quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Prova de vinhos Herdade do Esporão e Quinta do Crasto

Fotos do evento: Gleyson Ramos
A LD – Licínio Dias Importação e a Concept Wine reuniram na última terça os produtores portugueses da Quinta do Crasto e Herdade do Esporão para uma prova de vinhos e azeites no Recife. O evento faz parte de um road show que também passou pelo Rio de Janeiro e Fortaleza. Quem comandou a degustação foi o enólogo da Herdade, Luiz Patrão (acima), juntamente com o diretor de produção da Quinta do Crasto, Tomás Roquette (abaixo).

Embora a linha Esporão seja uma velha conhecida do consumidor nacional, a intenção da prova foi reforçar a presença dos produtos no mercado. “O Brasil é o terceiro exportador do Esporão, ficando atrás apenas de Angola e Estados Unidos”, afirmou Tomás Roquette. A Herdade do Esporão, localizada no Alentejo, utiliza 1.200 hectares divididos entre plantações próprias e de cooperativas. Anualmente, são produzidas 14 milhões de garrafas apenas da linha Esporão. Porém, a vinícola também conta com vinhos que satisfazem não só o público português, mas também o mercado externo, como o Monte Velho e Vinha da Defesa.

Já a Quinta do Crasto nasceu com vocação para exportação. "Apenas 30% dos seus vinhos são consumidos em Portugal", revelou Roquette. Localizada na margem direita do Rio Douro, possui vinhedos com cerca de 70 anos, das quais nascem bebidas como o Quinta do Crasto Vintage Port. Ambas as vinícolas utilizam modernas tecnologias, aliadas a antigas tradições, como a pisa a pé. À frente da Herdade do Esporão está David Baverstock, um australiano que chegou em Portugal com a missão de implantar novas tecnologias,tanto no cultivo das uvas quanto na produção de vinhos. Ele trouxe o know-how que faltava", afirmou Luiz Patrão.

Outras estrelas da prova foram os azeites, com destaque para o Herdade do Esporão DOP de Moura, um puro sumo de azeitonas que não passa por filtração. Os produtos podem ser encontrados à venda na Casa dos Frios (consultar endereços), e segundo os distribuidores, não sofrerão aumento de preço até o final do ano, pois os estoques estão garantidos.

Confira os vinhos que compuseram a primeira parte da prova:

Alandra Branco – 2006
Produzido pela Herdade do Esporão com as castas Manteudo, Arinto e Diagalves, tem coloração clara e cristalina, com aroma bem frutado e floral. É um vinho leve, que pode ser tanto bebido só, como também acompanhado por petiscos. Fresco e com boa acidez, trata-se de uma boa pedida para os dias quentes. O teor alcoólico é de 12% e sua temperatura de serviço deve ser entre 10° e 11° C.


Monte Velho Branco – 2005
Integram a composição deste branco as uvas Rabo de Ovelha, Arinto, Roupeiro e Perrum. É um vinho mais estruturado que o Alandra e, segundo João Palhinha, responsável pelo mercado brasileiro, um dos campeões de venda da Herdade do Esporão em Portugal. Tem cor amarelo palha e aroma também muito floral e frutado. Na boca, mantém o sabor de frutas tropicais e boa acidez. O rótulo acompanha bem pratos com peixe. O teor de álcool é 13,5%.


Vinho da Defesa Branco – 2006
Bebida de cor límpida e transparente, clara com reflexos esverdeados, produzida com as castas Arinto, Roupeiro e Antão Vaz. Tem aromas cítricos e sabor frutado, com bom equilíbrio. Também é um bom vinho para o dia-a-dia. Seu grau de álcool é 13,5% e a sugestão de consumo entre 10º e 12º C.



Verdelho – 2007
Como o nome já diz, é elaborado 100% com a uva Verdelho. Na taça, apresenta coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados, sugerindo um aroma floral e de frutas tropicais, como o maracujá. É um vinho com bom corpo e paladar frutado, interessante para acompanhar pratos como lagosta e peixes grelhados. Seu teor de álcool é de 14%. A temperatura de serviço varia entre 10º a 12º C.


Esporão Reserva Branco – 2007
O “rei” dos brancos da Herdade do Esporão passa por fermentação com temperaturas controladas em cubas de inox e por barricas novas de carvalho americano e francês. Tem coloração amarelo palha e apresenta no nariz aromas de pêssego, mesclado com um leve toque da madeira, evoluindo na taça. É um vinho de ótima acidez, encorpado, com boa persistência. Ideal para ser consumido acompanhado de bacalhau e peixes mais gordurosos.