sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nez e Zahil apresentam italianos da Valdipiatta e Sangervasio

A Nez distribuidora e a importadora Zahil trouxeram na última terça ao Recife os produtores italianos da Tenuta Valdipiatta e da Azienda Sangervasio, promovendo um jantar harmonizado com rótulos das duas vinícolas. A degustação aconteceu no restaurante Nez, em Casa Forte, com a presença de convidados.

Trazendo um Chianti e um Vino Nobile di Montepulciano, a produtora da Tenuta Valdipiatta, Miriam Caporali (na foto, com seu pai), contou que entrou no mundo do vinho quando ela e a família deixaram Roma há 25 anos para se fixar na cidade de Montepulciano, no sudoeste da Toscana. Inicialmente começaram a elaborar vinhos para consumo próprio. Atualmente a vinícola produz 12 diferentes rótulos, incluindo uma grappa (aguardente de vinho) e um azeite de oliva. Segundo Miriam, a região de Montepulciano, localizada em uma colina a 600 metros do nível do mar, produz vinhos há cerca de 2.200 anos, época dos povos Etruscos. Eles cultivam principalmente a Sangiovese, uva típica da região, que é utilizada na composição de todos vinhos da Valdipiatta.

A produtora afirma que a ligação da vinícola com a sua origem e localização é muito forte, mas ao mesmo tempo investe em tecnologia para poder oferecer vinhos cada vez melhores. "Temos uma parceria com a Universidade de Bourdeaux, onde trabalhamos os taninos para diminuir a adstringência da uva Sangiovese", explicou.

Vinhos provados da Tenuta Valdipiatta:

Tosca Chianti Colli Senesi DOCG – 2004
O segundo vinho mais interessante da noite, também com o aval do presidente da SBAV-PE, José Roberto Dantas. Elaborado com as uvas Sangiovese (90%) e Canaiolo Nero (10%), o que mais impressiona neste rótulo são os aromas, de boa complexidade, lembrando frutos silvestres. O nome do vinho é uma homenagem à ópera Tosca, de Puccini, melodia que serviu de canção de ninar para Miriam Caporali quando criança. "Meu pai é um amante de ópera", revelou. A bebida estagiou três meses em carvalho esloveno e mais seis em garrafa antes de ser comercializada. Segundo a produtora, o principal mercado do Tosca é o Brasil, para onde são destinadas cerca de 11 mil garrafas de uma produção total de 15 mil unidades. "Este é um Chianti clássico, feito para dar a sensação do que é a Toscana, do mesmo modo que eu lembro do Brasil quando tomo a cachaça", observou Miriam. O Tosca apresentou acidez um pouco acentuada, mas é que é compensada pelo belo buquê e final persistente. A sugestão de harmonização do Nez foi com raviole de queijo de cabra. Custa R$ 58,80.

Vino Nobile di Montepulciano DOCG – 2001
Feito com 85% de Sangiovese e 15% de Canaiolo Nero, passa seis meses em barricas de carvalho francês, outros doze meses em carvalho esloveno e mais seis em garrafa. Embora estivesse com uma gripe que me deixou um pouco congestionada, deu para sentir no aroma deste vinho toques de frutas vermelhas e chocolate. Foi o terceiro melhor da noite e cresceu bastante com o ótimo nhoque ao ragú de osso buco. Seu preço é R$ 130,80.


A Azienda Sangervasio (foto) veio representada pelo enólogo Luca Tommasini. Situada na cidade de San Gervasio, conta com 22 hectares de vinhedos que desde 1960 são de propriedade da sua família. “Desde 1996 não utilizamos produtos químicos sintéticos nem no vinhedo, nem na produção dos vinhos”, explicou Luca. Situado próximo a Pisa e ao mar, o terroir de San Gervasio é propício ao cultivo da casta Sangiovese. Lá, eles têm uma elevada densidade de plantas por hectare. Porém, prezam pela seleção das uvas, colhidas manualmente.

Os vinhos demonstrados pela Azienda Sangervasio:

Sangervasio Rosso IGT – 2004
Segundo o enólogo Luca Tommasini, este vinho foi feito para ser compreendido na maior parte do mundo. Na sua composição estão as uvas Sangiovese (70%), Merlot (20%) e Cabernet Sauvignon (10%). Porém, confesso que não consegui entendê-lo muito bem. Acredito que deixando respirar mais tempo, os aromas deve melhorar. Na boca tem média estrutura. Passou quatro meses em barricas e mais oito em garrafa e sua sugestão de guarda é de 5 a 6 anos. Custa R$ 76,80.


A Sírio Rosso IGT – 2000Sem dúvida, o melhor da noite, também pela opinião de José Roberto Dantas. É um excelente vinho feito com Sangiovese (90%) e Cabernet Sauvignon (10%), que passa 16 meses em carvalho e mais 18 em garrafa. No aroma, toques de frutas maduras, coco e fumado. Na boca é macio, com boa acidez, notas de frutas e amêndoas. Vale o preço: R$ 148,80.


Nez / Zahil:
Praça de Casa Forte, 314, Casa Forte – Recife – PE.
Fone: (81) 3441-7873 (tem serviço de delivery)

1 comentário

Leonardo de Araújo disse...

CONFRARIA BRASILEIRA DE ENOBLOGS
Vou sugerir mais um argentino para 1º de dezembro: Argento Reserva Bonarda 2007.
Pelo menos em Curitiba o tenho encontrado em várias redes de mercados e não me lembro da Confraria ter provado essa uva ainda.
Brindes
Leonardo
vivaovinho.blogspot.com