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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dom Pérignon e a história do Champanhe




A questão dos vinhos espumantes e dos champanhes se resume através de uma simples lógica: todo champanhe se inclui no conjunto dos espumantes, mas nem todo espumante está incluído no mundo dos champanhes. O resto é só história e algumas informações adicionais. O champanhe é produzido nas regiões do Vale do Rio Marne (Valée du Marne), as elevações da cidade de Reims e a Côte des Blancs. O conjunto dessas regiões denomina-se Champagne, localizada no norte da França.

A bebida foi, provavelmente, descoberta pelo monge beneditino Pierre Perignón, mais conhecido como Dom Pérignon, em 1650, de forma casual. Ele inventou o método para a fabricação do champagne denominado Método Champenoise inspirado no Método Antigo de Limoux. Dois séculos mais tarde, o seu nome seria emprestado a uma das mais emblemáticas marcas de champanhe e, em 1936, a casa Moët & Chandon engarrafou o primeiro Dom Perignon. A ordem à qual o monge pertencia tinha como lema: ora et labora – ora e trabalha, onde as atividades religiosas estavam coordenadas com os estudos, e o trabalho era dignificante tanto para a alma, como para sustentar o próprio mosteiro.


Quando completou trinta anos, entrou para a abadia Saint Pierre de Hautivellers, e lá, se encarregou de cuidar da adega e dos seus produtos. Pérignon parecia ter dons empreendedores, pois restaurou a adega que se encontrava em ruínas, e retomou o prestígio da comunidade na produção de vinhos. Na época, o vinho era um dos principais produtos de comércio. Por isso, era importante que determinado local fosse visto pelos comerciantes. Além disso, o monge fez questão de acompanhar a evolução das vinhas antes do prensamento das uvas.

Também importante foi a forma como o monge harmonizou os diferentes tipos de uvas, exaltando as qualidades e diminuindo os defeitos, que evoluiu para que o champanhe fosse descoberto, mas também detalhes como a degustação, que era feita no dia seguinte em jejum, após a mistura fermentada no dia anterior. O mestre também classificava os vinhos de acordo com a origem das uvas em seus respectivos contextos climáticos (tempo chuvoso, quente) ou temporais (fermentados em anos recentes ou mais antigos). Por tudo isso, podemos considerar Pérignon como o grande mestre da enologia.

Entretanto, alguns especialistas sobre vinhos e champanhes, como o casal Kladstrup, jornalistas, que escreveram o best seller Vinho & Guerra, derrubam o mito de que Dom Pérignon inventou o champanhe e teria dito aquela célebre frase depois de provar o vinho: “estou vendo estrelas”. Segundo eles, não existe nada comprovado.



Todos os vinhos borbulhavam, na região de Champagne, pois nessas regiões mais frias, os fungos ficam inativos durante o inverno antes da fermentação do açúcar. Na primavera, eles se reativam e continuam a agir sobre o açúcar não convertido, originando uma quantidade maior de álcool e gás carbônico, que dão origem às bolhas. Ainda segundo os autores, Dom Pérignon trabalhou com afinco para evitar as bolhas, o que não era aceito nas missas, e junto ao povo, que não estava acostumado aos vinhos espumantes. No trabalho de eliminar as bolhas, o monge nunca conseguiu eliminá-los totalmente. Mas ainda assim, ele estabeleceu “as regras de ouro da produção de vinho”, como por exemplo: usar as melhores uvas, podar bem as vinhas no começo da primavera para evitar a superprodução; fazer a colheita nas primeiras horas da manhã e guardar os sucos resultantes de cada prensagem.

Deixando de lado os mitos ou sua verdadeira história, o fato é que, o champanhe é uma bebida festejada e apreciada por grandes personagens da história. Fiquemos com a citação de Madame Bollinger, proprietária da casa do Champagne Bollinger: “Eu só bebo champanhe quando estou feliz ou quando estou triste... às vezes eu bebo quando estou sozinha. Mas quando estou em companhia, considero obrigatório. Eu me distraio quando estou com fome e bebo quando estou faminta. Fora isso, eu nem toco nele, a menos que esteja com sede”

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Os melhores vinhos de 2015 pelo Blog Escrivinhos


Como já é de costume, todo mês de dezembro reúno aqui no blog uma lista dos melhores vinhos que provei durante o ano. Em 2015, apesar dos pesares, não tive do que reclamar no quesito ‘taça cheia’. Viajei, visitei vinícolas, participei de várias degustações profissionais e também entre amigos e provei muitas amostras em casa. Tento anotar tudo o que provo, porém, vez por outra, escapa alguma coisinha. Mas aí está a maior parte dos melhores vinhos que degustei este ano. Espero que aproveite as dicas. Saúde!

ESPUMANTES 


Excepcional:
Champagne:

Cristal 2004 (França)

Excelente/Excepcional:
Champagne:
Louis Roederer Rosé 2009 (França)

Franciacorta:
Berlucchi Cuvée Imperial Brut DOCG (Itália)

Espumante:
Guatambu Nature (Brasil)

Excelente:
Champagne:
Lanson Black Label Brut (França)
Louis Roederer Brut Premier (França)
Taittinger Brut Réserve (França)

Espumante:
Casa Valduga 130(Brasil)
Casa Valduga Gran Extra Brut 2009 (Brasil)
Guatambu Angus Extra Brut (Brasil)
Garibaldi Giuseppe Garibaldi Extra Brut (Brasil)
Miolo Millésime Brut 2011 (Brasil)
Ponto Nero Blanc de Blancs (Brasil)
Ponto Nero Blanc de Noirs Pinot Noir (Brasil)
Ponto Nero Rosé de Noir Conceptual Edition (Brasil)
Routhier e Darricarrère ReD Brut (Brasil)

Muito Bom/Excelente:
Champagne:
Perrier-Jouët Grand Brut (França)
Perrier-Jouët Blason Rosé (França)

Cava:
Codorníu Clasico Brut (Espanha)
Don Román Brut (Espanha)
Real de Aragón Brut (Espanha)

Espumante:
Casa Valduga Reserva Brut Blush (Brasil)
Chandon Excellence Brut (Brasil)
Fantinel Ribolla Gialla Brut (Itália)
Fortant de France Lux Royal Rosé Brut (França)
Guatambu Espumante Rosé (Brasil)
Herdade do Esporão Bruto 2013 (Portugal)
Luiz Argenta Brut (Brasil)
Miolo Cuvée Tradition Brut 2013 (Brasil)
Raposeira Reserva Bruto 2008 (Portugal)
Salton Lucia Canei Brut Rosé (Brasil)
Vadio Bruto Rosé (Portugal)

Muito Bom:
Champagne:
Lanson Rosé (França)
Pierre Grandet Brut Rosé (França)

Cava:
Real de Aragón Brut Rosé (Espanha)

Espumante:
Casa Venturini Vivere Brut (Brasil)
Chandon Réserve Brut (Brasil)
Don Guerino Brut Rosé (Brasil)
Lidio Carraro Dadivas Brut (Brasil)
Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé (Brasil)
Perini Prosecco (Brasil)

BRANCOS 


Excelente:
Alta Vista Classic Reserva Torrontés 2013 (Argentina)
Arboleda Chardonnay 2013 (Chile)
Camaleão Alvarinho 2013 (Portugal)
Casa Valduga Leopoldina Gran Chardonnay (Brasil)
Casas Altas Chardonnay 2013 (Portugal)
Contraste Branco 2013 (Portugal)
Domaines Ott Clos Mireille Blanc de Blancs 2014 (França)
Dr. Loosen Riesling Kabinett “Blue Slate” 2013 (Alemanha)
Dr. Loosen "Dr. L" Riesling Trocken Qualitatswein 2013 (Alemanha)
Esporão Reserva 2014 (Portugal)
Garibaldi Acordes Chardonnay 2013 (Brasil)
Goldridge Estate Marlborough Sauvignon Blanc 2011 (Nova Zelândia)
Guru Branco 2014 (Portugal)
Hobby Branco 2013 (Portugal)
John Duval Plexus Branco 2012 (Austrália)
Matilda Sauvignon Blanc/Verdelho (Austrália)
Pasquier Desvignes Bourgogne Chablis 2012 (França)
Pierre Vessigaud Pouilly-Fuissé 2012 (França)
Rubrica 2014 (Portugal)
Schloss Johannisberger “Silberlack” Troken Grosses Gewächs 2012 (Alemanha)
Veiga da Princesa Albariño 2013 (Espanha)

Muito Bom/Excelente:
Camene Grillo Terre Siciliane IGT (Itália)
Chateau Lafayette Reneau Riesling Semidry 2012 (EUA)
Domaine Gendron Vouvray Cuvée Clos Cartaud 2007 (França)
Dr. Loosen Erdener Treppchen Riesling Spätlese Prädkatswein 2011 (Alemanha)
La Viola Cortese dell'Alto Monferrato DOC 2014 (Itália)
Pighin Pinot Grigio Friuli 2014 (Itália)
Quinta de Chocapalha Arinto 2012 (Portugal)
Quinta Maria Izabel Branco 2014 (Portugal)
Ramirana Sauvignon Blanc/Gewürztraminer 2013 (Chile)
Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken 2013 (Alemanha)
Varanda do Conde 2013 (Portugal)

Muito Bom:
12 e Mezzo Malvasia del Salento 2013 (Itália)
Alamos Viognier 2012 (Argentina)
Casas del Toqui Single Estate Sauvignon Blanc 2014 (Chile)
Dr. Konstantin Frank Grüner Veltliner Finger Lakes 2014 (EUA)
Fleur du Cap Sauvignon Blanc 2013 (África do Sul)
Hermann J. Wiemer Vineyard Riesling Reserve Dry 2013 (EUA)
Insolia Y 2013 (Itália)
Legnaia Pinot Grigio delle Venezie IGT 2014 (Itália)
Luiz Argenta LA Jovem Viognier 2015 (Brasil)
Masi Passo Blanco 2014 (Itália)
Orme Falanghina 2014 (Itália)
Quinta do Vale do Ruivo 2013 (Portugal)
Ropiteau Frères Coteaux Bourguignons Chardonnay 2012 (França)
Willian Cole Albamar Sauvingon Blanc 2012 (Chile)

TINTOS 


Excelente/Excepcional:
Domaine Chante Alouette Cormeil Saint Emilion Grand Cru 2001 (França)
Domaine Chanzy Mercurey Les Carabys 2009 (França)
Guatambu Épico (Brasil)
John Duval Plexus Tinto 2010 (Austrália)
Kaiken Ultra Malbec 2012 (Argentina)
La Dame de Malescot Margaux 2006 (França)
La Rioja Alta Gran Reserva 904 2004 (Espanha)
Montes Alpha M 2010 (Chile)
Nosotros Francis 2011 (Argentina)
Pago dei Fusi Taurasi DOCG Terredora 2003 (Itália)
Paulo Laureano Selectio Grossa 2009 (Portugal)
Pio Cesare Il Bricco Barbaresco 2009 (Itália)
Poças Jr. Símbolo 2010 (Portugal)
Tenuta del Portale Le Vigne a Capanno Aglianico del Vulture 2009 (Itália)
Vega Sicilia Pintia 2009 (Espanha)

Excelente:


Alcesti Narkè dei Poeti 2010 (Itália)
Alcesti Nesos Nero d’Avola DOC 2013 (Itália)
Barbi Brunello de Montalcino 2007 (Itália)
Bastardo 2013 (Portugal)
Bremerton Selkirk Shiraz 2010 (Austrália)
Campo del Sole Palpedrigo 2010 (Itália)
Cantine Antonio Caggiano Taurasi Vigna Macchia dei Goti DOCG 2009 (Itália)
Casa Valduga Raízes 2010 (Brasil)
Casa Valduga Villa Lobos 2008 (Brasil)
Casa Venturini Tannat reserva 2012 (Brasil)
Château Beauchêne Premier Terroir Côtes du Rhône AOC 2012 (França)
Chateau Charmail Haut-Médoc 2007 (França)
Cheval des Andes 2010 (Argentina)
Chocapalha Vinha Mãe Tinto 2012 (Portugal)
Clos du Chapitre Nuiton Beaunoy Gevrey-Chambertin 1Er Cru 2011 (França)
Col D’Orcia Brunello di Montalcino 2006 (Itália)
Crasto Reserva Vinhas Velhas (Portugal)
Crasto Superior 2013 (Portugal)
Crochet 2012 (Portugal)
Domaine Michel Noellat Nuits-Saints-Georges 2011 (França)
Domaines Ott Château Romassan Rouge Bandol 2012 (França)
Dr. Konstantin Frank Pinot Noir Old Vines Finger Lake 2012 (USA)
Duas Quintas Reserva 2013 (Portugal)
Emiliana Coyam 2011 (Chile)
Erasmo 2002 (Chile)
Erasmo 2006 (Chile)
Esporão 4 Castas 2014 (Portugal)
Esporão Reserva 2012 (Portugal)
Folonari Nozzole IL Pareto Toscana 2009 (Itália)
Gaja Ca’Marcanda Promis 2011 (Itália)
Garcia de Castro Grande Reserva 2009 (Portugal)
Graham Beck The Joshua 2011 (África do Sul)
Gran Sangre de Toro Reserva 2010 (Espanha)
Guatambu Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon 2013 (Brasil)
Herdade dos Grous Moon Harvested 2013 (Portugal)
IrRosso di Casanova di Neri 2013 (Itália)
John Duval Entity Shiraz 2010 (Austrália)
King Estate Pinot Noir 2012 (USA)
La Braccesca Vino Nobile di Montepulciano 2010 (Itália)
La Poderina Brunello di Montalcino 2009 (Itália)
Lidio Carraro Merlot 2006 (Brasil)
Lidio Carraro Quorum 2008 (Brasil)
Luiz Argenta Cuvèe 2009 (Brasil)
Marcarini Barolo La Serra 2008 (Itália)
Marqués de Tomares Crianza 2011 (Espanha)
Masi Campofiorin Rosso del Veronese 2010 (Itália)
Masi Costasera Amarone della Valpolicella Classico 2009 (Itália)
Miolo Cuvèe Giuseppe 2013 (Brasil)
M.O.B. Tinto 2011 (Portugal)
Monte dos Perdigões Poliphonia Reserva 2012 (Portugal)
Montes Alpha Malbec 2011 (Chile)
Nosotros Malbec 2009 (Argentina)
Nosotros Sofita 2010 (Argentina)
NXNW Cabernet Sauvignon 2012 (EUA)
Old Adam Shiraz 2009 (Austrália)
Orme Aglianico 2014 (Itália)
Perini Quatro 2009 (Brasil)
Pimenta Grande Escolha 2011 (Portugal)
Pintas 2013 (Portugal)
Poças Reserva 2009 (Portugal)
Podere San Cristoforo Carandelle 2012 (Itália)
Quinta da Bacalhôa 2012 (Portugal)
Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2013 (Portugal)
Ravines Pinot Noir Finger Lakes 2012 (EUA)
Rivetto Barolo Riserva 2010 (Itália)
Robert Mondavi Cabernet Sauvignon 2012 (EUA)
Routhier e Darricarrère Salamanca do Jarau 2012 (Brasil)
Salton Gerações Antonio "Nini" Salton 2011 (Brasil)
Salton Talento 2011 (Brasil)
San Paolo Amarone Classico (Itália)
Sasso di Sole Brunello di Montalcino 2009 (Itália)
Solo Reserva Touriga Nacional Dão DOC (Portugal)
Tarapacá Etiqueta Azul 2012 (Chile)
Terrazas Reserva Malbec 2012 (Argentina)
Terrazas Single Vineyard Malbec 2010 (Argentina)
Terredora Il Principio Aglianico 2008 (Itália)
Villa Calcinaia Vigna Bastignano Gran Selezione Chianti Classico Riserva DOCG 2010 (Itália)

Muito Bom/Excelente:
Baglio di Pianetto Carduni Petit Verdot 2007 (Itália)
Baptême Malbec 2010 (Argentina)
Cadisopra Sangiovese di Romagna Superiore Riserva 2010 (Itália)
Campo del Sole San Hugo Riserva 2008 (Itália)
Carpineto Dogajolo Toscano Rosso IGT 2012 (Itália)
Casa Ferreirinha Esteva Douro 2014 (Portugal)
Casa Valduga Leopoldina Merlot 2011 (Brasil)
Cellaro Micina Nero d'Avola Nerello Mascalese 2013 (Itália)
Château Kefraya 2008 (Líbano)
Cims de Montsant 2010 (Espanha)
Cortes de Cima Chaminé 2013 (Portugal)
Duorum Colheita 2012 (Portugal)
Edna Valley Vineyard Pinot Noir 2012 (EUA)
Emiliana Novas Gran Reserva Cabernet Sauvignon Merlot 2011 (Chile)
Erasmo 2007 (Chile)
Esporão Quatro Castas 2014 (Portugal)
Feudo Principi di Butera Deliella Nero d’Avola 2012 (Itália)
Finca La Linda Smart Blend 2012 (Argentina)
Floare de Luna Feteasca Neagra Private Reserve 2013 (Romênia)
Fraga da Galhofa Reserva Tinto 2011 (Portugal)
Geantet-Pansiot Marsannay Champs Perdrix 2012 (França)
Goldridge Pinot Noir 2011 (Nova Zelândia)
Herdade Perdigão Reserva 2012 (Portugal)
Luiz Argenta Merlot 2009 (Brasil)
Manoella 2013 (Portugal)
Matilda Cabernet Sauvignon/Merlot (Austrália)
Miolo Merlot Terroir 2012 (Brasil)
Montes Alpha Syrah 2011 (Chile)
Miura Douro 2013 (Portugal)
Perini Barbera 2013 (Brasil)
Perini Fração Única Merlot 2012 (Brasil)
Pintas Character 2013 (Portugal)
Poliziano Asinone Vino Nobile di Montepulciano 2010 (Itália)
Quinta das Setencostas Alenquer 2009 (Portugal)
Quinta Maria Izabel Tinto 2012 (Portugal)
Rio Sol Vinha Maria Reserva 2011 (Brasil)
Salentein Reserve Malbec 2013 (Argentina)
Testardi Syrah 2013 (Brasil)
Vistalba Corte B 2011 (Argentina) 

Muito Bom: 
Alceo Primitivo Salento IGP (Itália)
Allesverloren Tinta Barroca 2013 (África do Sul)
Amalaya Gran Corte 2012 (Argentina)
Arboleda Carmenère 2011
Arboleda Pinot Noir 2013 (Chile)
Assobio Tinto 2012 (Portugal)
AS3 Cabernet Sauvignon Premium Wine 2012 (Chile)
Campo del Sole Cà Mè Cabernet Merlot 2011 (Itália)
Casa Valduga Raízes Premium Cabernet Franc 2011 (Brasil)
Casa Venturini Cabernet Sauvignon Reserva 2012 (Brasil)
Château L'Etoile de Clotte Saint-Émilion Grand Cru 2009 (França)
Col D’Orcia Rosso di Montalcino 2009 (Itália)
Cortes de Cima Syrah 2012 (Portugal)
Crasto 2014 (Portugal)
Emiliana Adobe Reserva Cabernet Sauvignon 2013 (Chile)
Erasmo 2009 (Chile)
Flavium Mencia 2008 (Espanha)
Guatambu Rastros do Pampa Tannat 2014 (Brasil)
Herdade dos Grous Tinto 2013 (Portugal)
Hobby Tinto 2012 (Portugal)
King Estate Acrobat Pinot Noir Oregon 2012 (EUA)
La Closerie de Malescasse Haut-Medoc Grand Vin de Bordeaux  2011 (França)
La Rose Pourpre Beaujolais Vieilles Vignes 2014 (França)
Le Casine Chianti 2013 (Itália)
Lidio Carraro Singular Teroldego 2010 (Brasil)
Luiz Argenta LA Jovem Shiraz 2015 (Brasil)
Mar de Lisboa 2012 (Portugal)
Masi Passo Doble 2011 (Argentina)
Masi Corbec 2010 (Argentina)
Matilda Plains Cabernet Sauvignon/Shiraz 2011 (Austrália)
Mau Feitio 2009 (Portugal)
Miguel Torres Reserva de Pueblo País 2012 (Chile)
Monte da Peceguina 2014 (Portugal)
Montes Outer Limits CGM 2010 (Chile)
Neethlingshof Pinotage 2014 (África do Sul)
Nieto Senetiner Malbec DOC 2012 (Argentina)
Norton Elegido Lote Negro Nº1 2007 (Argentina)
Norton Reserva Syrah 2009 (Argentina)
NXNW Red Blend 2012 (EUA)
Orme Primitivo 2013 (Itália)
Perini Marselan 2012 (Brasil)
Rio Sol Paralelo 8 (Brasil)
Rio Sol Winemaker’s Selection Touriga Nacional 2013 (Brasil)
Terrazas Reserva Cabernet Sauvignon 2012 (Argentina)
Tourónio Douro 2013 (Portugal)
Uxmal Syrah-Malbec 2014 (Argentina)
Vale de Cavalos 2012 (Portugal)
Vega Saúco Piedras Crianza 2011 (Espanha)

ROSÉS
 


Excelente/Excepcional:
Domaines Ott Clos Mireille Rosé Coeur de Grain 2014 (França)

Excelente:
L’Eclat Peyrassol 2013 (França)

Muito Bom/Excelente:
Luiz Argenta LA Jovem Rosé 2015 (Brasil)
Vinha da Defesa Rosé (Portugal)

Muito Bom:
Crios Rosé Malbec 2013
Domaines Ott Les Domaniers Rosé 2014 (França)

FORTIFICADOS/SOBREMESA 


Excelente/Excepcional:
Ramos Pinto Porto 20 Anos Quinta do Bom Retiro (Portugal)
Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese (Alemanha)

Excelente:
Adriano Porto White Reserva (Portugal)
Grahm’s 40 Anos Tawny Port (Portugal)
Justino’s Madeira (Portugal)
Taylor's 20 anos (Portugal)

Muito Bom/Excelente:
Norton Cosecha Tardía Espumante (Argentina)
Ramos Pinto Porto Tawny (Portugal)
Ramos Pinto Porto Vintage 2000 (Portugal)
Terrazas Petit Manseng Single Vineyard El Yaima 2012 (Argentina)
Wine & Soul Porto 10 Anos (Portugal)

Muito Bom:
Taylor's 10 anos (Portugal)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A excelência dos champagnes Louis Roederer


Quando se fala em uma marca ícone de Champagne, a maioria dos apreciadores da bebida lembrará certamente da Cristal. Trata-se de um dos rótulos de maior prestígio da região e o mais emblemático da tradicional Maison Louis Roederer. Este foi um dos exemplares que provamos esta semana, numa degustação realizada no restaurante Mingus, no Recife. O evento foi promovido pela Licínio Dias (LD) Importação, que agora é o importador exclusivo dos produtos Roederer para o Brasil, junto com a Épice – ‘empresa-irmã’ nas regiões Sul e Sudeste.

Antes de comentar sobre os vinhos, contarei um pouco sobre a história e o posicionamento do grupo Roederer, detentor de marcas como Ramos Pinto (Douro-Portugal), Domaines Ott (Provence-França), Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande (Bordeaux-França), Château de Pez (Bordeaux-França), Château Haut-Beauséjour (Bordeaux-França), Deutz (Champagne-França) e Roederer Estate (Califórnia-EUA).

Eduarda Dias, que conduziu a degustação junto com seu pai, Licínio (foto abaixo), contou que se trata do maior grupo de vinhos de luxo do mundo, presente no Brasil já há 40 anos. A produção dos champagnes Louis Roederer é de 3,5 milhões de garrafas por ano.


A história da marca começou em 1776, quando Nicholas-Henri Schreider fundou a Dubois Père & Fils. Porém, a empresa só ganhou o seu nome atual quando Louis Roederer, sobrinho de Nicholas, assumiu o negócio, em 1883 e incrementou as vendas e as exportações da bebida produzida na casa.

Em 1876, o czar da Rússia Alexandre II, um apaixonado pelos Champagnes Roederer, pediu que a casa produzisse para ele um Champagne único e exclusivo. Foi assim que nasceu o Cristal. Engarrafado em cristal Baccarat, era o primeiro Cuvée Prestige da história de Champagne. A partir de 1945, o champanhe Cristal começou a ser comercializado em garrafas de vidro branco, mas o conteúdo continuou fiel às suas origens, seguindo rigorosos padrões de elaboração.

Além da sofisticada Cristal, produzida também na versão Rosé, a Louis Roederer elabora outros excelentes Champanhes, todos com uvas colhidas nos 240 hectares situadas em áreas classificadas como Grands e Premiers Crus. Nos seus vinhedos, realiza um trabalho de viticultura de precisão, respeitando a biodiversidade e dando uma importância cada vez maior aos princípios da agricultura biodinâmica.

É uma das únicas casas a utilizar ainda a maceração pelicular, método delicado que consiste em macerar a uva com a casca por várias horas, obtendo dessa forma um mosto mais concentrado e mais aromático.

Vamos então à minhas impressões sobre os champagnes. No próximo post, conto sobre os surpreendentes vinhos Domaines Ott.

Lois Roederer Brut Premier


Elaborado com Pinot Noir (40%), Chardonnay (40%) e Pinot Meunier (20%) colhidas em mais de 40 parcelas diferentes de terra, consiste num corte de seis safras, sendo parte dos vinhos da coleção reserva de Louis Roederer, que matura em cascos de carvalho por vários anos. Na taça, apresentou cor amarelo palha com reflexos dourado, perlage fino e consistente. O nariz exibe notas de panificação, frutas secas e mel. Paladar seco, de boa cremosidade e sensação intensa de “agulha”. Boa acidez e final persistente. Esse champagne matura três anos nas caves da Maison.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 330

Louis Roederer Rosé 2009


Na composição deste exemplar, foram usadas as uvas Chardonnay (62%) e Pinot Noir (38%). Parte delas (7%) foi vinificada em carvalho. Sua maturação foi de quatro anos em contato com as leveduras. A coloração é salmão, com bolhas finíssimas e persistentes. O nariz exprime muita finesse, com notas de frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa, além de toques de brioche. Na boca oferece excelente cremosidade. Com muito frescor e elegância traz de volta as sensações do nariz.

Classificação: Excelente/Excepcional
Média de preço: R$ 420

Cristal 2004


Este ícone de Champagne traz em seu corte as uvas Pinot Noir (55%) e Chardonnay (45%), colhidas em propriedades Grand Crus de Montagne de Reims, Valée de La Marne e Côte des Blancs. Cerca de 20% dos vinhos maturam em barricas de carvalho. O descanso nas caves é de cinco anos. Na taça, apresenta uma bonita aparência amarelo dourada, com perlage finíssimo, intenso e persistente. O aroma envolve um rico conjunto de sensações onde se destacam notas de frutas secas, fermento, mel e especiarias. Ataque poderoso de boca, com acidez elegante, boa cremosidade, sensação de “agulha” presente e final prolongado. O sabor mostra as características sentidas no olfato, junto com um leve toque tostado.

Classificação: Excepcional
Média de preço: R$ 1.250

No Recife, os champagnes Louis Roederer podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, Diplomata Delicatessen e DLP Distribuidora. Em Olinda, na Tia Dulce.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Champagne Perrier-Jouët: sinônimo de exclusividade e inovação

Estive ontem numa apresentação da maison de champagnes Perrier-Jouët, realizada na Casa dos Frios, no Recife. A explanação, conduzida pela sommelière Fabyola Soares, envolveu assuntos como a história da marca, detalhes do processo de produção, curiosidades sobre a bebida e finalizou com a degustação de dois rótulos.


A Perrier Jouët nasceu em 1811, com o casamento entre o fabricante de rolhas Pierre-Nicolas Perrier e Adéle Jouët, nascida numa família com tradição no cultivo de vinhedos. Foi uma das primeiras casas a exportar champagne para a Inglaterra e responsável por incentivar uma pequena revolução na produção da bebida. Segundo a sommelière, os champagnes antigamente possuíam 200 gramas de açúcar residual por litro. Em 1846, a Perrier-Jouët decidiu fazer um champagne mais seco e decidiu reduzir o açúcar para 30 gramas por litro, tendo este método posteriormente sido adotado pelos outros produtores da região.

Além disso, a casa ainda foi uma das primeiras a produzir champagnes em safras especiais. Pertencente nos dias atuais ao grupo Pernod Ricard, apenas sete enólogos passaram pela maison desde a sua fundação. A colheita é 100% manual e nenhum vinho estagia em madeira. A maior parte dos seus vinhedos são de classificação grand cru.

A principal estrela da casa é o champagne Belle Epoque, lançado em 1969 e produzido apenas em safras excepcionais. A garrafa é uma verdadeira obra de arte, que reproduz uma pintura feita à mão em 1902 pelo mestre vidraceiro Emile Gallé, figura de destaque do movimento art nouveau.

Os principais mercados dos produtos da marca são, por ordem, Estados Unidos, Japão e França. Para o Japão, inclusive, a casa desenvolveu uma edição especial da bebida, muito apreciada naquele país.

Durante a apresentação, provamos os dois rótulos de entrada da Perrier-Jouët. Confira as minhas impressões:

Perrier-Jouët Grand Brut



Elaborada com as variedades Chardonnay (20%), Pinot Noir (40%) e Pinot Meunier (40%), amadureceu nas caves da maison durante pelo menos três anos. Sua coloração é amarelo palha com borbulhas finas e constantes. O aroma envolve notas minerais, de frutas brancas, leve floral e um discreto toque cítrico. O paladar é mais vibrante, trazendo além das sensações do nariz, um toque de mel. Sabor cremoso e prolongado. Tem 12% de álcool e de 8 a 11 gramas por litro de açúcar residual.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 240

Perrier-Jouët Blason Rosé



Este tem em sua composição 25% de Chardonnay, 50% de Pinot Noir e 25% de Pinot Meunier, também com amadurecimento mínimo de três anos em cave. Sua aparência exibe uma cor rosado salmão, com borbulhas finas, abundantes e persistentes. Nariz muito elegante e discreto, onde identificamos frutas vermelhas silvestres e notas de panificação. Paladar seco, prolongado, com um marcante toque mineral no final de boca.  Tem 12% de álcool e de 8 a 11 gramas por litro de açúcar residual.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 265

CASA DOS FRIOS:
Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife. Fone: (81) 2125-0000
Av. Domingos Ferreira, 1920, Boa Viagem, Recife. Fone: (81) 2125-0231.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Champagne Lanson Black Label Brut


Tipo: Espumante.
Produtor: Lanson.
Origem: Reims, Champagne, França.
Visual: Coloração amarelo palha e perlage abundante, com bolhas de tamanho médio.
Olfato: Notas tostadas, de brioche, abacaxi e frutas secas.
Paladar: Excelente acidez, boa cremosidade e final prolongado. Seu sabor reproduz as características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Chardonnay (35%), Pinot Noir (50%) e Pinot Meunier (15%), este champagne fica em contato por três anos com suas leveduras. Tem 11,5% de álcool. A Lanson é uma das poucas maison de Champagne que não fazem fermentação malolática* nos seus vinhos-base**.

*Transformação do ácido málico em ácido lático e consequente redução da acidez total da bebida.

**Vinho já pronto, que passou por fermentação. Para se transformar em espumante, ele vai passar por uma segunda fermentação.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 260 (Cantu Importadora)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Champagne e Borgonha são declaradas regiões “Patrimônio da Humanidade”


Reunido na Alemanha, o comitê da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) decidiu esta semana transformar as regiões de Champagne (foto acima) e Borgonha, na França, em Patrimônios da Humanidade. A iniciativa deve estimular ainda mais o turismo naquelas localidades, que produzem algumas das bebidas mais valorizadas do planeta.

As colinas, o casario e as maison produtoras de Champagne foram incluídas na lista da Unesco. "Nesses locais foram desenvolvidos o método de elaboração de vinhos efervescentes, graças à segunda fermentação nas garrafas, desde o início do século XVII até o início da industrialização da bebida, no século XIX", justifica a entidade.

Na Borgonha (foto abaixo), foram tombados os célebres vinhedos de Romanée-Conti, de Vosne-Romanée e de Montrachet. Segundo a Organização, trata-se de "uma paisagem cultural” com tradição, desde a Idade Média, na produção de tintos e brancos de altíssimo nível.


Com a novidade, a França pretende incrementar em 20% o número de visitantes no país. Para o presidente François Hollande, a iniciativa "marca o reconhecimento internacional do patrimônio excepcional dessas regiões e testemunha a diversidade e o dinamismo dos territórios franceses, que são a riqueza do país", observou.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Veuve Clicquot estaciona seu trailer amarelo no Recife


A marca de champagne Veuve Clicquot, famosa por suas criativas ações de marketing, estacionou o seu trailer amarelo, o Clicquot Yellow Trailer, em pleno corredor do Shopping RioMar, no Recife. O local, que funciona como como um charmoso bar, está comercializando a bebida em taça e em garrafa, e fica em funcionamento até o dia 12 de julho.

A ação acontece em parceria com a Lead! Assessoria e Promoção e o restaurante Rui Paula. Este último, comercializando algumas de suas iguarias para acompanhar os bebes. Os clientes que consumirem uma taça do champagne levam para casa a famosa tacinha amarela da marca. Já quem comprar uma garrafa, ganha um jogo de cinco taças.


Também são comercializadas no trailer alguns dos cobiçados kits da marca. 

O Clicquot Yellow Trailer está localizado no piso L3 do Shopping RioMar Recife - Avenida República do Líbano, 251 - Pina e funcionará de segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingos, das 12h às 21h.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Champagne Taittinger Brut Réserve


Tipo: Espumante.
Produtor: Taittinger.
Origem: Reims, Champagne, França.
Visual: De cor  amarelo palha, exibe impressionante perlage - uma verdadeira "explosão" de finas e numerosas borbulhas, com excelente durabilidade.
Olfato: Delicado, com notas de amêndoas, frutas brancas, damasco e pão.
Paladar: Elegante, cremoso e de ótima acidez. O sabor repete as sensações do nariz e traz ainda leves toques cítricos. Final persistente.
Outras considerações: Elaborado com uvas Chardonnay (37%), Pinot Noir (48%) e Pinot Meunier (15%), a bebida ficou sobre suas borras (sur lie) por um período de no mínimo 36 meses. A graduação alcoólica é de 12%.

Classificação: Excelente.
Preço: R$ 205 (no Recife, no Empório 4 Elementos).