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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salentein Portillo Pinot Noir 2015

A sugestão do tema de setembro da Confraria Brasileira de Enoblogs foi de uma boa opção de vinhos para se tomar na época de primavera. Escolhi um Pinot Noir do Novo Mundo, que normalmente são frutas, leves e fáceis de tomar, tal qual esse aí:


Origem: Vale do Uco (Mendoza, Argentina).
Produtor: Salentein.
Cor: Coloração clara, de cor rubi com tons violeta.
Olfato: Aromático, com notas de cereja, morango e canela.
Paladar: Leve, equilibrado e agradável, lembrando também frutas vermelhas. Final saboroso.
Outras considerações: Feito 100% com uvas Pinot Noir, sem maturação em madeira. A graduação alcoólica de 14% reflete o clima do local. Mas mesmo assim consegue manter leveza e ser um bom vinho para ser apreciado um pouco mais resfriado.

Média de preço: $$$ (R$ 60 a 100) – No Empório Tia Dulce
Classificação: ★★★☆ (Bom/Muito Bom)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Perdriel Vinos de Terroir Series Malbec 2104


Origem: Mendoza, Argentina.
Cor: Violeta intenso de média profundidade.
Olfato: Ameixa, amora, especiarias, leve baunilha e fumo.
Paladar: Médio corpo, equilibrado e harmonioso, com final de média a longa persistência. O sabor repete as características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec provenientes de vinhas com 50 a 80 anos, o vinho teve maturação de um ano em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso, mais dez meses de envelhecimento em garrafa. Tem 14,3% de álcool.

Faixa de preço: R$ 105, na importadora Winebrands (www.winebrands.com.br)
Classificação: Muito Bom.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dadá Art Wine 1 - 2014





Tipo: Tinto
Produtor: Finca Las Moras.
Origem: San Juan, Argentina.
Características: Este vinho faz parte de uma linha inspirada no Dadaísmo, movimento artístico que quis fugir dos padrões e questionar os dogmas do mundo da arte. A proposta da vinícola foi elaborar vinhos com aromas e sabores claros e determinados. Ou seja, cada rótulo possui um número que indica o estilo do vinho. O número 1, por exemplo, é marcado pela baunilha. No número 2 predominam as notas tostadas e o número 3 exprime frutas em compota e especiarias.

A bebida em questão apresentou na taça uma coloração rubi de média profundidade. O aroma realmente é marcado pela baunilha, mas também traz notas de alcaçuz, frutas vermelhas maduras canela e pimenta do reino. Na boca exibe médio corpo e bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor repete as sensações do nariz. Elaborado com as variedades Malbec e Bonarda, o vinho estagiou em barricas de carvalho americano de média tosta e tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 60 (comprado na Evino)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Doña Paula Estate Riesling 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Doña Paula.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Elegantes notas de flores, carambola, frutas cítricas e leve mineral.
Paladar: Delicado e fresco, de sabor compatível com as sensações do nariz. Acidez de média a elevada.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Riesling cultivadas no Vale do Uco, a 1.350 metros acima do nível do mar. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 65 a 75 (www.wine.com.br)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Kaiken Ultra Malbec 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta profunda.
Olfato: Muito rico, revela aromas tais como floral, alcaçuz, frutas vermelhas e negras maduras, chocolate, baunilha, cravo, canela e eucalipto.
Paladar: Encorpado e potente, mas ao mesmo tempo elegante, com taninos macios, acidez equilibrada e final prolongado. As mesmas características do nariz são sentidas no sabor.
Outras considerações: Para mim, este Malbec está entre os melhores da Argentina. O último que havia provado foi da safra de 2010. O desta safra continua com a mesma qualidade e sofisticação. Na sua composição tem 98% de Malbec e uma pequena porção (2%) de Cabernet Sauvignon. A maior parte (80%) do vinho maturou 12 meses em barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 112 (importado pela Vinci)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Altos del Plata Cabernet Sauvignon 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Terrazas de los Andes.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Fruta vermelha madura, café, pimentão, especiarias e caramelo.
Paladar: Médio corpo. O sabor traz de volta as sensações do nariz. Bom equilíbrio entre taninos e acidez.
Outras considerações: Um vinho simples e jovem, porém bastante agradável. Boa pedida para o dia a dia. Elaborado com uvas Cabernet Sauvignon cultivadas a 980 metros de altitude, o vinho amadureceu oito meses em barricas de carvalho. Tem 14% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 39 (www.wineinpack.com.br)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Vinhos argentinos invadem São Paulo numa grande ação promovida pela Wines of Argentina


A cidade de São Paulo foi escolhida no Brasil para sediar o evento Argentina Tasting Experience 2015, no próximo dia 30 de setembro. Trata-se de uma iniciativa da instituição da Wines of Argentina para apresentar alguns dos melhores vinhos daquele país. O evento contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os rótulos premiados no último Argentina Wine Awards (AWA), competição mais importante para o vinho argentino.

O Argentina Tasting Experience 2015 acontecerá a partir das 16h30, no Hotel 115, na Vila Madalena, onde os participantes também poderão assistir a várias palestras ministradas por renomados enólogos e especialistas, como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.

Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Também haverá o "BAR AWA" com degustação dos 22 vinhos premiados com medalha de ouro e prata no AWA 2015.

Haverá ainda um espaço central e social, mais “lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um coquetel exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço com cabine de fotos para aqueles que desejarem ser clicados.

As inscrições para o evento podem ser feitas clicando aqui.

Confira as vinícolas argentinas participantes:

Andeluna Cellars
Bodega Argento
Bodega Atamisque
Bodega del Fin del Mundo - Patagonia Argentina
Bodega Riglos
Bodega Septima
Bodegas Salentein
Casa Bianchi
Casarena
Doña Paula
El Esteco
Familia Zuccardi
Finca Sophenia
Kaiken
Lagarde
Mascota Vineyards
Nieto Senetiner
Norton
Pascual Toso
Proemio Wines
Riccitelli Wines
Terrazas de los Andes
Trapiche
Vinorum

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Terrazas de Los Andes: vinhos argentinos com sangue francês

O diretor de enologia da vinícola argentina Terrazas de Los Andes, Hervé Birnie-Scott (foto), esteve esta semana no Recife, onde realizou uma série de apresentações sobre os seus vinhos para públicos do ramo de bebidas, gastronomia e hotelaria. Estive ontem com ele em um jantar no Toscana Trattoria, no Pina, onde pude provar seis diferentes rótulos da marca. Antes de falar um pouco sobre os vinhos, vou reproduzir um pouco da história da Terrazas, contada pelo seu próprio chefe de cave.


Hervé Birnie-Scott nasceu na França, num pequeno povoado do Vale do Loire, onde cresceu e resolveu estudar agronomia. Passou uma temporada nos Estados Unidos e foi na Vinexpo, feira anual de vinhos realizada em Bordeaux, França, que recebeu a missão da Chandon para ir à Argentina ajudar a criar o melhor vinho daquele país. Isso aconteceu há 25 anos e a Argentina, segundo Birnie-Scott, vinha passando por dificuldades. Chegando em Mendoza, a beleza do lugar lhe impressionou. “Além disso, a matéria-prima (uva) era muito boa”, observou ele. Naquela época não se exportava na Argentina. O vinho era basicamente para consumo local.

A Terrazas de Los Andes nasceu em 1999. No início, eles faziam vinhos sérios, com cara de Velho Mundo. Só depois começaram a aproveitar mais o potencial da uva Malbec, que para Hervé é uma ‘arma secreta’ argentina. “Fazemos o melhor Malbec do mundo e um dos melhores vinhos do mundo com esta uva”, garantiu.

Ainda no início do negócio, a vinícola teve a honra de ser escolhida pelo Château Cheval Blanc (Premier Grand Cru Classè A de Saint-Emilion, Bordeaux) para realizar o projeto de elaborar em conjunto um vinho exclusivo, que se tornaria um ícone argentino: o Cheval dos Andes. Ele foi um dos rótulos degustados neste encontro.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Terrazas Reserva Torrontés 2014


Elaborado com uvas cultivadas na região de Salta, a 1.800 metros de altitude, este branco tem em sua composição apenas a variedade Torrontés. Sua coloração é um amarelo pálido com tons esverdeados e o aroma remete a lima, frutas brancas e um leve toque mineral. É um vinho de sabor muito fresco, com ótima acidez, e final de médio a prolongado. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.

Terrazas Reserva Malbec 2012


Com 12 meses de maturação em carvalho francês (80%) e americano (20%), este é um Malbec de aroma e paladar muito delicados. A sua cor é rubi brilhante de média profundidade. No nariz traz notas de frutas maduras, como cereja, além de toques de violeta, eucalipto e café, que formam um agradável conjunto. Paladar amplo, de taninos macios e final apimentado. As mesmas sensações do nariz aparecem junto com um leve sabor de baunilha. Sua graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Excelente.

Terrazas Reserva Cabernet Sauvignon 2012


Com mais corpo e mais taninos que o Reserva Malbec, este Cabernet Sauvignon é elaborado com uvas de dois diferentes terroirs: um em Luján de Cuyo e outro no Vale do Uco. A sua cor mostra um rubi de média profundidade com traços violáceos. O aroma revela leve floral, alcaçuz, frutas negras maduras, especiarias e caramelo. O sabor traz de volta as características do nariz e ainda um toque de café. Excelente parceiro para carnes vermelhas. Sua maturação foi de 12 meses em carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom (melhora com a guarda).

Terrazas Single Vineyard Malbec 2010


Este extraordinário Malbec tem uvas cultivadas exclusivamente no vinhedo de Las Compuertas (Luján de Cuyo), plantado em 1929. Sua maturação foi de 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Sua cor é de um violeta profundo e o aroma exala um leque de sensações, que passam por notas florais, flores secas, especiarias, frutas vermelhas maduras e café. Paladar encorpado, taninos macios e equilibrados com a boa acidez. Além das mesmas características do olfato, o sabor ainda traz um agradável toque de chocolate. Final prolongado. O vinho não é filtrado em tem 15% de álcool. Tem bom potencial de evolução.

Classificação: Excelente (melhora com a guarda)

Cheval des Andes 2010


Este vinho mostra que é um dos ícones argentinos com a sua elegância, complexidade e capacidade de guarda. Sua cor revelou-se um violáceo profundo. O aroma oferece um interessante bouquet, onde pude identificar notas de alcaçuz, café, grão de mostarda, jambo, ameixa e toques florais. Com paladar de médio a encorpado, exibe taninos aveludados e retrogosto persistente. Além das mesmas sensações do nariz, seu sabor ainda traz notas terrosas e de chocolate. Nesta safra, ele foi elaborado com 60% de Malbec, 20% de Cabernet Sauvignon e 20% de Petit Verdot. Sua maturação foi de 18 meses em carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente (potencial de bastante evolução com a guarda).

Terrazas Petit Manseng Single Vineyard El Yaima 2012


Um vinho de sobremesa muito gastronômico elaborado com a variedade Petit Manseng. As uvas vêm do vinhedo El Yama, em Altamira, que tem mil metros de altitude. Sua coloração é amarelo dourado e o aroma é marcado por notas de jaca, lichia e damasco. Paladar untuoso e bastante prologado. Doçura marcante, pontuada pela boa acidez. Vai bem com queijos azuis e sobremesas à base de frutas. Tem 13,3% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Norton Elegido Lote Negro Nº1 2007


Este vinho faz parte de uma série especial da vinícola argentina Norton, comercializada apenas na própria bodega. Foi elaborada pelo talentoso enólogo Jorge Riccitelli e é composta por três cortes da uva Malbec. 

O Lote Negro Nº 1 é o top da linha. Logo em seguida vêm o Azul e o Vermelho, os quais também já pude degustar. Sem dúvida, o mais interessante é mesmo o Lote Nego, sobre o qual eu falo mais um pouco a seguir:

Tipo: Tinto.
Produtor: Norton.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Frutas maduras, café, especiarias e tostado.
Paladar: Maduro, com médio corpo e taninos marcantes. Final de durabilidade média e bem picante.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Petit Verdot e Malbec, este é um vinho que ainda tem a evoluir com a guarda. Sua graduação alcoólica é de 14,5%. Um bom par para carnes vermelhas. O produtor não informa sobre o seu estágio em madeira nem sobre a porcentagem do corte, apenas indica que as uvas são procedentes das melhores parcelas de seus vinhedos.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: 100 pesos argentinos.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Salentein produz vinhos exclusivos para a rede Outback


A rede de restaurantes Outback, que já oferecia boas opções de vinhos em sua carta, agora conta com uma novidade. São dois vinhos, um tinto e um branco, elaborados pela prestigiada vinícola argentina Salentein.

O tinto é um blend das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Já o branco é feito com a variedade Torrontés. Nas lojas Outback do Recife (shoppings Recife e RioMar), os rótulos estão sendo vendidos a R$ 63. As bebidas também estão disponíveis em taça, no valor de R$ 18,50.

Os vinhos Outback foram desenvolvidos para harmonizar com os pratos da rede. O responsável pelas duas seleções foi o enólogo Pepe Galante, responsável por famosos vinhos argentinos, em conjunto com seu braço direito na vinícola, Gustavo Bauzá. “Fizemos muitos testes, experimentações e degustações até chegarmos às duas seleções ideais para os vinhos Outback. Tudo para alcançar o ideal de qualidade, sabor e corpo”, explicou Galante. A importação é da Zahil.

Tive a oportunidade de provar a versão tinta do vinho. Confira a avaliação:

Outback Red Selection 2014


Elaborado no Vale do Uco, em Mendoza, o vinho tem em sua composição as uvas Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot. Sua coloração é de um violáceo profundo e os aromas apresentam agradáveis notas de ameixa, alcaçuz e especiarias. Paladar de médio corpo, com bom equilíbrio entre acidez e taninos. Além das mesmas características sentidas no nariz, podemos registrar no sabor um toque de café. Final de média durabilidade, com um marcante gosto de especiarias. Um vinho jovem e versátil, que cai bem com os diferentes cortes de carne da casa. Tem 14% de álcool.

Classificação: Bom.
Preço: R$ 63.

Serviço:
Outback Recife
Shopping RioMar 
(Segunda a quinta: das 12h às 15h e das 18h às 23h. Sexta: das 12h às 15h e das 17h30 às 0h. Domingos e feriados: das 12h às 22h30)
Shopping Recife 
(Segunda a quinta: das 12h às 15h e das 18h às 23h. Sexta: das 12h às 15h e das 18h às 0h. Domingos e feriados: das 12h às 22h30)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Alamos Viognier 2012


Tipo: Branco.
Produtor: Catena Zapata.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Coloração amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Aparecem abacaxi, mel, pêssego, damasco e leves notas tostadas.
Paladar: Possui médio corpo, acidez balanceada e bom frescor. O sabor traz de volta as sensações do nariz junto com um discreto toque mineral. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Viognier, o vinho passou seis meses em carvalho americano e francês. A linha Alamos é feita para o mercado internacional e tem como principal característica a boa relação entre preço e qualidade. Este vinho tem 13,5% de álcool e combinou muito bem com comida japonesa.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 48 (Importadora Mistral)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Salentein Reserve Malbec 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Salentein.
Origem: Vale de Uco, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta de média intensidade.
Olfato: Floral, com notas de violeta, também apresenta toques de ameixa, canela, baunilha, noz moscada, melaço e chá. Uma gama aromática muito interessante e agradável.
Paladar: Médio corpo, boa acidez e taninos macios. O sabor traz de volta as sensações sentidas no nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, plantadas a cerca de 177 metros de altitude, maturou em barricas de carvalho por 12 meses. Tem 14% de álcool. Tem potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 75 (Importado pela Zahil).

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Vinho e música para fazer viajar

A proposta era tentadora e envolvia quatro das coisas que mais gosto: degustar vinho, ouvir música, escrever sobre o assunto e viajar. Sonho? Sim, mas com um certo drama, tal qual um tango de Gardel.

Vou explicar melhor. Em meados de dezembro recebi um convite da Wines of Argentina (WofA) para participar de um concurso muito bacana. Os participantes receberiam alguns rótulos pelos correios e degustariam esses vinhos ao som de algumas músicas previamente escolhidas pela organização. Cada um deveria fazer uma “harmonização” entre as bebidas provadas e as músicas escolhidas e depois publicar o resultado na sua página da internet. O prêmio? Uma viagem para a terra do Malbec!

Animação em volume máximo. Mas no balanço das horas, cadê os vinhos? Eles não chegaram. Culpa dos Correios! Como num bolero, com muito vai pra lá, vem pra cá, tomei uma decisão: vou atrás dos meus rótulos nas prateleiras da cidade, pois não quero ficar de fora dessa parada do sucesso. Como dizia o poeta, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Com a listinha dos vinhos na mão e fone no ouvido, fui à luta. Já que o prazo era curto (só tinha dois dias para executar minha tarefa), fui num local onde supus que encontraria alguns dos rótulos. Achei o Crios Torrontés, que por sinal gosto muito, mas não encontrei os outros (tinha o Crios Rosé, porém resolvi não repetir o produtor). A loja oferecia alguns rótulos da Finca La Celia, mas não os sugeridos no concurso. Resolvi trazer para casa um La Celia da uva Malbec, tinta emblemática da Argentina. Acredito que não pequei.


But don’t cry for me. Vamos logo passar ao lado B da história, onde a coisa ficou mais tranquila. No conforto da minha casa, taça na mão e som na caixa, deixei me levar pelos acordes e sabores daquele momento e escolhi as seguintes harmonizações:

NA TAÇA: Crios Torrontés 2012
NO SOM: Diz que fui por aí (Nara Leão)

Leve como a música, este branco aromático tem toques cítricos, notas florais e de grama cortada. Combina com liberdade, com rua, assim como sugere a melodia. É um vinho que pode ser tomado em qualquer ocasião, bem gelado, sem compromisso, como quem vai por aí. Cada gole lhe leva mais longe. Vale a pena experimentar!


NA TAÇA: Finca La Celia Reserva Malbec 2007
NO SOM: Adiós Nonino (Astor Piazzolla)

Um vinho maduro, com boa complexidade, tal qual o tango “número um” de Astor Piazzolla. A música traz à tona memórias e sensações que mesclam-se a notas de frutas maduras colhidas na infância, junto com as especiarias que passariam a ser apreciadas mais tarde. Ainda aparecem menta, chocolate. Tudo isso dá saudades e alegra o presente. Faz chorar e sorrir ao mesmo tempo. Digno de um tango!


Vou ficando por aqui. A música continua tocando e o vinho ainda está na taça. Tudo isso me basta.

O importante é que emoções eu vivi!


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Concurso vai premiar foto que melhor represente o espírito dos vinhos argentinos

A Wines of Argentina (WofA), entidade responsável pela imagem do vinho argentino no mundo, acaba de lançar no Brasil e em mais sete países o concurso fotográfico “The Wine Caption”, desenhado para as redes sociais e focado especialmente no aplicativo Instagram.

O vencedor ganhará uma viagem de cinco dias à Argentina com acompanhante.  Além disso, a imagem escolhida será a foto oficial da campanha 2014 da WofA.

Os interessados em participar devem publicar suas fotos no Instagram usando o hashtag #thewinecaption e depois compartilhar com os amigos. Também devem escrever uma legenda que transmita aquilo que a Argentina, seus vinhos e “ser argentino” representa para eles.

As dez fotos que tiverem mais “curtidas” serão avaliadas por um júri formado por quatro renomados fotógrafos: Irina Werning (Argentina), Lee Towndrow (EUA), Federico Garcia e Pablo Betancourt (Estudio García&Betancourt - Argentina).

Para participar, são requisitos possuir uma conta no Instagram e seguir a Wines of Argentina, além de ter mais de 18 anos e não morar na Argentina.

A primeira etapa do concurso começou ontem (15) e termina em 26 de novembro próximo. A segunda etapa, de avaliação e seleção feita pelo júri, começa em 27 de novembro e termina em 18 de dezembro de 2013.

Mais informações: www.thewinecaption.com

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Kaiken Ultra Cabernet Sauvignon 2009

Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor púrpura.
Olfato: Muito aromático, com notas de cassis, pimenta, frutas vermelhas maduras e melaço.
Paladar: Concentrado e potente, porém não agressivo. Além das mesmas características do nariz, também apresenta um toque de café. Tem boa persistência e final de boca apimentado.
Outras considerações: Elaborado com 90% de Cabernet Sauvignon e 10% de Malbec, o vinho estagiou parcialmente (80%) em barricas de carvalho francês por um ano. Tem elevados 15% de teor alcoólico. Um vinho que precisa respirar para mostrar todo o seu potencial. Deve acompanhar comida, como carnes vermelhas e de caça, ou um risoto de funghi.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 79 [No Recife, na DOC Distribuidora]

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mendel Malbec 2009


Produtor: Mendel Wines.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina
Visual: Cor violácea brilhante, denotando jovialidade. Lágrimas curtas.
Olfato: Fruta bem madura, pimenta e chocolate.
Paladar: Carnudo e potente, mas não é agressivo - uma vez que possui taninos elegantes. Repete as sensações do nariz, trazendo ainda notas de café. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec provenientes de videiras de 1928 (pé franco). O vinho estagiou um ano em carvalho francês novo e tem 14,3% de álcool. Elegante e longevo.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 80
Importador: Expand

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Weinert Malbec Gran Vino – 1997 (#CBE)


Em homenagem ao “Malbec World Day”, comemorado no dia 16 do último mês, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs de maio elegeu um vinho feito com a uva Malbec para ser comentado entre os confrades. Como a escolha era livre, resolvi comentar um rótulo degustado durante o aniversário de um cunhado querido (de verdade, viu Rodrigo Lobo!). Já que era um exemplar já com alguns longos aninhos de vida, não podia deixar de abri-lo e contar aqui pra vocês como ele estava.

Produtor: Cavas de Weinert
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina
Visual: Cor granada, com reflexos atijolados.
Olfato: Fruta ainda presente, com notas de compota, especiarias e um leve odor licoroso.
Paladar: A fruta agora aparece discretamente. A bebida já está com uma certa característica oxidativa, lembrando de longe um Porto.
Outras considerações: Foi uma experiência muito interessante provar esse vinho, que não estava armazenado nas condições ideais (garrafa de pé) e já perdendo as suas características de juventude, mas que se tornou uma bebida com um aspecto licoroso. Nessa fase em que está, cai bem como um vinho de contemplação. Elaborado 100% com a uva Malbec, estagiou três anos em barris de carvalho francês.

Classificação: Incomum.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

As boas do vinho argentino: Zuccardi


Num finalzinho de tarde, chegamos à simpática vinícola Zuccardi, localizada em Maipú, Mendoza, onde fomos recebidos pelo jovem e entusiasmado Sebástian Zuccardi (foto), engenheiro agrônomo e enólogo responsável pelos vinhedos. Ele é o filho mais velho do experiente enólogo José Alberto Zuccardi, com quem também tivemos a chance de conversar mais tarde.

A história da empresa começou um pouco antes de 1950, com a vinda para Mendoza do engenheiro Alberto Zuccaridi, proveniente da região de Tucumán. No início da década de 60, ele implantou um vinhedo em Maipú, com a intenção de mostrar aos produtores da área os benefícios de um sistema de irrigação criado por ele. Mais tarde, aquilo se tornaria a sua grande paixão.

Na década de 80, já com José Alberto integrando o time, os Zuccardi apostaram na reconversão dos seus vinhedos para produzir variedades vitivinícolas de alta qualidade. Foi criada então a conhecida marca Santa Julia, em homenagem à única filha de José Alberto.

Já no ano 2000, Sebástian assume a dianteira nas plantações, enquanto o seu irmão mais novo, Miguel, começa em 2004 um projeto de elaboração de azeites de oliva extra (aprovadíssimos, vale salientar), que logo conseguiram reconhecimento no mercado.

Atualmente, possuem quatro linhas de vinhos: Zuccardi, Santa Julia, Fuzion e Malamado (fortificados). Com vinhedos em cinco regiões distintas de Mendoza, eles utilizam 60% de uvas próprias e o restante de outros produtores. “Nossos objetivos são qualidade, inovação, cuidado com o meio ambiente e ser úteis na comunidade onde estamos inseridos”, conta Sebástian Zuccardi.

Toda essa dinâmica pode ser conferida em algumas iniciativas da empresa, enumeradas pelo próprio Sebástian. Eles possuem, por exemplo, 200 hectares de vinhedos orgânicos e ainda uma área de cultivo com 40 variedades experimentais, que não existem em outros lugares da Argentina.

Em busca de qualidade, todas as sextas-feiras promovem uma prova às cegas comparando os seus vinhos com os dos produtores concorrentes. Procuram utilizar pouca madeira no vinho para preservar as suas características naturais. Além dos tanques de aço inox, também possuem tanques de concreto, que segundo a opinião de alguns, dão mais vida ao vinho.

Depois de um passeio pela bodega, com direito a dar uma olhada na exposição de arte que eles promovem no local, fomos à sala de provas onde pudemos degustar vinhos de terroirs distintos, de safras que ainda não estão no mercado, com direito a uma bela aula sobre solos.

Depois disso, partimos para uma mini-feira onde provamos além dos rótulos da Zuccardi, vinhos dos produtores Dominio del Plata, Trivento, Finca Flichman e Escorihuela Gascón, sobre os quais eu comento em um próximo post. Agora, falarei sobre alguns vinhos da Zuccardi:

Zuccardi Q Tempranillo - 2009

Produtor: Zuccardi
Origem: Santa Rosa, Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi brilhante.
Olfato: Notas de frutas vermelhas do bosque, baunilha, cocada preta e fumo.
Paladar: Bastante agradável e equilibrado, de taninos macios. Além das características sentidas no nariz, mostra também café e leve picante.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Tempranillo cultivada no vinhedo de Santa Rosa, que possui mais de 30 anos de idade. O vinho amadureceu 12 meses em carvalho americano novo. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.

Zuccardi Q Malbec - 2010

Produtor: Zuccardi
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi violáceo.
Olfato: Aromas agradáveis, envolvendo notas florais e de fruta vermelha madura.
Paladar: Traz toques de café e chocolate, junto com as mesmas sensações do olfato. Equilibrado e de médio corpo. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec dos vinhedos de La Consulta, Vista Flores e Agrelo. Teve maturação foi de 12 meses em carvalho francês de média tosta. Sua graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Muito Bom.

Zuccardi Zeta - 2009

Produtor: Zuccardi
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi com tons violáceos.
Olfato: Boa complexidade. Envolve fruta vermelha madura, baunilha, tabaco e especiarias.
Paladar: Equilibrado, sobressaem-se notas apimentadas e da fruta. Tem bastante corpo e boa acidez.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec de La Consulta (60%), Cabernet Sauvignon de Tupungato (20%) e Tempranillo de Santa Rosa (14%). Estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês. Tem 15% de álcool.

Classificação: Excelente.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Verum Reserva Cabernet Franc – 2010 (#CBE)

O tema de dezembro da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi sugerido pelo colega Déco Rossi, que fez a seguinte pedida: um "Cabernet Franc do Novo Mundo de até R$ 150,00".

O vinho que escolhi para comentar foi provado junto com o próprio Déco, durante viagem a Argentina, no último mês de outubro. Um excelente Cabernet Franc da região da Patagônia, degustado diretamente na vinícola.

Confira a avaliação:

Verum Reserva Cabernet Franc – 2010

Produtor: Bodega Del Río Elorza.
Origem: Alto Vale do Rio Negro, Patagônia, Argentina.
Visual: Cor violeta.
Olfato: Muito interessante, trazendo notas de frutas vermelhas frescas, eucalipto, chocolate e algo que lembra graxa.
Paladar: Equilibrado, com boa presença de fruta. Final longo e especiado, com leve toque de café. Um vinho elegante e de boa estrutura.
Outras considerações: A bebida amadureceu um pouco mais de um ano em carvalho francês de primeiro uso. Passou também cerca de um ano em garrafa antes de sair para o mercado. Apenas 1.130 garrafas fora produzidas.

Classificação: Excelente.
Onde encontrar: Na Argentina, custa por volta de R$ 92. Importado para o Brasil pela La Charbonnade.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Malbec: o craque argentino das prateleiras

Coluna Escrivinhos, Revista Mon Quartier, edição de novembro 2012

Todos sabemos da velha rixa entre brasileiros e argentinos. Principalmente no futebol, com a velha indagação sobre quem foi o melhor: Pelé ou Maradona?  Os brasileiros defendem a supremacia de Pelé com “unhas e dentes”, mas parecem concordar que hoje quem manda nos gramados é o baixinho Messi. E nas prateleiras também tem um “craque” que já há algum tempo conquistou as taças brasileiras. Trata-se do vinho argentino produzido com a uva Malbec.

Mas antes de falar sobre o vinho, é interessante saber mais sobre a história dessa uva tinta. Trazida da França em meados do século XIX, a variedade se adaptou muito bem a todas as regiões vitivinícolas argentinas e começou a ser cultivada de maneira intensiva, ganhando o posto da cepa mais conhecida e cultivada naquele país, ocupando 31.047,4 hectares de vinhas.

Uma curiosidade: ainda hoje, a Malbec é a principal variedade da região francesa de Cahors, sendo também cultivada em Bordeaux.

Atualmente, existem na Argentina muitas variantes de elaboração para a Malbec, desde vinhos jovens e simples até encorpados e contundentes com longa guarda em barricas, passando pelos rosés, os espumantes e os licorosos.

Em todos os casos, os seus aromas primários se destacam pelas notas de ameixas maduras e às vezes menta. Rico em cor, o vinho tem capacidade de “encher” o paladar sem agressividade, graças aos seus taninos doces e redondos.

Em recente estada na Argentina, pude comprovar que a variedade se dá bem em todos os cantos do país, desde o Norte, na região de Salta, onde produz vinhos bem frescos, até na região da Patagônia, ao sul do país, de onde estão saindo vinhos surpreendentes. Isso sem falar na tradicional região de Mendoza, onde os Malbecs simplesmente dominam.

O Malbec é um belo vinho para acompanhar churrascos bovinos, guisados, massas com molhos de tomate e queijo, carnes de caça e queijos duros.

HERMANAS – É notório que a Malbec é a uva símbolo da Argentina. Mas não posso ser injusta e deixar de citar algumas “hermanas” que estão dando origem a ótimos vinhos em terras vizinhas. Uma delas é a variedade Torrontés, que produz brancos ricos em aromas e com boa acidez. Também se destacam as variedades brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc, Chenin, Semillón e Viognier. Entre as tintas, Bonarda, Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir e Merlot.

Então, deixemos as rixas de lado e provemos. Com moderação, é claro!