Mostrando postagens com marcador Muito Bom. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Muito Bom. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Herdade do Peso Vinha do Monte 2013


Origem: Alentejo, Portugal.
Cor: Rubi médio.
Olfato: Cereja e ameixa maduras, com discreto toque defumado e de especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, traz bom equilíbrio entre acidez e taninos e exibe um final prolongado. O sabor repete as características do nariz.
Outras considerações: Um corte das uvas Aragonez, Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah e Trincadeira, sem passagem por madeira. Vinho franco e bem típico da região quente do Alentejo.

Preço: No Recife, R$ 49,90 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

Viña Cantarera Garnacha 2015


Origem: Castilla y León, Espanha.
Cor: Violeta pouco profundo.
Olfato: Uma profusão de frutas silvestres vermelhas e negras, junto com notas de canela, café e pimenta do reino.
Paladar: Fresco, frutado e jovem. Seu sabor traz de volta as sensações do olfato.
Outras considerações: Um vinho descomplicado e agradável de tomar, se passagem por madeira e elaborado com a variedade Garnacha.

Preço: No Recife, R$ 44,80 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

Château Los Boldos Tradition Reserve Cabernet Sauvignon 2014


Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Cor: Rubi de média profundidade.
Olfato: Azeitona, floral, café, especiarias e notas vegetais (pimentão).
Paladar: Equilibrado e fresco, com taninos integrados ao conjunto. O sabor é compatível com as características do olfato. Final de boa persistência.
Outras considerações: Elaborado com a variedade Cabernet Sauvignon, é um vinho com bom potencial de evolução. Parte dele (60%) maturou em carvalho francês por seis meses. Para mim, um tinto sem arestas, exceto pelo toque vegetal (questão de gosto pessoal). Sem isso, seria excelente.

Preço: No Recife, R$ 63 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Muito Bom.

Durbanville Hills Chardonnay 2016


Origem: Durbanville, África do Sul.
Cor: Amarelo palha pouco profundo.
Olfato: Mel, flor de laranjeira e toques minerais e leve cítrico.
Paladar: Corpo pronunciado, boa acidez e untuosidade presente. O sabor repete as impressões do nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Chardonnay, pequena parte (10%) do vinho fermentou e maturou em barris de carvalho francês por quatro meses. Tem uma proposta diferente, mostrando-se um Chardonnay com caráter meio "exótico".

Preço: R$ 54,80 em promoção no RM Express (Importado pela Zahil)
Classificação: Muito Bom.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Perdriel Vinos de Terroir Series Malbec 2104


Origem: Mendoza, Argentina.
Cor: Violeta intenso de média profundidade.
Olfato: Ameixa, amora, especiarias, leve baunilha e fumo.
Paladar: Médio corpo, equilibrado e harmonioso, com final de média a longa persistência. O sabor repete as características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec provenientes de vinhas com 50 a 80 anos, o vinho teve maturação de um ano em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso, mais dez meses de envelhecimento em garrafa. Tem 14,3% de álcool.

Faixa de preço: R$ 105, na importadora Winebrands (www.winebrands.com.br)
Classificação: Muito Bom.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Freixenet reforça presença no mercado com lançamento de Cava Ice

A Freixenet, maior produtor de espumantes de denominação Cava da Espanha, reforçou a sua presença mundial com o lançamento de mais um produto: o Cava Freixenet Ice. A marca segue uma tendência lançada pelas casas de Champagne, na França, de elaborar espumantes feitos para serem tomados com gelo, propícios para a preparação de drinks. A ideia da Freixenet é atrair novos e jovens consumidores, com uma proposta “fresh, fácil e chic”.


O lançamento no Brasil chegou numa época bem adequada, quando os termômetros registram altas temperaturas.  No Recife, o lançamento da marca aconteceu com uma ação no restaurante Alphaiate, com a preparação de drinks por um barman, no charmoso carrinho Freixenet Ice. Posteriormente, foi feita uma apresentação para a imprensa, no Boteco Porto Ferreiro. As iniciativas também foram para apresentar o novo importador da Freixenet na região: a Licínio Dias (LD) Importação. A meta é comercializar 36 mil garrafas de Cava em 2017.

Antes de falar especificamente sobre os produtos, explicarei um pouco sobre Cava e a Freixenet.

CAVA – O Cava surgiu na região da Catalunha, no Norte da Espanha. Seu nome faz referência à palavra cava, que significa cave ou adega. É elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa (o mesmo usado em Champagne). Inclusive, tem inspiração na própria bebida francesa, que os espanhóis já conheciam desde o século 18. Mas foi só na primeira metade do século 19 que eles começaram a produzir o seu próprio espumante.

Em 1879, a Espanha foi acometida pela praga Filoxera, que já vinha dizimando os vinhedos da França há alguns anos. Sabendo que mais cedo ou mais tarde a doença também chegaria às suas plantações, os espanhóis trataram de estudar soluções para o problema e descobriram que três variedades nativas da região eram resistentes à praga: as uvas Xarel-lo, Macabeu e Parellada. Foi com essas cepas brancas que os espanhóis começaram a elaborar o Cava e, nesse período, passaram por um crescimento econômico, fornecendo bebida aos sedentos franceses que viram sua produção despencar com a Filoxera.

Somente em 1979 a palavra Cava foi adotada para identificar a bebida e em 1986 a Denominação de Origem (D.O.) foi regulamentada. A principal parte da produção (90%) se concentra na Catalunha, mais especificamente na região de Penedès, que tem Sant Sadurní d’Anoia (onde está localizada a Freixenet) como “Capital do Cava”. Além da Catalunha, também podem produzir Cava as regiões de La Rioja, Alava, Navarra, Zaragoza, Valencia e Badajoz. Na regulamentação da D.O. ainda foi permitido se usar, além do trio Xarel-lo/Macabeu/Parellada,  as variedades brancas Chardonnay e Malvasía Riojana (Subirat Parent) e as tintas Pinot Noir, Monastrell e Trepat.



FREIXENET – Em 1861, na região de Penedès, Francesc Ferrés começou a comercializar os vinhos que já produzia para consumo próprio. Anos depois, seu filho Pedro casa-se com Dolores Sala Vivé, da renomada vinícola Casa Sala. Ela era uma grande conhecedora da produção de vinhos e Pedro um homem de negócios. Foi então, que em 1914 eles batizaram a Freixenet em homenagem ao vinhedo chamado La Freixeneda, local que Pedro frequentava desde muito pequeno e que existe até hoje.

Nos anos 30, Pedro consolida o sonho de expandir os negócios pelo mundo com a abertura de um escritório em New Jersey, nos Estados Unidos. Mas foi nos anos 40 que a empresa passou para as mãos de Dolores e de suas três filhas, uma vez que Pedro e o filho mais velho do casal morreram na triste Guerra Civil espanhola. Nos anos 50, a “dama do Cava” se aposenta e passa o comando para o filho Josep Ferrer Bosch, que deu início a uma enorme fase de modernização na Freixenet.

A vinícola foi a responsável pela introdução da técnica de resfriamento de tanques, pela invenção da prensa pneumática e das giropaletas, máquinas que fazem o "remuage" (giro e inclinação diário das garrafas durante a segunda fermentação para que os sedimentos se depositem no gargalo da garrafa para depois serem expulsos pela técnica de “degorgement”).

Atualmente, a Freixenet está presente em mais de cem países, com uma produção de cem milhões de garrafas por ano. Continua nas mãos da quinta geração da mesma família e tem como diretor técnico o enólogo Josep Bujan, que está na empresa desde 1980.


Confira as minhas impressões sobre os cavas provados:

Freixenet Ice Cuvée Especial

De coloração amarelo palha com traços esverdeados, tem um bom perlage, com bolhas finas e persistentes. O aroma vai do floral ao frutado, envolvendo notas de damascos, pêssego e um leve cítrico. Na boca mostra-se cremoso, com boa presença de “agulha”, causada pelas borbulhas e sabor levemente adocicado, com acidez bem presente. É elaborado com as variedades Macabeo, Parellada e Xarel-lo, com um toque de Chardonnay para conseguir mais intensidade e equilibrar o efeito do gelo. Achei bastante refrescante e não enjoativo. Dá para preparar drinks refrescantes e gostosos usando somente o Cava junto com gelo, frutas e folhas de hortelã. A bebida foi envelhecida entre 12 e 14 meses e apresenta 45 g/l de açúcar, o que lhe caracteriza como semi seco.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Freixenet Cordon Rosado Gran Selección Brut

Elaborado com as uvas tintas Trepat e Garnacha, é um espumante muito fresco e delicado, de coloração cereja e com boa intensidade de borbulhas. O aroma traz notas de frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa. Também mostra toques de frutas secas. No paladar destacam-se sua leveza e o sabor frutado, amparado pela boa acidez da bebida. Final prolongado. Sua maturação foi de 12 a 18 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Cordon Negro Gran Selección Brut

O Cava ícone da Freixenet tem as três uvas clássicas da região em sua composição: Macabeo, Xarel-lo e Parellada. Na taça, apresenta cor amarelo palha com tons esverdeados, borbulhas finas e persistentes. No olfato aparecem notas de pera, abacaxi e um toque cítrico. As mesmas sensações são percebidas no paladar, que é fresco, cremoso e persistente. Envelheceu de 18 a 24 meses.

Classificação: Excelente.

Freixenet Carta Nevada Premium Cava

Também produzido com as uvas Macabeo, Xarello e Parellada, tem 38 g/l de açúcar, o que lhe classifica como semi  seco. A coloração é amarelo palha com reflexos dourados. As borbulhas são de tamanho médio, mas com boa intensidade. Predominam no nariz as notas florais e frutadas, lembrando cajá. Na boca apresenta acidez média, leve adocicado e boa cremosidade. Foi envelhecido de 12 a 18 meses. Vai bem com sobremesas que mesclam o doce/salgado.

Classificação: Muito Bom.

SERVIÇO: Os cavas Freixenet Ice custam entre R$ 70 e R$ 80. No Recife e Região Metropolitana podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, DLP e Tia Dulce (Olinda).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pisano mantém viva a tradição da uva Tannat no Uruguai

Uma das últimas degustações de 2016 que participei foi promovida pela Mistral, no restaurante Coco Bambu, no Recife, com os vinhos da Pisano, uma das bodegas de maior destaque do Uruguai. A apresentação ficou a cargo do gerente de exportação da marca, o jovem e descolado Nikolás Kozic (foto), ou simplesmente Niko, que na ocasião conduziu uma prova guiada de cinco rótulos.


A Pisano é uma vinícola fundada em 1914, comandada atualmente pela quarta geração da mesma família, através dos irmãos Daniel, Gustavo e Eduardo Pisano. Está localizada na região de Progreso, no departamento de Canelones, onde possui 30 hectares. Apesar de contar com cerca de 20 diferentes variedades plantadas, o foco da vinícola continua sendo a uva Tannat – cepa francesa da região do Madiran que se adaptou muito bem ao Uruguai e hoje é a casta mais importante daquele país.

Os produtos da Pisano demonstram a qualidade de quem não está preocupado em colocar grandes quantidades de vinho no mercado. Trata-se de uma vinícola de médio porte, com cerca de 300 mil garrafas produzidas ao ano. Além disso, utilizam práticas sustentáveis em sua produção. “Somos 99% orgânicos. O que falta é apenas a certificação”, explica Niko, lembrando que este é um processo caro e burocrático no seu país.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos degustados:

Cisplatino Torrontés 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Segundo Niko, este é o único vinho produzido no Uruguai com a uva Torrontés (a principal variedade branca cultivada na vizinha Argentina). A bebida apresentou uma cor amarelo palha com tons esverdeados. Aromas minerais aparecem junto com notas de aspargos e leves toques florais e cítricos. Possui boa acidez e não é enjoativo como me parecem alguns vinhos feitos com a variedade Torrontés. Além disso é mais encorpado que os argentinos, o que o torna um vinho mais gastronômico, bom para acompanhar frutos do mar e pescados mais gordurosos. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 67

Cisplatino Cabernet Franc Rosé 2015


Tipo: Rosé.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Elaborado 100% com a uva Cabernet Franc, a mesma usada na produção dos rosés do Vale do Loire, na França, é um vinho bem frutado, mas com uma ponta de elegância proporcionada por sua mineralidade e boa acidez. Sua cor cereja muito viva me causou um pouco de desconfiança no início (prefiro os rosés com menos extração, mais clarinhos, que costumas ser mais leves e harmoniosos). Porém a impressão foi logo desfeita ao prova-lo. É um ótimo vinho para comida, como peixes e frutos do mar ou saladas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Cisplatino Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Em sua composição foram usadas uvas Tannat de oito diferentes localizações de vinhedos. Parte do vinho estagiou de três a quatro meses em barricas de carvalho usadas e outra parte em tanques de inox. De coloração rubi com média profundidade, a bebida traz no olfato notas de ameixa madura, violeta, pimenta do reino, erva-doce e menta. Paladar encorpado, com taninos de qualidade e boa persistência. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Rio de los Pájaros Reserve Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Este é o vinho da Pisano mais vendido em todos os mercados onde a marca está presente. Elaborado apenas com uvas Tannat, maturou durante seis meses em barricas de carvalho de segundo uso. Os aromas são de azeitonas pretas, frutas escuras, mentol, alcaçuz, floral e um toque discreto de couro. Na boca é encorpado, maduro, com taninos de boa qualidade. Tem 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 85.

RPF Tannat 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: O Reserva Personal de Familia é elaborado 100% com uvas Tannat e maturado 12 meses em barricas francesas de primeiro uso. Com coloração rubi de média profundidade, este belo exemplar da Pisano traz no nariz notas de alcaçuz, frutas em compota (negras e vermelhas), minerais, café, chocolate, menta e especiarias. Encorpado, de taninos finos e boa persistência, o sabor repete as sensações do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 128.

ONDE ENCONTRAR: No Recife, os vinhos da Mistral podem ser encontrados na Distribuidora DLP, BarChef e Casa dos Frios.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Altos las Hormigas: vinhos argentinos de terroir com herança italiana

Estive esta semana com o fundador e vice-presidente da vinícola argentina Altos las Hormigas, Antonio Morescalchi, num encontro promovido no Recife pela distribuidora Lacomex, em parceria com a importadora World Wine. Na ocasião, Antonio contou sobre a filosofia da vinícola, que trabalha com o conceito de vinhos de terroir, utilizando apenas uvas Malbec e Bonarda. Também pudemos provar alguns rótulos durante degustação.


A história da Altos las Hormigas começa quando Morescalchi, que já produzia vinhos com seu pai na Toscana, abraçou a ideia do enólogo Alberto Antonini, ex-diretor da Antinori. Ele achava que a variedade Malbec tinha grande potencial e precisava explorá-la melhor. Foi então que em 1995, eles se juntaram para dar início ao projeto. Logo depois, mais dois velhos amigos e sócios também passaram a integrar a equipe: Attilio Pagli, reconhecido enólogo toscano, e Carlos Vazquez, que esteve desde o começo do projeto empregando sua experiência no manejo de vinhedos em Mendoza.

Foram comprados 216 hectares de terra no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo, que fica a 800 metros de altura em relação ao nível do mar. Construíram uma bodega de 2.500 metros quadrados e, em 2011, com ajuda do especialista Pedro Parra, adquiriram 55 hectares de terras na região de Altamira, no Vale de Uco.

O conceito de Altos las Hormigas tem como um dos grandes focos o vinhedo. Para isso, investem no estudo e mapeamento de solo. “O desafio é mostrar ao mundo que temos terroir”, explica Antonio. Ele também é adepto do pouco ou nenhum uso de carvalho na elaboração dos vinhos e defende a produção em baixa escala.



Além da uva Malbec, que para a equipe Altos las Hormigas, é o grande potencial de Mendoza, a vinícola também produz vinhos com a variedade Bonarda (segunda casta tinta mais plantada naquele país), dentro do projeto paralelo Colonia las Liebres.

A propósito, o nome Altos las Hormigas faz referência aos formigueiros existentes na região da vinícola. Em 1996, quando os trabalhadores começaram a plantar os vinhedos, as formigas passaram a se alimentar dos brotos das vinhas. Convencidos de que elas eram as verdadeiras “donas” do local, a equipe decidiu encontrar maneiras naturais de desviar sua atenção para outros tipos de comida.

Além disso, para os argentinos, "trabalho de formiga" é um trabalho humilde, paciente e prolongado, provérbio que vem sendo usado até os dias de hoje.

Vamos então, às impressões sobre os vinhos provados:

Colonia las Liebres Clásico Bonarda 2013


Elaborado com uvas Bonarda provenientes de vinhedos localizados na zona de Medrano y Carrizal de Abajo, em Mendoza, é vinificado com leveduras nativas em tanques de aço inox. Apresentou coloração rubi profunda e aromas de flores secas, frutas vermelhas maduras e alcaçuz. Na boca, mostrou-se de médio a encorpado, com taninos de qualidade e sabor semelhante às sensações do nariz. Também exibiu um certo tostado, proveniente da uva Bonarda. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 57

Altos las Hormigas Clásico Malbec 2014


Blend de uvas 100% Malbec colhidas a mão nos vinhedos de Medrano, Barrancas e Lunlunta, em Mendoza. Elas são vinificadas separadamente e fermentam com o auxílio de leveduras indígenas (nativas), em tanques de inox. O resultado é um vinho de cor rubi de média profundidade, com aromas de especiarias, ameixas, alcaçuz e flores secas. Paladar encorpado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor traz de volta as características aromáticas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 88

Altos las Hormigas Terroir Malbec 2013

 

Uvas Malbec de diferentes vinhedos de Vista Flores e Tupungato foram vinificadas separadamente para a elaboração deste vinho, que maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho, (25%) em tanques de cimento e (25%) em inox. Sua cor mostrou-se rubi de média profundidade. Já no nariz, revelou frutas vermelhas maduras, mentol, toques florais e de pimenta do reino. Elegante no paladar, com médio corpo e ótimo equilíbrio. Persistência de média a prolongada. Apresenta 14,7% de álcool, percentual que não interfere na qualidade do vinho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90

Altos las Hormigas Reserve Malbec 2012



Feito exclusivamente com uvas Malbec colhidas a mão nas regiões de Altamira, Vista Flores e Gualtallary. A fermentação ocorreu na presença de leveduras nativas, com maturação de 18 meses em tonéis de carvalho francês não tostado com 3.500 litros de capacidade. Mostra-se ainda jovem, com sua cor violeta profunda. O aroma envolve notas de frutas negras, caramelo, mentol, especiarias e flores secas, junto com um discreto defumado. Exibe corpo e potência, porém com taninos finos e boa estrutura. Daqueles vinhos que “enchem” a boca e deixam seu sabor por bastante tempo no paladar. Já pode ser bebido agora, mas promete melhorar com o tempo). Tem 15% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 140

Onde encontrar:
No Recife, na Lacomex:
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
:: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682
Importadora: World Wine

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vinhos de um dos maiores importadores do Reino Unido agora no Brasil

A Berkmann Wine Cellars, um dos maiores importadores de vinhos do Reino Unido, está iniciando as atividades no Brasil. Fundada em 1964, a empresa recebeu, nos últimos quatro anos, o prêmio "Great Value Wine Merchant of the Year", que é concedido pelos profissionais do mercado inglês à companhia que comercializa os produtos de melhor relação qualidade/preço. Conheci alguns vinhos da importadora durante uma degustação promovida há alguns dias pelo Empório 4 Elementos, que acaba de fechar distribuição exclusiva da Berkmann no Recife.


Antes de falar sobre os vinhos provados, é interessante frisar que a importadora comercializa cerca de três mil rótulos de 20 países diferentes no Reino Unido. Aqui no Brasil, a marca está trabalhando com um portfólio de mais de 60 vinhos, todos inéditos no nosso mercado, de países como Espanha, França, Itália, Eslovênia, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Austrália.


Dessa carta, o Empório 4 Elementos selecionou cerca de 20 rótulos para trabalhar inicialmente. Confira a seguir as minhas impressões sobre as amostras que mais se destacaram na degustação (os preços indicados são para consumidor final):

Nina Garganega Pinot Grigio 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Nina.
Origem: Vêneto, Itália.
Características: Elaborado na região italiana do Vêneto com as uvas Garganega (60%) e Pinot Grigio (40%), este branco é uma opção refrescante, podendo ser degustado, inclusive, sem o acompanhamento de alimentos. Seu aroma traz notas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, suas principais características são a leveza e o frescor. O sabor traz um leve toque floral.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

Viña Vasta Verdejo/Viura 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Isidro Milagro.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: De cor amarelo palha com traços esverdeados, este vinho exibe mais estrutura que a amostra anterior. Elaborado com as variedades Verdejo e Viura, possui caráter cítrico que se integra a notas de aspargos, tanto no sabor quanto no aroma. De corpo médio, tem boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vent du Sud Grenache Blanc/Viognier 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Elaborado com 80% de Grenache Blanc e 20% de Viognier, tem coloração amarelo palha com tons esverdeados. Exala notas florais e de frutas brancas, como melão. Sabor levemente adocicado, porém com acidez presente. Corpo leve.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.

Niel Joubert Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Este branco tem em sua composição 100% de uvas Sauvignon Blanc provenientes de vinhas com até 25 anos de idade. Tem cor amarelo palha brilhante. Já o aroma envolve características de maçã verde e carambola, junto com um toque floral. No paladar mostra bom frescor e persistência de média prolongada.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 78.

Villa Rossi Sangiovese Rubicone 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Rossi.
Origem: Emilia-Romagna, Itália.
Características: Feito 100% com a variedade Sangiovese, é um tinto de cor rubi brilhante e pouco profunda. No agradável aroma predominas frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de um toque de canela. No paladar, mostra-se um vinho fácil de beber, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Junto com as mesmas sensações do nariz, o sabor ainda traz notas de café. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 68.

Vent du Sud Syrah/Grenache 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Na sua composição entram as uvas Syrah (50%) e Grenache (50%). Não houve estágio em carvalho. Sua cor é rubi pouco profunda e no olfato aparecem notas de morango em compota e especiarias. É um vinho de paladar encorpado, mas com bom equilíbrio. O sabor confirma as impressões do nariz.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.


Viña Vasta Tempranillo/Merlot/Syrah 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Vasta.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: Coloração rubi pouco profunda com bordas granada. O aroma exprime uma boa complexidade, com traços de goiaba madura, especiarias, frutas vermelhas silvestres e mentol. O paladar é de médio corpo, seco e de bom equilíbrio. Além das sensações do nariz, seu sabor também envolve notas de café. É elaborado com as uvas Tempranillo, Merlot e Syrah.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vignamato Rosso Piceno Marche DOP 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Marche, Itália.
Características: Cor rubi de média profundidade. Aroma elegante que traz notas de alcaçuz, frutas maduras, especiarias e tabaco. Paladar saboroso e equilibrado, de médio corpo e final prolongado. Feito com 80% de uvas Montepulciano e 20% de Sangiovese, o vinho passou por afinamento de seis meses em garrafa.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 111.

Itynera Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Abruzzo, Itália.
Características: Produzido 100% com uvas Montepulciano, é um tinto de coloração rubi com média profundidade. Notas florais, de frutas maduras, especiarias e café aparecem no aroma. Seu paladar, de médio corpo, é marcado pelas mesmas características do nariz. Final com persistência de média a prolongada. Sua maturação aconteceu em barris de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 145.


Visconti della Roca Primitivo 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Visconti della Roca.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Sua composição é de 100% de uvas Primitivo. Tem cor granada pouco profunda. O aroma exprime ameixa madura, café, especiarias e café. Possui corpo médio, taninos macios e retrogosto de médio a prolongado. Este vinho estagiou parcialmente em barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 86.

Niel Joubert Merlot 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Expressivo tinto de cor granada pouco profunda. Seus aromas formam um conjunto de sensações tais quais frutas em compota, café, tabaco, terra e um toque tostado. Paladar encorpado, porém de taninos macios e boa acidez. Maturou seis meses em pequenos barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 115.

EMPÓRIO 4 ELEMENTOS:
Av. Conselheiro Aguiar, 4635, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3034-3040

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fattoria dei Barbi: fórmula de sucesso da Toscana para o mundo

Estive há alguns dias em um almoço com a gerente de exportação da vinícola italiana Fattoria dei Barbi, Raffaella Federzoni, promovido no Recife pela importadora Interfood. O encontro aconteceu no restaurante Wiella Bistrô, com degustação de alguns importantes rótulos da marca.


A Fattoria dei Barbi pertence à família Colombini, que possui vinhedos na região de Montalcino, Toscana, desde 1352. Em 1790, passou a dirigir a Fattoria Dei Barbi. A "Fattoria" (fazenda em italiano) produz 800 mil garrafas por ano, dos quais 200 mil são de Brunello di Montalcino, o seu vinho mais emblemático

A filosofia de Stefano Cineli Colombini, atualmente à frente da vinícola, é integrar as tecnologias mais recentes às técnicas tradicionais de produção. Para Raffaella, existe uma série de motivos para Fattoria dei Barbi estar constantemente presente no topo das listas de vinhos na Itália e no mundo. Segundo ela, o nome “Barbi” é fácil de associar em qualquer língua. Outras razões são a qualidade dos vinhos, o preço competitivo, a história e tradição, e, por fim, a constância na produção.

Confira a avaliação dos vinhos provados:

Brusco dei Barbi IGT 2012


Vinho de entrada da marca, não passa por madeira e tem na sua composição 90% da variedade Sangiovese e 10% de Merlot. Na taça, apresentou coloração rubi clara e brilhante. No nariz aparecem notas de morango, groselha, especiarias, mentol e um exótico toque de caju. Paladar de médio corpo, boa acidez e final de média persistência. Um tinto equilibrado que, segundo Raffaella, vai bem com pizzas e entradas.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 116

Barbi Morellino di Scansano DOCG 2013 


Este tinto é elaborado principalmente com uvas Sangiovese e com uma pequena parte de Merlot (15%). Sua cor apresenta-se rubi límpido e brilhante. Os aromas trazem características de caramelo, especiarias, frutas maduras e leve toque de fumo. Possui médio corpo, acidez marcante e final de média persistência.  O sabor traz de voltas as frutas sentidas no nariz. Seu amadurecimento foi de quatro meses em barris de carvalho esloveno.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 176

Barbi Rosso di Montalcino DOC 2013


Este “pequeno Brunello” é elaborado com 100% de Sangiovese, passando por maturação de cerca de seis meses em carvalho esloveno. Cereja, morango, notas terrosas, de menta e toques balsâmicos aparecem no olfato. Na boca percebe-se um corpo de peso médio, bom equilíbrio entra acidez e taninos e final de persistência média a prolongada. O sabor dá ênfase ao frutado.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 197

Barbi Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2005


O vinho ‘top’ da Fattoria dei Barbi é feito com 100% de Sangiovese Grosso e tem maturação de três anos em carvalho e seis meses de envelhecimento em garrafa. Sua coloração mostrou-se rubi de média profundidade com tons granada. O aroma dá sinais de evolução com suas notas de fósforo, alcaçuz, floral, frutas vermelhas, tabaco, caju (assim como no Brusco), mentol e café. Paladar de médio corpo, equilibrado e de final de médio a prolongado. Um vinho de boa complexidade, que acompanha majestosamente pratos de carne vermelha e de caça.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 820.

*Confira também a avaliação do Barbi Brunello di Montalcino “BlueLabel”, feita em outra ocasião aqui no blog.

SERVIÇO:

Os vinhos Fattoria dei Barbi são importados pela Interfood e comercializados pelo site www.todovino.com.br. No Recife, estão à venda em lojas como RM Express e DOC Distribuidora.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Casalino Vernaccia di San Gimignano DOCG


Tipo: Branco.
Produtor: Bonacchi.
Origem: San Gimignano, Toscana, Itália.
Visual: Cor amarelo dourado.
Olfato: Aromas discretos e elegantes de mel, abacaxi e ervas frescas.
Paladar: Leve, agradável, de boa acidez e com um toque mineral. O sabor reflete as impressões do olfato.
Outras considerações: A uva Vernaccia, com a qual o vinho é elaborado quase totalmente (10% é de variedades locais não aromáticas), é uma casta bastante antiga e tem a reputação de ser a melhor uva branca da Itália. Há relatos de que o Vernaccia de San Gimignano era o vinho preferido do Papa Martinho IV. Inclusive, na obra 'A Divina Comédia', Dante Alighieri retrata Martinho IV no purgatório, lembrando o gosto do pontífice por aquela bebida. O vinho em questão tem 12,5% e pode tanto ser consumido como aperitivo ou acompanhando pratos leves e queijos frescos.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço:  R$ 50 [www.importadoratrinacria.com.br]

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Linha Premier 1850 rende tributo à vinícola mais antiga do Chile

Já estão nas prateleiras das lojas brasileiras os vinhos da linha Reserva Premier 1850, produzidos pela Viña Carmen. Trata-se de um tributo ao ano de fundação da vinícola, que é a mais antiga do Chile. Foi na Viña Carmen onde a uva Carmenère foi descoberta em terras chilenas. A empresa também foi a primeira do ramo a ter certificação orgânica naquele país. 


Estive na semana passada com o brand ambassador da Carmen, Jorge Arias (foto), que apresentou alguns rótulos da linha Premier 1850, durante um almoço no Recife, promovido pela importadora Mistral no restaurante Pobre Juan. Arias explicou que o lançamento mundial desses vinhos começou no ano passado e que ele está percorrendo as principais cidades do país para apresentá-los. Atualmente, a Carmen está presente em mais de 60 países, sendo a Irlanda, o Canadá e o Brasil os seus principais mercados.

A Viña Carmen conta com vinhedos nos terroirs mais diversos do Chile, cobrindo os vales do Alto Maipo, Apalta, Casablanca, Cochagua e Leyda. Tem como enólogo chefe Sebastián Labbé, que utiliza diversas técnicas de vinificação, buscando revelar a verdadeira expressão de cada variedade.

A linha Premier 1850 chega com um portfólio diversificado, incluindo tintos e brancos produzidos com as variedades Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir. Os tintos provêm dos vales de Colchagua e Leyda. Já os brancos de Casablanca, sendo todos bastante frescos, equilibrados e fáceis de tomar.

Confira a avaliação sobre os rótulos provados:

Carmen Reserva Premier 1850 Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Aromas delicados de mel, maracujá, sal rosa e notas florais.
Paladar: Fresco, de boa acidez, com final prolongado. As características aromáticas reaparecem, junto com um toque de maçã verde.
Outras considerações: Elaborado com uvas Sauvignon Blanc provenientes de videiras com 25 a 30 anos de idade de um setor bastante frio do interior do Vale de Casablanca. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Chardonnay 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Amarelo palha com tons dourados.
Olfato: Apresenta um caráter exótico, onde percebemos notas de carambola, ervas e amendoim.
Paladar: De médio a encorpado, possui boa acidez, mostrando-se mais fresco do que normalmente os Chardonnay são. O sabor traz de volta as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Chardonnay, o vinho não tem passagem por madeira. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Pinot Noir 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Leyda, Chile.
Visual: Cor rubi pouco profunda.
Olfato: Frutas vermelhas maduras como morango e cereja e toques de mentol. Álcool um bem aparente no início, mas que se dissipa com a aeração do vinho.
Paladar: Corpo de leve a médio. Equilibrado, com madeira bem integrada e fruta presente, final de média persistência. Também mostra notas terrosas.
Outras considerações: Produzido com uvas Pinot Noir, amadureceu de três a quatro meses em barris de carvalho usados. Apresenta 13,5% de álcool. 

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Cabernet Sauvignon 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violáceos.
Olfato: Notas florais, de ameixa, especiarias, mentol e chocolate. Bastante agradável e fresco.
Paladar: Com corpo médio e taninos macios, mostra-se redondo e bastante agradável. Final de médio a persistente. O sabor repete o caráter do aroma e ganha também um toque de canela.
Outras considerações: Tem em sua composição apenas a uva Cabernet Sauvignon. Sua maturação foi de oito meses em barricas usadas de carvalho. Vem de uma região de Apalta conhecida como “Petit Saint-Émilion”.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 88.

Carmen Reserva Premier 1850 Carmenère 2014

 
Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Jambo maduro, ameixa, café, pimenta do reino e caramelo.
Paladar: Corpo médio, taninos adocicados e textura suave. O sabor repete as impressões do olfato.
Outras considerações: Elaborado com uvas Carmenère de amadurecimento homogêneo (colhidas no estágio entre verdes e maduras), o vinho maturou cerca de oito meses em carvalho. Tem 13,5% de álcool.
Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 88.

ONDE ENCONTRAR:
Os vinhos da Viña Carmen são trazidos para o Brasil pela importadora Mistral. No Recife, à venda na DLP Distribuidora, Barchef e Casa dos Frios.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Lapostolle Cuvée Alexandre Merlot 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Lapostolle.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo com bordas violeta.
Olfato: Especiarias, fumo, frutas vermelhas e negras maduras e leve tostado.
Paladar: Corpo médio e taninos macios. Além das impressões sentidas no nariz, o sabor ainda revela notas de café e caramelo.
Outras considerações: Produzido com 85% de Merlot e 15% de Carmenère, o vinho maturou por nove meses em barricas de carvalho francês novo e usado. Tem potencial de evolução.

Classificação: Muito Bom (ainda evolui).
Média de preço: R$ 231 (Importado pela Mistral. No Recife, pode ser encontrado na DLP, Barchef e Casa dos Frios)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Marqués de Riscal Rueda 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Herderos del Marqués de Riscal.
Origem: Rueda, Espanha.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Notas florais e leve toque cítrico.
Paladar: Combina frescor e elegância com sua ótima acidez e corpo de leve a médio. O sabor repete as sensações do olfato. Persistência de média a prolongada.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Verdejo (85%) e Viura (15%) provenientes da Denominação de Origem (DO) Rueda, que vem ganhando cada vez mais destaque com os seus vinhos brancos. O produtor é o tradicional Marqués de Riscal, primeira vinícola a explorar a região.Tem 12,5% de álcool

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 50 a 60 [No Recife, nas lojas RM Express e DLP]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Messias Espumante Brut Bairrada DOC 2011


Tipo:
Espumante.
Produtor: Caves Messias.
Origem: Bairrada, Portugal.
Visual: Cor amarelo palha com borbulhas finas e de boa intensidade.
Olfato: Envolve notas frutadas e de fermentação, exibindo toques de lichia madura, brioche e pastel de nata.
Paladar: Cremoso, seco e de boa acidez, traz de volta as sensações sentidas no nariz.
Outras considerações: Elaborado através do método clássico (com segunda fermentação em garrafa), tem em sua composição apenas a uva Maria Gomes. A graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 55 (Importado pela Porto a Porto)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Solar das Bouças Loureiro Vinho Verde 2013 (#CBE)

Chegamos com mais um tema para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, a pedida foi feita pelo confrade Daniel Perches (Blog Vinhos de Corte), que deu uma sugestão muito oportuna para este período de calor: um vinho verde, de qualquer preço. Então lá vai a minha escolha: 


Tipo: Branco.
Produtor: Solar das Bouças.
Origem: Minho, Portugal.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Atraente, com notas de lichia, maçã verde e um leve fundo cítrico.
Paladar: Refrescante e com ótima acidez, é um vinho leve, que tem o sabor semelhante às impressões sentidas no olfato.
Outras considerações: Elaborado 100% com a casta Loureiro, mostra-se bem descontraído, podendo ser servido como aperitivo (bem resfriado) ou acompanhando canapés leves e frutos do mar. Tem 11% de álcool. 

Classificação: Muito Bom.  
Média de preço: R$ 42 (www.wine.com.br)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Tranco 2011


Tipo:
Tinto.
Produtor: Señorío de Barahonda.
Origem: Yecla, Espanha.
Visual: Cor rubi brilhante. Média profundidade.
Olfato: Os aromas formam um conjunto exótico, onde encontramos café, alcaçuz, groselha, ameixa preta, goiaba e especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, o vinho traz para o sabor as impressões sentidas no nariz. Bastante seco, tem final longo e apimentado.
Outras considerações: Este vinho é proveniente da Denominação de Origem Yecla, situada ao norte da região de Múrcia e conhecida pela variedade Monastrell (a Mourvèdre francesa). O corte, aliás, é feito com Monastrell e Cabernet Sauvignon. Parte do vinho maturou por três meses em carvalho americano e francês. Sua graduação alcoólica é de 14,5%. Outra curiosidade: Tranco é o nome dado por algumas pessoas em Yecla a videiras grandes e antigas.  

Classificação: Muito Bom. 
Média de preço: R$ 64 (www.wine.com.br)