quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O blog conferiu: degustação de vinhos californianos



Por Luciana Torreão

Definitivamente, o Brasil e, mais especificamente o Nordeste viraram a menina dos olhos do mercado de vinhos internacional. É cada vez mais presente a diversidade de nacionalidades e regiões pouco exploradas que estão apostando no potencial do consumidor brasileiro. E foi com base nesta premissa, que a embaixada dos Estados Unidos, através do seu departamento de Agricultura, junto ao consulado americano em Recife promoveu degustação de alguns rótulos com o intuito de conquistar o paladar do pernambucano, cada vez mais ávido por novidades na área e atrair distribuidores e importadores.

O ministro conselheiro do departamento de Agricultura, Robert Hoff, comenta que a renda per capita do Brasil e, em especial, do Nordeste aumentou, é por isso é preciso investir. “A mentalidade do nordestino mudou e os importadores precisam enxergar isso, a fim de oferecer novos produtos, novas opções. Um dos meus papéis aqui no Brasil é justamente fazer esta ponte, é ajudar a alavancar as vendas dos produtos americanos no Brasil, principalmente o vinho, um produto que tem boa aceitação e as pessoas estão consumindo e conhecendo cada vez mais. Queremos promover nossa cultura e os nossos vinhos e já estamos articulando com algumas pessoas a possibilidade destes rótulos que foram degustados obterem representação e vendas aqui na região, pois já estamos presentes em São Paulo. Agora a meta é expandir para todo o Nordeste”.

Na ocasião, foram apresentados os vinhos de renomadas vinícolas como Crane Lake, De Loach e Estrella, que possuem uma grande variedade de uvas cultivadas, com aromas e sabores próprios, cuja repercussão mundial posiciona a Califórnia com uma das melhores regiões produtoras de vinhos do chamado Mundo Novo.

A Califórnia responde por 90% da produção de vinhos americanos, e reúne cerca de 50% das vinícolas dos EUA. Dados do Wine Institute apontam que o Estado está entre os quatro maiores produtores mundiais, depois da França, Itália e Espanha. De acordo com médico cardiologista e diretor da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho de Pernambuco (SBAV PE), Hermilo Borba Griz, palestrante na ocasião, o país é o segundo do mundo em consumo geral e o 23º em consumo per capita. Lembrando que o Brasil está em 55º, com 1,8 litros per capita ao ano. “Os melhores vinhos produzidos com as uvas Cabernet Sauvignon e Pinot Noir são da Califórnia”, afirma Hermilo.

A Califórnia possui algumas regiões principais como Napa Valley, Sonoma, Russian River, Santa Bárbara e Ruthford. Outras regiões de grande importância são também Oregon e Washington.O estado é rico em castas tintas como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Syrah e Zinfandel – clone da uva Primitivo, da Itália, que possui características próprias e de qualidade. Já as castas brancas ficam por conta da Chardonnay e Sauvignon Blanc.

Hermilo destacou um fato importante que colocou os vinhos daquele estado em evidencia, que foi a histórica degustação realizada às cegas em Paris, em 1976, onde dois vinhos californianos venceram rótulos franceses do mais alto nível. E, foi a partir deste fato que os produtores californianos passaram a ser vistos com outros olhos pelo mercado de vinhos.

O diretor da SBAV fez uma degustação guiada de um espumante, um branco e dois tintos.
O primeiro foi o espumante Sparkling Brut, da Crane Lake, produzido pelo método charmat com as uvas French Colombard e Chardonnay. De cor clara, perlage fina e levemente adocicado, possui aromas de maçãs e frutas cítricas. Na boca lembra melão e pêra.

Na sequencia, degustou-se o branco Chardonnay 2011, da vinícola Estrella, feito à base de Chardonnay, French Colombard, Pinot Grigio e Moscatel. De cor amarelo claro, este vinho é bastante frutado, com acidez equilibrada e fino toque de carvalho no final.

Logo depois, o primeiro tinto foi o Pinot Noir 2011, da vinícola De Loach, da região de Russian River. Um tinto leve, com aromas de cereja. Com taninos macios e prolongados. Por fim, o Zinfandel 2010 Russian River, também da De Loach. Trata-se de um tinto potente, com aromas de frutas vermelhas.

Agora é só esperar chegar por aqui!