terça-feira, 11 de junho de 2013

O Uruguai também bate um bolão em outros campos


Coluna Escrivinhos da edição de junho da Revista Mon Quartier

Este mês de junho tem muito recifense que vai fazer questão de acompanhar ao vivo os jogos da Copa das Confederações na nova arena construída em São Lourenço da Mata. Eu mesma sou uma que já garantiu o ingresso para assistir ao partidaço Espanha x Uruguai. Mas calma aí, o tema da coluna ainda é vinho e não futebol! Puxei o assunto porque lembrei que alguns dos países que vão disputar o campeonato são reconhecidos produtores de vinhos: Brasil, Itália, Espanha e Uruguai.

Quem gosta da bebida, supostamente já provou vinho desses locais. Porém, pela produção ser menor, sei que existe muita gente que nunca teve a oportunidade de degustar os vinhos do Uruguai, que por sinal é bicampeão da Copa do Mundo de futebol. Então resolvi falar aqui sobre eles.

A história vitivinícola deste país sul-americano começa na década de 1870, quando imigrantes bascos plantaram as primeiras vinhas. A maior parte dos vinhedos (90%) fica na região sul, próximo a Montevidéu, principalmente na região de Canelones, que tem clima de influência marítima.

Os principais produtores uruguaios dos quais eu já provei bons vinhos são Carrau, Pisano, Familia Deicas, H. Stagnari, Giménez Méndez, Pizzorno e Bouza. Eles elaboram rótulos principalmente com a Tannat, uva tinta emblemática daquele país. Apesar de ela ser a mais plantada, outras castas tintas e brancas também são cultivadas lá.

TANNAT – Originária do sudoeste da França, mais exatamente da região de Madiran, essa variedade se adaptou muito bem ao Uruguai. Ela foi trazida no século 19 para América do Sul pelo imigrante basco Pascual Harriague. Tanto é que ela passou muitos anos sendo chamada de Harriague, em homenagem ao seu “pai”.

Lá na França, os vinhos feitos com a Tannat harmonizam com os pratos gordurosos como o cassoulet e as conservas de pato e de ganso (confit). Isso porque a uva dá origem a uma bebida potente e encorpada, que encara comidas mais robustas.

O nome Tannat vem do tanino, substância responsável pela adstringência do vinho. Antigamente, os vinhos feitos com ela eram ásperos e muito secos. Hoje, com as novas técnicas de vinificação, estão mais elegantes. Os Tannat uruguaios têm grande intensidade de cor, aromas de frutas escuras e chocolate. Acompanham muito bem pratos de carnes vermelhas.

Cientistas dizem que a Tannat é a uva que contém mais antioxidantes naturais, substâncias que combatem o envelhecimento precoce e ajudam a prevenir doenças.

E então, que tal escalar um vinho do Uruguai para a sua seleção?

Saúde!