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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Freixenet reforça presença no mercado com lançamento de Cava Ice

A Freixenet, maior produtor de espumantes de denominação Cava da Espanha, reforçou a sua presença mundial com o lançamento de mais um produto: o Cava Freixenet Ice. A marca segue uma tendência lançada pelas casas de Champagne, na França, de elaborar espumantes feitos para serem tomados com gelo, propícios para a preparação de drinks. A ideia da Freixenet é atrair novos e jovens consumidores, com uma proposta “fresh, fácil e chic”.


O lançamento no Brasil chegou numa época bem adequada, quando os termômetros registram altas temperaturas.  No Recife, o lançamento da marca aconteceu com uma ação no restaurante Alphaiate, com a preparação de drinks por um barman, no charmoso carrinho Freixenet Ice. Posteriormente, foi feita uma apresentação para a imprensa, no Boteco Porto Ferreiro. As iniciativas também foram para apresentar o novo importador da Freixenet na região: a Licínio Dias (LD) Importação. A meta é comercializar 36 mil garrafas de Cava em 2017.

Antes de falar especificamente sobre os produtos, explicarei um pouco sobre Cava e a Freixenet.

CAVA – O Cava surgiu na região da Catalunha, no Norte da Espanha. Seu nome faz referência à palavra cava, que significa cave ou adega. É elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa (o mesmo usado em Champagne). Inclusive, tem inspiração na própria bebida francesa, que os espanhóis já conheciam desde o século 18. Mas foi só na primeira metade do século 19 que eles começaram a produzir o seu próprio espumante.

Em 1879, a Espanha foi acometida pela praga Filoxera, que já vinha dizimando os vinhedos da França há alguns anos. Sabendo que mais cedo ou mais tarde a doença também chegaria às suas plantações, os espanhóis trataram de estudar soluções para o problema e descobriram que três variedades nativas da região eram resistentes à praga: as uvas Xarel-lo, Macabeu e Parellada. Foi com essas cepas brancas que os espanhóis começaram a elaborar o Cava e, nesse período, passaram por um crescimento econômico, fornecendo bebida aos sedentos franceses que viram sua produção despencar com a Filoxera.

Somente em 1979 a palavra Cava foi adotada para identificar a bebida e em 1986 a Denominação de Origem (D.O.) foi regulamentada. A principal parte da produção (90%) se concentra na Catalunha, mais especificamente na região de Penedès, que tem Sant Sadurní d’Anoia (onde está localizada a Freixenet) como “Capital do Cava”. Além da Catalunha, também podem produzir Cava as regiões de La Rioja, Alava, Navarra, Zaragoza, Valencia e Badajoz. Na regulamentação da D.O. ainda foi permitido se usar, além do trio Xarel-lo/Macabeu/Parellada,  as variedades brancas Chardonnay e Malvasía Riojana (Subirat Parent) e as tintas Pinot Noir, Monastrell e Trepat.



FREIXENET – Em 1861, na região de Penedès, Francesc Ferrés começou a comercializar os vinhos que já produzia para consumo próprio. Anos depois, seu filho Pedro casa-se com Dolores Sala Vivé, da renomada vinícola Casa Sala. Ela era uma grande conhecedora da produção de vinhos e Pedro um homem de negócios. Foi então, que em 1914 eles batizaram a Freixenet em homenagem ao vinhedo chamado La Freixeneda, local que Pedro frequentava desde muito pequeno e que existe até hoje.

Nos anos 30, Pedro consolida o sonho de expandir os negócios pelo mundo com a abertura de um escritório em New Jersey, nos Estados Unidos. Mas foi nos anos 40 que a empresa passou para as mãos de Dolores e de suas três filhas, uma vez que Pedro e o filho mais velho do casal morreram na triste Guerra Civil espanhola. Nos anos 50, a “dama do Cava” se aposenta e passa o comando para o filho Josep Ferrer Bosch, que deu início a uma enorme fase de modernização na Freixenet.

A vinícola foi a responsável pela introdução da técnica de resfriamento de tanques, pela invenção da prensa pneumática e das giropaletas, máquinas que fazem o "remuage" (giro e inclinação diário das garrafas durante a segunda fermentação para que os sedimentos se depositem no gargalo da garrafa para depois serem expulsos pela técnica de “degorgement”).

Atualmente, a Freixenet está presente em mais de cem países, com uma produção de cem milhões de garrafas por ano. Continua nas mãos da quinta geração da mesma família e tem como diretor técnico o enólogo Josep Bujan, que está na empresa desde 1980.


Confira as minhas impressões sobre os cavas provados:

Freixenet Ice Cuvée Especial

De coloração amarelo palha com traços esverdeados, tem um bom perlage, com bolhas finas e persistentes. O aroma vai do floral ao frutado, envolvendo notas de damascos, pêssego e um leve cítrico. Na boca mostra-se cremoso, com boa presença de “agulha”, causada pelas borbulhas e sabor levemente adocicado, com acidez bem presente. É elaborado com as variedades Macabeo, Parellada e Xarel-lo, com um toque de Chardonnay para conseguir mais intensidade e equilibrar o efeito do gelo. Achei bastante refrescante e não enjoativo. Dá para preparar drinks refrescantes e gostosos usando somente o Cava junto com gelo, frutas e folhas de hortelã. A bebida foi envelhecida entre 12 e 14 meses e apresenta 45 g/l de açúcar, o que lhe caracteriza como semi seco.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Freixenet Cordon Rosado Gran Selección Brut

Elaborado com as uvas tintas Trepat e Garnacha, é um espumante muito fresco e delicado, de coloração cereja e com boa intensidade de borbulhas. O aroma traz notas de frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa. Também mostra toques de frutas secas. No paladar destacam-se sua leveza e o sabor frutado, amparado pela boa acidez da bebida. Final prolongado. Sua maturação foi de 12 a 18 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Cordon Negro Gran Selección Brut

O Cava ícone da Freixenet tem as três uvas clássicas da região em sua composição: Macabeo, Xarel-lo e Parellada. Na taça, apresenta cor amarelo palha com tons esverdeados, borbulhas finas e persistentes. No olfato aparecem notas de pera, abacaxi e um toque cítrico. As mesmas sensações são percebidas no paladar, que é fresco, cremoso e persistente. Envelheceu de 18 a 24 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Carta Nevada Premium Cava

Também produzido com as uvas Macabeo, Xarello e Parellada, tem 38 g/l de açúcar, o que lhe classifica como semi  seco. A coloração é amarelo palha com reflexos dourados. As borbulhas são de tamanho médio, mas com boa intensidade. Predominam no nariz as notas florais e frutadas, lembrando cajá. Na boca apresenta acidez média, leve adocicado e boa cremosidade. Foi envelhecido de 12 a 18 meses. Vai bem com sobremesas que mesclam o doce/salgado.

Classificação: Muito Bom.

SERVIÇO: Os cavas Freixenet Ice custam entre R$ 70 e R$ 80. No Recife e Região Metropolitana podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, DLP e Tia Dulce (Olinda).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Maria Izabel Blanc de Blancs Bruto 2014


Tipo: Espumante
Produtor: Quinta Maria Izabel.
Origem: Douro, Portugal.
Características: Lançamento da Quinta Maria Izabel - vinícola portuguesa com DNA pernambucano (saiba mais), este é um espumante elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa durante 15 meses. Na sua composição estão as uvas Gouveio, Malvasia Fina, Arinto e Touriga Franca. A bebida mostra uma coloração de tonalidade acobreada e uma boa formação de espuma, com borbulhas finas e intensas. O aroma traz características levemente cítricas, de pão tostado e melão. Na boca exibe caráter seco, cremoso e persistente. Os sabores refletem as impressões do nariz.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 80 a 90 [Importado pela Ridouro]. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Vinakoper Refošk 2015 (#CBE)

O primeiro post de 2017 chega com um tema bem interessante proposto pelo confrade Victor Beltrami (Balaio do Victor) para a nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - onde comentamos a cada início de mês um vinho seguindo as características propostas por um dos participantes do grupo. Para o primeiro post do ano, ele sugeriu o seguinte: “um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização”.

Como o mês de dezembro foi muito corrido, resolvi buscar um vinho que havia provado em 2016 e não tinha comentado ainda no blog. Este exemplar foi um dos que mais me surpreenderam numa degustação de vinhos da Eslovênia, promovida no Recife pelo consulado daquele país. Confira:


Tipo: Tinto.
Produtor: Vinakoper.
Origem: Ístria Eslovena, Eslovênia.
Características: Este vinho é elaborado 100% com a variedade Refosco, muito conhecida na Itália, mas como ressaltou o importador Mihael Margon, é originária da Eslovênia, onde tem Denominação de Origem Protegida.  A bebida ficou em contato por 14 dias com as suas cascas e maturou parcialmente em grandes tonéis de madeira e em tanques de aço inox. Segundo Margon, é um vinho para ser consumido até dois anos após a sua produção. Uma de suas características é a acidez elevada.

De cor rubi profunda com tons violáceos, o vinho mostrou no aroma interessantes aromas de frutas negras, café, caramelo e bala de morango. Na boca surgem taninos macios e acidez bem presente. O corpo é médio e os sabores ressaltam especiarias e trazem novamente as frutas negras. Final de médio a prolongado. O teor alcoólico é moderado (12,5%). Vai bem com pratos gordurosos e carnes grelhadas.

Classificação: Muito Bom/Excelente (Importado pela Lonmar – lonmarkoper@yahoo.com).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Bodega Garzón dá novos ares ao vinho uruguaio

Estive semana passada com a embaixadora da bodega uruguaia Garzón, Ana Paula Oliveira, durante um jantar promovido no Recife pela importadora World Wine e a distribuidora local Cave d’Or, de Taciana Carvalho. O encontro aconteceu no restaurante Ponte Nova, com um impecável jantar harmonizado.

A VINÍCOLA - O projeto da Bodega Garzón é jovem. As primeiras vinhas foram plantadas em 2007 e a primeira safra colhida foi em 2011. A vinícola pertence simplesmente ao homem mais rico da Argentina: Alejandro Bulgheroni. Em 1999 ele visitou o Uruguai e conheceu a região onde hoje está localizada a Garzón, vendo ali a sua “pequena Toscana” - um local com grande potencial para desenvolver um projeto vitivinícola de qualidade. Bulgheroni, que possui sete vinícolas em diferentes partes do mundo, investiu mais de 85 milhões de dólares na bodega. Além de vinhos, lá também são produzidos excelentes azeites (Colinas de Garzón). 


São mais de cinco mil hectares de terras, na região conhecida como Maldonado, a 18 km de distância do Oceano Atlântico.  Foi a primeira bodega sustentável a ser construída fora da América do Norte e utiliza muita tecnologia a favor da elaboração de produtos de qualidade. 

OS VINHOS - Alejandro Bulgheroni convidou o enólogo italiano Alberto Antonini (proprietário da vinícola argentina Alto las Hormigas) para chefiar a produção dos vinhos. Ao contrário da maior parte das bodegas, as atenções não estão só voltadas para a Tannat - uva de origem francesa que se tornou o ícone do Uruguai. Outras variedades não tão comuns aquele país, como a Albariño, também são plantadas e utilizadas em seus rótulos.

Os vinhos da Garzón prezam pela pureza da fruta, deixando a madeira como um elemento de segundo plano no processo de vinificação. Os tintos só são elaborados com leveduras indígenas e é comum a utilização de tanques ovais de cimento. Os brancos passam pela técnica de sur lie, onde ficam em contato com as peles das uvas por um determinado período.

Uma das minhas constatações durante a degustação é que os vinhos da Garzón feitos com a cepa Tannat, caracterizada por transmitir ao vinho taninos intensos e rústicos, passam longe de serem "duros" e predominantes. Pelo contrário, os taninos estão presentes, mas têm maciez e se mantêm equilibrados com a acidez da bebida.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Garzón Albariño 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: A degustação começou logo com essa bela surpresa. Um branco feito 100% com a uva Albariño, variedade muito usada na região espanhola da Galícia e também com o nome Alvarinho no norte de Portugal. O vinho mostrou na taça uma cor amarelo palha com reflexos esverdeados. O aroma, muito gostoso, envolve frutas brancas, como lichia e pêssego, leve toque cítrico, notas florais, minerais e lácteas – estas últimas provenientes do contato de seis meses com as peles das uvas (sur lie) em tanques de aço inox. De médio corpo, o paladar pareceu muito fresco, com sua ótima acidez. Um vinho bem gastronômico, que acompanha bem pratos de frutos do mar.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Média de preço: R$ 90.

Garzón Pinot Noir Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Vinho jovem de coloração rosada vibrante, que traz no aroma notas de frutas vermelhas silvestres como framboesa e morango. As mesmas sensações se repetem no paladar, que possui boa acidez, mas diferentemente do branco anterior, que se mostrou bem seco, este traz um toque a mais de doçura. Leve e jovem, deve ser servido bem fresco. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Tannat 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Para mim, o melhor vinho da degustação, tendo em vista a sua excelente qualidade e bom preço. De coloração violeta de média profundidade, traz no nariz uma boa gama de sensações, como de frutas negras e vermelhas maduras, notas mentoladas, flores secas, licor, pimenta do reino, cominho, caramelo e um discreto tostado. Paladar de médio a encorpado, o vinho tem sabor compatível com o aroma, trazendo ainda um toque de café. De médio a encorpado, apresenta boa persistência na boca. Teve seis meses em contato com as peles e mais seis meses de maturação barricas de carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Reserva Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Um vinho com bom potencial de evolução, que maturou 18 meses em barricas de carvalho francês. O visual mostra uma cor violeta profunda, enquanto no nariz surgem notas intensas de frutas em compota, chocolate, baunilha, café com leite e um toque licoroso. Taninos polidos marcam o paladar. O sabor repete as impressões do nariz, revelando ainda notas de especiarias.  Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (evolui com a guarda)
Média de preço: R$ 165.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Braccale 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Castello di Montepò | Jacopo Biondi Santi
Origem: Toscana, Itália.
Características: Este é um corte entre as uvas Sangiovese (80%) e Merlot (20%), elaborado pelo aclamado enólogo Jacopo Biondi Santi, herdeiro do Brunello Biondi Santi “Il Greppo”. De coloração rubi com média profundidade, o vinho chama atenção pelo seu aroma exótico, com notas florais, de erva doce, chocolate branco, ameixa e anis estrelado. No paladar mostra-se com peso de médio a encorpado e repete as sensações aromáticas, exaltando ainda toques de couro e mentol. Sua persistência de média a longa. Com 13,5% de álcool, a bebida maturou por dez meses em barricas de carvalho francês.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 120 (importado pela Mistral)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Altos las Hormigas: vinhos argentinos de terroir com herança italiana

Estive esta semana com o fundador e vice-presidente da vinícola argentina Altos las Hormigas, Antonio Morescalchi, num encontro promovido no Recife pela distribuidora Lacomex, em parceria com a importadora World Wine. Na ocasião, Antonio contou sobre a filosofia da vinícola, que trabalha com o conceito de vinhos de terroir, utilizando apenas uvas Malbec e Bonarda. Também pudemos provar alguns rótulos durante degustação.


A história da Altos las Hormigas começa quando Morescalchi, que já produzia vinhos com seu pai na Toscana, abraçou a ideia do enólogo Alberto Antonini, ex-diretor da Antinori. Ele achava que a variedade Malbec tinha grande potencial e precisava explorá-la melhor. Foi então que em 1995, eles se juntaram para dar início ao projeto. Logo depois, mais dois velhos amigos e sócios também passaram a integrar a equipe: Attilio Pagli, reconhecido enólogo toscano, e Carlos Vazquez, que esteve desde o começo do projeto empregando sua experiência no manejo de vinhedos em Mendoza.

Foram comprados 216 hectares de terra no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo, que fica a 800 metros de altura em relação ao nível do mar. Construíram uma bodega de 2.500 metros quadrados e, em 2011, com ajuda do especialista Pedro Parra, adquiriram 55 hectares de terras na região de Altamira, no Vale de Uco.

O conceito de Altos las Hormigas tem como um dos grandes focos o vinhedo. Para isso, investem no estudo e mapeamento de solo. “O desafio é mostrar ao mundo que temos terroir”, explica Antonio. Ele também é adepto do pouco ou nenhum uso de carvalho na elaboração dos vinhos e defende a produção em baixa escala.



Além da uva Malbec, que para a equipe Altos las Hormigas, é o grande potencial de Mendoza, a vinícola também produz vinhos com a variedade Bonarda (segunda casta tinta mais plantada naquele país), dentro do projeto paralelo Colonia las Liebres.

A propósito, o nome Altos las Hormigas faz referência aos formigueiros existentes na região da vinícola. Em 1996, quando os trabalhadores começaram a plantar os vinhedos, as formigas passaram a se alimentar dos brotos das vinhas. Convencidos de que elas eram as verdadeiras “donas” do local, a equipe decidiu encontrar maneiras naturais de desviar sua atenção para outros tipos de comida.

Além disso, para os argentinos, "trabalho de formiga" é um trabalho humilde, paciente e prolongado, provérbio que vem sendo usado até os dias de hoje.

Vamos então, às impressões sobre os vinhos provados:

Colonia las Liebres Clásico Bonarda 2013


Elaborado com uvas Bonarda provenientes de vinhedos localizados na zona de Medrano y Carrizal de Abajo, em Mendoza, é vinificado com leveduras nativas em tanques de aço inox. Apresentou coloração rubi profunda e aromas de flores secas, frutas vermelhas maduras e alcaçuz. Na boca, mostrou-se de médio a encorpado, com taninos de qualidade e sabor semelhante às sensações do nariz. Também exibiu um certo tostado, proveniente da uva Bonarda. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 57

Altos las Hormigas Clásico Malbec 2014


Blend de uvas 100% Malbec colhidas a mão nos vinhedos de Medrano, Barrancas e Lunlunta, em Mendoza. Elas são vinificadas separadamente e fermentam com o auxílio de leveduras indígenas (nativas), em tanques de inox. O resultado é um vinho de cor rubi de média profundidade, com aromas de especiarias, ameixas, alcaçuz e flores secas. Paladar encorpado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor traz de volta as características aromáticas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 88

Altos las Hormigas Terroir Malbec 2013

 

Uvas Malbec de diferentes vinhedos de Vista Flores e Tupungato foram vinificadas separadamente para a elaboração deste vinho, que maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho, (25%) em tanques de cimento e (25%) em inox. Sua cor mostrou-se rubi de média profundidade. Já no nariz, revelou frutas vermelhas maduras, mentol, toques florais e de pimenta do reino. Elegante no paladar, com médio corpo e ótimo equilíbrio. Persistência de média a prolongada. Apresenta 14,7% de álcool, percentual que não interfere na qualidade do vinho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90

Altos las Hormigas Reserve Malbec 2012



Feito exclusivamente com uvas Malbec colhidas a mão nas regiões de Altamira, Vista Flores e Gualtallary. A fermentação ocorreu na presença de leveduras nativas, com maturação de 18 meses em tonéis de carvalho francês não tostado com 3.500 litros de capacidade. Mostra-se ainda jovem, com sua cor violeta profunda. O aroma envolve notas de frutas negras, caramelo, mentol, especiarias e flores secas, junto com um discreto defumado. Exibe corpo e potência, porém com taninos finos e boa estrutura. Daqueles vinhos que “enchem” a boca e deixam seu sabor por bastante tempo no paladar. Já pode ser bebido agora, mas promete melhorar com o tempo). Tem 15% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 140

Onde encontrar:
No Recife, na Lacomex:
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
:: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682
Importadora: World Wine

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Guatambu Brut Rosé (#CBE)

Agosto chegou e com ele mais um comentário para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês, a sugestão veio do confrade carioca Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos. A sua pedida foi a seguinte: "Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço".

Excelente pedida e uma boa oportunidade para comentar sobre um espumante que eu já tinha provado há algum tempo, mas ainda não havia comentado sobre ele por aqui. Então a hora é essa!


Tipo: Espumante.
Produtor: Guatambu.
Origem: Dom Pedrito (Campanha Gaúcha), Brasil.
Características: Este é o primeiro espumante brasileiro produzido com o corte das uvas Gewürztraminer e Pinot Noir. É elaborado pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa, onde ficou 12 meses em contato com suas leveduras. Tem uma coloração clara, tipo casca de cebola, e uma boa concentração de gás carbônico, exibindo borbulhas finas e duradouras, além de uma bonita coroa de espuma. No olfato traz agradáveis aromas florais, de frutas vermelhas silvestres e um leve toque mineral. Na boca mostra-se leve, delicado, com boa cremosidade e frescor. O sabor confirma as impressões do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Média de preço: R$ 60 [vinhosevinhos.com]

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vinhos de um dos maiores importadores do Reino Unido agora no Brasil

A Berkmann Wine Cellars, um dos maiores importadores de vinhos do Reino Unido, está iniciando as atividades no Brasil. Fundada em 1964, a empresa recebeu, nos últimos quatro anos, o prêmio "Great Value Wine Merchant of the Year", que é concedido pelos profissionais do mercado inglês à companhia que comercializa os produtos de melhor relação qualidade/preço. Conheci alguns vinhos da importadora durante uma degustação promovida há alguns dias pelo Empório 4 Elementos, que acaba de fechar distribuição exclusiva da Berkmann no Recife.


Antes de falar sobre os vinhos provados, é interessante frisar que a importadora comercializa cerca de três mil rótulos de 20 países diferentes no Reino Unido. Aqui no Brasil, a marca está trabalhando com um portfólio de mais de 60 vinhos, todos inéditos no nosso mercado, de países como Espanha, França, Itália, Eslovênia, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Austrália.


Dessa carta, o Empório 4 Elementos selecionou cerca de 20 rótulos para trabalhar inicialmente. Confira a seguir as minhas impressões sobre as amostras que mais se destacaram na degustação (os preços indicados são para consumidor final):

Nina Garganega Pinot Grigio 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Nina.
Origem: Vêneto, Itália.
Características: Elaborado na região italiana do Vêneto com as uvas Garganega (60%) e Pinot Grigio (40%), este branco é uma opção refrescante, podendo ser degustado, inclusive, sem o acompanhamento de alimentos. Seu aroma traz notas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, suas principais características são a leveza e o frescor. O sabor traz um leve toque floral.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

Viña Vasta Verdejo/Viura 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Isidro Milagro.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: De cor amarelo palha com traços esverdeados, este vinho exibe mais estrutura que a amostra anterior. Elaborado com as variedades Verdejo e Viura, possui caráter cítrico que se integra a notas de aspargos, tanto no sabor quanto no aroma. De corpo médio, tem boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vent du Sud Grenache Blanc/Viognier 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Elaborado com 80% de Grenache Blanc e 20% de Viognier, tem coloração amarelo palha com tons esverdeados. Exala notas florais e de frutas brancas, como melão. Sabor levemente adocicado, porém com acidez presente. Corpo leve.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.

Niel Joubert Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Este branco tem em sua composição 100% de uvas Sauvignon Blanc provenientes de vinhas com até 25 anos de idade. Tem cor amarelo palha brilhante. Já o aroma envolve características de maçã verde e carambola, junto com um toque floral. No paladar mostra bom frescor e persistência de média prolongada.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 78.

Villa Rossi Sangiovese Rubicone 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Rossi.
Origem: Emilia-Romagna, Itália.
Características: Feito 100% com a variedade Sangiovese, é um tinto de cor rubi brilhante e pouco profunda. No agradável aroma predominas frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de um toque de canela. No paladar, mostra-se um vinho fácil de beber, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Junto com as mesmas sensações do nariz, o sabor ainda traz notas de café. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 68.

Vent du Sud Syrah/Grenache 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Na sua composição entram as uvas Syrah (50%) e Grenache (50%). Não houve estágio em carvalho. Sua cor é rubi pouco profunda e no olfato aparecem notas de morango em compota e especiarias. É um vinho de paladar encorpado, mas com bom equilíbrio. O sabor confirma as impressões do nariz.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.


Viña Vasta Tempranillo/Merlot/Syrah 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Vasta.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: Coloração rubi pouco profunda com bordas granada. O aroma exprime uma boa complexidade, com traços de goiaba madura, especiarias, frutas vermelhas silvestres e mentol. O paladar é de médio corpo, seco e de bom equilíbrio. Além das sensações do nariz, seu sabor também envolve notas de café. É elaborado com as uvas Tempranillo, Merlot e Syrah.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vignamato Rosso Piceno Marche DOP 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Marche, Itália.
Características: Cor rubi de média profundidade. Aroma elegante que traz notas de alcaçuz, frutas maduras, especiarias e tabaco. Paladar saboroso e equilibrado, de médio corpo e final prolongado. Feito com 80% de uvas Montepulciano e 20% de Sangiovese, o vinho passou por afinamento de seis meses em garrafa.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 111.

Itynera Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Abruzzo, Itália.
Características: Produzido 100% com uvas Montepulciano, é um tinto de coloração rubi com média profundidade. Notas florais, de frutas maduras, especiarias e café aparecem no aroma. Seu paladar, de médio corpo, é marcado pelas mesmas características do nariz. Final com persistência de média a prolongada. Sua maturação aconteceu em barris de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 145.


Visconti della Roca Primitivo 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Visconti della Roca.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Sua composição é de 100% de uvas Primitivo. Tem cor granada pouco profunda. O aroma exprime ameixa madura, café, especiarias e café. Possui corpo médio, taninos macios e retrogosto de médio a prolongado. Este vinho estagiou parcialmente em barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 86.

Niel Joubert Merlot 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Expressivo tinto de cor granada pouco profunda. Seus aromas formam um conjunto de sensações tais quais frutas em compota, café, tabaco, terra e um toque tostado. Paladar encorpado, porém de taninos macios e boa acidez. Maturou seis meses em pequenos barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 115.

EMPÓRIO 4 ELEMENTOS:
Av. Conselheiro Aguiar, 4635, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3034-3040

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fattoria dei Barbi: fórmula de sucesso da Toscana para o mundo

Estive há alguns dias em um almoço com a gerente de exportação da vinícola italiana Fattoria dei Barbi, Raffaella Federzoni, promovido no Recife pela importadora Interfood. O encontro aconteceu no restaurante Wiella Bistrô, com degustação de alguns importantes rótulos da marca.


A Fattoria dei Barbi pertence à família Colombini, que possui vinhedos na região de Montalcino, Toscana, desde 1352. Em 1790, passou a dirigir a Fattoria Dei Barbi. A "Fattoria" (fazenda em italiano) produz 800 mil garrafas por ano, dos quais 200 mil são de Brunello di Montalcino, o seu vinho mais emblemático

A filosofia de Stefano Cineli Colombini, atualmente à frente da vinícola, é integrar as tecnologias mais recentes às técnicas tradicionais de produção. Para Raffaella, existe uma série de motivos para Fattoria dei Barbi estar constantemente presente no topo das listas de vinhos na Itália e no mundo. Segundo ela, o nome “Barbi” é fácil de associar em qualquer língua. Outras razões são a qualidade dos vinhos, o preço competitivo, a história e tradição, e, por fim, a constância na produção.

Confira a avaliação dos vinhos provados:

Brusco dei Barbi IGT 2012


Vinho de entrada da marca, não passa por madeira e tem na sua composição 90% da variedade Sangiovese e 10% de Merlot. Na taça, apresentou coloração rubi clara e brilhante. No nariz aparecem notas de morango, groselha, especiarias, mentol e um exótico toque de caju. Paladar de médio corpo, boa acidez e final de média persistência. Um tinto equilibrado que, segundo Raffaella, vai bem com pizzas e entradas.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 116

Barbi Morellino di Scansano DOCG 2013 


Este tinto é elaborado principalmente com uvas Sangiovese e com uma pequena parte de Merlot (15%). Sua cor apresenta-se rubi límpido e brilhante. Os aromas trazem características de caramelo, especiarias, frutas maduras e leve toque de fumo. Possui médio corpo, acidez marcante e final de média persistência.  O sabor traz de voltas as frutas sentidas no nariz. Seu amadurecimento foi de quatro meses em barris de carvalho esloveno.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 176

Barbi Rosso di Montalcino DOC 2013


Este “pequeno Brunello” é elaborado com 100% de Sangiovese, passando por maturação de cerca de seis meses em carvalho esloveno. Cereja, morango, notas terrosas, de menta e toques balsâmicos aparecem no olfato. Na boca percebe-se um corpo de peso médio, bom equilíbrio entra acidez e taninos e final de persistência média a prolongada. O sabor dá ênfase ao frutado.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 197

Barbi Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2005


O vinho ‘top’ da Fattoria dei Barbi é feito com 100% de Sangiovese Grosso e tem maturação de três anos em carvalho e seis meses de envelhecimento em garrafa. Sua coloração mostrou-se rubi de média profundidade com tons granada. O aroma dá sinais de evolução com suas notas de fósforo, alcaçuz, floral, frutas vermelhas, tabaco, caju (assim como no Brusco), mentol e café. Paladar de médio corpo, equilibrado e de final de médio a prolongado. Um vinho de boa complexidade, que acompanha majestosamente pratos de carne vermelha e de caça.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 820.

*Confira também a avaliação do Barbi Brunello di Montalcino “BlueLabel”, feita em outra ocasião aqui no blog.

SERVIÇO:

Os vinhos Fattoria dei Barbi são importados pela Interfood e comercializados pelo site www.todovino.com.br. No Recife, estão à venda em lojas como RM Express e DOC Distribuidora.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Orme Primitivo 2013 (#CBE)

O mês começa e a tradição de escrever para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) é mantida. O tema de julho, bem oportuno, diga-se de passagem, foi indicado pelo confrade Luiz Cola (Blog Vinhos e Mais Vinhos), que sugeriu um tinto encorpado de inverno, com valor de até R$ 100. A minha escolha veio lá da Puglia, sul da Itália (região conhecida como o "salto da bota", numa referência ao formato do mapa daquele país, que se assemelha a uma bota). Portanto, um vinho de uma uva que costuma produzir produz tintos intensos e concentrados. Confira:


Tipo: Tinto.
Produtor: Massimo Leone.
Origem: Puglia, Itália.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Exibe agradáveis notas de canela, frutas vermelhas maduras, como morango, além de um toque de pimenta do reino.
Paladar: Um vinho de médio corpo, com taninos macios e excelente acidez. Sua persistência é de média a prolongada e o sabor reflete as características do olfato, trazendo ainda notas de café.
Outras considerações: Um tinto intenso, porém equilibrado, elaborado com uma das principais uvas tintas do sul da Itália, a Primitivo. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 80 a R$ 90 (Trazido ao Brasil pela Importadora Trinacria)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Concha y Toro Gran Reserva Serie Riberas Carmenère 2012

Quem disse que a Concha y Toro não faz vinhos top? A Serie Riberas faz parte da coleção 'Fine Wine' da gigante chilena, na qual estão inseridos os rótulos Don Melchor, Carmín de Peumo, Amelia, Terrunyo e Marqués de Casa Concha, entre outros.  Ele não está entre os ícones da vinícola, mas é um vinho de qualidade diferenciada. Segue avaliação do Carmenère desta linha.


Tipo: Tinto.
Produtor: Concha y Toro.
Origem: Peumo (Vale de Cachapoal), Chile.
Visual: Cor violeta profunda.
Olfato: Pronunciado, traz sabores de alcaçuz, melaço, frutas negras e especiarias.
Paladar: Encorpado, de taninos doces e persistência de média a longa. O sabor reflete as sensações do nariz e ainda mostra notas tostadas e de chocolate.
Outras considerações: Elaborado com uvas Carmenère (90%) e Cabernet Sauvignon (10%), este vinho estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90 a 100.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Narké dei Poeti Sicilia IGT 2010

A palavra "Narké" é de origem árabe e tem a ver com a sensação de torpor causada pelo haxixe ou outro fumo entorpecente, consumido em narguilés (espécie de cachimbo de água). Narké dei Poeti diz respeito ao estado em que os antigos poetas ficavam para buscar inspiração ao usar desse artifício, fazendo uma analogia ao vinho, que também tem o poder de relaxar e aguçar as ideias.


Tipo: Tinto.
Produtor: Alcesti.
Origem: Sicilia, Itália.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons granada.
Olfato: Demonstra elegância com suas notas de alcaçuz, baunilha, frutas em compota, especiarias e caixa de charuto.
Paladar: Corpo médio, bom equilíbrio entre taninos e acidez, final de médio a prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Nero d’Avola e Cabernet Sauvignon, este vinho maturou em barris e tonéis de carvalho durante um ano. Depois envelheceu mais seis meses em garrafa antes de sair para o mercado.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 120 (Importadora Trinacria)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Meteorito Cabernet Sauvignon 2011

Ian Hutcheon, inglês que vive no Chile, mais exatamente no Vale do Cachapoal, divide-se hoje entre duas atividades que são suas paixões: os vinhos e a astronomia.

Ele resolveu ir além das técnicas biodinâmicas (baseadas nos ciclos lunares e na natureza) quando incluiu no processo de elaboração do seu vinho  um elemento que veio direto do espaço. Trata-se de um meteorito de um pouco mais de sete centímetros de diâmetro que caiu há cerca de seis mil anos no deserto do Atacama, no Chile. A idade estimada do material é de 4,5 bilhões de anos.


Durante 12 meses, o meteorito permanece em contato com o vinho dentro de uma barrica de carvalho. Ele é colocado junto à bebida a partir da etapa da fermentação malolática. O rótulo é produzido unicamente com uvas Cabernet Sauvignon.

“Quando você toma este vinho, está bebendo elementos da idade do sistema solar", é o que diz Ian Hutcheon sobre sua criação, que foi realizada em parceria com a Viña Tremonte e o Centro Astronômico de Tagua Tagua.

Provei o Meteorito há alguns dias. Isentando o marketing em torno do rótulo, posso afirmar que se trata de um ótimo vinho. E junto com a história, confesso que ele fica ainda mais interessante.

Confira a avaliação:


Tipo: Tinto.
Produtor: Tremonte Boutique Vineyard.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Envolve uma boa combinação de notas de ameixa, cânfora, especiarias, alcaçuz, tostado e fumo.
Paladar: Corpo médio, taninos macios, persistência de média a prolongada. O sabor ressalta as notas tostadas, de tabaco e baunilha, junto com um toque de café.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Cabernet Sauvignon, o vinho maturou durante um ano em barril de carvalho. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 70 a R$ 80 [No Recife, na Casa dos Frios]

domingo, 1 de maio de 2016

Vinha da Defesa Rosé 2014 (#CBE)

O mês de maio chegou e com ele mais um post da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, a sugestão de tema veio da Dama do Vinho, Alessandra Esteves. A sua pedida foi a seguinte: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos". Faltou a foto, mas posso afirmar que o vinho que escolhi fica perfeito com um camarão na manteiga. Confira a avaliação:



Tipo: Rosé.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal
Visual: Cor cereja brilhante.
Olfato: Fresco e frutado, com notas de cereja e framboesa.
Paladar: Seco e de boa acidez. O sabor mostra o mesmo frutado do olfato, porém de forma discreta e elegante. Final de médio a prolongado. 
Outras considerações: Elaborado com uvas Aragonês e Syrah, tem 13,5% de álcool. Um rosé fresco e intenso. Uma excelente pedida para ser consumido como aperitivo ou acompanhar frutos do mar, saladas e pratos leves. 

Classificação:  Muito Bom/Excelente 
Média de preço: R$ 80 [trazido para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e Qualimpor]

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Linha Premier 1850 rende tributo à vinícola mais antiga do Chile

Já estão nas prateleiras das lojas brasileiras os vinhos da linha Reserva Premier 1850, produzidos pela Viña Carmen. Trata-se de um tributo ao ano de fundação da vinícola, que é a mais antiga do Chile. Foi na Viña Carmen onde a uva Carmenère foi descoberta em terras chilenas. A empresa também foi a primeira do ramo a ter certificação orgânica naquele país. 


Estive na semana passada com o brand ambassador da Carmen, Jorge Arias (foto), que apresentou alguns rótulos da linha Premier 1850, durante um almoço no Recife, promovido pela importadora Mistral no restaurante Pobre Juan. Arias explicou que o lançamento mundial desses vinhos começou no ano passado e que ele está percorrendo as principais cidades do país para apresentá-los. Atualmente, a Carmen está presente em mais de 60 países, sendo a Irlanda, o Canadá e o Brasil os seus principais mercados.

A Viña Carmen conta com vinhedos nos terroirs mais diversos do Chile, cobrindo os vales do Alto Maipo, Apalta, Casablanca, Cochagua e Leyda. Tem como enólogo chefe Sebastián Labbé, que utiliza diversas técnicas de vinificação, buscando revelar a verdadeira expressão de cada variedade.

A linha Premier 1850 chega com um portfólio diversificado, incluindo tintos e brancos produzidos com as variedades Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os tintos provêm dos vales de Colchagua e Leyda. Já os brancos de Casablanca, sendo todos bastante frescos, equilibrados e fáceis de tomar.

Confira a avaliação sobre os rótulos provados:

Carmen Reserva Premier 1850 Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Aromas delicados de mel, maracujá, sal rosa e notas florais.
Paladar: Fresco, de boa acidez, com final prolongado. As características aromáticas reaparecem, junto com um toque de maçã verde.
Outras considerações: Elaborado com uvas Sauvignon Blanc provenientes de videiras com 25 a 30 anos de idade de um setor bastante frio do interior do Vale de Casablanca. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Chardonnay 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com tons dourados.
Olfato: Apresenta um caráter exótico, onde percebemos notas de carambola, ervas e amendoim.
Paladar: De médio a encorpado, possui boa acidez, mostrando-se mais fresco do que normalmente os Chardonnay são. O sabor traz de volta as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Chardonnay, o vinho não tem passagem por madeira. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Pinot Noir 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Leyda, Chile.
Visual: Cor rubi pouco profunda.
Olfato: Frutas vermelhas maduras como morango e cereja e toques de mentol. Álcool um bem aparente no início, mas que se dissipa com a aeração do vinho.
Paladar: Corpo de leve a médio. Equilibrado, com madeira bem integrada e fruta presente, final de média persistência. Também mostra notas terrosas.
Outras considerações: Produzido com uvas Pinot Noir, amadureceu de três a quatro meses em barris de carvalho usados. Apresenta 13,5% de álcool. 

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Cabernet Sauvignon 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violáceos.
Olfato: Notas florais, de ameixa, especiarias, mentol e chocolate. Bastante agradável e fresco.
Paladar: Com corpo médio e taninos macios, mostra-se redondo e bastante agradável. Final de médio a persistente. O sabor repete o caráter do aroma e ganha também um toque de canela.
Outras considerações: Tem em sua composição apenas a uva Cabernet Sauvignon. Sua maturação foi de oito meses em barricas usadas de carvalho. Vem de uma região de Apalta conhecida como “Petit Saint-Émilion”.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Carmenère 2014

 
Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Jambo maduro, ameixa, café, pimenta do reino e caramelo.
Paladar: Corpo médio, taninos adocicados e textura suave. O sabor repete as impressões do olfato.
Outras considerações: Elaborado com uvas Carmenère de amadurecimento homogêneo (colhidas no estágio entre verdes e maduras), o vinho maturou cerca de oito meses em carvalho. Tem 13,5% de álcool.
Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

ONDE ENCONTRAR:
Os vinhos da Viña Carmen são trazidos para o Brasil pela importadora Mistral. No Recife, à venda na DLP Distribuidora, Barchef e Casa dos Frios.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Lapostolle Casa Grand Selection Chardonnay 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Fresco e frutado, traz notas de abacaxi, maçã verde e mamão.
Paladar: De médio a encorpado, casa muito bem acidez e untuosidade. As mesmas impressões do olfato voltam à boca junto com um discreto toque de madeira.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Chardonnay, uma pequena porção (12%) do vinho maturou em barricas de carvalho francês de diferentes usos.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).

Lapostolle Le Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor clara e brilhante, lembrando a tonalidade da casca de cebola.
Olfato: Discreto e elegante, exibe notas florais e leve toque de frutas vermelhas silvestres.
Paladar: Seco, de corpo médio, excelente acidez e final prolongado, mostra no sabor as mesmas sensações do nariz, além de um discreto gosto cítrico.
Outras considerações: Nesta safra, foi elaborado com 47% de Syrah, 43% de Cabernet Franc e 10% de Carmenère. Sua cor e delicadeza lembram os rosés elaborados na região de Provence, na França.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).