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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Olinda recebe Mercado de Vinhos



O Mercado de Vinhos, evento itinerante com degustações e vendas de vinhos a preços promocionais, escolheu a cidade de Olinda para realizar a sua segunda edição. A iniciativa acontece no dia 09/06/18 (sábado), em dois horários: das 13h às 16h30 e das 17h30 às 21h. O local escolhido tem experiência de mais de 40 anos no ramo da gastronomia e, atualmente, vem se firmando como uma das referências em vendas de vinhos em Olinda, Recife e Região Metropolitana. Trata-se do Empório Tia Dulce, uma ampla casa com ambiente agradável, totalmente climatizado e de fácil acesso, no Bairro do Carmo.

Serão cerca de 100 rótulos para degustação. Também haverá venda de produtos a preços abaixo da tabela: uma ótima oportunidade para comprar o presente de Dia dos Namorados e ainda os vinhos para comemorar a Copa do Mundo e o São João.

O evento contará, ainda, com uma estrutura coberta na área externa, onde o Empório Tia Dulce irá preparar uma "paellada" e outras delícias para quem quiser ‘beliscar’ algo enquanto degusta os seus vinhos.

INGRESSOS – Além das degustações e acesso a produtos com preços promocionais, o ingresso dá direito a uma taça que o visitante pode levar para casa. Outra novidade desta edição é que o ingresso inclui um voucher no valor de R$ 40 para a compra de vinhos no evento.

O ingresso promocional (1º lote) custa R$ 80 (dos quais R$ 40 podem ser revertidos na compra em vinhos no local). O 2º e o 3º lotes custarão R$ 90 e R$ 100, respectivamente, também com reversão de R$ 40 para a compra de vinhos no evento. Vagas limitadas.


Mercado de Vinhos Edição Olinda
Quando: 09/06/18 (sábado)
Horários: 13h às 16h30 e 17h30 às 21h
Onde: Empório Tia Dulce, R. do Sol, 487 - Carmo, Olinda.
Informações e ingressos: www.mercadovinhos.com.br

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Tradicional degustação da Adega Alentejana chega ao Recife nesta sexta


Nesta sexta-feira (20/04), o Recife receberá a 10ª edição do Passeio Enogastronômico da importadora Adega Alentejana. O road show, que este ano tem etapas em 11 cidades brasileiras, conta com a participação de quase 25 produtores de vinhos do Chile, Espanha, Itália e Portugal.

O evento acontecerá no Hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, das 16h às 20h30, onde o público poderá degustar mais de 120 vinhos e conversar com representantes de grandes vinícolas das regiões do Douro, Dão, Tejo, Lisboa, Alentejo, Toro, Rueda, Ribera del Duero e Rioja.

Além dos vinhos, será possível também provar geleias portuguesas.

Confira a lista dos expositores*:

ESPANHA:
Vetus
Villacreces
Izadi

ITÁLIA:
Cantina Birgi
Colle Petrito

CHILE:
Casa Millaman

PORTUGAL:
Quanta Terra
Quinta do Noval
Quinta de la Rosa
Lavradores de Feitoria
Poeira
Wine & Soul
Vallegre (Porto Ceremony)
Quinta de Chocapalha
Quinta da Alorna
Adega de Silgueiros
Adega de Borba
Cortes de Cima
Fundação Eugénio de Almeida
Tapada do Chaves
Monte do Pintor
Monte dos Cabaços
Mouchão
Paulo Laureano VInus
Roquevale
Tapada do Fidalgo
Tiago Cabaço Wines
Quinta de Jugais (geleias)

Este ano, toda a renda adquirida com o evento será doada para instituições de caridade locais. No caso do Recife, a entidade beneficiada será a Associação Projeto Casa da Criança.

INGRESSOS - O ingresso individual custa R$ 130 (antecipado) e R$ 150 (no dia do evento). No Recife, as vendas antecipadas estão sendo realizadas nos seguintes estabelecimentos: RM Express, Ingá Vinhos (Boa Viagem), Casa Bebidas, DOC e DLP.

Mais informações: (81) 98889-3609.

*A lista dos produtores pode ser alterada sem aviso prévio

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Conheça os vinhos vencedores na 16ª edição do Concurso Mundial de Bruxelas By Brasil

Foram divulgados ontem (05) à noite, durante o Salão Internacional de Bebidas, no RioMar Shopping, no Recife, os resultados da 16ª edição do Concurso Mundial de Bruxelas By Brasil, no qual tive o prazer de ser jurada. As degustações ocorreram durante três dias, onde foram avaliadas amostras brasileiras de vinhos e destilados.


Somente a minha mesa de degustação, composta por cinco profissionais, degustou um total de 106 amostras, entre espumantes e vinhos tranquilos. Entre os avaliadores deste grupo estavam eu, Alex Ordenes (único sommelier Conseil da América Latina e diretor da Winechef), Didu Russo (colaborador das revistas 29 Horas e Fecomércio, do Jornal Vinho & Cia, e do Corriere Vinicolo de Milão), Carlos Lima (diretor-executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça - Ibrac) e Giuliano Elias Pereira (engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Uva e Vinho).


O padrão das amostra enviadas me pareceu bem regular, de boa qualidade, aparecendo algumas surpresas de regiões produtoras não tão tradicionais no país. Os degustadores de destilados comentaram o alto nível das amostras, principalmente das cachaças.


Mas como o assunto aqui é vinho, confira os resultados da categoria:


quarta-feira, 7 de março de 2018

Mercado de Vinhos traz degustação e vinhos promocionais para a Páscoa no Recife


O Recife vai receber, no domingo que antecede a Páscoa (25/03), a primeira edição de uma iniciativa inovadora na cidade. Trata-se do Mercado de Vinhos, um evento onde os visitantes poderão provar vinhos de diversas nacionalidades e comprá-los a preços promocionais para o feriado da Semana Santa ou para abastecer as suas adegas.

A edição de Páscoa do Mercado de Vinhos acontecerá das 11h às 18h, na Casa Viva!, no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife. A proposta é de um ambiente despojado e food trucks para quem quiser “beliscar” algo enquanto prova o seus vinhos.

A intenção é que o evento aconteça sempre em lugares diferentes e antes de datas comemorativas nas quais o consumo de vinhos costuma aumentar, tais como Páscoa, São João e festas de final de ano.

INGRESSOS - O ingresso inclui uma taça (que o visitante pode levar para casa), degustação de todos os vinhos em exposição que custam até R$ 100 e também um voucher para provar quatro vinhos acima dessa faixa de preço. Além disso, todos os vinhos estarão com preços abaixo da tabela durante o evento. O ingresso individual custa R$ 50 (primeiro lote) e R$ 60 (segundo lote). Vendas através do site www.mercadovinhos.com.br.

MERCADO DE VINHOS | EDIÇÃO PÁSCOA
Quando: 25/03/18 (domingo)
Horário: 11h às 18h
Onde: Casa Viva! R. Major Joaquim Cavalcante, 87, Parnamirim
Ingressos: www.mercadovinhos.com.br

terça-feira, 9 de maio de 2017

Principal Road Show de vinhos do país chega pela primeira vez ao Recife

Recife vai receber, pela primeira vez, um dos principais eventos de vinhos do Brasil. Trata-se do Encontro de Vinhos, um road show que, desde 2009, já percorreu cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Belo Horizonte e São José dos Campos, entre outras, chegando à capital pernambucana no próximo dia 20 de maio, no hotel Courtyard by Marriott, em Boa Viagem.


No evento, o público poderá provar vinhos nacionais e estrangeiros de expositores vindos diretamente de São Paulo e também de distribuidoras e importadores locais. Durante a feira haverá venda de rótulos a preços promocionais, música e comidinhas num clima descontraído, mesclando diversão e aprendizado.

Um dos pontos altos do Encontro de Vinhos é o Top 5, onde uma série de rótulos da exposição na feira são avaliados por especialistas, que escolherão os cinco melhores entre eles. O resultado é divulgado durante o evento, dando a oportunidade de os visitantes poderem prová-los e tirarem suas próprias conclusões.


Entre alguns expositores já confirmados estão:

  • World Wine
  • Jobtotal Importadora
  • Casa Perini
  • Familia Cassone
  • Eno Cultura
  • Importadora Trinacria
  • La Pastina
  • P&F Wineries
  • Licínio Dias Importação
  • Grupo RM | LVMH
  • Campo da Serra Queijos Especiais

Novas marcas ainda deverão se juntar ao evento, proporcionando uma degustação de pelo menos 200 rótulos de diferentes nacionalidades. O evento é voltado tanto para apreciadores da bebida, quanto profissionais do ramo.

Os ingressos para o evento custam R$ 60 e já estão à venda no site: 
www.encontrodevinhos.com.br . Entradas limitadas.

SERVIÇO:
Encontro de Vinhos Recife 2017
Quando: 20 de maio de 2017 (sábado)
Horário: 14h às 22h
Onde: Hotel Courtyard by Marriott [Av. Eng. Domingos Ferreira, 4661 - Boa Viagem]
Ingressos: R$ 60, à venda no site www.encontrodevinhos.com.br/

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A riqueza aromática do vinho



Cada vinho tem um aroma, e cada aroma possui uma peculiaridade de cada uva, cada rótulo. Assim, cada vinho de determinada uva tem algo em comum, mas cada um deles é bem particular, o que varia de acordo com o corte, fermentação, passagem em carvalho, maturação, terroir, etc.

Em geral muitas pessoas acham complicado identificar estes aromas. Mas com o treino, aos poucos é possível reconhecer e entender. É importante compreender que o vinho é um composto de aromas. Saber apreciá-lo facilita identificar os de sua preferência. Se ele tem aroma de chocolate ou mel ou especiarias, não significa que estes elementos tenham sido colocados dentro do vinho. Tudo é uma questão de química! E muito do que achamos que vem do paladar, na verdade vem da riqueza do aroma. Podemos classificar os aromas do vinho como primário, secundário e terciário, que dependem, respectivamente, das uvas, da fermentação e do envelhecimento.

O aroma primário é aquele que você sente assim que é colocado na taça. E , como já falamos, varia de acordo com o tipo de uva (variedade, cepa ou casta) com a qual o rótulo foi feito. Segundo o enólogo e gerente de produção da Famiglia Zanlorenzi, Ricardo Morari, “vinhos elaborados com uvas moscatéis, por exemplo, lembram as uvas que lhes deram origem. Estes aromas nos dão a sensação de ‘doces’ e lembram uva de mesa”, explica. Ele completa que, em vinhos produzidos a partir da mesma casta, observa-se semelhança aromática. “Entretanto, a região de procedência, o clima, o tipo de solo e a forma de condução agronômica do vinhedo tem muita influência no processo (natural) da vinificação e na formação dos aromas, por isso apenas falamos de semelhança entre vinhos do mesmo varietal”, ensina.

Depois que se gira a taça, esta libera outros aromas. Este é o que chamamos de aroma secundário, que são os que se desenvolvem durante o processo de vinificação. Enquanto as leveduras atuam sobre os açúcares da fruta, que se transformam em álcool, diversas reações químicas (naturais, de novo) ocorrem no mosto e, dependendo do ambiente em que a fermentação ocorre agregam (ou não) aromas diferentes que se juntarão aos primários e poderão ser identificado na hora da degustação. É preciso entender que nem todos os vinhos apresentam este tipo de aroma. Os mais jovens, fermentados em tanques de aço inox, por exemplo, dificilmente desenvolvem aroma secundário.

Por fim, vem o aroma terciário, também conhecido por bouquet, que é o mais complexo. Esta classe de aroma se desenvolve após a fermentação, quando o vinho afina, geralmente em barris de madeira. Em seguida, o vinho é engarrafado e no ambiente redutivo (com pouco ou nenhum contato com o oxigênio ) da garrafa, estes aromas se aprimoram e se expandem até o momento sublime da degustação, quando percebemos a grande riqueza aromática de certos tintos, onde a sobreposição dos aromas primários, secundários e terciários formam o bouquet do vinho.


Se o vinho é floral, terá aroma de rosa, violeta, jasmim, etc. Já nos frutados é possível perceber o aroma de cereja, morango, ameixa e pêssego entre outros. Quando dizemos que tem cheiro de especiarias, é possível perceber pimenta-do-reino, cravo, canela, noz-moscada, e assim por diante. Cada tipo de uva libera um aroma de elementos diferentes.

Há quem coloque estes ingredientes dentro de taças e faça os degustadores terem  o prazer sensorial de perceber os aromas diretamente da fonte, assim fica mais fácil aprender e identificar cada vinho. Vale aprender, testar e degustar. Com certeza será uma grande experiência!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Clube W comemora seis anos com degustação online



Alguns de vocês já devem ter lido por aqui sobre degustações online promovidas pelo Winebar. A wine.com.br também resolveu embarcar na experiência e vai realizar, na próxima quarta-feira (23) uma ação semelhante para comemorar os seis anos do seu Clube W, clube de vinhos onde o assinante recebe mensalmente em sua casa diferentes seleções da bebida.

A degustação será conduzida pelo CEO da empresa, Rogerio Salume, junto com o Winehunter Vicente Jorge.  Eles vão abrir um vinho de cada seleção do Clube W de março (One, Classic, Premium, Fresh e Espumantes) e o público poderá enviar perguntas e comentários que serão respondidos ao vivo pelos dois ou pelos agentes de serviço e relacionamento Wine.

A proposta é que o assinante confira qual rótulo da sua modalidade do ClubeW será degustado, separe a sua garrafa e a sua taça e deguste, ao vivo, junto com assinantes de todo o Brasil.

Os vinhos abertos na ocasião serão os seguintes:

- ClubeW One: Corello Primitivo di Puglia IGT 2014
- ClubeW Classic: Ventisquero V9 Gran Reserva D.O. Valle de Maipo 2013
- ClubeW Premium: Reclos de La Couronne 2012
- ClubeW Espumantes: Fantinel The Independent Rosè Brut 2014
- ClubeW Fresh: Las Torres Reserva Gewürztraminer 2015
- Indicação do Winehunter: Goulart W Malbec DOC 2013

A degustação online começa às 21h. Para participar, é só entrar no endereço: www.wine.com.br/clubew6anos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Vinhos argentinos invadem São Paulo numa grande ação promovida pela Wines of Argentina


A cidade de São Paulo foi escolhida no Brasil para sediar o evento Argentina Tasting Experience 2015, no próximo dia 30 de setembro. Trata-se de uma iniciativa da instituição da Wines of Argentina para apresentar alguns dos melhores vinhos daquele país. O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os rótulos premiados no último Argentina Wine Awards (AWA), competição mais importante para o vinho argentino.

O Argentina Tasting Experience 2015 acontecerá a partir das 16h30, no Hotel 115, na Vila Madalena, onde os participantes também poderão assistir a várias palestras ministradas por renomados enólogos e especialistas, como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.

Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Também haverá o "BAR AWA" com degustação dos 22 vinhos premiados com medalha de ouro e prata no AWA 2015.

Haverá ainda um espaço central e social, mais “lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um coquetel exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço com cabine de fotos para aqueles que desejarem ser clicados.

As inscrições para o evento podem ser feitas clicando aqui.

Confira as vinícolas argentinas participantes:

Andeluna Cellars
Bodega Argento
Bodega Atamisque
Bodega del Fin del Mundo - Patagonia Argentina
Bodega Riglos
Bodega Septima
Bodegas Salentein
Casa Bianchi
Casarena
Doña Paula
El Esteco
Familia Zuccardi
Finca Sophenia
Kaiken
Lagarde
Mascota Vineyards
Nieto Senetiner
Norton
Pascual Toso
Proemio Wines
Riccitelli Wines
Terrazas de los Andes
Trapiche
Vinorum

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Salentein Reserve Malbec 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Salentein.
Origem: Vale de Uco, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta de média intensidade.
Olfato: Floral, com notas de violeta, também apresenta toques de ameixa, canela, baunilha, noz moscada, melaço e chá. Uma gama aromática muito interessante e agradável.
Paladar: Médio corpo, boa acidez e taninos macios. O sabor traz de volta as sensações sentidas no nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, plantadas a cerca de 177 metros de altitude, maturou em barricas de carvalho por 12 meses. Tem 14% de álcool. Tem potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 75 (Importado pela Zahil).

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Bom bonito e barato: Aves del Sur Merlot 2014

Quem me conhece sabe que eu adoro descobrir pechinchas. É certo que na maioria das vezes eu me dou mal, mas de vez em quando encontro uns achados como este aqui. Trata-se de um vinho simples, sem muita complexidade, mas que é macio, agradável e equilibrado. Uma ótima pedida para o dia a dia e para aqueles que estão iniciando no mundo dos vinhos. Além do mais, o rótulo é lindo.


Tipo: Tinto.
Produtor: Carta Vieja.
Origem: Vale do Maule, Chile.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Aroma frutado, que remete a ameixa, cereja, canela e um leve toque de melaço.
Paladar: Apresenta corpo médio e taninos adocicados. Um vinho macio e fácil de tomar, que traz para o sabor as mesmas sensações do nariz. Final médio.
Outras considerações: Elaborado com uvas Merlot, tem 13% de álcool. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 21,90 (Em promoção no Pão de Açúcar)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Jorge Rosas comanda degustação dos vinhos Ramos Pinto no Recife


O enólogo da vinícola portuguesa Ramos Pinto, Jorge Rosas, vai estar no Recife no próximo dia 22, onde comandará degustação e jantar no restaurante Azú, no Cabanga Iate Clube.

O evento é aberto ao público interessado, com inscrições no valor de R$ 190 por pessoa. Na ocasião, serão degustados seis rótulos, todos elaborados na região do Douro. A iniciativa é da LD Importação.

Informações e reservas: (81) 9128-7894 | 8938.4325.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Conde Francesco Cinzano comanda degustação no Recife


O conde suíço de linhagem italiana Francesco Cinzano é um homem de negócios que produz vinhos premiados e que aposta no potencial da América Latina. Ele vai estar no Recife no próximo dia 07, onde comandará uma degustação dos vinhos Reserva di Caliboro e Tenuta Col d’Orcia, na Casa dos Frios do Bairro das Graças.

O evento é uma parceria entre Casa dos Frios, Licínio Dias (LD) Importação, Grupo Franco-Suissa e as duas vinícolas, localizadas no Vale do Maule (Chile) e na região de Montalcino (Toscana, Itália).

Durante a degustação, serão provados rótulos como os premiados Erasmo 2007 (eleito melhor vinho chileno 2012 pelo Guia Descorchados, com 95 pontos) e o Col d’Orcia Brunello di Montalcino 2006 (93 pontos pela Wine Spectator). Ainda estão na lista o Erasmo Barbera-Garnacha 2013, Erasmo 2006, Erasmo 2009 e Col d'Orcia Rosso di Montalcino 2009.

A apresentação ainda contará com jantar assinado pelo chef Jeff Colas (Maison do Bonfim).

As inscrições custam para o evento custam R$ 150 e podem ser feitas nas lojas da Casa dos Frios (Graças e Boa Viagem) e no Wine Bar do Shopping RioMar. As vagas são limitadas.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

É hora de harmonizar vinho e fondue de queijo


Nem precisa as águas de março fecharem o verão para os brasileiros “se jogarem” em pratos típicos de climas mais frios, como é o caso da fondue. Essa iguaria de origem suíça é sinônimo de sucesso em qualquer lugar do mundo. E aqui não poderia ser diferente. Mas você sabe quais vinhos combinam melhor com ela?

A fondue originalmente é aquela feita à base de queijo. Para o seu preparo, utilizam-se as variedades Gruyère e Emmental acrescentando-se noz moscada e alho, além de vinho branco e kirsch (bebida fermentada de cereja). A pasta final é acondicionada em um réchaud (panela que pode ser aquecida na própria mesa). Degustá-la é um verdadeiro ritual, onde os comensais espetam pedaços de pão e passam generosamente na mistura fumegante de queijos.

A receita pode ser preparada em casa ou comprada já pronta, em embalagens à vácuo. Nas lojas de produtos gourmet é fácil encontrar o produto, inclusive de origem suíça. Existem algumas marcas brasileiras que também disponibilizam a pasta, porém dê preferência as que utilizam queijos de qualidade, se possível o próprio Gruyère ou Emmental.

HARMONIZANDO - O sabor da fondue de queijo pode ser potencializado pelo vinho correto. Preferencialmente, o prato pede vinhos brancos com boa acidez - elemento fundamental para enfrentar a gordura dos queijos. Os rótulos elaborados no Novo Mundo com a uva Chardonnay normalmente caem muito bem. Se conseguir, experimente também com brancos alemães secos feitos com a variedade Riesling.

Mas a fondue de queijo também pode ser harmonizada com vinhos tintos, desde que estes sejam simples, leves e também com boa acidez. Invista nos feitos com as variedades Pinot Noir, Merlot ou em um Valpolicella (italiano do Vêneto). Rosés mais encorpados também são permitidos.

Um brinde e bom apetite!

No Recife, indico a fondue da marca Campo da Serra (www.campodaserra.com.br)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Malbec World Day: Ranking dos melhores Malbecs que tomei no ultimo ano

Hoje, 17/04, comemora-se o Malbec World Day. Em um post anterior expliquei o motivo da homenagem a esta uva francesa que hoje é símbolo dos vinhos argentinos. Para celebrar a data, resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei no último ano e disponibilizar aqui para vocês. Ressaltando os vinhos da relação têm pelo menos 90% da variedade Malbec em sua composição.

Caso você queira abrir um hoje para comemorar, escolha um desses aí abaixo. Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.

Confira o ranking:
  • Kaiken Ultra Malbec 2010 | Excelente/Excepcional

  • Alto Uxmal Alternative Style Malbec | Excelente
  • Nosotros Malbec 2009 | Excelente
  • Nosotros Sofita 2010 | Excelente
  • Rutini Encuentro Malbec 2010 | Excelente
  • Humberto Canale Íntimo Cabernet Sauvignon 2009 | Excelente
  • DV Catena Malbec-Malbec 2010 | Excelente
  • Fond de Cave Malbec 2013 | Excelente
  • Lurton Malbec Reserva 2008 | Excelente

  • Felino Malbec 2012 | Muito Bom/Excelente
  • Altos las Hormigas 2013 | Muito Bom/Excelente

  • Goulart M The Marshall Reserva Malbec Single Vineyard 2011 | Bom/Muito Bom.
  • Navarro Correas Colección Privada Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
  • Norton D.O.C. Malbec 2011 | Bom/Muito Bom
  • Reserva del Fin Del Mundo Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
  • Zuccardi Serie A Malbec 2012 | Bom/Muito Bom

  • Alta Vista Premium Malbec 2013 | Muito Bom
  • Finca La Celia Reserva Malbec 2007 | Muito Bom
  • Kaiken Rosé 2012 | Muito Bom
  • BenMarco Malbec 2013 | Muito Bom
  • Fabre Montmayou Reserva Malbec 2011 | Muito bom
  • Alamos Malbec 2013 | Muito Bom
  • Alta Vista Malbec Rosé 2012 | Muito Bom

  • Sinfonia Selected Vineyards Malbec 2013 | Bom
  • Génesis Malbec 2012 | Bom
  • Altas Cumbres Malbec 2012 | Bom
  • Trapiche Reserva Malbec 2011 | Bom

  • Alta Vista Classic Malbec 2012 | Boa Compra
  • Trivento Tribu Malbec 2012 | Boa Compra

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Confira os destaques da feira de vinhos brasileiros realizada no Recife


Participei ontem (15) de uma feira de vinhos nacionais no Recife, promovida pela Casa dos Frios. Estiveram representados os produtores Casa Valduga, Rio Sol, Chandon, Miolo e Don Guerino, que apresentaram cerca de 40 diferentes rótulos aos participantes, incluindo espumantes, rosés, brancos e tintos.

A iniciativa fez parte do “Festival Sou Brasileiro, Sou do Mundo”, e contou ainda com workshop ministrado pelo chef César Santos. O evento aconteceu na Casa dos Frios do Bairro das Graças.


Já conhecia boa parte dos rótulos que compuseram a mostra, mas pude descobrir algumas novidades e provar safras diferentes de vinhos que já havia degustado em outras ocasiões. No final das contas o saldo foi positivo, pois fica cada vez mais evidente evolução dos vinhos brasileiros.

Fiquei feliz também pela receptividade do público com os vinhos do Vale do São Francisco, que foram bastante procurados e elogiados na feira.


Entre os vinhos presentes no evento (lembrando que não cheguei a degustar todas as amostras da feira), para mim merecem destaque os seguintes:

  • Miolo Reserva Pinot Grigio 2014: Muito Bom | R$ 34,90
  • Miolo Millesime Brut 2011: Excelente | R$ 82,90
  • Testardi Syrah 2013: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda) | R$ 84,90
  • Miolo Merlot Terroir 2012: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda) | R$ 99,90
  • Don Guerino Sinais Cabernet Sauvignon 2014: Boa Compra | R$ 27,90
  • Don Guerino Reserva Merlot 2013: Bom | R$ 41,50
  • Don Guerino Brut Rosé: Muito Bom | R$ 38,90
  • Casa Valduga Leopoldina Gran Chardonnay 2013: Excelente | R$ 74,90
  • Casa Valduga Raízes Premium Cabernet Franc 2011: Muito Bom | R$ 53,80

  • Casa Valduga Villa Lobos 2008: Excelente (melhora com a guarda) | R$ 105,90
  • Rio Sol Tempranillo 2013: Boa Compra | R$ 17,90
  • Rio Sol Reserva 2012: Boa Compra | R$ 30,80
  • Rio Sol Paralelo 8: Muito Bom | R$ 57,90
  • Chandon Excellence Brut: Muito Bom/Excelente | R$ 109,90
  • Chandon Réserve Brut: Muito Bom | R$ 59,90
  • Chandon Passion: Bom | R$ 68,90

* Os vinhos estão à venda nas lojas Casa dos Frios (Graças, Boa Viagem e Wine Bar do Shopping RioMar). Preços promocionais até o final de abril.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Degustação dos vinhos da Bodega Norton


Há quatro anos estive na bodega argentina Norton, em Mendoza, na Argentina, que me encantou tanto por sua grandiosidade como também por ser um local bastante acolhedor para se visitar. Ontem (13), tive o prazer de encontrar a diretora de exportação da marca para a América do Sul, Judith Bernal, numa degustação promovida pela importadora Winebrands e pela distribuidora RM, no Recife.

Na ocasião, pude conhecer rótulos que ainda não havia provado e saber algumas novidades da vinícola, que hoje tem o Brasil como seu 4º principal mercado. De lá para cá, o enólogo chefe da Norton, Jorge Riccitelli, foi eleito enólogo do ano pela Wine Enthusiast e esta mesma publicação classificou o Norton Reserva Malbec 2010 entre os 100 melhores vinhos do mundo.

Este ano, a Norton está completando 120 anos. É a bodega mais antiga em operação ao sul de Mendoza. Fundada pelo engenheiro inglês Edmund James Palmer Norton, foi comprada em 1989 pelo empresário austríaco Gernot Langes-Swarovski (o mesmo dos famosos cristais).

Confira a minha opinião sobre os vinhos degustados:

Norton Cosecha Especial Brut Rosé


Elaborado pelo método charmat (fermentação em tanques de inox) com as variedades Chardonnay (50%) e Pinot Noir (50%) é um espumante de bonita coloração cereja, borbulhas finas e de boa intensidade. Seu aroma é delicado, com notas de frutas vermelhas silvestres, como framboesa e morango. Paladar leve, cremoso e refrescante. Doçura equilibrada com a boa acidez. O sabor é frutado, semelhante às impressões do nariz. Tem 12% de álcool.

Classificação: Bom
Preço: R$ 55,90

Norton Roble Pinot Noir 2011


Esta linha da Norton em alguns países chama-se Barrel Select. Este Pinot Noir tem uvas cultivadas, segundo Judith Bernal, em uma área mais fria e de maior altitude do Vale de Uco. Mesmo assim, é um vinho bem “temperado”, diferente dos Pinot Noir de climas mais amenos. Sua coloração é rubi um pouco mais fechada para este tipo de uva, porém ainda de pouca profundidade. No nariz percebem-se notas florais, de azeitonas pretas, baunilha e canela. Paladar de corpo leve e equilibrado. Surgem notas de chocolate, além das mesmas sensações do olfato. Parte do vinho (50%) maturou 12 meses em carvalho francês novo e usado. Tem 14,5% de álcool. Aconselha-se deixar “respirar” na taça para que mostre as suas melhores características.

Classificação: Bom
Preço: R$ 35,50

Norton D.O.C. Malbec 2011


Na Argentina, somente sete vinícolas estão autorizadas a utilizar a sigla DOC (Denominação de Origem Controlada) em vinhos feitos com a uva Malbec. Este é um deles. Sem dúvida, o vinho da Norton mais conhecido no Brasil. Elaborado em Lujan de Cuyo com 100% de uvas Malbec, ele estagiou parcialmente (50%) em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso. Sua cor é violácea brilhante e o intenso aroma traz toques de café, ameixa, eucalipto e caramelo. Encorpado, seu paladar envolve sabores de especiarias, café e fruta madura, junto com um toque tostado. Tem graduação alcoólica de 14%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Preço: R$ 38,90

Norton Reserva Syrah 2009


Para mostrar que a Norton vai além do Malbec, Judith mostrou mais um tinto feito com outra uva. Desta vez um Syrah. Sua cor é um rubi intenso e o aroma aponta uma boa gama de sensações, com notas tostadas, de morango, ameixa, cravo, noz moscada e pimenta do reino. Deve-se deixar o vinho respirar, pois ataque inicial é bastante alcoólico. Esta sensação melhora bastante com a aeração. Na boca o corpo é médio e bem especiado. Apresenta boa acidez e final prolongado, repetindo no sabor as características do olfato. Tem 14,5% de álcool e maturou 12 meses em carvalho francês e envelheceu mais 12 meses em garrafa.

Classificação: Muito Bom.
Preço: R$ 62,95

Norton Cosecha Tardía Espumante


Elaborado 100% com a variedade Chardonnay colhida supermadura, é um espumante com a proposta de ser doce, mas que apresenta esta característica na medida certa, sem ser enjoativo, talvez pela sua excelente acidez no paladar. O aroma traz notas principalmente de maçã verde e um pouco de pêssego, formando um delicado conjunto. É produzido através do método Charmat (com fermentação em tanques de inox) e tem 12% de graduação alcoólica.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Preço: R$ 42,90.

*No Recife, os vinhos da Norton podem ser encontrados nas lojas RM Express. Zona Norte [Santo Amaro] - (81) 3036.0500 | Zona Sul [Boa Viagem] - (81) 3032.8200.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Petrus e Cheval Blanc: dois mitos na taça numa mesma noite

No último me de setembro, três casais apreciadores de vinhos resolveram tirar da adega o que tinham de melhor para uma degustação, digamos assim, Premium. Eu havia adquirido já algum tempo um Château Cheval Blanc 2001 e esta era a ocasião para prová-lo. Amanda tinha um Château Petrus 2007. E ainda de quebra, levou um Tokaji Aszú Eszencia Andrássy. Ângela nos presenteou com Viña Ardanza 2001, safra considerada excepcional deste tinto espanhol riojano que já não está mais no mercado. E ainda vieram um Guado al Tasso 2008, produzido por Antinori na região de Bolgheri, Itália, e um delicioso Chardonnay chileno Amayna 2010, que serviu para “abrir os caminhos”.


Mas a expectativa estava para os dois ícones da noite. O Cheval Blanc, considerado um dos melhores vinhos do mundo, está na classificação mais alta da região de Saint Emilion, em Bordeaux: Premier Grand Cru Classé "A". Posição ocupada apenas por ele e pelo Chatêau Ausone. Já o Petrus é um dos vinhos mais renomados e desejados pelos enófilos de todo o planeta. Produzido na região de Pomerol, em Bordeaux, não tem classificação oficial de “Grand Cru”, mas ganhou respeito pela sua excepcional qualidade e hoje é um dos vinhos mais caros encontrados no mercado.

Apesar de considerados jovens (esses vinhos têm capacidade de envelhecer por décadas), ambos se apresentaram extraordinários na taça, estando o Cheval Blanc ainda mais pronto para beber. Confira as minhas impressões sobre os dois mitos:

Château Cheval Blanc 2001


Elaborado na região de Saint Emilion, Bordeaux, França. Nesta safra, tem em sua composição as uvas Merlot (55%) e Cabernet Franc (45%). A aparência revelou uma cor rubi escura, com bordas violeta, ainda denotando alguma jovialidade. O aroma muito diversificado. Encontrei notas de frutas vermelhas frescas e frutas negras, pimenta do reino, cravo, tostado, café, grão de mostarda e alguns aromas terciários, como couro. É um vinho de corpo leve, extremamente equilibrado e de final prolongado. O sabor reflete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Excepcional (ainda evolui com a guarda).
Média de preço no mercado brasileiro: R$ 2.500 a 3 mil.

Château Petrus 2007


Elaborado com uvas Merlot e Cabernet Franc, na região de Pomerol, em Bordeaux, França. Mostrou uma coloração rubi violácea e aromas interessantes de frutas vermelhas frescas, floral e especiarias diversas. Paladar apimentado, seco, com ótimo frescor e persistência. Traz novamente o frutado e mostra ainda algumas notas de café. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional (em alguns anos vai tornar-se excepcional).
Média de preço no mercado brasileiro: R$ 12 a 15 mil.

Agradeço a todos que participaram pela bela oportunidade e pela troca de experiências. Foi realmente uma noite para não sair da memória!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

As seleções de vinhos do apresentador Galvão Bueno

Já havia tido a oportunidade de provar alguns vinhos do projeto Bella Vista Estate, sociedade entre o narrador esportivo Galvão Bueno e o grupo Miolo. Exemplares como o Bueno Cuvée Prestige Brut e o Bueno Paralelo 31 2008 me surpreenderam, mesmo sendo naquela época recém-lançados no mercado. Além dos vinhos produzidos no Brasil, hoje o projeto conta com rótulos elaborados na Itália, sob a supervisão do enólogo Roberto Cipresso.

Semana passada, voltei a provar rótulos da marca Bueno em mais uma degustação ao vivo do Winebar, prova de vinhos que une virtualmente jornalistas e enoblogueiros de todo o Brasil. Desta vez, o convidado foi o próprio Roberto Cipresso (à direita na foto), que conduziu a degustação comandada pelos colegas Daniel Perches (à esquerda na foto) e Alexandre Frias.


Confira a minha opinião sobre os rótulos degustados:

Bueno Paralelo 31 2011

Elaborado na Campanha Gaúcha, Brasil, com as variedades tintas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, o vinho apresentou cor violácea profunda e aromas que remetem a frutas maduras, eucalipto e especiarias. O álcool ainda está aparente, mas melhora com a aeração. Paladar de boa acidez e taninos em equilíbrio. Fresco, longo e maduro. O sabor repete as sensações do nariz. Madeira integrada ao conjunto. Seu amadurecimento foi de 12 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 89


Bueno La Valletta Sangiovese 2011

Este tinto vem da região da Toscana, na Itália, onde é elaborado 100% com a uva Sangiovese. Sua cor é rubi clara e brilhante. No nariz sentem-se notas de alcaçuz, especiarias e frutas maduras. No paladar aparecem taninos de qualidade e sabores que trazem novamente a fruta madura, além de toques de café e chocolate. Final prolongado. O vinho maturou em barricas de carvalho francês de segundo uso por 14 meses.

Classificação: Muito Bom (melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 175

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dois espumantes brasileiros que dão praia

No último final de semana levei para a praia dois espumantes da vinícola gaúcha Dunamis que eu ainda não havia provado. E acertei em cheio. Ambos são leves, frescos e muito agradáveis. Um deles, o Dunamis Ar Brut Rosé, é lançamento no mercado. Ambos fazem parte da linha Elementos, que também inclui um espumante Moscatel.

Confira a avaliação:

Dunamis Ar Brut



Tipo: Espumante.
Produtor: Dunamis.
Origem: Dom Pedrito (RS), Brasil
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados. Exibe bolhas finas, persistentes e uma duradoura coroa de espuma.
Olfato: Lembra frutas brancas, como pêra e maçã, além de leves notas florais.
Paladar: Boa acidez, leve doçura.
Outras considerações: Elaborado através do método Charmat (com fermentação em tanques de inox), tem em sua composição apenas a uva Chardonnay. Sua graduação alcoólica é de 11,5%. Um espumante leve, refrescante e agradável de tomar. Acompanha bem os petiscos de praia.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 54,90 (www.loja.dunamisvinhos.com.br)

Dunamis Ar Brut Rosé


Tipo:
Espumante.
Produtor: Dunamis.
Origem: Dom Pedrito (RS), Brasil
Visual: Cor cereja. Bolhas finas e intensas.
Olfato: Rico em notas de frutas vermelhas silvestres, como morango e cereja.
Paladar: Acidez equilibrada, sabor frutado, final persistente.
Outras considerações: Na sua composição entram as uvas Malbec (50%) e Merlot (50%). O método de produção também é o Charmat (com fermentação em tanques de inox).  Delicado e fresco, vai bem sozinho ou acompanhando frutos do mar. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ R$ 54,90 (www.loja.dunamisvinhos.com.br)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Wine & Soul e Quinta do Passadouro: encantos do Douro na taça

Eleito enólogo do ano pela revista Wine de Portugal em 2008 e 2011, Jorge Serôdio Borges (foto) é referência mundial quando se fala em vinhos do Douro. Além de prestar consultoria para vários produtores da região, ele está à frente da Quinta do Passadouro e desenvolve o projeto pessoal Wine & Soul junto com sua esposa, Sandra Tavares, que também é enóloga. A convite da Adega Alentejana, almocei com ele na última quinta-feira e pude conhecer mais sobre o seu encantador trabalho.


WINE & SOUL - Tudo começou em 2001, quando Jorge e Sandra decidiram fazer o seu primeiro vinho juntos. Compraram um velho armazém de vinho do Porto e compraram de um produtor da região uvas de uva vinhas com mais de 70 anos. Em 2003, adquiriram estas mesmas terras, com uma área de 2,5 hectares e mais de 30 diferentes variedades plantadas. Em 2008, eles receberam como herança a Quinta da Manoella, propriedade que pertence à família de Jorge há mais de 200 anos, o que aumentou a área de plantio do projeto para 20 hectares.

O primeiro vinho produzido foi o notável Pintas, que recebeu este nome em homenagem ao cachorro de estimação do casal. Depois veio o branco Guru, o Pintas Character, o Manoella e o Quinta da Manoella Vinhas Velhas. Jorge e Sandra ainda produzem uma pequena quantidade de vinho do Porto e do excelente azeite extra Virgem Pintas.

QUINTA DO PASSADOURO – Em 1991, o empresário alemão Dieter Bohrmann decidiu comprar a antiga propriedade, datada do século 18, situada no vale do Rio Pinhão. Ele acreditava que ali, além do produzir vinhos do Porto, era também possível elaborar vinhos de qualidade premium. Para colocar em prática o projeto, convidou Jorge Serôdio Borges.

Bohrmann faleceu em 2011, mas sua filha continuou o trabalho, adquirindo posteriormente a Quinta do Síbio, no Vale do Roncão – área reconhecida pela vocação para vinhos do Porto. Em ambos os projetos eles mantêm a tradição da pisa a pé. A Quinta do Passadouro também produz pequenas quantidades de azeite.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados durante encontro, que aconteceu no tradicional restaurante Leite, no Recife:

Guru Branco 2012

Este branco chegou à mesa depois de ser decantado por meia hora. Segundo Jorge Serôdio, a aeração beneficia a bebida, que foi feita para envelhecer. Elaborado com as castas Códega do Larinho, Gouveio, Rabigato e Viosinho, cultivadas a 600 metros de altitude, o vinho estagiou seis meses em carvalho francês. Sua cor é amarelo palha com reflexos dourados. O aroma revela notas florais, de frutas brancas e um leve tostado. Paladar de excelente acidez, com características minerais e final prolongado, trazendo de volta as sensações do nariz. Apesar dos 12,5% de álcool é um vinho com boa presença de boca. Muito elegante.



Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 220
Onde encontrar: No Recife, no RM Express e Lacomex.

Passadouro Tinto 2011

Elaborado com as variedades Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e castas provenientes de vinhas velhas, o vinho apresenta coloração rubi com traços violáceos. No nariz surgem aromas de frutas vermelhas maduras, que se juntam a notas de caramelo, café, mentol e especiarias, compondo um interessante bouquet. Paladar fresco, de taninos sedosos e final persistente. O sabor remete às características do olfato. O vinho estagiou em barricas de carvalho francês por 16 meses. Apenas 30 mil garrafas foram produzidas nesta safra. A cada ano, o rótulo retrata um diferente animal da fauna local. Tem 14% de álcool.


Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 120
Onde encontrar: No Recife, no RM Express.

Pintas 2012

Sem dúvida, um dos melhores representantes do Douro. Produzido com mais de 30 uvas provenientes de vinhas com mais de 70 anos de idade, o vinho tem produção limitada de cinco a seis mil garrafas por safra. É elaborado com o método de pisa a pé e fermenta em lagares com controle de temperatura. Seu estágio foi de 18 meses em barris de carvalho especialmente fabricados em duas tanoarias francesas. Mostrou na taça uma coloração rubi violácea. O rico e envolvente aroma traz notas de ameixa fresca, eucalipto, café, baunilha, canela e outras especiarias. Na boca é marcado pelo equilíbrio entre os seus elegantes taninos e a boa acidez. Um vinho fresco, macio e de sabor muito prolongado. Tem 14,5% de álcool.


Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 440
Onde encontrar: No Recife, no RM Express e Lacomex.

Wine & Soul Tawny 10 anos

Segundo Jorge, este é um Porto que na verdade tem 15 anos. Não é filtrado e sua produção é apenas de 2.500 garrafas. Produzido com mais de 20 castas provenientes de vinhas com mais de 50 anos de idade. A coloração é granada e o aroma sugere notas de amêndoas, nozes, fruta-passa, café e caramelo, com um leve toque de especiarias, como anis estrelado. Boa doçura, equilibrada pela acidez presente. Untuoso e potente, porém com um conjunto elegante conferido pelas características do sabor. Tem 19,5% de álcool.


Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 205
Onde encontrar: No Recife, no RM Express e Lacomex.