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quinta-feira, 22 de março de 2012

Por que o vinho seco é melhor?

Depois de tanto ouvir essa pergunta, resolvi escrever um texto sobre o assunto, que foi publicado na coluna deste mês da revista Mon Quartier. Confira:

Vai um vinho seco aí?

Frequentemente encontro algumas pessoas que dizem que gostam de vinho, mas preferem os suaves. Normalmente, essas mesmas pessoas também perguntam o que fazer para gostar dos secos. “Questão de treino do paladar”, respondo.

Deixem que eu me explique melhor. Desde criança, somos acostumados aos líquidos docinhos. O leite materno, dizem, tem sabor adocicado. Os sucos comumente são adoçados. E depois vêm os refrigerantes - uma verdadeira "bomba" de açúcar. Como o vinho é feito de uma fruta, a uva, é normal que as pessoas esperem algo mais ameno quando tomam aquela bebida.

Porém, um vinho suave, ou docinho, não vai passar disso. Você nunca vai poder identificar nele aqueles aromas que os especialistas dizem sentir, como de especiarias, frutas silvestres, couro ou baunilha, entre vários outros. Isso porque o vinho suave é um vinho simples, feito com uvas “não viníferas”.

Só para você entender melhor, as uvas viníferas são frutos da espécie vegetal Vitis vinifera. São castas nobres, ideais para a produção de vinho. Entre elas estão Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, entre inúmeras outras. Os vinhos feitos com estas uvas são chamados vinhos finos.

Já a uva de mesa (não vinífera), do tipo Isabel, Itália ou Bordô, entre outras, serve para ser consumida in natura ou para a produção de suco. Mas muitos produtores destinam essas uvas para a elaboração de vinhos mais simples - os suaves.

Esses vinhos normalmente passam por um processo que os diferencia dos vinhos secos: recebem adição de açúcar. O bom vinho, ao contrário, é aquele em que durante a sua produção todo o açúcar natural das uvas foi transformado em álcool.

Então, se você se identificou com o texto ou conhece alguém “chegado” nos suaves, aí vão algumas dicas para entrar no mundo dos secos sem grandes impactos:

Os tintos da uva Pinot Noir são mais leves, assim como os da Carmenère. Gamay também é uma uva tinta que pode agradar aos paladares mais acostumados com o adocicado. Entre os brancos, prove os argentinos feitos com a Torrontés ou os Pinot Grigio italianos.

E lembre: vinho só é saúde se bebido com moderação.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os cheiros do Natal*

Desde criança, os cheiros sempre me marcaram muito. Recordo perfeitamente o cheirinho que tinha a minha lancheira da escola. Lembro do aroma de terra molhada, de grama cortada, do bolo no forno, do perfume da minha avó. Até lembro dos desagradáveis (a velha catinga ou fedor), como o cocô do cavalo na rua, o sarapatel na panela (sim, para mim esse cheiro era e até hoje é horrível).

Mas tinha uma época do ano que era marcada pelos cheiros bons: o final do ano! Tudo parecia mais agradável, leve. O aroma das acácias e dos jambeiros floridos, das primeiras mangas e do caju, da castanha portuguesa, da ameixa madura, do panetone, do sapato novo! Tudo era festa para o meu nariz.

E ainda hoje continua assim. Me encanta o cheiro das passas, do peru assado, das nozes, das lentilhas, do papel de presente, do queijo do reino, da vela acesa, do bolo de frutas!

A essa altura você deve estar se perguntando: e essa coluna não é de vinhos?

É sim, caro(a) leitor(a). Vinho tem tudo a ver com cheiros. A identificação dos aromas é uma parte importante na avaliação da bebida.

Muitos dos aromas de que falei  podem ser encontrados nos vinhos (até o cocô de cavalo, pasmem).

Então, a minha proposta é a seguinte: que tal aproveitar esta época rica em aromas e brindes para identificar os cheiros que exalam da sua taça?

Nos tintos é comum aparecer a ameixa madura, o jambo. Podem surgir ainda especiarias, chocolate, café, baunilha, fumo, morango...

Os brancos podem ter aromas de grama cortada, limão, melão, mel, lichia, floral, manteiga, maçã....

Nos espumantes surgem fermento, pão torrado, frutas brancas, amêndoas, nozes, flores...

Os de sobremesa mostram frutas secas, mel, chocolate, amêndoas...

Sinta o seu vinho. Veja se combina com o cheiro daquele momento. Se fica bem com o prato que você está comendo. Deixe as bolhinhas do espumante fazerem cócegas no seu nariz.

Feliz Natal e um ano novo abençoado.

Um cheiro!

*Esta é a minha coluna do mês de dezembro da revista Mon Quartier.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um brinde à telona

O texto da minha coluna deste mês da revista Mon Quartier fala de três filmes sobre vinhos para você curtir nas férias. Confira:

Um brinde à telona

Para quem gosta de vinhos e de filmes, uma pedida neste mês de férias é juntar as duas coisas. Existem boas produções sobre o assunto no cinema, mas as três que classifico como imperdíveis são os longas “Sideways – Entre umas e Outras”, “O Julgamento de Paris” e “Um Bom Ano”.

“Sideways”, apesar de ser da “safra” 2004, já é considerado um clássico. Nele, o enófilo depressivo Miles (Paul Giamatti) e o seu colega Jack (Thomas Haden Church), um ator fracassado que está às portas do casamento, partem para uma viagem de uma semana ao Vale de Santa Ynez, região produtora de vinhos da Califórnia. A ideia é beber bons vinhos, jogar golfe e relaxar, mas eles terminam se envolvendo com duas mulheres e a história “vira de cabeça para baixo”. Um enredo envolvente e hilário, com sabor de Pinot Noir – uva preferida de Miles, que é uma das variedades mais complicadas de se cultivar e que pode dar origem a grandes vinhos.

“O Julgamento de Paris” é um filme baseado em fatos reais, que retrata uma histórica degustação realizada às cegas na capital da França, em 1976, onde dois vinhos californianos venceram rótulos franceses do mais alto nível. Até hoje, o Museu Nacional de História Americana Smithonian abriga em sua coleção as garrafas dos vinhos que venceram a competição: um Stag’s Leap Wine Cellars Cabernet Sauvignon 1973 e um Chateau Montelena Chardonnay 1973.

É um bom filme para “abrir a mente” dos que acreditam que apenas o Velho Mundo e renomados produtores fazem bons vinhos. Lançado em 2008, tem no elenco atores como Bill Pullman, como o proprietário da vinícola, e Chris Pine, fazendo o papel de seu filho e incentivador da produção de vinhos.

Já “Um Bom Ano”, de 2006, é estrelado pelo astro Russel Crowe. No enredo, ele é Max Skinner, um frio e calculista investidor londrino que herdou do seu falecido tio Henry (Albert Finney) um vinhedo na região da Provence, na França. Ele muda-se temporariamente para o local, onde viveu a sua infância, para vender a propriedade. Mesmo sendo um cara bem sucedido e apegado à cidade, Max se deixa seduzir pelas lembranças do seu passado, pelos vinhos e o plantio de uvas e pela proprietária do café local (Marion Cotillard). Um filme leve e descontraído.

Escolha um deles, pegue sua taça para acompanhar e bom filme!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vinte verdades sobre vinhos

Este é o tema da minha coluna da edição de fevereiro da querida revista Mon Quartier. São vinte pequenas dicas que podem ajudar o leitor a entender algumas questões relacionadas ao vinho. Confira:

1. Nem todo vinho melhora com o tempo. Apenas os grandes tintos evoluem com o passar dos anos.

2. O esmagamento das uvas com os pés é muito pouco utilizado hoje em dia. Somente algumas vinícolas, principalmente em Portugal, ainda utilizam a técnica.

3. As videiras gostam de solos pobres, pois assim vão mais fundo para buscar os nutrientes e minerais que darão qualidade ao vinho.

4. Barris são usados para fermentação e amadurecimento do vinho. Normalmente são feitos de carvalho, madeira que pode conferir aromas e sabores à bebida.

5. Diz-se que o vinho é adstringente quando ele nos faz salivar depois de tomado. Nos tintos, a reação está relacionada à quantidade de taninos presentes.

6. Taninos são substâncias encontradas na casca e nas sementes da uva que ajudam a estruturar os vinhos tintos.

7. Os verdadeiros conhecedores e apreciadores de vinhos gostam tanto de tintos quanto de brancos, rosés, vinhos doces e espumantes.

8. Rosés são feitos de uvas tintas. Na sua elaboração, passam pouco tempo em contato com as cascas, ganhando uma coloração mais clara.

9. Os vinhos mais simples e os de garrafão não são produzidos com uvas viníferas (Vitis vinifera) e sim com uvas de mesa, que também servem para fazer suco.

10. O vinho fica melhor quando tomado na taça adequada.

11. Nenhum vinho tinto deve ser bebido a mais de 20ºC.

12. A palavra "cru", nos vinhos franceses, está associada à qualidade do vinhedo.

13. "Blanc de Noirs" é um vinho branco produzido com uvas tintas.

14. Varietal é um vinho com uma única variedade de uva.

15. A palavra assemblage é usada para definir o vinho que tem várias uvas em sua composição.

16. DOC e DOCG são termos franceses usados no Velho Mundo para indicar Denominação de Origem Controlada (DOC) e Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG).

17. Enófilo é o apreciador de vinhos.

18. Enólogo é o profissional formado responsável pela produção do vinho.

19. “Reserva” é uma classificação espanhola, também usada no Brasil, relacionada ao tempo de maturação do vinho.

20. “Reservado” não é uma denominação oficial, mas sim uma “jogada” dos chilenos para tentar vender vinhos de qualidade inferior em mercado estrangeiro.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bê-a-bá dos espumantes

Esta é a coluna Escrivinhos da edição de dezembro da revista Mon Quartier. Como não podia deixar de ser, o assunto é... espumante!

Confira:

"Espumante combina com comemoração

Chegou o fim do ano. Com ele vem as confraternizações, os brindes e o espumante, bebida que nesta época multiplica-se nas prateleiras. Para não ficar em dúvida na hora da escolha, a coluna montou um pequeno guia para você entender um pouco sobre a bebida e identificar a opção que vai mais com a sua cara.

O que é espumante?

É um vinho fermentado por duas vezes. Na primeira, o açúcar da uva é transformado em álcool. Na segunda, são adicionados açúcares e leveduras, que produzem álcool e gás carbônico, responsável pelas bolinhas, também chamadas de perlage.

Existem dois métodos de fabricação da bebida. O Champenoise é o tradicional, no qual a segunda fermentação acontece na própria garrafa. Já no método Charmat, mais comum, a segunda fermentação acontece em tanques de aço inoxidável.

Champagne e espumante são a mesma coisa?

Não. O champagne é produzido na França, em Champagne, única região do mundo que pode usar esta denominação. É feito apenas pelo método tradicional. Os demais são classificados como espumantes, podendo ser elaborados através dos dois métodos. Existem mais dois tipos de espumantes que são conhecidos pelos seus nomes: a cava, da Espanha, e o prosecco, de origem italiana.

Quais os tipos de espumante?

Na hora de comprar, observe bem o rótulo. O brut é seco, o demi-sec é meio seco ou levemente adocicado e o moscatel é doce. Os espumantes brancos podem ser feitos tanto de uvas brancas como de tintas, assim como os rosés.

O espumante é bom quando...

Apresenta boa perlage, com bolhinhas minúsculas e duradouras, é aromático e tem boa acidez na boca. Quanto ao gosto, aí é uma coisa pessoal.

Como servir

A taça adequada para o espumante é a tipo flute, em forma de tulipa, que conserva melhor as bolhinhas. A bebida deve ser servida gelada, entre seis e oito graus. Na hora de abrir, evite “estourar” a rolha, pois nesse processo perde-se o que o espumante tem de mais precioso: o gás carbônico.

Os brasileiros

Os espumantes nacionais estão com tudo no mercado internacional. A vocação do Brasil para a produção desse tipo de bebida já é notadamente comprovada. Por isso, aposte também nos rótulos nacionais.

Feliz Natal e um 2011 repleto de bons motivos para brindar!"

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Novembro, o mês do Beaujolais Nouveau

Este é o texto do mês de novembro da coluna Escrivinhos, publicado na revista Mon Quartier.

Novembro, o mês do Beaujolais Nouveau

Todo ano, na terceira quinta-feira do mês de novembro, os franceses celebram a chegada do seu primeiro vinho. O Beaujolais Nouveau fica pronto aproximadamente dois meses após colheita. Feito com a uva Gamay, é um vinho leve, fresco e descontraído, com características bem frutadas e bom para ser tomado geladinho.

Trata-se de uma verdadeira festa a celebração da chegada do Beaujolais Nouveau ao mercado. A ideia veio dos comerciantes de Lyon, região do Beaujolais, que produz uma uva capaz de render grandes quantidades de vinho. Para dar saída à produção, eles resolveram lançar seus rótulos mais cedo. Na década de 60, houve uma verdadeira competição entre os produtores locais para ver quem lançava primeiro o seu vinho.

Com o passar do tempo, o interesse pelos Beaujolais Nouveau começou a cair, devido à grande quantidade de exemplares medíocres colocados à venda no mercado. Isso aconteceu justamente por causa da pressa das vinícolas em “despejar” o seu vinho nas prateleiras. Porém, alguns produtores sérios continuaram firmes no seu propósito e não deixaram a tradição morrer.

Como disse antes, o Beaujolais Nouveau é feito com a uva Gamay, que dá origem a vinhos de baixo teor alcoólico e feitos para serem bebidos bem jovens. Na sua produção, os cachos são jogados inteiros nas cubas, sem esmagamento, num processo chamado maceração carbônica, onde a pele da uva é estourada através da fermentação. O objetivo é obter o máximo de cor e aroma.

O Beaujolais Nouveau combina com o clima do Brasil, pois deve ser consumido bem resfriado, por volta de 14ºC. Ele cai bem com frios, peixes, frutos do mar e pratos leves.

Ao bebê-lo, normalmente podem ser identificados aromas de frutas vermelhas silvestres, como morangos e framboesas, e também de banana. Quase sempre apresentam boa acidez, aliada ao sabor frutado e alegre.

O Brasil também tem o seu Beaujolais Nouveau. Produzido pela Miolo Wine Group, o Gamay é lançado em março, logo após a colheita no Hemisfério Sul. A bebida é feita com a consultoria
de Henry Marionnet, considerado pela crítica internacional o papa da variedade Gamay. O vinho tem as mesmas características do “primo” francês - leve e refrescante.

O Beaujolais Nouveau não é um vinho para ser avaliado como os outros, e sim apenas festejado. Como diz o sommelier Manoel Beato, trata-se de um “vinho de entretenimento”. O importante é que seja consumido até seis meses após a sua fabricação. Depois disso, corre-se o risco de se tomar um vinho “vencido”.

Um brinde!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Viva o suco de uva

O artigo abaixo é uma reprodução da minha coluna na revista Mon Quartier do mês de outubro.

Viva o suco de uva

Em homenagem ao mês da criança, vou deixar o vinho um pouco de lado para falar sobre uma bebida gostosa e saudável, que todo mundo (até os baixinhos) pode e deve desfrutar: o suco de uva.

Somos privilegiados no Brasil por produzir uvas do tipo americanas, responsáveis por tornar o nosso suco mais saboroso. Estas variedades (Isabel, Bordô, Niágra e Concord, entre outras) são proibidas de serem plantadas na grande maioria dos países produtores, pois estes dão preferência às uvas do tipo européias.

Além de gostoso, o suco de uva faz muito bem à saúde. Pesquisas revelam que ele pode trazer grandes benefícios por conter flavonóides, substâncias que também estão presentes nos vinhos e são poderosos antioxidantes, agindo de forma benéfica ao coração. Eles evitam o acúmulo do mau colesterol (LDL) que pode “entupir” as artérias.

De acordo com pesquisa da Faculdade de Agronomia da Universidade do Rio Grande do Sul (FAURGS), o suco de uva é um alimento privilegiado para os períodos de “reconstrução” da fadiga, da anemia e da convalescença. É também aconselhável para quem está com febre, pois não exige nenhum esforço aos órgãos digestivos, uma vez que seu açúcar é composto por glicose e frutose.

O mesmo estudo também mostra outros benefícios do suco de uva para a saúde:
  • Estimulante das funções hepáticas (ligadas ao fígado)
  • Alcalinizante - indicado para quem está intoxicado pelo excesso do consumo de carne
  • Estimulante digestivo, ajudando eliminar o ácido úrico
  • Combate o envelhecimento, devido à presença de antioxidantes
Temos no mercado nacional várias opções de suco de uva 100% natural. Este tipo é o melhor para o consumo, pois não tem adição de água, de açúcar, nem de conservantes.

O maior produtor de suco de uva no Brasil é o Rio Grande do Sul, que nos fornece opções naturais de primeira qualidade como o Casa de Bento (Vinícola Aurora), Casa de Madeira (Casa Valduga), Garibaldi (Vinícola Garibaldi), Perini (Vinícola Perini), Salton (Vinícola Salton), entre outros. Algumas dessas empresas também fabricam o suco de uvas brancas, que é altamente refrescante.

Escolha o seu e delicie-se!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Já provou um rosé?

>>Texto da coluna Escrivinhos publicada na edição de setembro da revista Mon Quartier:

Este mês, temos a abertura do verão e nada como uma bebida refrescante para saborearmos geladinha nos dias mais quentes. A minha sugestão para quem quer variar um pouco da boa e velha cervejinha é um vinho rosé.

Para começar, vamos explicar o que é um vinho rosé. Muitos pensam que ele é uma mistura de uvas tintas e brancas. Porém, normalmente a bebida é elaborada apenas com uvas tintas. Suas cascas (ou peles), que possuem substâncias corantes, são deixadas por um tempo menor em contato com bebida - por isso a coloração mais clarinha.

O vinho rosé é bastante versátil, pois herda a acidez dos vinhos brancos e algumas qualidades dos tintos, como o corpo e a estrutura aromática. Por isso, pode ser refrescante e muito prazeroso.

É verdade que o vinho rosé ainda não é tão consumido no Brasil, diferente do que acontece nos países da Europa, onde a população sabe apreciar a bebida, principalmente na época do verão. Aliás, foi na região da Provence, na França, que nasceram os rosés. Até hoje, esse tipo de vinho produzido lá é considerado o melhor do mundo.

Outro país que aprecia muito o rosé é a Espanha. Lá, ele nunca sai de moda, pois combina super bem com a culinária mediterrânea. Itália e Portugal também são dois grandes produtores e consumidores de rosés. Já no Novo Mundo, Chile, Argentina e Brasil já vêm elaborando ótimos rosados, utilizando uvas como Cabernet Sauvignon e Malbec.

É pena que muitas pessoas vejam o vinho rosé como um vinho inferior – o que não é verdade. Um rosé de boa procedência é refrescante, possui bons aromas, normalmente de frutas vermelhas e silvestres, e pode tanto ser bebido sozinho quanto acompanhar uma grande quantidade de pratos, que vão desde petiscos, peixes e frutos do mar, como até para pizzas e um churrasco.

Os rosés devem ser degustados bem resfriados, assim como os brancos e espumantes, e consumidos jovens. Sua cor normalmente é muito bonita, variando de um rosa clarinho, e podendo chegar até um vermelho opaco e profundo.

A seguir, algumas boas opções de vinhos rosés disponíveis no mercado do Recife:

Alta Vista Malbec Rosé (Argentina) – RM Express
Amante Malbec Rosé (Brasil) – RM Express
Da’divas Rosé (Brasil) – Club du Vin
Graça Rosé (Portugal) – Casa dos Frios
Paço de Teixeró Rosé (Portugal) – Club du Vin
Tremendus Clarete (Espanha) – Dom Vinho
Versus Rosé (África do Sul) - Ingá
Vinho da Defesa Rosé (Portugal) – Casa dos Frios
Vivendo Rosé (Chile) – Dom Vinho
Los Vascos Cabernet Sauvignon Rosé - Pescadero

Os endereços e telefones das lojas podem ser encontrados no blog http://www.escrivinhos.com/.

Um ano de Mon Quartier

Na última quarta-feira (08), a revista Mon Quartier, que circula no Recife, completou um ano. Como colunista e amiga do peito de Naide Nóbrega, jornalista e editora da publicação, fui conferir a belíssima festa, que aconteceu no restaurante Villa, no pólo gastronômico da Rua da Hora, no Espinheiro.

Na ocasião, foi lançada a revista Mon Quartier Turismo, nova publicação que vai abordar o mundo das viagens.

A Mon Quartier também ganhou um site (http://www.monquartier.com.br/) onde podem ser conferidas todas as edições anteriores.

Amigos, colaboradores, anunciantes e formadores de opinião prestigiaram o evento, que contou com apresentação de vídeo sobre o primeiro ano da revista e sorteios de brindes, como viagens, jantares em restaurantes badalados, cestas de produtos e muitos outros.

Foto: Gustavo Belarmino/Blog Social 1
Gostaria, mais uma vez, como fiz de público, parabenizar toda a equipe que faz a revista e desejar muitos e muitos anos de vida, sempre com muito sucesso.

Ah, e vale o registro: adorei conhecer ao vivo e a cores o restante do time de colunistas da Mon Quartier. Vocês são show!

Um brinde, com carinho.

Fabiana Gonçalves

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Se liga, Brasil!

Os vinhos brasileiros voltaram a ser tema da minha coluna deste mês da Revista Mon Quartier, publicação que circula no Recife. Para quem não tem acesso à revista, o Escrivinhos reproduz aqui. Confira:

Se liga, Brasil!

Perante a prateleira de uma loja ou supermercado para escolher um vinho, no que você pensa para decidir a sua compra? Certamente leva em consideração o preço, o país de origem e o tipo do vinho (se é branco, tinto, seco, suave, etc). Concorda?

Mas pode ter certeza que a procedência do vinho conta muito nessa hora. Imagino até a cena: “Rapaz, comprei um vinho chileno de primeira pra gente tomar lá em casa”. Ou então: “Me disseram que os vinhos da África do Sul estão bombando! Comprei um pra provar”.

E o vinho brasileiro? Por que a gente quase não fala sobre ele? Será que é preconceito ou mania de dar valor apenas ao que é de fora?

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) está fazendo um trabalho muito bonito de valorização do produto nacional. Recentemente, realizou um interessante teste durante a Expovinis, feira de vinhos realizada em São Paulo, e em restaurantes de Porto Alegre. A ação consistia no seguinte: um sommelier oferecia um vinho às pessoas e depois perguntava de onde elas achavam que era aquela bebida. O resultado foi surpreendente.

Foram ouvidas 380 pessoas, entre profissionais e consumidores interessados. Apenas 20% dos degustadores voluntários acertaram que era vinho nacional. A grande maioria (80%) disse que os vinhos apreciados eram de outros países, especialmente do Chile, Argentina, França, Espanha e Uruguai.

Ao revelar que o vinho era brasileiro, a surpresa era grande entre os consumidores. “Muitos aplaudiram e parabenizaram a iniciativa”, contou Diego Bertolini, gerente de Promoção e Marketing do Ibravin.

No último mês, tive a oportunidade de “mergulhar” no mundo do vinho nacional em uma série de visitas técnicas a vinícolas do Sul do país. Provei vinhos espetaculares e vi de perto o amor e a dedicação com que muitas famílias fazem o seu trabalho, desde o cultivo das uvas até a chegada das garrafas no mercado.

O país cresceu muito em técnicas de produção e já conseguiu premiações importantes em concursos internacionais.

Portanto, na próxima compra, olhe com mais carinho a prateleira com a bandeirinha verde e amarela. Se quiser dicas de rótulos, consulte o blog http://www.escrivinhos.com/.

Um brinde!