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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Villaggio Grando Colheita Tardia 2009


Produtor: Villaggio Grando.
Origem: Campos de Herciliópolis, Água Doce, Santa Catarina, Brasil.
Visual: Amarelo ouro.
Olfato: Muito atraente e diferente, com notas que me lembraram maçã verde, passa de caju e fumo.
Paladar: O sabor repete as sensações sentidas no nariz. Tem bom corpo e untuosidade. Ótima acidez, equilibrando a doçura.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Petit Manseng e Gros Manseng plantadas a 1.300 metros de altitude e colhidas desidratadas, com alto grau de maturação.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 45

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sommeliers do Recife comemoram o fim de ano com... vinho!

Segunda-feira foi o dia em que os sommeliers do Recife, ao invés de servir, foram muito bem servidos. O grupo, que também contou com a participação de outros profissionais do vinho da cidade, comemorou o final de mais um ano em alto estilo: com um jantar no restaurante ÇaVa, no Pina, harmonizado com rótulos carinhosamente selecionados por cada um dos participantes.

Cada um comentou sobre o seu vinho escolhido e o motivo de tê-lo trazido ao jantar. Predominaram os rótulos do Novo Mundo, com representantes do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Austrália e Canadá. Do velho mundo, Portugal se fez presente com três rótulos. Vale a pena destacar o belo serviço e menu caprichado do ÇaVa para a ocasião.

Entre os presentes na confraternização, Fabiana (Escrivinhos), Célio (Dom Vinho), Ângelo (Ponte Nova), Helton (RM), professor Ivan Miranda, Leonardo Lucena, Filipe Luna, Tiago Emery (TWS), Rodrigo (Interfood), Rildo (Vinho Club), mais familiares e amigos. O grupo está aumentando. Ano que vem esperamos que mais profissionais se juntem ao grupo para entrar neste clima sadio de alegria e troca de ideias!

A seguir, comentarei os vinhos degustados. Alguns, como o Tamarí AR 2006, o Septima Gran Reserva 2008 e o Vallado Tinto 2006, já haviam sido provados e avaliados aqui no blog, por isso não estão na lista.

Cave Geisse Brut

Produtor: Cave Geisse.
Origem: Pinto Bandeira, Rio Grande do Sul.
Visual: Amarelo, com reflexos dourados. Fino perlage.
Olfato: Notas cítricas, fermento.
Paladar: Delicado, com notas de frutas secas. Boa cremosidade.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, através do método tradicional. Teve maturação em de 24 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.



Las Perdices Don Juan Reserva 2007 


Produtor: Viña Las Perdices.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi escuro, brilhante.
Olfato: Fruta madura, café, menta.
Paladar: Bom volume de boca. Potente. Aparecem notas de café, caramelo e pimenta no final.
Outras considerações: Um corte de Malbec, Syrah, Bonarda e Merlot, que estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês.

Classificação: Excelente.



Undurraga Founder’s Collection Cabernet Sauvignon – 2006

Produtor: Viña Undurraga.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Fruta madura, floral, café.
Paladar: Aparecem outras nuances, como couro, baunilha e final apimentado, formando um elegante conjunto. Final longo e agradável.
Outras considerações: Em sua composição vai apenas a uva Cabernet Sauvignon. O vinho maturou 16 meses em carvalho francês. A graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.


Familia Deicas Preludio – 2004


Produtor: Familia Deicas.
Origem: Juanicó, Uruguai.
Visual: Cor rubi.
Olfato: Ameixa, anis, menta, notas animais.
Paladar: Mostra no paladar características como couro, café e especiarias.
Outras considerações: Lembra, como bem disseram durante a degustação, um vinho do Velho Mundo. Sua composição é de Tannat (40%), Cabernet Sauvignon (24%), Cabernet Franc (20%), Merlot (12%), Petit Verdot (2%) e Marselan (2%). Estagiou 22 meses em carvalho francês. Tem teor alcoólico de 13%.

Classificação: Muito Bom.


Marquesa de Alorna Reserva - 2008


Produtor: Quinta da Alorna.
Origem: Tejo, Portugal.
Visual: Cor violeta.
Olfato: Floral, café, frutas vermelhas.
Paladar: Boa estrutura, taninos firmes. Sabor pronunciado de café, com notas de baunilha e apimentado. Madeira bem integrada. É um vinho de classe, bastante elegante.
Outras considerações: O produtor não especifica as castas que entram neste vinho, mas revela que houve estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Tem potencial de guarda.


Classificação:
Excelente.


Laura Hartwig Gran Reserva - 2008


Produtor: Laura Hartwig.
Origem: Vale do Colchágua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo
Olfato: Café, frutas vermelhas, leve herbáceo, especiarias.
Paladar: Aparece fumo, baunilha e voltam as frutas. Taninos expressivos, elegantes.
Outras considerações: Trata-se de um assemblage das uvas Cabernet Sauvignon, Carménere, Merlot e Syrah. A maior parte dele (90%) passou por barricas francesas e o restante por carvalho americano, durante 20 meses. Possui 14% de álcool.


Classificação:
Muito Bom.


Hope Estate “The Ripper!” Shiraz - 2004


Produtor: Hope Estate.
Origem: Western Austrália.
Visual: Cor rubi bem escuro com traços violáceos.
Olfato: Frutas escura, esmalte de unha, leve apimentado.
Paladar: Taninos vivos, de ótima qualidade. Sabor de fruta silvestre madura, como amora, chegando a lembrar groselha, com notas de chocolate e pimenta.
Outras considerações: As uvas usadas em sua elaboração, da variedade Shiraz, vêm do oeste da Austrália, onde são prensadas, e viajam de caminhão por três dias num ambiente resfriado em direção ao Hunter Valley, na costa leste do país. A extração de cor e taninos nesse processo é tão intensa que a garrafa do vinho fica toda tinturada, mesmo depois de vazia. Metade da bebida maturou metade e carvalho francês e outra em carvalho americano por um período de 12 a 15 meses. Seu teor alcoólico é de 14%.

Classificação: Muito Bom (um vinho inusitado).


Burmester 10 anos Tawny Porto


Produtor: Burmester.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar.
Olfato: Notas pronunciadas de amêndoa e baunilha.
Paladar: Surge novamente a amêndoa, com leve cítrico e mocha. Boa doçura. Delicado.
Outras considerações: Graduação alcoólica de 20%. Elaborado com as castas Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Francesa e Touriga Nacional. Envelhecido durante 10 anos em cascos de madeira.



Classificação: Muito Bom.


Peller Vidal Icewine


Produtor: Peller Estate.
Origem: Península de Niágara, Canadá.
Visual: Leve rosado.
Olfato: Bastante aromático, com notas de casca de laranja, manga rosa e mel.
Paladar: Mesclam-se as características cítricas com as doces, revelando um vinho equilibradíssimo no paladar, untuoso, e com doçura ímpar.
Outras considerações: Um vinho “de contemplação”, mas que vai muito bem acompanhando biscoitos e sorvetes de creme ou baunilha. Elaborado com uvas congeladas que foram colhidas a mão, durante a noite. Teor alcoólico de 11,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O blog conferiu: degustação dos vinhos da Quinta do Vallado

Não é a toa que com apenas 25 anos de idade o português João Ribeiro fala com muita propriedade sobre os negócios e a produção de uma das mais antigas e famosas quintas do Vale do Douro: a Quinta do Vallado, fundada em 1716. 

Ele simplesmente carrega no sangue a tradição da vitivinicultura herdada de sua tetravó, a lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida como “Ferreirinha”, da tradicional Casa Ferreirinha.

Seu avô por parte de mãe é Jorge Roquette, proprietário da Quinta do Crasto. Já o seu pai, João Ferreira, é um dos “Douro Boys” e está à frente da Quinta do Vallado.

João Ribeiro está morando atualmente no Brasil e participou esta semana, junto com a importadora Cantu, de uma apresentação dos seus vinhos no restaurante Beijupirá, em Olinda.

Antes de falar da degustação, é importante contar um pouco sobre a Quinta do Vallado. Produzindo anualmente 650 mil garrafas, a vinícola possui hoje 70 hectares de vinhedos próprios, incluindo vinhas que chegam a mais de 80 anos de idade. Também conta com outras plantações fora da área da Quinta, com 90 hectares, dos quais 22 hectares estão cultivados. A produção é 55% exportada e os seus principais mercados externos atuais são, por ordem, Brasil, China e Angola.

Durante cerca de 200 anos a Quinta do Vallado teve como principal atividade a produção de vinhos do Porto, comercializados posteriormente pela Casa Ferreira (que pertencia à família). Hoje ainda produz o vinho do Porto, mas faz questão de deixar bem claro que não é o seu principal produto - embora o vinho tenha ótima qualidade.

Uma pequena percentagem das uvas da Quinta do Vallado ainda é esmagada em lagares de granito, utilizando o método tradicional. No caso do Vinho do Porto, a totalidade das uvas é pisada a pé nos lagares de granito durante um período que varia entre 4 e 5 dias. Recentemente, a Quinta do Vallado ganhou uma nova adega e uma cave capacidade para cerca de mil barricas.

Fiquei muito bem impressionada com os vinhos, apesar de já ter provado dois deles anteriormente: o Vallado Douro Tinto 2007 e o Quinta do Vallado Sousão 2007.

Confira as avaliações da degustação:

Quinta do Vallado Reserva Douro Branco 2007

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Pera em abundância, junto com outras frutas brancas. Leve mineral.
Paladar: Bom corpo, sutil tostado oriundo do contato com madeira. Traz de volta o mineral e as frutas brancas.
Outras considerações: Elaborado com as castas Rabigato, Gouveio, Viosinho e Arinto. Foi vinificado em pipas de carvalho francês (70% novas e o restante com um ano de idade). Permaneceu nos mesmos barris por nove meses. Elegante, tem madeira na “dosagem” correta, da maneira que aprecio nos brancos com estágio em carvalho. Foi muito bem com o crepe crocante de bacalhau do Beijupirá. A graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 65 a R$ 70.

Vallado Douro Tinto 2007

Comentarei este vinho novamente, uma vez que última avaliação sobre ele aqui no blog foi feita foi há mais de um ano.

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Rubi claro, com toques granada.
Olfato: Compota de frutas vermelhas, leve floral, menta.
Paladar: Médio corpo, taninos macios e elegantes. Predomínio de frutas vermelhas maduras no sabor, bastante prolongado.
Outras considerações: Segundo João Ribeiro, este é um vinho criado para o dia a dia do consumidor português. Foi feito com as castas Touriga Franca (30%), Touriga Nacional (25%), Tinta Roriz (20%), Sousão (5%) e Vinhas Velhas (20%). Amadureceu 80% em cubas de aço e o restante em meias pipas de carvalho francês de 3º e 4º ano. Tem 14% de álcool.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 65 a R$ 70.

Quinta do Vallado Touriga Nacional – 2006

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor rubi claro, com reflexos granada. Apresenta depósitos.
Olfato: Vivo, com toque de goiaba e frutas silvestres.  Ainda apresenta notas florais, mentol e leve apimentado.
Paladar: Médio corpo. Macio, redondo. Voltam as frutas e a pimenta. Longo final. Seus taninos sinalizam que ainda tem bons anos de guarda.
Outras considerações: Um vinho para apreciar com calma, pois a cada momento surgem novas nuances. Elaborado apenas com a uva Touriga Nacional, pisada a pé. Teve estágio de 16 meses em carvalho francês. Caiu como uma luva junto com o prato servido no Beijupirá: o Filé Guimas (rolinhos de filé mignon recheados com queijo Boursin, no molho de vinho de catuaba e mel de caju, peras e arroz de bacon).

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 160.

Quinta do Vallado Porto Tawny 10 anos

Produtor: Quinta do Vallado.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar.
Olfato: Predominam notas de amêndoa, junto com um aroma que lembra casca de laranja e ainda frutas secas.
Paladar: Boa doçura (na medida). Corpo com uma leveza maior do que a maioria dos vinhos do Porto. Surgem de novo as frutas secas, um discreto oxidado e longo final amendoado.
Outras considerações: Um Porto delicado, que vai bem tanto com sobremesas quanto com queijos. Na sua composição entram as variedades Tinta Roriz, Tinta Amarela e Touriga Franca. Vinificação de forma tradicional, com pisa à pé. Os 10 anos de estágio foram feitos em tonéis, balseiros e cascos de 600 litros de carvalho.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 160.

Importados pela Cantu, os vinhos da Quinta do Vallado podem ser encontrados, no Recife, no RM Express e Empório Pescadero.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Las Perdices e Família Barberis: atrações em degustação no Recife

Conforme já havia anunciado aqui no blog, a distribuidora pernambucana Dom Vinho e a importadora Bodegas promoveram semana passada, no Recife, dois jantares harmonizados. Fui conferir o do restaurante Ponte Nova, na última segunda-feira, que contou com bons vinhos dos produtores argentinos Las Perdices e Família Barberis.

A degustação foi conduzida por Gérman Garfinkel (Bodegas) e Célio Vasconcelos (Dom Vinho), com comentários do sommelier Ângelo Miranda, do professor Ivan Miranda, e algumas palavras minhas sobre o vinho que fechou a degustação.

Foram seis vinhos provados (um espumante, um branco, três tintos e um late harvest), intercalados com a excelente culinária do chef Joca Pontes.

A seguir, minhas impressões sobre os melhores da noite:

Las Perdices Torrontés - 2010

Produtor: Viña Las Perdices
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo claro com tons esverdeados.
Olfato: Notas florais e cítricas, estas últimas puxando para limão siciliano.
Paladar: Boa acidez, refrescante. Repete as impressões do nariz, deixando um longo final cítrico.
Outras considerações: Elaborado em Mendoza, com 100% de uva Torrontés plantadas em Mendoza. Essas videiras receberam enxerto de clones vindos da região de Cafayate.

Classificação: Bom

A harmonização foi um desafio: “A Massa especial com camarõezinhos” – uma massa italiana com camarõezinhos salteados na manteiga de alho, envoltos num molho de tomate minuto, servido sobre raspas super finas de gran formaggio derretido e finalizado com folhas de manjericão miúdo. A acidez do vinho “enfrentou” o molho de tomate e terminou fazendo um bom casamento entre os dois.

Família Barberis Cabernet Sauvignon - 2008

Produtor: Bodega Barberis.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi com nuances granada.
Olfato: Compota de frutas vermelhas pimenta, leve mentolado.
Paladar: Taninos pulsantes, bem vivos. Final longo e madeira integrada ao conjunto.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec de dois diferentes terroirs de Mendoza: Luján de Cuyo e Vistalba. Teve estágio parcial (30%) por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Classificação: Bom/Muito Bom.

Humberto Barberis Gran Reserva Malbec – 2006

Produtor: Bodega Barberis.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi bem escuro.
Olfato: Bastante fruta vermelha, leve eucalipto, toques de pimenta.
Paladar: Um vinho elegante, com corpo e maciez. Além do frutado, Traz notas de tabaco, integradas com um sutil toque de madeira.
Outras considerações: Seu estágio em carvalho foi de 12 meses. Elaborado 100% com uvas Malbec de Luján de Cuyo.

Classificação: Excelente.

Las Perdices Viognier Late Harvest – 2009

Produtor: Viña Las Perdices.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Amarelo dourado.
Olfato: Notas florais, de mel e de pêssego.
Paladar: Ressalta o frutado, tendo como fundo uma boa acidez, que não faz o vinho ser enjoativo.
Outras considerações: Sua fermentação é interrompida com baixas temperaturas, deixando uma importante quantidade de açúcar residual (90 gr/L). A graduação alcoólica é de 13%. Foi elaborado apenas com uvas Viognier.

Classificação: Muito Bom.

O último vinho combinou bem com a sobremesa, que foi “A goiabada chique” (bolo de rolo com compota de goiaba e gengibre, queijo coalho queimado e castanha assada, sorvete de tapioca com flor de sal ao vinho doce). Por ser um vinho doce de boa acidez, os elementos salgados da sobremesa balancearam o sabor, não deixando a sobremesa esconder a doçura da bebida.

sábado, 8 de outubro de 2011

Casa Valduga Licoroso Tinto

Produtor: Casa Valduga
Origem: Vale dos Vinhedos, Brasil.
Visual: Cor rubi escuro.
Olfato: Fruta passa, leve chocolate.
Paladar: Boa doçura, discreto toque oxidativo. O sabor traz de volta a fruta passa e o chocolate. Elegante.
Outras considerações: Elaborado com uvas Cabernet Sauvignon e Merlot submetidas a uma desidratação natural. Foi adicionado álcool vínico (assim como no processo de elaboração dos vinhos do Porto) extraído das mesmas variedades. A bebida maturou 48 meses em barricas de carvalho francês. O resultado é um vinho que lembra um Porto Ruby. Tem 18% de álcool.

Classificação: Muito Bom.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Surazo Late Harvest - 2004

Este é o vinho do mês de junho que escolhi para comentar na Confraria Brasileira de Enoblogs. A pedida foi do confrade Leonardo Araújo, do blog Viva o Vinho!, que sugeriu um vinho branco de sobremesa de até R$ 100.

Aproveitei a oportunidade para falar sobre um rótulo provado recentemente e que me agradou muito. Trata-se do chileno Surazo Late Harvest, elaborado com uvas Semillón e Riesling de colheita tardia, provenientes do Vale de Rapel.

É um vinho de coloração amarelo ouro com notas de frutas secas, mel e um fundo mineral. Na boca tem uma doçura delicada que casa com sua boa acidez. Final longo e agradável.

A bebida teve estágio de cinco meses em barricas novas de carvalho francês. Graduação alcoólica de 13,5%.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 44,20 [No Recife, na Ingá Vinhos Finos – novo rótulo]

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ferreira Porto Ruby


Tradicional vinho do Porto produzido pela Ferreira, casa que tem nada mais nada menos que cerca de 250 anos de existência. Na sua composição entram castas tradicionais do Douro, como Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca, Tinto Cão, Tinta Roriz e Tinta Amarela.

A bebida passa cerca de três anos em pipas de carvalho sendo misturada até atingir as características pretendidas.

O vinho ganha então uma coloração alegre rubi, com aromas marcantes de passa de caju e notas da madeira. Na boca apresenta com corpo e doçura equilibrada, que aparecem junto com as impressões sentidas no olfato. Tem final longo e pode ser apreciado com doces em compota com um pouco de creme de leite. Com passa de caju (iguaria encontrada no Nordeste) fica divino.

A graduação alcoólica é de 19,5%.

Classificação: Muito Bom
Faixa de preço: R$ 60

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Echeverria Late Harvest Sauvignon Blanc - 2007

Vinho elaborado com uvas Sauvignon Blanc, de colheita tardia, plantadas no Vale do Maule, no Chile. Tanto pode ser um vinho de sobremesa quanto um aperitivo para acompanhar entradas salgadas, como queijos fortes, tipo gorgonzola.

A coloração é amarelo dourado e os aromas, interessantíssimos, remetem a frutas secas e maracujá. Na boca é cremoso, com ótimo equilíbrio entre o açúcar e a acidez. O gosto é de amêndoas, com um toque de frutas tropicais e ótima persistência.

A graduação alcoólica é de 14%.

Experimentado na apresentação do novo menu do Bistrot du Vin, no Recife. Uma boa sugestão de harmonização é com a cartola frita ao creme inglês e sorvete de tapioca.

Classificação: Excelente
Faixa de preço: R$ 147 [Club du Vin]

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Santorini Vinsanto – 2004


A noite de vinhos brasileiros e europeus realizada no último fim semana com amigos terminou em alto estilo. Fechamos com um vinho grego de sobremesa com uvas originárias de Santorini.

O Vinsanto é uma bebida tradicional na Grécia, feita com uvas brancas secas. Este, que é da safra 2004, leva as variedades Assyrtiko e Aidani. Porém, não confundir o Vinsanto grego com o Vin Santo produzido na região da Toscana, na Itália. Este também é um vinho de sobremesa, só que elaborado com as uvas Trebbiano e Malvasia.

Fiquei impressionada com a doçura equilibrada deste vinho, que tem uma bonita cor vermelho alaranjada. Os aromas são marcantes, aparecendo casca de laranja, mel, frutas secas e amêndoas.

Como já havia dito, o vinho causa ótimo impacto na boca, com uma acidez equilibrada, que não deixa a bebida enjoativa. Além disso, ele ainda tem um corpo aveludado. Repetem-se as sensações do nariz, acrescentando-se um leve caramelo.

A graduação alcoólica é de 11,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.