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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pisano mantém viva a tradição da uva Tannat no Uruguai

Uma das últimas degustações de 2016 que participei foi promovida pela Mistral, no restaurante Coco Bambu, no Recife, com os vinhos da Pisano, uma das bodegas de maior destaque do Uruguai. A apresentação ficou a cargo do gerente de exportação da marca, o jovem e descolado Nikolás Kozic (foto), ou simplesmente Niko, que na ocasião conduziu uma prova guiada de cinco rótulos.


A Pisano é uma vinícola fundada em 1914, comandada atualmente pela quarta geração da mesma família, através dos irmãos Daniel, Gustavo e Eduardo Pisano. Está localizada na região de Progreso, no departamento de Canelones, onde possui 30 hectares. Apesar de contar com cerca de 20 diferentes variedades plantadas, o foco da vinícola continua sendo a uva Tannat – cepa francesa da região do Madiran que se adaptou muito bem ao Uruguai e hoje é a casta mais importante daquele país.

Os produtos da Pisano demonstram a qualidade de quem não está preocupado em colocar grandes quantidades de vinho no mercado. Trata-se de uma vinícola de médio porte, com cerca de 300 mil garrafas produzidas ao ano. Além disso, utilizam práticas sustentáveis em sua produção. “Somos 99% orgânicos. O que falta é apenas a certificação”, explica Niko, lembrando que este é um processo caro e burocrático no seu país.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos degustados:

Cisplatino Torrontés 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Segundo Niko, este é o único vinho produzido no Uruguai com a uva Torrontés (a principal variedade branca cultivada na vizinha Argentina). A bebida apresentou uma cor amarelo palha com tons esverdeados. Aromas minerais aparecem junto com notas de aspargos e leves toques florais e cítricos. Possui boa acidez e não é enjoativo como me parecem alguns vinhos feitos com a variedade Torrontés. Além disso é mais encorpado que os argentinos, o que o torna um vinho mais gastronômico, bom para acompanhar frutos do mar e pescados mais gordurosos. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 67

Cisplatino Cabernet Franc Rosé 2015


Tipo: Rosé.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Elaborado 100% com a uva Cabernet Franc, a mesma usada na produção dos rosés do Vale do Loire, na França, é um vinho bem frutado, mas com uma ponta de elegância proporcionada por sua mineralidade e boa acidez. Sua cor cereja muito viva me causou um pouco de desconfiança no início (prefiro os rosés com menos extração, mais clarinhos, que costumas ser mais leves e harmoniosos). Porém a impressão foi logo desfeita ao prova-lo. É um ótimo vinho para comida, como peixes e frutos do mar ou saladas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Cisplatino Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Em sua composição foram usadas uvas Tannat de oito diferentes localizações de vinhedos. Parte do vinho estagiou de três a quatro meses em barricas de carvalho usadas e outra parte em tanques de inox. De coloração rubi com média profundidade, a bebida traz no olfato notas de ameixa madura, violeta, pimenta do reino, erva-doce e menta. Paladar encorpado, com taninos de qualidade e boa persistência. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Rio de los Pájaros Reserve Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Este é o vinho da Pisano mais vendido em todos os mercados onde a marca está presente. Elaborado apenas com uvas Tannat, maturou durante seis meses em barricas de carvalho de segundo uso. Os aromas são de azeitonas pretas, frutas escuras, mentol, alcaçuz, floral e um toque discreto de couro. Na boca é encorpado, maduro, com taninos de boa qualidade. Tem 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 85.

RPF Tannat 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: O Reserva Personal de Familia é elaborado 100% com uvas Tannat e maturado 12 meses em barricas francesas de primeiro uso. Com coloração rubi de média profundidade, este belo exemplar da Pisano traz no nariz notas de alcaçuz, frutas em compota (negras e vermelhas), minerais, café, chocolate, menta e especiarias. Encorpado, de taninos finos e boa persistência, o sabor repete as sensações do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 128.

ONDE ENCONTRAR: No Recife, os vinhos da Mistral podem ser encontrados na Distribuidora DLP, BarChef e Casa dos Frios.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Bodega Garzón dá novos ares ao vinho uruguaio

Estive semana passada com a embaixadora da bodega uruguaia Garzón, Ana Paula Oliveira, durante um jantar promovido no Recife pela importadora World Wine e a distribuidora local Cave d’Or, de Taciana Carvalho. O encontro aconteceu no restaurante Ponte Nova, com um impecável jantar harmonizado.

A VINÍCOLA - O projeto da Bodega Garzón é jovem. As primeiras vinhas foram plantadas em 2007 e a primeira safra colhida foi em 2011. A vinícola pertence simplesmente ao homem mais rico da Argentina: Alejandro Bulgheroni. Em 1999 ele visitou o Uruguai e conheceu a região onde hoje está localizada a Garzón, vendo ali a sua “pequena Toscana” - um local com grande potencial para desenvolver um projeto vitivinícola de qualidade. Bulgheroni, que possui sete vinícolas em diferentes partes do mundo, investiu mais de 85 milhões de dólares na bodega. Além de vinhos, lá também são produzidos excelentes azeites (Colinas de Garzón). 


São mais de cinco mil hectares de terras, na região conhecida como Maldonado, a 18 km de distância do Oceano Atlântico.  Foi a primeira bodega sustentável a ser construída fora da América do Norte e utiliza muita tecnologia a favor da elaboração de produtos de qualidade. 

OS VINHOS - Alejandro Bulgheroni convidou o enólogo italiano Alberto Antonini (proprietário da vinícola argentina Alto las Hormigas) para chefiar a produção dos vinhos. Ao contrário da maior parte das bodegas, as atenções não estão só voltadas para a Tannat - uva de origem francesa que se tornou o ícone do Uruguai. Outras variedades não tão comuns aquele país, como a Albariño, também são plantadas e utilizadas em seus rótulos.

Os vinhos da Garzón prezam pela pureza da fruta, deixando a madeira como um elemento de segundo plano no processo de vinificação. Os tintos só são elaborados com leveduras indígenas e é comum a utilização de tanques ovais de cimento. Os brancos passam pela técnica de sur lie, onde ficam em contato com as peles das uvas por um determinado período.

Uma das minhas constatações durante a degustação é que os vinhos da Garzón feitos com a cepa Tannat, caracterizada por transmitir ao vinho taninos intensos e rústicos, passam longe de serem "duros" e predominantes. Pelo contrário, os taninos estão presentes, mas têm maciez e se mantêm equilibrados com a acidez da bebida.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Garzón Albariño 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: A degustação começou logo com essa bela surpresa. Um branco feito 100% com a uva Albariño, variedade muito usada na região espanhola da Galícia e também com o nome Alvarinho no norte de Portugal. O vinho mostrou na taça uma cor amarelo palha com reflexos esverdeados. O aroma, muito gostoso, envolve frutas brancas, como lichia e pêssego, leve toque cítrico, notas florais, minerais e lácteas – estas últimas provenientes do contato de seis meses com as peles das uvas (sur lie) em tanques de aço inox. De médio corpo, o paladar pareceu muito fresco, com sua ótima acidez. Um vinho bem gastronômico, que acompanha bem pratos de frutos do mar.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Média de preço: R$ 90.

Garzón Pinot Noir Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Vinho jovem de coloração rosada vibrante, que traz no aroma notas de frutas vermelhas silvestres como framboesa e morango. As mesmas sensações se repetem no paladar, que possui boa acidez, mas diferentemente do branco anterior, que se mostrou bem seco, este traz um toque a mais de doçura. Leve e jovem, deve ser servido bem fresco. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Tannat 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Para mim, o melhor vinho da degustação, tendo em vista a sua excelente qualidade e bom preço. De coloração violeta de média profundidade, traz no nariz uma boa gama de sensações, como de frutas negras e vermelhas maduras, notas mentoladas, flores secas, licor, pimenta do reino, cominho, caramelo e um discreto tostado. Paladar de médio a encorpado, o vinho tem sabor compatível com o aroma, trazendo ainda um toque de café. De médio a encorpado, apresenta boa persistência na boca. Teve seis meses em contato com as peles e mais seis meses de maturação barricas de carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Reserva Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Um vinho com bom potencial de evolução, que maturou 18 meses em barricas de carvalho francês. O visual mostra uma cor violeta profunda, enquanto no nariz surgem notas intensas de frutas em compota, chocolate, baunilha, café com leite e um toque licoroso. Taninos polidos marcam o paladar. O sabor repete as impressões do nariz, revelando ainda notas de especiarias.  Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (evolui com a guarda)
Média de preço: R$ 165.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

BIS Rosé 2015 (#CBE)

E cá estou mais uma vez aqui com o tema mensal da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês de outubro, a escolha foi do confrade Alexandre Takei (Blog Notas Etílicas), que indicou uma deliciosa escolha para comentarmos: um rosé do Velho Mundo.

A minha opção foi por este rosé portuga, provado recentemente durante a feira de vinhos Variedade. Confira a avaliação.


Tipo: Rosé
Produtor: Encostas de Estremoz.
Origem: Alentejo, Portugal
Características: De coloração salmão, este rosé é elaborado com as uvas tintas Aragonês (50%) e Touriga Nacional (50%) através do método de bica aberta (onde as partes sólidas das uvas são separadas do mosto antes de se iniciar a fermentação). Apresenta um aroma delicado que tende para notas florais, de frutas vermelhas silvestres (principalmente morango) e de pêssego. Na boca, apresenta corpo de leve a médio e uma boa acidez, que o tornam um vinho fresco e bastante agradável. O sabor assemelha-se às sensações do nariz, dando um tom descontraído e ao mesmo tempo saboroso ao paladar. 

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 58 (No Recife, na Dom Vinho – R. Januário Barbosa, 67, Madalena)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quinta Maria Izabel diversifica seu portfólio

Há um ano, escrevi aqui no blog sobre os vinhos da Quinta Maria Izabel, frutos do moderno e inovador projeto implantado pelo empresário João Carlos Paes Mendonça na região do Douro, Portugal, com a consultoria do enólogo Dirk Niepoort (relembre). Hoje, volto para falar sobre os novos rótulos que vieram para incrementar portfólio da marca.


Além do Quinta Maria Izabel e do Porto Vintage, agora o consumidor pode encontrar a linha Maria Izabel e a M.I. A filosofia é de vinhos encorpados, com bons taninos e muito caráter. Todas as uvas utilizadas são provenientes dos vinhedos da propriedade.

De acordo com o importador João Ferreira, da Ridouro, ainda este ano devem ser lançados os vinhos de entrada de gama da Quinta.

Esta semana, fiz uma prova dos novos rótulos. Numa rápida avaliação, posso afirmar que os brancos exprimem frescor e elegância; o rosé leveza e vivacidade, e os tintos jovialidade e potencial de guarda.

A seguir, mais detalhes sobre as novidades:

M.I. Branco 2014


Elaborado com as castas Rabigato, Códega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho e Bical, entre outras, parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês durante 12 meses com leveduras nativas. Na taça apresenta cor amarelo palha esverdeado, com aroma delicado, trazendo leve toque cítrico, além de notas minerais e de goiaba branca. Na boca, exibe médio corpo e bom frescor. O sabor repete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Branco 2015


Assim como o M.I., parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês, durante cinco meses. As uvas, vinificadas na própria adega, são das variedades Cerceal, Viosinho, Rabigato, Códega do Larinho, Arinto e Verdelho. Trata-se de um vinho de cor amarelo palha com leves traços esverdeados. O aroma exibe discretas notas cítricas, de aspargos e goiaba branca, junto com um leve defumado. Paladar elegante, de médio corpo, com boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 99

Maria Izabel Rosé 2015


Um rosé elaborado a partir das variedades Tinta Roriz e Tinta Francisca, que possui coloração salmão bem clara e aromas que remetem a notas florais e frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa. O sabor traz de volta as características do olfato, com acidez presente e notas frutadas que dão um certo adocicado ao paladar. Final de média persistência.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 89

M.I. Tinto 2014


Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Amarela, entre outras, fazem parte deste corte, que maturou parcialmente em barricas usadas de carvalho francês durante 12 meses. De cor violeta de média profundidade, o vinho traz no olfato toques florais, de caramelo, frutas vermelhas e negras em compota, amora, canela e noz moscada. Mostra-se ainda jovem no paladar, com taninos marcantes. Ressalta as frutas sentidas no nariz e as especiarias. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Tinto 2014


Suas uvas, das variedades Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca, são provenientes de vinhas com diferentes altitudes e exposições. O corte maturou cerca de seis meses em barricas de carvalho francês, a fim de proporcionar um caráter mais fresco e complexo. Na taça, mostrou coloração violácea de média profundidade. Os aromas são envolventes, com notas de cassis, ameixa madura, café e um leve tostado. Na boca, embora ainda bastante jovem, já mostra um certo equilíbrio entre taninos e acidez. Tem bom potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 99

Mais informações:

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Casa dos Fontes faz lançamento de seus Vinhos Verdes

Estive há alguns dias no evento de lançamento dos rótulos Casa dos Fontes no Recife. O evento aconteceu no restaurante Hotspot, capitaneado pelo chef Armando Pugliesi, que elaborou um menu encantador para acompanhar a degustação. A cidade foi a segunda do Brasil, após o Rio de Janeiro, a conhecer as novidades da vinícola, que fica localizada na área de Denominação de Origem Controlada (DOC) Vinhos Verdes, na região do Minho, norte de Portugal.

O responsável por introduzir a marca no país é o carioca Cesar Fontes, membro da quarta geração de uma família de produtores portugueses. A Casa dos Fontes é um empreendimento jovem. Sua primeira safra comercial é da colheita 2014. No portfólio estão apenas quatro vinhos: um branco da casta Azal e outro feito apenas com Alvarinho, um rosé e um tinto. Destes, apenas o Alvarinho ainda não está sendo comercializado no país.

A vinícola possui três hectares de vinhas. No processo de produção são utilizadas técnicas e equipamentos modernos, além de uma seleção de uvas feita de forma manual.


Os vinhos da Casa dos Fontes têm características de leveza e frescor. O Branco (2014) é elaborado exclusivamente com a casta Azal e possui aroma discreto, com leves toques cítricos e de frutas brancas. Em boca demonstra boa acidez e caráter refrescante.


Já o Rosé (2014) foi para mim a melhor surpresa entre as amostras. Na taça exibe uma bonita coloração cereja. O aroma é delicado, com notas de frutas vermelhas silvestres. Também possui leveza e frescor no paladar. Foi elaborado com castas tintas de Vinhas Velhas.


O Alvarinho (2015), que nos foi apresentando ainda sem rotulagem. Um bom vinho, com notas de pêssego e algo que lembra a mistura de goiabada com creme de leite. Diferente dos anteriores, tem mais corpo e uma certa untuosidade. Também demostra boa acidez e persistência no paladar.


Por fim, o Tinto (2014), que mostrou boa tipicidade dos tintos elaborados na região (particularmente, não fazem a minha praia. São conhecidos pelo estilo “ame-os ou deixe-os”. Ou seja: há também quem os curta). Bastante seco, com aromas que lembram notas animais, folhas secas e frutas negras, foi feito com a variedade Vinhão. É um vinho próprio para ser acompanhado de comida, principalmente com carnes vermelhas.

Os vinhos da Casa dos Fontes custam, em média, entre R$ 60 a R$ 70. Mais informações: www.casadosfontes.com

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Os melhores do Vinho & Sabores de Portugal


Centenas de pessoas, entre profissionais da área e apreciadores, passaram pelo Mercure Recife Mar Hotel Conventions, nos últimos dias 17 e 18, durante a 4ª edição do evento Vinho & Sabores de Portugal. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer rótulos que ainda não são comercializados no Brasil, e ainda exemplares de marcas já reconhecidas internacionalmente. Mais de 30 expositores estiveram presentes, representando as regiões do Douro, Alentejo, Minho, Dão, Bairrada, Setúbal, Beira Interior e Lisboa.

Além de poder provar os produtos, o público teve a oportunidade de aprender mais sobre vinhos durante palestras e apresentações de culinária.


Apesar de estar no apoio ao evento, pude conversar com vários dos produtores e ainda provar alguns vinhos (impossível degustar todos). Nessas incursões, descobri muita coisa diferente e tive também ótimas surpresas.

Confira a seleção dos melhores experimentados:

'TOPS' DO EVENTO:

Branco:


Manz Dona Fátima Jampal 2014 | Lisboa

Rosé:


Montes de Lá Rosé | Alentejo

Espumante:


Messala Alvarinho | Minho

Tintos (Top 10):


1. Fonte Mouro Alicante Bouschet Grande Reserva 2013 | Alentejo
2. Montes de Lá Grande Reserva 2011 | Alentejo
3. Manz Pomar do Espírito Santo Reserva 2013 | Lisboa
4. Fonte Mouro Reserva 2012 | Alentejo
5. Cabriz 25 Anos | Dão
6. Três Autores Grande Reserva 2011 | Lisboa
7. Aliança Baga 2009 | Bairrada
8. T Quinta da Terrugem 2011 | Alentejo
9. Esporão Reserva 2012 | Alentejo
10. Manz Contador de Estórias 2009 | Lisboa

Fortificado:


Carcavelos Villa Oeiras | Lisboa

OUTROS DESTAQUES:

Brancos:

Cabriz Reserva 2014 | Dão
Casas Altas Riesling 2013 | Beira Interior
Castelo Rodrigo Síria | Beira Interior
Entre Serras Almeida Garrett | Beira Interior
Entre Serras Chardonnay Almeida Garrett | Beira Interior
Grilos 2015 | Dão
Messala Alvarinho | Minho
Messala Alvarinho Trajadura | Minho
Mito Escolha Vinho Verde 2014 | Minho
Montes de Lá | Alentejo
Mundus Escolha 2014 | Lisboa
Norte Vinho Verde | Minho
Quinta da Bacalhôa 2012 | Setúbal
Quinta dos Termos Reserva | Beira Interior
Quinta Vale do Ruivo 2013 | Beira Interior

Rosé:

Maria Saudade | Minho

Espumantes:

Almeida Garrett Super Reserva | Beira Interior
Raposeira Branco | Távora –Varosa
Raposeira Rosé | Távora –Varosa

Tintos:

Cabriz Reserva 2012 | Dão
Castelo Rodrigo Touriga Nacional | Beira Interior
Grand’Arte Touriga Nacional 2012 | Lisboa
JP Private Selection 2011 | Setúbal
Montes de Lá Reserva 2012 | Alentejo
Paço dos Cunhas de Santar Nature 2012 | Dão
Pedra Cancela Selecção do Enólogo | Dão
Quinta da Bacalhôa Tinto 2011 | Setúbal
Quinta da Garrida Reserva 2012 | Dão
Quinta da Terrugem 2013 | Alentejo
Quinta dos Quatro Ventos 2013 | Douro
Reserva dos Amigos 2014 | Lisboa
Reserva dos Amigos Edição Especial 2013 | Lisboa
Vadio 2011 | Bairrada
Varzea do Minho Touriga Nacional Reserva  2011 | Minho

Fortificados:

Bacalhôa Moscatel de Setúbal Roxo 2002 | Setúbal
Bacalhôa Moscatel de Setúbal 2009 | Setúbal

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os melhores do Road Show Adega Alentejana 2016

Estive na última sexta-feira (06) na última parada do Passeio Enogastronômico da Adega Alentejana pelo Brasil. A oitava edição do road show passou por dez cidades brasileiras, terminando no Recife. Na capital pernambucana, o evento reuniu, no hotel Golden Tulip, em Boa Viagem, produtores de vinhos da Espanha e de Portugal, e ainda uma seleção de azeites, geleias e outras iguarias trazidas ao Brasil pela importadora.

Além de poder provar novamente alguns clássicos (o portfólio da Adega Alentejana é recheado deles), também descobri algumas novidades. Vamos ao que interessa: a minha classificação dos melhores rótulos provados.

BRANCOS

EXCELENTE/EXCEPCIONAL:


- Tiago Cabaço Encruzado 2013 (Alentejo, Portugal)
- Pera Manca 2013 (Alentejo, Portugal)

EXCELENTE:


- Quinta de Chocapalha Arinto 2014 - (Lisboa, Portugal)
- Paulo Laureano Reserve 2013 (Alentejo, Portugal)
- Quinta da Alorna Arinto/Chardonnay 2014 (Tejo, Portugal)
- Guru Branco 2014 (Douro, Portugal)
- Adega de Borba Reserva 2013 (Alentejo, Portugal)
- Cortes de Cima 2014 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM/EXCELENTE:


- Flor de Vetus Verdejo 2015 (Rueda, Espanha)
- Paulo Laureano DOC Bucelas 2014 (Alentejo, Portugal)
- Marquesa de Alorna Grande Reserva 2013 (Tejo, Portugal)
- Aventura 2014 (Alentejo, Portugal)
- Procura 2014 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM:


- .Com Branco 2014 (Alentejo, Portugal)
- Quinta da Alorna 2014 (Tejo, Portugal)
- Monte do Pintor 2014 (Alentejo, Portugal)

ROSÉS

MUITO BOM:


- Condes de Barcelos Vinho Verde Rosé (Minho, Portugal)

ESPUMANTES

EXCELENTE:


- Monte do Pintor Método Clássico Bruto 2012 (Alentejo, Portugal)

TINTOS

EXCEPCIONAL:


- Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2014 (Alentejo, Portugal )
- Terra a Terra Reserva 2011 (Douro, Portugal)

EXCELENTE/EXCEPCIONAL:


- Poliphonia Signature 2011 (Alentejo, Portugal)
- Quinta da Alorna Reserva Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon 2011 (Tejo, Portugal)
- Pintas Character 2013 (Douro, Portugal)
- Adega de Borba Grande Reserva Rótulo de Cortiça 2011 (Alentejo, Portugal)

EXCELENTE:


- Izadi Selección 2011 (Rioja, Espanha)
- Tapada do Fidalgo Reserva 2013 (Alentejo, Portugal)
- Poliphonia 2013 (Alentejo, Portugal)
- Quanta Terra Grande Reserva 2011 (Douro, Portugal)
- Marquesa de Alorna Grande Reserva 2011 (Tejo, Portugal)
- Mouchão 2010 (Alentejo, Portugal)
- Ponte das Canas 2011 (Alentejo, Portugal)
- Crochet 2012 (Douro, Portugal)
- Chocapalha Vinha Mãe2010 (Lisboa, Portugal)
- Manoella 2013 (Douro, Portugal)
- Monte do Pintor 2011 (Alentejo, Portugal)
- Monte dos Cabaços Reserva 2008 (Alentejo, Portugal)
- Adega de Borba Reserva Rótulo de Cortiça 2011 (Alentejo, Portugal)
- Adega de Borba Premium 2012 (Alentejo, Portugal)
- Cartuxa Colheita 2012 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM/EXCELENTE:


- Quinta do Corujão 2012 (Dão, Portugal)
- Tiago Cabaço Alicante Bouschet 2012 (Alentejo, Portugal)
- Procura 2012 (Alentejo, Portugal)
- Aventura 2013 (Alentejo, Portugal)
- Cortes de Cima 2012 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM:


- Maria Mansa 2010 (Douro, Portugal)
- MOB 2012 (Dão, Portugal)
- Tapada do Fidalgo 2014 (Alentejo, Portugal)
- Paulo Laureano Reserve 2014 (Alentejo, Portugal)
- Cedro do Noval 2010 (Douro, Portugal)
- Quinta da Alorna Castelão 2013 (Tejo, Portugal)

BOA COMPRA:

- Cortes de Cima Courela 2013 (Alentejo, Portugal)

FORTIFICADOS

EXCELENTE:


- Quinta do Noval Tawny Reserve (Douro, Portugal)

SERVIÇO:
No Recife, os vinhos da Adega Alentejana podem ser encontrados nas lojas RM Express e Ingá Vinhos.

domingo, 1 de maio de 2016

Vinha da Defesa Rosé 2014 (#CBE)

O mês de maio chegou e com ele mais um post da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, a sugestão de tema veio da Dama do Vinho, Alessandra Esteves. A sua pedida foi a seguinte: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos". Faltou a foto, mas posso afirmar que o vinho que escolhi fica perfeito com um camarão na manteiga. Confira a avaliação:



Tipo: Rosé.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal
Visual: Cor cereja brilhante.
Olfato: Fresco e frutado, com notas de cereja e framboesa.
Paladar: Seco e de boa acidez. O sabor mostra o mesmo frutado do olfato, porém de forma discreta e elegante. Final de médio a prolongado. 
Outras considerações: Elaborado com uvas Aragonês e Syrah, tem 13,5% de álcool. Um rosé fresco e intenso. Uma excelente pedida para ser consumido como aperitivo ou acompanhar frutos do mar, saladas e pratos leves. 

Classificação:  Muito Bom/Excelente 
Média de preço: R$ 80 [trazido para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e Qualimpor]

quinta-feira, 28 de abril de 2016

JP Rosé chega para completar a linha “Best Buy” da Bacalhôa


Estive ontem em um almoço promovido no Recife pela Licínio Dias (LD) Importação com a presença ilustre de Mário Neves (foto abaixo), diretor da Aliança Vinhos de Portugal, empresa pertencente ao grupo Bacalhôa, e do diretor de exportação do grupo, Antonio Mendonça. Eles estiveram na cidade para realizar a apresentação do novo “membro” da linha JP Azeitão: um rosé elaborado com uvas Syrah e Moscatel Roxo.


A aposta na divulgação dos vinhos JP Azeitão no Brasil é oportuna em relação à fase pela qual o país atravessa. Com a crise econômica, os consumidores que não querem deixar de tomar vinho passam a dar mais valor a rótulos com boa relação entre preço e qualidade. Esta é exatamente a proposta da linha JP. “Uma linha descomplicada e acessível”, como bem pontuou Antonio Mendonça (foto abaixo).


Para se ter noção da importância dessa linha para a empresa, o nome JP é uma referência às iniciais de João Pires, fundador da Bacalhôa. A empresa, que nasceu em 1922, tornou-se uma das maiores e mais inovadoras empresas de Portugal.

Em 1988, o comendador Joe Berardo tornou-se o principal acionista da marca e investiu no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o grupo francês Lafitte Rotschild. Em 2007, tornou-se acionista da Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta gama, aguardentes e vinhos de mesa daquele país. Além da Aliança, ainda integram o grupo a Quinta do Carmo e a Quinta dos Loridos.

Confira as impressões sobre os vinhos da linha JP Azeitão:

JP AZEITÃO BRANCO 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bacalhôa.
Origem: Península de Setúbal, Portugal.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Aroma discreto, que envolve notas cítricas, de abacaxi e florais.
Paladar: Leve, fresco, com predominância cítrica e final de médio a persistente.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Fernão Pires (44%) e Moscatel de Setúbal (56%), é um branco refrescante e elegante, apesar de simples, perfeito para ser degustado como aperitivo ou acompanhar pratos leves. Tem 13% de álcool.

Classificação: Boa Compra.
Média de preço: R$ 33.

JP AZEITÃO ROSÉ 2015


Tipo: Rosé.
Produtor: Bacalhôa.
Origem: Península de Setúbal, Portugal.
Visual: Coloração rosado claro, lembrando casca de cebola.
Olfato: Exibe agradáveis e discretas notas florais e de frutas vermelhas silvestres, como morango.
Paladar: Fresco, frutado, leve, com uma ponta de doçura bem equilibrada com a acidez do vinho. As características no nariz aparecem novamente, casadas com um toque mineral.
Outras considerações: Produzido com 85% de Syrah e 15% de Moscatel Roxo, é uma boa aposta para os dias mais quentes, além de ser, assim como o branco, uma ótima opção de aperitivo e acompanhante de pratos leves. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Boa Compra.
Média de preço: R$ 33.

JP AZEITÃO TINTO 2014


Tipo:
Tinto.
Produtor: Bacalhôa.
Origem: Península de Setúbal, Portugal.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Notas doces (porém não enjoativas) de frutas vermelhas, principalmente de morango.
Paladar: Leve, equilibrado, fresco, de taninos macios e com sabor que remete às sensações do olfato.
Outras considerações: Uma ótima opção para o dia a dia. Costumo dizer que esse vinho agrada tanto aos iniciantes quanto aqueles que já têm mais experiência no mundo do vinho. É um rótulo franco, sem passagem por madeira e com padrão de qualidade que se mantém a cada safra. Elaborado com 47% de Castelão, 40% de Aragonez e 13% de Syrah, tem 13,5% de álcool.

Classificação: Boa Compra.
Média de preço: R$ 33.

A linha JP ainda conta com outro vinho que, digamos, tem um tratamento diferenciado. É o JP Private Selection Tinto. Este rótulo tem a intenção de mostrar o potencial de envelhecimento da variedade Castelão. Ao contrário do restante da linha, tem estágio de dez meses em carvalho francês. Leva também em sua composição as castas Syrah e Cabernet Sauvignon. Custa cerca de R$ 65. Vale a pena provar.

SERVIÇO:
Os vinhos da Bacalhôa são trazidos ao Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e Portus Importadora. No Recife, o JP Rosé estará disponível dentro em breve.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Lapostolle Le Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor clara e brilhante, lembrando a tonalidade da casca de cebola.
Olfato: Discreto e elegante, exibe notas florais e leve toque de frutas vermelhas silvestres.
Paladar: Seco, de corpo médio, excelente acidez e final prolongado, mostra no sabor as mesmas sensações do nariz, além de um discreto gosto cítrico.
Outras considerações: Nesta safra, foi elaborado com 47% de Syrah, 43% de Cabernet Franc e 10% de Carmenère. Sua cor e delicadeza lembram os rosés elaborados na região de Provence, na França.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 107 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Os melhores de 2015 até R$ 35 pelo blog Escrivinhos

Quem acompanha o blog sabe que eu não gosto de usar a expressão “custo-benefício” para medir a relação entre preço e qualidade do vinho. Quando se fala assim, parece que estamos avaliando um produto qualquer. Com o vinho é diferente. Tem que saber se o valor que estamos pagando por ele corresponde à satisfação que ele pode proporcionar.

Portanto, como todo mês de dezembro, reuni aqui os rótulos de melhor relação entre preço e qualidade que provei durante o ano. São vinhos mais simples, porém bem feitos, comprados na faixa entre R$ 20 até R$ 35. Lembrando que os preços podem ter sofrido reajuste da data que comprei até aqui. Espero que aproveite as dicas.

E não deixe de conferir a lista geral dos melhores de 2015. Saúde!

ESPUMANTES


Garibaldi Prosecco (Brasil)
Salton Prosecco Brut (Brasil)
Séries by Salton Brut (Brasil)
Les Caves du Roi Pinot Chardonnay (Itália)
Rio Sol Brut (Brasil)
RS - Rama e Selas (Portugal)

BRANCOS


Altas Cumbres Viognier 2013 (Argentina)
Aves del Sur Chardonnay 2014 (Chile)
Casas del Toqui Single Estate Sauvignon Blanc 2014 (Chile)
Danger Point Colombard/Chardonnay 2013 (África do Sul)
Emiliana Sauvignon Blanc (Chile)
Solar das Bouças Loureiro Vinho Verde 2013 (Portugal)
La Playa Varietal Sauvignon Blanc 2014 (Chile)
Les Caves du Roi garganega Chardonnay (Itália)
Miolo Reserva Pinot Grigio 2014
Santa Ea Select terroir Sauvignon Blanc 2012 (Chile)
Santa Rita 120 Chardonnay 2014 (Chile)

TINTOS


Altos del Plata Cabernet Sauvignon 2013 (Argentina)
AS3 Cabernet Sauvignon Varietal 2013 (Chile)
Aurora Varietal Pinot Noir 2014 (Brasil)
Aves del Sur Cabernet Sauvignon 2014 (Chile)
Aves del Sur Merlot 2014 (Chile)
Casa Valduga Origem Cabernet Sauvignon 2014 (Brasil)
Casas del Toqui Carmenère 2014 (Chile)
Don Guerino Sinais Cabernet Sauvignon 2014 (Brasil)
Guatambu Estância Tannat 2014 (Brasil)
Legnaia Montepulciano d’Abruzzo DOC 2013 (Itália)
Miolo Reserva Tempranillo (Brasil)
Paula Syrah 2012 (Argentina)
Rapariga da Quinta Select (Portugal)
Rio Sol Tempranillo 2013 (Brasil)
Rio Sol Reserva 2012 (Brasil)
Riva D'Oro Bardolino DOC 2013 (Itália)
Routhier e Darricarrère ReD 2011 (Brasil)
Salton Intenso Merlot Tannat 2012 (Brasil)
Salton Paradoxo Pinot Noir 2014 (Brasil)
Sinfonia Selected Vineyard Malbec 2013 (Argentina)
Xylo #1 2011 (Argentina)

ROSÉS


Don Guerino Sinais Rosé Malbec (Brasil)
Vila Real Douro 2014 (Portugal)