Produzido pela argentina Rutini Wines, este é um malbec simples, correto e numa boa faixa de preço. Ainda está jovem, mas já pode ser bebido.
Seu visual é rubi bem escuro, com aromas predominantes de frutas vermelhas, tipo ameixa e framboesa, além de especiarias.
Na boca, traz de volta as frutas, só que com um leve toque herbáceo. Os taninos tem boa qualidade, embora jovens, e seu corpo está entre médio e encorpado. Incomodou apenas um leve amargor final. O vinho tem boa acidez e teor alcoólico de 13%.
Bom para acompanhar carnes vermelhas, caça e embutidos.
Classificação: Bom
Faixa de preço: Faixa de preço: De R$ 19 a R$ 32
Onde encontrar: Importado pela Zahil. No Recife, no Restaurante Nez/loja da Zahil.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Cruz Alta Malbec – 2008
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Afonso & Anísio é a mais nova opção de vinhos e gastronomia de qualidade no Recife
O novo restaurante do corredor gastronômico do Recife, na Rua Capitão Rebelinho, no Pina, traz ingredientes de diferentes nacionalidades, formando um cardápio denominado “criativo”, que tem a assinatura do restauranter e chef Armando Pugliesi. A carta de vinhos recebeu consultoria da Wine&Co.
O menu destaca a culinária italiana, apresenta toques franceses, e faz um passeio pelo Oriente Médio. Do mar, o chef propõe, por exemplo, “Camarões flambados na cachaça de caju, pirão de foie gras e azeite de pimenta rosa”. Da terra, o “Mignon de carne de sol, chutney de frutas amarelas e pimenta vermelha, com aligot de queijo de manteiga”.
Da cozinha brasileira, mais especificamente nordestina, surgem como aposta os ingredientes: cachaça, queijo de coalho e de manteiga.
Cada prato do cardápio foi pensado de modo a se harmonizar com um vinho, que Pugliesi sugere de antemão na carta como acompanhamento. Alguns exemplos são o Carmen Classic Gwuztraminer 2008 (Mistral), sugerido para a “Lagosta em creme de espumante, purê de inhame e pastéis surpresa de ovas”. Já o Côte du Rhone St. Steves (Zahil) vai bem com o “Confit de pato ao molho albufera e purê rústico trufado com lascas de amêndoas e figos” (carro-chefe do restaurante). O Farmus Reserva Cabernet Sauvignon (Wine&Co.) harmoniza com o “Steak au poivre e trigoto de cogumelos”.
A cozinha contou com a consultoria da chef Ana Cláudia Frazão, responsável por orientações relacionadas a porcionamentos e custos, enquanto a criação dos pratos ficou a cargo de Armando Pugliese.
Serviço:
Afonso & Anísio
Rua Capitão Rebelinho, 734, Pina, Recife
Horários: Restaurante, de quarta a sábado, das 19h à 1h da manhã; Bar: das 19h até o último cliente
Ticket médio: R$ 60
Contato: (81) 9725.5804
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Vinho para combater a gripe suína
Foto: Reuters
Com informações do Terra: Tasik, um macaco babuíno de 8 anos, bebe vinho junto às grades de sua jaula, no zoológico Ruchey Royev, na cidade siberiana de Krasnoyarsk.
O dono do zoo dá vinho tinto para os macacos porque acredita que é uma medida preventiva contra a contaminação pela gripe suína.
Vocês acha que:
a) O macaco se deu bem.
b) O macaco se deu mal, pois o vinho é russo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Miolo cria linha de vinhos para o mercado inglês
Presente em mais de 28 países, a Miolo Wine Group já provou que está disposta a marcar território no mercado internacional. Desta vez, o grupo elaborou uma linha de vinhos chamada Alísios, que será exportado especialmente para as principais redes de supermercados e restaurantes da Inglaterra.
Produzida na região de Campanha (RS), a linha Alísios contará com os varietais Cabernet Sauvignon e Tannat, além de cortes de Tempranillo e Touriga e de Cabernet Sauvignon e Merlot. Para os brancos, foram produzidos o varietal Sauvignon Blanc e um corte de Pinot Grigio e Riesling (foto).
A linha foi criada depois de um ano de pesquisa de tendências e desenvolvimento de produto. Segundo a Miolo, são vinhos despojados, elegantes e com características modernas do novo mundo.
O nome foi inspirado nos ventos alísios, que sopram desde o Oceano Atlântico (sudeste) e se caracterizam por serem quentes e úmidos. Estes ventos sopram sobre os campos onde crescem as uvas que dão origem a esse vinho.
domingo, 1 de novembro de 2009
Salton Volpi Cabernet Sauvignon -2007
Pela segunda vez, tive a oportunidade de escolher o vinho do mês degustado pela Confraria Brasileira de Enoblogs. É sempre um desafio fazer essa escolha, uma vez que nossa sugestão será provada por colegas de todos os cantos do país. Portanto, tento sempre levar em conta dois fatores: procedência e preço.
A preferência é por vinhos nacionais, de produtores reconhecidos (fáceis de encontrar) e com preços acessíveis.
Então, a escolha do mês de novembro foi o Salton Volpi Cabernet Sauvignon. Já havia provado esse vinho e resolvi deixar para comentá-lo na Confraria de Enoblogs. Fiz questão de comprar outra garrafa para poder dar mais detalhes sobre o produto.
Então, lá vai:
O vinho é produzido pela Vinícola Salton, com 85% de Cabernet Sauvignon, mais 5% de Merlot, 5% de Tannat e 5% de Cabernet Franc. Ele amadureceu seis meses em barris de carvalho americano de 225 litros, com estágio de pelo menos seis meses na garrafa.
Trata-se de uma bebida de coloração rubi, escuro, com uma discreta borda aquosa. Os aromas têm boa complexidade, trazendo notas de ameixa, chocolate, café e tabaco. Na boca, é macio, com taninos bem trabalhados, com predominância de baunilha e café. Tem médio corpo e 12,3% de álcool. Um vinho sem defeitos. Um ótimo custo-benefício.
O rótulo é uma pintura do artista Alfredo Volpi, o qual a linha homenageia.
Classificação: Muito bom
Faixa de preço: R$ 18 a R$ 20
Onde encontrar: No Recife, no RM Express, na Ingá Vinhos Finos e nos supermercados Carrefour.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Altos Las Hormigas Malbec - 2007
A safra de 1996 deste vinho foi considerada pela revista Wine Spectator como um dos 100 melhores rótulos do mundo, com 92 pontos. Depois disso, surgiu muito marketing em torno deste vinho. A safra 2007 é muito boa, mas ao meu ver, mostra alguns pequenos desequilíbrios.
Vamos à avaliação:
Comprei este vinho na Argentina. Devido à procura, a safra de 2006 é difícil de achar por lá.
Trata-se de uma bebida elaborada 100% com uvas Malbec procedentes de diferentes vinhedos de Mendoza.
Sua coloração é púrpura, com reflexos violetas, límpida e transparente. Forma bastante lágrimas na taça, que escorrem rapidamente. Os aromas são pungentes, “atacando” o nariz a uma longa distância. Surgem notas de frutas vermelhas, mesclando ameixas, morangos e jambo, baunilha e um forte amadeirado, que pode incomodar.
Tem bom corpo, paladar rico em frutas e taninos de qualidade. O álcool está um pouco em excesso, dando sensação de “queimor” na língua. O teor alcoólico é de 14,3%, bastante elevado. Tem boa persistência. Acredito que com mais um ano de guarda ele estará bem melhor de tomar.
Classificação: Muito Bom (ainda pode melhorar com a guarda)
Faixa de preço: Na Argentina, o equivalente a R$ 37. No Brasil, por volta de R$ 45
Onde encontrar: Na Argentina, nas lojas Tonel Privado. No Recife, no Club du Vin (Mistral).
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Nauro Morbini ganha título de enólogo brasileiro do ano
O enólogo Nauro Morbini, da Vinícola Aurora, foi eleito o Enólogo do Ano de 2009 pela Associação Brasileira de Enologia (ABE). A votação final, realizada em três etapas, no período de 06 a 23 de outubro, encerrou na última sexta-feira (23), em um evento realizado no Clube Corinthians, em Bento Gonçalves-RS.
Morbini é formado pela escola de viticultura e enologia, e ingressou na Vinícola Aurora, na elaboração de vinhos, em 1975. É responsável pela linha de sucos, vinhos de mesa e destilados. Morbini tem uma atuação marcada pelo empenho e pelo grande conhecimento da realidade vitivinícola gaúcha, tendo desenvolvido sua vida profissional de mãos dadas com a evolução da qualidade do vinho brasileiro.
Premiado com uma viagem à Europa de uma semana, Morbini visitará uma feira do setor vitivinícola e, na volta, fará uma apresentação aos profissionais associados da ABE com o intuito de socializar as informações que trará de sua viagem.
Promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE) e com patrocínio das empresas M.A. Silva Cortiças e Amazon Group, o concurso tem o objetivo de valorizar o enólogo, reconhecendo o profissional que busca diariamente o aperfeiçoamento e a qualificação para garantir a qualidade dos vinhos brasileiros.
Retrospectiva:
Enólogo do Ano 2004 – Antônio Czarnobay
Enólogo do Ano 2005 – Gilberto Pedrucci
Enólogo do Ano 2006 – Firmino Splendor
Enólogo do Ano 2007 – Adriano Miolo
Enólogo do Ano 2008 – Ismar Pasini
Enólogo do Ano 2009 - Nauro José Morbini
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Familia Gascón Syrah - 2007
Trouxe este vinho da Argentina. Só que cometi um pequeno engano. Gostaria de ter trazido o Malbec, mas na hora da compra acabei pegando o Shyrah (os rótulos são bastante parecidos – por sinal, muito bonitos).
É produzido pela Bodega Escorihuela Gascón, adquirida em 193 pelo respeitado produtor Nicolás Catena. A vinícola fica em Mendoza.
Não decepcionou. É um vinho encorpado, bom para acompanhar refeições, principalmente carne vermelha. Sua coloração é bem escura, em tons granada, com bons aromas de frutas vermelhas maduras, baunilha e pimentão.
Na boca mostra alta acidez, com presença de taninos jovens, frutas maduras e especiarias. Tem boa persistência.
Aconselho decantar o vinho por cerca de 20 minutos para que ele possa “abrir” mais os aromas. A graduação alcoólica é de 13,5%.
Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: Na Argentina, o equivalente a R$ 20. No Brasil, na faixa de R$ 39.
Onde encontrar: Na Argentina, nas lojas Tonel Privado. No Recife, na Ingá Vinhos.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
JP Azeitão Tinto - 2006
Produzido pela Bacalhôa Vinhos de Portugal, este é um tinto muito bem resolvido. Sua denominação é de Vinho Regional Terras do Sado, elaborado com as castas 60 % Castelão (Periquita); 20% Aragonez e 20 % Syrah.
Trata-se de um vinho cor rubi, com reflexos acastanhados, límpido e transparente, com aromas muito interessantes de frutas vermelhas, que vai de morango a compota de goiaba. Na boca é seco e elegante, com os mesmos sabores da boca, e taninos de boa qualidade.
Acompanhou bem um risoto com calabresa defumada e especiarias.
Classificação: Muito bom.
Faixa de preço: R$ 20
Onde encontrar: No Recife, na Casa dos Frios.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Caiu vinho na roupa. E agora?
Com certeza já aconteceu com você. Num momento de descuido, o vinho vira bem em cima da sua roupa, de um sofá ou de um tapete. O que fazer para tirar as manchas que ficaram?
Resolvi reunir as mais diversas sugestões e disponibilizar aqui para os leitores. Algumas eu já testei, outras ainda não. A mais simples e certeira é a primeira delas (água e vinagre). O produto Vanish em pó também é eficiente, mas a dica é tentar remover as manchas o mais rápido possível. Quanto mais tempo o vinho permanece no tecido, mais difícil fica tirá-lo.
DICA 1 – Água e vinagre: molhe a peça manchada em uma bacia com água. Pegue outro recipiente, coloque o vinagre, e mergulhe o local manchado. TESTADA PELO BLOG (Sai fácil).
DICA 2 – Vanish: deixe a peça de molho na água e sabão. Depois passe o produto Vanish em pó em cima da mancha. Esfregue até sair por completo. TESTADA PELO BLOG (Muito eficiente).
DICA 3 – Água morna e detergente de cozinha: esfregue a água e o detergente até a mancha desaparecer.
DICA 4 – Sal: passe sal no local manchado. Espere um pouco. Em seguida, esfregue com água e sabão.
DICA 5 – Gelo: passe gelo imediatamente onde o vinho caiu. Ele poderá impedir a absorção da bebida e evitar manchas.
DICA 6 – Água tônica: umedeça cuidadosamente a área atingida com um pouco de água tônica e seque com toalha de papel ou pano limpo. Repita esse procedimento até não haver mais mancha visível. Depois esfregue com água.
DICA 7 – Água oxigenada: aplique água oxigenada de 10 volumes na mancha. Deixe a peça secar por 4 horas. Se a marca continuar, repita o processo até que ela desapareça.
DICA 8 – Leite: deixe a peça de molho no leite.
DICA 9 – Espuma de barbear: para alguns, o produto é um bom removedor de manchas.
DICA 10 – Limão: passe limão sobre a mancha e espere durante algum tempo até que ela desapareça. Se puder, ponha a peça no sol.
Caso você tenha a sua dica, conte pra gente.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Coluna escrivinhos lançada na revista Mon Quartier
Saiu a primeira coluna escrivinhos, assinada pela editora deste blog, na revista Mon Quartier. A publicação é de distribuição gratuita nos bairros das Graças, Aflitos e Espinheiro, Zona Norte do Recife, locais onde está concentrada grande quantidade de restaurantes, bares e lojas da cidade.
O primeiro número da coluna fala sobre “O lado divino do vinho”, uma breve análise da ligação entre vinho, religião e mitologia. A revista Mon Quartier é editada pela jornalista Naide Nóbrega. Está no seu segundo número e tem circulação mensal. Em formato “pocket”, a publicação é fácil e agradável de ler e aborda diversos assuntos, incluindo gastronomia e vinhos, turismo, música, Direito, lazer, compras e muito mais. Uma boa opção de informação para os moradores não só da área como de toda a cidade.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Reciclagem de rolhas dá origem a produtos inusitados
Matéria prima cara e cada vez mais rara, a cortiça tem como consumidor principal os fabricantes de rolhas. O material vem do sobreiro, uma árvore cultivada principalmente em Portugal, de onde é tirada a casca para a elaboração daquele tipo de tampa. Após a retirada da casca do sobreiro, a planta passa cerca de dez anos para se reconstituir completamente. Por isso, a rolha de cortiça é hoje um dos insumos mais caros na produção do vinho, chegando a custar até dois Euros, a unidade.
Mas como na natureza tudo se transforma, a onda agora é reciclar as rolhas e fabricar objetos de uso pessoal, utensílios domésticos e o que mais a imaginação permitir.
Confira algumas fotos de utensílios feitos a partir de rolhas recicladas:
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pernord Ricard confirma venda da Almadén para a Miolo Wine Group
*Foto: Fabiano MazzottiA Pernod Ricard, multinacional co-líder mundial em destilados e vinhos, anunciou hoje a venda da sua marca Almadén para as Vinícolas Miolo, Lovara e o empresário gaúcho Raul Anselmo Randon, que integram a Miolo Wine Group. Com a aquisição, grupo de empresas comprador torna-se líder de mercado de vinhos finos no país, passando a ser o maior dono de vinhedos próprios.
A negociação prevê, além da comercialização dos direitos da marca, o vinhedo e a unidade fabril, ambos localizados em Santana do Livramento (RS). O processo deverá ser totalmente concluído até o final de dezembro deste ano, quando oficialmente a Miolo Wine Group passa a ter o controle sobre os direitos da marca, produção, engarrafamento e distribuição dos produtos, incluindo ainda o gerenciamento da fábrica e vinhedo.
“Com essa transação, temos a certeza de que a Miolo Wine Group dará continuidade ao trabalho que vem sendo feito e incrementará os investimentos para elevar o patamar de excelência de Almadén no mercado brasileiro de uma forma estratégica. O fato de a Miolo ser uma empresa nacional focada e consolidada em vinhos finos nos assegura de que a marca se tornará ainda mais forte, crescendo em todo o País”, afirma Bryan Fry, Presidente da Pernod Ricard Brasil.
Com a aquisição, a Miolo Wine Group se torna líder no mercado nacional de vinhos finos entre as vinícolas brasileiras. A produção total será de 12 milhões de litros de vinhos, e o faturamento, de R$ 100 milhões. O grupo também passa a ser o maior proprietário nacional de vinhedos próprios, com 1.150 ha, todos de uvas viníferas conduzidas pelo sistema de espaldeira.
“Vamos antecipar em seis anos nossa meta traçada no planejamento estratégico da empresa para 2018”, afirma Marcelo Toledo, CEO da Miolo Wine Group.
A meta da Miolo é duplicar a participação da Almadén no mercado brasileiro de vinhos nos próximos 10 anos. Para atingir o objetivo, os novos proprietários planejam investir R$ 12 milhões iniciais em marketing, vinhedos, mecanização, tecnologia e na modernização da estrutura de enoturismo semelhante a do Vale dos Vinhedos. A empresa irá manter os 106 postos de trabalho direto e, na medida em que for aumentando a operação, deverá gerar novos empregos.
A Almadén será uma empresa independente, mas terá as mesmas orientações técnicas dos demais projetos do grupo. Os sócios já pertenciam à Miolo Wine Group, empresa responsável pela operação comercial de todos os projetos. A Miolo e a Lovara são sócias na Vinícola Ouro Verde junto com a espanhola Osborne e possuem seus projetos no Vale dos Vinhedos e na Serra Gaúcha. Raul Randon, conhecido empresário do segmento de transportes e auto peças, ingressou na vitivinicultura em 2002 a partir de um projeto conjunto com a Miolo para a produção do vinho RAR na região dos Campos de Cima da Serra/RS.
“A Almadén é muito tradicional e respeitada pelos brasileiros. Nosso objetivo será agregar a esta marca nossa filosofia na elaboração de vinhos”, afirma Adriano Miolo, enólogo e diretor técnico da Miolo Wine Group.
Com informações da Assessoria Nordeste da Miolo Wine Group
*Os empresários João Benedetti (E), Darcy Miolo, Raul Anselmo Randon celebram contrato com Bryan Fry, presidente da Pernod Ricard Brasil.
Grand Theatre Bordeaux – 2006
Este é um Bordeaux simples, porém bem elaborado, sem defeitos. Interessante para quem quer conhecer vinhos franceses sem gastar tanto. É um vinho de cor rubi bem clara e brilhante. Os aromas são discretos, porém atraentes. Surgem frutas vermelhas como cereja e morango. Mas o que predomina são as especiarias, principalmente noz moscada.
Na boca, boa acidez e taninos de ótima qualidade. Tem corpo leve e deve ser servido um pouco mais refrescado, por volta de 16 graus. As mesmas impressões do nariz aparecem no paladar, mantendo o frutado e as especiarias, com leve madeira. Sua graduação alcoólica é de 12,5%.
O corte é o tradicional bordalês: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.
Classificação: Bom
Faixa de preço: R$ 30
Onde encontrar: No Recife, na Ingá Vinhos Finos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Casa Perini Merlot – 2006
Tenho andado comparando os vinhos nacionais feitos a partir da uva Merlot. O último deles foi o da vinícola gaúcha Perini. É um vinho diferente, que traz um bouquet onde as frutas (maduras) ficam em segundo plano. Nele, aparecem notas de madeira, couro e vegetais. A coloração é rubi. Na boca, traz de volta a madeira, com toques de café e especiarias. Tem corpo médio e média persistência. A graduação alcoólica é de 12%.
Trata-se de um vinho feito para acompanhar refeições. A sugestão é com carnes vermelhas, carnes de caça, massas e embutidos.
Classificação: Bom
Faixa de preço: R$ 18
Onde encontrar: No Recife, na Ingá Vinhos Finos.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Miolo Seleção Tinto – 2008
Este foi o 34º vinho degustado pela Confraria Brasileira de Enoblogs. A escolha foi do confrade Laércio, do blog Avaliador de Vinhos. Para quem acompanha o escrivinhos, deve ter visto que este rótulo já foi comentado aqui, após o lançamento da nova linha do Miolo Seleção no Recife. Então, os comentários são basicamente os mesmos:
O Miolo Seleção Tinto, que antes tinha a uva Pinot Noir no corte, agora ficou só com a Cabernet Sauvignon e a Merlot. Este vinho evoluiu muito em relação às linhas anteriores.
Ao contrário do Miolo Seleção Branco, gostei mais na boca do que no nariz. A cor é rubi e os aromas trazem notas de frutas vermelhas, como o morango, e especiarias. Tem corpo médio e o sabor que mescla, ameixa, morango e baunilha. Fácil de tomar, tem um agradável final de boca. Vai bem com carnes e massas, talvez até com uma pizza.
Tem 12,5% de álcool e estagiou parcialmente (15%) em carvalho americano. O Seleção Tinto é engarrafado com, no mínimo, um ano de idade.
Classificação: Bom
Faixa de preço: R$ 17 a R$ 22
Onde encontrar: No Recife e em Caruaru, no RM Express.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Nez oferece novos pratos e cardápio harmonizado
O restaurante Nez, em Casa Forte, no Recife, deu uma repaginada no seu cardápio e agora oferece uma sugestão de vinho para harmonizar com cada opção do menu. Novos pratos, elaborados pela dupla de chefs Taciana Teti e Lícia Maranhão, foram incorporados à carta, e para a alegria dos frequentadores da casa, os best sellers como o Nhoque ao Ragú de Ossobuco e o Risoto de Pato Confit continuam a ser servidos.
Além de poder desfrutar de uma carta de vinhos com 170 rótulos da importadora Zahil, da qual a casa é representante exclusiva em Pernambuco, os clientes agora também contam com a prática opção de consultar no cardápio as sugestões de vinhos para combinar com cada prato, selecionadas pela somellier Carol Mello.
Já no quesito comida, a intenção dos proprietários Marcelo Valença e Mônica Mello era dar uma repaginada geral nas opções. Mas, segundo ele, após uma consulta informal aos clientes, os pratos de maior saída foram mantidos.
De entrada, experimente as bolinhas de ricota temperadas, manteiga de ervas com limão e tartar de salmão, acompanhadas de pãezinhos e torradas (R$ 18). Se preferir algo ainda mais sofisticado, peça o Camembert ao Cartoccio (queijo camembert perfumado com ervas e azeite levemente assado, banhado com melaço) (R$ 25). Uma delícia.
A sugestão de vinhos para essas duas entradas são o branco Paso El Portillo Sauvignon Blanc/Chardonnay e o Aquitania Rosé, respectivamente.
Outra boa opção para acompanhar as entradas é este branco provado na casa:
Salentein Winemaker’s Selection Branco – 2007
Elaborado com as uvas Chardonnay (50%) e Sauvignon Blanc (50%), este é um vinho de coloração amarelo esverdeada e bem aromático, com um toque predominante de maçã verde e algumas notas herbáceas. É fresco e fácil de beber, apresentando na boca o sabor da madeira bem integrada ao conjunto (o vinho passou por fermentação em barricas novas e de segundo uso). Os sabores de mel e melão aparecem, tornando-o muito agradável de se beber. Possui graduação alcoólica de 14%. Ideal para ser consumido entre 12 e 14 graus.
Classificação: Muito bom
Já para o prato principal, experimentei o Bombom de Mignon (foto), que promete ser um dos carros-chefes do novo cardápio. Trata-se de um tornedor de filé em cama de gorgonzola com nhoque na manteiga de rúcula e flocos crocantes. A sommelier indica para acompanhar o Finca El Portillo Chardonnay. Porém, fiquei com o seguinte tinto:
Winemaker’s Selection Tinto – 2006
Na composição deste rótulo estão as uvas Malbec (40%), Cabernet Sauvignon (30%) e Merlot (30%). Seu estágio em barrica é de 9 a 12 meses. O vinho tem uma bonita coloração rubi com reflexos violáceos, além de aromas florais e de frutas vermelhas. Na boca, a presença de Cabernet Sauvignon é bem percebida. A bebida tem taninos suaves, médio corpo e paladar frutado, mas sem ser enjoativo.O teor alcoólico é de 14,5%.
Classificação: Muito bom
Entre outras boas opções de pratos estão a Salada de Parma e Nocci (folhas nobres com lãminas de parma, queijo grana padano e nozes, ao molho balsâmico), o Peixe a Burle Marx (filé de sirigado grelhado banhado em emulsão de shitake com purê de batatas perfumado com ervas frescas) e o Risoto Cabillaud (arroz arbóreo com lascas de bacalhau, olivas negras e cebolas confitadas).
Entre as sobremesas, as novidades são a Panelinha de Brigadeiro (sopa morna de brigadeiro com farofa crocante) e a Chiquita Bacana (petit gateau de banana com sorvete de canela).
NOVA ZAHIL – Marcelo Valença também anunciou a inauguração de uma nova loja a Zahil em Pernambuco. A previsão de abertura é no final de outubro. A loja funcionará na Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, e oferecerá o catálogo completo da importadora, com cerca de 400 rótulos.
Restaurante Nez
Praça de Casa Forte, 314, Casa Forte, Recife - PE
Informações e reservas: (81) 3441-7873
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
15º encontro da Confraria Amigos do Vinho do Vale do São Francisco (Cavas)
O Espaço Gourmet da Ingá Vinhos Finos, em Casa Forte, no Recife, foi o lugar escolhido para o 15º encontro da Confraria Amigos do Vinho do Vale do São Francisco (Cavas). Mais uma vez, os organizadores Ricardo e Gustavo Lustosa conseguiram realizar um prestigiado encontro, que desta vez contou com a ilustre presença do professor e escritor Ivan Miranda de Araújo e uma interessante apresentação de “degola do espumante”, executada pelo confrade Otávio Moraes.
Na ocasião, os participantes puderam conhecer um pouco sobre o livro “Viagem ao Mundo do Vinho”, lançado recentemente por Ivan Miranda, advogado e estudioso dos vinhos, além de conferir a técnica de abertura da garrafa de espumante com um sabre, a “sabrage” (foto). O método era utilizado por Napoleão Bonaparte no século XIX para abrir as garrafas de champagne durante as comemorações de suas vitórias em batalhas.
O encontro ainda contou com a presença de dois Claúdios. O primeiro, padre, capelão da Marinha, que enriqueceu a noite com um relato sobre vinho e religião. O outro, proprietário da Ingá, que deu uma palhinha sobre os vinhos, dividindo comigo a missão de falar sobre as “estrelas da noite”.
Por falar em estrela, a chef Kácia Nogueira estreou na Cavas preparando o menu da noite, que foi muito bem harmonizado com a bebida. O toque final ficou com a sobremesa, onde entrou a manga Kent, produzida na Vale do São Francisco. A fruta não possui fibras, tem gosto delicioso e pode ser saboreada de colher. Só provando!
Confira o resultado da degustação:
Entrada: Vol au vent de abobrinha e queijo coalho
Espumante Casa Perini Brut Champenoise
Mais um espumante leve e elegante da gaúcha Casa Perini, elaborado pelo método tradicional (Champenoise), com fermentação lenta na própria garrafa. Com 11,8%, tem em sua composição as uvas Chardonnay e Pinot Noir, esta última em menor quantidade. Sua coloração é amarelo palha bem claro, com leves reflexos dourados. Boa quantidade e qualidade de gás carbônico, produzido bolhas finas e de grande persistência.
No nariz tem caráter cítrico, incluindo ainda toque amendoado. O gosto também é cítrico, envolvendo notas de maçã. Apresenta pouca cremosidade, mas oferece um ótimo frescor e acidez, sendo boa opção para acompanhar entradas, pratos leves ou apenas bebericar. O amargorzinho final dá o charme.
Classificação: Muito bom.
Prato principal: Filé de cordeiro envolto em folha de chaya. Risoto de shitake e shimeji com grano padano, geléia de pimenta e farofa de nozes.
Avondale Reserva Syrah – 2005
Como disse o confrade Gustavo, este é um “vinhaço” sul africano. Produzida na região do Coastal, exclusivamente com a uva Syrah, a bebida estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
O resultado é um vinho de cor rubi com reflexos violeta, e de aromas gostosos e com boa complexidade, entre os quais pude identificar frutas escuras (ameixa bem marcante), baunilha e fumo. Na boca, a ameixa e a baunilha aparecem novamente, tudo muito bem integrado com a madeira. Boa persistência e ótima presença na boca. O teor alcoólico é de 14,5%, mas passa despercebido devido à sua maciez.
Classificação: Excelente.
Serrera Syrah – 2005
A escolha deste rótulo foi interessante para podermos comparar vinhos da mesma variedade, porém de terroirs diferentes. O segundo Syrah da noite veio da Argentina, mais precisamente da região de Lujan de Cuyo, em Mendoza. Com 14% de graduação alcoólica, passou por seis meses de carvalho.
Tem bela cor rubi, com finas e longas lágrimas em tons violeta. Inicialmente, achei o álcool um pouco pronunciado no nariz, mas nada o que uma boa “respirada” (deixar o vinho por um breve período em contato com o oxigênio) não resolva. Sugiro decantá-lo. Após a respirada, surgem notas de morango, chegando a lembrar até compota. Também aparece baunilha, especiarias e defumado. Na boca, apresenta taninos de ótima qualidade, fruta e madeira na medida certa. Acho que ainda tem a evoluir na garrafa.
Classificação: Muito bom.
Sobremesa: Copinho de panna cotta (nata cozida/creme de leite cozido), manga Kent e gelatina de tangerina.
Flor de Torrontés Reserva – 2007
Para fechar a noite, o rótulo escolhido foi um argentino também produzido na região de Lujan de Cuyo, em Mendoza, por Jacques e François Lurton, filhos de André Lurton, conceituado produtor da região de Bordeaux, na França. Este branco é feito com a aromática uva Torrontés, que é junto com a tinta Malbec, símbolo da Argentina.
Na taça, mostra coloração amarelo pálida e traz um aroma bem floral e de frutas tropicais. Já no paladar, mostra ótima acidez, mantendo o frutado e com um interessante toque de menta. Caiu perfeitamente com a sobremesa, que tem doçura praticamente no mesmo nível do vinho. O vinho também deve cair super bem com comida japonesa e salada de frutas. Sua graduação é de 13,5%.
Classificação: Muito bom.
FOTOS - Quem quiser conferir mais imagens do evento, captadas pelas lentes do confrade Haroldo, é só clicar aqui. A senha é: cavas.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Club du Vin abre novo curso de Introdução ao Mundo do Vinho
Nos próximos dias 29 e 30, o Club du Vin, no Recife, realizará um curso de Introdução ao Mundo do Vinho com dois módulos, ministrado por Amanda Loyo (foto), Certified Sommelier pela Court of Master Sommeliers na Califórnia. As aulas serão acompanhadas de sessões de degustação.
O objetivo é oferecer uma visão geral sobre os vários conceitos relacionados à bebida, como tipos de uvas, vinificação, regiões vinícolas. São apresentadas noções de serviço, compra e armazenagem de rótulos, além de conceitos de harmonização. As aulas serão de duas horas cada, a partir das 20h. O valor dos dois módulos custa R$ 70,00 reais.
Mais informações e inscrições: (81) 3326-5719
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Excellence par Chandon Cuvée Prestige
A garrafa é linda. A expectativa era grande. Pena que o espumante já tinha passado do tempo de ser tomado. O problema não foi de conservação, mas sim, de tempo de guarda. Passou quase dois anos na adega e sabe lá quantos fora dela (acredito que é da safra 2006). Mas vou dar um desconto, pois sei da sua ótima qualidade.
A coloração é amarelo palha e a perlage (espuma) de boa qualidade. Apresentou numerosas e finas borbulhas, de enorme persistência. No nariz, percebi um leve frutado, mas com um caráter de fruta já passada. Algo de noz moscada e frutas cristalizadas. A acidez já tinha perdido bastante. Prometo que vou provar um novo rótulo para poder avaliá-lo adequadamente.
É produzido pela Möet Henessy do Brasil, em Garibaldi, Rio Grande do Sul. Tem 12% de álcool e leva em sua composição as uvas Pinot Noir e Chardonnay.
Faixa de preço: R$ 80.




