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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Viña Maipo Gran Devoción Carmenère/Syrah – 2008

Produtor: Viña Maipo
Origem: Vale do Maule, Chile.
Visual: Cor rubi, claro e bem brilhante.
Olfato: Frutas vermelhas, como morango e framboesa, bem casadas com notas de baunilha, chocolate e noz moscada.
Paladar: Taninos macios, acidez marcante. Traz de volta as impressões do nariz, ganhando um final picante. Para mim, a madeira está sobrando um pouco, mas nada que chegue a atrapalhar o conjunto. Principalmente, se o vinho for harmonizado com comida, de preferência carnes vermelhas.
Outras considerações: Elaborado com 75% de Carmenère e 25% de Syrah, o vinho amadureceu 14 meses em carvalho francês e americano. A graduação alcoólica é de 14,5%. Tem tudo para melhorar com a guarda. 

Classificação: Bom/Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 75

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Grandes momentos de 2011: degustação vertical do Miolo Merlot Terroir

Foto: Daniela Villar
Mais um grande momento de 2011 que deixo para publicar neste comecinho de 2012! Trata-se de uma degustação vertical do vinho Miolo Merlot Terroir, que em sua safra de 2005 foi considerado o melhor Merlot do mundo durante uma degustação às cegas realizada em Londres, por 40 profissionais.

A vertical foi realizada no último mês setembro, na própria vinícola Miolo, no Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul, através de iniciativa do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Foram provados rótulos das safras 2004, 2005, 2008, 2009 e a de 2011, ainda em barricas. Destas, sem sombra de dúvidas, a de 2005 foi a que mais se destacou.

O Merlot Terroir é somente elaborado em safras especiais, 100% com uvas Merlot da D.O. Vale dos Vinhedos. Os vinhos têm estágio aproximado de 12 meses em barricas de carvalho francês.

Vamos às impressões:

Miolo Merlot Terroir 2004

Visual: Cor rubi escuro com leve halo de evolução.
Olfato: Aromas vivos de frutas vermelhas maduras, mentol.
Paladar: Agradável. Repete as impressões do nariz e também apresenta notas de café. Boa acidez.
Outras considerações: Este vinho foi engarrafado em 2005 e tem graduação alcoólica de 13,5%. Acredito que ainda tem a evoluir.

Classificação: Muito Bom.

Miolo Merlot Terroir 2005

Visual: Rubi escuro com tons violeta. Finas lágrimas.
Olfato: Fruta madura, mentol.
Paladar: Elegante. Retornam as impressões do olfato e ainda aparecem café e chocolate. Taninos finos, de ótima qualidade. Boa acidez e final marcante, longo.
Outras considerações: A graduação alcoólica é de 14%. Também tem potencial de guarda.

Classificação: Excelente.

Miolo Merlot Terroir 2008

Visual: Rubi com traços violáceos.
Olfato: Frutas vermelhas em compota, leve especiaria, menta.
Paladar: Taninos bem evidentes, fazendo salivar. Ressalta a fruta escura, com notas de tabaco, madeira. Final que remete a azeitonas pretas.
Outras considerações: Um vinho que deve evoluir muito bem. A graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Bom/Muito Bom.

Miolo Merlot Terroir 2009

Visual: Rubi escuro, brilhante.
Olfato: Aromas mais discretos, mas também com frutas maduras, menta e ainda um toque de toffee.
Paladar: Este é bem travoso, com taninos nervosos. Bastante azeitona preta.
Outras considerações: Um vinho ainda muito jovem, que não está no ponto de ser tomado. Tem muito a ganhar com a guarda, que pode passar tranquilamente de cinco anos. A graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Ainda não está no ponto de ser tomado. Vai evoluir com a guarda.

Miolo Merlot Terroir 2011

Visual: Cor violeta bem escura. Lágrimas finas e abundantes.
Olfato: Floral, frutado.
Paladar: Já mostra que vai ser um vinho agradável de tomar. Porém os taninos ainda precisam ser mais amaciados.
Outras considerações: Durante a prova, este vinho estava há apenas dois meses em barricas.

Classificação: Boas perspectivas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lagarde Guarda - 2009

Produtor: Lagarde.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi escuro com leves reflexos violeta.
Olfato: Fruta madura (principalmente ameixa), café, chocolate e tabaco.
Paladar: Redondo, fácil de tomar. Traz de volta à boca as características sentidas no nariz. Um discreto herbáceo no final.
Outras considerações: A proposta é de um vinho que ainda pode melhorar na garrafa, porém já pode ser tranquilamente bebido. Assemblage de Malbec (40%), Cabernet Sauvignon (30%), Merlot (20%) e Syrah (10%), que teve estágio de 12 meses em carvalho francês e envelhecimento de mais 12 meses em garrafa.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 65

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Confraria Cavas celebra mistura de sabores com encontro no Nabuco

O restaurante Nabuco, em Boa Viagem, no Recife, foi o local escolhido para a realização do 29º encontro da Confraria Amigos do Vinho Vale do São Francisco (Cavas), que aconteceu na última semana. Muito prestigiado, como sempre, o evento foi uma oportunidade para os confrades degustarem alguns vinhos da distribuidora pernambucana Dom Vinho, harmonizados com a culinária já consagrada do chef César Santos, que é uma verdadeira mistura de sabores e texturas.

Entre uma taça e outra, os sommeliers Célio Vasconcelos (Dom Vinho), Ângelo Miranda (Ponte Nova) e Fabiana Gonçalves (Escrivinhos), fizeram uma breve explanação sobre os vinhos servidos, comentando as harmonizações.

O encontro ainda contou ainda com a rica participação do confrade jornalista Marcelo Sandes, que de forma inteligente e descontraída traçou um paralelo entre vinho e literatura.

Confira os vídeos da apresentação de Marcelo:

 

  

Partindo para a parte “prática”, a abertura dos comes e bebes foi feita com um ótimo espumante nacional:

Fausto de Pizzato Brut

Produtor: Pizzato
Origem: Serra Gaúcha, Brasil.
Visual: Coloração amarelo palha. Bolhas de médias a finas, em boa quantidade e persistência.
Olfato: Os aromas são frutados e alegres, lembrando um Prosecco, com leves toques cítricos, de amêndoa e fermento.
Paladar: Ótima cremosidade. Aparece novamente o tutti-frutti, mas sua boa acidez equilibrada com o açúcar faz com que a bebida não fique enjoativa.
Outras considerações: Elaborado pelo método Charmat, com segunda fermentação em tanques de inox, é feito com a uva Chardonnay e base Blanc de Noir, com as variedades Merlot e Cabernet Sauvignon. O nome “Fausto” faz referência à localidade Dr. Fausto de Castro, em Dois Lajedos, na Serra Gaúcha, onde são cultivadas as uvas. Sua graduação alcoólica é de 12,4%.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Faixa de Preço: R$ 39

Recepção:

>>Torradas com azeites aromatizados com diversas especiarias.

Para acompanhar as entradas foi servido um interessante vinho branco:

Casas del Toqui Sauvignon Blanc – 2010

Produtor: Casas del Toqui.
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Discreto, com notas cítricas, tropicais e leve mineral.
Paladar: As sensações sentidas no nariz aparecem com maior intensidade, principalmente a mineralidade. Boa acidez, bom corpo.
Outras considerações: Produzido 100% com a uva Sauvignon Blanc, tem graduação alcoólica de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom
Faixa de Preço: R$ 28

Para entrada:

>>Mix de bolinho de banana com carne de sol, molho de mostrada, vinagrete de carne de sol, presunto de Parma com passa de caju e cream cheese.

>>Salmão defumado com picles de pepino, molho de mostarda e manga Kent (uma combinação difícil, porém que se saiu bem com a presença da manga, elemento que deu uma neutralizada na potência do picles e da mostarda).

Com os pratos principais, veio um vinho da caprichosa (assim como lembrou o confrade Célio) uva Pinot Noir:

Casas del Toqui Reserva Pinot Noir – 2010

Produtor: Casas del Toqui.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Visual: Cor rubi bem claro, límpido e transparente.
Olfato: Frutas vermelhas (morango, cereja), fumo, azeitona preta.
Paladar: Corpo leve, boa acidez. Repete as impressões do nariz, junto com um toque de baunilha conferido pela passagem em carvalho.
Outras considerações: Parte (40%) do vinho teve estágio em madeira. Elaborado 100% com a uva Pinot Noir. Tem 13,5% de álcool. Um Pinot de boa tipicidade, com “cara” de Velho Mundo.

Classificação: Muito Bom
Faixa de Preço: R$ 50

Pratos principais:

>>Risoto de aspargos verdes decorados com camarões (este prato compôs a harmonização da noite, em minha opinião, com o vinho Sauvignon Blanc).

>>Magret de Cannard a molho de tamarindo e purê de inhame gratinado, servido levemente mal passado, seguindo as tradições francesas (o que para os paladares brasileiros pode ser mal interpretado ou simplesmente não agradar). A proposta de harmonização foi boa: prato leve + vinho leve.

De sobremesa, um bem escolhido vinho do Porto:

Burmester Jockey Club Porto Reserva

Produtor: Casa Burmester | Sogevinus.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Coloração alaranjada.
Olfato: Caramelo, frutas vermelhas em compota, erva-doce.
Paladar: Boa presença de boca, com doçura agradável, equilibrada com a boa acidez. Traz além das características do nariz, notas de frutas secas.
Outras considerações: Este é um Tawny (vinho do Porto aloirado) produzido com as castas Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Passou sete anos em garrafa antes de ser comercializado. Seu nome é uma homenagem aos esportes com cavalos, paixão da família Burmester. O teor alcoólico é de 20%.

Classificação: Muito Bom
Faixa de Preço: R$ 68

De sobremesa:

>>Doce negro: bolo de chocolate meio amargo com calda de chocolate amargo, chantilly e morango.

Como já é de praxe, parabéns aos organizadores Ricardo e Gustavo Lustosa e a todos os participantes que prestigiaram o evento. Agora é esperar pela 30ª edição (a balzaquiana, segundo Marcelo Sandes).

Os vinhos da Dom Vinho podem ser encomendados diretamente a Célio, pelo fone: (81) 9192 9252 ou pelo e-mail: domvinho@domvinho.com.br

Abraços a todos!

sábado, 8 de outubro de 2011

Alto das Figueiras Merlot - 2009

Produtor: Copetti & Czarnobay.
Origem: Encruzilhada do Sul, Brasil.
Visual: Rubi escuro bem fechado, com tons violeta.
Olfato: Frutas vermelhas, cacau, essência de baunilha, mel de abelha.
Paladar: Repete as sensações do nariz, com muito chocolate. Boa acidez, taninos de qualidade, bom volume de boca.
Outras considerações: Um vinho gastronômico, que possui potencial de guarda. Elaborado 100% com a uva Merlot, tem graduação alcoólica de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Rio Sol Winemaker’s Selection Alicante Bouschet – 2008

Esta é a minha escolha de agosto da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A indicação do mês foi do nobre confrade Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, que sugeriu aos participantes provarem um rótulo de até R$ 40,00, encontrado em supermercados.

Aproveitando minha passagem no final de semana pelo Vale do São Francisco, resolvi falar sobre este vinho que comprei na própria vinícola, mas que também pode ser adquirido no mercado.

Produtor: Vinibrasil.
Origem: Lagoa Grande, Vale do São Francisco.
Visual: Cor rubi bem escura e profunda com reflexos violeta.
Olfato: Fruta vermelha madura em abundância, baunilha e toques terrosos. O álcool ataca um pouco o nariz no início, mas melhora com a aeração.
Paladar: Um vinho com bom corpo, guloso, que revela novamente frutas maduras, mescladas com toques de tabaco, cacau e final tostado. Boa acidez, taninos corretos e média persistência.
Outras considerações: Acredito que vai muito bem com carneiro. Sua graduação alcoólica é de 13%. Produzido 100% com a casta de origem portuguesa Alicante Bouschet, teve estágio de seis meses em carvalho francês da Borgonha.

Classificação: Bom/Muito Bom
Faixa de preço: R$ 40 no mercado e R$ 35 na vinícola.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ginestruzze IGT -2009

Produtor: Le Ginestruzze Uzzano.
Origem: Montespertoli, Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi clara, límpida e transparente.
Olfato: Rico. Surge cereja, mentol e pronunciadas notas animais.
Paladar: As mesmas impressões do nariz, porém mais discretas. Leve, com boa persistência e acidez.
Outras considerações: Um vinho simples, porém bem feito. A maior parte é elaborada com a uva Sangiovese, com pequenas porções de Trebbiano, Colorino, Malvasia e Canaiolo. Graduação alcoólica de 12,5%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 40
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho (81) 3466-2525

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Rio Sol Brut

Produtor: Vinibrasil
Origem: Vale do São Francisco, Brasil.
Visual: Amarelo palha, com bolhas finas e persistentes.
Olfato: Notas florais, fundo herbáceo.
Paladar: Combina toques cítricos com uma boa acidez. Doçura equilibrada. Bastante agradável.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Syrah e Moscato Canelli. Tem 12% de graduação alcoólica.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 20

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Antis Cabernet Sauvignon Reserve - 2005

Produtor: Antis.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Coloração rubi intensa.
Olfato: Generoso. Ameixas, toffee, café e pimenta.
Paladar: Os taninos são aveludados. Também aparece baunilha, mas o predomínio no sabor é de ameixa e café.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Cabernet Sauvignon. Passou por 12 meses em barrica de carvalho francês, sendo 50% de primeiro uso e 50% de segundo uso. Teor alcoólico de 14%.

Classificação: Muito Bom. [Boa compra]
Faixa de preço: R$ 48,60 [No Recife, na Ingá Vinhos Finos – novo rótulo]

Pagos del Infante - 2009

Produtor: Lynus Viñedos y Bodegas
Origem: Ribera del Duero, Espanha.
Visual: Cor rubi com tons violeta.
Olfato: Frutas do bosque, como morangos e cerejas, além de baunilha.
Paladar: Corpo médio, com o sabor que corresponde às mesmas impressões do nariz. Redondo e fácil de tomar.
Outras considerações: Elaborado com a uva Tempranillo. Estagiou seis meses em carvalho. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Bom/Muito Bom
Faixa de preço: R$ 57,40 [No Recife, na Ingá Vinhos Finos – novo rótulo]

terça-feira, 31 de maio de 2011

Murua Reserva - 2003

Produtor: Bodegas Murua.
Origem: Rioja, Espanha.
Visual: Cor granada.
Olfato: Fruta passa, baunilha, amêndoas e tabaco.
Paladar: Um vinho que enche a boca com seu corpo e sabores intensos, lembrando as mesmas sensações do olfato, mais um toque apimentado.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Tempranillo (90%), Graciano (8%) e Mazuelo (2%), amadureceu 18 meses em barricas de carvalho francês e americano de, no máximo, terceiro uso. O teor alcoólico é de 13,5%. Para mim, um vinho altamente gastronômico. Bom para acompanhar carnes vermelhas e caças.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 96,80 [No Recife, na Ingá Vinhos Finos – novo rótulo]

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bodega Tamarí Chardonnay – 2007

Produzido pela Bodega Tamarí, em Mendoza, na Argentina este branco é feito 100% com a uva Chardonay.

Sua coloração é amarelo ouro e os aromas bastante frutados, como notas de mamão papaya, pêssegos e banana.

Na boca, apresenta uma boa doçura das frutas, aliada a uma acidez equilibrada, que dá ao vinho um caráter fresco e jovial. Um leve amargor final aparece, mas não incomoda no conjunto.

Classificação: Bom/Muito Bom
Faixa de preço: R$ 17 [LD Importação]