, traz informações completas que impressionam desde leigos até mesmo grandes conhecedores da bebida.
Prática e rápida, a “adega eletrônica” do South Gate também oferece aos clientes informações detalhadas sobre as mais importantes regiões produtoras de vinho do mundo e as variedades de uvas existentes. O aplicativo auxilia ainda no inventário, atualiza os dados sempre que um rótulo é vendido, mantendo informações corretas e precisas. Esse sistema é de fácil utilização, porém, traz informações completas que impressionam desde leigos até mesmo grandes conhecedores da bebida.
Marcadores:
lugares,
no mínimo curioso,
notícias
Chandon Passion Rosé Demi-Sec
Este espumante foi um “mimo” da Chandon durante a minha estadia no último mês de julho na Serra Gaúcha, durante o Projeto Imagem, promovido pelo Ibravin.
A bebida é produzida com as uvas Malvasia, Moscato e Pinot Noir e tem 11,7% de graduação alcoólica. Apresenta cor salmão bem clara e apresenta boa perlage, com bolhas finas e em quantidade.
No nariz, traz notas florais e um marcante aroma de pêssegos. Já na boca, mostra boa acidez, açúcar em equilíbrio (na medida para a proposta do espumante, que é demi-sec), boa cremosidade e sabor marcado por uma característica que lembra morango, vindo da uva Pinot Noir.
O contra-rótulo do espumante diz que ele é excelente como aperitivo, para acompanhar sobremesas finas e “melhor ainda com uma pedra de gelo”. Testei esta última sugestão, mas o resultado não agradou. O espumante ganha água e perde as suas características.
Classificação: Muito bom.
Faixa de preço: R$ 38.
A bebida é produzida com as uvas Malvasia, Moscato e Pinot Noir e tem 11,7% de graduação alcoólica. Apresenta cor salmão bem clara e apresenta boa perlage, com bolhas finas e em quantidade.
No nariz, traz notas florais e um marcante aroma de pêssegos. Já na boca, mostra boa acidez, açúcar em equilíbrio (na medida para a proposta do espumante, que é demi-sec), boa cremosidade e sabor marcado por uma característica que lembra morango, vindo da uva Pinot Noir.
O contra-rótulo do espumante diz que ele é excelente como aperitivo, para acompanhar sobremesas finas e “melhor ainda com uma pedra de gelo”. Testei esta última sugestão, mas o resultado não agradou. O espumante ganha água e perde as suas características.
Classificação: Muito bom.
Faixa de preço: R$ 38.
Marcadores:
Brasil,
degustação,
espumantes,
Projeto Imagem,
Rosés,
Vinhos do Brasil
Brasil traz especialistas alemães para avaliar os vinhos nacionais
Foto: Orestes de Andrade Jr./Divulgação
A Alemanha é, atualmente, o maior mercado importador de vinhos do mundo e o 4º país em consumo do produto, com 24,3 litros per capita por ano. Pensando nisso, o projeto Wines From Brazil (WFB), realizado em parceria pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), trouxe dois especialistas alemães para uma semana de imersão nas vinícolas brasileiras.
Jürgen Mathäss, jornalista especialista em vinhos, e o consultor Peer Holm, foram contratados para uma consultoria técnica às vinícolas que pretendem entrar no mercado germânico.
A consultoria contempla encontros técnicos com oito vinícolas que aderiram à iniciativa: Casa Valduga, Campos de Cima, Cordilheira de Sant’ana, Lidio Carraro, Miolo, Pizzato, Salton e Santo Emilio.
Os especialistas farão uma ampla análise dos produtos brasileiros, avaliando as suas potencialidades para competir no disputado mercado alemão de vinhos. “Serão avaliados até 20 vinhos de cada uma das vinícolas que aderiram ao projeto”, informa a gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan.
Até sexta-feira (20), os visitantes farão um diagnóstico da qualidade, estilo e dos preços (custo-benefício) dos produtos elaborados pelas vinícolas - examinando do conteúdo à embalagem - a chance de eles terem sucesso na Alemanha.
Marcadores:
notícias,
Vinhos do Brasil
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Recife tem festival de comida Nikkei nesta segunda
Referência na gastronomia do Recife, o chef japonês Yoshi Matsumoto, do restaurante Sushi Yoshi, estará nesta segunda (16) no restaurante peruano Chiwake apresentando a culinária Nikkei - uma fusão de ingredientes peruanos e japoneses.
O restaurante abrirá no jantar com exclusividade para o Festival Nikkei, servindo unicamente o menu criado por Yoshi, incluindo entrada, prato principal e sobremesa em combinações únicas (confira abaixo) com o preço de R$ 55,90.
De acordo com o chef Biba Fernandes, do Chiwake, a visita de Yoshi à cozinha do Chiwake faz parte de um projeto de interação e troca com outros chefs da cidade.O local também conta com uma carta interessante de vinhos, com sugestões de harmonização para este desafio enogastronômico.
Dicas de combinação de vinhos com comida japonesa, relembre aqui.
Menu do Festival Nikkei
Entrada (Três Samurais do Peru)
Tiradito em flor de atum na pétala de cebola
Camote em salsa de limão com carré de cordeiro
Tempura de maiz com calamares
Prato Principal (Nikkei Yoshi)
Tempura de camarones com ensalada de abacate
Sushi Nikkei
Berinjela com salsa de missô e de pollo
Berinjela com salsa de missô e de pollo
Sobremesa (Kinton em calda de laranja)
Kinton (doce japonês de batata doce)
Serviço:
Chiwake
Onde: Rua da Hora, 820, Espinheiro, Recife
Fone: (81) 3423-1529
Se liga, Brasil!
Os vinhos brasileiros voltaram a ser tema da minha coluna deste mês da Revista Mon Quartier, publicação que circula no Recife. Para quem não tem acesso à revista, o Escrivinhos reproduz aqui. Confira:
Se liga, Brasil!
Perante a prateleira de uma loja ou supermercado para escolher um vinho, no que você pensa para decidir a sua compra? Certamente leva em consideração o preço, o país de origem e o tipo do vinho (se é branco, tinto, seco, suave, etc). Concorda?
Mas pode ter certeza que a procedência do vinho conta muito nessa hora. Imagino até a cena: “Rapaz, comprei um vinho chileno de primeira pra gente tomar lá em casa”. Ou então: “Me disseram que os vinhos da África do Sul estão bombando! Comprei um pra provar”.
E o vinho brasileiro? Por que a gente quase não fala sobre ele? Será que é preconceito ou mania de dar valor apenas ao que é de fora?
O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) está fazendo um trabalho muito bonito de valorização do produto nacional. Recentemente, realizou um interessante teste durante a Expovinis, feira de vinhos realizada em São Paulo, e em restaurantes de Porto Alegre. A ação consistia no seguinte: um sommelier oferecia um vinho às pessoas e depois perguntava de onde elas achavam que era aquela bebida. O resultado foi surpreendente.
Foram ouvidas 380 pessoas, entre profissionais e consumidores interessados. Apenas 20% dos degustadores voluntários acertaram que era vinho nacional. A grande maioria (80%) disse que os vinhos apreciados eram de outros países, especialmente do Chile, Argentina, França, Espanha e Uruguai.
Ao revelar que o vinho era brasileiro, a surpresa era grande entre os consumidores. “Muitos aplaudiram e parabenizaram a iniciativa”, contou Diego Bertolini, gerente de Promoção e Marketing do Ibravin.
No último mês, tive a oportunidade de “mergulhar” no mundo do vinho nacional em uma série de visitas técnicas a vinícolas do Sul do país. Provei vinhos espetaculares e vi de perto o amor e a dedicação com que muitas famílias fazem o seu trabalho, desde o cultivo das uvas até a chegada das garrafas no mercado.
O país cresceu muito em técnicas de produção e já conseguiu premiações importantes em concursos internacionais.
Portanto, na próxima compra, olhe com mais carinho a prateleira com a bandeirinha verde e amarela. Se quiser dicas de rótulos, consulte o blog http://www.escrivinhos.com/.
Um brinde!
Se liga, Brasil!
Perante a prateleira de uma loja ou supermercado para escolher um vinho, no que você pensa para decidir a sua compra? Certamente leva em consideração o preço, o país de origem e o tipo do vinho (se é branco, tinto, seco, suave, etc). Concorda?
Mas pode ter certeza que a procedência do vinho conta muito nessa hora. Imagino até a cena: “Rapaz, comprei um vinho chileno de primeira pra gente tomar lá em casa”. Ou então: “Me disseram que os vinhos da África do Sul estão bombando! Comprei um pra provar”.
E o vinho brasileiro? Por que a gente quase não fala sobre ele? Será que é preconceito ou mania de dar valor apenas ao que é de fora?
O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) está fazendo um trabalho muito bonito de valorização do produto nacional. Recentemente, realizou um interessante teste durante a Expovinis, feira de vinhos realizada em São Paulo, e em restaurantes de Porto Alegre. A ação consistia no seguinte: um sommelier oferecia um vinho às pessoas e depois perguntava de onde elas achavam que era aquela bebida. O resultado foi surpreendente.
Foram ouvidas 380 pessoas, entre profissionais e consumidores interessados. Apenas 20% dos degustadores voluntários acertaram que era vinho nacional. A grande maioria (80%) disse que os vinhos apreciados eram de outros países, especialmente do Chile, Argentina, França, Espanha e Uruguai.
Ao revelar que o vinho era brasileiro, a surpresa era grande entre os consumidores. “Muitos aplaudiram e parabenizaram a iniciativa”, contou Diego Bertolini, gerente de Promoção e Marketing do Ibravin.
No último mês, tive a oportunidade de “mergulhar” no mundo do vinho nacional em uma série de visitas técnicas a vinícolas do Sul do país. Provei vinhos espetaculares e vi de perto o amor e a dedicação com que muitas famílias fazem o seu trabalho, desde o cultivo das uvas até a chegada das garrafas no mercado.
O país cresceu muito em técnicas de produção e já conseguiu premiações importantes em concursos internacionais.
Portanto, na próxima compra, olhe com mais carinho a prateleira com a bandeirinha verde e amarela. Se quiser dicas de rótulos, consulte o blog http://www.escrivinhos.com/.
Um brinde!
Marcadores:
Brasil,
Mon Quartier,
Vinhos do Brasil
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Aurora apresenta seleção de vinhos e espumantes no Recife
Dez rótulos da Cooperativa Vinícola Aurora foram apresentados na última terça-feira (10) no Recife, em um encontro para convidados realizado no restaurante Spettus Steak House, em Boa Viagem.
À frente do evento, o gerente regional de vendas da empresa gaúcha, Claimar Trucolo, a assessora de imprensa da vinícola e especialista em vinhos, Débora Ramos, e o representante da marca no Recife, Rui Dantas.
A Aurora produz 38 milhões de litros anuais de vinhos e conta com capacidade de estocagem superior a 70 milhões de litros. A empresa, que no ano que vem completa 80 anos de fundação, possui um Centro Tecnológico de Viticultura no município de Pinto Bandeira, também na Serra Gaúcha. O local, que foi concebido para pesquisas, hoje possui uma parcela de vinhedos equivalente a 15 hectares onde produz as variedades Pinot Noir, Chardonnay e Riesling. O restante da plantação é de vinhedos experimentais.
De acordo com Débora Ramos, o Centro Tecnológico será transformado, daqui a mais ou menos dois anos, em uma cave para elaboração de espumantes através do método Champenoise (tradicional), com segunda fermentação da bebida na garrafa. As uvas que estão sendo cultivadas no local serão utilizadas na produção desses rótulos. “Não somos líderes em espumantes, mas estamos focando nisso”, revela. Atualmente, os espumantes representam 30% da produção da Aurora.
Confira a seguir, os vinhos e espumantes provados durante o evento:
Um espumante simpático e com ótimo custo-benefício. É produzido através do método Charmat curto, com fermentação em tanques de inox, com as uvas Riesling e Semillon.
Classificação: Muito bom.
Preço médio de mercado: R$ 16
Espumante Marcus James Brut
Também produzido pelo método Charmat, este espumante pertence à consagrada linha de vinhos Marcus James. Tem na composição as cepas Chardonnay e Riesling, com 11,% de teor alcoólico.
Sua coloração é amarelo palha brilhante e mostra na taça uma perlage delicada e duradoura.
No nariz, traz toques adocicados. Já na boca, mostra notas de frutas secas, panificação e leve mineral, com um caráter mais seco.
Classificação: Muito bom
Preço médio de mercado: R$ 18
Espumante Aurora Prosecco
É elaborado pelo processo Charmat, somente com uvas Prosecco. Tem cor clara, com reflexos esverdeados e perlage de média persistência. É bastante vivo no nariz, demonstrando aromas que lembram tutti-frutti.
Trata-se de um espumante festivo, com boa acidez e cremosidade. Sua graduação alcoólica é de 12%
Classificação: Bom
Preço médio de mercado: R$ 23
Espumante Aurora Brut Chardonnay
É um vinho muito elegante na taça, que mostra uma duradoura coroa de espuma, além de finas bolhas de gás carbônico, em ótima quantidade.
Classificação: Excelente
Preço médio de mercado: R$ 28
Espumante Aurora Brut Pinot Noir
Os aromas mostram frutas silvestres, como o morango, além da presença de leveduras. É um espumante com ótima presença de boca, boa acidez e cremosidade. Enfim, uma bebida elegante e muito prazerosa.
A graduação alcoólica é de 12%.
Espumante Aurora Moscatel
Para fechar a sequencia de espumantes, foi servido este que é o mais premiado da vinícola. O tipo de vinificação é o Asti, com fermentação interrompida para que a maior parte do açúcar se mantenha residual e não se transforme em álcool.
Classificação: Excelente/Excepcional
Preço médio de mercado: R$ 18
Aurora Reserva Chardonnay - 2010
Elaborado 100% com uvas brancas Chardonnay, este vinho estagiou cerca de quatro meses em barris novos de carvalho francês. A cor é amarelo palha com traços esverdeados.
No nariz, apresenta frutas brancas, como melão, notas herbáceas e algo que lembra maresia. No paladar revela boa acidez e leve baunilha, devido à passagem pela madeira. O teor alcoólico é de 12,5%.
Classificação: Bom
Preço médio de mercado: R$ 25
Aurora Varietal Pinot Noir – 2010
O melhor custo-benefício da degustação. Feito exclusivamente com a casta Pinot Noir, este vinho mostra cor rubi bem clara, brilhante e transparente, características da uva.
Os aromas são de frutas vermelhas frescas, como morangos e amoras. Na boca, é leve, fresco e delicado. Trata-se de uma boa opção para o dia-a-dia e, conforme sugestão do amigo sommelier Ângelo Miranda, deve cair bem com pizza. A minha sugestão é uma Margherita.
A bebida não passa por madeira e tem 12% de álcool.
Classificação: Ótimo custo-benefício
Preço médio de mercado: R$ 25
Pequenas Partilhas Cabernet Franc – 2008
Já havia comentado sobre este mesmo vinho aqui no blog e tive mais ou menos as mesmas impressões nesta segunda prova.
Produzido 100% com a variedade Cabernet Franc, normalmente usada em vinhos de corte (com mais de um tipo de uva), este é um rótulo de alta qualidade da vinícola Aurora, que não passa por madeira.
Trata-se de uma bebida jovem, de coloração rubi, com aromas que envolvem compotas, baunilha e pimentão. Tem médio corpo e mostra na boca os mesmos sabores percebidos pelo nariz, acrescentado-se agradáveis notas de café. Os taninos são macios e a persistência bem larga. A graduação alcoólica é de 13%.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Preço médio de mercado: R$ 35
Aurora Reserva Cabernet Sauvignon – 2008
Este vinho, feito 100% com a variedade Cabernet Sauvignon, passou por estágio em carvalho francês e americano por cerca de 10 meses, com estabilização na garrafa por um período equivalente, antes de seguir para o mercado.
Sua cor é rubi, com nuances violáceas. Os aromas mostram frutas vermelhas maduras, com chocolate e baunilha. Tem bom corpo, taninos de boa qualidade e boa maciez. É um vinho redondo, sem exageros, muito agradável de tomar. Também tem boa persistência na boca.
A graduação alcoólica é de 12,5%.
Classificação: Muito Bom
Preço médio de mercado: R$ 25
Gostaria de parabenizar a Aurora por prezar pela elaboração de vinhos com um teor alcoólico mais baixo e sem apelação do frutado em exagero. Todos os rótulos provados são bem estruturados e muito bem feitos. Recomendo!
À frente do evento, o gerente regional de vendas da empresa gaúcha, Claimar Trucolo, a assessora de imprensa da vinícola e especialista em vinhos, Débora Ramos, e o representante da marca no Recife, Rui Dantas.
A intenção do encontro foi apresentar rótulos premiados da vinícola, num bate-papo informal que também envolveu informações sobre a produção e planos da empresa.
Considerada a maior vinícola do país, a Aurora também é empresa do setor com o maior número de premiações no Brasil e no exterior . Atualmente, processa cerca de 50 milhões de quilos de uva por ano, destinadas à produção de vinhos finos, de mesa, fortificados, sucos de uva e coolers.
Localizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a cooperativa conta hoje com mais de 1.100 famílias de agricultores associados, que cultivam uma área total de 4.300 hectares de terras.
A Aurora produz 38 milhões de litros anuais de vinhos e conta com capacidade de estocagem superior a 70 milhões de litros. A empresa, que no ano que vem completa 80 anos de fundação, possui um Centro Tecnológico de Viticultura no município de Pinto Bandeira, também na Serra Gaúcha. O local, que foi concebido para pesquisas, hoje possui uma parcela de vinhedos equivalente a 15 hectares onde produz as variedades Pinot Noir, Chardonnay e Riesling. O restante da plantação é de vinhedos experimentais.
Confira a seguir, os vinhos e espumantes provados durante o evento:
Espumante Conde de Foucald Brut
Um espumante simpático e com ótimo custo-benefício. É produzido através do método Charmat curto, com fermentação em tanques de inox, com as uvas Riesling e Semillon.Tem cor amarelo palha com reflexos esverdeados e perlage fina, apresentando bolhas finas, em boa quantidade e persistência. A graduação alcoólica é de 11,5%.
Apresenta aromas de frutas cítricas e damasco. Na boca, tem boa acidez e mostra a doçura da variedade Semillon.
Classificação: Muito bom.
Preço médio de mercado: R$ 16
Espumante Marcus James Brut
Também produzido pelo método Charmat, este espumante pertence à consagrada linha de vinhos Marcus James. Tem na composição as cepas Chardonnay e Riesling, com 11,% de teor alcoólico.
Sua coloração é amarelo palha brilhante e mostra na taça uma perlage delicada e duradoura.
No nariz, traz toques adocicados. Já na boca, mostra notas de frutas secas, panificação e leve mineral, com um caráter mais seco.
Classificação: Muito bom
Preço médio de mercado: R$ 18
Espumante Aurora Prosecco
É elaborado pelo processo Charmat, somente com uvas Prosecco. Tem cor clara, com reflexos esverdeados e perlage de média persistência. É bastante vivo no nariz, demonstrando aromas que lembram tutti-frutti.
Trata-se de um espumante festivo, com boa acidez e cremosidade. Sua graduação alcoólica é de 12%
Classificação: Bom
Preço médio de mercado: R$ 23
Espumante Aurora Brut Chardonnay
Este espumante, elaborado 100% com a casta Chardonnay, segundo Débora Ramos, “rivaliza” com o Aurora Moscatel em termos de conquista de premiações. Seu método de produção é o charmat longo, com maior tempo de contato com as leveduras. O vinho base passou três meses em carvalho.
É um vinho muito elegante na taça, que mostra uma duradoura coroa de espuma, além de finas bolhas de gás carbônico, em ótima quantidade.
Os aromas são minerais e de fermento. Gostoso na boca, revela acidez equilibrada e boa persistência. Tem 12% de álcool.
Preço médio de mercado: R$ 28
Espumante Aurora Brut Pinot Noir
A bebida é feita exclusivamente da uva tinta Pinot Noir, vinificada em branco, também pelo método charmat longo. A cor é amarelo claro, com bolhas finas e persistentes.
Os aromas mostram frutas silvestres, como o morango, além da presença de leveduras. É um espumante com ótima presença de boca, boa acidez e cremosidade. Enfim, uma bebida elegante e muito prazerosa.
A graduação alcoólica é de 12%.
Classificação: Excelente
Preço médio de mercado: R$ 28Espumante Aurora Moscatel
Para fechar a sequencia de espumantes, foi servido este que é o mais premiado da vinícola. O tipo de vinificação é o Asti, com fermentação interrompida para que a maior parte do açúcar se mantenha residual e não se transforme em álcool.É um espumante de coloração amarelo claro, com perlage perfeita. Exala aromas de maçã vermelha e tutti-frutti. Tem ótima cremosidade na boca e doçura na medida certa.
Classificação: Excelente/Excepcional
Preço médio de mercado: R$ 18
Aurora Reserva Chardonnay - 2010
Elaborado 100% com uvas brancas Chardonnay, este vinho estagiou cerca de quatro meses em barris novos de carvalho francês. A cor é amarelo palha com traços esverdeados.
No nariz, apresenta frutas brancas, como melão, notas herbáceas e algo que lembra maresia. No paladar revela boa acidez e leve baunilha, devido à passagem pela madeira. O teor alcoólico é de 12,5%.
Classificação: Bom
Preço médio de mercado: R$ 25
Aurora Varietal Pinot Noir – 2010
O melhor custo-benefício da degustação. Feito exclusivamente com a casta Pinot Noir, este vinho mostra cor rubi bem clara, brilhante e transparente, características da uva.
Os aromas são de frutas vermelhas frescas, como morangos e amoras. Na boca, é leve, fresco e delicado. Trata-se de uma boa opção para o dia-a-dia e, conforme sugestão do amigo sommelier Ângelo Miranda, deve cair bem com pizza. A minha sugestão é uma Margherita.
A bebida não passa por madeira e tem 12% de álcool.
Classificação: Ótimo custo-benefício
Preço médio de mercado: R$ 25
Pequenas Partilhas Cabernet Franc – 2008
Já havia comentado sobre este mesmo vinho aqui no blog e tive mais ou menos as mesmas impressões nesta segunda prova.
Produzido 100% com a variedade Cabernet Franc, normalmente usada em vinhos de corte (com mais de um tipo de uva), este é um rótulo de alta qualidade da vinícola Aurora, que não passa por madeira.
Trata-se de uma bebida jovem, de coloração rubi, com aromas que envolvem compotas, baunilha e pimentão. Tem médio corpo e mostra na boca os mesmos sabores percebidos pelo nariz, acrescentado-se agradáveis notas de café. Os taninos são macios e a persistência bem larga. A graduação alcoólica é de 13%.
Classificação: Muito Bom/Excelente
Preço médio de mercado: R$ 35
Aurora Reserva Cabernet Sauvignon – 2008
Este vinho, feito 100% com a variedade Cabernet Sauvignon, passou por estágio em carvalho francês e americano por cerca de 10 meses, com estabilização na garrafa por um período equivalente, antes de seguir para o mercado.
Sua cor é rubi, com nuances violáceas. Os aromas mostram frutas vermelhas maduras, com chocolate e baunilha. Tem bom corpo, taninos de boa qualidade e boa maciez. É um vinho redondo, sem exageros, muito agradável de tomar. Também tem boa persistência na boca.
A graduação alcoólica é de 12,5%.
Classificação: Muito Bom
Preço médio de mercado: R$ 25
Gostaria de parabenizar a Aurora por prezar pela elaboração de vinhos com um teor alcoólico mais baixo e sem apelação do frutado em exagero. Todos os rótulos provados são bem estruturados e muito bem feitos. Recomendo!
Marcadores:
Brancos,
Brasil,
degustação,
espumantes,
lugares,
Tintos,
Vinhos do Brasil
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Estação do Vinho vai até domingo no Plaza Shopping Casa Forte
Fotos: Henrique Santos
O projeto Estação do Vinho, que está sendo promovido pelo Plaza Shopping Casa Forte, no Recife, e pelo blog escrivinhos.com, vai até o próximo domingo (05). As inscrições para os minicursos já estão todas esgotadas, mas os curiosos que não tiveram tempo de garantir a sua vaga podem dar uma chegadinha na arena montada no piso L4, de quarta a sábado, a partir das 19h, para conferir as dicas dos sommeliers Ângelo Miranda e Fabiana Gonçalves e do chef Thiago Arnaud. O espaço é aberto, montando no corredor do shopping.Nos cursos, o sommelier Ângelo Miranda, que tem 18 anos de experiência no ramo de vinhos, fala sobre história do vinho, técnicas de vinificação, tipos de rolhas e garrafas, conservação e armazenamento do vinho, entre outros temas. Trata-se de um bate-papo, onde se procura desmistificar que o vinho é uma bebida para poucos. “Hoje, podemos encontrar rótulos com excelente custo benefício”, explica Fabiana, que também ressalta que a bebida, se tomada com moderação, pode ser saudável e também proporcionar bastante prazer.
Os alunos inscritos têm a oportunidade de degustar rótulos exclusivos da importadora Dom Vinho, como os argentinos Cava Negra Malbec e Tittarelli Chardonnay, além do francês Expression de France Malbec. Já a Botticelli, oferece para degustação a sua nova linha Equilibrium, vinhos da linha Coleção, como o Tempranillo e o Petit Shiraz, e o espumante Asti Moscatel.
Na sexta-feira, o dia é de harmonização entre comida e vinho, capitaneada pelo chef Thiago Arnaud, do Varekai Bistrô.
No piso L3, os frequentadores do Shopping podem conferir até domingo (15) diversos tipos de acessórios do mundo do vinho, como taças, garrafas, rolhas, abridores, decanters, entre outros, além dos rótulos da Dom Vinho e da Botticeli.
Serviço:
Estação do Vinho Shopping Plaza Casa Forte
Quando: 04 a 15 de agosto
Onde: Plaza Casa Forte - Dua Dr. João Santos Filho, 255, Casa Forte, Recife.
Realização: Shopping Plaza, Blog Escrivinhos (Fabiana Gonçalves), Dom Vinho
Coordenação dos cursos: Ângelo Miranda
Gastronomia: Thiago Arnaud
Estrutura da arena: Todeschini
Apoio: Botticelli e Prata do Vale
Marcadores:
cursos,
dicas,
Estação do Vinho,
lugares,
notícias
Assinar:
Postagens (Atom)

















































