quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dom Vinho apresenta rótulos da argentina Las Perdices e outras novidades

A distribuidora pernambucana Dom Vinho promoveu esta semana dois interessantes encontros no Recife. O primeiro foi no Wiella Bistrô, em Boa Viagem, onde aconteceu um jantar harmonizado com rótulos da vinícola argentina Las Perdices, em parceria com a importadora Bodegas – Selecionadores de Vinhos.

A Dom Vinho ainda apresentou dois outros vinhos de sua carta, um espumante nacional e vinho de sobremesa espanhol, que também serão comentados a seguir.

Quem comandou a apresentação foi o argentino Germán Garfinkel, da Bodegas (à direita no foto, junto a Célio Vasconcelos, da Dom Vinho), que falou sobre os vinhos e explicou alguns detalhes sobre a produção em seu país.

A Bodega Las Perdices é gerenciada pela família López, de origem espanhola. Estão à frente do negócio Juan Muñoz López, sua esposa Rosario e seus filhos Nicolás, Estela y Carlos. O nome da vinícola faz referência à grande quantidade de perdizes que havia na região quando a família chegou para produzir seus vinhos. As plantações ficam em Agrelo (Luján de Cuyo) e Barrancas (Maipú).

Confira, por ordem, os vinhos e o menu degustado na noite:

Espumante Pizzato Fausto Brut

Elaborado pelo método Charmat, com segunda fermentação em tanques de inox, este espumante da vinícola brasileira Pizzato é feito com a uva Chardonnay e base Blanc de Noir, com as variedades Merlot e Cabernet Sauvignon.

A coloração é amarelo palha e apresenta perlage com bolhas de médias a finas, em boa quantidade. Os aromas são frutados e alegres, lembrando um Prosecco, com leves toques cítricos. Na boca, tem boa cremosidade e acidez. Aparece novamente o tutti-frutti, mas com uma secura que não deixa a bebida enjoativa. È um espumante perfeito para festas, pois agrada a gregos e troianos.

Sua graduação alcoólica é de 12,4%

O nome “Fausto” faz referência à localidade Dr. Fausto de Castro, em Dois Lajedos, na Serra Gaúcha, onde são cultivadas as uvas.

Classificação: Muito Bom.

Las Perdices Sauvignon Blanc – 2009

Este vinho integrou uma das melhores harmonizações da noite, com a entrada Petit tranche de pescada farcie com aspargos sobre ragoût de legumes ao molho de limão.

Produzido com uvas Sauvignon Blanc cultivadas em Alto Agrelo, este branco tem cor amarelo palha com reflexos esverdeados, formando na taça finas e longas lágrimas. No nariz, revela notas cítricos, florais e minerais.

É um vinho de ótima acidez, com sabor mineral que predomina na boca. O casamento com os aspargos do prato foi perfeito.
Durante sua produção, o mosto passa dois dias fermentando a uma temperatura de 4º C. A graduação alcoólica é de 13%. Outro detalhe interessante do vinho é a sua rolha, feita de aglomerado francês que não permite a micro-oxigenação. Segundo Germán Garfinkel, cada rolha dessas chega ao mercado argentino ao preço de 1,80 dólares.

Classificação: Excelente.

Las Perdices Malbec – 2008

Elaborado 100% com uvas Malbec provenientes de Agrelo, Luján de Cuyo, este tinto tem uma cor jovial, rubi com tons violeta. Seus aromas envolvem notas de frutas vermelhas escuras e mentolado.

Seu estágio em madeira foi parcial (40%), durante seis meses em barricas de carvalho francês e americano.

No paladar, aparecem taninos doces e madeira bem integrada, junto com as frutas, o mentol e ainda notas de café.
É um vinho que tem 14,5% de álcool, embora não aparente todo esse volume.

A harmonização preparada pelo sommelier da casa, Otoniel Abílio, junto com o chef Claudemir Barros, foi de um suculento medalhão de filé mignon com risoto de parmesão ao molho tinto.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Las Perdices Pinot Noir Reserva – 2008

Provei recentemente este vinho em uma prova às cegas de Pinot Noir e confesso que desta vez ele me pareceu mais agradável, com uma acidez menos acentuada. Segundo Gérman, é um Pinot Noir de clima quente.

Feita 100 % com a uva Pinot Noir plantada em Luján de Cuyo, a bebida passou por 30 dias de maceração a frio e por um estágio de um ano em barricas novas de carvalho francês.

O resultado é um vinho de cor rubi, um pouco mais escura que o normal para esta variedade. Os aromas misturam notas de frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de leves traços da madeira.

É uma bebida delicada na boca, com boa acidez, frutas e baunilha. A graduação alcoólica é de 13,5%.

A harmonização foi mais uma vez certeira, com codorna desossada acompanhada de purê de inhame e molho framboesa.

Classificação: Muito Bom.

Pasus Semidulce Honório Rubio

Para fechar a noite, foi servido este vinho de sobremesa produzido na Rioja, Espanha, pela vinícola Honório Rubio.

Ele é feito 100% com a uva Viura e apresenta coloração amarelo mel. No nariz, aparece algo semelhante a licor de laranja, porém com menos doçura, e notas amendoadas. Apresenta as mesmas impressões na boca, com uma boa acidez.

A harmonização da casa foi com um bisque de laranja ao whisky, que embora maravilhosa, ficou um pouco mais doce que o vinho.

Acho que além de cair bem com queijos, o Pasus também combina bem com sobremesas como panetone, bolo de fruta e pão-de-ló.

Tem 12% de álcool.

Classificação: Bom.

1 comentário

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