sexta-feira, 29 de abril de 2016

Goulart M The Marshall Ice Storm 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Goulart.
Origem: Mendoza, Argentina
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Intenso e agradável, com notas de alcaçuz, frutas maduras, floral, ervas secas e café.
Paladar: Médio corpo, equilibrado, com final longo e com sabor tostado. As sensações do nariz aparecem novamente, junto com um toque de baunilha.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, o vinho maturou 12 meses em barricas de carvalho francês. Mostrou-se elegante e saboroso. Tem 13,5% de álcool. 

Classificação: Excelente. 
Média de preço: R$ 70 (www.wine.com.br)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

JP Rosé chega para completar a linha “Best Buy” da Bacalhôa


Estive ontem em um almoço promovido no Recife pela Licínio Dias (LD) Importação com a presença ilustre de Mário Neves (foto abaixo), diretor da Aliança Vinhos de Portugal, empresa pertencente ao grupo Bacalhôa, e do diretor de exportação do grupo, Antonio Mendonça. Eles estiveram na cidade para realizar a apresentação do novo “membro” da linha JP Azeitão: um rosé elaborado com uvas Syrah e Moscatel Roxo.


A aposta na divulgação dos vinhos JP Azeitão no Brasil é oportuna em relação à fase pela qual o país atravessa. Com a crise econômica, os consumidores que não querem deixar de tomar vinho passam a dar mais valor a rótulos com boa relação entre preço e qualidade. Esta é exatamente a proposta da linha JP. “Uma linha descomplicada e acessível”, como bem pontuou Antonio Mendonça (foto abaixo).


Para se ter noção da importância dessa linha para a empresa, o nome JP é uma referência às iniciais de João Pires, fundador da Bacalhôa. A empresa, que nasceu em 1922, tornou-se uma das maiores e mais inovadoras empresas de Portugal.

Em 1988, o comendador Joe Berardo tornou-se o principal acionista da marca e investiu no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o grupo francês Lafitte Rotschild. Em 2007, tornou-se acionista da Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta gama, aguardentes e vinhos de mesa daquele país. Além da Aliança, ainda integram o grupo a Quinta do Carmo e a Quinta dos Loridos.

Confira as impressões sobre os vinhos da linha JP Azeitão:

JP AZEITÃO BRANCO 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bacalhôa.
Origem: Península de Setúbal, Portugal.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Aroma discreto, que envolve notas cítricas, de abacaxi e florais.
Paladar: Leve, fresco, com predominância cítrica e final de médio a persistente.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Fernão Pires (44%) e Moscatel de Setúbal (56%), é um branco refrescante e elegante, apesar de simples, perfeito para ser degustado como aperitivo ou acompanhar pratos leves. Tem 13% de álcool.

Classificação: Boa Compra.
Média de preço: R$ 33.

JP AZEITÃO ROSÉ 2015


Tipo: Rosé.
Produtor: Bacalhôa.
Origem: Península de Setúbal, Portugal.
Visual: Coloração rosado claro, lembrando casca de cebola.
Olfato: Exibe agradáveis e discretas notas florais e de frutas vermelhas silvestres, como morango.
Paladar: Fresco, frutado, leve, com uma ponta de doçura bem equilibrada com a acidez do vinho. As características no nariz aparecem novamente, casadas com um toque mineral.
Outras considerações: Produzido com 85% de Syrah e 15% de Moscatel Roxo, é uma boa aposta para os dias mais quentes, além de ser, assim como o branco, uma ótima opção de aperitivo e acompanhante de pratos leves. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Boa Compra.
Média de preço: R$ 33.

JP AZEITÃO TINTO 2014


Tipo:
Tinto.
Produtor: Bacalhôa.
Origem: Península de Setúbal, Portugal.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Notas doces (porém não enjoativas) de frutas vermelhas, principalmente de morango.
Paladar: Leve, equilibrado, fresco, de taninos macios e com sabor que remete às sensações do olfato.
Outras considerações: Uma ótima opção para o dia a dia. Costumo dizer que esse vinho agrada tanto aos iniciantes quanto aqueles que já têm mais experiência no mundo do vinho. É um rótulo franco, sem passagem por madeira e com padrão de qualidade que se mantém a cada safra. Elaborado com 47% de Castelão, 40% de Aragonez e 13% de Syrah, tem 13,5% de álcool.

Classificação: Boa Compra.
Média de preço: R$ 33.

A linha JP ainda conta com outro vinho que, digamos, tem um tratamento diferenciado. É o JP Private Selection Tinto. Este rótulo tem a intenção de mostrar o potencial de envelhecimento da variedade Castelão. Ao contrário do restante da linha, tem estágio de dez meses em carvalho francês. Leva também em sua composição as castas Syrah e Cabernet Sauvignon. Custa cerca de R$ 65. Vale a pena provar.

SERVIÇO:
Os vinhos da Bacalhôa são trazidos ao Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e Portus Importadora. No Recife, o JP Rosé estará disponível dentro em breve.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Adega Alentejana inicia hoje seu Road Show por 11 cidades brasileiras


A importadora Adega Alentejana vai realizar, de hoje (25) até o dia 06/05, a 18ª edição do seu “Passeio Enogastronômico”. Durante o evento, estarão presentes quase 30 produtores de Chile, Espanha e Portugal. Além dos vinhos, será possível também provar alimentos chilenos e portugueses.

Todas as 11 etapas acontecem das 16h às 20h30. Confira o calendário:

25 de Abril:
Campinas - Vitória Hotel - Av. José de Souza Campos, 425 Cambuí.
26 de Abril:
São José do Rio Preto - Ipê Park Hotel – Rod. Washington Luís, Km 428
27 de Abril:
São Paulo - Royal Jardins Hotel - Alameda Jaú, 729
28 de Abril:
Brasília - Brasil 21 - SHS Quadra 06 - Lote 01 - Conj. A Bloco G - Setor Hoteleiro Sul
29 de Abril:
Goiânia - Castro’s Park Hotel - Av. República do Líbano, 1520
30 de Abril:
Maceió - Palato Farol - Avenida Fernandes Lima, 548
02 de Maio:
Curitiba – Radisson Hotel - Av. Sete de Setembro, 5190
03 de Maio:
Florianópolis - Centro de Eventos ACM - Rod. SC 401, Km 4 nº 3854 - sala 01
04 de Maio: 
Rio de Janeiro - Novo Mundo Hotel - Praia do Flamengo, 20
05 de Maio:
Belo Horizonte - Dayrell Hotel - Rua Espírito Santo, 901
06 de Maio:
Recife - Golden Tulip Hotel - Av. Boa Viagem, 4070

Entre os participantes confirmaram presença:

VINÍCOLAS

ESPANHA
Vetus
Villacreces
Izadi

PORTUGAL
Adega de Barcelos
Quinta do Balão
Quanta Terra
Quinta do Noval
Quinta de la Rosa
Lavradores de Feitoria
Poeira
Wine & Soul
Quinta do Passadouro
Vallegre (Porto Ceremony)
MOB
Quinta de Chocapalha
Susana Esteban
Quinta da Alorna
Adega de Borba
Cortes de Cima
Fundação Eugénio de Almeida
Monte do Pintor
Monte dos Cabaços
Mouchão
Paulo Laureano
Roquevale
Tapada do Fidalgo
Tiago Cabaço Wines

ALIMENTOS

Luzdmar (Conservas de Sardinha – Portugal)
Quinta de Jugais (Geleias – Portugal)
Carozzi (Chocolates – Chile)

COMO PARTICIPAR:

Entrada individual:
:: São Paulo e Rio de Janeiro: R$ 150,00 (antecipado) ou R$ 170,00 (no evento)
:: Demais cidades: R$ 130,00 (antecipado) ou R$ 150,00 (no evento)

Para saber como adquirir seu ingresso basta ligar (11) 5094-5760 ou enviar um e-mail para comercial@adegaalentejana.com.br.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ranking dos melhores Malbecs do último ano | #malbecworldday

No calendário do vinho, 17 de abril é sinônimo de Malbec. Nesta data, é comemorado o Malbec World Day. Já expliquei aqui no blog (relembre) o motivo da homenagem a essa uva francesa que hoje é símbolo dos vinhos argentinos.

Para celebrar a data, mais uma vez resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei desde o último Malbec World Day e disponibilizar aqui para vocês. Os vinhos da relação têm pelo menos 80% da variedade Malbec em sua composição.

Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.

Confira o ranking:

EXCELENTE | EXCEPCIONAL



Domínio del Plata Nosotros Malbec 2009 (Argentina)
Kaiken Ultra Malbec 2012 (Argentina)


EXCELENTE



Terrazas de los Andes Single Vineyard Las Compuertas Malbec 2010 (Argentina)
Montes Alpha Malbec 2011 (Chile)

MUITO BOM | EXCELENTE



Baptême Malbec 2010 (Argentina)
Salentein Reserve Malbec 2013 (Argentina)
Terrazas de los Andes Reserva Malbec 2012 (Argentina)


MUITO BOM 

Alta Vista Premium Malbec 2013 (Argentina)
Goulart W Malbec DOC 2013 (Argentina)
Crios Rosé Malbec 2013 (Argentina)
Nieto Senetiner Malbec DOC 2012 (Argentina)


BOM | MUITO BOM

Jerarquia Reserva Malbec 2011 (Argentina)
Alta Vista Rosé Malbec 2014 (Argentina)


BOA COMPRA



Latitud 33 Malbec 2014 (Argentina)
Sinais Malbec Rosé 2014 (Brasil)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Linha Premier 1850 rende tributo à vinícola mais antiga do Chile

Já estão nas prateleiras das lojas brasileiras os vinhos da linha Reserva Premier 1850, produzidos pela Viña Carmen. Trata-se de um tributo ao ano de fundação da vinícola, que é a mais antiga do Chile. Foi na Viña Carmen onde a uva Carmenère foi descoberta em terras chilenas. A empresa também foi a primeira do ramo a ter certificação orgânica naquele país. 


Estive na semana passada com o brand ambassador da Carmen, Jorge Arias (foto), que apresentou alguns rótulos da linha Premier 1850, durante um almoço no Recife, promovido pela importadora Mistral no restaurante Pobre Juan. Arias explicou que o lançamento mundial desses vinhos começou no ano passado e que ele está percorrendo as principais cidades do país para apresentá-los. Atualmente, a Carmen está presente em mais de 60 países, sendo a Irlanda, o Canadá e o Brasil os seus principais mercados.

A Viña Carmen conta com vinhedos nos terroirs mais diversos do Chile, cobrindo os vales do Alto Maipo, Apalta, Casablanca, Cochagua e Leyda. Tem como enólogo chefe Sebastián Labbé, que utiliza diversas técnicas de vinificação, buscando revelar a verdadeira expressão de cada variedade.

A linha Premier 1850 chega com um portfólio diversificado, incluindo tintos e brancos produzidos com as variedades Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os tintos provêm dos vales de Colchagua e Leyda. Já os brancos de Casablanca, sendo todos bastante frescos, equilibrados e fáceis de tomar.

Confira a avaliação sobre os rótulos provados:

Carmen Reserva Premier 1850 Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Aromas delicados de mel, maracujá, sal rosa e notas florais.
Paladar: Fresco, de boa acidez, com final prolongado. As características aromáticas reaparecem, junto com um toque de maçã verde.
Outras considerações: Elaborado com uvas Sauvignon Blanc provenientes de videiras com 25 a 30 anos de idade de um setor bastante frio do interior do Vale de Casablanca. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Chardonnay 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com tons dourados.
Olfato: Apresenta um caráter exótico, onde percebemos notas de carambola, ervas e amendoim.
Paladar: De médio a encorpado, possui boa acidez, mostrando-se mais fresco do que normalmente os Chardonnay são. O sabor traz de volta as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Chardonnay, o vinho não tem passagem por madeira. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Pinot Noir 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Leyda, Chile.
Visual: Cor rubi pouco profunda.
Olfato: Frutas vermelhas maduras como morango e cereja e toques de mentol. Álcool um bem aparente no início, mas que se dissipa com a aeração do vinho.
Paladar: Corpo de leve a médio. Equilibrado, com madeira bem integrada e fruta presente, final de média persistência. Também mostra notas terrosas.
Outras considerações: Produzido com uvas Pinot Noir, amadureceu de três a quatro meses em barris de carvalho usados. Apresenta 13,5% de álcool. 

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Cabernet Sauvignon 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violáceos.
Olfato: Notas florais, de ameixa, especiarias, mentol e chocolate. Bastante agradável e fresco.
Paladar: Com corpo médio e taninos macios, mostra-se redondo e bastante agradável. Final de médio a persistente. O sabor repete o caráter do aroma e ganha também um toque de canela.
Outras considerações: Tem em sua composição apenas a uva Cabernet Sauvignon. Sua maturação foi de oito meses em barricas usadas de carvalho. Vem de uma região de Apalta conhecida como “Petit Saint-Émilion”.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Carmenère 2014

 
Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Jambo maduro, ameixa, café, pimenta do reino e caramelo.
Paladar: Corpo médio, taninos adocicados e textura suave. O sabor repete as impressões do olfato.
Outras considerações: Elaborado com uvas Carmenère de amadurecimento homogêneo (colhidas no estágio entre verdes e maduras), o vinho maturou cerca de oito meses em carvalho. Tem 13,5% de álcool.
Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

ONDE ENCONTRAR:
Os vinhos da Viña Carmen são trazidos para o Brasil pela importadora Mistral. No Recife, à venda na DLP Distribuidora, Barchef e Casa dos Frios.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Os melhores do Cantu Day 2016

Participar do Cantu Day, evento anual promovido pela Importadora Cantu, é sempre um prazer, pois além de poder provar novamente grandes vinhos é também uma oportunidade para descobrir novos rótulos. Estive no evento realizado no Recife na última semana e pude provar uma quantidade razoável dos cerca de 150 vinhos, espumantes e cervejas expostos na feira.


Aberta somente para convidados, a etapa Recife do Cantu Day aconteceu no Restaurante Nabuco, no Hotel Radisson, em Boa Viagem, reunindo cerca de 200 pessoas. Como sempre, fizeram muito sucesso as mesas dos produtores Dominio del Plata/Susana Balbo (Argentina) e Viña Ventisquero (Chile). Mas também atraíram um bom público os vinhos franceses e italianos de diversas regiões importados pela Cantu. Confesso que foi onde “garimpei” melhor. Mas também um bom destaque para os rótulos da Espanha, do Uruguai, África do Sul e Estados Unidos.


Vamos aos vinhos que mais me impressionaram no evento:

França:

Domaine Chanzy Mercurey "Les Carabys" 2010 (Borgonha)
Domaine Chanzy "Clos De La Fortune" 2012 (Borgonha)
Paul Pernot Beaune AOC " Clos du Dessus des Marconnets" 2007 (Borgonha)
Louis Bernard Crozes-Hermitage A.O.C 2010 (Rhône)
Champagne lanson Rosé Label Brut (Champagne)
Château de Porcieux Rosé (Provence)



Itália:

Firriato le Sabbie Dell'etna Etna Rosso DOC 2013 (Sicília)
Nozzole Chianti Classico Riserva 2010 (Toscana)
La Fuga Brunello di Montalcino DOCG 2010 (Piemonte)
Harmonium Nero d’Avola Sicilia IGT 2010 (Sicília)
Terredora Rosaenovae Irpinia DOC Rosato 2013 (Campania)


Portugal:

Poças Junior Símbolo 2010 (Douro)
Opta Bairrada 2012 (Bairrada)
Quinta das Setencostas Alenquer DOC 2012 (Alenquer)


Espanha:

Cims de Montsant (Montsant D.O Catalunya)
Enebral Tinta de Toro 2010 (Toro D.O)
Cavas Hill Brut Reserva Vintage (Penedès)



África do Sul:

The Joshua Shiraz Viognier 2011 (Stellenbosch e Franschhoeck)


Estados Unidos:

Acrobat Oregon Pinot Noir 2012 (Oregon)



Uruguai:

Tannat Viejo H. Stagnari 2012 (Salto)


Chile:

 Ventisquero Herú Pinot Noir 2012 (Vale de Casablanca)
Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc-Gewürztraminer (Vale de Colchagua)
Ventisquero Grey Syngle Block GCM 2013 (Vale de Colchagua)

Argentina:

Susana Balbo Nosotros Malbec 2009 (Mendoza)

SERVIÇO:
No Recife, os vinhos da Cantu são vendidos no showroom da importadora, localizado na Ceasa. Os leitores do Blog têm 10% de desconto nas compras. Fone: (81) 3252-1965.

Tem espumante nos botecos

O concurso Comida di Buteco, que deu a largada na última sexta (15) e vai até o dia 08 de maio, trouxe este ano uma novidade interessante. Um dos patrocinadores da ação é a Chandon, que disponibiliza taças para quem quiser harmonizar o seu petisco preferido com espumante.


Este ano, 500 botecos de norte a sul do país participam da competição, com tema livre para a criação dos tira-gostos que vão representar o seu estabelecimento. Os 20 botecos campeões vão disputar o título de "Melhor Buteco do País".

Participam do concurso as cidades de Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus, Belém, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberlândia, Poços de Caldas, Timóteo, Ipatinga, Coronel Fabriciano, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Rio de Janeiro.


O concurso funciona da seguinte forma: cada participante cria um tira-gosto para concorrer. O público e um corpo de jurados tem que visitar os botecos, provar e votar. A média entre os quesitos avaliados garante o resultado da premiação. São avaliados de 1 a 10, o petisco (que leva 70% da nota), a higiene, o atendimento e a temperatura da bebida. O voto do júri vale 50% e do público 50%. O Instituto de Pesquisas Vox Populi é o responsável pela apuração dos votos nas 20 cidades e também do 1º Campeão Nacional.


RECIFE - Tive a oportunidade de provar três petiscos concorrentes no Recife. E a minha escolha foi o carré de bode da Budega do Rafa, em Setúbal (foto acima). O prato consiste em um carré com tempero especial da casa assado e acompanhado de anéis de cebola empanadas e batata frita. Uma delícia.

Os preços dos petiscos vão até R$ 25,90. Já o espumante Chandon é servido numa tacinha que o cliente pode levar para casa, ao preço de R$ 18.

Mais informações: www.comidadibuteco.com.br

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Cantu apresenta no Recife mais de 150 rótulos de 11 diferentes países


A Cantu Importadora, um dos mais inovadores players de vinhos do Brasil, inicia este mês o Cantu Day 2016, roadshow que já é um dos principais eventos da indústria vitivinícola no país. A primeira cidade a receber o evento este ano será o Recife, no próximo dia 14 (quinta-feira), mas também estão programados eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Essas capitais foram escolhidas pela importadora por terem público consumidor compatível aos produtos que a empresa está promovendo este ano: lançamentos da Itália e dos Estados Unidos, além da chegada ao Brasil da cerveja tailandesa Singha, patrocinadora da Ferrari na Fórmula 1. Entre as vinícolas representadas pela Cantu que terão seus rótulos no evento estão a Ventisquero (Chile), Poças e Alexandre Relvas (Portugal), Domínio Del Plata e Susana Balbo (Argentina), H.Stagnari (Uruguai), Lyngrove e Graham Beck (África do Sul), Yellow Tail e John Duval (Austrália), Louis Bernard e Nuiton Beaunoy (França), além de Folonari, Montresor e Riveto (Itália).

Nos eventos, a Cantu apresentará aos convidados e imprensa os vinhos do seu portfólio, com produtos de 11 países, 30 regiões vitícolas e mais de 150 rótulos diferentes. Será uma verdadeira viagem por terroirs, uvas e cultura de cada país.


Segundo Tiago Dal Pizzol, diretor da Cantu Importadora, o Cantu Day faz parte da estratégia de crescimento da importadora, que teve uma evolução  de 33% em plena crise no ano passado, 30% a mais que o próprio mercado de  vinhos. “Estamos tendo um ótimo crescimento nos últimos anos devido a uma aposta muito boa em produtos de alta qualidade. Por isso, já estamos entre as 10 maiores importadoras do Brasil e temos convicção que estaremos entre as cinco nos próximos anos. Só neste ano apostamos em um crescimento de mais de 15%”.

O Cantu Day Recife acontece no restaurante Nabuco, localizado no Hotel Radisson Recife, no dia 14 de abril (quinta-feira), a partir das 17h, apenas para convidados.

Casa dos Frios aposta em vinhos nacionais e realiza feira no Recife


Nove vinícolas brasileiras terão seus vinhos representados durante a II Feira de Vinhos Nacionais realizada no Recife pela Casa dos Frios. O evento acontecerá nesta quinta-feira (14), entre 19h e 22h, com a degustação de 50 rótulos. O acesso custa R$ 100, com metade desse valor podendo ser revertida para consumo das mercadorias expostas na feira.

Algumas das casas produtoras que estarão presentes no evento, como Don Guerino, Casa Valduga e Miolo, representaram o Brasil este ano no ProWein, maior feira mundial dedicada ao segmento, realizado na Alemanha. As pernambucanas RioSol e Botticelli também confirmaram presença na feira.

Segundo Maurício Dias, sommelier da Casa dos Frios, apesar do Brasil ser conhecido por sua produção de espumantes, a produção nacional tem se destacado também nos vinhos brancos e tintos. “A boa qualidade e um preço mais em conta (quando comparados importados) faz com que os apreciadores da bebida comecem a consumir mais rótulos nacionais. Isso a gente já percebe na nossa venda final, pois temos excelentes opções para todos os bolsos”, ressalta.

INGRESSOS - Os ingressos para a feira estão à venda nas unidades da Casa dos Frios das Graças e de Boa Viagem (Av. Engenheiro Domingos Ferreira, 1920 - loja A - Boa Viagem) e no Wine Bar da Casa dos Frios, no piso L2 do RioMar Shopping. O pagamento pode ser feito em dinheiro, em cartão de débito ou crédito.

SERVIÇO:
II Feira de Vinhos Nacionais
Onde: Casa dos Frios – Av. Rui Barbosa, 412. Graças, Recife-PE. Fone: (81) 2125.0000.
Quando: 14 de abril, das 19h às 22h.
Entrada: R$ 100 (metade deste valor pode ser revertida em compra de produtos apresentados no evento)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Quinta de Bons-Ventos 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Casa Santos Lima.
Origem: Lisboa, Portugal.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Frutas vermelhas e negras em compota, alcaçuz, canela e pimenta do reino.
Paladar: Boa acidez, taninos elegantes e médio corpo. O frutado aparece de forma agradável junto com as outras sensações sentidas anteriormente no nariz. Madeira bem integrada e um toque saboroso de chocolate.
Outras considerações: É um vinho simples, feito para o dia a dia, mas muito redondo. Versátil para vários tipos de comidas. Elaborado com castas como Castelão e Touriga Nacional, amadureceu parcialmente em meias-pipas de carvalho. Tem 13% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 40 (Importado pela Cantu. No Recife, à venda no showroom da importadora, na Ceasa)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Latitud 33 Malbec 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Chandon.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violáceos.
Olfato: Aromático e agradável, revela notas de ameixa, cereja, baunilha e especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, com taninos macios e boa acidez. Além de frutas maduras, o sabor traz ainda toques tostados e de chocolate.
Outras considerações: Um vinho simples, porém bem feito, elaborado pela Bodega Chandon, que é mais conhecida pela produção de espumantes. Feito 100% com uvas Malbec, maturou parcialmente (50%) em carvalho francês e americano de três a quatro meses. Tem 14,5% de álcool, porém essa alta graduação não prejudica a degustação. Me surpreendeu positivamente pelo fato de que há alguns anos havia provado o mesmo vinho (porém de safra correspondente à época) e tinha achado muito pesado e rústico.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 37 (À venda na Wine in Pack)

terça-feira, 5 de abril de 2016

Chile confirma a existência de uva nativa e já produz vinho com ela

Um grupo de pesquisadores da Universidade Arturo Prat (Unap) confirmou que o Chile possui uma variedade de uva autóctone (nativa) que provavelmente existe há mais de trezentos anos na zona desértica do extremo norte do país. Depois da descoberta, já foi iniciada a elaboração de vinhos utilizando a cepa branca chamada Tamarugal, que também é conhecida como “uva do deserto”.


O nome é uma homenagem ao local onde foi encontrada: o Pampa do Tamarugal, que é uma planície localizada na região desértica de Tarapacá. O vinho criado pela equipe é um Late Harvest (colheita tardia), que, segundo as descrições, possui notas florais que lembram moscatel, paladar amanteigado e doce, porém não enjoativo devido à sua boa acidez.

Os pesquisadores receberam orientação de enólogos, sommeliers e outros profissionais ligados à área, que permitiram dar forma a um vinho com identidade. Este ano, a produção deve se profissionalizar devido a uma parceria com a Viña Santa Carolina.


As amostras de uva resgatadas durante a pesquisa foram comparadas com mais de sete mil variedades em todo o mundo pelo Instituto INRA de Montpellier, na França. A entidade classificou esta cepa como única no mundo, reconhecendo-a como a primeira uva autenticamente chilena.

Em 2011, um Fundo de Inovação para a Competitividade conseguiu uma verba que permitiu os pesquisadores construírem um laboratório e adquirirem os equipamentos para produção do vinho. Habilitaram cinco áreas de cultivo, duas em dependências da universidade o resto em terrenos de agricultores locais.


A ideia é que mais agricultores possam produzir a Tamarugal através de um modo associativo. “Não se trata de uma grande produção. Sabemos que no norte os agricultores são pequenos. Portanto, se aponta a um vinho boutique, em cujo conceito está o valor agregado, por exemplo, ser produzido no deserto mais árido do mundo”, explica Alex Zúñiga, encarregado da gestão e extensão do projeto.

Com informações de El Mercurio.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Os vinhos e os encantos do Douro

Portugal é um país pequeno, porém um gigante quando se fala em vinhos. Não que sua produção esteja entre as maiores do mundo, mas sim pela diversidade de estilos de rótulos que lá podemos encontrar. Para os amantes do vinho, é um destino incrível de se conhecer. Foi pensando nisso que me lancei pelas estradas daquele país em busca de novidades, sem deixar, contudo, de reverenciar a tradição. E foi nessa jornada que me deparei com uma das regiões vinícolas mais incríveis do mundo: o Douro.


Situada ao Norte de Portugal, leva esse nome em homenagem ao rio mais importante da região, o Douro. A principal cidade é o Porto, que também batiza um dos vinhos mais conhecidos das terras lusas, o Vinho do Porto. Na região do Douro, as vinhas são plantadas nas encostas elevadas das duas margens do rio. O visual é extraordinário, pois as videiras espalham-se pelos terraços e patamares encravados no vale, alcançando diferentes níveis de altitude. Essa paisagem emoldura as águas do Douro com tons distintos de verde, amarelo ou laranja, dependendo da época do ano.

Sua geografia sofrida é importante para a qualidade das uvas. Os socalcos (degraus) construídos por diversas gerações nas encostas do Douro têm uma boa exposição ao sol. Por outro lado, o solo, rico em xisto (similar a ardósia), possui uma boa drenagem e é capaz de conservar umidade nas épocas mais quentes. Isso faz com que as uvas tenham boa qualidade, principalmente as variedades Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão, consideradas as “rainhas” tintas da região.

Um fato que nãos e pode deixar de registrar é que o Douro foi a primeira região vinícola demarcada do mundo. Isso aconteceu em 1756, quando o Marquês de Pombal decidiu controlar a produção na área, impondo limites e regras de qualidade. Em 2001, esta paisagem foi classificada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.


Mas como se situar na região do Douro? Simples. Ela foi dividida em três zonas: Baixo-Corgo, Cima-Corgo e Douro Superior. O Baixo Corgo encontra-se no extremo oeste, mais próximo da Serra do Marão. É a sub-região mais fresca e chuvosa, a mais fértil e com maior densidade de vinhas. O Cima-Corgo está a leste, com um clima mais seco e rendimentos menores. É conhecido como o coração do Douro e de lá nascem muitos dos Vinhos do Porto de qualidade elevada. Já o Douro Superior vai até a fronteira espanhola e é a área mais seca de todas. Conhecida como “Douro Novo”, é a área menos acidentada e mais rica em variedades nativas.

PORTO – Reverenciado em todo o mundo, foi esse estilo de vinho que introduziu o Douro no mapa das grandes regiões produtoras. Para mim, é o tipo mais versátil de aperitivo e vinho de sobremesa. Os Vinhos do Porto me encantam pelos seus aromas e sabores que vão desde fruta em compota a frutas secas, amêndoas, café, especiarias, fumo... Uma verdadeira explosão de sensações. A aparência desse vinho também é única. Por ser bastante alcóolico, escorre pelas laterais da taça formando bonitas lágrimas. Sua cor vai do violeta ao alaranjado, dependendo do estilo e idade.

A história do vinho do Porto é muito interessante. Nela, o Rio Douro atua mais uma vez como protagonista. Foi através dele, que no século XVII as exportações de vinhos para outros países ganharam impulso. As bebidas eram transportadas em direção principalmente à Inglaterra, em embarcações que saíam de Vila Nova de Gaia, localizada na margem oposta à cidade do Porto.
Para o vinho não estragar durante viagem, acrescentava-se aguardente dentro das barricas onde ele ficava armazenado. Isso aumentava o teor alcoólico da bebida e evitava que ela oxidasse antes de chegar ao seu destino. Os ingleses adoraram e essa técnica virou prática.

Com o passar dos anos, os vinhos do Porto foram classificados em diferentes estilos. Os principais são Ruby, Tawny, Porto com Indicação de Idade, LBV e Vintage. 

Os Ruby têm coloração avermelhada, são jovens, ricos em aromas de frutos vermelhos e de sabor forte. A categoria dos Tawny, da qual particularmente gosto muito, tem vinhos com cor mais alaranjada e aromas e sabores mais finos, com toques de amêndoas e frutas secas.

Existem também os vinhos do Porto com 12 a 40 anos de idade, feitos com Tawnys que estagiaram em carvalho pelo período correspondente ao indicado no rótulo. São ainda mais deliciosos e refinados que os Tawny comuns, mostrando uma ótima persistência no paladar.


Já os LBV maturam em carvalho e estão prontos para o consumo logo após o engarrafamento. São encorpados e de excelente qualidade. Por fim, os Vintage, que são provenientes de apenas uma colheita e tem grande vocação para guarda. Esses são verdadeiramente os grandes Vinhos do Porto.

TINTOS E BRANCOS – Os vinhos com denominação Douro DOC, tanto tintos como brancos, são produzidos com uvas menos maturadas que as do Vinho do Porto. Os tintos vêm evoluindo bastante a cada ano. Tanto é, que na hora de escolher um tinto português, minha preferência geralmente vem apontando para esta região, onde é mais fácil encontrar vinhos equilibrados. Já os brancos, elaborados principalmente com as castas Malvasia Fina, Viosinho, Gouveio e Rabigato, podem parecer em versões mais frescas, com boa acidez (geralmente são os que levam uvas cultivadas em maior altitude) ou ainda os brancos maturados, mais cheios e com maior persistência no paladar. Em menor proporção, aparecem rosés, espumantes e vinhos de sobremesa.


IMPORTÂNCIA DO RIO - Fica claro então que o Rio Douro, assim como na maior parte das regiões vinícolas, é de extrema importância para o cultivo dos parreirais e da produção de vinhos de qualidade. Suas águas servem tanto para a irrigação, quanto para o transporte e ainda proporciona uma beleza impar à região. Nas duas margens, as plantações têm tendência à longevidade e rendem frutos de grande concentração de cor e açúcar.

TURISMO – Caso tenha se interessado em se encantar com a magia do Douro, minhas dicas são as seguintes: hospede-se na cidade do Porto ou em Vila Nova de Gaia. A segunda é uma opção mais interessante, já que lá estão os armazéns dos produtores, que podem ser visitados a qualquer época do ano. A cidade, emoldurada pela beleza do Douro, exala vinho! Ande a pé, faça degustações nas instalações dos produtores e delicie-se com os rótulos e a culinária local, apreciando a paisagem do rio Douro e, ao fundo, a cidade do Porto. Dá também para fazer um passeio pelo rio nos barcos Rabelo, que reproduzem as embarcações antigas de transporte do vinho.

Para conhecer os vinhedos, alugue um carro (GPS é um item fundamental, uma vez que as estradas para as vinícolas são normalmente bem escondidas) ou contrate uma das diversas excursões disponíveis para conhecer os produtores locais. Caso queira mais tranquilidade, hospede-se nas instalações de uma vinícola. Várias têm acomodações com vista para o Rio.

Enfim, desfrute da rica culinária local, da hospitalidade do povo e, principalmente, dos vinhos e sua história. Garanto que você, assim como eu, vai querer voltar mais vezes.

ALGUNS BONS PRODUTORES DO DOURO:

Casa Burmester
Casa Ferreirinha
Conceito Vinhos
Dow's
Duorum
Graham's
Muxagat Vinhos
Poças Júnior
Quinta Casa Amarela
Quinta da Touriga-Chã
Quinta do Crasto
Quinta do Passadouro
Quinta do Portal
Quinta do Romeu
Quinta do Vale Dona Maria
Quinta do Vale Meão
Quinta do Vallado
Quinta dos Murças
Quinta dos Tourais
Ramos Pinto
Real Companhia Velha
Taylor's
Wine & Soul

Casa Perini Tannat 2002 (#CBE)

Basta o mês começar para ter post da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) aqui no blog. Neste mês de abril, o tema da nossa degustação foi sugerido pelo confrade Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Sua pedida foi a seguinte: "Vinho Sul-Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!".

Adorei a ideia! Mas como não tinha nenhum vinho sul-americano com essa idade na adega, resolvi resgatar as anotações sobre um que tomei há um tempo e ainda não havia comentado por aqui.

Segue a minha escolha:


Tipo: Tinto.
Produtor: Casa Perini.
Origem: Vale Trentino, Serra Gaúcha, Brasil
Visual: Cor granada profunda.
Olfato: Frutas em compota, mentol, couro e tabaco.
Paladar: Encorpado e seco, com taninos presentes. O sabor segue a mesma linha do olfato. Final prolongado e madeira integrada.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Tannat, este vinho evoluiu muito bem na garrafa. Quem ainda tiver dele, já está no tempo de tomar. Forma um par perfeito com carnes vermelhas. Para quem gosta do estilo, é uma boa pedida!

Classificação: Bom.
Média de preço: A safra 2002 não está mais no mercado. As garrafas de safras mais recentes custam por volta de R$ 35. Vale a pena comprar e guardar para sentir a sua evolução.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Lapostolle Clos Apalta Limited Release 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo com tons violáceos.
Olfato: Mentol, frutas vermelhas e negras maduras, café, especiarias e chocolate.
Paladar: Bem estruturado, carrega taninos macios e excelente acidez. De médio a encorpado, tem ótima persistência. O sabor traz de volta as sensações do nariz. Elegante e saboroso.
Outras considerações: Este é dos melhores e mais premiados vinhos da América do Sul. Considerado um ícone, chileno, o Clos Apalta só é elaborado em anos excepcionais e tem produção bastante limitada. Nesta safra, sua composição foi de 66% Carmenère, 19% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon. A guarda foi feita durante 24 meses em barricas novas de carvalho francês. É importante que seja decantado antes de servir, pois além de ser um vinho não filtrado, tem muito a oferecer depois da aeração. Tem grande potencial de guarda.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 798 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

Lapostolle Cuvée Alexandre Merlot 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo com bordas violeta.
Olfato: Especiarias, fumo, frutas vermelhas e negras maduras e leve tostado.
Paladar: Corpo médio e taninos macios. Além das impressões sentidas no nariz, o sabor ainda revela notas de café e caramelo.
Outras considerações: Produzido com 85% de Merlot e 15% de Carmenère, o vinho maturou por nove meses em barricas de carvalho francês novo e usado. Tem potencial de evolução.

Classificação: Muito Bom (ainda evolui).
Média de preço: R$ 231 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

Lapostolle Canto de Apalta Cellar Selection 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Rapel, Chile.
Visual: Rubi violáceo profundo.
Olfato: Bastante agradável e com uma ‘pegada’ de complexidade, mostra frutas negras maduras, mentol, alcaçuz e chocolate.
Paladar: De médio a encorpado, tem taninos marcantes, porém de boa qualidade, e acidez presente. O sabor reflete as características olfativas. Final prolongado.
Outras considerações: Carmenère (36%), Merlot (31%), Cabernet Sauvignon (18%) e Syrah (15%) são as uvas que compõem este belo corte. Teve de nove a 11 meses de estágio em barricas francesas e possui um bom potencial de envelhecimento.

Classificação: Excelente (ainda melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 179 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

Lapostolle Casa Grand Selection Cabernet Sauvignon 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Rapel, Chile.
Visual: Cor rubi com tons violeta. Média profundidade.
Olfato: Ameixa, pimentão e café.
Paladar: Médio corpo e ótimo equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor recorda as notas do olfato e ainda traz um toque de alcaçuz. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Além da Cabernet Sauvignon, presente em 85% do vinho, também foi incluído no corte 8% de Syrah, 5% de Petit Verdot e 2% de Cabernet Franc. A fermentação da bebida se realizou com a utilização de leveduras nativas e a maturação foi de quatro meses em barricas de carvalho francês de idades distintas.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).

Lapostolle Casa Grand Selection Chardonnay 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Fresco e frutado, traz notas de abacaxi, maçã verde e mamão.
Paladar: De médio a encorpado, casa muito bem acidez e untuosidade. As mesmas impressões do olfato voltam à boca junto com um discreto toque de madeira.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Chardonnay, uma pequena porção (12%) do vinho maturou em barricas de carvalho francês de diferentes usos.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).

Lapostolle Le Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor clara e brilhante, lembrando a tonalidade da casca de cebola.
Olfato: Discreto e elegante, exibe notas florais e leve toque de frutas vermelhas silvestres.
Paladar: Seco, de corpo médio, excelente acidez e final prolongado, mostra no sabor as mesmas sensações do nariz, além de um discreto gosto cítrico.
Outras considerações: Nesta safra, foi elaborado com 47% de Syrah, 43% de Cabernet Franc e 10% de Carmenère. Sua cor e delicadeza lembram os rosés elaborados na região de Provence, na França.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).