Mostrando postagens com marcador Regular/Bom. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Regular/Bom. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de janeiro de 2012

Acquasantiera Lorena Ativa - 2011

Para abrir os trabalhos de 2012, a minha primeira postagem do ano é sobre um vinho bem diferente que vem sendo elaborado no Brasil. Foi também o rótulo que escolhi para comentar na edição de janeiro da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), que este mês teve o tema sugerido pelo confrade Deco Rossi: um vinho branco do Novo Mundo, exceto Chardonnay e Sauvignon Blanc, sem limite de preço.

Então vamos lá:

Produtor: Cooperativa Vinícola Garibaldi.
Origem: Garibaldi, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor amarelo dourado.
Olfato: Notas cítricas, lembrando lima, e caráter floral.
Paladar: Traz de volta as características sentidas no olfato. Tem bom volume de boca e boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com a variedade BRS Lorena, com maceração semelhante aos vinhos tintos e utilização de fermento autóctone da Embrapa. Os produtores afirmam que esta uva branca tem quatro vezes mais polifenóis, igualando-se a algumas cepas tintas. Sua graduação alcoólica é de 11,5%. O vinho é baratinho, na casa dos R$ 12.

Classificação: Regular/Bom.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Postales del Fin del Mundo Malbec – 2010


Produtor: Bodega del Fin del Mundo.
Origem: Patagônia, Argentina.
Visual: Cor violeta.
Olfato: Frutas vermelhas maduras, com predominância de ameixa, mais um toque de tabaco.
Paladar: Frutado, jovem, com taninos amistosos. Fácil de tomar.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Malbec. Teve ligeira passagem por madeira. Seu teor alcoólico é de 14%.

Classificação: Regular/Bom.
Faixa de preço: R$ 25

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Rio Sol Viognier/Chenin Blanc – 2009

Produtor: Vinibrasil
Origem: Vale do São Francisco, Brasil.
Visual: Cor amarelo palha, límpido e transparente.
Olfato: Discreto cítrico e notas de frutas brancas, como pêra.
Paladar: Leve, refrescante, com média acidez. Final herbáceo.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Viognier e Chenin Blanc. Após a fermentação, estagiou apenas em inox. Tem 12% de teor alcoólico.

Classificação: Regular/Bom.
Faixa de preço: R$ 20

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Norton Roble Merlot - 2007


Produtor: Bodega Norton.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Frutas vermelhas (cerejas, principalmente), mentol, baunilha e pimenta do reino. Álcool um pouco aparente.
Paladar: Mesmas impressões do nariz. Final persistente.
Outras considerações: Tinto feito 100% com a uva Merlot provenientes de vinhedos com mais de 15 anos. Metade do vinho passou 12 meses em barricas de carvalho francês e mais de seis meses em garrafa. Graduação alcoólica de 14%.

Classificação: Regular/Bom (vai melhorar com guarda)
Tomado em: Restaurante La Vid, na Bodega Norton.
Faixa de preço: R$ 20 (preço da Argentina).

Norton Elegido Lote Rojo Nº 3 Malbec – 2007

Produtor: Bodega Norton.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi.
Olfato: Frutas maduras, menta e pimentão. O álcool aparece em excesso.
Paladar: Muito semelhante ao nariz. O final é marcante, de pimentão.
Outras considerações: Este é um vinho vendido apenas na vinícola Norton. É o rótulo mais básico da série “Elegido”, que conta com três versões: o Rojo (vermelho), o Azul e o Negro. Tem 14% de graduação e deve ser decantado antes de servir, pois precisa respirar para dar uma “aliviada” no álcool, muito marcante. É feito 100% com a uva Malbec.

Classificação: Regular/Bom (pode melhorar com a guarda).
Tomado em: Restaurante La Vid, na Bodega Norton.
Faixa de preço: R$ 22,50 (preço da Argentina).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ducos Vinícola apresenta safra 2010

Participei ontem à noite de uma apresentação da nova safra de um produtor que venho acompanhando desde cedo: a Ducos Vinícola. Instalada no Vale do São Francisco, a empresa tem sangue italiano e francês correndo nas veias. Explico: os donos são da Itália, experientes produtores de vinho na região da Toscana, e o atual enólogo é Michel Fabre (foto), francês que mergulhou de corpo e alma naquele terroir com a missão de tornar os vinhos da Ducos uma referência no Brasil.


Foto: Henrique Santos
A apresentação da safra 2010 do Assemblage Seco e dos varietais Syrah, Petit Verdot (este último ainda continua sendo o único produzido exclusivamente com essa uva no Brasil) foi conduzida pelo próprio Michel Fabre, no restaurante Pantagruel (foto), em Casa Forte, no Recife, reunindo um bom grupo de apreciadores de vinhos.

O enólogo mora há cerca de dois anos e meio no Vale do São Francisco e vem dedicando-se ao melhoramento da qualidade da uva e do vinho. Neste processo, a vinícola investiu em tecnologia, trazendo equipamentos para vinificação, engarrafamento e rotulagem. Inicialmente, foram investidos cerca de 5 milhões de Euros.

A vinícola possui 12 hectares de vinhedos em Lagoa Grande, sendo seis destes dedicados ao plantio da Petit Verdot, três para Syrah e três para Cabernet Sauvignon. Nenhum dos rótulos produzidos tem passagem por madeira. Segundo o gerente regional da Ducos, André Artur, a intenção é eliminar o caráter adstringente que marca os tintos produzidos no Nordeste. “Quando se fala em vinho do Vale do São Francisco, as pessoas sempre comentam sobre a acidez elevada”, observou. E pelo visto a Ducos levou o objetivo a sério. A nova safra está bem mais equilibrada, principalmente o Petit Verdot.

Confira a seguir as minhas impressões sobre os rótulos lançados.

Château Duccos Syrah – 2010

Visual: Rubi brilhante.
Olfato: Frutas maduras, azeitona preta e alcaçuz.
Paladar: Marcado pelo sabor da azeitona preta, principalmente no final, mesclado com discreta fruta madura e leve apimentado. Taninos aparentes, mas não agressivos. Médio corpo.
Outras considerações: Um vinho gastronômico, que cai bem com carnes vermelhas. A maceração das uvas ocorreu por 30 dias e a sua graduação alcoólica é de 13,4%. A sugestão do produtor é que seja servido entre 15ºC e 17ºC.

Classificação: Bom.
Faixa de preço: R$ 16
Onde encontrar: No Recife, nas lojas do Bompreço (Walmart).

Château Duccos Petit Verdot – 2010

Visual: Rubi brilhante. Lágrimas em abundância.
Olfato: Fruta vermelha, destacando amora, leve mentolado e pimenta.
Paladar: Bom corpo e persistência. Reflete as mesmas impressões do nariz. Os taninos estão mais bem trabalhados, tornando um vinho equilibrado e prazeroso de tomar.
Outras considerações: De acordo com o enólogo Michel Fabre, o clima quente do Vale do São Francisco permite fazer o varietal da uva Petit Verdot, que normalmente é muito tânica. Foram 30 dias de fermentação e maceração. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 27
Onde encontrar: No Recife, nas lojas do Bompreço (Walmart).

Château Duccos Assemblage Seco – 2010

Visual: Cor rubi violáceo, límpido e transparente.
Olfato: Álcool um pouco pronunciado ao abrir, mas que se resolve à medida que o vinho “respira”. Aparecem frutas vermelhas, sobressaindo-se amora, e leve herbáceo.
Paladar: Embora em menor proporção, a Syrah dá maior sabor, com suas notas de azeitonas pretas. É um vinho de corpo leve, para o dia-a-dia. Tem pouca persistência.
Outras considerações: Em sua composição entram as cepas Petit Verdot (50%), Syrah (25%) e Cabernet Sauvignon (25%).

Classificação: Regular/Bom.
Faixa de preço: R$ 14 (preço honesto)
Onde encontrar: No Recife, nas lojas do Bompreço (Walmart) e Deskontão.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Aliwen Reserva Sauvignon Blanc – 2010

Produtor: Viña Undurraga.
Origem: Vales de Curicó e Leyda, Chile.
Visual: Amarelo palha muito claro.
Olfato: Muito aromático, com notas cítricas e de pêssegos.
Paladar: É mais tímido na boca. Traz pouca fruta e notas mais minerais. Acidez boa.
Outras considerações: Aliwen (Araucária) vem do idioma Mapuche e significa “árvore sagrada”. Este vinho foi elaborado somente com a uva Sauvignon Blanc cultivadas nos vales de Curicó (70%) e Leyda (30%).

Classificação: Regular/Bom
Tomado em: Viña Undurraga
Faixa de preço: R$ 14 [preço do Chile]

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Santa Rita Medalla Real Reserva Carmenère - 2009

Produtor: Viña Santa Rita.
Local: Vale do Maipo, Chile
Visual: Cor rubi clara brilhante.
Olfato: Ameixas e especiarias.
Paladar: Repetem-se as impressões da boca, junto com um leve toque de chocolate. Tem corpo leve e taninos aparentes no final.
Outras considerações: É um vinho que pode melhorar com a guarda. Passou 14 meses em carvalho.



Classificação: Regular/Bom
Tomado em: Restaurante Giratorio, Santiago, Chile
Faixa de preço: R$ 17 [preço do Chile]

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Viña Maipo Sauvignon Blanc – 2009

Nestes dias quentes, os brancos vão ser vistos com mais frequência aqui no blog. Este é chileno, do Valle Central, produzido pela Viña Maipo - vinícola pertencente à Concha Toro.

Tem com amarelo palha bem brilhante e aromas cítricos, com leve toque de maçã verde. Na boca, predomina o caráter cítrico. É um vinho refrescante e de boa acidez, com final bem azedinho. Acredito que cai bem com ceviche.

A graduação alcoólica é de 13%.



Classificação: Regular/Bom
Faixa de preço: R$ 15

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Montepulciano d’Abruzzo Bonacchi - 2005

Diferente de grande parte dos vinhos do Novo Mundo, que fazem bonito quando bebidos sozinhos, a maioria dos vinhos italianos são melhores quando acompanham a comida. No último sábado resolvi provar, mais uma vez, o Montepulciano d’Abruzzo, safra 2005, do produtor Bonacchi.

Produzido na Toscana, Itália, não é um grande vinho, mas pode ser muito bem aproveitado dependendo do prato que o acompanha. Já havia bebido uma taça desta mesma safra durante uma degustação, porém sem nenhum acompanhamento. No sábado a coisa mudou um pouco de figura. O vinho deu uma crescida quando tomado junto com uma ótima lasanha italiana (massa caseira à bolonhesa acompanhada de funghi porcini italiano, molho bechamel e parmesão gran formaggio), da Trattoria Don Francesco, em Olinda.

Voltando ao vinho, ele é elaborado com 85% da uva Montepulciano e 15% de outras cepas tintas. Não é maturado em madeira para preservar o frescor da fruta. Cor vermelho rubi, possui aroma de frutas vermelhas. Na boca é inicialmente macio, mantendo o frutado. Apesar de ser um vinho pouco persistente, o final é que não me agradou muito, pois deixou um certo amargor.

Graduação alcoólica 12%. Se quiser tentar, acompanhe com massas e carnes.

sábado, 15 de março de 2008

Finca Flichman Shiraz Oak Aged - 2006

Provei esta semana um vinho que sempre vi nas prateleiras e nunca tinha me arriscado a comprar. Pois bem, este vinho é o argentino Finca Flichman, Shiraz, Oak Aged, safra 2006. Embora jovem, é um vinho potente, que não me agradou muito nos primeiros goles.

Mas a grata surpresa veio quando chegou o jantar - uma massa com queijos fortes como o vinho. Foi aí que tudo se transformou. O shirazinho sentiu a concorrência e ficou mais aveludado e saboroso. Deu para sentir bem o carvalho, por onde o produtor diz que ele passa três meses.

Vinho tem dessas coisas. É por isso que todo dia me surpreendo. O Finca Flichman foi comprado no Pão de Açúcar, por R$ 22,78.