terça-feira, 6 de abril de 2010

Cavas harmoniza vinhos da Casa Valduga com a comida do restaurante O Pátio

Fotos: Ana Paula Bernardes
Lugar agradável, clima descontraído, boa comida e bons vinhos. Isto pode resumir o que foi o 18º encontro da Confraria dos Amigos do Vinho Vale do São Francisco (Cavas), realizado na última semana, no restaurante O Pátio, no Bairro das Graças, no Recife.

Desta vez, todos os vinhos servidos no evento foram da vinícola brasileira Casa Valduga, que trouxe ótimos rótulos para a degustação. Já o menu teve o toque da chef Cecília Vieira, com pratos que proporcionaram uma bela harmonização.

Os anfitriões Ricardo e Gustavo Lustosa receberam um público bastante animado, com confrades já assíduos e novos participantes. Por falar em assiduidade, o casal Gildenor Pires e Márcia Costa (foto) foram agraciados no evento com um certificado e uma garrafa do vinho Villa Lobos, da Casa Valduga. O motivo? Eles não faltaram a nenhum dos encontros da Cavas em 2009.

Estiveram presentes o representante da Casa Valduga Michael Hennessey, o especialista Ivan Miranda (foto), que falou sobre alguns vinhos da noite, e a titular deste blog, que também deu uma palhinha sobre a degustação. Outra presença anotada foi a da editora da revista Mon Quartier, Naide Nóbrega, que distribuiu exemplares de sua publicação aos participantes.

As harmonizações:

Entrada:
Bruscheta de shitake e queijo, acompanhada de camarões no azeite, alho e ervas.

Espumante Arte Brut

Elaborado com 30% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir, este espumante, assim como todos da Casa Valduga, é produzido através do método tradicional (champenoise), com segunda fermentação na própria garrafa.

Trata-se de um espumante de cor amarelo pálido, com bolhas finas e persistentes. Os aromas trazem notas cítricas, mescladas com tostado e uma leve impressão de mel. Apresenta boa cremosidade na boca, com nítida sensação de “agulha”. Mantém o caráter cítrico na boca, harmonizando muito bem com o camarão.

Sua graduação alcoólica é de 11,5%.

Classificação: Muito bom.


2ª Entrada:
Couscous marroquino com emincé de cordeiro em molho de hortelã.


Casa Valduga Premium Cabernet Franc

Este vinho é elaborado com a uva Cabernet Franc, originária de Bordeaux, na França, mas que se adaptou bem na Serra Gaúcha. A bebida estagiou em barricas de carvalho francês por oito meses e tem 13% de álcool.

Já havia comentado o mesmo vinho aqui no blog e pude fazer o mesmo durante o evento (foto). Sua coloração é rubi bem fechada. No nariz, traz aromas de frutas vermelhas, baunilha, e pimentão. O confrade Gustavo lembrou da infância associando o cheiro do vinho ao do “pirulito Zorro”. Sua associação foi correta, já que o vinho tem realmente um caráter de caramelo igual ao daquele doce.

É um vinho com bom corpo, frutado, lembrando licor de cassis, com notas de especiarias. Alguns acharam que o álcool estava se sobressaindo, mas a mim não incomodou. Madeira em equilíbrio e taninos integrados.

Classificação: Muito bom.

Prato Principal:
Filetto Rôti acompanhado de risoto de funghi e parmesão

Mundvs Cabernet Sauvignon
Este foi o rótulo da noite. Elaborado pela Casa Valduga no Vale do Maipo, Chile, com supervisão do enólogo da vinícola, o vinho passou por 18 meses em carvalho francês, com estágio de mais 12 meses em garrafa.

Nota-se o cuidado na sua elaboração em todos os detalhes, desde a bela apresentação da garrafa.

A bebida é de cor rubi, com reflexos violáceos, derramando longas lágrimas finas na taça. O sabor revela frutas vermelhas, especiarias e café, com boa persistência na boca. Trata-se de um vinho redondo, que foi muito bem com a comida.

Classificação: Excelente.

Sobremesa:
Tortinha quente folhada de maçã com sorvete.

Espumante Brut Blush
Para harmonizar com a sobremesa, foi escolhido este espumante rosé, que leva também as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Bom para ser tomado bem gelado, acompanhando frutos do mar, entradas e sobremesas com sorvete. Caiu super bem com a escolha do folhado com sorvete.

A bebida tem cor rosada, bolhas em grande quantidade e média persistência e boa cremosidade e frescor. Os aromas e sabores remetem a frutas vermelhas silvestres. Teor alcoólico de 12%.

Classificação: Bom.

7 comentários

Anônimo disse...

Olá Fabi, eu tb tenho uma Confraria com um grupo de amigos, mais uma confraria mais informal. Nos reunimos 1 vez por mes, na Ingá Casa Forte, Zahil BV, Club du Vin ou no Buca Trattoria.. como fazemos pra participarmos das reunioes do Cavas???

Fabiana Gonçalves disse...

Olá! Me passa teu e-mail que eu peço para colocar no mailing da Confraria. Assim vc fica informado(a) dos próximos encontros.

Abraços!

Gustavo Lustosa disse...

Cara confrade e amiga Fabiana. Mais uma vez fomos agraciados pelas suas brilhantes e cogentes intervenções. Recife está ganhando uma notória eno-especialista. Renato Machado que se cuide! Congratulo a editora Naide Nóbrega, parabenizo a Revista Mon Quartier e rogo transpor as águas do Capibaribe para amerrissar nas praias gastronômicas de Boa Viagem. Nosso evento no Pátio foi descontraído( com notas de humor), harmônico (sob a tutela da criativa Chef Cecília Vieira), instrutivo (conhecimentos palestreados pelo Prof. Ivan Miranda) e aprazível (proporcionados pela Casa Valduga). Características da singular Confraria CAVAS.

Fabiana Gonçalves disse...

Gustavo, eu que agradeço. Grande abraço, Fabiana.

Naide disse...

Muito bom, Bina! Deu saudades daquela noite tão agrádavel.

Adorei a sua companhia (por supuesto), o pessoal todo, a comida e, sobretudo, os vinhos. Hummmm....

Um post nota dez para uma noite nota dez! Congrats!

Beijocas,
N.

Anônimo disse...

Fabiana,

Parabenizo pelos comentários sobre os vinhos e sua harmonização no evento! De fato o espumante de entrada me surpreendeu e o Blush ficou um pouco aquém. E o Arte brut pode-se classificar como Best/Buy.

Até a próxima,

Eduardo

Anônimo disse...

Fabiana,

Parabenizo pelos comentários sobre os vinhos e sua harmonização no evento! De fato o espumante de entrada me surpreendeu e o Blush ficou um pouco aquém. E o Arte brut pode-se classificar como Best/Buy.

Até a próxima,

Eduardo