quarta-feira, 2 de maio de 2012

Expovinis 2012 e a minha “quota” de brasileiros

Demorei um pouco para escrever sobre a ExpoVinis deste ano, pois me dei direito a um pequeno descanso após um mês agitado, repleto de degustações e viagens. A feira continua sendo um espaço maravilhoso para provar novidades, degustar novamente bons rótulos e principalmente trocar ideias sobre o que anda acontecendo no mundo do vinho.

Este ano, o que mais chamou a atenção foi o movimento de alguns participantes contra a salvaguarda (leia mais aqui sobre o assunto). Faixas pretas com os dizeres “contra a salvaguarda” enfeitaram braços e cabeças dos mais engajados. Mesmo assim, o movimento nos estandes com vinhos brasileiros foi intenso. Inclusive, as vinícolas nacionais ocuparam grande espaço do pavilhão azul do Expo Center Norte, onde aconteceu a feira. 

Confesso que procurei só as novidades em relação aos vinhos brasileiros. Por isso, dediquei um bom tempo no espaço da Acavitis, onde estavam os produtores de Santa Catarina. Lá, pude provar excelentes rótulos, entre eles o impressionante vencedor do Top Ten na categoria melhor branco nacional: o Sanjo Maestrale Integrus 2010, elaborado pela Sanjo com a uva Chardonnay (os vinhos citados serão posteriormente melhor comentados no blog). Da Sanjo também me encantou Núbio Sauvignon Blanc 2011.

Da Villaggio Grando, destacaram-se dois rótulos em minha degustação: o tinto Além Mar 2008 (um corte de Cabernet Franc, Merlot e Malbec) e o Villaggio Grando Colheita tardia 2009 (Petit Manseng e Gros Manseng). Da vinícola Santa Augusta, provei um excelente espumante moscatel. Já da Villa Francioni, gostei do refrescante Sauvignon Blanc 2010 e pedi bis do tinto Joaquim 2008 (Cabernet Sauvignon e Merlot).

Fora do estande da Acavitis, mas ainda nos domínios do Brasil, ainda resolvi provar novamente um espumante que já havia tomado e gostado muito. Ele foi o vencedor Top Ten na categoria espumante nacional: o Quinta Don Bonifácio Habitat Brut, produzido na serra Gaúcha. Ainda tentei provar o Testardi Syrah, novidade que veio do Vale do São Francisco pelas mãos da Miolo e arrebatou o Top Ten na categoria tinto nacional. Sem sucesso. Não tinha mais.

Pois bem. Provei a minha “quota” de nacionais e parti para os estrangeiros, pois esses talvez fiquem mais difíceis de tomar daqui a algum tempo.