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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vinho do Poeta Tinto 2012 (#CBE)

Agosto chegou e eu trago mais um vinho comentado a pedido da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A sugestão deste mês veio do confrade Gil Mesquita (Vinho para Todos), que fez a seguinte pedida: "um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço". Gostei bastante da minha escolha. Confiram abaixo a avaliação.


Origem: Douro, Portugal.
Produtor: Quinta Maria Izabel.
Cor: Violeta profundo.
Olfato: frutas negras, noz moscada, canela, café com leite e discreto apimentado
Paladar: médio corpo, taninos macios, boa acidez e final de média persistência.
Outras considerações: Um vinho com leve toque rústico, mas com ótima evolução. Confesso que me surpreendeu. De acordo com o produtor, é feito com castas tradicionais portuguesas, porém ele não identifica quais. Estagiou em carvalho francês por nove meses. O enólogo é o eterno Douro Boy Dirk Niepoort.

Média de preço: R$ 59. Importado pela Ridouro.
Classificação: Boa compra.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Maria Izabel Blanc de Blancs Bruto 2014


Tipo: Espumante
Produtor: Quinta Maria Izabel.
Origem: Douro, Portugal.
Características: Lançamento da Quinta Maria Izabel - vinícola portuguesa com DNA pernambucano (saiba mais), este é um espumante elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa durante 15 meses. Na sua composição estão as uvas Gouveio, Malvasia Fina, Arinto e Touriga Franca. A bebida mostra uma coloração de tonalidade acobreada e uma boa formação de espuma, com borbulhas finas e intensas. O aroma traz características levemente cítricas, de pão tostado e melão. Na boca exibe caráter seco, cremoso e persistente. Os sabores refletem as impressões do nariz.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 80 a 90 [Importado pela Ridouro]. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quinta Maria Izabel diversifica seu portfólio

Há um ano, escrevi aqui no blog sobre os vinhos da Quinta Maria Izabel, frutos do moderno e inovador projeto implantado pelo empresário João Carlos Paes Mendonça na região do Douro, Portugal, com a consultoria do enólogo Dirk Niepoort (relembre). Hoje, volto para falar sobre os novos rótulos que vieram para incrementar portfólio da marca.


Além do Quinta Maria Izabel e do Porto Vintage, agora o consumidor pode encontrar a linha Maria Izabel e a M.I. A filosofia é de vinhos encorpados, com bons taninos e muito caráter. Todas as uvas utilizadas são provenientes dos vinhedos da propriedade.

De acordo com o importador João Ferreira, da Ridouro, ainda este ano devem ser lançados os vinhos de entrada de gama da Quinta.

Esta semana, fiz uma prova dos novos rótulos. Numa rápida avaliação, posso afirmar que os brancos exprimem frescor e elegância; o rosé leveza e vivacidade, e os tintos jovialidade e potencial de guarda.

A seguir, mais detalhes sobre as novidades:

M.I. Branco 2014


Elaborado com as castas Rabigato, Códega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho e Bical, entre outras, parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês durante 12 meses com leveduras nativas. Na taça apresenta cor amarelo palha esverdeado, com aroma delicado, trazendo leve toque cítrico, além de notas minerais e de goiaba branca. Na boca, exibe médio corpo e bom frescor. O sabor repete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Branco 2015


Assim como o M.I., parte do seu mosto fermentou em barricas de carvalho francês, durante cinco meses. As uvas, vinificadas na própria adega, são das variedades Cerceal, Viosinho, Rabigato, Códega do Larinho, Arinto e Verdelho. Trata-se de um vinho de cor amarelo palha com leves traços esverdeados. O aroma exibe discretas notas cítricas, de aspargos e goiaba branca, junto com um leve defumado. Paladar elegante, de médio corpo, com boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 99

Maria Izabel Rosé 2015


Um rosé elaborado a partir das variedades Tinta Roriz e Tinta Francisca, que possui coloração salmão bem clara e aromas que remetem a notas florais e frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa. O sabor traz de volta as características do olfato, com acidez presente e notas frutadas que dão um certo adocicado ao paladar. Final de média persistência.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 89

M.I. Tinto 2014


Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Amarela, entre outras, fazem parte deste corte, que maturou parcialmente em barricas usadas de carvalho francês durante 12 meses. De cor violeta de média profundidade, o vinho traz no olfato toques florais, de caramelo, frutas vermelhas e negras em compota, amora, canela e noz moscada. Mostra-se ainda jovem no paladar, com taninos marcantes. Ressalta as frutas sentidas no nariz e as especiarias. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 79

Maria Izabel Tinto 2014


Suas uvas, das variedades Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca, são provenientes de vinhas com diferentes altitudes e exposições. O corte maturou cerca de seis meses em barricas de carvalho francês, a fim de proporcionar um caráter mais fresco e complexo. Na taça, mostrou coloração violácea de média profundidade. Os aromas são envolventes, com notas de cassis, ameixa madura, café e um leve tostado. Na boca, embora ainda bastante jovem, já mostra um certo equilíbrio entre taninos e acidez. Tem bom potencial de guarda.

Classificação: Muito Bom (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 99

Mais informações:

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Quinta Maria Izabel: novo projeto no Douro com a assinatura de Dirk Niepoort


Foram lançados ontem, no Recife, os vinhos da Quinta Maria Izabel – a mais nova vinícola estabelecida na região do Douro, em Portugal. A empreitada é do grupo João Carlos Paes Mendonça, que além dos ramos de shoppings, imobiliário e comunicação, agora resolveu investir no mundo vitivinícola. Inicialmente, são quatro diferentes propostas de vinhos (branco, rosé, tinto e Porto Vintage), todos com a assinatura do renomado enólogo e consultor Dirk Niepoort, com foco em qualidade superior. A importação é da Ridouro.

A Quinta Maria Izabel já nasceu grande. Conta com 130 hectares de terras, dos quais 70 estão plantados com vinhas de 18 castas. Outros 14,5 hectares são para a produção de azeite. A primeira produção foi de um pouco mais de 50 mil garrafas.

“A Quinta Maria Izabel é um hobby, mas também vou em busca de resultados”, diz o empresário João Carlos Paes Mendonça, evidenciando a sua veia de empreendedor. Segundo ele, inicialmente, os vinhos começarão a ser comercializados no Recife, depois no Nordeste, para então ganhar as prateleiras do Brasil e do exterior.


A comercialização será feita nas grandes casas do ramo e em restaurantes, além contar com uma linha direta com o consumidor pela internet e por telefone, que deverá em breve entrar em funcionamento.

Para Dirk Niepoort, a Quinta Maria Izabel é privilegiada para a produção de tintos, dando origem a vinhos “equilibrados, intensos, concentrados, com boa acidez e elegância”, explica. Porém ele também aposta bastante na qualidade do branco. “Vai dar muito o que falar nos próximos anos”, avalia Dirk.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados, durante almoço no restaurante Rui Paula:

Quinta Maria Izabel Rosé 2014


Segundo Dirk Niepoort, este é um rosé de caráter mais sério. Para mim, ele é um vinho gastronômico, que combina bem com pratos de carnes brancas, bacalhau e peixes mais gordos, como o salmão. Na taça, mostra uma bonita coloração cereja brilhante. Exibe um discreto frutado tanto no aroma quanto no paladar, ressaltando notas de framboesa, cereja e goiaba. Na boca é um vinho cheio, com corpo, e de média acidez. Tem 13% de álcool.

Classificação: Bom.

Quinta Maria Izabel Branco 2014


Leve, agradável e saboroso. É um branco de cor amarelo palha com reflexos esverdeados que apresenta no nariz um caráter cítrico, envolvendo também notas de aspargos, leve mineral e uma ponta de baunilha, ocasionada pelo seu estágio parcial em barricas. O sabor traz de volta as sensações do nariz, junto com uma boa acidez e final prolongado. Pode ser tomado como aperitivo ou acompanhando pescados, frutos do mar, saladas e petiscos leves. O teor alcoólico é de 13%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Quinta Maria Izabel Tinto 2012


Provamos a garrafa versão Magnum (1,5l) do principal vinho da Quinta Maria Izabel. Este é produzido com uvas Touriga Nacional e Touriga Francesa provenientes de vinhas com idades entre 20 e 30 anos. Sua coloração violácea profunda denota jovialidade. O aroma envolve notas de ameixa madura, mentol, café e flores secas. Na boca mostra corpo médio, fruta elegante, boa acidez e taninos bem presentes, de qualidade. Além das características do olfato, o sabor ainda traz um toque de café. Final prolongado. É um tinto com ótimo potencial de evolução. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (com potencial de evolução).

Quinta Maria Izabel Porto Vintage 2012


De cor violeta profunda, é um Porto bastante aromático, que oferece notas florais, de frutas secas, noz moscada e cravo. O paladar é cremoso, com boa doçura e leve acidez. O sabor repete as impressões do nariz, trazendo ainda um toque tostado e de café. Final prolongado. Tem 20% de álcool e deve também melhorar com a guarda.

Classificação: Bom/Muito Bom.

*Os preços dos vinhos da Quinta Maria Izabel ainda não foram informados.