quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Colunista da Veja questiona qualidade do vinho brasileiro e leitores contestam

O colunista da Veja (Radar on Line), Lauro Jardim, publicou há alguns dias uma nota com o seguinte texto:

“O vinho brasileiro não é lá essas coisas, mas ganhou mercado pelo mundo em 2011. As exportações cresceram 33% no ano passado e alcançaram a marca de 3,06 milhões de dólares. Trinta e um países provaram os rótulos daqui – quatro a mais do que no ano anterior”.

Foi o bastante para aparecerem os defensores do vinho nacional. Nos comentários da página da Veja na internet, eles deram demonstrações de repúdio sobre o “não é lá essas coisas”.

Um dos leitores descontentes foi o assessor de imprensa do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Orestes de Andrade Jr., que respondeu com o seguinte comentário:

“O Lauro Jardim está muito bem informado. O valor – US$ 3 milhões – está corretíssimo. O que o jornalista não está bem informado é sobre a qualidade do vinho brasileiro, especialmente nos últimos cinco anos. Te garanto, Lauro, como disseram os teus leitores nos comentários aqui, que você se surpreenderia com os rótulos verde-amarelos, tanto brancos quanto tintos, sem falar nos consagrados espumantes. Faço inclusive um desafio: uma prova de vinhos importados e brasileiros às cegas para ver se sua opinião continua a mesma! Em recentes degustações assim (com os rótulos escondidos), os vinhos brasileiros ganharam a preferência dos provadores… Para o “observadordepirata”, sim, a alta carga tributária ainda é a grande vilã no que se refere aos preços dos nossos vinhos, cujas garrafas contém mais de 50% de impostos. Lembrando que, conforme acordo do Mercosul, os vinhos argentinos e chilenos entram no Brasil sem pagar nada de imposto de importação! Um grande abraço! Orestes de Andrade Jr. (assessor de imprensa do Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho)”.

Confira a íntegra.