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quinta-feira, 17 de março de 2016

La Rioja Alta Gran Reserva 904 2004


Tipo: Tinto
Produtor: La Rioja Alta S.A.
Origem: Rioja, Espanha.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Ampla gama de sensações. Apresenta notas de frutas vermelhas em compota, passa de caju, chocolate, ervas secas, tostado e fumo.
Paladar: Muito equilibrado e elegante, com taninos finos e acidez correta. Retrogosto de grande persistência. Corpo médio a encorpado. O sabor mostra praticamente as mesmas características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com 90% da uva Tempranillo e 10% da variedade Graciano, este é um dos mais renomados vinhos espanhóis, que foi criado em comemoração à fusão da Viña Ardanza com a La Rioja Alta, em 1904. Elaborado apenas em colheitas excepcionais, tem amadurecimento em barris de carvalho durante quatro anos. É um vinho ainda com bom potencial de evolução. Tem 13% de álcool.

Classificação: Excepcional.
Média de preço: Nos EUA, por volta de 40 dólares. No Brasil, cerca de R$ 650 (Importado pela Zahil).

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A excelência dos champagnes Louis Roederer


Quando se fala em uma marca ícone de Champagne, a maioria dos apreciadores da bebida lembrará certamente da Cristal. Trata-se de um dos rótulos de maior prestígio da região e o mais emblemático da tradicional Maison Louis Roederer. Este foi um dos exemplares que provamos esta semana, numa degustação realizada no restaurante Mingus, no Recife. O evento foi promovido pela Licínio Dias (LD) Importação, que agora é o importador exclusivo dos produtos Roederer para o Brasil, junto com a Épice – ‘empresa-irmã’ nas regiões Sul e Sudeste.

Antes de comentar sobre os vinhos, contarei um pouco sobre a história e o posicionamento do grupo Roederer, detentor de marcas como Ramos Pinto (Douro-Portugal), Domaines Ott (Provence-França), Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande (Bordeaux-França), Château de Pez (Bordeaux-França), Château Haut-Beauséjour (Bordeaux-França), Deutz (Champagne-França) e Roederer Estate (Califórnia-EUA).

Eduarda Dias, que conduziu a degustação junto com seu pai, Licínio (foto abaixo), contou que se trata do maior grupo de vinhos de luxo do mundo, presente no Brasil já há 40 anos. A produção dos champagnes Louis Roederer é de 3,5 milhões de garrafas por ano.


A história da marca começou em 1776, quando Nicholas-Henri Schreider fundou a Dubois Père & Fils. Porém, a empresa só ganhou o seu nome atual quando Louis Roederer, sobrinho de Nicholas, assumiu o negócio, em 1883 e incrementou as vendas e as exportações da bebida produzida na casa.

Em 1876, o czar da Rússia Alexandre II, um apaixonado pelos Champagnes Roederer, pediu que a casa produzisse para ele um Champagne único e exclusivo. Foi assim que nasceu o Cristal. Engarrafado em cristal Baccarat, era o primeiro Cuvée Prestige da história de Champagne. A partir de 1945, o champanhe Cristal começou a ser comercializado em garrafas de vidro branco, mas o conteúdo continuou fiel às suas origens, seguindo rigorosos padrões de elaboração.

Além da sofisticada Cristal, produzida também na versão Rosé, a Louis Roederer elabora outros excelentes Champanhes, todos com uvas colhidas nos 240 hectares situadas em áreas classificadas como Grands e Premiers Crus. Nos seus vinhedos, realiza um trabalho de viticultura de precisão, respeitando a biodiversidade e dando uma importância cada vez maior aos princípios da agricultura biodinâmica.

É uma das únicas casas a utilizar ainda a maceração pelicular, método delicado que consiste em macerar a uva com a casca por várias horas, obtendo dessa forma um mosto mais concentrado e mais aromático.

Vamos então à minhas impressões sobre os champagnes. No próximo post, conto sobre os surpreendentes vinhos Domaines Ott.

Lois Roederer Brut Premier


Elaborado com Pinot Noir (40%), Chardonnay (40%) e Pinot Meunier (20%) colhidas em mais de 40 parcelas diferentes de terra, consiste num corte de seis safras, sendo parte dos vinhos da coleção reserva de Louis Roederer, que matura em cascos de carvalho por vários anos. Na taça, apresentou cor amarelo palha com reflexos dourado, perlage fino e consistente. O nariz exibe notas de panificação, frutas secas e mel. Paladar seco, de boa cremosidade e sensação intensa de “agulha”. Boa acidez e final persistente. Esse champagne matura três anos nas caves da Maison.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 330

Louis Roederer Rosé 2009


Na composição deste exemplar, foram usadas as uvas Chardonnay (62%) e Pinot Noir (38%). Parte delas (7%) foi vinificada em carvalho. Sua maturação foi de quatro anos em contato com as leveduras. A coloração é salmão, com bolhas finíssimas e persistentes. O nariz exprime muita finesse, com notas de frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa, além de toques de brioche. Na boca oferece excelente cremosidade. Com muito frescor e elegância traz de volta as sensações do nariz.

Classificação: Excelente/Excepcional
Média de preço: R$ 420

Cristal 2004


Este ícone de Champagne traz em seu corte as uvas Pinot Noir (55%) e Chardonnay (45%), colhidas em propriedades Grand Crus de Montagne de Reims, Valée de La Marne e Côte des Blancs. Cerca de 20% dos vinhos maturam em barricas de carvalho. O descanso nas caves é de cinco anos. Na taça, apresenta uma bonita aparência amarelo dourada, com perlage finíssimo, intenso e persistente. O aroma envolve um rico conjunto de sensações onde se destacam notas de frutas secas, fermento, mel e especiarias. Ataque poderoso de boca, com acidez elegante, boa cremosidade, sensação de “agulha” presente e final prolongado. O sabor mostra as características sentidas no olfato, junto com um leve toque tostado.

Classificação: Excepcional
Média de preço: R$ 1.250

No Recife, os champagnes Louis Roederer podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, Diplomata Delicatessen e DLP Distribuidora. Em Olinda, na Tia Dulce.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Petrus e Cheval Blanc: dois mitos na taça numa mesma noite

No último me de setembro, três casais apreciadores de vinhos resolveram tirar da adega o que tinham de melhor para uma degustação, digamos assim, Premium. Eu havia adquirido já algum tempo um Château Cheval Blanc 2001 e esta era a ocasião para prová-lo. Amanda tinha um Château Petrus 2007. E ainda de quebra, levou um Tokaji Aszú Eszencia Andrássy. Ângela nos presenteou com Viña Ardanza 2001, safra considerada excepcional deste tinto espanhol riojano que já não está mais no mercado. E ainda vieram um Guado al Tasso 2008, produzido por Antinori na região de Bolgheri, Itália, e um delicioso Chardonnay chileno Amayna 2010, que serviu para “abrir os caminhos”.


Mas a expectativa estava para os dois ícones da noite. O Cheval Blanc, considerado um dos melhores vinhos do mundo, está na classificação mais alta da região de Saint Emilion, em Bordeaux: Premier Grand Cru Classé "A". Posição ocupada apenas por ele e pelo Chatêau Ausone. Já o Petrus é um dos vinhos mais renomados e desejados pelos enófilos de todo o planeta. Produzido na região de Pomerol, em Bordeaux, não tem classificação oficial de “Grand Cru”, mas ganhou respeito pela sua excepcional qualidade e hoje é um dos vinhos mais caros encontrados no mercado.

Apesar de considerados jovens (esses vinhos têm capacidade de envelhecer por décadas), ambos se apresentaram extraordinários na taça, estando o Cheval Blanc ainda mais pronto para beber. Confira as minhas impressões sobre os dois mitos:

Château Cheval Blanc 2001


Elaborado na região de Saint Emilion, Bordeaux, França. Nesta safra, tem em sua composição as uvas Merlot (55%) e Cabernet Franc (45%). A aparência revelou uma cor rubi escura, com bordas violeta, ainda denotando alguma jovialidade. O aroma muito diversificado. Encontrei notas de frutas vermelhas frescas e frutas negras, pimenta do reino, cravo, tostado, café, grão de mostarda e alguns aromas terciários, como couro. É um vinho de corpo leve, extremamente equilibrado e de final prolongado. O sabor reflete as sensações do nariz. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Excepcional (ainda evolui com a guarda).
Média de preço no mercado brasileiro: R$ 2.500 a 3 mil.

Château Petrus 2007


Elaborado com uvas Merlot e Cabernet Franc, na região de Pomerol, em Bordeaux, França. Mostrou uma coloração rubi violácea e aromas interessantes de frutas vermelhas frescas, floral e especiarias diversas. Paladar apimentado, seco, com ótimo frescor e persistência. Traz novamente o frutado e mostra ainda algumas notas de café. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional (em alguns anos vai tornar-se excepcional).
Média de preço no mercado brasileiro: R$ 12 a 15 mil.

Agradeço a todos que participaram pela bela oportunidade e pela troca de experiências. Foi realmente uma noite para não sair da memória!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Viña Ardanza Reserva Especial 2001 (#CBE)

Apreciei bastante o tema de abril da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), proposto pelo confrade Luiz Cola. A sua sugestão para comentarmos neste primeiro dia do mês foi de vinhos evoluídos, com pelo menos dez anos de idade.

Aproveitei para falar de um belíssimo vinho, de uma safra especial, que tomei por esses dias em uma degustação entre amigos, na creperia e bar Anjo Solto, onde temos nos reunido com frequência para provar bons vinhos e trocar informações sobre o tema. Confira:


Tipo: Tinto.
Produtor: La Rioja Alta.
Origem: Rioja, Espanha.
Visual: Cor rubi bem clara, límpida e transparente.
Olfato: De extrema complexidade, revela notas de frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa; casca de laranja; especiarias; baunilha, chocolate e mentol.
Paladar: Bem estruturado, com taninos macios. Corpo leve. Fruta bem presente, junto com algumas das nuances percebidas no olfato. Final longo e prazeroso.
Outras considerações: É de uma safra considerada excelente na região. Além de 2001, somente nas safras de 1964 e 1973 o rótulo deste vinho saiu com a classificação de “Reserva Especial”. Produzido com 80% de Tempranillo e 20% de Garnacha, amadureceu 36 meses em carvalho americano. Graduação alcoólica de 13,5%.

Classificação: Excepcional.
Média de preço: R$ 250 a R$ 300.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Cognac Louis XIII: uma joia engarrafada


Único. Esta é a palavra que me vem à cabeça depois de conhecer “mais intimamente” o Louis XIII, conhaque de maior prestígio no mundo. Elaborado pela casa Rémy Martin desde 1874, este produto, segundo a sua embaixadora no Brasil, Jessia Lobo, é tão exclusivo que não pode ser comparado a nenhum outro do gênero. Tanto é que durante a sua degustação, realizada ontem no restaurante Leite, no Recife, além de água, a única bebida admitida na mesa era champagne - para “limpar o palato” antes de se provar o conhaque, servido após o almoço.

O Louis XIII recebeu este nome em homenagem ao rei que governou a França durante a época em que a primeira geração da família Rémy Martin viveu em Cognac. Foi ele quem estabeleceu as regras naquela região para a produção da bebida.


PRODUÇÃO - Elaborado exclusivamente com uvas Ugni Blanc provenientes de Grande Champagne, terroir mais nobre de Cognac, o produto é resultado de 1200 diferentes destilados com 40 a 100 anos de envelhecimento em barris do carvalho Limousin. Destas porosas barricas, 3% da bebida evapora com o tempo. Esse processo, chamado “part des anges”, que significa “parte dos anjos”, é responsável por deixar o ar de Cognac impregnado do cheiro da bebida (pude constatar isso em abril passado, numa rápida e deliciosa visita à cidade). Sua graduação alcoólica alcança os 40%.

A GARRAFA – A embalagem do Louis XIII é um espetáculo à parte. A garrafa, ou décanteur, produzida por mãos de mais de 20 diferentes artesãos especializados, tem gargalo em ouro 24 quilates e tampa em formato de flor de lis, feita em cristal Baccarat. Todo exemplar é numerado e registrado. Depois de adquiri-lo, o comprador pode passar a fazer parte de um clube, onde os membros obtêm vantagens exclusivas. O Louis XII vem numa bela caixa vermelha em couro com detalhes em carvalho.

Para uma bebida deste padrão, até a taça para degusta-la é especial. Fabricados em cristal, os cálices foram desenhados pelo artista Christophe Pillet e têm gravados em seu exterior o mesmo símbolo da tampa do Louis XIII, a flor de lis.

A DEGUSTAÇÃO – O “rei dos cognacs” é uma bebida que pode ser tomada como aperitivo ou digestivo, antes ou depois das refeições. É também muito apreciada acompanhando charutos. De cor âmbar, o Louis XIII literalmente perfuma o ambiente depois de ser aberto. Seus aromas tomam surgem gradativamente, mostrando numerosas características. Entre elas, pude sentir amêndoas, fumo, especiarias, notas tostadas, mel, chocolate e erva doce. O paladar é untuoso, com ataque inicial intenso, revelando toques mentolados, de gengibre e caramelo. Tem final muito longo e apimentado. Pode sentir-se o seu gosto por muito tempo após a degustação.

Classificação: Excepcional.
Média de preço: R$ 12 mil (em alguns estabelecimentos, como o Hotel Unique, em São Paulo, é vendido em doses que custam em média R$ 1.300,00)
Onde encontrar: No Recife, em breve no Empório Pescadero e na Casa dos Frios. Distribuído pela Prolac

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Degustação harmonizada dos vinhos do Porto Dow’s

Fotos: Juanpa Ausín

Tive o enorme prazer de participar ontem à noite de uma degustação harmonizada da empresa de vinhos do Porto Dow’s, promovida pela Licínio Dias (LD) Importação. O encontro aconteceu no Recife, no Wine Bar Casa dos Frios, localizado no shopping RioMar, e contou com a presença de Pedro Leite, gerente de vendas da marca.

Integrante do grupo familiar Symington, a Dow’s foi fundada em 1798. Eles possuem 26 quintas na região demarcada do Douro, onde estão cultivados mil hectares de vinhas. Utilizam de seis a oito castas das 80 permitidas por lei para a produção dos seus vinhos. Atualmente, a Dow’s é a principal produtora de Vinho do Porto premium.  Das suas vendas, 56% são rótulos de categorias especiais, enquanto que a média do setor é de apenas 18%.

O principal país consumidor é a França, onde são vendidas anualmente 30 milhões garrafas da bebida. “Destas, 70% são de vinhos de entrada de gama, como os ruby e os tawny”, informou Pedro Leite. O maior público naquele país é o feminino, na faixa etária dos 60 anos, que consome o Vinho do Porto antes das refeições.

Pedro explicou que os vinhos Ruby são amadurecidos em grandes barris de 10 a 80 mil litros de capacidade, enquanto os Tawny estagiam em barricas menores, de 550 litros. Os primeiros têm coloração mais avermelhada, enquanto o segundo ganha toques acastanhados.

HARMONIZAÇÃO – Os seis vinhos foram servidos com diferentes variedades de alimentos, predominando frutas secas (damascos e passas), nozes e amêndoas, queijos azuis e maturados, chocolate e o tradicional bolo de rolo pernambucano. “É um vinho muito versátil”, observa Pedro.

Confira as avaliações dos vinhos:

Dow’s Fine Ruby
Tipo: Fortificado.
Produtor: Dow’s.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Floral, frutas vermelhas. Bastante fresco.
Paladar: Mostra o mesmo frescor do olfato, trazendo também um toque de nozes. Um leve oxidado característico dos vinhos do Porto também aparece.
Outras considerações: Tem em sua composição as uvas Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Tinta Cão. Amadureceu em carvalho cerca de três anos. Tem 19% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 47,90
Onde encontrar: No Recife, na Casa dos Frios, Distribuidora DLP e Portus. Em Olinda, na Tia Dulce.


Dow’s Fine Tawny

Tipo: Fortificado.
Produtor: Dow’s.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor levemente acastanhada, bem clara.
Olfato: Destacam-se notas de café e de frutas secas.
Paladar: Mais encorpado que o Ruby, ele traz as mesmas sensações do nariz, com um leve caráter oxidativo. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com as castas Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Tinta Cão, amadureceu cerca de três anos em carvalho. Sua graduação alcoólica é de 19%.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 47,90
Onde encontrar: No Recife, na Casa dos Frios, Distribuidora DLP e Portus. Em Olinda, na Tia Dulce.


Dow`s LBV 2006

Tipo: Fortificado.
Produtor: Dow’s.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Rubi com lagrimas violeta. Concentrado.
Olfato: Fruta vermelha madura, especiarias e notas herbáceas.
Paladar: Boa doçura, final apimentado. Encorpado. Repete nariz, junto com notas de tabaco.
Outras considerações: Este vinho é engarrafado somente quando o enólogo o julga pronto para servir. Touriga Nacional, Tinta barroca, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Cão são as uvas que estão na sua composição. Possui 20% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 95 (750ml) / R$ 43,9 (500ml)
Onde encontrar: No Recife, na Casa dos Frios, Distribuidora DLP e Portus. Em Olinda, na Tia Dulce.


Dow’s 10 anos

Tipo: Fortificado.
Produtor: Dow’s.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar.
Olfato: Herbáceo, frutas secas, bem amendoado.
Paladar: Mostra as mesmas impressões do nariz e ainda traz toques de caramelo.
Outras considerações: Este vinho foi para mim um dos melhores da noite. Harmonizou perfeitamente com bolo de rolo. Elaborado com Touriga Nacional, Tinta barroca, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Cão, envelheceu dez anos em carvalho. Tem 20% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 134,9 (750ml) / R$ 67,9 (500ml)
Onde encontrar: No Recife, na Casa dos Frios, Distribuidora DLP e Portus. Em Olinda, na Tia Dulce.


Dow’s Nirvana

Tipo: Fortificado.
Produtor: Dow’s.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Chocolate, frutas vermelhas frescas, mentol.
Paladar: Cremoso, repete as impressões do nariz, trazendo também para o sabor um toque de baunilha. Tem boa acidez, que equilibra a doçura do vinho, e final prolongado.
Outras considerações: o Dow’s Nirvana vai bem com chocolates escuros, caindo perfeitamente com os que têm entre 60% e 75% de cacau. Os enólogos responsáveis por esse vinho trabalharam em equipe com a “Flanders Taste Foundation”, um grupo belga de especialistas em harmonizações com comida, para obter um lote final de Vinho do Porto que combinasse com chocolate da melhor forma. As uvas usadas são uma combinação vinhas velhas provenientes da Quinta do Bomfim, de onde vêm todos os Porto Vintage da Dow's produzidos no último século. Tem 20% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 69,50 (500ml)
Onde encontrar: No Recife, na Casa dos Frios, Distribuidora DLP e Portus. Em Olinda, na Tia Dulce.


Dow’s 2011 Vintage Port (ainda não está no mercado)

Tipo: Fortificado.
Produtor: Dow’s.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor violácea escura e concentrada.
Olfato: Fruta madura, jambo, especiarias, café, tostado, especiado.
Paladar: Encorpado, ressalta notas de melaço e café.
Outras considerações: Um privilégio provar este vinho que ainda não está no mercado. A safra de 2011 foi considerada excelente pela Symignton e eleita então um ano “vintage”. Para eles, tudo indica que esses vinhos se desenvolvam muito bem em garrafa durante as próximas décadas. Engarrafado em abril de 2013, este tem 20% de álcool. Segundo Pedro, é para guardar por 50 anos.


Classificação: Este já é excepcional.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

“Praticando o desapego” em dose dupla na Confraria Brasileira de Enoblogs [#CBE]

Me empolguei com o tema do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, que sugeria a prática do desapego, e resolvi abri logo dois rótulos que vinha guardando com muito carinho na adega. Confesso que a escolha foi difícil, pois tenho alguns outros que estão lá, descansando, e que não tenho muita coragem de abrir... Mas isso é papo para outro post.

Pois bem, o tema de julho foi sugerido pelos confrades Claudio Werneck e Rafaela Giordano, do Le Vin Au blog. Para mim, foi bem oportuno, já que completei dez anos de casamento exatamente em junho, mês que também se comemora o Dia dos Namorados. Então, obrigada, Claudio e Rafaela por dar essa forcinha!

Para começar os trabalhos, um Champagne. Esse não estava guardado há muito tempo, pois havia trazido de viagem recente à França. Era um rótulo que eu tinha muita curiosidade em provar, uma vez que a marca possui o título de grife mais exclusiva de champanhe do mundo. Em meados do século XIX, a Perrier Jouët se tornou a fornecedora oficial de champagnes para a rainha Vitória, da Inglaterra.

Perrier Jouët Grand Brut 

Produtor: Perrier Jouët.
Origem: Epernay, Champagne, França.
Visual: Amarelo palha com reflexos esverdeados. Bolhas finas, porém não muito persistentes.
Olfato: Bastante floral, com algumas notas de mel e de frutas secas. Achei um pouco enjoativo.
Paladar: Fresco, cremoso e com boa acidez. Frutas brancas e as notas percebidas no nariz repetem-se na boca.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, tem 12% de graduação alcoólica.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 200 [Importador: Pernord-Ricard]

Em seguida, um tinto argentino também trazido de viagem, só que este já estava guardado há uns três anos. Foi comprado na própria vinícola, tendo nos sido apresentado como o seu melhor rótulo, de uma grandiosa safra. É realmente surpreendente!

D.V. Catena Malbec Adrianna Vineyard 2005

Produtor: Catena Zapata.
Origem: Tupungato, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi profundo, com leves traços violáceos.
Olfato: Excelente complexidade. Primeiro aparecem as notas de frutas vermelhas maduras, como ameixa. Em segundo plano, surgem toques de café, tabaco, chocolate, noz moscada e cassis.
Paladar: Une potência à elegância de uma forma muito agradável. É um vinho carnudo, mas ao mesmo tempo aveludado, com final marcante e prolongado. Frutas maduras e chocolate marcam o seu delicioso sabor
Outras considerações: O vinhedo Adrianna, batizado em homenagem à filha mais nova de
Nicolas Catena, é o mais alto de Mendoza, com 1.470 metros de altitude. Apenas 70 barricas deste vinho foram produzidas. O vinho tem 14% e amadureceu 24 meses em carvalho francês novo.

Classificação: Excepcional.
Faixa de preço: R$ 300 [Importador: Mistral]

Para terminar, só uma observação. Estes são vinhos que, pelo valor cobrado, eu nunca compraria aqui no Brasil. Já que eles foram trazidos da origem, custaram pelo menos metade do preço.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

As boas do vinho argentino: Lagarde


O dia estava ensolarado e prometia muitas surpresas. Saímos do hotel na manhã daquela sexta-feira, 12 de outubro, rumo à centenária bodega Lagarde, em Luján de Cuyo, onde nos esperavam o winemaker Juan Roby Stordeur e o gerente de exportação Santiago Reta Minoprio. Foi lá onde pude provar dois dos mais incríveis vinhos experimentados durante esse winetour: o Henry Gran Guarda 2008 e o Lagarde Semillón 1942.

Ao chegar à vinícola, recebemos algumas informações sobre a sua história e produção e depois nos dirigimos para um belo gramado ao ar livre onde pudemos degustar alguns vinhos e conversar com representantes e produtores das bodegas Hacienda del Plata, Trapiche, Luigi Bosca e Mendel, das quais eu falarei um pouco mais nos próximos posts da série “as boas do vinho argentino”.

Percorrendo a casa patronal e as instalações da adega, soubemos que a Lagardefoi fundada pelo capitão de artilharia Don José Angel Pereira, que se estabeleceu no local após voltar de uma campanha no deserto. Lá, ele levantou sua casa de maneira bem rústica (o que pode ainda ser visto hoje), com muros de pedra e telhado e bambu. Na década de 70, a Lagarde passou para as mãos da família Pescarmona. Hoje quem toca o negócio é Sofia Pescarmona.

A Lagarde possui vinhedos próprios em distintas zonas de Mendoza, a exemplo de Perdriel, Agrelo e Tupungato, inclusive vende uvas para outros produtores. Produz atualmente 1 milhão e 500 mil garrafas de vinho anualmente, sendo 60% delas exportadas. Sua capacidade de vinificação é de 2 milhões e meio de litros.

RARIDADE – Durante o passeio pela bodega, os nossos anfitriões nos mostraram uma verdadeira raridade. Ao tornarem-se donos da vinícola, os Pescarmona encontraram, em 1975, uma pipa de 1.800 litros de capacidade, cheia de vinho feito com a uva Semillón, datado de 1942. A bebida foi engarrafada e hoje é uma bela raridade que pode ser apreciada por poucos, pois cada exemplar custa na faixa de mil pesos. E eu, afortunadamente, tive a sorte de provar este tesouro. Abaixo, conto mais sobre ele para vocês, junto com alguns destaques da degustação.

Lagarde Viognier – 2012

Produtor: Lagarde.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza.
Visual: Amarelo claro com reflexos esverdeados.
Olfato: Maçã verde e outras frutas brancas.
Paladar: Repete o nariz e traz também uma leve mineralidade. Tem boa acidez, untuosidade e final longo.
Outras considerações: Elaborado com a cepa Viognier procedente dos vinhedos de Perdriel.

Classificação: Muito Bom.

Henry Gran Guarda Nº 1 - 2008

Produtor: Lagarde.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza.
Visual: Rubi brilhante.
Olfato: Aromas delicados que envolvem frutas vermelhas, notas tostadas e de baunilha.
Paladar: Complexo, elegante e equilibrado, que remete às mesmas sensações do nariz e ainda um toque de café.
Outras considerações: O vinho é um corte de Syrah (30%), Cabernet Sauvignon (27%), Malbec (25%), Petit Verdot (10%), Cabernet Franc (8%) que teve amadurecimento de 24 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e envelhecimento de mais 12 meses em garrafa.

Classificação: Excelente/Excepcional

Lagarde Semillón - 1942

Produtor: Lagarde.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza.
Visual: Cor dourada brilhante.
Olfato: Adocicado e exuberante, com notas de amêndoa, nozes, baunilha e maçã.
Paladar: Seco, com sabor que lembra maçã. Tem grande corpo, e estrutura. Final longo.
Outras considerações: O vinho, sobre o qual já contei a história no texto lá em cima, foi elaborado apenas com a variedade semillón. Para mim, lembrou um Jerez seco.

Classificação: Excepcional (sobretudo pelo seu estado de conservação e características que adquiriu em todo este tempo).

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um vinho marcante para a Confraria Brasileira de Enoblogs!


O tema da Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês, foi, digamos assim, bem especial. A pedida veio do confrade Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos, que criou a seguinte sugestão:

"Neste mês eu gostaria de diversificar e trazer à tona variáveis tão ou mais importantes que o vinho em si! Falemos de nossa lembrança, pessoas, lugares e momentos. O tema deste mês é falar de um vinho que tenha marcado muito você! Férias inesquecíveis, o nascimento de um filho, bodas, casamento, não importa, descreva, degustando novamente ou não, suas percepções sobre o vinho degustado neste momento tão especial!"

Então, lá vai o meu vinho (desta vez, descrito de uma forma mais poética):

Barolo Castglione Vietti – 2003

Numa certa noite de degustação de vinhos Piemonteses, surgiu, por último, esse rótulo. Para mim, não era uma daquelas degustações de trabalho, onde normalmente eu tenho a obrigação de anotar todos os detalhes. Nesta, eu estava acompanhada do meu maridão, e ao final da sequencia, pudemos abrir uma garrafa, só nós dois, e apreciá-la a cada gole.

O Barolo é considerado, por muitos, o rei dos vinhos italianos. E deste, até hoje, eu levo a impressão na memória. Elaborado pelo produtor Vietti, teve maturação de 30 meses em grandes "Botti" e barricas de carvalho.

É um vinho que mescla características florais, frutadas e de couro, tudo muito equilibrado. O paladar é macio, perfeito, delicioso. Fresco e elegantemente frutado. Para se deliciar sem pressa!

Classificação: Excepcional.
Faixa de preço:  R$ 290 (vale o quanto pesa). Importado pela Mistral.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quinta do Mouro Rótulo Dourado – 2005

Produtor: Quinta do Mouro.
Origem: Estremoz, Alentejo, Portugal.
Visual: Rubi brilhante, lágrimas finas, alguns sedimentos.
Olfato: Ampla gama aromática, trazendo frutas vermelhas frescas, eucalipto, café, notas defumadas e pimentão.
Paladar: Bastante concentração e estrutura. Taninos macios e elegantes, que fazem um bom casamento com a potência da bebida. Surgem novamente as frutas, o café, notas defumadas e um toque de noz moscada. Outras considerações: Elaborado com as castas Alicante Bouschet, Aragonês, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Amadureceu aproximadamente 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Este é considerado (com razão) pelo critico Robert Parker um dos melhores vinhos de Portugal. Bom potencial de guarda.


Classificação: Excepcional.
Onde encontrar: LD Importação (81) 3125.8080.
Faixa de preço: R$ 625

terça-feira, 22 de maio de 2012

Finca La Anita Semillón – 2001

Produtor: Finca La Anita.
Origem: Agrelo, Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Amarelo ouro.
Olfato: Manga rosa, floral, mel e algo que lembra um leve tostado, embora o vinho não passe por madeira. Paladar: Doçura envolvente, untuoso. Aparecem alguns traços cítricos e notas apimentadas, junto com as mesmas sensações sentidas no aroma. Final marcante e prolongado.
Outras considerações: Foram produzidas apenas 4.400 garrafas deste espetacular branco, que tem 14,6% de graduação alcoólica.

Classificação: Excepcional.
Onde encontrar: Importado pela Bodegas Selecionadores de Vinhos. No Recife, na Dom Vinho.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Grandes momentos de 2011: degustação de safras antigas de vinhos brasileiros

Fotos: Daniela Villar
“Longa Vida ao Vinho Brasileiro” – este foi o tema de um painel realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em setembro passado, na vinícola Dal Pizzol, no distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, RS, e que tive a felicidade de participar. Esta foi, sem dúvida, uma bela oportunidade de comprovar que muitos vinhos brasileiros têm, e muito, potencial de envelhecimento.

Além da própria Dal Pizzol, outros produtores participaram do encontro, levando algumas preciosidades para ser degustadas naquele momento. Foram elas: Don Laurindo, Pizzato, Maximo Boschi e Cave Geisse.

Todos os produtores foram unânimes em afirmar que a safra de 2005 foi “5 estrelas”. O enólogo da Dal Pizzol, Dirceu Scottá, informou que no início era tudo rudimentar: “não havia controle de temperatura, nem adição de leveduras, por exemplo”. Flávio Pizzato, da vinícola Pizzato, revelou que nas primeiras tentativas os vinhos saíram “bem ácidos”. Ele também destacou que além de 2005, os anos de 91 e 99 foram de boas safras.

A Maximo Boschi, a vinícola novata do grupo, que teve sua 1ª safra no ano de 2000, começou a comercializar seus vinhos apenas 2005. “Somos contra a padronização. Fazemos vinhos para um mercado que ainda não existe no Brasil”, ressaltou o enólogo e sócio da empresa, Renato Savaris. Seus rótulos saíram-se muito bem na prova.

Representando a Don Laurindo, Ademir Brandelli, que trouxe o rótulo mais antigo, de 1994. Já a Cave Geisse, representada por Rodrigo Geisse e pelo enólogo Carlos Abarzua, abriu um exemplar da espetacular Cave Geisse Brut, safra 1998.

Vamos ao resultado da degustação:

Dal Pizzol Assemblage Millenium (1995/1998/1999)

Produtor: Dal Pizzol.
Origem: Faria Lemos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor evoluída. Granada com toques alaranjados. Halo aquoso.
Olfato: Fruta ainda plena. Uva passa, mentolado, notas balsâmicas.
Paladar: Fruta também ainda viva, toques tostados, café, azeitona preta. Média persistência.
Outras considerações:

Na minha opinião, o vinho está mais gostoso no nariz. É um assemblage das safras 1995,1998 e 1999, que foi apenas engarrafado no formato Jeroboan (3 litros) e comercializado no ano 2000.

Classificação: Muito Bom.

Dal Pizzol Merlot - 2001

Produtor: Dal Pizzol.
Origem: Faria Lemos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor granada com traços atijolados. Bem límpido e transparente. Halo aquoso.
Olfato: Fruta passa, caramelo, café.
Paladar: Traz para a boca as mesmas sensações sentidas no olfato, junto com notas de amêndoas. Taninos ainda ativos. Leve persistência.
Outras considerações: Pela vivacidade dos seus taninos, o vinho mostra que ainda está “a postos”. Porém, acredito que este não tem tanto potencial de guarda quanto o Dal Pizzol Millenium.

Classificação: Muito Bom.

Don Laurindo Cabernet Sauvignon – 1994

Produtor: Don Laurindo.
Origem: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor granada clara, com tons alaranjados. Halo aquoso. Lágrimas finas e presença de sedimentos.
Olfato: Ótima complexidade e muito agradável. Cassis, anis, café, fruta madura, baunilha, noz moscada e cânfora.
Paladar: Muito vivo, com taninos ainda ativos. A fruta vermelha madura aparece junto com notas de frutas secas e levíssima especiaria. Média persistência.
Outras considerações: O vinho maturou em pipas usadas para grappa (aguardente de uva) revestidas internamente com verniz. A graduação alcoólica é de 11,5%.

Classificação: Excelente.

Don Laurindo Tannat – 1996

Produtor: Don Laurindo.
Origem: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor granada com reflexos atijolados. Halo aquoso bem aparente. Presença de sedimentos.
Olfato: Fruta ativa, mentol, café, toques terrosos.
Paladar: Taninos de ótima qualidade, leve apimentado. Um vinho com persistência, que enche a boca.
Outras considerações: Sua graduação alcoólica é de 13%. Ainda continua a evoluir na garrafa.

Classificação: Excelente.

Pizzato Merlot – 1999

Produtor: Pizzato.
Origem: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor rubi brilhante, com halo de evolução. Lágrimas finas.
Olfato: Frutas vermelhas, cânfora, amêndoas, pimenta do reino e cominho.
Paladar: Bastante apimentado. Notas de café e baunilha.
Outras considerações: Esta foi a primeira safra da Pizzato. O vinho estagiou em barricas novas de carvalho por cinco meses. Ainda evolui.

Classificação: Muito Bom.

Pizzato Cabernet Sauvignon – 2000

Produtor: Pizzato.
Origem: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor granada com tons alaranjados na borda.
Olfato: Muito agradável. Frutas vermelhas, floral, café, mentol, ligeiro apimentado.
Paladar: Traz para as boca as características do nariz. Taninos de qualidade. Médio a encorpado. Boa persistência, com final apimentado e com toques de café.
Outras considerações: Seu teor alcoólico é de 12,5%. Ainda evolui.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

Maximo Boschi Merlot – 2000

Produtor: Maximo Boschi.
Origem: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor granada.
Olfato: Amoras, eucalipto, chocolate branco.
Paladar: Médio corpo, taninos macios, discreta madeira.
Outras considerações: Teve estágio de oito meses em carvalho francês. Sua graduação alcoólica é de 12,8%. Foram produzidas apenas 3.920 garrafas.

Classificação: Muito Bom/Excelente.


Maximo Boschi Cabernet Sauvignon – 2000


Produtor: Maximo Boschi.
Origem: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor granada, lágrimas finas. Apresenta sedimentos.
Olfato: Frutas vermelhas, pimentão, tostado.
Paladar: Bom corpo e acidez, média persistência, taninos vivos. Final com notas de azeitona preta doce.
Outras considerações: O vinho estagiou um ano em carvalho francês. Tem 12,5% de álcool. Ainda vai evoluir.

Classificação: Bom/Muito Bom.


Cave Geisse Brut – 1998

Produtor: Cave Geisse.
Origem: Pinto Bandeira, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil.
Visual: Cor amarelo ouro. Bolhas finas, persistentes, em média quantidade.
Olfato: Leve abacaxi, brioche, frutas secas.
Paladar: Acidez incrível, boa cremosidade. Notas de fermento e tostado.
Outras considerações: Elaborado pelo método Champenoise, este incrível espumante foi elaborado com as castas Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%). Neste exemplar provado, o dégorgement havia sido feito há apenas dois meses. Possui 7g/L de açúcar. Apenas 1.500 garrafas foram produzidas. Em setembro passado, ainda restavam 280 unidades. O valor de uma garrafa, que só é comercializada no formato Magnum (1,5 L), é de R$ 600. Trata-se de um espumante delicadíssimo, que mostra perfeição em casa nuance. Uma jóia do Brasil.

Classificação: Excepcional.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Muga Prado Enea Gran Reserva– 2000

Produtor: Bodegas Muga.
Origem: Rioja, Espanha.
Visual: Belo rubi, límpido e transparente.
Olfato: Uma incrível complexidade aromática que começa pelas frutas vermelhas, entra pelo floral, passando por cravo, café, toffee e notas tostadas. Vai abrindo para os aromas terciários, como couro e tabaco.
Paladar: Continua surpreendente, trazendo de volta as mesmas impressões do nariz. É um vinho carnudo, prazeroso de tomar. Tem um leve predomínio de tabaco no final, que é bem longo.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Tempranillo (80%), Garnacha, Mazuelo e Graciano (20%). Teve estágio de três anos em carvalho, mais três anos em garrafa. Foi o primeiro vinho reserva feito pelo avô de Juan Muga e, segundo ele, o mais tradicional da vinícola.

Classificação: Excepcional.
Faixa de preço: 407,00 [LD Importação – (81) 3221-7277]

quarta-feira, 12 de março de 2008

Barolo Castglione Vietti - 2003

Impressionante como um vinho, numa noite de degustação, conseguiu desbancar todos os outros. E, diga-se de passagem, esses outros eram bons vinhos. O dono desse poder de destruição foi o Barolo Castglione 2003, elaborado pelo produtor Vietti.

Produzido no Piemonte, o Barolo é considerado por muitos especialistas o rei dos vinhos italianos. É um vinho bastante caro, mas normalmente, dependendo de quem o produz, vale o quanto pesa no bolso.

Provei o Barolo Castglione semana passada e, confesso, até agora estou encantada. Tem um aroma agradabilíssimo, frutado e floral. É um vinho encorpado de cor rubi, muito equilibrado. Produzido 100% com a uva Nebbiolo, passa por 30 meses em barrica de carvalho. A safra de 2000 recebeu nota 90 da respeitada revista Wine Spectator.

É importado pela Mistral, onde está custando R$ 188,34 (preço do site). No Recife é vendido no Club do Vin.