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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Bodega Garzón dá novos ares ao vinho uruguaio

Estive semana passada com a embaixadora da bodega uruguaia Garzón, Ana Paula Oliveira, durante um jantar promovido no Recife pela importadora World Wine e a distribuidora local Cave d’Or, de Taciana Carvalho. O encontro aconteceu no restaurante Ponte Nova, com um impecável jantar harmonizado.

A VINÍCOLA - O projeto da Bodega Garzón é jovem. As primeiras vinhas foram plantadas em 2007 e a primeira safra colhida foi em 2011. A vinícola pertence simplesmente ao homem mais rico da Argentina: Alejandro Bulgheroni. Em 1999 ele visitou o Uruguai e conheceu a região onde hoje está localizada a Garzón, vendo ali a sua “pequena Toscana” - um local com grande potencial para desenvolver um projeto vitivinícola de qualidade. Bulgheroni, que possui sete vinícolas em diferentes partes do mundo, investiu mais de 85 milhões de dólares na bodega. Além de vinhos, lá também são produzidos excelentes azeites (Colinas de Garzón). 


São mais de cinco mil hectares de terras, na região conhecida como Maldonado, a 18 km de distância do Oceano Atlântico.  Foi a primeira bodega sustentável a ser construída fora da América do Norte e utiliza muita tecnologia a favor da elaboração de produtos de qualidade. 

OS VINHOS - Alejandro Bulgheroni convidou o enólogo italiano Alberto Antonini (proprietário da vinícola argentina Alto las Hormigas) para chefiar a produção dos vinhos. Ao contrário da maior parte das bodegas, as atenções não estão só voltadas para a Tannat - uva de origem francesa que se tornou o ícone do Uruguai. Outras variedades não tão comuns aquele país, como a Albariño, também são plantadas e utilizadas em seus rótulos.

Os vinhos da Garzón prezam pela pureza da fruta, deixando a madeira como um elemento de segundo plano no processo de vinificação. Os tintos só são elaborados com leveduras indígenas e é comum a utilização de tanques ovais de cimento. Os brancos passam pela técnica de sur lie, onde ficam em contato com as peles das uvas por um determinado período.

Uma das minhas constatações durante a degustação é que os vinhos da Garzón feitos com a cepa Tannat, caracterizada por transmitir ao vinho taninos intensos e rústicos, passam longe de serem "duros" e predominantes. Pelo contrário, os taninos estão presentes, mas têm maciez e se mantêm equilibrados com a acidez da bebida.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Garzón Albariño 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: A degustação começou logo com essa bela surpresa. Um branco feito 100% com a uva Albariño, variedade muito usada na região espanhola da Galícia e também com o nome Alvarinho no norte de Portugal. O vinho mostrou na taça uma cor amarelo palha com reflexos esverdeados. O aroma, muito gostoso, envolve frutas brancas, como lichia e pêssego, leve toque cítrico, notas florais, minerais e lácteas – estas últimas provenientes do contato de seis meses com as peles das uvas (sur lie) em tanques de aço inox. De médio corpo, o paladar pareceu muito fresco, com sua ótima acidez. Um vinho bem gastronômico, que acompanha bem pratos de frutos do mar.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Média de preço: R$ 90.

Garzón Pinot Noir Rosé 2014


Tipo: Rosé.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Vinho jovem de coloração rosada vibrante, que traz no aroma notas de frutas vermelhas silvestres como framboesa e morango. As mesmas sensações se repetem no paladar, que possui boa acidez, mas diferentemente do branco anterior, que se mostrou bem seco, este traz um toque a mais de doçura. Leve e jovem, deve ser servido bem fresco. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Tannat 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Para mim, o melhor vinho da degustação, tendo em vista a sua excelente qualidade e bom preço. De coloração violeta de média profundidade, traz no nariz uma boa gama de sensações, como de frutas negras e vermelhas maduras, notas mentoladas, flores secas, licor, pimenta do reino, cominho, caramelo e um discreto tostado. Paladar de médio a encorpado, o vinho tem sabor compatível com o aroma, trazendo ainda um toque de café. De médio a encorpado, apresenta boa persistência na boca. Teve seis meses em contato com as peles e mais seis meses de maturação barricas de carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 90.

Garzón Reserva Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Garzón.
Origem: Maldonado, Uruguai.
Características: Um vinho com bom potencial de evolução, que maturou 18 meses em barricas de carvalho francês. O visual mostra uma cor violeta profunda, enquanto no nariz surgem notas intensas de frutas em compota, chocolate, baunilha, café com leite e um toque licoroso. Taninos polidos marcam o paladar. O sabor repete as impressões do nariz, revelando ainda notas de especiarias.  Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (evolui com a guarda)
Média de preço: R$ 165.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Abadia Retuerta Selección Especial 2011


Tipo: Tinto
Produtor: Abadia Retuerta.
Origem: Castilla y León (Sardón de Duero), Espanha.
Características: De coloração violeta profunda, o vinho entrega ao nariz um aroma rico em sensações, onde pode se identificar ameixa, alcaçuz, erva-doce, especiarias, cravo, baunilha, floral (flor de laranjeira), café e tabaco. Paladar de médio corpo, com ótimo equilíbrio entre acidez e taninos. Saboroso, deixa a suas impressões na boca durante um longo tempo, mesclando as mesmas notas sentidas no nariz, junto com um toque de chocolate. Tem 15% de álcool, porém essa alta graduação não interfere na qualidade do vinho. Elaborado com as variedades (75%) Tempranillo, (15%) Cabernet Sauvignon e (10%) Syrah, maturou 19 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado nos EUA por 23 dólares. No Brasil, custa cerca de R$ 220 (importado pela Península Vinhos).

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Errazuriz Max Reserva Chardonnay 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Errazuriz
Origem: Aconcagua Costa, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Delicado e agradável. Combina notas de frutas tropicais, como tangerina e abacaxi, além de um discreto toque de coco e baunilha.
Paladar: Untuoso, envolvente e final prolongado. Possui boa acidez e mostra, de maneira elegante, o efeito da madeira onde estagiou, com um leve tostado. O sabor relembra as sensações no nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Chardonnay, o vinho maturou dez meses em barricas de carvalho francês, sendo 15% delas novas. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado nos EUA por 15 dólares. No Brasil, R$ 150 [Importadora Vinci].

quarta-feira, 30 de março de 2016

Lapostolle Clos Apalta Limited Release 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo com tons violáceos.
Olfato: Mentol, frutas vermelhas e negras maduras, café, especiarias e chocolate.
Paladar: Bem estruturado, carrega taninos macios e excelente acidez. De médio a encorpado, tem ótima persistência. O sabor traz de volta as sensações do nariz. Elegante e saboroso.
Outras considerações: Este é dos melhores e mais premiados vinhos da América do Sul. Considerado um ícone, chileno, o Clos Apalta só é elaborado em anos excepcionais e tem produção bastante limitada. Nesta safra, sua composição foi de 66% Carmenère, 19% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon. A guarda foi feita durante 24 meses em barricas novas de carvalho francês. É importante que seja decantado antes de servir, pois além de ser um vinho não filtrado, tem muito a oferecer depois da aeração. Tem grande potencial de guarda.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 798 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Castello di Bossi Berardo Chianti Classico Riserva 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Castello di Bossi.
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor granada pouco profunda. Lágrimas compridas.
Olfato: Muito elegante e de boa complexidade, desenvolve na taça notas florais, de alcaçuz, ameixa, canela, baunilha, ervas secas, chocolate e café.
Paladar: Médio corpo e ótima acidez. O sabor revela um delicada fruta e traz leve toque tostado. O restante das características do nariz também aparece. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Sangiovese, o vinho maturou 24 meses em barris de carvalho e mais 12 meses em garrafa antes de sair para o mercado. Tem 14,5% de álcool e um bom potencial de evolução.

Classificação: Excelente/Excepcional
Média de preço: Trazido ao Brasil pela Magnum Importadora. Nos EUA ele custa cerca de 26 dólares.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Domaines Ott: elegância e frescor da Provence


Continuando com o relato sobre a degustação dos vinhos do grupo Louis Roederer, promovido na última semana pela Licínio Dias (LD) Importação no Recife, trago aqui agora as minhas impressões sobre os vinhos do Domaines Ott, um dos produtores mais notáveis da região francesa da Provence.

Fundada em 1896, a casa foi adquirida em 2004 pela Roederer. Porém, a família Ott continua imprimindo seu estilo aos destinos do negócio e, atualmente, os primos Christian e Jean-François estão à frente da vinícola. A casa conta com três propriedades distintas, onde produz rosés de altíssima qualidade, mas também brancos e tintos muito distintos.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Les Domaniers Rosé 2014


Cor salmão e aromas delicados de frutas frescas do bosque, como morango e framboesa, além de um toque mineral. Paladar leve, delicado, de boa acidez, que traz de volta as características do olfato. Elaborado com Grenache (65%), Cinsault (25%) e Syrah (10%).

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 129

Clos Mireille Rosé Coeur de Grain 2014


O termo Couer de Grain quer dizer que o vinho foi produzido com as melhores uvas e possui qualidade superior. Este tem em sua composição as variedades Grenache (65%), Cinsault (22%) e Syrah (13%). Mostrou na taça uma coloração casca de cebola, trazendo para o olfato notas minerais, de melão, damasco e pêssego, junto com um leve toque de mel. Paladar de ótima acidez e mineralidade, untuoso, longo e elegante. O sabor reproduz as sensações do nariz.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 299

Clos Mireille Blanc de Blancs 2014


Feito com as variedades Sémillon (70%) e Rolle [Vermentino] (30%), possui cor amarelo palha com reflexos dourados. Aroma muito agradável e envolvente, com notas cítricas, de flor de laranjeira, capim santo e mel. Boa presença de boca, com incrível acidez e final persistente. O sabor é equivalente às características olfativas, com boa presença mineral. Encantador.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 239

Château Romassan Rouge Bandol 2012


Produzido com uvas Mourvèdre (90%) e Grenache (10%) cultivadas na denominação de Bandol, onde os rendimentos por videira são muito baixos, é um tinto leve e muito elegante. Possui cor rubi pouco profunda e o aroma traz notas de frutas vermelhas e negras, mentol e café. Na boca mostra-se leve, de taninos finos, com final saboroso.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 299

No Recife, os vinhos Louis Roederer/Domaines Ott podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, Diplomata Delicatessen e DLP Distribuidora. Em Olinda, na Tia Dulce.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A excelência dos champagnes Louis Roederer


Quando se fala em uma marca ícone de Champagne, a maioria dos apreciadores da bebida lembrará certamente da Cristal. Trata-se de um dos rótulos de maior prestígio da região e o mais emblemático da tradicional Maison Louis Roederer. Este foi um dos exemplares que provamos esta semana, numa degustação realizada no restaurante Mingus, no Recife. O evento foi promovido pela Licínio Dias (LD) Importação, que agora é o importador exclusivo dos produtos Roederer para o Brasil, junto com a Épice – ‘empresa-irmã’ nas regiões Sul e Sudeste.

Antes de comentar sobre os vinhos, contarei um pouco sobre a história e o posicionamento do grupo Roederer, detentor de marcas como Ramos Pinto (Douro-Portugal), Domaines Ott (Provence-França), Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande (Bordeaux-França), Château de Pez (Bordeaux-França), Château Haut-Beauséjour (Bordeaux-França), Deutz (Champagne-França) e Roederer Estate (Califórnia-EUA).

Eduarda Dias, que conduziu a degustação junto com seu pai, Licínio (foto abaixo), contou que se trata do maior grupo de vinhos de luxo do mundo, presente no Brasil já há 40 anos. A produção dos champagnes Louis Roederer é de 3,5 milhões de garrafas por ano.


A história da marca começou em 1776, quando Nicholas-Henri Schreider fundou a Dubois Père & Fils. Porém, a empresa só ganhou o seu nome atual quando Louis Roederer, sobrinho de Nicholas, assumiu o negócio, em 1883 e incrementou as vendas e as exportações da bebida produzida na casa.

Em 1876, o czar da Rússia Alexandre II, um apaixonado pelos Champagnes Roederer, pediu que a casa produzisse para ele um Champagne único e exclusivo. Foi assim que nasceu o Cristal. Engarrafado em cristal Baccarat, era o primeiro Cuvée Prestige da história de Champagne. A partir de 1945, o champanhe Cristal começou a ser comercializado em garrafas de vidro branco, mas o conteúdo continuou fiel às suas origens, seguindo rigorosos padrões de elaboração.

Além da sofisticada Cristal, produzida também na versão Rosé, a Louis Roederer elabora outros excelentes Champanhes, todos com uvas colhidas nos 240 hectares situadas em áreas classificadas como Grands e Premiers Crus. Nos seus vinhedos, realiza um trabalho de viticultura de precisão, respeitando a biodiversidade e dando uma importância cada vez maior aos princípios da agricultura biodinâmica.

É uma das únicas casas a utilizar ainda a maceração pelicular, método delicado que consiste em macerar a uva com a casca por várias horas, obtendo dessa forma um mosto mais concentrado e mais aromático.

Vamos então à minhas impressões sobre os champagnes. No próximo post, conto sobre os surpreendentes vinhos Domaines Ott.

Lois Roederer Brut Premier


Elaborado com Pinot Noir (40%), Chardonnay (40%) e Pinot Meunier (20%) colhidas em mais de 40 parcelas diferentes de terra, consiste num corte de seis safras, sendo parte dos vinhos da coleção reserva de Louis Roederer, que matura em cascos de carvalho por vários anos. Na taça, apresentou cor amarelo palha com reflexos dourado, perlage fino e consistente. O nariz exibe notas de panificação, frutas secas e mel. Paladar seco, de boa cremosidade e sensação intensa de “agulha”. Boa acidez e final persistente. Esse champagne matura três anos nas caves da Maison.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 330

Louis Roederer Rosé 2009


Na composição deste exemplar, foram usadas as uvas Chardonnay (62%) e Pinot Noir (38%). Parte delas (7%) foi vinificada em carvalho. Sua maturação foi de quatro anos em contato com as leveduras. A coloração é salmão, com bolhas finíssimas e persistentes. O nariz exprime muita finesse, com notas de frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa, além de toques de brioche. Na boca oferece excelente cremosidade. Com muito frescor e elegância traz de volta as sensações do nariz.

Classificação: Excelente/Excepcional
Média de preço: R$ 420

Cristal 2004


Este ícone de Champagne traz em seu corte as uvas Pinot Noir (55%) e Chardonnay (45%), colhidas em propriedades Grand Crus de Montagne de Reims, Valée de La Marne e Côte des Blancs. Cerca de 20% dos vinhos maturam em barricas de carvalho. O descanso nas caves é de cinco anos. Na taça, apresenta uma bonita aparência amarelo dourada, com perlage finíssimo, intenso e persistente. O aroma envolve um rico conjunto de sensações onde se destacam notas de frutas secas, fermento, mel e especiarias. Ataque poderoso de boca, com acidez elegante, boa cremosidade, sensação de “agulha” presente e final prolongado. O sabor mostra as características sentidas no olfato, junto com um leve toque tostado.

Classificação: Excepcional
Média de preço: R$ 1.250

No Recife, os champagnes Louis Roederer podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, Diplomata Delicatessen e DLP Distribuidora. Em Olinda, na Tia Dulce.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Degustação na Quinta do Bom Retiro


Após a visita na Quinta da Ervamoira, seguimos para a Quinta do Bom Retiro, uma das mais antigas da região do Douro, em Portugal, adquirida em 1919 pela Casa Ramos Pinto. Banhada pelo Rio Torto, a propriedade possui mais de 110 hectares de área, dos quais 62 hectares estão plantados com vinhas apenas de uvas tintas. Essas plantações, distribuídas em patamares, estão em altitudes que variam dos 100 aos 400 metros, formando uma belíssima paisagem de tons distintos.


Além das plantações, na Quinta da Ervamoira funciona um centro de vinificação, onde o destaque fica para os dois lagares de granito com capacidade para nove mil quilos de uvas cada. Nesses tanques é feita a tradicional pisa-a-pé das uvas.


A casa principal, onde nos hospedamos, é uma construção que mantém todo o charme da época em que foi construída. Lá, podemos encontrar uma das primeiras piscinas da região do Douro, além de um bem cuidado jardim clássico, que conta com diferentes variedades de árvores frutíferas.


Foi nesse cenário onde fizemos uma degustação de grandes vinhos, durante um delicioso jantar. Confira a seguir a minha opinião sobre os rótulos provados:

Adriano Porto White Reserva


Tipo:
Porto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar.
Olfato: Mel, frutas secas, resina e especiarias.
Paladar: Cremoso, com boa doçura, acidez presente e final prolongado. O sabor reproduz as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado com as castas Codega, Malvasia Fina, Viozinho e Rabigato. É feito com vinhos que envelheceram em média menos sete anos nas caves da Casa Ramos Pinto, em Vila Nova de Gaia. Tem 19% de álcool.

Classificação: Excelente.

Duas Quintas Reserva 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Violeta profundo.
Olfato: Floral, frutas escuras, erva doce e baunilha.
Paladar: Ainda jovem, porém já equilibrado. Mostra uma acidez interessante e o sabor traz de volta as características do olfato, junto com um toque de café.
Outras considerações: Tem em sua composição as melhores uvas da Quinta da Ervamoira e da Quinta dos Bons Ares, incluindo as variedades Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca. Após a fermentação malolática, estagia em pipas de carvalho novo por um período de 18 meses. Depois de engarrafado, envelhece durante um ano na Quinta dos Bons Ares. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente (vai evoluir com a guarda)

Ramos Pinto Porto Vintage 2000


Tipo:
Porto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Ameixa, floral, erva doce e chocolate.
Paladar: Encorpado, com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Voltam as características percebidas no olfato junto com notas de café e pimenta do reino. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (15%), Tinta Barroca (10%) e outras variedades provenientes de vinhas velhas, pisadas a pé em lagar, com envelhecimento de dois anos em madeira. É um vinho que tem muito ainda a evoluir. Sua graduação alcoólica é de 20%.

Classificação: Muito Bom/Excelente (vai evoluir com a guarda)

Ramos Pinto Porto 20 Anos Quinta do Bom Retiro


Tipo:
Porto.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar pouco profunda.
Olfato: Complexo, envolve notas de caramelo, frutas secas, tostado, baunilha, erva doce e pimenta.
Paladar: Encorpado, untuoso, muito equilibrado e elegante. Tem as mesmas características do nariz e ainda traz um toque amendoado. Final persistente.
Outras considerações: Traz em sua composição as variedades Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão. É um blend proveniente da seleção de vários lotes originários da Quinta do Bom Retiro. A idade média dos vinhos usados é de 20 anos, porém entraram no blend final vinhos datados de 1900 e 1909. Tem 20% de álcool. No Brasil, este rótulo estampa um desenho mais clássico.

Classificação: Excelente/Excepcional.

Os vinhos da Ramos Pinto são importados pela Licínio Dias (LD) Importação e Grupo Franco-Suissa.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Guatambu Épico


Tipo: Tinto.
Produtor: Guatambu Estância do Vinho.
Origem: Campanha (RS), Brasil.
Visual: Rubi profundo.
Olfato: Elegante, envolve notas florais, de frutas do bosque maduras, chocolate, coco e especiarias.
Paladar:  Corpo médio, taninos finos e final prolongado. Tem boa complexidade de sabores, repetindo as características do nariz e trazendo ainda toques de frutas secas.
Outras considerações: Um vinho diferenciado, que envolve as uvas Tannat, Cabernet Sauvignon, Merlot eTempranillo das safras de 2011, 2012, 2013 e 2014. Cada lote estagiou em barril de carvalho francês (80%) e americano (20%) desde a fermentação malolática até o corte final, feito em novembro de 2014. O tempo de envelhecimento total em barril de carvalho foi de 2 anos. Foram elaboradas apenas 4 mil garrafas.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 160 (www.vinhosevinhos.com)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Kaiken Ultra Malbec 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta profunda.
Olfato: Muito rico, revela aromas tais como floral, alcaçuz, frutas vermelhas e negras maduras, chocolate, baunilha, cravo, canela e eucalipto.
Paladar: Encorpado e potente, mas ao mesmo tempo elegante, com taninos macios, acidez equilibrada e final prolongado. As mesmas características do nariz são sentidas no sabor.
Outras considerações: Para mim, este Malbec está entre os melhores da Argentina. O último que havia provado foi da safra de 2010. O desta safra continua com a mesma qualidade e sofisticação. Na sua composição tem 98% de Malbec e uma pequena porção (2%) de Cabernet Sauvignon. A maior parte (80%) do vinho maturou 12 meses em barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 112 (importado pela Vinci)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Vega Sicilia Pintia 2009 (#CBE)

Já havia tomado este vinho há alguns meses, mas só agora resolvi comentar sobre ele aqui, por ocasião do tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês, a sugestão foi de Ju Gonçalves (Blog Vou de Vinho), que fez a seguinte pedida: "Um vinho feito de uva Tempranillo, de qualquer lugar e qualquer preço".

Então acho que essa é um a boa hora falar sobre este belo tinto da região espanhola de Toro, elaborado pela mítica bodega Veja Sicilia, que provei na casa de amigos.

Confira a avaliação:


Elaborado 100% com a variedade Tinta de Toro (Tempranillo), maturou 12 meses em carvalho francês (70%) e americano (30%). Esta safra do Pintia teve alguns problemas com a grande quantidade de sedimentos, mas esta amostra eles não me pareceram tão abundantes, ficando num padrão aceitável para os vinhos sem filtração.

De coloração rubi bem profunda, os aromas são intensos e elegantes, trazendo notas de alcaçuz, frutas silvestres, chocolate, toques terrosos, de café e de especiarias. Paladar encorpado, porém de taninos muito macios. O sabor é de frutas vermelhas em compota, pimenta do reino, baunilha, café, tabaco e canela. Final deliciosamente persistente.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: 30 €. No Brasil, R$ 370 (Importadora Mistral).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2013


Elegância é a palavra que expressa este tinto do Douro. Feito com uvas de vinhas com mais de 100 anos de idade e pisadas a pé em lagares de granito, ele maturou e carvalho francês e tem 14,5% de álcool. A cor é um rubi intenso com traços granada. Mentol, especiarias, fruta licorosa e tabaco chamam a atenção no envolvente aroma. Na boca exibe taninos firmes e macios. Um vinho bem estruturado, de final longo e muito saboroso. Além das notas sentidas no olfato, também surge um toque de chocolate branco. Foram produzidas quatro mil garrafas.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 465 (No Recife, no RM Express ou DOC Distribuidora)
Classificação: Excelente (potencial para se tornar excepcional)

Pintas 2013


A safra de 2011 deste vinho foi a mais bem avaliada até hoje em termos de rótulos portugueses pela revista norte-americana Wine Spectator. E a safra 2013 mostra que tem muito potencial para se chegar a um vinho excepcional daqui a alguns anos. É uma bebida exuberante, elaborada com mais de 20 castas provenientes de uma vinha com 85 anos de idade. Sua produção se dá em lagares de granito com pisa a pé e sua maturação foi em carvalho francês. A aparência denota ainda jovialidade, com uma cor violácea de média profundidade. Aromas ricos em frutas maduras, chocolate, mentol e especiarias, além de um discreto floral.S eu corpo é médio e envolvente, com taninos finos e acidez que “enche a boca”. O sabor traz as mesmas sensações do nariz. Tem 14,5% de álcool.

Produtor: Wine & Soul
Região: Douro, Portugal.
Importador: Adega Alentejana.
Média de preço: R$ 465  (No Recife, no RM Express ou DOC Distribuidora)

Classificação: Excelente (potencial para se tornar excepcional)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Poças Junior: elegância como marca registrada em seus vinhos do Douro

Conheci na última semana, durante o evento Cantu Day, promovido pela importadora Cantu no Recife, os vinhos do produtor português Poças Junior. Novidade no catálogo da Cantu, os rótulos são produzidos na região do Douro, onde também elabora vinhos do Porto. Fiquei muito bem impressionada com a degustação que fiz, conduzida pelo diretor comercial da casa, Pedro Poças.


A família Poças Junior está no ramo de vinhos desde 1918. Possui três quintas na região do Douro de onde saem as uvas que dão origem a quatro linhas de brancos e tintos, além de diversas variedades de vinhos do Porto.

Confira a minha avaliação sobre os tintos provados:

Coroa d’Ouro 2012

Lançado em 1990, este foi o primeiro vinho DOC Douro da Poças, produzido a partir das tradicionais castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. É um tinto sem passagem por barrica, para valorizar a fruta e o frescor. De coloração violeta com média profundidade, seu aroma ressalta notas de frutas silvestres, como framboesas, junto com um toque de especiarias. Na boca revela-se fresco e muito agradável, trazendo de volta as sensações do nariz. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 56.

Vale de Cavalos 2012

Elaborado com uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca cultivadas em vinhas com idade entre 40 e 60 anos, parte do vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano durante oito meses. Na taça, exibe uma coloração violeta de média profundidade e aroma com notas florais, frutas silvestres, como cerejas e framboesas, além de um toque de especiarias. Possui corpo médio, excelente acidez e taninos macios. O sabor repete as características do nariz, junto com um leve toque de madeira bem integrado ao conjunto. Possui 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 90

Poças Reserva 2009

Também produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca cultivadas em vinhas com idade entre 40 e 60 anos, é um vinho de cor rubi de média profundidade e um delicado aroma que envolve frutas vermelhas, especiarias e um leve toque floral. Sabor muito macio e elegante, com boa acidez, taninos aveludados e final longo. Sua maturação foi de 12 meses em carvalho francês e americano.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 188

Símbolo 2010

O nome do vinho faz alusão ao seu objetivo: ser um símbolo da qualidade e prestígio dos vinhos do Douro. Para mim, ele alcançou esta meta. Um dos tintos que mais me encantaram durante o Cantu Day 2015 é produzido com as melhores uvas provenientes de duas diferentes propriedades da Poças Junior. O corte envolve as variedades Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Sua maturação foi 18 meses em carvalho francês e americano. A coloração é de uma tonalidade rubi profunda. O aroma mostra-se já com alguma evolução, envolvendo notas florais, cereja, tabaco e traços de couro. Paladar equilibrado, muito elegante, com madeira bem integrada. Além das características do nariz aparecem saborosas notas de chocolate. Final prolongado. A graduação alcoólica é de 13,5%.Um vinho que deve evoluir muito bem.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 188. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Os australianos top de John Duval

Quando se fala de vinhos australianos de qualidade superior, é fácil lembrar de John Duval. Reconhecido como um dos melhores enólogos do mundo, ele vem de uma família de vinicultores e foi por muitos anos o enólogo-chefe da renomada vinícola Penfolds. Já levou o prêmio International Winemaker of the Year (IWC) em 1989 e duas vezes o título de Red Winemaker of the Year (IWC), em 1991 e 2000.


Em 2003, resolveu criar o seu próprio projeto, utilizando o terroir de Barossa Valley. Ele criou quatro grandes vinhos com técnicas artesanais, os quais eu pude provar três, na última edição do Cantu Day, feira promovida pela importadora Cantu no Recife. Além disso, também possui projetos no Chile, junto com a Viña Ventisquero, e em Washington, nos Estados Unidos.

Confira as avaliações dos vinhos australianos com a sua assinatura:

John Duval Plexus Branco 2012

Branco elaborado com as variedades Marsanne, Rousanne e Viognier cultivadas na região de Barossa Valley. Exibe uma coloração amarelo palha com tons esverdeados e aromas que remetem a frutas brancas, como melão, além de pêssego e maracujá. Também pude encontrar no olfato notas florais e um discreto mineral. Possui médio corpo, boa estrutura e acidez presente. Paladar muito envolvente, com final prolongado e equilibrado. O sabor remete às sensações do nariz. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 380

John Duval Entity Shiraz 2010

Produzido com uvas Shiraz dos terroirs de Krondorf, Tanunda, Light Pass e Eden Valley, na região de Barossa, é um vinho de cor rubi profunda e ricos aromas de fruta em compota, laranja, floral e especiarias. No paladar mostra-se encorpado, com taninos elegantes e macios, além de bastante persistência no sabor. Voltam as frutas maduras, principalmente amora, acompanhadas das especiarias e de um elegante toque o carvalho francês, onde o vinho estagiou por 18 meses. A graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 420

John Duval Plexus Tinto 2010

As uvas Shiraz, Grenache e Mouvedre, características do sul da França, compõem o corte deste belíssimo tinto, que estagia em carvalho francês por 18 meses. O aroma é complexo, trazendo notas florais, de casca de laranja, frutas vermelhas e negras em compota e especiarias. Paladar encorpado, porém com taninos bem macios. Um vinho muito equilibrado e saboroso, que repete a fruta e as especiarias sentidas no nariz e ainda oferece delicadas notas de café e chocolate no paladar. Bem estruturado e com final longo, é realmente um dos melhores australianos que já pude provar. Tem ótimo potencial de envelhecimento. Seu teor alcoólico é de 14,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 580

* Os vinhos de John Duval são importados pela Cantu. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Montes Alpha M 2010


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Montes.
Origem: Colchagua e Vale Central, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Aroma limpo, fresco, com notas de frutas vermelhas em compota, especiarias, mentol, couro, tabaco, café e alcaçuz.
Paladar: Muito equilibrado e envolvente, apresenta corpo médio e final de boca prolongado. Seu sabor reproduz as sensações do nariz.
Outras considerações: Vinho ícone da Viña Montes, o M tem um corte inspirado na região de Bordeaux, na França: Cabernet Sauvignon (80%), Cabernet Franc (10%), Petit Verdot (5%) e Merlot (5%). Sua maturação foi de 18 meses em barricas 100% novas de carvalho francês. É um vinho que evolui bem com a guarda, com expectativa de melhora em 10 anos. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 530 (Importado pela Mistral. No Recife à venda no Barchef, DLP e Casa dos Frios)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Domaine Chante Alouette Cormeil Saint Emilion Grand Cru 2001


Tipo: Tinto.
Produtor: Château Gueyrosse.
Origem: Bordeaux, França.
Visual: Cor rubi com traços granada, de média intensidade. Presença de depósitos provenientes da não filtração do vinho.
Olfato: Boa gama de aromas que vai apurando a partir da aeração. Pude identificar notas de morango, especiarias, chocolate, alcaçuz, fumo e notas balsâmicas.
Paladar: Médio corpo, macio, equilibrado, com taninos vivos, indicando ainda potencial de guarda. Além das sensações sentidas no olfato, aparecem no sabor notas terrosas, de café e cogumelos.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Merlot (65%), Cabernet Franc (20%) e Cabernet Sauvignon 15%, o vinho possui 13% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado na França (Maison du Vin de Saint-Emilion), por 13.85 €.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Malbec World Day: Ranking dos melhores Malbecs que tomei no ultimo ano

Hoje, 17/04, comemora-se o Malbec World Day. Em um post anterior expliquei o motivo da homenagem a esta uva francesa que hoje é símbolo dos vinhos argentinos. Para celebrar a data, resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei no último ano e disponibilizar aqui para vocês. Ressaltando os vinhos da relação têm pelo menos 90% da variedade Malbec em sua composição.

Caso você queira abrir um hoje para comemorar, escolha um desses aí abaixo. Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.

Confira o ranking:
  • Kaiken Ultra Malbec 2010 | Excelente/Excepcional

  • Alto Uxmal Alternative Style Malbec | Excelente
  • Nosotros Malbec 2009 | Excelente
  • Nosotros Sofita 2010 | Excelente
  • Rutini Encuentro Malbec 2010 | Excelente
  • Humberto Canale Íntimo Cabernet Sauvignon 2009 | Excelente
  • DV Catena Malbec-Malbec 2010 | Excelente
  • Fond de Cave Malbec 2013 | Excelente
  • Lurton Malbec Reserva 2008 | Excelente

  • Felino Malbec 2012 | Muito Bom/Excelente
  • Altos las Hormigas 2013 | Muito Bom/Excelente

  • Goulart M The Marshall Reserva Malbec Single Vineyard 2011 | Bom/Muito Bom.
  • Navarro Correas Colección Privada Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
  • Norton D.O.C. Malbec 2011 | Bom/Muito Bom
  • Reserva del Fin Del Mundo Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
  • Zuccardi Serie A Malbec 2012 | Bom/Muito Bom

  • Alta Vista Premium Malbec 2013 | Muito Bom
  • Finca La Celia Reserva Malbec 2007 | Muito Bom
  • Kaiken Rosé 2012 | Muito Bom
  • BenMarco Malbec 2013 | Muito Bom
  • Fabre Montmayou Reserva Malbec 2011 | Muito bom
  • Alamos Malbec 2013 | Muito Bom
  • Alta Vista Malbec Rosé 2012 | Muito Bom

  • Sinfonia Selected Vineyards Malbec 2013 | Bom
  • Génesis Malbec 2012 | Bom
  • Altas Cumbres Malbec 2012 | Bom
  • Trapiche Reserva Malbec 2011 | Bom

  • Alta Vista Classic Malbec 2012 | Boa Compra
  • Trivento Tribu Malbec 2012 | Boa Compra

terça-feira, 31 de março de 2015

Nosotros de Susana Balbo é muito mais do que um Malbec


Muitos dos brasileiros que apreciam vinhos conhecem ou já devem ter ouvido falar do Nosotros, um Malbec Premium elaborado pela enóloga Susana Balbo, da bodega argentina Dominio del Plata. Agora o que a maioria não sabe é que esta linha possui duas edições especiais que não são comercializadas aqui no país. Os vinhos, chamados Nosotros Francis e Nosotros Sofita, são cortes da uva Malbec com outras variedades e foram feitos em homenagem a duas pessoas queridas da enóloga.

Além do belíssimo Nosotros Malbec, tive a oportunidade de provar os outros dois vinhos da linha na semana passada, durante encontro com Susana Balbo no Recife, promovido pela importadora Cantu. A enóloga explicou que o vinho “Francis” é uma homenagem a um ex-sócio, já falecido, que era como um filho para ela. Já o “Sofita” foi feito em memória de uma amiga querida, também falecida. Ambos são vinhos muito elegantes e com bastante potencial de guarda, feitos apenas em safras especiais.

Confira as minhas impressões sobre a coleção Nosotros:

Nosotros Malbec 2009


Elaborado com uvas Malbec colhidas manualmente em Alto Agrelo (Luján de Cuyo), Mendoza, é um vinho com passagem de 18 meses em carvalho francês de primeiro uso. Apresenta uma bonita cor violeta de média profundidade e lágrimas intensas na taça. O aroma é exuberante, com notas florais, de frutas vermelhas e café. Na boca mostra bastante potência e concentração, porém seus taninos são aveludados. O sabor reflete as impressões do olfato e o final é bastante prolongado. Além da maturação em barrica, a bebida descansou de dois a três anos em garrafa, numa temperatura de 13 a 15°C. Segundo Susana, este vinho tem potencial de 30 anos de guarda. A graduação alcoólica é de 14,5%

Classificação: Excelente
Preço: R$ 577*

Nosotros Sofita 2010


Esta edição limitada do Nosotros foi elaborada com uvas Malbec (70%), Cabernet Franc (25%) e Cabernet Sauvignon (5%) de Agrelo, também com estágio de 18 meses em carvalho francês de primeiro uso. Sua cor é violácea de média intensidade e o fino aroma lembra morangos, baunilha, chocolate e especiarias. Muito elegante no paladar, com seus taninos macios e sabor prolongado, onde aparecem as mesmas sensações do nariz. É um vinho redondo, também com potencial de envelhecimento. Tem 14,8% de álcool.

Classificação: Excelente.

Nosotros Francis 2011


Além das três uvas usadas no Nosotros Sofita, este outro vinho de edição limitada também tem a uva Tannat em sua composição, com maturação semelhante aos outros dois vinhos da linha. Sua cor é rubi profunda com traços violáceos. Mostra um aroma muito agradável e envolvente, que traz notas de ameixa, cereja, chocolate, baunilha e pimenta do reino. Um vinho de paladar estruturado, persistente e elegante. Potente, porém muito saboroso. Para mim, o melhor da "família" Nosotros. Graduação alcoólica de 14,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.

*Os vinhos Dominio del Plata são importados pela Cantu. No Recife, showroom na Ceasa (81) 3252-1965.

sábado, 7 de março de 2015

Pago dei Fusi Taurasi DOCG Terredora 2003


Tipo: Tinto
Produtor: Terredora
Origem: Pietra de Fusi, Campania, Itália
Visual: Cor rubi intensa
Olfato: Bouquet rico em sensações, que vai mudando à medida que o vinho “respira”. Pude identificar notas de eucalipto, café, frutas frescas vermelhas, canela, baunilha, floral, casca de limão, caramelo e noz moscada.
Paladar: Muito elegante, com taninos macios e excelente de qualidade. Um vinho com final largo e sabor muito agradável, repetindo as sensações do aroma.
Outras considerações: Elaborado com uvas da variedade Aglianico, o vinho maturou em carvalho por 14 meses e descansou em garrafa por mais dois anos. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 281 (Importado pela Cantu. No Recife, no showroom da marca, na Ceasa: (81)3252.1965)