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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Terranova expressa caráter tropical nos seus novos rótulos


Elaborado numa região de clima quente, localizada em pleno semiárido brasileiro, os espumantes Terranova, do grupo Miolo, ganharam nova roupagem. Os rótulos estão mais alegres e modernos, expressando a proposta da linha, de frescor e alegria, o que pude conferir de perto, além de experimentar novamente o conteúdo das garrafas.

Para mim, o carro-chefe da linha é o Terranova Brut Rosé. Elaborado com a uva Grenache (o primeiro do Brasil), é um ótimo espumante para ser consumido na praia ou piscina. Pode ser tomado como aperitivo ou acompanhando frutos do mar e pratos leves. O aroma lembra goiaba, morango e framboesa. No paladar, boa acidez e sabor frutado na medida.

Já o Terranova Brut tem um toque floral, acompanhado de notas de manga. Assim como o Rosé, apresenta acidez correta e sabor agradável. Tem em sua composição as uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo. 

Por fim, o Terranova Demi-Sec, que é uma opção para quem gosta de uma bebida um pouco mais adocicada. Com leves notas de mel e acidez presente, vai bem para fazer drinks usando gelo. Também produzidos com as variedades Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo. 

Os espumantes da linha Terranova são elaborados através do método Charmat, com fermentação apenas em tanques de inox.

Na loja virtual da Miolo, os rótulos estão custando em torno de R$ 45 a unidade.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Só deu Ouro para os espumantes nacionais no 10º Concurso do Espumante Brasileiro

DE GARIBALDI (RS)

Fotos: Jeferson Soldi

A sexta-feira, dia 20 de outubro de 2017, revelou algo que há algum tempo já vem sendo atestado nas taças não só do Brasil mas de todo o Mundo: o espumante brasileiro vale Ouro. Nesse dia foi divulgado o resultado da 10º edição do Concurso do Espumante Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira de Enologia (ABE).


Trata-se da maior edição da história da competição, com 308 amostras inscritas, produzidas por 80 vinícolas. Foi ainda a primeira vez onde todos os classificados entre os 30% melhores de cada categoria alcançaram pontuação correspondente a Medalha de Ouro, ou seja, de 88 a 91 pontos.

Participaram espumantes elaborados por vinícolas de sete estados brasileiros, sendo eles: Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, mostrando a diversidade e versatilidade do produto.

AS DEGUSTAÇÕES 

O júri, do qual honrosamente pude fazer parte, foi formado por 53 profissionais, entre enólogos, sommeliers e jornalistas especializados, que se revezaram em dois dias de degustações, na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC).


Os espumantes foram degustados às cegas, envolvendo as categorias espumantes de segunda fermentação (charmat e tradicional) e espumantes de primeira fermentação (moscatéis). O concurso seguiu as normas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE).


Por acompanhar de perto o processo, posso atestar a seriedade do trabalho e o nível de eficiência alcançado pela organização do Concurso. Desde o serviço da bebida até a contagem eletrônica dos votos seguem um padrão compatível ao das maiores e mais importantes competições do gênero no Mundo.

"O espumante brasileiro atingiu um alto nível, onde não podemos nos permitir cometer erros", enfatizou o presidente da ABE, Edegar Scortegagna (foto abaixo), lembrando que o local para a realização da competição não poderia ser outra além da cidade de Garibaldi, considerada a "Capital do Espumante Brasileiro".


FENACHAMP

Por falar em Garibaldi,  a programação do concurso integrou a programação da Fenachamp 2017, uma deliciosa feira onde a estrela principal é o espumante produzido na região. A iniciativa também envolve gastronomia, música e uma série de eventos paralelos, que atraem turistas e impulsionam a economia local. Este ano, a Fenachamp começou no último dia 05 e vai  até o dia 29/10, sempre às sextas, sábados e domingos.

PREMIAÇÃO

A divulgação dos resultados e entrega das medalhas aos vencedores do 10º Concurso do Espumante Brasileiro ocorreram em um coquetel realizado no CTG Sentinela da Serra. Seguindo o formato da edição anterior, a competição concedeu uma distinção especial aos espumantes que se sobressaíram nas suas categorias. Este ano, o prêmio homenageou Cleber Andrade, ex-presidente da ABE e um dos enólogos mais marcantes que o Brasil já teve.


O Destaque Cleber Andrade foi entregue a seis espumantes, um em cada categoria. Para isso, ao final do concurso, foi realizada uma degustação de preferência entre os produtos que conquistaram Medalha de Ouro e melhores medianas, a fim de destacar a preferência dos jurados.

Para mim, a parte mais difícil da degustação, devido ao alto padrão de qualidade das amostras a serem avaliadas. No caso de minha mesa, as amostras analisadas foram as de espumante brut elaborados pelo método tradicional. Simplesmente todas muito boas!


Confira a lista dos Destaques de 2017:

DESTAQUE ESPUMANTE BRUT MÉTODO TRADICIONAL
Monte Paschoal Dedicato Espumante Champenoise Brut 2012 - Basso Vinhos e Espumantes

DESTAQUE ESPUMANTE BRUT CHARMAT
Ponto Nero Espumante Brut - Domno do Brasil

DESTAQUE ESPUMANTE BRUT ROSÉ
Cave Amadeu Espumante Brut Rosé - Vinícola Geisse

DESTAQUE ESPUMANTE EXTRA BRUT E NATURE
Don Guerino Cuvée Espumante Extra Brut - Don Guerino Vinhos Finos

DESTAQUE ESPUMANTE DEMI-SEC
Conde de Foucauld Espumante Demi-Sec Branco – Cooperativa Vinícola Aurora

DESTAQUE ESPUMANTE MOSCATEL
Monte Paschoal Espumante Moscatel Rosé- Basso Vinhos e Espumantes

Consulte aqui a lista completa dos vencedores do do 10º Concurso do Espumante Brasileiro.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dom Pérignon e a história do Champanhe




A questão dos vinhos espumantes e dos champanhes se resume através de uma simples lógica: todo champanhe se inclui no conjunto dos espumantes, mas nem todo espumante está incluído no mundo dos champanhes. O resto é só história e algumas informações adicionais. O champanhe é produzido nas regiões do Vale do Rio Marne (Valée du Marne), as elevações da cidade de Reims e a Côte des Blancs. O conjunto dessas regiões denomina-se Champagne, localizada no norte da França.

A bebida foi, provavelmente, descoberta pelo monge beneditino Pierre Perignón, mais conhecido como Dom Pérignon, em 1650, de forma casual. Ele inventou o método para a fabricação do champagne denominado Método Champenoise inspirado no Método Antigo de Limoux. Dois séculos mais tarde, o seu nome seria emprestado a uma das mais emblemáticas marcas de champanhe e, em 1936, a casa Moët & Chandon engarrafou o primeiro Dom Perignon. A ordem à qual o monge pertencia tinha como lema: ora et labora – ora e trabalha, onde as atividades religiosas estavam coordenadas com os estudos, e o trabalho era dignificante tanto para a alma, como para sustentar o próprio mosteiro.


Quando completou trinta anos, entrou para a abadia Saint Pierre de Hautivellers, e lá, se encarregou de cuidar da adega e dos seus produtos. Pérignon parecia ter dons empreendedores, pois restaurou a adega que se encontrava em ruínas, e retomou o prestígio da comunidade na produção de vinhos. Na época, o vinho era um dos principais produtos de comércio. Por isso, era importante que determinado local fosse visto pelos comerciantes. Além disso, o monge fez questão de acompanhar a evolução das vinhas antes do prensamento das uvas.

Também importante foi a forma como o monge harmonizou os diferentes tipos de uvas, exaltando as qualidades e diminuindo os defeitos, que evoluiu para que o champanhe fosse descoberto, mas também detalhes como a degustação, que era feita no dia seguinte em jejum, após a mistura fermentada no dia anterior. O mestre também classificava os vinhos de acordo com a origem das uvas em seus respectivos contextos climáticos (tempo chuvoso, quente) ou temporais (fermentados em anos recentes ou mais antigos). Por tudo isso, podemos considerar Pérignon como o grande mestre da enologia.

Entretanto, alguns especialistas sobre vinhos e champanhes, como o casal Kladstrup, jornalistas, que escreveram o best seller Vinho & Guerra, derrubam o mito de que Dom Pérignon inventou o champanhe e teria dito aquela célebre frase depois de provar o vinho: “estou vendo estrelas”. Segundo eles, não existe nada comprovado.



Todos os vinhos borbulhavam, na região de Champagne, pois nessas regiões mais frias, os fungos ficam inativos durante o inverno antes da fermentação do açúcar. Na primavera, eles se reativam e continuam a agir sobre o açúcar não convertido, originando uma quantidade maior de álcool e gás carbônico, que dão origem às bolhas. Ainda segundo os autores, Dom Pérignon trabalhou com afinco para evitar as bolhas, o que não era aceito nas missas, e junto ao povo, que não estava acostumado aos vinhos espumantes. No trabalho de eliminar as bolhas, o monge nunca conseguiu eliminá-los totalmente. Mas ainda assim, ele estabeleceu “as regras de ouro da produção de vinho”, como por exemplo: usar as melhores uvas, podar bem as vinhas no começo da primavera para evitar a superprodução; fazer a colheita nas primeiras horas da manhã e guardar os sucos resultantes de cada prensagem.

Deixando de lado os mitos ou sua verdadeira história, o fato é que, o champanhe é uma bebida festejada e apreciada por grandes personagens da história. Fiquemos com a citação de Madame Bollinger, proprietária da casa do Champagne Bollinger: “Eu só bebo champanhe quando estou feliz ou quando estou triste... às vezes eu bebo quando estou sozinha. Mas quando estou em companhia, considero obrigatório. Eu me distraio quando estou com fome e bebo quando estou faminta. Fora isso, eu nem toco nele, a menos que esteja com sede”

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Drinks com o Cava Freixenet Ice (CBE#)

Aproveitando o tema de fevereiro da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), sugerido pelo confrade Alexandre Frias (Blog Diário de Baco), aproveitei a ocasião do lançamento do cava Freixenet Ice (saiba mais) para inventar algumas misturas em casa. A pedida foi a seguinte: “drinks de verão com vinho e espumante”

Confesso que sou purista e me recuso acrescentar outra bebida alcoólica ao vinho. Então segui a proposta da Freixenet de acrescentar pedras de gelo no cava e usei apenas frutas e elementos naturais nas minhas preparações. Gostei de todas as opções, mas vou numerar, por ordem de preferência, as que mais gostei. Lembrando que em todas elas usei três pedras de gelo e meia taça grande com o espumante.



1 – Freixenet Ice com lichia: Usei a popa de três ou quatro lichias partidas em pedaços e misturei à bebida. O sabor da fruta integrou-se muito bem ao do espumante, formando um drink muito fresco e “mastigável”, já que no final você pode apreciar o sabor da lichia embebida no cava.

2 – Freixenet Ice com morango: Parti três ou quatro morangos em rodelas. O aroma e o sabor da fruta predominam, compondo um drink bem saboroso e fresco, igualmente “mastigável”.

3 – Freixenet Ice com hortelã e gengibre: Juntei algumas folhas de hortelã a pequenos pedaços de gengibre macerados e acrescentei à bebida. O resultado foi um imenso frescor, com um sabor levemente exótico.



Espero que tenham curtido. Eu adorei e vou repetir a dose!

Aqui no Recife, o cava Freixenet Ice custa entre R$ 70 e R$ 80. A importação é da Licínio Dias (LD) Importação.

Freixenet reforça presença no mercado com lançamento de Cava Ice

A Freixenet, maior produtor de espumantes de denominação Cava da Espanha, reforçou a sua presença mundial com o lançamento de mais um produto: o Cava Freixenet Ice. A marca segue uma tendência lançada pelas casas de Champagne, na França, de elaborar espumantes feitos para serem tomados com gelo, propícios para a preparação de drinks. A ideia da Freixenet é atrair novos e jovens consumidores, com uma proposta “fresh, fácil e chic”.


O lançamento no Brasil chegou numa época bem adequada, quando os termômetros registram altas temperaturas.  No Recife, o lançamento da marca aconteceu com uma ação no restaurante Alphaiate, com a preparação de drinks por um barman, no charmoso carrinho Freixenet Ice. Posteriormente, foi feita uma apresentação para a imprensa, no Boteco Porto Ferreiro. As iniciativas também foram para apresentar o novo importador da Freixenet na região: a Licínio Dias (LD) Importação. A meta é comercializar 36 mil garrafas de Cava em 2017.

Antes de falar especificamente sobre os produtos, explicarei um pouco sobre Cava e a Freixenet.

CAVA – O Cava surgiu na região da Catalunha, no Norte da Espanha. Seu nome faz referência à palavra cava, que significa cave ou adega. É elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa (o mesmo usado em Champagne). Inclusive, tem inspiração na própria bebida francesa, que os espanhóis já conheciam desde o século 18. Mas foi só na primeira metade do século 19 que eles começaram a produzir o seu próprio espumante.

Em 1879, a Espanha foi acometida pela praga Filoxera, que já vinha dizimando os vinhedos da França há alguns anos. Sabendo que mais cedo ou mais tarde a doença também chegaria às suas plantações, os espanhóis trataram de estudar soluções para o problema e descobriram que três variedades nativas da região eram resistentes à praga: as uvas Xarel-lo, Macabeu e Parellada. Foi com essas cepas brancas que os espanhóis começaram a elaborar o Cava e, nesse período, passaram por um crescimento econômico, fornecendo bebida aos sedentos franceses que viram sua produção despencar com a Filoxera.

Somente em 1979 a palavra Cava foi adotada para identificar a bebida e em 1986 a Denominação de Origem (D.O.) foi regulamentada. A principal parte da produção (90%) se concentra na Catalunha, mais especificamente na região de Penedès, que tem Sant Sadurní d’Anoia (onde está localizada a Freixenet) como “Capital do Cava”. Além da Catalunha, também podem produzir Cava as regiões de La Rioja, Alava, Navarra, Zaragoza, Valencia e Badajoz. Na regulamentação da D.O. ainda foi permitido se usar, além do trio Xarel-lo/Macabeu/Parellada,  as variedades brancas Chardonnay e Malvasía Riojana (Subirat Parent) e as tintas Pinot Noir, Monastrell e Trepat.



FREIXENET – Em 1861, na região de Penedès, Francesc Ferrés começou a comercializar os vinhos que já produzia para consumo próprio. Anos depois, seu filho Pedro casa-se com Dolores Sala Vivé, da renomada vinícola Casa Sala. Ela era uma grande conhecedora da produção de vinhos e Pedro um homem de negócios. Foi então, que em 1914 eles batizaram a Freixenet em homenagem ao vinhedo chamado La Freixeneda, local que Pedro frequentava desde muito pequeno e que existe até hoje.

Nos anos 30, Pedro consolida o sonho de expandir os negócios pelo mundo com a abertura de um escritório em New Jersey, nos Estados Unidos. Mas foi nos anos 40 que a empresa passou para as mãos de Dolores e de suas três filhas, uma vez que Pedro e o filho mais velho do casal morreram na triste Guerra Civil espanhola. Nos anos 50, a “dama do Cava” se aposenta e passa o comando para o filho Josep Ferrer Bosch, que deu início a uma enorme fase de modernização na Freixenet.

A vinícola foi a responsável pela introdução da técnica de resfriamento de tanques, pela invenção da prensa pneumática e das giropaletas, máquinas que fazem o "remuage" (giro e inclinação diário das garrafas durante a segunda fermentação para que os sedimentos se depositem no gargalo da garrafa para depois serem expulsos pela técnica de “degorgement”).

Atualmente, a Freixenet está presente em mais de cem países, com uma produção de cem milhões de garrafas por ano. Continua nas mãos da quinta geração da mesma família e tem como diretor técnico o enólogo Josep Bujan, que está na empresa desde 1980.


Confira as minhas impressões sobre os cavas provados:

Freixenet Ice Cuvée Especial

De coloração amarelo palha com traços esverdeados, tem um bom perlage, com bolhas finas e persistentes. O aroma vai do floral ao frutado, envolvendo notas de damascos, pêssego e um leve cítrico. Na boca mostra-se cremoso, com boa presença de “agulha”, causada pelas borbulhas e sabor levemente adocicado, com acidez bem presente. É elaborado com as variedades Macabeo, Parellada e Xarel-lo, com um toque de Chardonnay para conseguir mais intensidade e equilibrar o efeito do gelo. Achei bastante refrescante e não enjoativo. Dá para preparar drinks refrescantes e gostosos usando somente o Cava junto com gelo, frutas e folhas de hortelã. A bebida foi envelhecida entre 12 e 14 meses e apresenta 45 g/l de açúcar, o que lhe caracteriza como semi seco.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Freixenet Cordon Rosado Gran Selección Brut

Elaborado com as uvas tintas Trepat e Garnacha, é um espumante muito fresco e delicado, de coloração cereja e com boa intensidade de borbulhas. O aroma traz notas de frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa. Também mostra toques de frutas secas. No paladar destacam-se sua leveza e o sabor frutado, amparado pela boa acidez da bebida. Final prolongado. Sua maturação foi de 12 a 18 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Cordon Negro Gran Selección Brut

O Cava ícone da Freixenet tem as três uvas clássicas da região em sua composição: Macabeo, Xarel-lo e Parellada. Na taça, apresenta cor amarelo palha com tons esverdeados, borbulhas finas e persistentes. No olfato aparecem notas de pera, abacaxi e um toque cítrico. As mesmas sensações são percebidas no paladar, que é fresco, cremoso e persistente. Envelheceu de 18 a 24 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Carta Nevada Premium Cava

Também produzido com as uvas Macabeo, Xarello e Parellada, tem 38 g/l de açúcar, o que lhe classifica como semi  seco. A coloração é amarelo palha com reflexos dourados. As borbulhas são de tamanho médio, mas com boa intensidade. Predominam no nariz as notas florais e frutadas, lembrando cajá. Na boca apresenta acidez média, leve adocicado e boa cremosidade. Foi envelhecido de 12 a 18 meses. Vai bem com sobremesas que mesclam o doce/salgado.

Classificação: Muito Bom.

SERVIÇO: Os cavas Freixenet Ice custam entre R$ 70 e R$ 80. No Recife e Região Metropolitana podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, DLP e Tia Dulce (Olinda).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Maria Izabel Blanc de Blancs Bruto 2014


Tipo: Espumante
Produtor: Quinta Maria Izabel.
Origem: Douro, Portugal.
Características: Lançamento da Quinta Maria Izabel - vinícola portuguesa com DNA pernambucano (saiba mais), este é um espumante elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa durante 15 meses. Na sua composição estão as uvas Gouveio, Malvasia Fina, Arinto e Touriga Franca. A bebida mostra uma coloração de tonalidade acobreada e uma boa formação de espuma, com borbulhas finas e intensas. O aroma traz características levemente cítricas, de pão tostado e melão. Na boca exibe caráter seco, cremoso e persistente. Os sabores refletem as impressões do nariz.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 80 a 90 [Importado pela Ridouro]. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Sobre uma corrida que termina em vinho

Como já havia contado aqui no blog (relembre), aceitei o desafio do amigo e enólogo João Santos, diretor da vinícola Rio Sol, e fiz as malas no começo deste mês para participar de uma prova inusitada em pleno Vale do São Francisco. Estou acostumada a participar de corridas, como também a visitar vinícolas. Mas juntar as duas coisas em uma só ocasião foi, no mínimo, incrível.


Estou falando da última etapa da Wine Run, corrida que aconteceu em meio aos vinhedos da Rio Sol, no município de Lagoa Grande (PE). Ficamos hospedados no Quality Petrolina, um hotel com uma bela estrutura e localização, ainda por cima, vista para o rio. Lá mesmo, na véspera da corrida, a organização do evento realizou a entrega de kits. Tudo bem planejado, com degustação de produtos e ambiente agradável. A surpresa ficou com o kit, que além da tradicional camisa e número de peito, ainda vinha de brinde um vinho Rio Sol varietal (escolhi o Tempranillo, que acho bem bacaninha) e um suco de uva da marca Terra Sol, também fabricado na região.


Havia opção de participar de um jantar de massas, mas preferimos conhecer uma pizzaria que fica a poucos metros do hotel e aproveitamos (sei que não devemos fazer extravagâncias na véspera de uma prova, mas deu vontade) para provar uma pizza de bode.

Na manhã seguinte, acordei com o sol raiando, caprichei no protetor solar e desci para tomar o café da manhã, que nesse dia foi servido mais cedo por causa da corrida. Depois das 6h30, começaram a sair, da frente do hotel, os ônibus que levariam os corredores para o local da largada, dentro da vitivinícola Santa Maria (Rio Sol). O percurso dura mais ou menos uma hora e, nesse trajeto, dá para bater um papo com o pessoal que já participou da prova e pegar algumas dicas.


Além dos corredores da região, que compareceram em peso, também encontrei muita gente da capital e também de outros estados. Havia duas opções de inscrição: 16 km solo e revezamento em dupla (06km+10km). Escolhi a primeira opção, pois além de estar treinando para uma maratona (42km), sou um meio afoita mesmo.


A princípio, estava assustada com o horário da largada (8h da manhã), pois o sol naquela região costuma ser impiedoso. Mas graças a Deus (e a Baco), havia algumas nuvens no céu e a espera na linha de partida foi bem agradável. Nos primeiros metros, o astro-rei deu as caras e aí, meus amigos, a coisa esquentou!

Estou acostumada a correr no asfalto, mas lá, o percurso é quase todo em chão de terra, com bastante cascalho em alguns trechos. Portanto, cuidado redobrado para não cair ou torcer o pé. Além disso, resolvi registrar em imagens a experiência de correr em meio aos vinhedos.



Confesso que, por vezes, me distraí olhando as videiras, o método de irrigação, qual variedade estava plantada... Enfim, coisa de aficionado por vinhos. Mas o meu lado corredora dizia: vai, Fabiana, acelera! E lá ia eu, tentando gerenciar o calor, as filmagens, as pedras no caminho e as distrações com os parreirais. (Confira o vídeo abaixo). 


Resultado: mesmo sem focar na competição, ainda consegui um 21º lugar no geral feminino e um 6º lugar em minha faixa etária (pelo que soube, a prova teve cerca de 600 inscritos). Na próxima vou pra concorrer!

Na linha de chegada, éramos encaminhados para o casarão da vinícola, onde os participantes da Wine Run foram recebidos com uma grande festa. Quem comprava uma pulseira no valor de R$ 50 tinha direito a uma taça para degustar espumantes à vontade. Quem não queria bebericar, podia se servir de água, suco e ainda comer algumas guloseimas oferecidas pela organização da corrida.


Até então, nunca tinha participado de uma chegada com tanta animação (e olha que já corri algumas provas internacionais, como por exemplo Rock 'n' Roll Marathon). No Vale do São Francisco, a festa é embalada ao ritmo do forró, com uma banda tocando ao vivo. E nesse vai e vem, nada como um espumante geladinho para refrescar (o Rio Sol Brut Rosé estava muito bom!).


Gostaria de parabenizar os organizadores e registrar que no ano que vem eu volto levando comigo mais apreciadores do vinho e da corrida. Até 2017, se Deus (e Baco) quiserem!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Guatambu Brut Rosé (#CBE)

Agosto chegou e com ele mais um comentário para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês, a sugestão veio do confrade carioca Marcello Galvão, do blog Agenda de Vinhos. A sua pedida foi a seguinte: "Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço".

Excelente pedida e uma boa oportunidade para comentar sobre um espumante que eu já tinha provado há algum tempo, mas ainda não havia comentado sobre ele por aqui. Então a hora é essa!


Tipo: Espumante.
Produtor: Guatambu.
Origem: Dom Pedrito (Campanha Gaúcha), Brasil.
Características: Este é o primeiro espumante brasileiro produzido com o corte das uvas Gewürztraminer e Pinot Noir. É elaborado pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa, onde ficou 12 meses em contato com suas leveduras. Tem uma coloração clara, tipo casca de cebola, e uma boa concentração de gás carbônico, exibindo borbulhas finas e duradouras, além de uma bonita coroa de espuma. No olfato traz agradáveis aromas florais, de frutas vermelhas silvestres e um leve toque mineral. Na boca mostra-se leve, delicado, com boa cremosidade e frescor. O sabor confirma as impressões do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Média de preço: R$ 60 [vinhosevinhos.com]

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Os melhores do Vinho & Sabores de Portugal


Centenas de pessoas, entre profissionais da área e apreciadores, passaram pelo Mercure Recife Mar Hotel Conventions, nos últimos dias 17 e 18, durante a 4ª edição do evento Vinho & Sabores de Portugal. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer rótulos que ainda não são comercializados no Brasil, e ainda exemplares de marcas já reconhecidas internacionalmente. Mais de 30 expositores estiveram presentes, representando as regiões do Douro, Alentejo, Minho, Dão, Bairrada, Setúbal, Beira Interior e Lisboa.

Além de poder provar os produtos, o público teve a oportunidade de aprender mais sobre vinhos durante palestras e apresentações de culinária.


Apesar de estar no apoio ao evento, pude conversar com vários dos produtores e ainda provar alguns vinhos (impossível degustar todos). Nessas incursões, descobri muita coisa diferente e tive também ótimas surpresas.

Confira a seleção dos melhores experimentados:

'TOPS' DO EVENTO:

Branco:


Manz Dona Fátima Jampal 2014 | Lisboa

Rosé:


Montes de Lá Rosé | Alentejo

Espumante:


Messala Alvarinho | Minho

Tintos (Top 10):


1. Fonte Mouro Alicante Bouschet Grande Reserva 2013 | Alentejo
2. Montes de Lá Grande Reserva 2011 | Alentejo
3. Manz Pomar do Espírito Santo Reserva 2013 | Lisboa
4. Fonte Mouro Reserva 2012 | Alentejo
5. Cabriz 25 Anos | Dão
6. Três Autores Grande Reserva 2011 | Lisboa
7. Aliança Baga 2009 | Bairrada
8. T Quinta da Terrugem 2011 | Alentejo
9. Esporão Reserva 2012 | Alentejo
10. Manz Contador de Estórias 2009 | Lisboa

Fortificado:


Carcavelos Villa Oeiras | Lisboa

OUTROS DESTAQUES:

Brancos:

Cabriz Reserva 2014 | Dão
Casas Altas Riesling 2013 | Beira Interior
Castelo Rodrigo Síria | Beira Interior
Entre Serras Almeida Garrett | Beira Interior
Entre Serras Chardonnay Almeida Garrett | Beira Interior
Grilos 2015 | Dão
Messala Alvarinho | Minho
Messala Alvarinho Trajadura | Minho
Mito Escolha Vinho Verde 2014 | Minho
Montes de Lá | Alentejo
Mundus Escolha 2014 | Lisboa
Norte Vinho Verde | Minho
Quinta da Bacalhôa 2012 | Setúbal
Quinta dos Termos Reserva | Beira Interior
Quinta Vale do Ruivo 2013 | Beira Interior

Rosé:

Maria Saudade | Minho

Espumantes:

Almeida Garrett Super Reserva | Beira Interior
Raposeira Branco | Távora –Varosa
Raposeira Rosé | Távora –Varosa

Tintos:

Cabriz Reserva 2012 | Dão
Castelo Rodrigo Touriga Nacional | Beira Interior
Grand’Arte Touriga Nacional 2012 | Lisboa
JP Private Selection 2011 | Setúbal
Montes de Lá Reserva 2012 | Alentejo
Paço dos Cunhas de Santar Nature 2012 | Dão
Pedra Cancela Selecção do Enólogo | Dão
Quinta da Bacalhôa Tinto 2011 | Setúbal
Quinta da Garrida Reserva 2012 | Dão
Quinta da Terrugem 2013 | Alentejo
Quinta dos Quatro Ventos 2013 | Douro
Reserva dos Amigos 2014 | Lisboa
Reserva dos Amigos Edição Especial 2013 | Lisboa
Vadio 2011 | Bairrada
Varzea do Minho Touriga Nacional Reserva  2011 | Minho

Fortificados:

Bacalhôa Moscatel de Setúbal Roxo 2002 | Setúbal
Bacalhôa Moscatel de Setúbal 2009 | Setúbal

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Os melhores do Wine Tasting Porto a Porto e Casa Flora

Estive no início da semana num evento de degustação promovido no Recife pela distribuidora Veloz. O Wine Tasting reuniu cerca de 60 rótulos de vinhos das importadoras Porto a Porto e Casa Flora, contando com a presença de alguns produtores e representantes das vinícolas, a exemplo de Messias Vigário, diretor da portuguesa Caves Messias, e Cláudio Gerssiano, diretor da argentina Nieto Senetiner. A ação aconteceu durante dois dias consecutivos, no próprio showroom da Veloz, localizado no Bairro de Casa Forte, trazendo ao local convidados do trade e formadores de opinião.


À prova, estavam rótulos da Argentina, Chile, Uruguai, Nova Zelândia, África do Sul, Itália, França, Espanha e Portugal, além de produtos gastronômicos de primeira qualidade, como os da marca italiana Paganini. De acordo com Camila Podolak, gerente de marketing da importadora Porto a Porto, cerca de 250 pessoas participaram do evento. Ela ressaltou que o Recife vem despontando como um importante mercado de vinhos, mesmo com a grande tradição local do consumo de uísques. Segundo Camila, é importante para a marca mostrar a qualidade dos produtos com os quais a Veloz vem trabalhando na região.


Além de consolidar a minha impressão em relação às marcas mais conhecidas trazidas pelas duas importadoras, pude conhecer algumas novidades na feira. Posso afirmar que o catálogo da Veloz conta com opções de bom nível em todas as faixas de preço. Porém, me impressionaram os vinhos que classifiquei abaixo como "Boa Compra", todos na faixa entre R$ 35 e R$ 42 para o consumidor final.

Confira a seguir os meus rótulos preferidos da degustação:

BRANCOS:

EXCELENTE:


- Nimbus Single Vineyard Sauvignon Blanc 2013 (Viña Casablanca | Vale de Casablanca, Chile)

MUITO BOM/EXCELENTE:
- Cefiro Reserva Sauvignon Blanc 2015 (Viña Casablanca | Vale de Casablanca, Chile)

MUITO BOM:
- Velante Pinot Grigio Veneto IGT 2014 (Cantina Bertani | Veneto, Itália)

BOM:
- Emilia Chardonnay/Viognier 2012 (Nieto Senetiner |Mendoza, Argentina)
- Tons de Duorum (Duorum | Douro, Portugal)

ESPUMANTES:

EXCELENTE:


- Cava Gramona Allegro Reserva Brut (Penedès, Espanha)
- 3B (Filipa Pato | Bairrada, Portugal)

MUITO BOM:
- Veuve du Vernay Brut (Veuve du Vernay | Borgonha, França)

TINTOS:

EXCELENTE/EXCEPCIONAL:


- Santa Carolina Reserva de Familia Cabernet Sauvignon 2013 (Santa Carolina | Vale do Maipo, Chile)
- Marqués de Tomares Reserva 2009 (Marqués de Tomares | Rioja, Espanha)

EXCELENTE:


- Don Nicanor Malbec 2013 (Nieto Senetiner | Mendoza, Argentina)
- Specialities Carignan Dry Farming 2008 (Santa Carolina | Vale do Maule, Chile)
- Elegido Reserva 2013 (Montes Toscanini |Canelones, Uruguai)
- Reserva Familiar Tannat 2015 (Montes Toscanini |Canelones, Uruguai)
- Caldora Yume Montepulciano d’Abruzzo DOC (Cantina Caldora | Abruzzo, Itália)


- Due Lune Nerello Mascalese Nero d’Avola IGT  (Cantina Cellaro | Sicilia, Itália)
- Marqués de Tomares Crianza 2012 (Marqués de Tomares | Rioja, Espanha)
- Duorum Colheita 2013 (Duorum | Douro, Portugal)


- Château Aura 2012 (Denis Dubordieu | Bordeaux, França)

MUITO BOM/EXCELENTE:
- Nieto Senetiner Reserva Malbec 2013 (Nieto Senetiner | Mendoza, Argentina)
- Nederburg Winemaster’s Reserve Pinotage 2013 (Nederburg | Paarl, África do Sul)
- Mitolo Jester Shiraz 2011 (Vale de McLaren, Austrália)
- Le Clos de Reynon 2011 (Denis Dubordieu | Bordeaux, França)
- GR-174 2011 (Casa Gran del Siurana | Priorato, Espanha)

MUITO BOM:
- Nieto Senetiner Reserva Pinot Noir 2014 (Nieto Senetiner |Mendoza, Argentina)
- Nieto Senetiner Reserva Cabernet Sauvignon 2013 (Nieto Senetiner |Mendoza, Argentina)
- Santa Carolina Gran Reserva Syrah 2010 (Santa Carolina |Vale do Maipo, Chile)
- Jacob’s Creek Reserve Pinot Noir 2012 (Jacob’s Creek | Adelaide Hills, Austrália)
- Caldora Sangiovese IGT 2013 Cantina Caldora | Abruzzo, Itália)
- Beaujolais Rouge Abel Pinchard 2014 (Abel Pinchard | Beaujolais, França)
- Bouches du Rhône Vin de Pays 2014 (Masson Dubois | Rhône, França)
- Côtes du Rhône Abel Pinchard 2014 (Abel Pinchard | Rhône, França)
- Marqués de Tomares Excellence 2013 (Marqués de Tomares | Rioja, Espanha)
- MT Ribera del Duero 2013 (Marqués de Tomares |Ribera del Duero, Espanha)
- Messias Selection Bairrada DOC 2010 (Caves Messias | Bairrada, Portugal)

BOM/MUITO BOM:
- Campo Viejo Tempranillo 2011 (Campo Viejo | Rioja, Espanha)

BOM:
- Emilia Cabernet Sauvignon 2013 (Nieto Senetiner |Mendoza, Argentina)
- Alfredo Roca Fincas Merlot 2012 (Alfredo Roca | Mendoza, Argentina)
- Santa Carolina Reserva Merlot 2013 (Santa Carolina |Vale de Colchagua, Chile)

BOA COMPRA:


- Barbera la Quercia 2014 (Cantina Bennati | Piemonte, Itália)
- Elegido Tannat/Merlot 2015 (Montes Toscanini |Canelones, Uruguai)
- Monastério de San Prudêncio 2014 (Marqués de Tomares | Rioja, Espanha)
- Reguengos DOC 2014 (Carmim | Alentejo, Portugal)

FORTIFICADOS/LICOROSOS:

EXCELENTE:


- Nederburg Noble Late Harvest 2010 (Nederburg | Paarl, África do Sul)
- Madeira Justino’s 3 anos (Justino’s | Ilha da Madeira, Portugal)


SERVIÇO:
Veloz Distribuição
Rua Alfredo Fernandes, 200, Casa Forte, Recife-PE.
Fones: (81) 3038-9002 | 3097-7794

terça-feira, 10 de maio de 2016

J.C. Le Roux Méthode Cap Classic Brut


Tipo
: Espumante.
Produtor: J.C. Le Roux.
Origem: Stellenbosch, África do Sul.
Visual: Coloração amarelo palha, bolhas finíssimas e duradouras, boa formação de espuma.
Olfato: Frutas secas, maçã verde e notas de pão.
Paladar: Cremoso, seco, de ótima acidez e persistência. O sabor traz de volta as sensações do olfato.
Outras considerações: Um espumante que não deixa nada a desejar em relação aos Champagnes mais em conta. Assim como na França, é elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa e mais 12 meses de maturação em contato com as leveduras. O rótulo faz parte da Cap Classique Producers Association (CCPA). Os produtores que fazem parte desse movimento buscam promover essa nomenclatura para garantir o reconhecimento internacional pelos elevados padrões de qualidade dos vinhos produzidos. O espumante tem em sua composição uvas Pinot Noir e uma pequena parcela de Chardonnay. Sua graduação alcoólica é de 11,5%. 

Classificação: Excelente. 
Média de preço: Entre R$ 67 e R$ 79 [www.wine.com.br]

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os melhores do Road Show Adega Alentejana 2016

Estive na última sexta-feira (06) na última parada do Passeio Enogastronômico da Adega Alentejana pelo Brasil. A oitava edição do road show passou por dez cidades brasileiras, terminando no Recife. Na capital pernambucana, o evento reuniu, no hotel Golden Tulip, em Boa Viagem, produtores de vinhos da Espanha e de Portugal, e ainda uma seleção de azeites, geleias e outras iguarias trazidas ao Brasil pela importadora.

Além de poder provar novamente alguns clássicos (o portfólio da Adega Alentejana é recheado deles), também descobri algumas novidades. Vamos ao que interessa: a minha classificação dos melhores rótulos provados.

BRANCOS

EXCELENTE/EXCEPCIONAL:


- Tiago Cabaço Encruzado 2013 (Alentejo, Portugal)
- Pera Manca 2013 (Alentejo, Portugal)

EXCELENTE:


- Quinta de Chocapalha Arinto 2014 - (Lisboa, Portugal)
- Paulo Laureano Reserve 2013 (Alentejo, Portugal)
- Quinta da Alorna Arinto/Chardonnay 2014 (Tejo, Portugal)
- Guru Branco 2014 (Douro, Portugal)
- Adega de Borba Reserva 2013 (Alentejo, Portugal)
- Cortes de Cima 2014 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM/EXCELENTE:


- Flor de Vetus Verdejo 2015 (Rueda, Espanha)
- Paulo Laureano DOC Bucelas 2014 (Alentejo, Portugal)
- Marquesa de Alorna Grande Reserva 2013 (Tejo, Portugal)
- Aventura 2014 (Alentejo, Portugal)
- Procura 2014 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM:


- .Com Branco 2014 (Alentejo, Portugal)
- Quinta da Alorna 2014 (Tejo, Portugal)
- Monte do Pintor 2014 (Alentejo, Portugal)

ROSÉS

MUITO BOM:


- Condes de Barcelos Vinho Verde Rosé (Minho, Portugal)

ESPUMANTES

EXCELENTE:


- Monte do Pintor Método Clássico Bruto 2012 (Alentejo, Portugal)

TINTOS

EXCEPCIONAL:


- Paulo Laureano Premium Vinhas Velhas 2014 (Alentejo, Portugal )
- Terra a Terra Reserva 2011 (Douro, Portugal)

EXCELENTE/EXCEPCIONAL:


- Poliphonia Signature 2011 (Alentejo, Portugal)
- Quinta da Alorna Reserva Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon 2011 (Tejo, Portugal)
- Pintas Character 2013 (Douro, Portugal)
- Adega de Borba Grande Reserva Rótulo de Cortiça 2011 (Alentejo, Portugal)

EXCELENTE:


- Izadi Selección 2011 (Rioja, Espanha)
- Tapada do Fidalgo Reserva 2013 (Alentejo, Portugal)
- Poliphonia 2013 (Alentejo, Portugal)
- Quanta Terra Grande Reserva 2011 (Douro, Portugal)
- Marquesa de Alorna Grande Reserva 2011 (Tejo, Portugal)
- Mouchão 2010 (Alentejo, Portugal)
- Ponte das Canas 2011 (Alentejo, Portugal)
- Crochet 2012 (Douro, Portugal)
- Chocapalha Vinha Mãe2010 (Lisboa, Portugal)
- Manoella 2013 (Douro, Portugal)
- Monte do Pintor 2011 (Alentejo, Portugal)
- Monte dos Cabaços Reserva 2008 (Alentejo, Portugal)
- Adega de Borba Reserva Rótulo de Cortiça 2011 (Alentejo, Portugal)
- Adega de Borba Premium 2012 (Alentejo, Portugal)
- Cartuxa Colheita 2012 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM/EXCELENTE:


- Quinta do Corujão 2012 (Dão, Portugal)
- Tiago Cabaço Alicante Bouschet 2012 (Alentejo, Portugal)
- Procura 2012 (Alentejo, Portugal)
- Aventura 2013 (Alentejo, Portugal)
- Cortes de Cima 2012 (Alentejo, Portugal)

MUITO BOM:


- Maria Mansa 2010 (Douro, Portugal)
- MOB 2012 (Dão, Portugal)
- Tapada do Fidalgo 2014 (Alentejo, Portugal)
- Paulo Laureano Reserve 2014 (Alentejo, Portugal)
- Cedro do Noval 2010 (Douro, Portugal)
- Quinta da Alorna Castelão 2013 (Tejo, Portugal)

BOA COMPRA:

- Cortes de Cima Courela 2013 (Alentejo, Portugal)

FORTIFICADOS

EXCELENTE:


- Quinta do Noval Tawny Reserve (Douro, Portugal)

SERVIÇO:
No Recife, os vinhos da Adega Alentejana podem ser encontrados nas lojas RM Express e Ingá Vinhos.