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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Loja promove compartilhamento de vinhos especiais entre os clientes


A enoteca Bicerìn, localizada na cidade de Milão, na Itália, encontrou uma boa maneira de seus clientes provarem vinhos caros ou até mesmo aqueles rótulos considerados raros, sem ter que gastar uma fortuna.

Trata-se do "Wine Sharing", que vai ocorrer sempre às segundas-feiras, reunindo seis clientes em torno de um vinho previamente selecionado. O primeiro encontro aconteceu hoje (22), com o rótulo Barolo Cavallotto Riserva Bricco Boschis 2004.

O custo da participação por pessoa é de 25 euros. Os Wine Sharing serão sempre anunciados na página do Facebook da Bicerìn Milano.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tinto Uruguaio ganha Copa do Mundo de vinhos promovida pelo Hotel Village

“Como teria sido o resultado da Copa de 2014 se os países estivessem disputando com seus vinhos?”. Essa foi a proposta da degustação ‘Taças do Mundo’, conduzida pelo jornalista e degustador internacional Eduardo Viotti (foto abaixo), durante o Village Wine & Gourmet Week. O evento aconteceu na última semana, no Hotel Village, em Porto de Galinhas (PE), reunindo enófilos de diferentes partes do Brasil interessados em comer bem e degustar bons vinhos num cenário paradisíaco.


A degustação foi dividida em etapas, com sorteio de chaves e processo de eliminação durante as competições. O júri foi formado por jornalistas e por hóspedes que compraram o pacote especial para o evento.

Foram realizadas disputas classificatórias com seis degustações comparativas. Os vinhos competidores foram os seguintes:

- Espumante Pedrucci Milesime (Brasil)
- Cava Don Roman Brut Branco (Espanha)
- Champagne Deutz Brut Classic (França)
- Weingut Heinz Pfaffmann Riesling Trocken (Alemanha)
- Ironstone Reserva Chardonnay Murphys (Estados Unidos)
- Bertarose Rosato (Itália)
- Mitolo Jester Shiraz (Austrália)
- Carlos Montes Tannat Crianza (Uruguai)
- Nederburg Winemaster’s Reserve Pinotage (África do Sul)
- Viña Casablanca Cefiro Reserva Carmenere (Chile)
- Nieto Senetiner Malbec DOC (Argentina)
- Porto Messias White Dry (Portugal)

Na semifinal, seis vinhos se destacaram. As amostras foram a dos EUA, Chile, Espanha, Portugal, Uruguai e Brasil. Destes, três concorreram a grande final:


- Cava Don Roman Brut Branco (Espanha)
- Ironstone Reserva Chardonnay Murphys (Estados Unidos)
- Carlos Montes Tannat Crianza (Uruguai)

O vinho que alcançou a maior pontuação foi o uruguaio, dando um resultado surpreendente à competição.


Tudo foi feito de caráter lúdico, mas seguindo fichas usadas para pontuações em concursos internacionais. Foram dados prêmios aos que mais se aproximaram dos resultados ideais da avaliação e também para os que deram as notas mais altas e as mais baixas aos vinhos provados.


VILLAGE WINE & GOURMET WEEK – Este foi o segundo ano do evento, que agora já faz parte do calendário anual das programações do hotel Village Porto de Galinhas. Nestas duas edições, a curadoria do evento foi de Eduardo Viotti e contou com a participação do chef italiano Augusto Piras (foto abaixo). 


Este ano, foram oferecidos jantares temáticos com a culinária da Itália, Portugal e França. A programação também incluiu degustações à beira mar, na piscina e oficinas com chefs boulangers (na foto acima).

SERVIÇO:

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Um dia em Champagne

Coluna Escrivinhos, Revista Mon Quartier, edição de julho de 2013

Para quem gosta de vinho espumante e está programando ou pensa em fazer uma viagem para a França, uma dica imperdível é dar uma esticada até a região de Champagne. Localizada a apenas 150 quilômetros ao leste de Paris, a “Meca” dos espumantes de alta qualidade está recheada de bons motivos para ser desvendada.

O trajeto pode ser feito nos trens de alta velocidade franceses, os TGV, que além de rápidos são confortáveis; de carro ou ainda de ônibus, em excursões guiadas. Comece a visita pela cidade de Reims, onde a maior atração turística é a sua catedral gótica (foto). Trata-se de um dos primeiros monumentos classificados como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

Lá, foram coroados 29 reis da França entre os anos de 1027 e 1825. Esta cidade histórica presenciou a última vitória de Napoleão, em 1814. Foi em Reims que aconteceu também a assinatura da rendição alemã na segunda Guerra Mundial.

Naquela cidade, os apaixonados por Champagne têm uma infinidade de opções de prestigiadas “maison” para conhecer. Algumas boas opções são Pommery, Veuve Clicquot, G.H. Mumm, Ruinart e Taittinger, entre outras.

Uma dessas que tive a oportunidade de visitar foi a G.H. Mumm, que elabora o champagne oficial da Fórmula 1 (aquele com o qual os pilotos comemoram no pódio). Suas caves têm capacidade para armazenar 25 milhões de garrafas. São impressionantes 25 quilômetros de adega subterrânea, com 14 metros de profundidade, onde a temperatura natural é de 10°C.

Outra localidade imperdível na região é Epernay. Considerada a “capital do champagne”, é a cidade que tem maior renda per capita da França. Essa riqueza pode ser conferida em um passeio pela Avenue de Champagne, com suas belas mansões e considerada uma das avenidas mais ricas do mundo.

Em Epernay, a dica é visitar produtores como a Moët & Chandon, De Castellane e Mercier. Conheci a Moët & Chandon e fiquei realmente encantada com toda a sua história. Fundada em 1743, pertence atualmente ao grupo LVMH (Louis-Vuitton-Moët-Hennessy), o maior produtor de artigos de luxo do mundo. Suas caves estão instaladas a 12 metros de profundidade, escavadas em solo calcário. É a Moët & Chandon que produz o célebre champagne Dom Pérignon, nome dado em homenagem ao monge francês que descobriu a bebida. História, que por sinal, é bastante interessante. Ficou curioso(a)? Numa próxima eu a conto direitinho por aqui.

Saúde!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sabores inéditos compõem o novo cardápio do Bistrot du Vin

Por: Luciana Torreão
Fotos: Rodrigo Valença

Já de olho na estação mais quente do ano, o Bistrot du Vin, no Recife, lançou esta semana seu novo cardápio para almoço e jantar. Com opções mais leves, a casa renovou cerca de 40% do seu menu, que manteve alguns pratos clássicos, considerados os “queridinhos” do restaurante, a exemplo do fondue de queijo e o camarão em crosta suave de alho e tomate ao limão. O blog conferiu e aprovou as novidades.

Dentre as novidades, estão opções de carnes, como a de leitão, e saladas, com especial destaque para a de maçã e gruyere ao balsâmico, elaborada com folhas verdes, maçã ao basâmico, linguini de pupunha e lâminas de gruyere. Nas refeições principais, o chef Hugo Prouvot investiu em sabores cítricos, e usou frutas como a laranja, o limão e o abacaxi para compor as dez novas criações. Também integram o novo menu o steak de filé ao bechamel de cebolas flutuantes e risoto de vinho tinto, e da paleta de cordeiro confit com mini cebola glaceadas, um prato saboroso que serve até três pessoas.

Seguindo o conceito de cozinha regional com características da culinária francesa, o chef comenta que pesquisou ingredientes internacionais e ainda inéditos formando, assim, uma composição de pratos ousados, elegantes e saborosos. Para acompanhar, o sommelier e gerente do Bistrot du Vin, Marcos Nascimento, preparou uma sequencia de propostas de harmonização bastante agradáveis.

Nas boas vindas e já preparando o paladar para receber os primeiros pratos, Marcos sugeriu um Prosecco Vigneto Giardino 2010 (foto), do produtor italiano Adriano Adami. Na primeira entrada, foi servida a tradicional mini brusqueta, que permaneceu no cardápio e, agora, além do tomate, acompanha palmitos e azeitonas.

No prato seguinte, foi feita uma harmonização bem diferente: um vinho de sobremesa combinado com o foie gras fresco sauté com galette de cogumelos ao vinho do porto (foto): o Moscatel de Setúbal, que surtiu um efeito de estranheza, a princípio, mas logo fica confortável e interessante ao paladar. Geralmente, este vinho fortificado é apresentado com a sobremesa, mas vale a pena experimentar esse dueto, cujos sabores se entrelaçam.

Dois pratos principais foram servidos com o vinho argentino, da patagônia, Bodega Del Fin do Mundo Reserva Viognier 2010: a Tilápia com recheio de tomates, ervas e azeitonas pretas ao beurryblanc com arroz de castanhas; e o Lombo de Leitão com ameixas e castanhas, feijão branco ao alho poró (foto) – uma carne com pouca intensidade e muito sabor. Impossível dizer qual foi o melhor!

Na terceira opção, uma Entrecote de filé com manteiga de ervas e vinho tinto, que vem acompanhando de liguini fresco na manteiga, que pediu um vinho de médio corpo: o espanhol Gazur Ribera del Duero 2009 (foto). Uma textura muito boa que fez o contraste da gordura, temperada com o vinho. Trata-se de um vinho com muita fruta vermelha, boa permanência de fim de boca, agradável, com notas muito leves de especiarias. Uma combinação bem perfumada e fresca.

Por fim, a sobremesa Panacota de lichia e amora com calda de frutas vermelhas foi servida com um moscatel frisante. “A sobremesa, que já é conhecida por alguns clientes, foi criada durante um festival de comida italiana, e foi muito elogiada. Desde então, atendendo a pedidos, optamos por agregá-la ao novo cardápio”, comenta Marcos Nascimento. O vinho frisante possui um frescor muito grande e rico em fruta, que foi bem adequado por ser uma sobremesa rica em frutas. Ressalta os aromas e sabores das frutas.

Serviço: 

BISTROT DU VIN 

BOA VIAGEM
Rua Solidônio Leite, 26 (esquina com a Av. Conselheiro Aguiar), Boa Viagem
Fone: (81) 3326-5719
Horário de funcionamento: Terça a sexta das 12h às 15h e 18h às 24h | Sábado das 19h às 24h 

PARNAMIRIM
Endereço: Rua Albino Meira, 58, Parnamirim, Recife – PE
Fone: (81) 3267-3667
Horário de funcionamento: Terça a sábado das 18h às 24h | Domingos das 12h às 15h

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vinho é a temática de hotel de luxo da família Catena em Buenos Aires


Uma imponente porta de seis metros de altura confeccionada em carvalho francês dá acesso a um dos mais novos hotéis de luxo de Buenos Aires, na Argentina, localizado mais especificamente no bairro da Recoleta. O lugar se configura como um verdadeiro paraíso para os amantes do vinho, pois é nesta bebida que está a sua temática.

O hotel MIO Buenos Aires pertence a César Catena, primo de Nicolas – produtor dos emblemáticos vinhos Catena Zapata. Funciona num prédio de 11 pisos que conta com 30 espaçosas suítes, um restaurante, um lounge, um SPA, piscina e biblioteca. Cada quarto tem a sua própria cave, onde o hóspede pode se servir de vinhos tintos, brancos e espumantes, todos na temperatura adequada. Também possui banheira esculpida em madeira pelo artista Mario Dasso. Para cada uma delas, ele utiliza uma árvore já morta de cálden, típica da região de La Pampa.

O hotel mescla tecnologia, arte e design em todos os seus detalhes. Basta dar uma olhada nas fotos em seu site: www.miobuenosaires.com.

As tarifas custam a partir de 385 dólares.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O blog conferiu: degustação de vinhos da Bodega Volcanes de Chile



Por: Luciana Torreão
Fotos: Amanda Ferreira/Divulgação

Recepcionados pelo empresário Vinícius Casqueiro e pelo sommelier Rodrigo Sepúlveda, jornalistas prestigiaram esta semana uma degustação de vinhos da Bodega Volcanes de Chile no restaurante Nez de Boa Viagem, no Recife. Promovido pela Importadora Zahil, representada por sua gerente comercial Rafaella Barros, a degustação foi orientada pela enóloga Maria del Pilar Diaz, que está viajando por seis cidades brasileiras para apresentar os rótulos da vinícola chilena.

O evento contou com degustação de quatro vinhos que passam a integrar a nova carta da casa, entre eles, alguns dos rótulos mais premiados e melhor pontuados da vinícola, a exemplo do Parinacota 2009 e do Tectonia 2010. Para harmonizar, os presentes poderiam optar por três opções de pratos: risoto de confit de pato, ravióli à pan cook e mignon au poivre.

Sob a coordenação da enóloga Pilar Diaz (foto), a vinícola Volcanes de Chile, localizada a 500 km ao Sul de Santiago, no Vale do Maipo,  faz parte do tradicional grupo Undurraga. Com nomes bem sugestivos, tanto da vinícola quanto de seus rótulos, estes fazem referência ao fato de as uvas terem sido plantadas em solos de origem vulcânica, conferindo aos vinhos, características bem peculiares no aroma e sabor e são armazenados em barricas de carvalho francês.

Foram degustados os seguintes vinhos: Parinacota 2009, que recebeu 91 pontos no Guia Descorchados 2012; Tectonia Pinot Noir 2010, Summit 2900 Cabernet Sauvignon 2010 e Summit 2900 Reserva Carmenere 2010.

Abrindo a noite, foi servido o Tectonia Pinot Noir 2010 (R$ 150,00). Medalha de ouro na categoria Pinot Noir do 9th Annual Wines of Chiles Awards, o vinho estará na carta da casa até o final do mês. Com aroma terroso, toques de beterraba e cinzas, possui paladar bem especial e surpreendeu a todos pelo especial sabor. A sugestão é que seja servido a uma temperatura entre 8º e 13º C. Harmoniza bem com frango, massas, salmão e queijos. Com uma área de plantio de apenas quatro hectares, sua produção é pequena e reservada.  Vale destacar que na safra de 2010 foram produzidas apenas 130 caixas. Já a de 2011 foi de 350 caixas.

Na sequencia, foi degustado o Summit 2900 Reserva Carmenére 2010 (R$ 83,00). Com 85% de Carmenére e 15% de Cabernet Sauvignon, sua produção é de cinco mil caixas. De cor rubi, passou nove meses em barricas de carvalho e tem bom potencial de guarda. Tem aromas e sabores complexos e intensos de frutas vermelhas e chocolate, é levemente picante e possui boa estrutura. Combina com carnes vermelhas com molhos bem temperados.

Já o terceiro a ser apreciado, o Summit 2900 Reserva Cabernet Sauvignon 2010 (R$ 83,00), é feito com 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Syrah. De cor rubi intensa, possui taninos suaves e notas de cereja, fumaça e mentol. É um vinho bem gastronômico, com mais estrutura e perfeito para ser harmonizado com pratos à base de cordeiro, assados e queijos.  Sua produção é de cinco mil caixas.

Por último, foi servida a estrela da noite, o Parinacota 2009 (R$ 168,00). Elaborado à base de Syrah (85%) e Carignan (15%), amadureceu 15 meses em barricas francesas. Tem potencial de guarda de cinco anos e uma produção de mil caixas. Aroma intenso de frutos selvagens, revela notas de fumaça e possui boa mineralidade. Combina bem com carnes de caça e cordeiro. Sua graduação alcoólica é de 14%.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O blog conferiu: nova carta de vinhos do Nez Bistrô Boa Viagem


O restaurante Nez Bistrô de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, deu uma incrementada na sua carta de vinhos acrescentando mais 21 novos rótulos do já consagrado portfólio da importadora Zahil.  Além disso, agora os clientes vão poder conferir mais informações sobre cada rótulo, como pontuações de publicações especializadas, origem do vinho e tipo de cultivo (biodinâmico, orgânico e raisonée).

O sommelier e barman chileno Rodrigo Sepúlveda, que está à frente do serviço de bebidas da moderna casa, diz que outro fator que ajuda na hora da escolha é a disposição dos valores dos rótulos de forma decrescente. “Procuramos primeiro saber o gosto do cliente e indicamos sugestões com diferentes níveis de preços”, diz Rodrigo, complementando que o que importa é que as pessoas saiam satisfeitas com o que tomaram e com a respectiva harmonização.

E por falar em harmonização, nesta noite em que fui conhecer os novos vinhos do Nez Boa Viagem, pude participar de uma experiência muito bacana. Um caprichado jantar preparado pelos chefs Caio Veríssimo e Josmar Amorim, harmonizado com as sugestões do sommelier Rodrigo Sepúlveda.

Confira o menu (alguns dos vinhos serão melhores detalhados nos próximos posts):

Entrada: Gratin de Prima Donna (um clássico da casa)
Vinho: HAEDUS ROSÉ 2011, Provence | França (leve, com boa acidez, discretas notas de frutas do bosque, fundo mineral, bom final de boca. R$ 112)

Entrada: Vinagrete de Lagostim (releitura do ceviche peruano)
Vinho: SUMMIT 2900 RESERVA SAUVIGNON BLANC 2011, Vales de Curicó e Leyda | Chile (Notas de mel, maracujá e flor de laranjeira. Ótima acidez, final prolongado, com notas cítricas. R$ 83)

Entrada: Crostini de Parma gratinado com Grana Padano
Vinho: PUNTA DE FLECHAS MALBEC 2009, Mendoza | Argentina (Especiarias, menta e frutas vermelhas no aroma. Paladar com boa acidez, notas tostadas, de fruta madura e café. R$ 77)

Prato: Carré marinado em cognac com pimenta e servido com purê de mandioquinha defumado.
Vinho: AQUITANIA RESERVA SYRAH 2010, Vale do Maipo | Chile (Especiarias, violeta, ameixa, defumado. De médio a encorpado, traz à boca pimenta, fruta madura e chocolate, com taninos equilibrados. R$ 97)

Prato: Trufas cremosas de pato
Vinho: PERELADA 3 FINCAS CRIANZA 2007, Espanha | Catalunha (Aroma com toques de fruta passa e tostado. Taninos macios, chocolate, especiarias e defumado. R$ 130).

Prato: Hambúrguer de magret com Prima Donna e cebolas caramelizadas.
Vinho: PARINACOTA 2009, Vale do Maule | Chile (Ameixa, eucalipto, mentol, noz moscada, notas terrosas e pimenta. Carnudo, traz à boca notas tostadas e de fruta madura. Taninos de qualidade. R$ 168).

Prato: Nez Saltimboca (releitura do clássico italiano com filé mignon e Parma na manteiga de salvia com purê de batata doce).
Vinho: DOMUS AUREA 2007, Vale do Maipo | Chile (Ícone tinto chileno. Bem estruturado, com predomínio de fruta madura, pimenta, chocolate e café. Taninos firmes. Muito elegante. R$ 322).

Sobremesa: Espumone de chocolate com praliné de frutas secas caramelizadas e crocantes.
Vinho: HENRIQUES & HENRIQUES 3 YEARS FULL RICH, Madeira | Portugal (Nozes, frutas secas e melaço. Leve toque oxidativo. Boa doçura e untuosidade, ressaltando chocolate e café no paladar).

Confira a lista completa dos novos vinhos do Nez Bistrô Boa Viagem:

Vinho em Taça Fortificado & Sobremesa
Sauternes Le Dauphin Guiraud 375ml * Orgânico ( França)
Henriques & Henriques Full Rich 3 years (Portugal – Ilha da Madeira)
Ventus Moscato di Sicilia Astória (Itália – Veneto)

Meia Garrafa Rosé
Haedus Rosé _ Chateau Ferry Lacombe * Raisonée ( França – Provence)

Vinho Rosé
Haedus Rosé _ Chateau Ferry Lacombe * Raisonée (França – Provence)

Vinho Branco
Chassagne – Montrachet “Le Marcherelles” 1er Cru Domaine Roux (França – Borgonha)
Mersault Roux (França – Borgonha)
Summit 2900 Reserva Sauvignon Blanc – Volcanes de Chile (Chile – Vale do Curicó)

Vinho Tinto 
Punta de Flechas Malbec – Flecha de Los Andes (argentina – Mendonza)
Montsecano Pinot Noir * Biodinâmico (Chile – Casablanca)
Parinacota Syrah – Carignan (Chile – Vale do Maule)
Sol de Sol Pinot Noir Viña Aquitania (Chile – Traiguém)
Summit 2900 Reserva Cabernet Sauvignon – Volcanes de Chile (Chile – Vale do Rapel)
Summit 2900 Cabernet Sauvignon (Chile – Vale Central)
Finca San Martin Torre de Oña (Espanha -  Rioja)
Nuits St. Georges Les Saint Georges 1er Cru Domaine Henri Gourges *Orgânico (França –Bourgogne)
Côtie Rôtie “Les Grandes Places” Jean Michel Gerin (frança – Rhône)
Chambole Musigny “Les Charmes” 1er Cru Roux Père et Fils (França –Bourgogne)
Gevrey Chambertim Roux Père et Fils (França –Bourgogne)
Barolo “Cascina Francia” Giacomo Conterno (Itália – Piemonte)
Brunello di Montalcino “Montosoli” Altesino (Itália – Toscana)
Silice Rosso IGT Sangervasio *Orgânico (Itália – Toscana)

SERVIÇO:
Nez Bistrô Boa Viagem
Rua Amazonas, Nº40, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3032.0848

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Chandon propõe refeição harmonizada do início ao fim com espumante

Fotos: Gleyson Ramos/Divulgação

O diretor de enologia da Chandon, Philippe Mével, esteve ontem no Recife para promover a ação Chandon Weeks 2012, onde são degustadas as diferentes variedades de espumantes elaborados pela marca. Tive a oportunidade de participar de um almoço promovido no restaurante Ferreiro Premium, onde Mével propôs o acompanhamento de toda a refeição, desde a entrada até a sobremesa, apenas com espumantes da Chandon.

O menu, concebido especialmente para ocasião pelo chef Wagner Resende, continha elementos ousados para a harmonização com aquele tipo de bebida, como uma paleta de cordeiro com purê de batatas. A sugestão para acompanhamento foi do Chandon Brut Rosé. Para o enólogo, as notas de frutas vermelhas do espumante combinam com a sutileza da carne. Já a acidez da bebida ajuda a amenizar a harmonização.

Ao ser indagado por um dos presentes afirmando que o espumante Excellence par Chandon Cuvée de Prestige acompanharia melhor aquele prato devido à sua maior acidez, Phillipe Mével afirmou que “tudo é questão de gosto pessoal”. Sua sugestão é que as pessoas provem diferentes possibilidades para sentir as que mais lhe agradam.

De entrada, o cardápio incluiu um ravióli de queijo brie na manteiga de sálvia acompanhado do Chandon Riche Demi-Sec. Para mim, a combinação ficou mais interessante com o espumante de boas-vindas: o versátil Chandon Réserve Brut, que é o campeão de vendas da marca.

O primeiro prato foi a melhor harmonização do almoço: um sirigado na brasa com palmito e aspargos na manteiga e espuma de moqueca acompanhado do Excellence par Chandon Cuvée de Prestige, o top da Chandon brasileira. A delicadeza, cremosidade e boa acidez do espumante casaram perfeitamente com a leveza do prato.

Depois da polêmica paleta de cordeiro (preferia um tinto com este prato) veio uma outra boa pedida. A sobremesa de bolo de rolo quente com sorvete de creme e o meio-doce Chandon Passion. Um espumante com doçura equilibrada e predomínio de notas de pêssego e florais.

O Chandon Weeks passa pelos principais restaurantes de várias cidades brasileiras, sempre com a proposta de harmonizar elementos da culinária local com as borbulhas da Chandon. À noite, mais um encontro foi realizado no Recife para convidados, no restaurante Mingus.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O blog conferiu: degustação dos vinhos da Quinta do Vallado

Não é a toa que com apenas 25 anos de idade o português João Ribeiro fala com muita propriedade sobre os negócios e a produção de uma das mais antigas e famosas quintas do Vale do Douro: a Quinta do Vallado, fundada em 1716. 

Ele simplesmente carrega no sangue a tradição da vitivinicultura herdada de sua tetravó, a lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida como “Ferreirinha”, da tradicional Casa Ferreirinha.

Seu avô por parte de mãe é Jorge Roquette, proprietário da Quinta do Crasto. Já o seu pai, João Ferreira, é um dos “Douro Boys” e está à frente da Quinta do Vallado.

João Ribeiro está morando atualmente no Brasil e participou esta semana, junto com a importadora Cantu, de uma apresentação dos seus vinhos no restaurante Beijupirá, em Olinda.

Antes de falar da degustação, é importante contar um pouco sobre a Quinta do Vallado. Produzindo anualmente 650 mil garrafas, a vinícola possui hoje 70 hectares de vinhedos próprios, incluindo vinhas que chegam a mais de 80 anos de idade. Também conta com outras plantações fora da área da Quinta, com 90 hectares, dos quais 22 hectares estão cultivados. A produção é 55% exportada e os seus principais mercados externos atuais são, por ordem, Brasil, China e Angola.

Durante cerca de 200 anos a Quinta do Vallado teve como principal atividade a produção de vinhos do Porto, comercializados posteriormente pela Casa Ferreira (que pertencia à família). Hoje ainda produz o vinho do Porto, mas faz questão de deixar bem claro que não é o seu principal produto - embora o vinho tenha ótima qualidade.

Uma pequena percentagem das uvas da Quinta do Vallado ainda é esmagada em lagares de granito, utilizando o método tradicional. No caso do Vinho do Porto, a totalidade das uvas é pisada a pé nos lagares de granito durante um período que varia entre 4 e 5 dias. Recentemente, a Quinta do Vallado ganhou uma nova adega e uma cave capacidade para cerca de mil barricas.

Fiquei muito bem impressionada com os vinhos, apesar de já ter provado dois deles anteriormente: o Vallado Douro Tinto 2007 e o Quinta do Vallado Sousão 2007.

Confira as avaliações da degustação:

Quinta do Vallado Reserva Douro Branco 2007

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Pera em abundância, junto com outras frutas brancas. Leve mineral.
Paladar: Bom corpo, sutil tostado oriundo do contato com madeira. Traz de volta o mineral e as frutas brancas.
Outras considerações: Elaborado com as castas Rabigato, Gouveio, Viosinho e Arinto. Foi vinificado em pipas de carvalho francês (70% novas e o restante com um ano de idade). Permaneceu nos mesmos barris por nove meses. Elegante, tem madeira na “dosagem” correta, da maneira que aprecio nos brancos com estágio em carvalho. Foi muito bem com o crepe crocante de bacalhau do Beijupirá. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 65 a R$ 70.

Vallado Douro Tinto 2007

Comentarei este vinho novamente, uma vez que última avaliação sobre ele aqui no blog foi feita foi há mais de um ano.

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Rubi claro, com toques granada.
Olfato: Compota de frutas vermelhas, leve floral, menta.
Paladar: Médio corpo, taninos macios e elegantes. Predomínio de frutas vermelhas maduras no sabor, bastante prolongado.
Outras considerações: Segundo João Ribeiro, este é um vinho criado para o dia a dia do consumidor português. Foi feito com as castas Touriga Franca (30%), Touriga Nacional (25%), Tinta Roriz (20%), Sousão (5%) e Vinhas Velhas (20%). Amadureceu 80% em cubas de aço e o restante em meias pipas de carvalho francês de 3º e 4º ano. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 65 a R$ 70.

Quinta do Vallado Touriga Nacional – 2006

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor rubi claro, com reflexos granada. Apresenta depósitos.
Olfato: Vivo, com toque de goiaba e frutas silvestres.  Ainda apresenta notas florais, mentol e leve apimentado.
Paladar: Médio corpo. Macio, redondo. Voltam as frutas e a pimenta. Longo final. Seus taninos sinalizam que ainda tem bons anos de guarda.
Outras considerações: Um vinho para apreciar com calma, pois a cada momento surgem novas nuances. Elaborado apenas com a uva Touriga Nacional, pisada a pé. Teve estágio de 16 meses em carvalho francês. Caiu como uma luva junto com o prato servido no Beijupirá: o Filé Guimas (rolinhos de filé mignon recheados com queijo Boursin, no molho de vinho de catuaba e mel de caju, peras e arroz de bacon).

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 160.

Quinta do Vallado Porto Tawny 10 anos

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar.
Olfato: Predominam notas de amêndoa, junto com um aroma que lembra casca de laranja e ainda frutas secas.
Paladar: Boa doçura (na medida). Corpo com uma leveza maior do que a maioria dos vinhos do Porto. Surgem de novo as frutas secas, um discreto oxidado e longo final amendoado.
Outras considerações: Um Porto delicado, que vai bem tanto com sobremesas quanto com queijos. Na sua composição entram as variedades Tinta Roriz, Tinta Amarela e Touriga Franca. Vinificação de forma tradicional, com pisa à pé. Os 10 anos de estágio foram feitos em tonéis, balseiros e cascos de 600 litros de carvalho.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 160.

Importados pela Cantu, os vinhos da Quinta do Vallado podem ser encontrados, no Recife, no RM Express e Empório Pescadero.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Las Perdices e Família Barberis: atrações em degustação no Recife

Conforme já havia anunciado aqui no blog, a distribuidora pernambucana Dom Vinho e a importadora Bodegas promoveram semana passada, no Recife, dois jantares harmonizados. Fui conferir o do restaurante Ponte Nova, na última segunda-feira, que contou com bons vinhos dos produtores argentinos Las Perdices e Família Barberis.

A degustação foi conduzida por Gérman Garfinkel (Bodegas) e Célio Vasconcelos (Dom Vinho), com comentários do sommelier Ângelo Miranda, do professor Ivan Miranda, e algumas palavras minhas sobre o vinho que fechou a degustação.

Foram seis vinhos provados (um espumante, um branco, três tintos e um late harvest), intercalados com a excelente culinária do chef Joca Pontes.

A seguir, minhas impressões sobre os melhores da noite:

Las Perdices Torrontés - 2010

Produtor: Viña Las Perdices
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo claro com tons esverdeados.
Olfato: Notas florais e cítricas, estas últimas puxando para limão siciliano.
Paladar: Boa acidez, refrescante. Repete as impressões do nariz, deixando um longo final cítrico.
Outras considerações: Elaborado em Mendoza, com 100% de uva Torrontés plantadas em Mendoza. Essas videiras receberam enxerto de clones vindos da região de Cafayate.

Classificação: Bom

A harmonização foi um desafio: “A Massa especial com camarõezinhos” – uma massa italiana com camarõezinhos salteados na manteiga de alho, envoltos num molho de tomate minuto, servido sobre raspas super finas de gran formaggio derretido e finalizado com folhas de manjericão miúdo. A acidez do vinho “enfrentou” o molho de tomate e terminou fazendo um bom casamento entre os dois.

Família Barberis Cabernet Sauvignon - 2008

Produtor: Bodega Barberis.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi com nuances granada.
Olfato: Compota de frutas vermelhas pimenta, leve mentolado.
Paladar: Taninos pulsantes, bem vivos. Final longo e madeira integrada ao conjunto.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec de dois diferentes terroirs de Mendoza: Luján de Cuyo e Vistalba. Teve estágio parcial (30%) por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Classificação: Bom/Muito Bom.

Humberto Barberis Gran Reserva Malbec – 2006

Produtor: Bodega Barberis.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi bem escuro.
Olfato: Bastante fruta vermelha, leve eucalipto, toques de pimenta.
Paladar: Um vinho elegante, com corpo e maciez. Além do frutado, Traz notas de tabaco, integradas com um sutil toque de madeira.
Outras considerações: Seu estágio em carvalho foi de 12 meses. Elaborado 100% com uvas Malbec de Luján de Cuyo.

Classificação: Excelente.

Las Perdices Viognier Late Harvest – 2009

Produtor: Viña Las Perdices.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Amarelo dourado.
Olfato: Notas florais, de mel e de pêssego.
Paladar: Ressalta o frutado, tendo como fundo uma boa acidez, que não faz o vinho ser enjoativo.
Outras considerações: Sua fermentação é interrompida com baixas temperaturas, deixando uma importante quantidade de açúcar residual (90 gr/L). A graduação alcoólica é de 13%. Foi elaborado apenas com uvas Viognier.

Classificação: Muito Bom.

O último vinho combinou bem com a sobremesa, que foi “A goiabada chique” (bolo de rolo com compota de goiaba e gengibre, queijo coalho queimado e castanha assada, sorvete de tapioca com flor de sal ao vinho doce). Por ser um vinho doce de boa acidez, os elementos salgados da sobremesa balancearam o sabor, não deixando a sobremesa esconder a doçura da bebida.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Confraria Cavas celebra mistura de sabores com encontro no Nabuco

O restaurante Nabuco, em Boa Viagem, no Recife, foi o local escolhido para a realização do 29º encontro da Confraria Amigos do Vinho Vale do São Francisco (Cavas), que aconteceu na última semana. Muito prestigiado, como sempre, o evento foi uma oportunidade para os confrades degustarem alguns vinhos da distribuidora pernambucana Dom Vinho, harmonizados com a culinária já consagrada do chef César Santos, que é uma verdadeira mistura de sabores e texturas.

Entre uma taça e outra, os sommeliers Célio Vasconcelos (Dom Vinho), Ângelo Miranda (Ponte Nova) e Fabiana Gonçalves (Escrivinhos), fizeram uma breve explanação sobre os vinhos servidos, comentando as harmonizações.

O encontro ainda contou ainda com a rica participação do confrade jornalista Marcelo Sandes, que de forma inteligente e descontraída traçou um paralelo entre vinho e literatura.

Confira os vídeos da apresentação de Marcelo:

 

  

Partindo para a parte “prática”, a abertura dos comes e bebes foi feita com um ótimo espumante nacional:

Fausto de Pizzato Brut

Produtor: Pizzato
Origem: Serra Gaúcha, Brasil.
Visual: Coloração amarelo palha. Bolhas de médias a finas, em boa quantidade e persistência.
Olfato: Os aromas são frutados e alegres, lembrando um Prosecco, com leves toques cítricos, de amêndoa e fermento.
Paladar: Ótima cremosidade. Aparece novamente o tutti-frutti, mas sua boa acidez equilibrada com o açúcar faz com que a bebida não fique enjoativa.
Outras considerações: Elaborado pelo método Charmat, com segunda fermentação em tanques de inox, é feito com a uva Chardonnay e base Blanc de Noir, com as variedades Merlot e Cabernet Sauvignon. O nome “Fausto” faz referência à localidade Dr. Fausto de Castro, em Dois Lajedos, na Serra Gaúcha, onde são cultivadas as uvas. Sua graduação alcoólica é de 12,4%.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Faixa de Preço: R$ 39

Recepção:

>>Torradas com azeites aromatizados com diversas especiarias.

Para acompanhar as entradas foi servido um interessante vinho branco:

Casas del Toqui Sauvignon Blanc – 2010

Produtor: Casas del Toqui.
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Discreto, com notas cítricas, tropicais e leve mineral.
Paladar: As sensações sentidas no nariz aparecem com maior intensidade, principalmente a mineralidade. Boa acidez, bom corpo.
Outras considerações: Produzido 100% com a uva Sauvignon Blanc, tem graduação alcoólica de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom
Faixa de Preço: R$ 28

Para entrada:

>>Mix de bolinho de banana com carne de sol, molho de mostrada, vinagrete de carne de sol, presunto de Parma com passa de caju e cream cheese.

>>Salmão defumado com picles de pepino, molho de mostarda e manga Kent (uma combinação difícil, porém que se saiu bem com a presença da manga, elemento que deu uma neutralizada na potência do picles e da mostarda).

Com os pratos principais, veio um vinho da caprichosa (assim como lembrou o confrade Célio) uva Pinot Noir:

Casas del Toqui Reserva Pinot Noir – 2010

Produtor: Casas del Toqui.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Visual: Cor rubi bem claro, límpido e transparente.
Olfato: Frutas vermelhas (morango, cereja), fumo, azeitona preta.
Paladar: Corpo leve, boa acidez. Repete as impressões do nariz, junto com um toque de baunilha conferido pela passagem em carvalho.
Outras considerações: Parte (40%) do vinho teve estágio em madeira. Elaborado 100% com a uva Pinot Noir. Tem 13,5% de álcool. Um Pinot de boa tipicidade, com “cara” de Velho Mundo.

Classificação: Muito Bom
Faixa de Preço: R$ 50

Pratos principais:

>>Risoto de aspargos verdes decorados com camarões (este prato compôs a harmonização da noite, em minha opinião, com o vinho Sauvignon Blanc).

>>Magret de Cannard a molho de tamarindo e purê de inhame gratinado, servido levemente mal passado, seguindo as tradições francesas (o que para os paladares brasileiros pode ser mal interpretado ou simplesmente não agradar). A proposta de harmonização foi boa: prato leve + vinho leve.

De sobremesa, um bem escolhido vinho do Porto:

Burmester Jockey Club Porto Reserva

Produtor: Casa Burmester | Sogevinus.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Coloração alaranjada.
Olfato: Caramelo, frutas vermelhas em compota, erva-doce.
Paladar: Boa presença de boca, com doçura agradável, equilibrada com a boa acidez. Traz além das características do nariz, notas de frutas secas.
Outras considerações: Este é um Tawny (vinho do Porto aloirado) produzido com as castas Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Passou sete anos em garrafa antes de ser comercializado. Seu nome é uma homenagem aos esportes com cavalos, paixão da família Burmester. O teor alcoólico é de 20%.

Classificação: Muito Bom
Faixa de Preço: R$ 68

De sobremesa:

>>Doce negro: bolo de chocolate meio amargo com calda de chocolate amargo, chantilly e morango.

Como já é de praxe, parabéns aos organizadores Ricardo e Gustavo Lustosa e a todos os participantes que prestigiaram o evento. Agora é esperar pela 30ª edição (a balzaquiana, segundo Marcelo Sandes).

Os vinhos da Dom Vinho podem ser encomendados diretamente a Célio, pelo fone: (81) 9192 9252 ou pelo e-mail: domvinho@domvinho.com.br

Abraços a todos!