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domingo, 1 de maio de 2016

Vinha da Defesa Rosé 2014 (#CBE)

O mês de maio chegou e com ele mais um post da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, a sugestão de tema veio da Dama do Vinho, Alessandra Esteves. A sua pedida foi a seguinte: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos". Faltou a foto, mas posso afirmar que o vinho que escolhi fica perfeito com um camarão na manteiga. Confira a avaliação:



Tipo: Rosé.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal
Visual: Cor cereja brilhante.
Olfato: Fresco e frutado, com notas de cereja e framboesa.
Paladar: Seco e de boa acidez. O sabor mostra o mesmo frutado do olfato, porém de forma discreta e elegante. Final de médio a prolongado. 
Outras considerações: Elaborado com uvas Aragonês e Syrah, tem 13,5% de álcool. Um rosé fresco e intenso. Uma excelente pedida para ser consumido como aperitivo ou acompanhar frutos do mar, saladas e pratos leves. 

Classificação:  Muito Bom/Excelente 
Média de preço: R$ 80 [trazido para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e Qualimpor]

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Quinta de Bons-Ventos 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Casa Santos Lima.
Origem: Lisboa, Portugal.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Frutas vermelhas e negras em compota, alcaçuz, canela e pimenta do reino.
Paladar: Boa acidez, taninos elegantes e médio corpo. O frutado aparece de forma agradável junto com as outras sensações sentidas anteriormente no nariz. Madeira bem integrada e um toque saboroso de chocolate.
Outras considerações: É um vinho simples, feito para o dia a dia, mas muito redondo. Versátil para vários tipos de comidas. Elaborado com castas como Castelão e Touriga Nacional, amadureceu parcialmente em meias-pipas de carvalho. Tem 13% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 40 (Importado pela Cantu. No Recife, à venda no showroom da importadora, na Ceasa)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Degustação na Quinta do Bom Retiro


Após a visita na Quinta da Ervamoira, seguimos para a Quinta do Bom Retiro, uma das mais antigas da região do Douro, em Portugal, adquirida em 1919 pela Casa Ramos Pinto. Banhada pelo Rio Torto, a propriedade possui mais de 110 hectares de área, dos quais 62 hectares estão plantados com vinhas apenas de uvas tintas. Essas plantações, distribuídas em patamares, estão em altitudes que variam dos 100 aos 400 metros, formando uma belíssima paisagem de tons distintos.


Além das plantações, na Quinta da Ervamoira funciona um centro de vinificação, onde o destaque fica para os dois lagares de granito com capacidade para nove mil quilos de uvas cada. Nesses tanques é feita a tradicional pisa-a-pé das uvas.


A casa principal, onde nos hospedamos, é uma construção que mantém todo o charme da época em que foi construída. Lá, podemos encontrar uma das primeiras piscinas da região do Douro, além de um bem cuidado jardim clássico, que conta com diferentes variedades de árvores frutíferas.


Foi nesse cenário onde fizemos uma degustação de grandes vinhos, durante um delicioso jantar. Confira a seguir a minha opinião sobre os rótulos provados:

Adriano Porto White Reserva


Tipo:
Porto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar.
Olfato: Mel, frutas secas, resina e especiarias.
Paladar: Cremoso, com boa doçura, acidez presente e final prolongado. O sabor reproduz as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado com as castas Codega, Malvasia Fina, Viozinho e Rabigato. É feito com vinhos que envelheceram em média menos sete anos nas caves da Casa Ramos Pinto, em Vila Nova de Gaia. Tem 19% de álcool.

Classificação: Excelente.

Duas Quintas Reserva 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Violeta profundo.
Olfato: Floral, frutas escuras, erva doce e baunilha.
Paladar: Ainda jovem, porém já equilibrado. Mostra uma acidez interessante e o sabor traz de volta as características do olfato, junto com um toque de café.
Outras considerações: Tem em sua composição as melhores uvas da Quinta da Ervamoira e da Quinta dos Bons Ares, incluindo as variedades Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca. Após a fermentação malolática, estagia em pipas de carvalho novo por um período de 18 meses. Depois de engarrafado, envelhece durante um ano na Quinta dos Bons Ares. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente (vai evoluir com a guarda)

Ramos Pinto Porto Vintage 2000


Tipo:
Porto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Ameixa, floral, erva doce e chocolate.
Paladar: Encorpado, com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Voltam as características percebidas no olfato junto com notas de café e pimenta do reino. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (15%), Tinta Barroca (10%) e outras variedades provenientes de vinhas velhas, pisadas a pé em lagar, com envelhecimento de dois anos em madeira. É um vinho que tem muito ainda a evoluir. Sua graduação alcoólica é de 20%.

Classificação: Muito Bom/Excelente (vai evoluir com a guarda)

Ramos Pinto Porto 20 Anos Quinta do Bom Retiro


Tipo:
Porto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar pouco profunda.
Olfato: Complexo, envolve notas de caramelo, frutas secas, tostado, baunilha, erva doce e pimenta.
Paladar: Encorpado, untuoso, muito equilibrado e elegante. Tem as mesmas características do nariz e ainda traz um toque amendoado. Final persistente.
Outras considerações: Traz em sua composição as variedades Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão. É um blend proveniente da seleção de vários lotes originários da Quinta do Bom Retiro. A idade média dos vinhos usados é de 20 anos, porém entraram no blend final vinhos datados de 1900 e 1909. Tem 20% de álcool. No Brasil, este rótulo estampa um desenho mais clássico.

Classificação: Excelente/Excepcional.

Os vinhos da Ramos Pinto são importados pela Licínio Dias (LD) Importação e Grupo Franco-Suissa.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A encantadora Quinta da Ervamoira


Banhada pelo Rio da Côa, a Quinta da Ervamoira, localizada no Douro, foi uma das regiões vinícolas mais remotas e encantadoras que pude conhecer. A começar pela aventura para chegar lá! Viajamos mais de quatro horas de carro do Alentejo até a cidade do Porto, onde dormimos, para na manhã seguinte ir de carro (cerca de duas horas) até a estação ferroviária do Pinhão.


A construção, datada do século 19, guarda belos azulejos ilustrando a saga da produção e comercialização do vinho do Porto. Muito bem conservada, parece que parou no tempo, com seu antigo relógio de ponteiro e bucólicos banquinhos de ferro.


Lá, pegamos um comboio (trem) até a estação do Pocinho, margeando o Rio Douro por cerca de uma hora. O percurso é de tirar o fôlego de tão bonito. De longe, podemos avistar os letreiros de várias quintas presentes na região.


Chegando no nosso destino, pegamos um táxi que nos levou até a aldeia de Muxagata (cerca de 20 minutos). Ali nos esperava Sónia, nossa guia nesta aventura, pilotando uma antiga e valente Land Rover Defender. Percorremos cerca de oito quilômetros por estradinhas de terra até chegar ao nosso destino.


A Quinta da Ervamoira é uma das quatro quintas pertencentes à Casa Ramos Pinto. Possui 234 hectares de área total, sendo 150 hectares plantados com vinhedos. O terreno varia entre 100 e 300 metros de altitude, sendo o primeiro local no Douro a utilizar o sistema de ‘vinha ao alto’, um sistema de plantação em que as vinhas são dispostas em linhas verticais que seguem a pendente da encosta.


Em 1974, José António Ramos Pinto Rosas procurava um terreno pouco acidentado no Douro, onde fosse possível a colheita mecanizada das uvas.  Pesquisando em cartas militares, achou a Quinta de Santa Maria, depois rebatizada de Quinta da Ervamoira. Lá, junto com o seu sobrinho João Nicolau de Almeida, realizou um minucioso estudo onde selecionou as cinco melhores castas da região e passou a trabalhar com elas para o vinho do Porto e de mesa:  Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Tinta Barroca e Tinto Cão. Isso acabou com a mistura de castas na mesma vinha.


Com o projeto de construção da Barragem do Côa, a área quase foi coberta pelas águas. Só escapou por causa da importante descoberta de pinturas rupestres da era paleolítica na região, que mais tarde foi classificada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Na Quinta da Ervamoira, 90% das uvas plantadas são tintas e 10% brancas. As variedades são utilizadas em alguns rótulos da casa, como o emblemático Duas Quintas, que este ano completa 25 anos de existência, e o Porto 10 Anos. Em toda a produção, não são usados defensivos agrícolas.


Na casa sede, os visitantes podem encontrar um bonito museu que conta um pouco da história do local, desde a época das pinturas rupestres, passando pela ocupação romana e chegando à própria saga da marca Ramos Pinto.


Em um terraço exuberante, nos foi servido um porto tônica de entrada (um refrescante drink feiro com Porto White, água tônica, gelo, limão e hortelã), onde apreciamos a vista de uma parte das vinhas e, ao longe, no alto de uma colina, a igrejinha de São Gabriel.


O almoço, com direito a iguarias da região, veio acompanhado do Porto Adriano Reserva, do Duas Quintas Tinto 2013 e do Porto RP 10 Anos Quinta da Ervamoira. Uma experiência espetacular!


Nos próximos posts, conto mais sobre uma outra aventura na Ramos Pinto, desta vez na Quinta do Bom Retiro, e falo sobre os vinhos da marca, que são importados para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e pelo grupo Franco-Suissa.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Herdade dos Grous Moon Harvested 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Herdade dos Grous.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: De boa complexidade, traz elementos como ameixas frescas, eucalipto, pimenta do reino e um leve toque de caramelo.
Paladar: Equilibrado e envolvente, de final longo. Traz de volta as impressões do nariz.
Outras considerações: Um vinho com potencial de guarda, elaborado exclusivamente com a casta Alicante Bouschet, vindimada, segundo o produtor “seguindo princípios milenares da influência da lua sobre as marés e a natureza” - daí vem o nome "Moon Harvested". Estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês e tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente (tem potencial de guarda)
Média de preço: R$ 180 [Importado pela Licínio Dias (LD) Importação]

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Lançamento: Vadio Bruto Rosé


Começando a narrar as minhas últimas aventuras por Portugal, trago aqui um dos primeiros exemplares provados nessa jornada enogastronômica pelas terras lusitanas.

O Vadio Bruto Rosé é o filho caçula do Young Winemaker Luís Patrão. Na verdade, foi concebido pela sua esposa, Eduarda Dias, com quem tive o prazer de degustar a bebida em primeira mão, durante um agradável jantar na Garrafeira Alfaia, no Bairro Alto, em Lisboa - ponto de encontro de produtores, amantes do vinho e da boa mesa, mais conhecido como “Bar do Pedrão”.

Apenas 1.300 garrafas do Vadio Brut Rosé foram produzidas. Seu processo de produção é semelhante ao de Champagne, com segunda fermentação em garrafa. Tem em sua composição exclusivamente a casta Baga, a ‘rainha’ da região da Bairrada, onde é produzido, e permaneceu 18 meses de contato com as leveduras.

Na taça exibe uma delicada cor salmão, com perlage fino e persistente. O aroma mostra leves notas florais junto com toques de frutos vermelhos do bosque, como morango e framboesa, além de traços de panificação. O sabor reproduz as sensações do nariz, proporcionando uma boa sensação de “agulha” e um frutado longo e agradável. Tem 12% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: Ainda não está à venda no Brasil. Em Portugal, custa na faixa dos 18 euros.

sábado, 17 de outubro de 2015

Tour por Portugal


Caros leitores, vocês devem ter percebido a ausência de postagens no blog esta semana. Explico: estou desde a última quarta-feira em Portugal, onde ficarei até o final da próxima semana.

Estou em Lisboa, onde já provei vinhos incríveis. No domingo, parto para o Alentejo e depois para o Douro. Enquanto isso, vão acompanhando as minhas postagens no Instagram (@escrivinhos).

Saúde!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Importadora promove os vinhos dos Young Winemakers


Eu já falei aqui no blog sobre os interessantes vinhos dos Young Winemakers de Portugal. Para quem mora no Nordeste, especificamente nas capitais Recife, João Pessoa e Natal, a importadora Licínio Dias (LD) lançou uma promoção dos rótulos desses produtores, que vai até o próximo dia 22/09. Os vinhos podem ser entregues em casa.

As ofertas são as seguintes:

Camaleão Alvarinho ou Sauvignon Blanc: R$ 88,95 (a unidade)
Contraste Branco ou Tinto: R$ 76,37 (a unidade)
Bastardo: R$ 151,49
Conceito: R$ 224,82
Hobby Branco ou Tinto: R$ 84,27 (a unidade)
Espumante Vadio: R$ 155,89
Vadio Branco: R$ 67,31
Grande Vadio: R$ 188,92

Pedidos diretamente com a LD Importação, através do telefone (81) 3125-8080 ou e-mail: vendas@liciniodias.com.br. As compras podem ser parceladas em até três vezes nos cartões de crédito. O valor mínimo por compra é de R$ 200.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Mais vinhos do projeto Swop: Secret Wines of Portugal

Provei ontem à noite, durante uma apresentação no Wiella Bistrô, no Recife, mais alguns rótulos do Swop, projeto sobre o qual já falei aqui no blog (relembre). Alguns ainda não estão à venda em lojas, mas já podem ser adquiridos pelos estabelecimentos que se interessarem em comercializá-los.

Confira as avaliações:

Espumante RS


Produzido pela vinícola Rama e Selas, na região da Bairrada, é um espumante elaborado através do método tradicional (com segunda fermentação em garrafa) e que tem em sua composição as castas Baga, Arinto e Chardonnay.

Possui cor amarelo palha, borbulhas finas e duradouras. No nariz, apontamentos de frutas brancas e um toque de leveduras. O paladar traz boa acidez, fruta discreta e o mesmo fermentado percebido no olfato, com um leve adocicado. É uma bebida simples, sem muita complexidade para um espumante do método clássico, porém agradável. Tem 12% de álcool.

Vale o preço.

Classificação: Boa Compra.
Faixa de preço: R$ 52 (No Recife, no Barchef)

Casas Altas Tinto Garrafeira 2011


Elaborado 100% com a variedade Touriga Nacional, teve 18 meses de maturação em carvalho francês. Apresenta cor violeta de média profundidade e aroma potente, com bastante fruta em compota, notas florais e de especiarias. É preciso deixa-lo “respirar” para que o ataque inicial do álcool se dissipe.

No paladar, é marcado por notas de madeira, frutas maduras e especiarias. Corpo médio e taninos bem presentes. Um vinho feito para acompanhar comida, especialmente pratos fortes. Tem 14,5% de graduação alcoólica.

Classificação: Bom.
Faixa de preço: R$ 120.


Ainda pude degustar um outro vinho que já havia provado, porém de safra diferente. O Alvarinho Vinha da Bouça 2013 mostrou-se com melhor complexidade e mais sério, porém com um pouco menos de frescor que a safra 2014. Um bom branco do Minho.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Wine & Soul Porto 10 Anos


Cerca de 30 castas tradicionais do Douro cultivadas em vinhas velhas foram utilizadas para a produção deste Porto Tawny 10 anos, com fermentação em lagares com pisa a pé. Sua maturação foi de cerca de dez anos em antigos cascos, com mais de 50 anos de idade. É um vinho com complexidade e riqueza aromática, que mostra uma coloração granada e alguns sedimentos na taça, decorrentes de sua não filtração.  O nariz traz notas de amêndoas, frutas secas e mel. O paladar é cremoso, com doçura elegante e as mesmas sensações do nariz, revelando ainda no sabor toques apimentados e de café. Foram produzidas duas mil garrafas. A graduação alcoólica é de 19,5%.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 230 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Muito Bom/Excelente

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Pintas 2013


A safra de 2011 deste vinho foi a mais bem avaliada até hoje em termos de rótulos portugueses pela revista norte-americana Wine Spectator. E a safra 2013 mostra que tem muito potencial para se chegar a um vinho excepcional daqui a alguns anos. É uma bebida exuberante, elaborada com mais de 20 castas provenientes de uma vinha com 85 anos de idade. Sua produção se dá em lagares de granito com pisa a pé e sua maturação foi em carvalho francês. A aparência denota ainda jovialidade, com uma cor violácea de média profundidade. Aromas ricos em frutas maduras, chocolate, mentol e especiarias, além de um discreto floral.S eu corpo é médio e envolvente, com taninos finos e acidez que “enche a boca”. O sabor traz as mesmas sensações do nariz. Tem 14,5% de álcool.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 465  (No Recife, no RM Express ou DOC Distribuidora)

Classificação: Excelente (potencial para se tornar excepcional)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Manoella 2013


Elaborado com uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Francesa colhidas em vinhas com 30 a 40 anos de idade, na Quinta da Manoella, este vinho estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês. Cerca de 11 mil garrafas foram produzidas. Tem cor rubi com tons violeta e no nariz envolve diversas sensações: morangos, cerejas, framboesa, floral, hortelã e caramelo. O paladar é de médio corpo, com taninos finos, sabor elegante e delicado de fruta fresca. Final de médio a prolongado. Tem 14% de álcool.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: R$ 125 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Muito Bom/Excelente.

Crochet 2012


As enólogas e amigas Sandra Tavares e Susana Esteban resolveram juntar o útil ao agradável e produzir um vinho a quatro mãos, com a sensibilidade e talento de quem faz um bonito crochê. As uvas utilizadas são a Touriga Nacional e Touriga Franca cultivadas em duas vinhas com cerca de 30 anos. O vinho tem 18 meses de maturação em barricas de carvalho, a maior parte delas já usadas. Foram elaboradas apenas 3.800 garrafas. A bebida tem coloração rubi intensa com traços violeta. Já no nariz, apresenta notas de frutas vermelhas maduras, mentol, especiarias e melaço. É um vinho de corpo médio, com boa acidez e concentração. Possui final prolongado e sua graduação alcoólica é de 14,5%. Detalhe para o desenho do rótulo, que simula a trama de um crochê.


Produtor: Esteban & Tavares
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: R$ 290 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Excelente.

Pintas Character 2013


Este tinto envolve mais de 20 castas provenientes de vinhas com mais de 40 anos de idade. É elaborado em lagares de granito com a tradicional pisa a pé e estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês. Somente 11.500 garrafas foram produzidas. Tem coloração rubi de média profundidade e o seu aroma exala notas de frutas escuras, como ameixa, mentol, especiarias e um leve tostado. O álcool inicialmente ataca o nariz, mas um pouco de aeração resolve este problema. Seu corpo é médio, porém com bastante estrutura de taninos, acidez e fruta. Aparecem elegantes e agradáveis notas de chocolate. O final é prolongado. Seu teor alcoólico é de 14,5%.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 170 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Muito Bom/Excelente.

M.O.B. Tinto 2011


Primeira safra do projeto M.O.B., que os enólogos Jorge Moreira, Francisco Olazabal e Jorge Serôdio Borges desenvolvem na região do Dão. Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro e Baga compõem o corte da bebida, que exibe uma cor rubi de média intensidade com traços violeta. O nariz revela notas de frutas maduras delicadas, mentol, café e grão de mostarda. Paladar elegante, com médio corpo e taninos em equilíbrio com a boa acidez. Final persistente. Possui 12,5% de álcool e estagiou 18 meses em barricas de carvalho.

Produtor: Quinta do Corujão
Região: Dão, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 195 (No Recife, no Empório 4 Elementos)
Classificação: Excelente.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Chocapalha Vinha Mãe Tinto 2012


Este vinho é feito com uvas provenientes da primeira vinha plantada pelos pais da enóloga Sandra Tavares, na Quinta de Chocapalha. São elas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Syrah. Sua cor mostra uma tonalidade rubi violácea de média profundidade. Frutas secas, especiarias doces, alcaçuz, chocolate, baunilha e leve floral compõem o seu rico aroma. Na boca revela taninos maduros, bom frescor e longa persistência. O sabor recorda as sensações do olfato. Apenas 5 mil garrafas foram produzidas. Tem 14,5% de álcool e a maturação foi de 22 meses em carvalho francês.

Produtor: Quinta de Chocapalha
Região: Lisboa, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: 160 (No Recife, na DOC Distribuidora)
Classificação: Excelente.

Mar de Lisboa 2012


Um simpático e bem feito tinto produzido pela Quinta de Chocapalha para ser um rótulo de entrada do seu portfólio. Tem na sua composição as castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Syrah provenientes das vinhas mais jovens da Quinta de Chocapalha. Sua cor é de uma tonalidade violácea pouco profunda e o aroma oferece frutas vermelhas maduras, como cereja, além de leves toques de café e especiarias. Na boca parece fresco, com taninos macios, fruta presente e final prolongado. É uma boa opção para a sua faixa de preço. Tem 14% de álcool. Parte do vinho (1/3) estagiou em barricas usadas.

Produtor: Quinta de Chocapalha
Região: Lisboa, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 48 (No Recife, na DOC Distribuidora)
Classificação: Muito Bom (Boa compra)

Guru Branco 2014


Já havia provado a safra 2012 deste excelente branco português e pude constatar que a safra de 2014 chegou com ainda mais qualidade, envolvendo elegância, estrutura e potencial de guarda. Elaborado com uvas Gouveio, Viosinho, Rabigato e Códega, é um vinho de cor amarelo esverdeada, com aromas que trazem notas minerais, de frutas brancas e cítricas. Paladar de corpo marcante, untuoso, de excelente acidez e boa persistência. Um toque de madeira pontua elegantemente a bebida tanto no nariz quanto na boca. O vinho estagiou seis meses em barricas e tem 12,5% de álcool. Tem boa perspectiva de evolução.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: 250 (No Recife, no RM Express)
Classificação: Excelente (tem potencial de evolução).

Quinta de Chocapalha Arinto 2012


Um vinho de produção limitada a 5 mil garrafas, elaborado 100% com a casta Arinto. Segundo a enóloga Sandra Tavares, ele é um rótulo "mais austero e gastronômico" que os brancos produzidos com a uva Alvarinho. Sua coloração é amarelo palha com traços esverdeados e o aroma oferece notas cítricas, minerais e de aspargos. Possui sabor fresco, com boa acidez. O sabor traz de volta as sensações no nariz. Para a enóloga, este vinho é uma grande aposta em termos de brancos. Seu teor alcoólico é de 13%.

Produtor: Quinta de Chocapalha
Região: Lisboa, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de Preço: R$ 65 (No Recife, na DOC Distribuidora)
Classificação: Muito Bom/Excelente.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Swop: Secret Wines of Portugal

Tive a oportunidade de participar ontem (22) no Recife de uma apresentação de um projeto chamado Swop - Secret Wines of Portugal. Trata-se de um grupo de pequenos produtores de diferentes regiões do país que resolveu unir forças para comercializar os seus vinhos. Eles têm como características em comum a valorização das castas autóctones (nativas), a viticultura sustentável e os métodos de enologia minimalista.


Quem comandou a apresentação, realizada no restaurante Rui Paula, com a organização do Vinho Club Premium, foi o enólogo e idealizador do projeto, Virgílio Loureiro (foto). Ele explicou que a ideia nasceu há cerca de dez anos, com intuito de envolver produtores que fazem vinhos em escala agrícola, e não industrial. “São produtos de grande qualidade que não entram em supermercados”, observa Loureiro.


Atualmente, participam do Swop vinícolas das regiões do Minho, Beira Interior, Douro e Alentejo. Um outro produtor da região da Bairrada também está em vias de se integrar ao grupo.

Provamos alguns vinhos durante o evento e o que pude perceber é que são produtos de qualidade, porém alguns ainda jovens, mas com capacidade de evolução.

Confira as avaliações:

Vinha das Bouças Alvarinho 2014


Elaborado na região do Minho com 100% de casta Alvarinho. Apesar do enólogo Virgílio Loureiro afirmar que não se trata de um vinho perfumado, eu o achei bem aromático. Neste exame olfativo pude identificar notas delicadas de lichia, jaca, toques florais e de mel. Na boca apresentou boa acidez e final persistente. O sabor, que revelou menos frutas, é marcado por um agradável toque de maracujá. Leve, refrescante e equilibrado, tem 13% de álcool. Coloração amarelo palha com reflexos dourados. Foram produzidas 2.500 garrafas.

Classificação: Bom.

Quinta do Vale do Ruivo 2013


Fonte Cal, Síria e Arinto são algumas das uvas que entram na composição deste branco produzido na Beira Interior. Sua coloração é amarelo palha com tons esverdeados. O aroma traz leves notas florais e cítricas. Na boca mostra corpo médio e ótimo frescor. É um vinho seco, elegante, untuoso e bastante gastronômico. Tem potencial de guarda por mais alguns anos. Seu teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Muito Bom.

Casas Altas Chardonnay 2013


Outro branco elaborado na Beira Interior, só que com a casta de origem francesa Chardonnay, cultivada a 700 metros de altitude. Tem cor amarelo palha com reflexos dourados e seu aroma envolve notas de melão, lichia, aspargos, floral e leve cítrico. No paladar traz excelente acidez, corpo médio e boa persistência. O sabor repete as sensações do nariz. Tem bom potencial de evolução, lembrando os brancos da região da Borgonha. Sua graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Excelente.

Fraga da Galhofa Reserva Tinto 2011


Tem origem na região do Douro, onde é elaborado com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca. Mostra uma bonita cor violácea brilhante de média profundidade e aromas envolventes de ameixa, café, mentol, floral, especiarias e melaço. Sabor seco, apimentado, com taninos de qualidade e final longo. O sabor ressalta notas de café e frutas maduras. Tem potencial de guarda. Seu teor alcoólico é de 14,5%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Mau Feitio 2009


Produzido no Douro Superior com as castas Tinta Roriz (55%), Touriga Nacional (30%), Tinto Cão (10%) e Touriga Francesa (5%) colhidas a 600 metros de altitude, é um tinto de rótulo interessante, elaborado pelo designer Alex Mendes. Segundo Virgílio Loureiro, produtor deste vinho, o nome Mau Feitio surgiu em uma noite de insônia. Segundo ele, é uma bebida que “sabe mais do que cheira”. Falando em cheiro, o aroma mostra ameixa, mentol, noz moscada, café com leite e alcaçuz. Não tem passagem por madeira, por isso mostra paladar limpo, valorizando a fruta. É leve, equilibrado e agradável de tomar. Vai evoluir na garrafa. Tem 13,% de álcool. Sua coloração é rubi, de média profundidade.

Classificação: Muito Bom.

Garcia de Castro Grande Reserva 2009


Outro vinho elaborado no Douro por Virgílio Loureiro, que usou neste corte Vinhas Velhas, Tinta Roriz, Sousão e Touriga Nacional. Ao contrário do Mau Feitio, este passou por madeira, com maturação de 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Exibe uma cor rubi de média profundidade e aroma que envolve frutas maduras, floral, especiarias e café com leite. Boa presença de boca, com taninos doces, acidez presente e final prolongado. Além da fruta, aparece também notas de café. Madeira bem integrada ao conjunto. É um vinho com bastante potencial de melhora, mas já pode ser tomado com prazer. Tem 14,5% de álcool. Aconselha-se aeração. 

Classificação: Excelente.

SERVIÇO:
Os vinhos Swoop estão sendo representados no Recife pela União Export: (81) 3031-0285.