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domingo, 1 de maio de 2016

Vinha da Defesa Rosé 2014 (#CBE)

O mês de maio chegou e com ele mais um post da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, a sugestão de tema veio da Dama do Vinho, Alessandra Esteves. A sua pedida foi a seguinte: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos". Faltou a foto, mas posso afirmar que o vinho que escolhi fica perfeito com um camarão na manteiga. Confira a avaliação:



Tipo: Rosé.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal
Visual: Cor cereja brilhante.
Olfato: Fresco e frutado, com notas de cereja e framboesa.
Paladar: Seco e de boa acidez. O sabor mostra o mesmo frutado do olfato, porém de forma discreta e elegante. Final de médio a prolongado. 
Outras considerações: Elaborado com uvas Aragonês e Syrah, tem 13,5% de álcool. Um rosé fresco e intenso. Uma excelente pedida para ser consumido como aperitivo ou acompanhar frutos do mar, saladas e pratos leves. 

Classificação:  Muito Bom/Excelente 
Média de preço: R$ 80 [trazido para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e Qualimpor]

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Herdade do Esporão Verdelho 2012


Tipo: Branco.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor amarelo dourado brilhante.
Olfato: Aroma intenso, trazendo notas cítricas, de tangerina madura e de jaca.
Paladar: Bom corpo, equilibrado e persistente. Revela um toque mineral no sabor e mostra novamente as notas cítricas. Levemente untuoso.
Outras considerações: Elegante e refrescante, é um vinho tanto para ser apreciado sozinho quanto acompanhando de comida. Ideal com frutos do mar e pratos leves. Elaborado 100% com variedade Verdelho, tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 75 [Trazido ao Brasil pela Qualimpor e LD Importação]

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Esporão Private Selection Garrafeira Tinto 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor rubi profundo com tons violáceos.
Olfato: Intenso. Envolve notas florais, de amora, ameixa, especiarias, baunilha, chocolate, tostado e menta.
Paladar: Potente e concentrado, com taninos marcantes e final prolongado. O sabor repete as sensações do olfato.
Outras considerações: Confesso que cometi um “infanticídio” abrindo este vinho agora. Ele tem bastante potencial de evolução e daqui a alguns anos promete ficar excepcional. Porém, mesmo agora, já é um vinho de respeito. Elaborado com as castas Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah, estagiou por 18 meses em barricas novas e usadas de carvalho francês. Aconselha-se aerar em um decanter por pelo menos meia hora antes de servir.

Classificação: Excelente (vai evoluir com a guarda).
Média de preço: R$ 350 [os vinhos da Herdade do Esporão são importados para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e pela Qualimpor]. Este foi comprado na vinícola por cerca de 40 euros.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Esporão Quatro Castas 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Aromático, com traços florais, de alcaçuz, ameixa e especiarias.
Paladar: As mesmas sensações do nariz aparecem no sabor, junto com notas de café e chocolate. Vinho de médio corpo, com bom equilíbrio entre taninos e acidez.
Outras considerações: Um corte proporcional entre as castas Touriga Franca (25%), Syrah (25%), Cabernet Sauvignon (25%) e Alicante Bouschet (25%). Parte da bebida estagiou seis meses em barris de carvalho e outra parte o mesmo tempo em aço inox. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 100 [Os vinhos Herdade do Esporão são importados pela Licínio Dias (LD) Importação e Qualimpor]

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Almoço harmonizado na Herdade do Esporão


Uma das refeições mais incríveis que fiz em Portugal foi na vinícola Herdade do Esporão, no Alentejo. O seu restaurante, comandado pelo chef Pedro Pena Bastos tem uma cozinha minuciosa, que utiliza ingredientes da estação e insumos locais, com vegetais da própria horta, porcos pretos criados na Herdade e produtos de parceiros da região.

O restaurante tem um visual moderno, mas muito aconchegante, com uma bela varanda com vista para os vinhedos. As paredes são decoradas com pinturas que ilustraram diversos rótulos da Herdade do Esporão. O serviço é impecável, com profissionais atenciosos, que explicam cada detalhe da nossa experiência gastronômica


Para iniciar, uma degustação de três azeites da casa, do mais suave para o mais picante:  Galega, Selecção e Cordovil. Em seguida um amuse bouche impecável, com produtos frescos e o refrescante Vinha da Defesa Rosé 2014 para harmonizar. 


Em seguida, veio um elegante Esporão Reserva Branco 2014 que acompanhou com maestria um prato de lula com feijão-verde (vagem), amêndoas frescas e nectarinas. O ‘classudo’ Esporão Reserva Tinto 2012 veio com um entrecote de novilho, couve portuguesa, raiz de aipo e rábano.


Para a sobremesa, uma verdadeira obra de arte no prato: frutos silvestres, granola e coentros. Tomamos com o Espumante Bruto 2012, o qual eu ainda não havia provado e gostei bastante. É elaborado pelo método tradicional, apenas em safras especiais.


Os vinhos da Herdade do Esporão são importados para o Brasil pela Licínio Dias (LD) Importação e Qualimpor.

Restaurante Esporão:
Reguengos de Monsaraz, Alentejo, Portugal.
Contatos para reservas e informações: +351 266 509280 | reservas@esporao.com

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Tinto de Talha (Amphora Wine) Esporão 2014

Em visita à Herdade do Esporão, há alguns dias, pude provar uma interessante novidade da casa: um vinho feito em talhas (ânforas) antigas, produzido através de um método utilizado pelos romanos na região do Alentejo, em Portugal, há mais de dois mil anos.


O projeto de resgate desta tradição foi encabeçado pelo enólogo Luís Patrão (foto), que nos mostrou sete talhas em argila adquiridas para a confecção do vinho. As peças foram "garimpadas" na região, sendo a mais antiga delas datada de 1843.

Patrão conta que fez um estudo minucioso para descobrir como os antigos faziam o vinho e seguir o processo tal qual manda a tradição. No interior dos recipientes é aplicada uma espécie de resina feita com azeite e cera de abelha. As uvas são esmagadas na própria ânfora e a fermentação do vinho é espontânea, através de leveduras indígenas. Por cima do vinho é colocado azeite. Isso evita o contato da bebida com o oxigênio, o que causaria sua a oxidação. Após o término da fermentação, o vinho só pode ser consumido no mês de novembro, mais exatamente no dia de São Martinho.


A argila, material com a qual as ânforas são feitas, permite uma mínima troca de oxigênio com o ambiente externo, o que ajuda na sua evolução do vinho. Já o contato prolongado com as cascas, que com o tempo decantam, dão o corpo e a cor da bebida. Um processo minimalista, mas muito inteligente, que contribuiu em demasia para a evolução da produção do vinho através do tempo.


Na taça, ele mostrou-se com uma coloração jovem, violeta pouco profunda, e no nariz trouxe discretas notas de frutas vermelhas, mel, resina e algo que me lembrou couro. É um vinho fresco, equilibrado e bem gastronômico, devido à sua boa acidez. Uma mistura de elegância e rusticidade que merece ser provada. Elaborado com as castas Trincadeira, Aragonez e Moreto, sem a adição de sulfitos. Apenas 1.290 garrafas foram produzidas.

Os vinhos da Herdade do Esporão são importados pela Licínio Dias (LD) Importação e Qualimpor. Porém, este não virá para o Brasil. É comercializado na própria vinícola por 30 euros.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Degustando azeites com a especialista da Herdade do Esporão


Ontem à noite, participei de mais uma edição do Winebar, degustação virtual entre blogueiros transmitida através de um canal do Youtube. Desta vez, o assunto não foi vinhos, mas sim azeites. Quem esteve conosco foi a especialista Ana Carrilho (na foto, com o apresentador Daniel Perches), responsável pela elaboração dos excelentes azeites portugueses da Herdade do Esporão, importados pela Qualimpor.

Na ocasião, foram degustados três azeites, dos quais pude provar dois. Antes de falar sobre eles, gostaria de contar algumas curiosidades que aprendi durante o bate-papo. Uma delas foi que o grau de acidez não é um indicativo de qualidade do produto. O que acontece é que o azeite virgem pode ter até dois graus de acidez e permite um ligeiro defeito na prova. Defeitos podem surgir na garrafa ou no processo de produção e o mais comum deles é o ranço. Já o extra virgem deve ter, no máximo, até 0,8 graus de acidez. Este não permite nenhum defeito.

A cor, segundo Ana, também não conta na hora da avaliação, mas sim as impressões olfativas e gustativas. Para degustar um azeite, a melhor opção é colocá-lo em um copo tampado, onde ele possa ser aquecido com uma das mãos. Assim, ao destampá-lo, ele vai liberar mais aromas e mostrar melhor as suas características.

“O azeite quanto mais jovem, melhor”, explica ela, lembrando que alguns produtos resistem bem na garrafa. Quanto à conservação, a dica é deixar as garrafinhas em locais frescos e secos.



Confira as impressões sobre os dois azeites que provei:

Azeite Esporão Virgem Extra

Elaborado com as variedades de azeitona Galega, Cordovil, Verdeal e Cobrançosa, é extraído a frio. Sua cor mostra-se amarelo dourada e o agradável aroma remete a ervas e banana madura. Paladar fresco, com as mesmas impressões do nariz e uma sensação picante no final. Tem 0,3 de acidez.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 30

Azeite Esporão Selecção

Este é produzido a partir das quatro variedades de azeitonas: Galega, Cobrançosa, Frantoio e Picual. Extraído a frio, é engarrafado sem filtração e tem 0,2 de acidez. Sua cor mostra-se amarelo dourada e no nariz traz notas de manjericão e tomate. Paladar picante, um pouco mais amargo que o anterior, porém com boa fruta e ótima persistência.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 54


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Assobio Tinto 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Herdade do Esporão.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor violácea pouco profunda.
Olfato: Ameixa, alcaçuz, chocolate e especiarias.
Paladar: Corpo médio e boa acidez. O sabor faz recordar as sensações sentidas no nariz. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um vinho com características de jovialidade, bem feito e bastante agradável de tomar. Tem em sua composição as uvas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional colhidas em vinhas com cerca de 20 anos. Parte (30%) do vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 55 (Licínio Dias Importação. No Recife, à venda na Casa dos Frios, Portus, RM Express e DLP Distribuidora)