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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salentein Portillo Pinot Noir 2015

A sugestão do tema de setembro da Confraria Brasileira de Enoblogs foi de uma boa opção de vinhos para se tomar na época de primavera. Escolhi um Pinot Noir do Novo Mundo, que normalmente são frutas, leves e fáceis de tomar, tal qual esse aí:


Origem: Vale do Uco (Mendoza, Argentina).
Produtor: Salentein.
Cor: Coloração clara, de cor rubi com tons violeta.
Olfato: Aromático, com notas de cereja, morango e canela.
Paladar: Leve, equilibrado e agradável, lembrando também frutas vermelhas. Final saboroso.
Outras considerações: Feito 100% com uvas Pinot Noir, sem maturação em madeira. A graduação alcoólica de 14% reflete o clima do local. Mas mesmo assim consegue manter leveza e ser um bom vinho para ser apreciado um pouco mais resfriado.

Média de preço: $$$ (R$ 60 a 100) – No Empório Tia Dulce
Classificação: ★★★☆ (Bom/Muito Bom)

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vinho do Poeta Tinto 2012 (#CBE)

Agosto chegou e eu trago mais um vinho comentado a pedido da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A sugestão deste mês veio do confrade Gil Mesquita (Vinho para Todos), que fez a seguinte pedida: "um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço". Gostei bastante da minha escolha. Confiram abaixo a avaliação.


Origem: Douro, Portugal.
Produtor: Quinta Maria Izabel.
Cor: Violeta profundo.
Olfato: frutas negras, noz moscada, canela, café com leite e discreto apimentado
Paladar: médio corpo, taninos macios, boa acidez e final de média persistência.
Outras considerações: Um vinho com leve toque rústico, mas com ótima evolução. Confesso que me surpreendeu. De acordo com o produtor, é feito com castas tradicionais portuguesas, porém ele não identifica quais. Estagiou em carvalho francês por nove meses. O enólogo é o eterno Douro Boy Dirk Niepoort.

Média de preço: R$ 59. Importado pela Ridouro.
Classificação: Boa compra.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Casa Ferreirinha Vinha Grande 2014


Origem: Douro, Portugal.
Cor: Rubi profundo com tons violeta.
Olfato: Intenso, com notas terrosas, de frutas silvestres (morango, framboesa, cereja), especiarias e café.
Paladar: Elegante, com bom corpo, madeira bem integrada e final longo. Voltam as notas frutadas, mescladas com as especiarias e as outras sensações sentidas no olfato.
Outras considerações: Um clássico do Douro, elaborado com 55% Touriga Franca, 20% Touriga Nacional, 20% Tinta Roriz e 5% Tinto Cão. Teve maturação de 12 a 18 meses em barricas de carvalho francês usadas.

Preço: No Recife, R$ 113,50 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Excelente.

Herdade do Peso Vinha do Monte 2013


Origem: Alentejo, Portugal.
Cor: Rubi médio.
Olfato: Cereja e ameixa maduras, com discreto toque defumado e de especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, traz bom equilíbrio entre acidez e taninos e exibe um final prolongado. O sabor repete as características do nariz.
Outras considerações: Um corte das uvas Aragonez, Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah e Trincadeira, sem passagem por madeira. Vinho franco e bem típico da região quente do Alentejo.

Preço: No Recife, R$ 49,90 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

Viña Cantarera Garnacha 2015


Origem: Castilla y León, Espanha.
Cor: Violeta pouco profundo.
Olfato: Uma profusão de frutas silvestres vermelhas e negras, junto com notas de canela, café e pimenta do reino.
Paladar: Fresco, frutado e jovem. Seu sabor traz de volta as sensações do olfato.
Outras considerações: Um vinho descomplicado e agradável de tomar, se passagem por madeira e elaborado com a variedade Garnacha.

Preço: No Recife, R$ 44,80 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Perdriel Vinos de Terroir Series Malbec 2104


Origem: Mendoza, Argentina.
Cor: Violeta intenso de média profundidade.
Olfato: Ameixa, amora, especiarias, leve baunilha e fumo.
Paladar: Médio corpo, equilibrado e harmonioso, com final de média a longa persistência. O sabor repete as características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec provenientes de vinhas com 50 a 80 anos, o vinho teve maturação de um ano em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso, mais dez meses de envelhecimento em garrafa. Tem 14,3% de álcool.

Faixa de preço: R$ 105, na importadora Winebrands (www.winebrands.com.br)
Classificação: Muito Bom.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Brado Tinto 2015 (#CBE)

O tema do mês de março da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi proposto pelo confrade Ewertom Cordeiro (Blog Vinhos de Minha Vida). Sua pedida foi a seguinte: "como admirador dos vinhos portugueses e preferir os tintos sugiro um tinto alentejano com três ou mais castas". Missão dada é missão cumprida! Então vamos aos motivos de minha escolha:


Tenho andado cada vez mais em busca de vinhos que se enquadrem na faixa de preço até R$ 35 e que ofereçam uma experiência sensorial satisfatória (o bom e velho custo x benefício), tanto para aliviar o bolso no dia a dia, quanto para servir de indicação. Nessa procura, resolvi escolher um rótulo que pudesse ser comentado no tema deste mês da CBE. Um dos indicativos de que poderia apostar nele era o seu produtor: a Adega de Borba, que tem ótimos vinhos em seu portfólio, alguns deles clássicos como o "Rótulo de Cortiça". E a escolha foi boa. Confira as características.

Tipo: Tinto.
Produtor: Adega de Borba.
Origem: Alentejo, Portugal.
Características: Cor rubi com traços granada. Aroma franco, frutado, envolvendo notas de cereja, framboesa e morango. Taninos bem presentes, que se contrapõem ao sabor frutado. Médio corpo e boa acidez. Trata-se de um vinho simples, que cumpre o seu papel. Vai muito bem à mesa acompanhando grelhados. Elaborado com as castas Trincadeira, Aragonez e Touriga Franca, tem 13% de álcool. Não passa por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 30 [No Recife, na Ingá Vinhos]


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pisano mantém viva a tradição da uva Tannat no Uruguai

Uma das últimas degustações de 2016 que participei foi promovida pela Mistral, no restaurante Coco Bambu, no Recife, com os vinhos da Pisano, uma das bodegas de maior destaque do Uruguai. A apresentação ficou a cargo do gerente de exportação da marca, o jovem e descolado Nikolás Kozic (foto), ou simplesmente Niko, que na ocasião conduziu uma prova guiada de cinco rótulos.


A Pisano é uma vinícola fundada em 1914, comandada atualmente pela quarta geração da mesma família, através dos irmãos Daniel, Gustavo e Eduardo Pisano. Está localizada na região de Progreso, no departamento de Canelones, onde possui 30 hectares. Apesar de contar com cerca de 20 diferentes variedades plantadas, o foco da vinícola continua sendo a uva Tannat – cepa francesa da região do Madiran que se adaptou muito bem ao Uruguai e hoje é a casta mais importante daquele país.

Os produtos da Pisano demonstram a qualidade de quem não está preocupado em colocar grandes quantidades de vinho no mercado. Trata-se de uma vinícola de médio porte, com cerca de 300 mil garrafas produzidas ao ano. Além disso, utilizam práticas sustentáveis em sua produção. “Somos 99% orgânicos. O que falta é apenas a certificação”, explica Niko, lembrando que este é um processo caro e burocrático no seu país.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos degustados:

Cisplatino Torrontés 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Segundo Niko, este é o único vinho produzido no Uruguai com a uva Torrontés (a principal variedade branca cultivada na vizinha Argentina). A bebida apresentou uma cor amarelo palha com tons esverdeados. Aromas minerais aparecem junto com notas de aspargos e leves toques florais e cítricos. Possui boa acidez e não é enjoativo como me parecem alguns vinhos feitos com a variedade Torrontés. Além disso é mais encorpado que os argentinos, o que o torna um vinho mais gastronômico, bom para acompanhar frutos do mar e pescados mais gordurosos. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 67

Cisplatino Cabernet Franc Rosé 2015


Tipo: Rosé.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Elaborado 100% com a uva Cabernet Franc, a mesma usada na produção dos rosés do Vale do Loire, na França, é um vinho bem frutado, mas com uma ponta de elegância proporcionada por sua mineralidade e boa acidez. Sua cor cereja muito viva me causou um pouco de desconfiança no início (prefiro os rosés com menos extração, mais clarinhos, que costumas ser mais leves e harmoniosos). Porém a impressão foi logo desfeita ao prova-lo. É um ótimo vinho para comida, como peixes e frutos do mar ou saladas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Cisplatino Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Em sua composição foram usadas uvas Tannat de oito diferentes localizações de vinhedos. Parte do vinho estagiou de três a quatro meses em barricas de carvalho usadas e outra parte em tanques de inox. De coloração rubi com média profundidade, a bebida traz no olfato notas de ameixa madura, violeta, pimenta do reino, erva-doce e menta. Paladar encorpado, com taninos de qualidade e boa persistência. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Rio de los Pájaros Reserve Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Este é o vinho da Pisano mais vendido em todos os mercados onde a marca está presente. Elaborado apenas com uvas Tannat, maturou durante seis meses em barricas de carvalho de segundo uso. Os aromas são de azeitonas pretas, frutas escuras, mentol, alcaçuz, floral e um toque discreto de couro. Na boca é encorpado, maduro, com taninos de boa qualidade. Tem 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 85.

RPF Tannat 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: O Reserva Personal de Familia é elaborado 100% com uvas Tannat e maturado 12 meses em barricas francesas de primeiro uso. Com coloração rubi de média profundidade, este belo exemplar da Pisano traz no nariz notas de alcaçuz, frutas em compota (negras e vermelhas), minerais, café, chocolate, menta e especiarias. Encorpado, de taninos finos e boa persistência, o sabor repete as sensações do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 128.

ONDE ENCONTRAR: No Recife, os vinhos da Mistral podem ser encontrados na Distribuidora DLP, BarChef e Casa dos Frios.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Vinakoper Refošk 2015 (#CBE)

O primeiro post de 2017 chega com um tema bem interessante proposto pelo confrade Victor Beltrami (Balaio do Victor) para a nossa Confraria Brasileira de Enoblogs - onde comentamos a cada início de mês um vinho seguindo as características propostas por um dos participantes do grupo. Para o primeiro post do ano, ele sugeriu o seguinte: “um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização”.

Como o mês de dezembro foi muito corrido, resolvi buscar um vinho que havia provado em 2016 e não tinha comentado ainda no blog. Este exemplar foi um dos que mais me surpreenderam numa degustação de vinhos da Eslovênia, promovida no Recife pelo consulado daquele país. Confira:


Tipo: Tinto.
Produtor: Vinakoper.
Origem: Ístria Eslovena, Eslovênia.
Características: Este vinho é elaborado 100% com a variedade Refosco, muito conhecida na Itália, mas como ressaltou o importador Mihael Margon, é originária da Eslovênia, onde tem Denominação de Origem Protegida.  A bebida ficou em contato por 14 dias com as suas cascas e maturou parcialmente em grandes tonéis de madeira e em tanques de aço inox. Segundo Margon, é um vinho para ser consumido até dois anos após a sua produção. Uma de suas características é a acidez elevada.

De cor rubi profunda com tons violáceos, o vinho mostrou no aroma interessantes aromas de frutas negras, café, caramelo e bala de morango. Na boca surgem taninos macios e acidez bem presente. O corpo é médio e os sabores ressaltam especiarias e trazem novamente as frutas negras. Final de médio a prolongado. O teor alcoólico é moderado (12,5%). Vai bem com pratos gordurosos e carnes grelhadas.

Classificação: Muito Bom/Excelente (Importado pela Lonmar – lonmarkoper@yahoo.com).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Bodega Garzón dá novos ares ao vinho uruguaio

Estive semana passada com a embaixadora da bodega uruguaia Garzón, Ana Paula Oliveira, durante um jantar promovido no Recife pela importadora World Wine e a distribuidora local Cave d’Or, de Taciana Carvalho. O encontro aconteceu no restaurante Ponte Nova, com um impecável jantar harmonizado.

A VINÍCOLA - O projeto da Bodega Garzón é jovem. As primeiras vinhas foram plantadas em 2007 e a primeira safra colhida foi em 2011. A vinícola pertence simplesmente ao homem mais rico da Argentina: Alejandro Bulgheroni. Em 1999 ele visitou o Uruguai e conheceu a região onde hoje está localizada a Garzón, vendo ali a sua “pequena Toscana” - um local com grande potencial para desenvolver um projeto vitivinícola de qualidade. Bulgheroni, que possui sete vinícolas em diferentes partes do mundo, investiu mais de 85 milhões de dólares na bodega. Além de vinhos, lá também são produzidos excelentes azeites (Colinas de Garzón). 


São mais de cinco mil hectares de terras, na região conhecida como Maldonado, a 18 km de distância do Oceano Atlântico.  Foi a primeira bodega sustentável a ser construída fora da América do Norte e utiliza muita tecnologia a favor da elaboração de produtos de qualidade. 

OS VINHOS - Alejandro Bulgheroni convidou o enólogo italiano Alberto Antonini (proprietário da vinícola argentina Alto las Hormigas) para chefiar a produção dos vinhos. Ao contrário da maior parte das bodegas, as atenções não estão só voltadas para a Tannat - uva de origem francesa que se tornou o ícone do Uruguai. Outras variedades não tão comuns aquele país, como a Albariño, também são plantadas e utilizadas em seus rótulos.

Os vinhos da Garzón prezam pela pureza da fruta, deixando a madeira como um elemento de segundo plano no processo de vinificação. Os tintos só são elaborados com leveduras indígenas e é comum a utilização de tanques ovais de cimento. Os brancos passam pela técnica de sur lie, onde ficam em contato com as peles das uvas por um determinado período.

Uma das minhas constatações durante a degustação é que os vinhos da Garzón feitos com a cepa Tannat, caracterizada por transmitir ao vinho taninos intensos e rústicos, passam longe de serem "duros" e predominantes. Pelo contrário, os taninos estão presentes, mas têm maciez e se mantêm equilibrados com a acidez da bebida.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Garzón Albariño 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: A degustação começou logo com essa bela surpresa. Um branco feito 100% com a uva Albariño, variedade muito usada na região espanhola da Galícia e também com o nome Alvarinho no norte de Portugal. O vinho mostrou na taça uma cor amarelo palha com reflexos esverdeados. O aroma, muito gostoso, envolve frutas brancas, como lichia e pêssego, leve toque cítrico, notas florais, minerais e lácteas – estas últimas provenientes do contato de seis meses com as peles das uvas (sur lie) em tanques de aço inox. De médio corpo, o paladar pareceu muito fresco, com sua ótima acidez. Um vinho bem gastronômico, que acompanha bem pratos de frutos do mar.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Média de preço: R$ 90.

Garzón Pinot Noir Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Vinho jovem de coloração rosada vibrante, que traz no aroma notas de frutas vermelhas silvestres como framboesa e morango. As mesmas sensações se repetem no paladar, que possui boa acidez, mas diferentemente do branco anterior, que se mostrou bem seco, este traz um toque a mais de doçura. Leve e jovem, deve ser servido bem fresco. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Tannat 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Para mim, o melhor vinho da degustação, tendo em vista a sua excelente qualidade e bom preço. De coloração violeta de média profundidade, traz no nariz uma boa gama de sensações, como de frutas negras e vermelhas maduras, notas mentoladas, flores secas, licor, pimenta do reino, cominho, caramelo e um discreto tostado. Paladar de médio a encorpado, o vinho tem sabor compatível com o aroma, trazendo ainda um toque de café. De médio a encorpado, apresenta boa persistência na boca. Teve seis meses em contato com as peles e mais seis meses de maturação barricas de carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Reserva Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Um vinho com bom potencial de evolução, que maturou 18 meses em barricas de carvalho francês. O visual mostra uma cor violeta profunda, enquanto no nariz surgem notas intensas de frutas em compota, chocolate, baunilha, café com leite e um toque licoroso. Taninos polidos marcam o paladar. O sabor repete as impressões do nariz, revelando ainda notas de especiarias.  Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (evolui com a guarda)
Média de preço: R$ 165.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cantina del Valdarno Superiore Chianti Classico DOCG 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Cantina del Valdarno Superiore.
Origem: Toscana, Itália.
Características: Elaborado com 90% de uvas Sangiovese e 10% de Merlot, este vinho maturou 12 meses em barris de carvalho e mais três meses em garrafa. Tem coloração rubi de média profundidade com traços violeta e o seu elegante aroma remete a ameixas, canela, alcaçuz, baunilha e flores secas. Na boca, mostra leve a médio corpo, muito equilibrado e persistente. O sabor traz de volta sensações do nariz.Tem 13% de álcool. Um vinho correto em todos os sentido e muito saboroso.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Trazido ao Brasil pela Importadora Trinacria, custa nas lojas por volta de R$ 100.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Salton Intenso Merlot Tannat 2014 (#CBE)

Novembro chegou trazendo novidades. Agora, tenho a nobre tarefa de coordenar os trabalhos da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), missão que me foi passada pelo amigo e confrade Gil Mesquita, do blog Vinho Para Todos. Como tudo foi para mim meio que uma surpresa, achei por bem eu mesma indicar o tema de novembro, para que a partir dos próximos meses possamos seguir normalmente o nosso rodízio, com cada confrade sugerindo um tema por mês.

E a minha pedida foi bem singela, mas ao mesmo tempo desafiadora. Encontrar um vinho legal de até R$ 40 nas promoções da vida e compartilhar aqui com a gente.

Segue o vinho que escolhi:


Já havia provado a safra de 2011 desse vinho e tinha adorado. Voltei a prová-lo numa oportunidade mais que especial: para indicar o tema da CBE! Quando o avistei na prateleira do supermercado com a plaquinha de preço estampando R$ 25,90, meus olhos brilharam (o seu preço normal é por volta de R$ 40).  Peguei as três garrafas que restavam e trouxe pra casa.  

Confira os detalhes:

Tipo: Tinto.
Produtor: Salton
Origem: Serra Gaúcha (Merlot) e Campanha Gaúcha (Tannat), Brasil.
Características: As uvas das variedades Merlot e Tannat foram vinificadas em separado. Após o blend, o vinho estagiou seis meses em barricas de carvalho francês e americano. Sua coloração mostra-se rubi de intensidade média a profunda. O nariz exala notas de alcaçuz, especiarias e ameixa madura. Paladar de médio a encorpado, frutado presente, bom equilíbrio entre taninos e acidez, além da presença de madeira de forma bem integrada ao conjunto.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 40 (comprado por R$ 25,90 no Walmart)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Braccale 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Castello di Montepò | Jacopo Biondi Santi
Origem: Toscana, Itália.
Características: Este é um corte entre as uvas Sangiovese (80%) e Merlot (20%), elaborado pelo aclamado enólogo Jacopo Biondi Santi, herdeiro do Brunello Biondi Santi “Il Greppo”. De coloração rubi com média profundidade, o vinho chama atenção pelo seu aroma exótico, com notas florais, de erva doce, chocolate branco, ameixa e anis estrelado. No paladar mostra-se com peso de médio a encorpado e repete as sensações aromáticas, exaltando ainda toques de couro e mentol. Sua persistência de média a longa. Com 13,5% de álcool, a bebida maturou por dez meses em barricas de carvalho francês.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 120 (importado pela Mistral)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Castillo de Molina e 1865: Reservas Premium da Viña San Pedro

Na última semana, tive a oportunidade de participar de um encontro promovido pela importadora Interfood, com a participação do enólogo Cristián Garcia (foto abaixo), embaixador na América Latina da vinícola chilena San Pedro. A apresentação aconteceu durante um almoço no restaurante Ilha Camarões, no recife. Aliás, o grupo ao qual o restaurante pertence (Grupo Ilha) vem promovendo uma interessante série de degustações harmonizadas na cidade, chamada de Ilha Wine Experience, que é aberta à participação do público interessado.


Este encontro, em especial, foi realizado para convidados e contou com a degustação de cinco rótulos produzidos pela Viña San Pedro. Fundada em 1865, a vinícola é uma das mais antigas exportadoras de vinho do Chile. Faz parte do grupo VSPT, que é o segundo maior exportador daquele país.

A bodega está localizada no Vale de Curicó, localizada 200 quilômetros ao sul de Santiago, onde possui 1.200 hectares de vinhedos. Também possui mais 1.500 hectares de plantações nos principais vales vitícolas do Chile.

Bastante conhecida no Brasil pelos rótulos Gato Negro (sua linha de entrada), a Viña San Pedro oferece em seu portfólio uma variada gama de estilos, que vai até os “tops” como Altair e Cabo de Hornos.

Durante o almoço, Cristián Garcia nos apresentou rótulos das linhas Castillo de Molina Reserva e 1865 Single Vineyard e Limited Edition.

Confira as avaliações:

Castillo de Molina Reserva Chardonnay 2010


Elaborado com uvas provenientes do Vale de Casablanca, é um vinho que fermentou parcialmente (50%) em carvalho, com maturação de mais seis meses em barricas. Na taça, exibe uma coloração amarelo palha com reflexos dourados. O aroma oferece notas de abacaxi, melão e um discreto toque de baunilha. O paladar é de médio corpo, com acidez envolvente e um certo amanteigado. Final fresco e persistente. Para mim, um vinho que deve ser acompanhado de comida, como pescados, carnes brancas e massas com molhos leves.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 60 a R$ 70

Castillo de Molina Reserva Pinot Noir 2014


Ainda pouco explorada no Chile, a variedade Pinot Noir que compõe este vinho vem da região do Vale de Curicó. Maturada 10 meses em barricas francesas, a bebida mostra-se na taça com uma cor rubi pouco profunda. No aroma predominam frutas vermelhas silvestres, como framboesa, além de notas de goiaba e discreta baunilha. Na boca, é um vinho fresco, leve e frutado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. Final de médio a prolongado.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 70

1865 Single Vineyard Sauvignon Blanc 2015


Sem sombra de dúvidas, este foi para mim o melhor vinho da degustação. Produzido com uvas Sauvignon Blanc cultivadas no Vale de Leyda, tem cor amarelo palha com traços esverdeados. Tanto no aroma quanto no paladar, traz características que lembram maracujá, aspargos e notas minerais. Fresco, prolongado e elegante, é um branco de qualidade superior.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 110

1865 Single Vineyard Carmenère 2013


Produzido com uvas Carmenère do Vale do Maule, este tinto estagiou cerca de um ano em barricas de carvalho francês e americano. Potente, mostra no nariz um pouco de álcool no início, mas que logo se dissipa com a aeração na taça. A cor é rubi de média profundidade e no olfato oferece sensações que lembram frutas vermelhas e negras maduras, especiarias, chocolate e tostado. De médio a encorpado, tem taninos marcante e final de médio a prolongado.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 110

1865 Limited Edition Syrah 2010


Potência é a marca deste vinho, elaborado com uvas Syrah do Vale de Elqui. A maturação do vinho foi de 14 meses em carvalho francês. Os aromas são vibrantes, com muita fruta madura, especiarias, café, tostado e baunilha. Na boca, taninos adocicados e sabor que repete as sensações do nariz. Tem 14,5% de álcool. Deve ser tomado acompanhando principalmente carnes vermelhas e pratos com molhos escuros. Apesar de ser um bom vinho, este não faz muito o meu estilo, já que tem esse caráter adocicado, teor alcoólico elevado e muita concentração de fruta madura.

Classificação: Bom
Média de preço: R$ 220

*No Recife, os rótulos da Viña San Pedro podem ser encontrados nas lojas RM Express. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Courela 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Cortes de Cima.
Origem: Alentejo, Portugal.
Características: O nome Courela tem origem numa das parcelas da vinha (Courela dos Pageis), onde são cultivadas as uvas que dão origem ao vinho. Na sua composição entram as variedades Aragonez (50%), Syrah (40%) e Touriga Nacional (10%). Trata-se do vinho de entrada da competente vinícola Cortes de Cima, com a proposta de ser bebido jovem.

Sua coloração é de uma tonalidade violeta brilhante e pouco profunda. No nariz, exala aromas de frutas vermelhas, tais como morango e framboesa, além de um discreto toque de flores secas. Paladar com perfeito equilíbrio entre acidez e taninos, corpo leve e macio. É um vinho simples, porém muito bem feito, que merece ser incluído na listagem das boas opções para o dia a dia. Tem 13% de álcool.

Classificação: Boa Compra*
Média de preço: *Comprei em promoção por R$ 45 durante a feira Variedade. Nesse valor, merece ser classificado como “Boa Compra”. Porém sua média de preço está na faixa dos R$ 60, o que me levaria a avalia-lo como “Bom/Muito Bom” (No Recife, à venda nas lojas RM Express).

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Bom, bonito e barato: Corello Primitivo Puglia 2014


Tipo: Tinto
Produtor: Castellani.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Coloração rubi de média a profunda. No olfato envolve agradáveis aromas de alcaçuz, fumo, morango em compota e pimenta do reino. Paladar de médio corpo, com bom frescor e sabor semelhante às características do nariz.

Um vinho simples e fácil de tomar, pois mostra-se bem equilibrado, com taninos macios e acidez bem presente. Versátil para acompanhar comida, acompanhando desde carnes brancas a vermelhas, massas, queijos de meia cura e petiscos.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 35 (Comprado por R$ 22 em uma promoção na wine.com.br)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Trabun Syrah 2009 (CBE#)

Setembro chegou e com ele mais um vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) provado. O tema do mês foi sugerido pelo confrade Evandro Vanti (Blog Vinhos que Provo). Sua pedida foi “um Syrah/Shiraz do novo mundo, sem limite de preço”.

O vinho escolhido por mim é de um produtor que integra o Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI): o Trabun. Quem está à frente do projeto é o enólogo Sergio Avendaño Rojas. Apaixonado por música, ele atua como baterista quando não está em meio às videiras e aos vinhos. Este Syrah já alcançou altas pontuações nas avaliações internacionais, como 94 pontos na The Wine Advocate de Robert Parker, na safra 2009. Mas isso não vem ao caso. O que importa é que o vinho é realmente bom! Confira minha avaliação a seguir.


Tipo: Tinto
Produtor:
Trabun.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Características: De cor rubi intensa e profunda, o vinho mostrou-se bem aromático, ressaltando notas de frutas vermelhas e negras maduras, florais, de especiarias e fumo. Paladar encorpado, com ótimo equilíbrio entre taninos e acidez. Macio, envolvente e de final prolongado, traz no sabor características semelhantes às sentidas no nariz. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: No Chile, 12 mil pesos (cerca de R$ 57). No Brasil, por volta de R$ 220 (importado pela La Charbonnade).

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Altos las Hormigas: vinhos argentinos de terroir com herança italiana

Estive esta semana com o fundador e vice-presidente da vinícola argentina Altos las Hormigas, Antonio Morescalchi, num encontro promovido no Recife pela distribuidora Lacomex, em parceria com a importadora World Wine. Na ocasião, Antonio contou sobre a filosofia da vinícola, que trabalha com o conceito de vinhos de terroir, utilizando apenas uvas Malbec e Bonarda. Também pudemos provar alguns rótulos durante degustação.


A história da Altos las Hormigas começa quando Morescalchi, que já produzia vinhos com seu pai na Toscana, abraçou a ideia do enólogo Alberto Antonini, ex-diretor da Antinori. Ele achava que a variedade Malbec tinha grande potencial e precisava explorá-la melhor. Foi então que em 1995, eles se juntaram para dar início ao projeto. Logo depois, mais dois velhos amigos e sócios também passaram a integrar a equipe: Attilio Pagli, reconhecido enólogo toscano, e Carlos Vazquez, que esteve desde o começo do projeto empregando sua experiência no manejo de vinhedos em Mendoza.

Foram comprados 216 hectares de terra no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo, que fica a 800 metros de altura em relação ao nível do mar. Construíram uma bodega de 2.500 metros quadrados e, em 2011, com ajuda do especialista Pedro Parra, adquiriram 55 hectares de terras na região de Altamira, no Vale de Uco.

O conceito de Altos las Hormigas tem como um dos grandes focos o vinhedo. Para isso, investem no estudo e mapeamento de solo. “O desafio é mostrar ao mundo que temos terroir”, explica Antonio. Ele também é adepto do pouco ou nenhum uso de carvalho na elaboração dos vinhos e defende a produção em baixa escala.



Além da uva Malbec, que para a equipe Altos las Hormigas, é o grande potencial de Mendoza, a vinícola também produz vinhos com a variedade Bonarda (segunda casta tinta mais plantada naquele país), dentro do projeto paralelo Colonia las Liebres.

A propósito, o nome Altos las Hormigas faz referência aos formigueiros existentes na região da vinícola. Em 1996, quando os trabalhadores começaram a plantar os vinhedos, as formigas passaram a se alimentar dos brotos das vinhas. Convencidos de que elas eram as verdadeiras “donas” do local, a equipe decidiu encontrar maneiras naturais de desviar sua atenção para outros tipos de comida.

Além disso, para os argentinos, "trabalho de formiga" é um trabalho humilde, paciente e prolongado, provérbio que vem sendo usado até os dias de hoje.

Vamos então, às impressões sobre os vinhos provados:

Colonia las Liebres Clásico Bonarda 2013


Elaborado com uvas Bonarda provenientes de vinhedos localizados na zona de Medrano y Carrizal de Abajo, em Mendoza, é vinificado com leveduras nativas em tanques de aço inox. Apresentou coloração rubi profunda e aromas de flores secas, frutas vermelhas maduras e alcaçuz. Na boca, mostrou-se de médio a encorpado, com taninos de qualidade e sabor semelhante às sensações do nariz. Também exibiu um certo tostado, proveniente da uva Bonarda. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 57

Altos las Hormigas Clásico Malbec 2014


Blend de uvas 100% Malbec colhidas a mão nos vinhedos de Medrano, Barrancas e Lunlunta, em Mendoza. Elas são vinificadas separadamente e fermentam com o auxílio de leveduras indígenas (nativas), em tanques de inox. O resultado é um vinho de cor rubi de média profundidade, com aromas de especiarias, ameixas, alcaçuz e flores secas. Paladar encorpado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor traz de volta as características aromáticas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 88

Altos las Hormigas Terroir Malbec 2013

 

Uvas Malbec de diferentes vinhedos de Vista Flores e Tupungato foram vinificadas separadamente para a elaboração deste vinho, que maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho, (25%) em tanques de cimento e (25%) em inox. Sua cor mostrou-se rubi de média profundidade. Já no nariz, revelou frutas vermelhas maduras, mentol, toques florais e de pimenta do reino. Elegante no paladar, com médio corpo e ótimo equilíbrio. Persistência de média a prolongada. Apresenta 14,7% de álcool, percentual que não interfere na qualidade do vinho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90

Altos las Hormigas Reserve Malbec 2012



Feito exclusivamente com uvas Malbec colhidas a mão nas regiões de Altamira, Vista Flores e Gualtallary. A fermentação ocorreu na presença de leveduras nativas, com maturação de 18 meses em tonéis de carvalho francês não tostado com 3.500 litros de capacidade. Mostra-se ainda jovem, com sua cor violeta profunda. O aroma envolve notas de frutas negras, caramelo, mentol, especiarias e flores secas, junto com um discreto defumado. Exibe corpo e potência, porém com taninos finos e boa estrutura. Daqueles vinhos que “enchem” a boca e deixam seu sabor por bastante tempo no paladar. Já pode ser bebido agora, mas promete melhorar com o tempo). Tem 15% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 140

Onde encontrar:
No Recife, na Lacomex:
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
:: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682
Importadora: World Wine

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Abadia Retuerta Selección Especial 2011


Tipo: Tinto
Produtor: Abadia Retuerta.
Origem: Castilla y León (Sardón de Duero), Espanha.
Características: De coloração violeta profunda, o vinho entrega ao nariz um aroma rico em sensações, onde pode se identificar ameixa, alcaçuz, erva-doce, especiarias, cravo, baunilha, floral (flor de laranjeira), café e tabaco. Paladar de médio corpo, com ótimo equilíbrio entre acidez e taninos. Saboroso, deixa a suas impressões na boca durante um longo tempo, mesclando as mesmas notas sentidas no nariz, junto com um toque de chocolate. Tem 15% de álcool, porém essa alta graduação não interfere na qualidade do vinho. Elaborado com as variedades (75%) Tempranillo, (15%) Cabernet Sauvignon e (10%) Syrah, maturou 19 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado nos EUA por 23 dólares. No Brasil, custa cerca de R$ 220 (importado pela Península Vinhos).

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quinta Maria Izabel diversifica seu portfólio

Há um ano, escrevi aqui no blog sobre os vinhos da Quinta Maria Izabel, frutos do moderno e inovador projeto implantado pelo empresário João Carlos Paes Mendonça na região do Douro, Portugal, com a consultoria do enólogo Dirk Niepoort (relembre). Hoje, volto para falar sobre os novos rótulos que vieram para incrementar portfólio da marca.


Além do Quinta Maria Izabel e do Porto Vintage, agora o consumidor pode encontrar a linha Maria Izabel e a M.I. A filosofia é de vinhos encorpados, com bons taninos e muito caráter. Todas as uvas utilizadas são provenientes dos vinhedos da propriedade.

De acordo com o importador João Ferreira, da Ridouro, ainda este ano devem ser lançados os vinhos de entrada de gama da Quinta.

Esta semana, fiz uma prova dos novos rótulos. Numa rápida avaliação, posso afirmar que os brancos exprimem frescor e elegância; o rosé leveza e vivacidade, e os tintos jovialidade e potencial de guarda.

A seguir, mais detalhes sobre as novidades:

M.I. Branco 2014


Elaborado com as castas Rabigato, Códega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho e Bical, entre outras, parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês durante 12 meses com leveduras nativas. Na taça apresenta cor amarelo palha esverdeado, com aroma delicado, trazendo leve toque cítrico, além de notas minerais e de goiaba branca. Na boca, exibe médio corpo e bom frescor. O sabor repete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Branco 2015


Assim como o M.I., parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês, durante cinco meses. As uvas, vinificadas na própria adega, são das variedades Cerceal, Viosinho, Rabigato, Códega do Larinho, Arinto e Verdelho. Trata-se de um vinho de cor amarelo palha com leves traços esverdeados. O aroma exibe discretas notas cítricas, de aspargos e goiaba branca, junto com um leve defumado. Paladar elegante, de médio corpo, com boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 99

Maria Izabel Rosé 2015


Um rosé elaborado a partir das variedades Tinta Roriz e Tinta Francisca, que possui coloração salmão bem clara e aromas que remetem a notas florais e frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa. O sabor traz de volta as características do olfato, com acidez presente e notas frutadas que dão um certo adocicado ao paladar. Final de média persistência.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 89

M.I. Tinto 2014


Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Amarela, entre outras, fazem parte deste corte, que maturou parcialmente em barricas usadas de carvalho francês durante 12 meses. De cor violeta de média profundidade, o vinho traz no olfato toques florais, de caramelo, frutas vermelhas e negras em compota, amora, canela e noz moscada. Mostra-se ainda jovem no paladar, com taninos marcantes. Ressalta as frutas sentidas no nariz e as especiarias. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Tinto 2014


Suas uvas, das variedades Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca, são provenientes de vinhas com diferentes altitudes e exposições. O corte maturou cerca de seis meses em barricas de carvalho francês, a fim de proporcionar um caráter mais fresco e complexo. Na taça, mostrou coloração violácea de média profundidade. Os aromas são envolventes, com notas de cassis, ameixa madura, café e um leve tostado. Na boca, embora ainda bastante jovem, já mostra um certo equilíbrio entre taninos e acidez. Tem bom potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 99

Mais informações: