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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Château Los Boldos Tradition Reserve Cabernet Sauvignon 2014


Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Cor: Rubi de média profundidade.
Olfato: Azeitona, floral, café, especiarias e notas vegetais (pimentão).
Paladar: Equilibrado e fresco, com taninos integrados ao conjunto. O sabor é compatível com as características do olfato. Final de boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com a variedade Cabernet Sauvignon, é um vinho com bom potencial de evolução. Parte dele (60%) maturou em carvalho francês por seis meses. Para mim, um tinto sem arestas, exceto pelo toque vegetal (questão de gosto pessoal). Sem isso, seria excelente.

Preço: No Recife, R$ 63 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

Máscara de Fuego Sauvignon Blanc 2016


Origem: Vale de Cachapoal, Chile
Cor: Amarelo palha com reflexos esverdeados, límpido e transparente
Olfato: Denota bastante frescor, revelando notas leves notas florais, cítricas e de maracujá.
Paladar: Leve, fresco, bastante cítrico e de final persistente.
Outras considerações: Este vinho é uma novidade da Los Boldos, vinícola chilena com sangue francês, que vem passando por um processo de renovação nos vinhedos e em sua produção após a sua compra pelo grupo português Sogrape. Elaborado com uvas Sauvignon Blanc, tem a simplicidade e descontração como proposta. Um vinho correto e muito agradável para os dias de calor.

Preço: No Recife, R$ 48,50 (promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Bom/Muito Bom.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Castillo de Molina e 1865: Reservas Premium da Viña San Pedro

Na última semana, tive a oportunidade de participar de um encontro promovido pela importadora Interfood, com a participação do enólogo Cristián Garcia (foto abaixo), embaixador na América Latina da vinícola chilena San Pedro. A apresentação aconteceu durante um almoço no restaurante Ilha Camarões, no recife. Aliás, o grupo ao qual o restaurante pertence (Grupo Ilha) vem promovendo uma interessante série de degustações harmonizadas na cidade, chamada de Ilha Wine Experience, que é aberta à participação do público interessado.


Este encontro, em especial, foi realizado para convidados e contou com a degustação de cinco rótulos produzidos pela Viña San Pedro. Fundada em 1865, a vinícola é uma das mais antigas exportadoras de vinho do Chile. Faz parte do grupo VSPT, que é o segundo maior exportador daquele país.

A bodega está localizada no Vale de Curicó, localizada 200 quilômetros ao sul de Santiago, onde possui 1.200 hectares de vinhedos. Também possui mais 1.500 hectares de plantações nos principais vales vitícolas do Chile.

Bastante conhecida no Brasil pelos rótulos Gato Negro (sua linha de entrada), a Viña San Pedro oferece em seu portfólio uma variada gama de estilos, que vai até os “tops” como Altair e Cabo de Hornos.

Durante o almoço, Cristián Garcia nos apresentou rótulos das linhas Castillo de Molina Reserva e 1865 Single Vineyard e Limited Edition.

Confira as avaliações:

Castillo de Molina Reserva Chardonnay 2010


Elaborado com uvas provenientes do Vale de Casablanca, é um vinho que fermentou parcialmente (50%) em carvalho, com maturação de mais seis meses em barricas. Na taça, exibe uma coloração amarelo palha com reflexos dourados. O aroma oferece notas de abacaxi, melão e um discreto toque de baunilha. O paladar é de médio corpo, com acidez envolvente e um certo amanteigado. Final fresco e persistente. Para mim, um vinho que deve ser acompanhado de comida, como pescados, carnes brancas e massas com molhos leves.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 60 a R$ 70

Castillo de Molina Reserva Pinot Noir 2014


Ainda pouco explorada no Chile, a variedade Pinot Noir que compõe este vinho vem da região do Vale de Curicó. Maturada 10 meses em barricas francesas, a bebida mostra-se na taça com uma cor rubi pouco profunda. No aroma predominam frutas vermelhas silvestres, como framboesa, além de notas de goiaba e discreta baunilha. Na boca, é um vinho fresco, leve e frutado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. Final de médio a prolongado.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 70

1865 Single Vineyard Sauvignon Blanc 2015


Sem sombra de dúvidas, este foi para mim o melhor vinho da degustação. Produzido com uvas Sauvignon Blanc cultivadas no Vale de Leyda, tem cor amarelo palha com traços esverdeados. Tanto no aroma quanto no paladar, traz características que lembram maracujá, aspargos e notas minerais. Fresco, prolongado e elegante, é um branco de qualidade superior.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 110

1865 Single Vineyard Carmenère 2013


Produzido com uvas Carmenère do Vale do Maule, este tinto estagiou cerca de um ano em barricas de carvalho francês e americano. Potente, mostra no nariz um pouco de álcool no início, mas que logo se dissipa com a aeração na taça. A cor é rubi de média profundidade e no olfato oferece sensações que lembram frutas vermelhas e negras maduras, especiarias, chocolate e tostado. De médio a encorpado, tem taninos marcante e final de médio a prolongado.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 110

1865 Limited Edition Syrah 2010


Potência é a marca deste vinho, elaborado com uvas Syrah do Vale de Elqui. A maturação do vinho foi de 14 meses em carvalho francês. Os aromas são vibrantes, com muita fruta madura, especiarias, café, tostado e baunilha. Na boca, taninos adocicados e sabor que repete as sensações do nariz. Tem 14,5% de álcool. Deve ser tomado acompanhando principalmente carnes vermelhas e pratos com molhos escuros. Apesar de ser um bom vinho, este não faz muito o meu estilo, já que tem esse caráter adocicado, teor alcoólico elevado e muita concentração de fruta madura.

Classificação: Bom
Média de preço: R$ 220

*No Recife, os rótulos da Viña San Pedro podem ser encontrados nas lojas RM Express. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

High Tide Chardonnay by Isla Negra 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Isla Negra
Origem: Vale Central, Chile.
Características:  Isla Negra é uma vila costeira chilena conhecida pelas suas paisagens e que com o tempo se tornou um reduto de artistas, sendo Pablo Neruda o mais famoso deles. Inspirada pela beleza da região, a vinícola adotou o seu nome. High Tide é a linha top da marca, que traz apenas este Chardonnay e um Cabernet Sauvignon.

Na taça, o vinho mostrou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados. O aroma envolve leves traços de abacaxi, além de notas cítricas e algumas especiarias. No paladar revela-se untuoso e de médio corpo, com boa acidez. O sabor reflete as sensações do nariz, trazendo ainda um toque de mineralidade. Tem 13% de álcool e não passa por madeira.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 66 (No Recife, na Fino Selo)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Trabun Syrah 2009 (CBE#)

Setembro chegou e com ele mais um vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) provado. O tema do mês foi sugerido pelo confrade Evandro Vanti (Blog Vinhos que Provo). Sua pedida foi “um Syrah/Shiraz do novo mundo, sem limite de preço”.

O vinho escolhido por mim é de um produtor que integra o Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI): o Trabun. Quem está à frente do projeto é o enólogo Sergio Avendaño Rojas. Apaixonado por música, ele atua como baterista quando não está em meio às videiras e aos vinhos. Este Syrah já alcançou altas pontuações nas avaliações internacionais, como 94 pontos na The Wine Advocate de Robert Parker, na safra 2009. Mas isso não vem ao caso. O que importa é que o vinho é realmente bom! Confira minha avaliação a seguir.


Tipo: Tinto
Produtor:
Trabun.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Características: De cor rubi intensa e profunda, o vinho mostrou-se bem aromático, ressaltando notas de frutas vermelhas e negras maduras, florais, de especiarias e fumo. Paladar encorpado, com ótimo equilíbrio entre taninos e acidez. Macio, envolvente e de final prolongado, traz no sabor características semelhantes às sentidas no nariz. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: No Chile, 12 mil pesos (cerca de R$ 57). No Brasil, por volta de R$ 220 (importado pela La Charbonnade).

terça-feira, 14 de junho de 2016

Concha y Toro Gran Reserva Serie Riberas Carmenère 2012

Quem disse que a Concha y Toro não faz vinhos top? A Serie Riberas faz parte da coleção 'Fine Wine' da gigante chilena, na qual estão inseridos os rótulos Don Melchor, Carmín de Peumo, Amelia, Terrunyo e Marqués de Casa Concha, entre outros.  Ele não está entre os ícones da vinícola, mas é um vinho de qualidade diferenciada. Segue avaliação do Carmenère desta linha.


Tipo: Tinto.
Produtor: Concha y Toro.
Origem: Peumo (Vale de Cachapoal), Chile.
Visual: Cor violeta profunda.
Olfato: Pronunciado, traz sabores de alcaçuz, melaço, frutas negras e especiarias.
Paladar: Encorpado, de taninos doces e persistência de média a longa. O sabor reflete as sensações do nariz e ainda mostra notas tostadas e de chocolate.
Outras considerações: Elaborado com uvas Carmenère (90%) e Cabernet Sauvignon (10%), este vinho estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90 a 100.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Errazuriz Max Reserva Chardonnay 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Errazuriz
Origem: Aconcagua Costa, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Delicado e agradável. Combina notas de frutas tropicais, como tangerina e abacaxi, além de um discreto toque de coco e baunilha.
Paladar: Untuoso, envolvente e final prolongado. Possui boa acidez e mostra, de maneira elegante, o efeito da madeira onde estagiou, com um leve tostado. O sabor relembra as sensações no nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Chardonnay, o vinho maturou dez meses em barricas de carvalho francês, sendo 15% delas novas. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado nos EUA por 15 dólares. No Brasil, R$ 150 [Importadora Vinci].

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Bom, Bonito e Barato: La Playa Cabernet Sauvignon 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: La Playa.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Envolvente, traz notas florais, de especiarias e de frutas vermelhas.
Paladar: Médio corpo, taninos macios, final de média persistência. O sabor confirma o frutado do nariz, junto com um toque de pimenta do reino. Fácil e agradável de tomar.
Outras considerações: Elaborado com 85% de uvas Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc, o vinho maturou dez meses em aço inoxidável e mais dois meses em carvalho. Tem 13,5% de álcool. Uma boa opção para quem está começando no mundo dos vinhos.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 35 (Importado Grupo Famiglia Zanlorenzi. No Recife, é distribuído pela Prolac)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Meteorito Cabernet Sauvignon 2011

Ian Hutcheon, inglês que vive no Chile, mais exatamente no Vale do Cachapoal, divide-se hoje entre duas atividades que são suas paixões: os vinhos e a astronomia.

Ele resolveu ir além das técnicas biodinâmicas (baseadas nos ciclos lunares e na natureza) quando incluiu no processo de elaboração do seu vinho  um elemento que veio direto do espaço. Trata-se de um meteorito de um pouco mais de sete centímetros de diâmetro que caiu há cerca de seis mil anos no deserto do Atacama, no Chile. A idade estimada do material é de 4,5 bilhões de anos.


Durante 12 meses, o meteorito permanece em contato com o vinho dentro de uma barrica de carvalho. Ele é colocado junto à bebida a partir da etapa da fermentação malolática. O rótulo é produzido unicamente com uvas Cabernet Sauvignon.

“Quando você toma este vinho, está bebendo elementos da idade do sistema solar", é o que diz Ian Hutcheon sobre sua criação, que foi realizada em parceria com a Viña Tremonte e o Centro Astronômico de Tagua Tagua.

Provei o Meteorito há alguns dias. Isentando o marketing em torno do rótulo, posso afirmar que se trata de um ótimo vinho. E junto com a história, confesso que ele fica ainda mais interessante.

Confira a avaliação:


Tipo: Tinto.
Produtor: Tremonte Boutique Vineyard.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Envolve uma boa combinação de notas de ameixa, cânfora, especiarias, alcaçuz, tostado e fumo.
Paladar: Corpo médio, taninos macios, persistência de média a prolongada. O sabor ressalta as notas tostadas, de tabaco e baunilha, junto com um toque de café.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Cabernet Sauvignon, o vinho maturou durante um ano em barril de carvalho. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 70 a R$ 80 [No Recife, na Casa dos Frios]

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Bom, bonito e barato: Aves del Sur Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Carta Vieja.
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com tons esverdeados.
Olfato: Maracujá, ervas frescas e um leve traço mineral
Paladar: Fresco, leve e agradável. No sabor predominam notas cítricas e aparecem novamente as sensações sentidas no olfato.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Sauvignon Blanc, o vinho tem 12,5% de álcool. Acompanhou bem comida japonesa pela sua boa acidez e frescor.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 29 [Supermercados Pão de Açúcar]

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Las Torres Reserva Gewürztraminer 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Miguel Torres.
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Coloração amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Aromas cítricos, florais, de melão e pera.
Paladar: A boa acidez lhe dá um caráter fresco, com sabores que trazem de volta as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Gewürztraminer, tem 13% de álcool. Combina com frutos do mar e comida tailandesa. 

Classificação: Bom/Muito Bom 
Média de preço: Entre R$ 50 e R$ 60. [www.wine.com.br]

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ranking dos melhores Malbecs do último ano | #malbecworldday

No calendário do vinho, 17 de abril é sinônimo de Malbec. Nesta data, é comemorado o Malbec World Day. Já expliquei aqui no blog (relembre) o motivo da homenagem a essa uva francesa que hoje é símbolo dos vinhos argentinos.

Para celebrar a data, mais uma vez resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei desde o último Malbec World Day e disponibilizar aqui para vocês. Os vinhos da relação têm pelo menos 80% da variedade Malbec em sua composição.

Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.

Confira o ranking:

EXCELENTE | EXCEPCIONAL



Domínio del Plata Nosotros Malbec 2009 (Argentina)
Kaiken Ultra Malbec 2012 (Argentina)


EXCELENTE



Terrazas de los Andes Single Vineyard Las Compuertas Malbec 2010 (Argentina)
Montes Alpha Malbec 2011 (Chile)

MUITO BOM | EXCELENTE



Baptême Malbec 2010 (Argentina)
Salentein Reserve Malbec 2013 (Argentina)
Terrazas de los Andes Reserva Malbec 2012 (Argentina)


MUITO BOM 

Alta Vista Premium Malbec 2013 (Argentina)
Goulart W Malbec DOC 2013 (Argentina)
Crios Rosé Malbec 2013 (Argentina)
Nieto Senetiner Malbec DOC 2012 (Argentina)


BOM | MUITO BOM

Jerarquia Reserva Malbec 2011 (Argentina)
Alta Vista Rosé Malbec 2014 (Argentina)


BOA COMPRA



Latitud 33 Malbec 2014 (Argentina)
Sinais Malbec Rosé 2014 (Brasil)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Linha Premier 1850 rende tributo à vinícola mais antiga do Chile

Já estão nas prateleiras das lojas brasileiras os vinhos da linha Reserva Premier 1850, produzidos pela Viña Carmen. Trata-se de um tributo ao ano de fundação da vinícola, que é a mais antiga do Chile. Foi na Viña Carmen onde a uva Carmenère foi descoberta em terras chilenas. A empresa também foi a primeira do ramo a ter certificação orgânica naquele país. 


Estive na semana passada com o brand ambassador da Carmen, Jorge Arias (foto), que apresentou alguns rótulos da linha Premier 1850, durante um almoço no Recife, promovido pela importadora Mistral no restaurante Pobre Juan. Arias explicou que o lançamento mundial desses vinhos começou no ano passado e que ele está percorrendo as principais cidades do país para apresentá-los. Atualmente, a Carmen está presente em mais de 60 países, sendo a Irlanda, o Canadá e o Brasil os seus principais mercados.

A Viña Carmen conta com vinhedos nos terroirs mais diversos do Chile, cobrindo os vales do Alto Maipo, Apalta, Casablanca, Cochagua e Leyda. Tem como enólogo chefe Sebastián Labbé, que utiliza diversas técnicas de vinificação, buscando revelar a verdadeira expressão de cada variedade.

A linha Premier 1850 chega com um portfólio diversificado, incluindo tintos e brancos produzidos com as variedades Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os tintos provêm dos vales de Colchagua e Leyda. Já os brancos de Casablanca, sendo todos bastante frescos, equilibrados e fáceis de tomar.

Confira a avaliação sobre os rótulos provados:

Carmen Reserva Premier 1850 Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Aromas delicados de mel, maracujá, sal rosa e notas florais.
Paladar: Fresco, de boa acidez, com final prolongado. As características aromáticas reaparecem, junto com um toque de maçã verde.
Outras considerações: Elaborado com uvas Sauvignon Blanc provenientes de videiras com 25 a 30 anos de idade de um setor bastante frio do interior do Vale de Casablanca. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Chardonnay 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com tons dourados.
Olfato: Apresenta um caráter exótico, onde percebemos notas de carambola, ervas e amendoim.
Paladar: De médio a encorpado, possui boa acidez, mostrando-se mais fresco do que normalmente os Chardonnay são. O sabor traz de volta as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Chardonnay, o vinho não tem passagem por madeira. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Pinot Noir 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Leyda, Chile.
Visual: Cor rubi pouco profunda.
Olfato: Frutas vermelhas maduras como morango e cereja e toques de mentol. Álcool um bem aparente no início, mas que se dissipa com a aeração do vinho.
Paladar: Corpo de leve a médio. Equilibrado, com madeira bem integrada e fruta presente, final de média persistência. Também mostra notas terrosas.
Outras considerações: Produzido com uvas Pinot Noir, amadureceu de três a quatro meses em barris de carvalho usados. Apresenta 13,5% de álcool. 

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Cabernet Sauvignon 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violáceos.
Olfato: Notas florais, de ameixa, especiarias, mentol e chocolate. Bastante agradável e fresco.
Paladar: Com corpo médio e taninos macios, mostra-se redondo e bastante agradável. Final de médio a persistente. O sabor repete o caráter do aroma e ganha também um toque de canela.
Outras considerações: Tem em sua composição apenas a uva Cabernet Sauvignon. Sua maturação foi de oito meses em barricas usadas de carvalho. Vem de uma região de Apalta conhecida como “Petit Saint-Émilion”.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Carmenère 2014

 
Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Jambo maduro, ameixa, café, pimenta do reino e caramelo.
Paladar: Corpo médio, taninos adocicados e textura suave. O sabor repete as impressões do olfato.
Outras considerações: Elaborado com uvas Carmenère de amadurecimento homogêneo (colhidas no estágio entre verdes e maduras), o vinho maturou cerca de oito meses em carvalho. Tem 13,5% de álcool.
Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

ONDE ENCONTRAR:
Os vinhos da Viña Carmen são trazidos para o Brasil pela importadora Mistral. No Recife, à venda na DLP Distribuidora, Barchef e Casa dos Frios.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Chile confirma a existência de uva nativa e já produz vinho com ela

Um grupo de pesquisadores da Universidade Arturo Prat (Unap) confirmou que o Chile possui uma variedade de uva autóctone (nativa) que provavelmente existe há mais de trezentos anos na zona desértica do extremo norte do país. Depois da descoberta, já foi iniciada a elaboração de vinhos utilizando a cepa branca chamada Tamarugal, que também é conhecida como “uva do deserto”.


O nome é uma homenagem ao local onde foi encontrada: o Pampa do Tamarugal, que é uma planície localizada na região desértica de Tarapacá. O vinho criado pela equipe é um Late Harvest (colheita tardia), que, segundo as descrições, possui notas florais que lembram moscatel, paladar amanteigado e doce, porém não enjoativo devido à sua boa acidez.

Os pesquisadores receberam orientação de enólogos, sommeliers e outros profissionais ligados à área, que permitiram dar forma a um vinho com identidade. Este ano, a produção deve se profissionalizar devido a uma parceria com a Viña Santa Carolina.


As amostras de uva resgatadas durante a pesquisa foram comparadas com mais de sete mil variedades em todo o mundo pelo Instituto INRA de Montpellier, na França. A entidade classificou esta cepa como única no mundo, reconhecendo-a como a primeira uva autenticamente chilena.

Em 2011, um Fundo de Inovação para a Competitividade conseguiu uma verba que permitiu os pesquisadores construírem um laboratório e adquirirem os equipamentos para produção do vinho. Habilitaram cinco áreas de cultivo, duas em dependências da universidade o resto em terrenos de agricultores locais.


A ideia é que mais agricultores possam produzir a Tamarugal através de um modo associativo. “Não se trata de uma grande produção. Sabemos que no norte os agricultores são pequenos. Portanto, se aponta a um vinho boutique, em cujo conceito está o valor agregado, por exemplo, ser produzido no deserto mais árido do mundo”, explica Alex Zúñiga, encarregado da gestão e extensão do projeto.

Com informações de El Mercurio.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Lapostolle Clos Apalta Limited Release 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo com tons violáceos.
Olfato: Mentol, frutas vermelhas e negras maduras, café, especiarias e chocolate.
Paladar: Bem estruturado, carrega taninos macios e excelente acidez. De médio a encorpado, tem ótima persistência. O sabor traz de volta as sensações do nariz. Elegante e saboroso.
Outras considerações: Este é dos melhores e mais premiados vinhos da América do Sul. Considerado um ícone, chileno, o Clos Apalta só é elaborado em anos excepcionais e tem produção bastante limitada. Nesta safra, sua composição foi de 66% Carmenère, 19% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon. A guarda foi feita durante 24 meses em barricas novas de carvalho francês. É importante que seja decantado antes de servir, pois além de ser um vinho não filtrado, tem muito a oferecer depois da aeração. Tem grande potencial de guarda.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 798 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

Lapostolle Cuvée Alexandre Merlot 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo com bordas violeta.
Olfato: Especiarias, fumo, frutas vermelhas e negras maduras e leve tostado.
Paladar: Corpo médio e taninos macios. Além das impressões sentidas no nariz, o sabor ainda revela notas de café e caramelo.
Outras considerações: Produzido com 85% de Merlot e 15% de Carmenère, o vinho maturou por nove meses em barricas de carvalho francês novo e usado. Tem potencial de evolução.

Classificação: Muito Bom (ainda evolui).
Média de preço: R$ 231 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

Lapostolle Canto de Apalta Cellar Selection 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Rapel, Chile.
Visual: Rubi violáceo profundo.
Olfato: Bastante agradável e com uma ‘pegada’ de complexidade, mostra frutas negras maduras, mentol, alcaçuz e chocolate.
Paladar: De médio a encorpado, tem taninos marcantes, porém de boa qualidade, e acidez presente. O sabor reflete as características olfativas. Final prolongado.
Outras considerações: Carmenère (36%), Merlot (31%), Cabernet Sauvignon (18%) e Syrah (15%) são as uvas que compõem este belo corte. Teve de nove a 11 meses de estágio em barricas francesas e possui um bom potencial de envelhecimento.

Classificação: Excelente (ainda melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 179 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

Lapostolle Casa Grand Selection Chardonnay 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Fresco e frutado, traz notas de abacaxi, maçã verde e mamão.
Paladar: De médio a encorpado, casa muito bem acidez e untuosidade. As mesmas impressões do olfato voltam à boca junto com um discreto toque de madeira.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Chardonnay, uma pequena porção (12%) do vinho maturou em barricas de carvalho francês de diferentes usos.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).

Lapostolle Le Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor clara e brilhante, lembrando a tonalidade da casca de cebola.
Olfato: Discreto e elegante, exibe notas florais e leve toque de frutas vermelhas silvestres.
Paladar: Seco, de corpo médio, excelente acidez e final prolongado, mostra no sabor as mesmas sensações do nariz, além de um discreto gosto cítrico.
Outras considerações: Nesta safra, foi elaborado com 47% de Syrah, 43% de Cabernet Franc e 10% de Carmenère. Sua cor e delicadeza lembram os rosés elaborados na região de Provence, na França.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).

Lapostolle mostra padrão de qualidade impecável em seus vinhos


Estive ontem (29) à noite, a convite da importadora Mistral, em um jantar com a presença do diretor da vinícola chilena Lapostolle para a América Latina, Kendy Silverio (foto), no restaurante Reserva, do hotel Sheraton Reserva do Paiva. Esta é a segunda vez (relembre a primeira) que participo de um evento promovido por este produtor e posso afirmar que a qualidade dos seus vinhos é impecável, mesmo nas linhas mais simples.

Na ocasião, Kendy explicou que apesar de nova (foi fundada em 1994), a Lapostolle tem por trás uma estrutura de tradição. Pertencente ao grupo Marnier-Lapostolle, reconhecido mundialmente pelo licor Grand Marnier, eles também possuem produção de vinhos no Vale do Loire, na França.

A Lapostolle mantém como filosofia de produção as técnicas orgânicas e biodinâmicas, com um mínimo de intervenção nos vinhedos, aliando a expertise de produção francesa ao terroir do Chile. Seu consultor é ninguém menos que o prestigiado Michel Rolland. Aliás, trata-se da única vinícola chilena para a qual ele presta consultoria. “Ele vai à vinícola pelo menos de quatro a seis vezes no ano”, revelou Kendy Silverio.


Portanto, pode se perceber claramente a influência francesa nos vinhos daquela casa. Lá, só se usa carvalho francês, prezando a fruta em detrimento à madeira. “Os enólogos também gostam de brincar com a ‘configuração’ do vinho, usando diferentes variedades nos cortes e diferentes usos da madeira”, explicou Silverio

Nos próximos posts, confira a avaliação dos vinhos provados na noite e harmonizados com os pratos do chef português Fernando Fonseca (abaixo, foto da sobremesa).