sexta-feira, 16 de março de 2012

Notícia sobre possibilidade restrição da entrada de vinhos estrangeiros no Brasil já repercute no exterior

A abertura de investigação determinada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para verificar a necessidade de aplicação de medidas de salvaguardas sobre as importações nacionais de vinho já está repercutindo no exterior. Caso seja aplicada, a iniciativa poderá acarretar em aumento do imposto de importação ou em restrição quantitativa, deixando apreensivos os empresários estrangeiros do setor.

O site português “Negócios Online”, por exemplo, trouxe hoje uma matéria com o seguinte título: “Brasil quer travar importação de vinhos portugueses”.

Confira abaixo um pouco do que fala o informativo luso:

É uma má notícia para os produtores de vinho portugueses, para quem o Brasil é já o quarto melhor destino para os vinhos. A Secretaria de Comércio Exterior ponderá avançar com um aumento do imposto de importação ou mesmo a restrição quantitativa de vinhos estrangeiros para proteger os produtores brasileiros.

Segundo a informação avançada pela revista Veja, que cita uma nota do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, "as informações apresentadas continham indícios suficientes de que o crescimento das importações de vinhos ocorreu em condições que causaram prejuízo grave à indústria doméstica”.


Em 2011, a exportação de vinhos portugueses para o Brasil cresceram 14,1% em volume e 18,7% em valor, para 23,7 milhões de euros. Os 84.450 hectolitros exportados foram vendidos a um preço médio de 2,80 euros por litro.


Além das medidas penalizadoras para os produtos estrangeiros, um processo deste género permite ao sector brasileiro dos vinhos implementar um programa de ajustamento para as empresas concorrerem com as importações no final do período estimado para vigorarem estas medidas. 


A “salvaguarda” é aplicada à totalidade das importações brasileiras, independentemente da origem, à excepção dos países do Mercosul e Israel.


Segundo a imprensa brasileira, os alvos principais são os vinhos portugueses, italianos e chilenos, No texto submetida aos responsáveis de Brasília, a indústria argumenta que os vinhos europeus tornaram-se mais baratos com a crise financeira internacional.


“Na esteira do desenfreado crescimento das importações, motivado por excesso de oferta, os preços caíram, obrigando os intermediários locais, a fim de evitarem estocagem, a desovarem seus produtos importados a preços mais reduzidos ainda".

2 comentários

Ewertom Cordeiro disse...

No final o consumidor final também sai perdendo. Seremos "obrigados" a consumir mais o produto nacional, que muitas vezes tem valor elevado e teremos o nosso consumo de vinho estrangeiro limitado, uma vez que, com essa medida, o preço vai subir.

Abraço, Ewertom
[Vinhos de Minha Vida]

Sérgio Bandeira disse...

Quando se fala em VINHOS entenda-se: QUALIDADE. E Qualidade está ligada diretamente a matéria-prima que é a UVA. As UVAS vêm da Natureza e a Natureza do Brasil não tem a MINERALIZAÇÃO como tem o solo de outros países europeus, que somado ao "terroir" de cada região, que diferencia cada Vinho de cada região. Quem toma VINHOS sabe a diferença entre eles. Acredito que está lei da salvaguarda dos VINHOS nacionais não passará no Congresso Nacional visto que os Parlamentares bebem bons VINHOS. Não se pode comparar os autómóveis da Fiat, Volkswagem, Chevrolet etc com os automóveis da Audi, Mercedes-Benz, BMW, Ferrari, Lamborghini, Rollys-Royce etc e tal. Os produtores de Vinhos Nacionais (Brasil) podem baixar os seus preços no mercado para conquistarem seu público.

Sérgio Bandeira
sergiobandeira20@gmail.com
10 maio 2012