quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O Vinho Mariani e as origens da Coca-Cola

Em 1871, o químico ítalo-francês Ange Mariani lançou um elixir medicinal que continha vinho tinto de Bordeaux misturado a um extrato de folhas de coca. O vinho Mariani, como foi batizado, fez bastante sucesso na época.



Seu criador ressaltava as propriedades medicinais e estimulantes da bebida, que era apreciada até pelo papa Leão XIII. Aliás, o papa chegou a conceder uma medalha a Mariani por sua invenção e ainda teve a sua imagem estampada em propaganda do produto, afirmando que o vinho era “saudável, forte, energético e vital”.

Conta-se que a bebida também tinha outros apreciadores de renome, como Thomas Edison, Alexandre Dumas e Julio Verne. O criador da Estátua da Liberdade, Frédéric Bartholdi, chegou a afirmar que a estátua “seria muito mais alta” caso ele estivesse sob efeito do vinho quando a projetou.

Exportado para diferentes países, o Vinho Mariani teve sua comercialização proibida em 1914, uma vez que foram descobertos os efeitos nocivos do cloridrato de cocaína, usado na fórmula da bebida, à saúde humana.

Antes disso, em 1884, o farmacêutico norte americano John Stith Pemberton, usou o Vinho Mariani junto com noz de cola para desenvolver uma nova bebida, chamada de Vinho de Coca ou Pemberton’s French Wine Coca. Um tempo depois, ele retirou o álcool do produto e acrescentou água gaseificada para que ele fosse servido como refrigerante. Nascia então a Coca-Cola, que até 1903 continha cocaína em sua fórmula.

Depois da morte de Pemberton, em 1888, seu sócio, Frank Robinson, criador da logomarca usada até hoje, vendeu a fórmula para o empresário Asa Candler. O produto foi patenteado em 1893 e o resto da história você já sabe.