domingo, 30 de agosto de 2015

Novidade no Recife: RM Express inaugura nova adega em Boa Viagem


A loja do RM Express de Boa Viagem, no Recife, acaba de inaugurar uma nova e moderna adega. O local ganhou 200 metros e conta agora com mais de 900 rótulos de vinhos à disposição dos clientes, além de destilados, cervejas premium e outras bebidas.

De acordo com o consultor Agostinho Lopes (foto), que vem fazendo um trabalho junto às três lojas do grupo, a equipe de vendas foi instruída com conhecimentos sobre vinhos, bem como técnicas de abordagem e atendimento. Segundo ele, a estrutura moderna, a variedade de produtos e o atendimento são fatores que tendem a transformar o local numa referência para os clientes da Zona Sul da cidade. A expectativa é que as vendas aumentem em 50%”, diz ele.


A casa conta com rótulos de 12 nacionalidades com distribuição própria e também de parceiros como Adega Alentejana, Licínio Dias Importação, Interfood, Winebrands, Mistral, Chandon, Miolo e Cantu, entre outros. 

Além da boa climatização e da iluminação adequada, um dos detalhes que chamou a minha atenção foi a disponibilização de uma prateleira exclusiva para vinhos de meia garrafa e em versões menores, com bastante variedade.

Junto à adega, está sendo construída uma lanchonete que servirá também para ponto de degustação das bebidas. Uma gôndola com queijos foi instalada no ambiente, para que os clientes tenham à mão opções para harmonização com os vinhos escolhidos.


COMPRAS – Dei uma garimpada nas prateleiras da nova adega e descobri algumas boas opções de compra no local. Entre as minhas sugestões estão: Marqués de Riscal Rueda (R$ 50,90), Champagne Taittinger Brut (R$ 194,90), Quinta de Chocapalha Tinto (R$ 56,90), Tapada do Fidalgo Tinto (R$ 45,90), Terrazas Reserva Cabernet Sauvignon (R$ 66,90), Trivento Tribu Chardonnay (R$ 26,90), Miolo Brut Rosé (R$ 39,90), AS3 Reserva Cabernert Sauvignon (R$ 36,90), Viña Mar Reserva Pinot Noir (R$ 54,90).

SERVIÇO:
A loja do RM Express Boa Viagem fica na Rua Dr. Luiz Inácio Pessoa de Melo, 350 (próximo à Escola Americana). Em breve, o grupo abrirá uma nova unidade no bairro da Madalena.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Wine & Soul Porto 10 Anos


Cerca de 30 castas tradicionais do Douro cultivadas em vinhas velhas foram utilizadas para a produção deste Porto Tawny 10 anos, com fermentação em lagares com pisa a pé. Sua maturação foi de cerca de dez anos em antigos cascos, com mais de 50 anos de idade. É um vinho com complexidade e riqueza aromática, que mostra uma coloração granada e alguns sedimentos na taça, decorrentes de sua não filtração.  O nariz traz notas de amêndoas, frutas secas e mel. O paladar é cremoso, com doçura elegante e as mesmas sensações do nariz, revelando ainda no sabor toques apimentados e de café. Foram produzidas duas mil garrafas. A graduação alcoólica é de 19,5%.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 230 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Muito Bom/Excelente

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2013


Elegância é a palavra que expressa este tinto do Douro. Feito com uvas de vinhas com mais de 100 anos de idade e pisadas a pé em lagares de granito, ele maturou e carvalho francês e tem 14,5% de álcool. A cor é um rubi intenso com traços granada. Mentol, especiarias, fruta licorosa e tabaco chamam a atenção no envolvente aroma. Na boca exibe taninos firmes e macios. Um vinho bem estruturado, de final longo e muito saboroso. Além das notas sentidas no olfato, também surge um toque de chocolate branco. Foram produzidas quatro mil garrafas.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 465 (No Recife, no RM Express ou DOC Distribuidora)
Classificação: Excelente (potencial para se tornar excepcional)

Pintas 2013


A safra de 2011 deste vinho foi a mais bem avaliada até hoje em termos de rótulos portugueses pela revista norte-americana Wine Spectator. E a safra 2013 mostra que tem muito potencial para se chegar a um vinho excepcional daqui a alguns anos. É uma bebida exuberante, elaborada com mais de 20 castas provenientes de uma vinha com 85 anos de idade. Sua produção se dá em lagares de granito com pisa a pé e sua maturação foi em carvalho francês. A aparência denota ainda jovialidade, com uma cor violácea de média profundidade. Aromas ricos em frutas maduras, chocolate, mentol e especiarias, além de um discreto floral.S eu corpo é médio e envolvente, com taninos finos e acidez que “enche a boca”. O sabor traz as mesmas sensações do nariz. Tem 14,5% de álcool.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 465  (No Recife, no RM Express ou DOC Distribuidora)

Classificação: Excelente (potencial para se tornar excepcional)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Manoella 2013


Elaborado com uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Francesa colhidas em vinhas com 30 a 40 anos de idade, na Quinta da Manoella, este vinho estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês. Cerca de 11 mil garrafas foram produzidas. Tem cor rubi com tons violeta e no nariz envolve diversas sensações: morangos, cerejas, framboesa, floral, hortelã e caramelo. O paladar é de médio corpo, com taninos finos, sabor elegante e delicado de fruta fresca. Final de médio a prolongado. Tem 14% de álcool.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: R$ 125 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Muito Bom/Excelente.

Crochet 2012


As enólogas e amigas Sandra Tavares e Susana Esteban resolveram juntar o útil ao agradável e produzir um vinho a quatro mãos, com a sensibilidade e talento de quem faz um bonito crochê. As uvas utilizadas são a Touriga Nacional e Touriga Franca cultivadas em duas vinhas com cerca de 30 anos. O vinho tem 18 meses de maturação em barricas de carvalho, a maior parte delas já usadas. Foram elaboradas apenas 3.800 garrafas. A bebida tem coloração rubi intensa com traços violeta. Já no nariz, apresenta notas de frutas vermelhas maduras, mentol, especiarias e melaço. É um vinho de corpo médio, com boa acidez e concentração. Possui final prolongado e sua graduação alcoólica é de 14,5%. Detalhe para o desenho do rótulo, que simula a trama de um crochê.


Produtor: Esteban & Tavares
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: R$ 290 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Excelente.

Pintas Character 2013


Este tinto envolve mais de 20 castas provenientes de vinhas com mais de 40 anos de idade. É elaborado em lagares de granito com a tradicional pisa a pé e estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês. Somente 11.500 garrafas foram produzidas. Tem coloração rubi de média profundidade e o seu aroma exala notas de frutas escuras, como ameixa, mentol, especiarias e um leve tostado. O álcool inicialmente ataca o nariz, mas um pouco de aeração resolve este problema. Seu corpo é médio, porém com bastante estrutura de taninos, acidez e fruta. Aparecem elegantes e agradáveis notas de chocolate. O final é prolongado. Seu teor alcoólico é de 14,5%.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 170 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Muito Bom/Excelente.

M.O.B. Tinto 2011


Primeira safra do projeto M.O.B., que os enólogos Jorge Moreira, Francisco Olazabal e Jorge Serôdio Borges desenvolvem na região do Dão. Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro e Baga compõem o corte da bebida, que exibe uma cor rubi de média intensidade com traços violeta. O nariz revela notas de frutas maduras delicadas, mentol, café e grão de mostarda. Paladar elegante, com médio corpo e taninos em equilíbrio com a boa acidez. Final persistente. Possui 12,5% de álcool e estagiou 18 meses em barricas de carvalho.

Produtor: Quinta do Corujão
Região: Dão, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 195 (No Recife, no Empório 4 Elementos)
Classificação: Excelente.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Chocapalha Vinha Mãe Tinto 2012


Este vinho é feito com uvas provenientes da primeira vinha plantada pelos pais da enóloga Sandra Tavares, na Quinta de Chocapalha. São elas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Syrah. Sua cor mostra uma tonalidade rubi violácea de média profundidade. Frutas secas, especiarias doces, alcaçuz, chocolate, baunilha e leve floral compõem o seu rico aroma. Na boca revela taninos maduros, bom frescor e longa persistência. O sabor recorda as sensações do olfato. Apenas 5 mil garrafas foram produzidas. Tem 14,5% de álcool e a maturação foi de 22 meses em carvalho francês.

Produtor: Quinta de Chocapalha
Região: Lisboa, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: 160 (No Recife, na DOC Distribuidora)
Classificação: Excelente.

Mar de Lisboa 2012


Um simpático e bem feito tinto produzido pela Quinta de Chocapalha para ser um rótulo de entrada do seu portfólio. Tem na sua composição as castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Syrah provenientes das vinhas mais jovens da Quinta de Chocapalha. Sua cor é de uma tonalidade violácea pouco profunda e o aroma oferece frutas vermelhas maduras, como cereja, além de leves toques de café e especiarias. Na boca parece fresco, com taninos macios, fruta presente e final prolongado. É uma boa opção para a sua faixa de preço. Tem 14% de álcool. Parte do vinho (1/3) estagiou em barricas usadas.

Produtor: Quinta de Chocapalha
Região: Lisboa, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 48 (No Recife, na DOC Distribuidora)
Classificação: Muito Bom (Boa compra)

Guru Branco 2014


Já havia provado a safra 2012 deste excelente branco português e pude constatar que a safra de 2014 chegou com ainda mais qualidade, envolvendo elegância, estrutura e potencial de guarda. Elaborado com uvas Gouveio, Viosinho, Rabigato e Códega, é um vinho de cor amarelo esverdeada, com aromas que trazem notas minerais, de frutas brancas e cítricas. Paladar de corpo marcante, untuoso, de excelente acidez e boa persistência. Um toque de madeira pontua elegantemente a bebida tanto no nariz quanto na boca. O vinho estagiou seis meses em barricas e tem 12,5% de álcool. Tem boa perspectiva de evolução.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: 250 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Excelente (tem potencial de evolução).

Quinta de Chocapalha Arinto 2012


Um vinho de produção limitada a 5 mil garrafas, elaborado 100% com a casta Arinto. Segundo a enóloga Sandra Tavares, ele é um rótulo "mais austero e gastronômico" que os brancos produzidos com a uva Alvarinho. Sua coloração é amarelo palha com traços esverdeados e o aroma oferece notas cítricas, minerais e de aspargos. Possui sabor fresco, com boa acidez. O sabor traz de volta as sensações no nariz. Para a enóloga, este vinho é uma grande aposta em termos de brancos. Seu teor alcoólico é de 13%.

Produtor: Quinta de Chocapalha
Região: Lisboa, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: R$ 65 (No Recife, na DOC Distribuidora)
Classificação: Muito Bom/Excelente.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Casal une talentos para a criação de grandes vinhos em Portugal


No ano passado, tive a oportunidade de conversar com o enólogo Jorge Serôdio Borges - considerado uma referência na produção de vinhos na região portuguesa do Douro - e degustar alguns de seus vinhos. Na última semana, voltei a encontra-lo, só que desta vez com uma companhia especial: a sua esposa Sandra Tavares, que também é outra talentosa enóloga desta nova geração de vinicultores lusos. Eles estiveram no Recife, num almoço promovido pela importadora Adega Alentejana, no restaurante Rui Paula, onde apresentaram alguns rótulos produzidos em comum e outros que integram seus projetos pessoais.

Eleito enólogo do ano pela revista Wine de Portugal em 2008 e 2011, Jorge Serôdio presta consultoria para vários produtores da região do Douro, onde está à frente da Quinta do Passadouro. Também possui o projeto M.O.B., no Dão, junto com os renomados enólogos Jorge Moreira e Francisco Olazabal.

Sandra Tavares é enóloga da Quinta da Chocapalha, que pertence a seus pais, localizada na região demarcada de Lisboa. Ela também atua na Quinta Vale Dona Maria (Douro) com o enólogo Cristiano Van Zeller e ainda possui um belo vinho elaborado junto com a enóloga e amiga Susana Esteban, o Crochet.

WINE & SOUL - Em 2001, Jorge e Sandra decidiram fazer juntos o seu primeiro vinho. Compraram um velho armazém de vinho do Porto e adquiriram uvas de um produtor da região que possuía vinhas com mais de 70 anos. Em 2003, conseguiram comprar estas mesmas terras - uma área de 2,5 hectares e mais de 30 diferentes variedades plantadas. Em 2008, eles receberam como herança a Quinta da Manoella, propriedade que pertence à família de Jorge há mais de 200 anos, o que aumentou a área de plantio do projeto para 20 hectares.

O primeiro vinho produzido foi o notável Pintas, que recebeu este nome em homenagem ao cachorro de estimação do casal. Depois veio o branco Guru, o Pintas Character, o Manoella e o Quinta da Manoella Vinhas Velhas. Jorge e Sandra ainda produzem uma pequena quantidade de vinho do Porto e do excelente azeite extra Virgem Pintas.

Nos próximos posts, falo sobre alguns desses vinhos, provados numa sequência impecável, durante o encontro com o simpático casal.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Quinta Maria Izabel: novo projeto no Douro com a assinatura de Dirk Niepoort


Foram lançados ontem, no Recife, os vinhos da Quinta Maria Izabel – a mais nova vinícola estabelecida na região do Douro, em Portugal. A empreitada é do grupo João Carlos Paes Mendonça, que além dos ramos de shoppings, imobiliário e comunicação, agora resolveu investir no mundo vitivinícola. Inicialmente, são quatro diferentes propostas de vinhos (branco, rosé, tinto e Porto Vintage), todos com a assinatura do renomado enólogo e consultor Dirk Niepoort, com foco em qualidade superior. A importação é da Ridouro.

A Quinta Maria Izabel já nasceu grande. Conta com 130 hectares de terras, dos quais 70 estão plantados com vinhas de 18 castas. Outros 14,5 hectares são para a produção de azeite. A primeira produção foi de um pouco mais de 50 mil garrafas.

“A Quinta Maria Izabel é um hobby, mas também vou em busca de resultados”, diz o empresário João Carlos Paes Mendonça, evidenciando a sua veia de empreendedor. Segundo ele, inicialmente, os vinhos começarão a ser comercializados no Recife, depois no Nordeste, para então ganhar as prateleiras do Brasil e do exterior.


A comercialização será feita nas grandes casas do ramo e em restaurantes, além contar com uma linha direta com o consumidor pela internet e por telefone, que deverá em breve entrar em funcionamento.

Para Dirk Niepoort, a Quinta Maria Izabel é privilegiada para a produção de tintos, dando origem a vinhos “equilibrados, intensos, concentrados, com boa acidez e elegância”, explica. Porém ele também aposta bastante na qualidade do branco. “Vai dar muito o que falar nos próximos anos”, avalia Dirk.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados, durante almoço no restaurante Rui Paula:

Quinta Maria Izabel Rosé 2014


Segundo Dirk Niepoort, este é um rosé de caráter mais sério. Para mim, ele é um vinho gastronômico, que combina bem com pratos de carnes brancas, bacalhau e peixes mais gordos, como o salmão. Na taça, mostra uma bonita coloração cereja brilhante. Exibe um discreto frutado tanto no aroma quanto no paladar, ressaltando notas de framboesa, cereja e goiaba. Na boca é um vinho cheio, com corpo, e de média acidez. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom.

Quinta Maria Izabel Branco 2014


Leve, agradável e saboroso. É um branco de cor amarelo palha com reflexos esverdeados que apresenta no nariz um caráter cítrico, envolvendo também notas de aspargos, leve mineral e uma ponta de baunilha, ocasionada pelo seu estágio parcial em barricas. O sabor traz de volta as sensações do nariz, junto com uma boa acidez e final prolongado. Pode ser tomado como aperitivo ou acompanhando pescados, frutos do mar, saladas e petiscos leves. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Quinta Maria Izabel Tinto 2012


Provamos a garrafa versão Magnum (1,5l) do principal vinho da Quinta Maria Izabel. Este é produzido com uvas Touriga Nacional e Touriga Francesa provenientes de vinhas com idades entre 20 e 30 anos. Sua coloração violácea profunda denota jovialidade. O aroma envolve notas de ameixa madura, mentol, café e flores secas. Na boca mostra corpo médio, fruta elegante, boa acidez e taninos bem presentes, de qualidade. Além das características do olfato, o sabor ainda traz um toque de café. Final prolongado. É um tinto com ótimo potencial de evolução. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (com potencial de evolução).

Quinta Maria Izabel Porto Vintage 2012


De cor violeta profunda, é um Porto bastante aromático, que oferece notas florais, de frutas secas, noz moscada e cravo. O paladar é cremoso, com boa doçura e leve acidez. O sabor repete as impressões do nariz, trazendo ainda um toque tostado e de café. Final prolongado. Tem 20% de álcool e deve também melhorar com a guarda.

Classificação: Bom/Muito Bom.

*Os preços dos vinhos da Quinta Maria Izabel ainda não foram informados.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Poças Junior: elegância como marca registrada em seus vinhos do Douro

Conheci na última semana, durante o evento Cantu Day, promovido pela importadora Cantu no Recife, os vinhos do produtor português Poças Junior. Novidade no catálogo da Cantu, os rótulos são produzidos na região do Douro, onde também elabora vinhos do Porto. Fiquei muito bem impressionada com a degustação que fiz, conduzida pelo diretor comercial da casa, Pedro Poças.


A família Poças Junior está no ramo de vinhos desde 1918. Possui três quintas na região do Douro de onde saem as uvas que dão origem a quatro linhas de brancos e tintos, além de diversas variedades de vinhos do Porto.

Confira a minha avaliação sobre os tintos provados:

Coroa d’Ouro 2012

Lançado em 1990, este foi o primeiro vinho DOC Douro da Poças, produzido a partir das tradicionais castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. É um tinto sem passagem por barrica, para valorizar a fruta e o frescor. De coloração violeta com média profundidade, seu aroma ressalta notas de frutas silvestres, como framboesas, junto com um toque de especiarias. Na boca revela-se fresco e muito agradável, trazendo de volta as sensações do nariz. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 56.

Vale de Cavalos 2012

Elaborado com uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca cultivadas em vinhas com idade entre 40 e 60 anos, parte do vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano durante oito meses. Na taça, exibe uma coloração violeta de média profundidade e aroma com notas florais, frutas silvestres, como cerejas e framboesas, além de um toque de especiarias. Possui corpo médio, excelente acidez e taninos macios. O sabor repete as características do nariz, junto com um leve toque de madeira bem integrado ao conjunto. Possui 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 90

Poças Reserva 2009

Também produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca cultivadas em vinhas com idade entre 40 e 60 anos, é um vinho de cor rubi de média profundidade e um delicado aroma que envolve frutas vermelhas, especiarias e um leve toque floral. Sabor muito macio e elegante, com boa acidez, taninos aveludados e final longo. Sua maturação foi de 12 meses em carvalho francês e americano.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 188

Símbolo 2010

O nome do vinho faz alusão ao seu objetivo: ser um símbolo da qualidade e prestígio dos vinhos do Douro. Para mim, ele alcançou esta meta. Um dos tintos que mais me encantaram durante o Cantu Day 2015 é produzido com as melhores uvas provenientes de duas diferentes propriedades da Poças Junior. O corte envolve as variedades Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Sua maturação foi 18 meses em carvalho francês e americano. A coloração é de uma tonalidade rubi profunda. O aroma mostra-se já com alguma evolução, envolvendo notas florais, cereja, tabaco e traços de couro. Paladar equilibrado, muito elegante, com madeira bem integrada. Além das características do nariz aparecem saborosas notas de chocolate. Final prolongado. A graduação alcoólica é de 13,5%.Um vinho que deve evoluir muito bem.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 188. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Os australianos top de John Duval

Quando se fala de vinhos australianos de qualidade superior, é fácil lembrar de John Duval. Reconhecido como um dos melhores enólogos do mundo, ele vem de uma família de vinicultores e foi por muitos anos o enólogo-chefe da renomada vinícola Penfolds. Já levou o prêmio International Winemaker of the Year (IWC) em 1989 e duas vezes o título de Red Winemaker of the Year (IWC), em 1991 e 2000.


Em 2003, resolveu criar o seu próprio projeto, utilizando o terroir de Barossa Valley. Ele criou quatro grandes vinhos com técnicas artesanais, os quais eu pude provar três, na última edição do Cantu Day, feira promovida pela importadora Cantu no Recife. Além disso, também possui projetos no Chile, junto com a Viña Ventisquero, e em Washington, nos Estados Unidos.

Confira as avaliações dos vinhos australianos com a sua assinatura:

John Duval Plexus Branco 2012

Branco elaborado com as variedades Marsanne, Rousanne e Viognier cultivadas na região de Barossa Valley. Exibe uma coloração amarelo palha com tons esverdeados e aromas que remetem a frutas brancas, como melão, além de pêssego e maracujá. Também pude encontrar no olfato notas florais e um discreto mineral. Possui médio corpo, boa estrutura e acidez presente. Paladar muito envolvente, com final prolongado e equilibrado. O sabor remete às sensações do nariz. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 380

John Duval Entity Shiraz 2010

Produzido com uvas Shiraz dos terroirs de Krondorf, Tanunda, Light Pass e Eden Valley, na região de Barossa, é um vinho de cor rubi profunda e ricos aromas de fruta em compota, laranja, floral e especiarias. No paladar mostra-se encorpado, com taninos elegantes e macios, além de bastante persistência no sabor. Voltam as frutas maduras, principalmente amora, acompanhadas das especiarias e de um elegante toque o carvalho francês, onde o vinho estagiou por 18 meses. A graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 420

John Duval Plexus Tinto 2010

As uvas Shiraz, Grenache e Mouvedre, características do sul da França, compõem o corte deste belíssimo tinto, que estagia em carvalho francês por 18 meses. O aroma é complexo, trazendo notas florais, de casca de laranja, frutas vermelhas e negras em compota e especiarias. Paladar encorpado, porém com taninos bem macios. Um vinho muito equilibrado e saboroso, que repete a fruta e as especiarias sentidas no nariz e ainda oferece delicadas notas de café e chocolate no paladar. Bem estruturado e com final longo, é realmente um dos melhores australianos que já pude provar. Tem ótimo potencial de envelhecimento. Seu teor alcoólico é de 14,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 580

* Os vinhos de John Duval são importados pela Cantu. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Champagne Lanson Black Label Brut


Tipo: Espumante.
Produtor: Lanson.
Origem: Reims, Champagne, França.
Visual: Coloração amarelo palha e perlage abundante, com bolhas de tamanho médio.
Olfato: Notas tostadas, de brioche, abacaxi e frutas secas.
Paladar: Excelente acidez, boa cremosidade e final prolongado. Seu sabor reproduz as características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Chardonnay (35%), Pinot Noir (50%) e Pinot Meunier (15%), este champagne fica em contato por três anos com suas leveduras. Tem 11,5% de álcool. A Lanson é uma das poucas maison de Champagne que não fazem fermentação malolática* nos seus vinhos-base**.

*Transformação do ácido málico em ácido lático e consequente redução da acidez total da bebida.

**Vinho já pronto, que passou por fermentação. Para se transformar em espumante, ele vai passar por uma segunda fermentação.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 260 (Cantu Importadora)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Novidades da Cantu que merecem ser provadas


Participei ontem da edição 2015 do Cantu Day, no Recife, evento promovido pela importadora Cantu voltado para o trade. Este ano, a marca trouxe algumas novidades no seu portfólio, que conta agora com a curadoria do sommelier Manuel Luz.

Além dos tradicionais produtores trazidos pela Cantu, como Susana Balbo e Dominio del Plata (Argentina), Rivetto e Montresor (Itália), Ventisquero (Chile), H. Stagnari (Uruguai), Avelino Vegas (Espanha) e os franceses Château De Pourcieux, Pasquier Desvignes, Chateau de Santenay, Domaine Chanzy, Chateau Ducasse, Xavier e Louis Bernard, entre outros, ainda foram apresentados ao público novos produtores.


Confira a lista dos rótulos que eu pude provar pela primeira vez na feira e recomendo:

Champagne Lanson Brut (França)
Herdade da Pimenta Grande Escolha 2011 (Portugal)
Coroa d’Ouro 2012 (Portugal)
Vale de Cavalos 2012 (Portugal)
Poças Reserva 2009 (Portugal)
Símbolo 2010 (Portugal)
Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken 2013 (Alemanha)
Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh 2012 (Alemanha)
Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese 2012 (Alemanha)
King Estate Acrobat Pinot Noir 2012 (EUA)
King State Signature Pinot Noir 2012 (EUA)
King Estate NXNW Series Cabernet Sauvignon 2012 (EUA)
Terredora IL Principio Aglianico 2008 (Itália)
Montresor Brovida Cordara Barbaresco (Itália)
Montressor Amarone Della Valpolicella 2012 (Itália)
Rivetto Barolo Riserva 2010 (Itália)
Veiga da Princesa Rias Baixas Albariño 2013 (Espanha)
Pasquier Desvignes Chablis (França)
Pierre Vessigaud Pouilly-Fuissé 2012 (França)
Nuiton Beaunoy Gevrey-Chambertin 1Er Cru Clos Du Chapitre 2011 (França)
Michel Noellat Nuits-Saints-Georges 2011 (França)
Graham Beck The Joshua 2011 (África do Sul)
John Duval Plexus Branco 2012 (Austrália)
John Duval Plexus Tinto 2010 (Austrália)
John Duval Entity Shiraz 2010 (Austrália)

Nos próximos posts, falarei mais detalhadamente de alguns desses vinhos.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Hoje tem lançamento de Champagne e de vinhos norte-americanos no Cantu Day Recife


A Cantu Importadora promove hoje (11)  à tarde no Recife mais uma etapa do Cantu Day 2015, evento que já passou pelas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Na capital pernambucana, serão apresentados cerca de 150 rótulos, de 30 vinícolas provenientes de 11 países.

As novidades são os vinhos do produtor King Estate, do Oregon (EUA), considerado um top 100 produtores de vinhos do mundo do ano de 2014; o champagne francês Lanson, com tradição desde o século 19, e os vinhos californianos do Sutter Home, um dos cinco maiores grupos vinícolas do mundo.


Além disso, ainda participarão produtores de Portugal, Argentina, Uruguai, África do Sul, Austrália, França, Chile e Itália.

O Cantu Day 2015 edição Recife acontece no Hotel Beach Class Suites, das 17h às 21h. Somente convidados terão acesso.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Jerarquia Reserva Malbec 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Fermasa.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violeta.
Olfato: Notas de especiarias, como mostarda, pimenta do reino e canela misturam-se a toques de violeta. Num segundo momento aparecem frutas vermelhas maduras.
Paladar: De médio corpo, apresenta taninos de qualidade, balanceados com uma boa acidez. O sabor traz de volta as frutas e especiarias do aroma. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec elegante e muito gastronômico, que vai bem com principalmente com carnes vermelhas. Maturou dois anos em carvalho francês e tem 14,3% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 61 (Barrica Negra Vinhos)