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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Durbanville Hills Pinotage 2014


Origem: Durbanville, África do Sul.
Cor: Rubi de média profundidade.
Olfato: Delicado floral mesclado a notas defumadas, de especiarias e de frutas vermelhas maduras.
Paladar: De boa acidez e taninos macios, o vinho traz ao sabor as mesmas impressões sentidas no nariz. Boa persistência e frescor.
Outras considerações: Este tinto elaborado 100% com uvas Pinotage sem estágio em madeira é um vinho que surpreende pelo caráter mais delicado, diferindo da proposta dos sul africanos feitos com esta variedade tão típica local. Apesar dos 14% de graduação, o vinho consegue mostrar fruta, sem ser mascarado pelo volume alcoólico.

Preço: No Recife, R$ 54,80 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Bom/Muito Bom.

Máscara de Fuego Sauvignon Blanc 2016


Origem: Vale de Cachapoal, Chile
Cor: Amarelo palha com reflexos esverdeados, límpido e transparente
Olfato: Denota bastante frescor, revelando notas leves notas florais, cítricas e de maracujá.
Paladar: Leve, fresco, bastante cítrico e de final persistente.
Outras considerações: Este vinho é uma novidade da Los Boldos, vinícola chilena com sangue francês, que vem passando por um processo de renovação nos vinhedos e em sua produção após a sua compra pelo grupo português Sogrape. Elaborado com uvas Sauvignon Blanc, tem a simplicidade e descontração como proposta. Um vinho correto e muito agradável para os dias de calor.

Preço: No Recife, R$ 48,50 (promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Bom/Muito Bom.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pisano mantém viva a tradição da uva Tannat no Uruguai

Uma das últimas degustações de 2016 que participei foi promovida pela Mistral, no restaurante Coco Bambu, no Recife, com os vinhos da Pisano, uma das bodegas de maior destaque do Uruguai. A apresentação ficou a cargo do gerente de exportação da marca, o jovem e descolado Nikolás Kozic (foto), ou simplesmente Niko, que na ocasião conduziu uma prova guiada de cinco rótulos.


A Pisano é uma vinícola fundada em 1914, comandada atualmente pela quarta geração da mesma família, através dos irmãos Daniel, Gustavo e Eduardo Pisano. Está localizada na região de Progreso, no departamento de Canelones, onde possui 30 hectares. Apesar de contar com cerca de 20 diferentes variedades plantadas, o foco da vinícola continua sendo a uva Tannat – cepa francesa da região do Madiran que se adaptou muito bem ao Uruguai e hoje é a casta mais importante daquele país.

Os produtos da Pisano demonstram a qualidade de quem não está preocupado em colocar grandes quantidades de vinho no mercado. Trata-se de uma vinícola de médio porte, com cerca de 300 mil garrafas produzidas ao ano. Além disso, utilizam práticas sustentáveis em sua produção. “Somos 99% orgânicos. O que falta é apenas a certificação”, explica Niko, lembrando que este é um processo caro e burocrático no seu país.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos degustados:

Cisplatino Torrontés 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Segundo Niko, este é o único vinho produzido no Uruguai com a uva Torrontés (a principal variedade branca cultivada na vizinha Argentina). A bebida apresentou uma cor amarelo palha com tons esverdeados. Aromas minerais aparecem junto com notas de aspargos e leves toques florais e cítricos. Possui boa acidez e não é enjoativo como me parecem alguns vinhos feitos com a variedade Torrontés. Além disso é mais encorpado que os argentinos, o que o torna um vinho mais gastronômico, bom para acompanhar frutos do mar e pescados mais gordurosos. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 67

Cisplatino Cabernet Franc Rosé 2015


Tipo: Rosé.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Elaborado 100% com a uva Cabernet Franc, a mesma usada na produção dos rosés do Vale do Loire, na França, é um vinho bem frutado, mas com uma ponta de elegância proporcionada por sua mineralidade e boa acidez. Sua cor cereja muito viva me causou um pouco de desconfiança no início (prefiro os rosés com menos extração, mais clarinhos, que costumas ser mais leves e harmoniosos). Porém a impressão foi logo desfeita ao prova-lo. É um ótimo vinho para comida, como peixes e frutos do mar ou saladas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Cisplatino Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Em sua composição foram usadas uvas Tannat de oito diferentes localizações de vinhedos. Parte do vinho estagiou de três a quatro meses em barricas de carvalho usadas e outra parte em tanques de inox. De coloração rubi com média profundidade, a bebida traz no olfato notas de ameixa madura, violeta, pimenta do reino, erva-doce e menta. Paladar encorpado, com taninos de qualidade e boa persistência. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 67.

Rio de los Pájaros Reserve Tannat 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: Este é o vinho da Pisano mais vendido em todos os mercados onde a marca está presente. Elaborado apenas com uvas Tannat, maturou durante seis meses em barricas de carvalho de segundo uso. Os aromas são de azeitonas pretas, frutas escuras, mentol, alcaçuz, floral e um toque discreto de couro. Na boca é encorpado, maduro, com taninos de boa qualidade. Tem 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 85.

RPF Tannat 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Pisano.
Origem: Progreso, Uruguai.
Características: O Reserva Personal de Familia é elaborado 100% com uvas Tannat e maturado 12 meses em barricas francesas de primeiro uso. Com coloração rubi de média profundidade, este belo exemplar da Pisano traz no nariz notas de alcaçuz, frutas em compota (negras e vermelhas), minerais, café, chocolate, menta e especiarias. Encorpado, de taninos finos e boa persistência, o sabor repete as sensações do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 128.

ONDE ENCONTRAR: No Recife, os vinhos da Mistral podem ser encontrados na Distribuidora DLP, BarChef e Casa dos Frios.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Courela 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Cortes de Cima.
Origem: Alentejo, Portugal.
Características: O nome Courela tem origem numa das parcelas da vinha (Courela dos Pageis), onde são cultivadas as uvas que dão origem ao vinho. Na sua composição entram as variedades Aragonez (50%), Syrah (40%) e Touriga Nacional (10%). Trata-se do vinho de entrada da competente vinícola Cortes de Cima, com a proposta de ser bebido jovem.

Sua coloração é de uma tonalidade violeta brilhante e pouco profunda. No nariz, exala aromas de frutas vermelhas, tais como morango e framboesa, além de um discreto toque de flores secas. Paladar com perfeito equilíbrio entre acidez e taninos, corpo leve e macio. É um vinho simples, porém muito bem feito, que merece ser incluído na listagem das boas opções para o dia a dia. Tem 13% de álcool.

Classificação: Boa Compra*
Média de preço: *Comprei em promoção por R$ 45 durante a feira Variedade. Nesse valor, merece ser classificado como “Boa Compra”. Porém sua média de preço está na faixa dos R$ 60, o que me levaria a avalia-lo como “Bom/Muito Bom” (No Recife, à venda nas lojas RM Express).

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

High Tide Chardonnay by Isla Negra 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Isla Negra
Origem: Vale Central, Chile.
Características:  Isla Negra é uma vila costeira chilena conhecida pelas suas paisagens e que com o tempo se tornou um reduto de artistas, sendo Pablo Neruda o mais famoso deles. Inspirada pela beleza da região, a vinícola adotou o seu nome. High Tide é a linha top da marca, que traz apenas este Chardonnay e um Cabernet Sauvignon.

Na taça, o vinho mostrou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados. O aroma envolve leves traços de abacaxi, além de notas cítricas e algumas especiarias. No paladar revela-se untuoso e de médio corpo, com boa acidez. O sabor reflete as sensações do nariz, trazendo ainda um toque de mineralidade. Tem 13% de álcool e não passa por madeira.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 66 (No Recife, na Fino Selo)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

BIS Rosé 2015 (#CBE)

E cá estou mais uma vez aqui com o tema mensal da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês de outubro, a escolha foi do confrade Alexandre Takei (Blog Notas Etílicas), que indicou uma deliciosa escolha para comentarmos: um rosé do Velho Mundo.

A minha opção foi por este rosé portuga, provado recentemente durante a feira de vinhos Variedade. Confira a avaliação.


Tipo: Rosé
Produtor: Encostas de Estremoz.
Origem: Alentejo, Portugal
Características: De coloração salmão, este rosé é elaborado com as uvas tintas Aragonês (50%) e Touriga Nacional (50%) através do método de bica aberta (onde as partes sólidas das uvas são separadas do mosto antes de se iniciar a fermentação). Apresenta um aroma delicado que tende para notas florais, de frutas vermelhas silvestres (principalmente morango) e de pêssego. Na boca, apresenta corpo de leve a médio e uma boa acidez, que o tornam um vinho fresco e bastante agradável. O sabor assemelha-se às sensações do nariz, dando um tom descontraído e ao mesmo tempo saboroso ao paladar. 

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 58 (No Recife, na Dom Vinho – R. Januário Barbosa, 67, Madalena)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Altos las Hormigas: vinhos argentinos de terroir com herança italiana

Estive esta semana com o fundador e vice-presidente da vinícola argentina Altos las Hormigas, Antonio Morescalchi, num encontro promovido no Recife pela distribuidora Lacomex, em parceria com a importadora World Wine. Na ocasião, Antonio contou sobre a filosofia da vinícola, que trabalha com o conceito de vinhos de terroir, utilizando apenas uvas Malbec e Bonarda. Também pudemos provar alguns rótulos durante degustação.


A história da Altos las Hormigas começa quando Morescalchi, que já produzia vinhos com seu pai na Toscana, abraçou a ideia do enólogo Alberto Antonini, ex-diretor da Antinori. Ele achava que a variedade Malbec tinha grande potencial e precisava explorá-la melhor. Foi então que em 1995, eles se juntaram para dar início ao projeto. Logo depois, mais dois velhos amigos e sócios também passaram a integrar a equipe: Attilio Pagli, reconhecido enólogo toscano, e Carlos Vazquez, que esteve desde o começo do projeto empregando sua experiência no manejo de vinhedos em Mendoza.

Foram comprados 216 hectares de terra no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo, que fica a 800 metros de altura em relação ao nível do mar. Construíram uma bodega de 2.500 metros quadrados e, em 2011, com ajuda do especialista Pedro Parra, adquiriram 55 hectares de terras na região de Altamira, no Vale de Uco.

O conceito de Altos las Hormigas tem como um dos grandes focos o vinhedo. Para isso, investem no estudo e mapeamento de solo. “O desafio é mostrar ao mundo que temos terroir”, explica Antonio. Ele também é adepto do pouco ou nenhum uso de carvalho na elaboração dos vinhos e defende a produção em baixa escala.



Além da uva Malbec, que para a equipe Altos las Hormigas, é o grande potencial de Mendoza, a vinícola também produz vinhos com a variedade Bonarda (segunda casta tinta mais plantada naquele país), dentro do projeto paralelo Colonia las Liebres.

A propósito, o nome Altos las Hormigas faz referência aos formigueiros existentes na região da vinícola. Em 1996, quando os trabalhadores começaram a plantar os vinhedos, as formigas passaram a se alimentar dos brotos das vinhas. Convencidos de que elas eram as verdadeiras “donas” do local, a equipe decidiu encontrar maneiras naturais de desviar sua atenção para outros tipos de comida.

Além disso, para os argentinos, "trabalho de formiga" é um trabalho humilde, paciente e prolongado, provérbio que vem sendo usado até os dias de hoje.

Vamos então, às impressões sobre os vinhos provados:

Colonia las Liebres Clásico Bonarda 2013


Elaborado com uvas Bonarda provenientes de vinhedos localizados na zona de Medrano y Carrizal de Abajo, em Mendoza, é vinificado com leveduras nativas em tanques de aço inox. Apresentou coloração rubi profunda e aromas de flores secas, frutas vermelhas maduras e alcaçuz. Na boca, mostrou-se de médio a encorpado, com taninos de qualidade e sabor semelhante às sensações do nariz. Também exibiu um certo tostado, proveniente da uva Bonarda. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 57

Altos las Hormigas Clásico Malbec 2014


Blend de uvas 100% Malbec colhidas a mão nos vinhedos de Medrano, Barrancas e Lunlunta, em Mendoza. Elas são vinificadas separadamente e fermentam com o auxílio de leveduras indígenas (nativas), em tanques de inox. O resultado é um vinho de cor rubi de média profundidade, com aromas de especiarias, ameixas, alcaçuz e flores secas. Paladar encorpado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor traz de volta as características aromáticas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 88

Altos las Hormigas Terroir Malbec 2013

 

Uvas Malbec de diferentes vinhedos de Vista Flores e Tupungato foram vinificadas separadamente para a elaboração deste vinho, que maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho, (25%) em tanques de cimento e (25%) em inox. Sua cor mostrou-se rubi de média profundidade. Já no nariz, revelou frutas vermelhas maduras, mentol, toques florais e de pimenta do reino. Elegante no paladar, com médio corpo e ótimo equilíbrio. Persistência de média a prolongada. Apresenta 14,7% de álcool, percentual que não interfere na qualidade do vinho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90

Altos las Hormigas Reserve Malbec 2012



Feito exclusivamente com uvas Malbec colhidas a mão nas regiões de Altamira, Vista Flores e Gualtallary. A fermentação ocorreu na presença de leveduras nativas, com maturação de 18 meses em tonéis de carvalho francês não tostado com 3.500 litros de capacidade. Mostra-se ainda jovem, com sua cor violeta profunda. O aroma envolve notas de frutas negras, caramelo, mentol, especiarias e flores secas, junto com um discreto defumado. Exibe corpo e potência, porém com taninos finos e boa estrutura. Daqueles vinhos que “enchem” a boca e deixam seu sabor por bastante tempo no paladar. Já pode ser bebido agora, mas promete melhorar com o tempo). Tem 15% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 140

Onde encontrar:
No Recife, na Lacomex:
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
:: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682
Importadora: World Wine

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vinhos de um dos maiores importadores do Reino Unido agora no Brasil

A Berkmann Wine Cellars, um dos maiores importadores de vinhos do Reino Unido, está iniciando as atividades no Brasil. Fundada em 1964, a empresa recebeu, nos últimos quatro anos, o prêmio "Great Value Wine Merchant of the Year", que é concedido pelos profissionais do mercado inglês à companhia que comercializa os produtos de melhor relação qualidade/preço. Conheci alguns vinhos da importadora durante uma degustação promovida há alguns dias pelo Empório 4 Elementos, que acaba de fechar distribuição exclusiva da Berkmann no Recife.


Antes de falar sobre os vinhos provados, é interessante frisar que a importadora comercializa cerca de três mil rótulos de 20 países diferentes no Reino Unido. Aqui no Brasil, a marca está trabalhando com um portfólio de mais de 60 vinhos, todos inéditos no nosso mercado, de países como Espanha, França, Itália, Eslovênia, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Austrália.


Dessa carta, o Empório 4 Elementos selecionou cerca de 20 rótulos para trabalhar inicialmente. Confira a seguir as minhas impressões sobre as amostras que mais se destacaram na degustação (os preços indicados são para consumidor final):

Nina Garganega Pinot Grigio 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Nina.
Origem: Vêneto, Itália.
Características: Elaborado na região italiana do Vêneto com as uvas Garganega (60%) e Pinot Grigio (40%), este branco é uma opção refrescante, podendo ser degustado, inclusive, sem o acompanhamento de alimentos. Seu aroma traz notas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, suas principais características são a leveza e o frescor. O sabor traz um leve toque floral.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

Viña Vasta Verdejo/Viura 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Isidro Milagro.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: De cor amarelo palha com traços esverdeados, este vinho exibe mais estrutura que a amostra anterior. Elaborado com as variedades Verdejo e Viura, possui caráter cítrico que se integra a notas de aspargos, tanto no sabor quanto no aroma. De corpo médio, tem boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vent du Sud Grenache Blanc/Viognier 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Elaborado com 80% de Grenache Blanc e 20% de Viognier, tem coloração amarelo palha com tons esverdeados. Exala notas florais e de frutas brancas, como melão. Sabor levemente adocicado, porém com acidez presente. Corpo leve.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.

Niel Joubert Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Este branco tem em sua composição 100% de uvas Sauvignon Blanc provenientes de vinhas com até 25 anos de idade. Tem cor amarelo palha brilhante. Já o aroma envolve características de maçã verde e carambola, junto com um toque floral. No paladar mostra bom frescor e persistência de média prolongada.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 78.

Villa Rossi Sangiovese Rubicone 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Rossi.
Origem: Emilia-Romagna, Itália.
Características: Feito 100% com a variedade Sangiovese, é um tinto de cor rubi brilhante e pouco profunda. No agradável aroma predominas frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de um toque de canela. No paladar, mostra-se um vinho fácil de beber, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Junto com as mesmas sensações do nariz, o sabor ainda traz notas de café. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 68.

Vent du Sud Syrah/Grenache 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Na sua composição entram as uvas Syrah (50%) e Grenache (50%). Não houve estágio em carvalho. Sua cor é rubi pouco profunda e no olfato aparecem notas de morango em compota e especiarias. É um vinho de paladar encorpado, mas com bom equilíbrio. O sabor confirma as impressões do nariz.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.


Viña Vasta Tempranillo/Merlot/Syrah 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Vasta.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: Coloração rubi pouco profunda com bordas granada. O aroma exprime uma boa complexidade, com traços de goiaba madura, especiarias, frutas vermelhas silvestres e mentol. O paladar é de médio corpo, seco e de bom equilíbrio. Além das sensações do nariz, seu sabor também envolve notas de café. É elaborado com as uvas Tempranillo, Merlot e Syrah.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vignamato Rosso Piceno Marche DOP 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Marche, Itália.
Características: Cor rubi de média profundidade. Aroma elegante que traz notas de alcaçuz, frutas maduras, especiarias e tabaco. Paladar saboroso e equilibrado, de médio corpo e final prolongado. Feito com 80% de uvas Montepulciano e 20% de Sangiovese, o vinho passou por afinamento de seis meses em garrafa.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 111.

Itynera Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Abruzzo, Itália.
Características: Produzido 100% com uvas Montepulciano, é um tinto de coloração rubi com média profundidade. Notas florais, de frutas maduras, especiarias e café aparecem no aroma. Seu paladar, de médio corpo, é marcado pelas mesmas características do nariz. Final com persistência de média a prolongada. Sua maturação aconteceu em barris de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 145.


Visconti della Roca Primitivo 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Visconti della Roca.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Sua composição é de 100% de uvas Primitivo. Tem cor granada pouco profunda. O aroma exprime ameixa madura, café, especiarias e café. Possui corpo médio, taninos macios e retrogosto de médio a prolongado. Este vinho estagiou parcialmente em barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 86.

Niel Joubert Merlot 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Expressivo tinto de cor granada pouco profunda. Seus aromas formam um conjunto de sensações tais quais frutas em compota, café, tabaco, terra e um toque tostado. Paladar encorpado, porém de taninos macios e boa acidez. Maturou seis meses em pequenos barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 115.

EMPÓRIO 4 ELEMENTOS:
Av. Conselheiro Aguiar, 4635, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3034-3040

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fattoria dei Barbi: fórmula de sucesso da Toscana para o mundo

Estive há alguns dias em um almoço com a gerente de exportação da vinícola italiana Fattoria dei Barbi, Raffaella Federzoni, promovido no Recife pela importadora Interfood. O encontro aconteceu no restaurante Wiella Bistrô, com degustação de alguns importantes rótulos da marca.


A Fattoria dei Barbi pertence à família Colombini, que possui vinhedos na região de Montalcino, Toscana, desde 1352. Em 1790, passou a dirigir a Fattoria Dei Barbi. A "Fattoria" (fazenda em italiano) produz 800 mil garrafas por ano, dos quais 200 mil são de Brunello di Montalcino, o seu vinho mais emblemático

A filosofia de Stefano Cineli Colombini, atualmente à frente da vinícola, é integrar as tecnologias mais recentes às técnicas tradicionais de produção. Para Raffaella, existe uma série de motivos para Fattoria dei Barbi estar constantemente presente no topo das listas de vinhos na Itália e no mundo. Segundo ela, o nome “Barbi” é fácil de associar em qualquer língua. Outras razões são a qualidade dos vinhos, o preço competitivo, a história e tradição, e, por fim, a constância na produção.

Confira a avaliação dos vinhos provados:

Brusco dei Barbi IGT 2012


Vinho de entrada da marca, não passa por madeira e tem na sua composição 90% da variedade Sangiovese e 10% de Merlot. Na taça, apresentou coloração rubi clara e brilhante. No nariz aparecem notas de morango, groselha, especiarias, mentol e um exótico toque de caju. Paladar de médio corpo, boa acidez e final de média persistência. Um tinto equilibrado que, segundo Raffaella, vai bem com pizzas e entradas.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 116

Barbi Morellino di Scansano DOCG 2013 


Este tinto é elaborado principalmente com uvas Sangiovese e com uma pequena parte de Merlot (15%). Sua cor apresenta-se rubi límpido e brilhante. Os aromas trazem características de caramelo, especiarias, frutas maduras e leve toque de fumo. Possui médio corpo, acidez marcante e final de média persistência.  O sabor traz de voltas as frutas sentidas no nariz. Seu amadurecimento foi de quatro meses em barris de carvalho esloveno.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 176

Barbi Rosso di Montalcino DOC 2013


Este “pequeno Brunello” é elaborado com 100% de Sangiovese, passando por maturação de cerca de seis meses em carvalho esloveno. Cereja, morango, notas terrosas, de menta e toques balsâmicos aparecem no olfato. Na boca percebe-se um corpo de peso médio, bom equilíbrio entra acidez e taninos e final de persistência média a prolongada. O sabor dá ênfase ao frutado.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 197

Barbi Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2005


O vinho ‘top’ da Fattoria dei Barbi é feito com 100% de Sangiovese Grosso e tem maturação de três anos em carvalho e seis meses de envelhecimento em garrafa. Sua coloração mostrou-se rubi de média profundidade com tons granada. O aroma dá sinais de evolução com suas notas de fósforo, alcaçuz, floral, frutas vermelhas, tabaco, caju (assim como no Brusco), mentol e café. Paladar de médio corpo, equilibrado e de final de médio a prolongado. Um vinho de boa complexidade, que acompanha majestosamente pratos de carne vermelha e de caça.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 820.

*Confira também a avaliação do Barbi Brunello di Montalcino “BlueLabel”, feita em outra ocasião aqui no blog.

SERVIÇO:

Os vinhos Fattoria dei Barbi são importados pela Interfood e comercializados pelo site www.todovino.com.br. No Recife, estão à venda em lojas como RM Express e DOC Distribuidora.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Las Torres Reserva Gewürztraminer 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Miguel Torres.
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Coloração amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Aromas cítricos, florais, de melão e pera.
Paladar: A boa acidez lhe dá um caráter fresco, com sabores que trazem de volta as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Gewürztraminer, tem 13% de álcool. Combina com frutos do mar e comida tailandesa. 

Classificação: Bom/Muito Bom 
Média de preço: Entre R$ 50 e R$ 60. [www.wine.com.br]

terça-feira, 3 de maio de 2016

Doña Paula Estate Riesling 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Doña Paula.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Elegantes notas de flores, carambola, frutas cítricas e leve mineral.
Paladar: Delicado e fresco, de sabor compatível com as sensações do nariz. Acidez de média a elevada.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Riesling cultivadas no Vale do Uco, a 1.350 metros acima do nível do mar. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 65 a 75 (www.wine.com.br)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Casa Viva Coleccion Cabernet Sauvignon 2012


 Tipo: Tinto.
Produtor: Casas del Bosque.
Origem: Vale central, Chile.
Visual: Cor Rubi de média profundidade.
Olfato: Frutado expressivo. Destaca notas de goiaba, além de ameixa, especiarias e leve floral.
Paladar: Bom corpo e equilíbrio entre acidez e taninos. Seu sabor traz de volta as sensações do nariz e ainda revela toques café e notas terrosas.
Outras considerações: Um vinho simples, mas bem elaborado. Feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon, sem passagem por madeira. Tem 12,5% de álcool. 

Classificação: Bom/Muito Bom. 
Média de preço: R$ 46 [www.wineinpack.com.br]

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Quinta Maria Izabel: novo projeto no Douro com a assinatura de Dirk Niepoort


Foram lançados ontem, no Recife, os vinhos da Quinta Maria Izabel – a mais nova vinícola estabelecida na região do Douro, em Portugal. A empreitada é do grupo João Carlos Paes Mendonça, que além dos ramos de shoppings, imobiliário e comunicação, agora resolveu investir no mundo vitivinícola. Inicialmente, são quatro diferentes propostas de vinhos (branco, rosé, tinto e Porto Vintage), todos com a assinatura do renomado enólogo e consultor Dirk Niepoort, com foco em qualidade superior. A importação é da Ridouro.

A Quinta Maria Izabel já nasceu grande. Conta com 130 hectares de terras, dos quais 70 estão plantados com vinhas de 18 castas. Outros 14,5 hectares são para a produção de azeite. A primeira produção foi de um pouco mais de 50 mil garrafas.

“A Quinta Maria Izabel é um hobby, mas também vou em busca de resultados”, diz o empresário João Carlos Paes Mendonça, evidenciando a sua veia de empreendedor. Segundo ele, inicialmente, os vinhos começarão a ser comercializados no Recife, depois no Nordeste, para então ganhar as prateleiras do Brasil e do exterior.


A comercialização será feita nas grandes casas do ramo e em restaurantes, além contar com uma linha direta com o consumidor pela internet e por telefone, que deverá em breve entrar em funcionamento.

Para Dirk Niepoort, a Quinta Maria Izabel é privilegiada para a produção de tintos, dando origem a vinhos “equilibrados, intensos, concentrados, com boa acidez e elegância”, explica. Porém ele também aposta bastante na qualidade do branco. “Vai dar muito o que falar nos próximos anos”, avalia Dirk.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados, durante almoço no restaurante Rui Paula:

Quinta Maria Izabel Rosé 2014


Segundo Dirk Niepoort, este é um rosé de caráter mais sério. Para mim, ele é um vinho gastronômico, que combina bem com pratos de carnes brancas, bacalhau e peixes mais gordos, como o salmão. Na taça, mostra uma bonita coloração cereja brilhante. Exibe um discreto frutado tanto no aroma quanto no paladar, ressaltando notas de framboesa, cereja e goiaba. Na boca é um vinho cheio, com corpo, e de média acidez. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom.

Quinta Maria Izabel Branco 2014


Leve, agradável e saboroso. É um branco de cor amarelo palha com reflexos esverdeados que apresenta no nariz um caráter cítrico, envolvendo também notas de aspargos, leve mineral e uma ponta de baunilha, ocasionada pelo seu estágio parcial em barricas. O sabor traz de volta as sensações do nariz, junto com uma boa acidez e final prolongado. Pode ser tomado como aperitivo ou acompanhando pescados, frutos do mar, saladas e petiscos leves. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Quinta Maria Izabel Tinto 2012


Provamos a garrafa versão Magnum (1,5l) do principal vinho da Quinta Maria Izabel. Este é produzido com uvas Touriga Nacional e Touriga Francesa provenientes de vinhas com idades entre 20 e 30 anos. Sua coloração violácea profunda denota jovialidade. O aroma envolve notas de ameixa madura, mentol, café e flores secas. Na boca mostra corpo médio, fruta elegante, boa acidez e taninos bem presentes, de qualidade. Além das características do olfato, o sabor ainda traz um toque de café. Final prolongado. É um tinto com ótimo potencial de evolução. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (com potencial de evolução).

Quinta Maria Izabel Porto Vintage 2012


De cor violeta profunda, é um Porto bastante aromático, que oferece notas florais, de frutas secas, noz moscada e cravo. O paladar é cremoso, com boa doçura e leve acidez. O sabor repete as impressões do nariz, trazendo ainda um toque tostado e de café. Final prolongado. Tem 20% de álcool e deve também melhorar com a guarda.

Classificação: Bom/Muito Bom.

*Os preços dos vinhos da Quinta Maria Izabel ainda não foram informados.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Jerarquia Reserva Malbec 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Fermasa.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violeta.
Olfato: Notas de especiarias, como mostarda, pimenta do reino e canela misturam-se a toques de violeta. Num segundo momento aparecem frutas vermelhas maduras.
Paladar: De médio corpo, apresenta taninos de qualidade, balanceados com uma boa acidez. O sabor traz de volta as frutas e especiarias do aroma. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec elegante e muito gastronômico, que vai bem com principalmente com carnes vermelhas. Maturou dois anos em carvalho francês e tem 14,3% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 61 (Barrica Negra Vinhos)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Terrazas de Los Andes: vinhos argentinos com sangue francês

O diretor de enologia da vinícola argentina Terrazas de Los Andes, Hervé Birnie-Scott (foto), esteve esta semana no Recife, onde realizou uma série de apresentações sobre os seus vinhos para públicos do ramo de bebidas, gastronomia e hotelaria. Estive ontem com ele em um jantar no Toscana Trattoria, no Pina, onde pude provar seis diferentes rótulos da marca. Antes de falar um pouco sobre os vinhos, vou reproduzir um pouco da história da Terrazas, contada pelo seu próprio chefe de cave.


Hervé Birnie-Scott nasceu na França, num pequeno povoado do Vale do Loire, onde cresceu e resolveu estudar agronomia. Passou uma temporada nos Estados Unidos e foi na Vinexpo, feira anual de vinhos realizada em Bordeaux, França, que recebeu a missão da Chandon para ir à Argentina ajudar a criar o melhor vinho daquele país. Isso aconteceu há 25 anos e a Argentina, segundo Birnie-Scott, vinha passando por dificuldades. Chegando em Mendoza, a beleza do lugar lhe impressionou. “Além disso, a matéria-prima (uva) era muito boa”, observou ele. Naquela época não se exportava na Argentina. O vinho era basicamente para consumo local.

A Terrazas de Los Andes nasceu em 1999. No início, eles faziam vinhos sérios, com cara de Velho Mundo. Só depois começaram a aproveitar mais o potencial da uva Malbec, que para Hervé é uma ‘arma secreta’ argentina. “Fazemos o melhor Malbec do mundo e um dos melhores vinhos do mundo com esta uva”, garantiu.

Ainda no início do negócio, a vinícola teve a honra de ser escolhida pelo Château Cheval Blanc (Premier Grand Cru Classè A de Saint-Emilion, Bordeaux) para realizar o projeto de elaborar em conjunto um vinho exclusivo, que se tornaria um ícone argentino: o Cheval dos Andes. Ele foi um dos rótulos degustados neste encontro.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Terrazas Reserva Torrontés 2014


Elaborado com uvas cultivadas na região de Salta, a 1.800 metros de altitude, este branco tem em sua composição apenas a variedade Torrontés. Sua coloração é um amarelo pálido com tons esverdeados e o aroma remete a lima, frutas brancas e um leve toque mineral. É um vinho de sabor muito fresco, com ótima acidez, e final de médio a prolongado. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.

Terrazas Reserva Malbec 2012


Com 12 meses de maturação em carvalho francês (80%) e americano (20%), este é um Malbec de aroma e paladar muito delicados. A sua cor é rubi brilhante de média profundidade. No nariz traz notas de frutas maduras, como cereja, além de toques de violeta, eucalipto e café, que formam um agradável conjunto. Paladar amplo, de taninos macios e final apimentado. As mesmas sensações do nariz aparecem junto com um leve sabor de baunilha. Sua graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Excelente.

Terrazas Reserva Cabernet Sauvignon 2012


Com mais corpo e mais taninos que o Reserva Malbec, este Cabernet Sauvignon é elaborado com uvas de dois diferentes terroirs: um em Luján de Cuyo e outro no Vale do Uco. A sua cor mostra um rubi de média profundidade com traços violáceos. O aroma revela leve floral, alcaçuz, frutas negras maduras, especiarias e caramelo. O sabor traz de volta as características do nariz e ainda um toque de café. Excelente parceiro para carnes vermelhas. Sua maturação foi de 12 meses em carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom (melhora com a guarda).

Terrazas Single Vineyard Malbec 2010


Este extraordinário Malbec tem uvas cultivadas exclusivamente no vinhedo de Las Compuertas (Luján de Cuyo), plantado em 1929. Sua maturação foi de 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Sua cor é de um violeta profundo e o aroma exala um leque de sensações, que passam por notas florais, flores secas, especiarias, frutas vermelhas maduras e café. Paladar encorpado, taninos macios e equilibrados com a boa acidez. Além das mesmas características do olfato, o sabor ainda traz um agradável toque de chocolate. Final prolongado. O vinho não é filtrado em tem 15% de álcool. Tem bom potencial de evolução.

Classificação: Excelente (melhora com a guarda)

Cheval des Andes 2010


Este vinho mostra que é um dos ícones argentinos com a sua elegância, complexidade e capacidade de guarda. Sua cor revelou-se um violáceo profundo. O aroma oferece um interessante bouquet, onde pude identificar notas de alcaçuz, café, grão de mostarda, jambo, ameixa e toques florais. Com paladar de médio a encorpado, exibe taninos aveludados e retrogosto persistente. Além das mesmas sensações do nariz, seu sabor ainda traz notas terrosas e de chocolate. Nesta safra, ele foi elaborado com 60% de Malbec, 20% de Cabernet Sauvignon e 20% de Petit Verdot. Sua maturação foi de 18 meses em carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente (potencial de bastante evolução com a guarda).

Terrazas Petit Manseng Single Vineyard El Yaima 2012


Um vinho de sobremesa muito gastronômico elaborado com a variedade Petit Manseng. As uvas vêm do vinhedo El Yama, em Altamira, que tem mil metros de altitude. Sua coloração é amarelo dourado e o aroma é marcado por notas de jaca, lichia e damasco. Paladar untuoso e bastante prologado. Doçura marcante, pontuada pela boa acidez. Vai bem com queijos azuis e sobremesas à base de frutas. Tem 13,3% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.