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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dom Pérignon e a história do Champanhe




A questão dos vinhos espumantes e dos champanhes se resume através de uma simples lógica: todo champanhe se inclui no conjunto dos espumantes, mas nem todo espumante está incluído no mundo dos champanhes. O resto é só história e algumas informações adicionais. O champanhe é produzido nas regiões do Vale do Rio Marne (Valée du Marne), as elevações da cidade de Reims e a Côte des Blancs. O conjunto dessas regiões denomina-se Champagne, localizada no norte da França.

A bebida foi, provavelmente, descoberta pelo monge beneditino Pierre Perignón, mais conhecido como Dom Pérignon, em 1650, de forma casual. Ele inventou o método para a fabricação do champagne denominado Método Champenoise inspirado no Método Antigo de Limoux. Dois séculos mais tarde, o seu nome seria emprestado a uma das mais emblemáticas marcas de champanhe e, em 1936, a casa Moët & Chandon engarrafou o primeiro Dom Perignon. A ordem à qual o monge pertencia tinha como lema: ora et labora – ora e trabalha, onde as atividades religiosas estavam coordenadas com os estudos, e o trabalho era dignificante tanto para a alma, como para sustentar o próprio mosteiro.


Quando completou trinta anos, entrou para a abadia Saint Pierre de Hautivellers, e lá, se encarregou de cuidar da adega e dos seus produtos. Pérignon parecia ter dons empreendedores, pois restaurou a adega que se encontrava em ruínas, e retomou o prestígio da comunidade na produção de vinhos. Na época, o vinho era um dos principais produtos de comércio. Por isso, era importante que determinado local fosse visto pelos comerciantes. Além disso, o monge fez questão de acompanhar a evolução das vinhas antes do prensamento das uvas.

Também importante foi a forma como o monge harmonizou os diferentes tipos de uvas, exaltando as qualidades e diminuindo os defeitos, que evoluiu para que o champanhe fosse descoberto, mas também detalhes como a degustação, que era feita no dia seguinte em jejum, após a mistura fermentada no dia anterior. O mestre também classificava os vinhos de acordo com a origem das uvas em seus respectivos contextos climáticos (tempo chuvoso, quente) ou temporais (fermentados em anos recentes ou mais antigos). Por tudo isso, podemos considerar Pérignon como o grande mestre da enologia.

Entretanto, alguns especialistas sobre vinhos e champanhes, como o casal Kladstrup, jornalistas, que escreveram o best seller Vinho & Guerra, derrubam o mito de que Dom Pérignon inventou o champanhe e teria dito aquela célebre frase depois de provar o vinho: “estou vendo estrelas”. Segundo eles, não existe nada comprovado.



Todos os vinhos borbulhavam, na região de Champagne, pois nessas regiões mais frias, os fungos ficam inativos durante o inverno antes da fermentação do açúcar. Na primavera, eles se reativam e continuam a agir sobre o açúcar não convertido, originando uma quantidade maior de álcool e gás carbônico, que dão origem às bolhas. Ainda segundo os autores, Dom Pérignon trabalhou com afinco para evitar as bolhas, o que não era aceito nas missas, e junto ao povo, que não estava acostumado aos vinhos espumantes. No trabalho de eliminar as bolhas, o monge nunca conseguiu eliminá-los totalmente. Mas ainda assim, ele estabeleceu “as regras de ouro da produção de vinho”, como por exemplo: usar as melhores uvas, podar bem as vinhas no começo da primavera para evitar a superprodução; fazer a colheita nas primeiras horas da manhã e guardar os sucos resultantes de cada prensagem.

Deixando de lado os mitos ou sua verdadeira história, o fato é que, o champanhe é uma bebida festejada e apreciada por grandes personagens da história. Fiquemos com a citação de Madame Bollinger, proprietária da casa do Champagne Bollinger: “Eu só bebo champanhe quando estou feliz ou quando estou triste... às vezes eu bebo quando estou sozinha. Mas quando estou em companhia, considero obrigatório. Eu me distraio quando estou com fome e bebo quando estou faminta. Fora isso, eu nem toco nele, a menos que esteja com sede”

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O Vinho Mariani e as origens da Coca-Cola

Em 1871, o químico ítalo-francês Ange Mariani lançou um elixir medicinal que continha vinho tinto de Bordeaux misturado a um extrato de folhas de coca. O vinho Mariani, como foi batizado, fez bastante sucesso na época.



Seu criador ressaltava as propriedades medicinais e estimulantes da bebida, que era apreciada até pelo papa Leão XIII. Aliás, o papa chegou a conceder uma medalha a Mariani por sua invenção e ainda teve a sua imagem estampada em propaganda do produto, afirmando que o vinho era “saudável, forte, energético e vital”.

Conta-se que a bebida também tinha outros apreciadores de renome, como Thomas Edison, Alexandre Dumas e Julio Verne. O criador da Estátua da Liberdade, Frédéric Bartholdi, chegou a afirmar que a estátua “seria muito mais alta” caso ele estivesse sob efeito do vinho quando a projetou.

Exportado para diferentes países, o Vinho Mariani teve sua comercialização proibida em 1914, uma vez que foram descobertos os efeitos nocivos do cloridrato de cocaína, usado na fórmula da bebida, à saúde humana.

Antes disso, em 1884, o farmacêutico norte americano John Stith Pemberton, usou o Vinho Mariani junto com noz de cola para desenvolver uma nova bebida, chamada de Vinho de Coca ou Pemberton’s French Wine Coca. Um tempo depois, ele retirou o álcool do produto e acrescentou água gaseificada para que ele fosse servido como refrigerante. Nascia então a Coca-Cola, que até 1903 continha cocaína em sua fórmula.

Depois da morte de Pemberton, em 1888, seu sócio, Frank Robinson, criador da logomarca usada até hoje, vendeu a fórmula para o empresário Asa Candler. O produto foi patenteado em 1893 e o resto da história você já sabe.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Muita festa na abertura da Vindima do Vale dos Vinhedos


Fotos: Giovani Nunes e Cristiane Moro/Conceitocom Brasil

Foi com muita festa e alegria que aconteceu  a abertura da Vindima do Vale dos Vinhedos no último sábado (02/02), que recebeu turistas do Brasil e do mundo. O evento ocorreu no Salão da Comunidade 8 da Graciema, uma promoção do Hotel Villa Michelon com o apoio da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale). Mais de 250 pessoas participaram de diversas atrações em mais de cinco horas, com pisa das uvas, artesanato, celebração religiosa, produtos coloniais, jogos típicos, degustação de vinhos, espumantes e suco de uva e muita música.

Em meio à abertura oficial do evento, o diretor do Hotel Villa Michelon, Moysés Michelon, comentou que toda vindima é muito mais do que a colheita da uva. “A vindima representa uma colheita de emoções, experiências e muita alegria. E celebrar a vindima é preservar nossa história”, destacou. O presidente da Aprovale, Rogério Carlos Valduga, celebrou a colheita, lembrando que ela é o resultado de um ano de trabalho. “O vinho nasce no vinhedo junto com a colheita. E se todo empenho resulta em uvas de qualidade, certamente teremos vinhos de excelência”.

Na sequencia, foi apresentada a encenação “Cenas da Fenavinho”, esquete que relatou a história do evento responsável por projetar Bento Gonçalves em torno da cultura do vinho, com os atores Nina Picoli e Enrique Estivalet .Também houve a pisa das uvas colhidas pela equipe do hotel, iniciada por Letícia Dal Magro, princesa do Vale dos Vinhedos, que foi seguida pelos festeiros. O acontecimento foi marcado ainda  pela religiosidade, que já faz parte da vida da cidade, com celebração conduzida pelo padre Darci Camatti.

Dentre as atrações que sempre fazem sucesso, o jogo de damas de vinho, cujas peças são taças de vinho branco e tinto, e chamou bastante atenção dos participantes da festa. Houve ainda apresentação do Coral Vale dos Vinhedos; degustação de produtos coloniais e tradicionais, de  vinhos, espumantes e suco de uva de 15 associados da Aprovale, dentre os quais estavam Casa Valduga, Miolo, Don Laurindo, Dom Cândido, Pizzato, Famiglia Tasca, Aurora, Milantino;  além de jogos típicos como a mora e a bisca.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Saiba de onde vem a expressão “mudar da água para o vinho”

“Mudar da água para o vinho” é uma expressão usada para dizer que algo ou alguém mudou para melhor. Mas de onde vem esta frase?

Diz-se que a expressão nasceu depois de uma festa de casamento realizada em Caná, na Galiléia, numa passagem bíblica conhecida como as Bodas de Caná.

Maria, mãe de Jesus, contou a ele que o vinho havia acabado. Terminar a bebida durante uma festa era visto, à época, como um escândalo. O fato seria uma desonra para os noivos.

Jesus pede então que todas as talhas (jarros) da festa sejam cheias com água. Em seguida, profere uma benção e, num gesto milagroso, a água se transforma em vinho.

Conforme narra o discípulo João, este seria o primeiro milagre de Jesus Cristo.

Desde então, “mudar da água para o vinho” significa mudança para melhor.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Bebendo estrelas

O champagne é uma bebida meio mágica, com uma história cercada de fatos interessantes. Um desses fatos está ligado à sua descoberta, feita pelo monge beneditino francês chamado Dom Pérignon. Conta a lenda que ele era um estudioso sobre vinhos. Na abadia de Hautvillers, na região de Champagne, onde vivia, existia um cultivo de uvas e se produzia vinho. Como o local é frio, normalmente a fermentação do vinho era interrompida durante o inverno, quando ainda havia um pouco de açúcar na bebida. Na época em que a temperatura subia, o vinho que já estava engarrafado começava a fermentar novamente e as garrafas estouravam.

Dizem que Pérignon chegou a atribuir o fato a obra do demônio. Mesmo assim, um dia, o monge resolveu provar o vinho de uma das garrafas que ainda não tinha estourado. Quando sentiu as bolinhas que tinham se formado na bebida, teria exclamado: “estou bebendo estrelas!”. A partir daí, desenvolveram-se diversas técnicas para a produção da bebida, impulsionadas pelo entusiasmo de Périgon.

Mas alguns querem quebrar o glamour da história com algumas teorias sobre a descoberta do champagne. Um deles é o professor italiano do Instituto de Viticultura da Universidade Católica de Piacenza, Marco Fregoni. Ele afirma que a técnica foi descoberta há dois mil anos pelos romanos, lembrando que Júlio César mandou servir espumante num banquete em homenagem a Cleópatra. Será?