Estive esta semana com o fundador e vice-presidente da vinícola argentina Altos las Hormigas, Antonio Morescalchi, num encontro promovido no Recife pela distribuidora Lacomex, em parceria com a importadora World Wine. Na ocasião, Antonio contou sobre a filosofia da vinícola, que trabalha com o conceito de vinhos de terroir, utilizando apenas uvas Malbec e Bonarda. Também pudemos provar alguns rótulos durante degustação.
A história da Altos las Hormigas começa quando Morescalchi, que já produzia vinhos com seu pai na Toscana, abraçou a ideia do enólogo Alberto Antonini, ex-diretor da Antinori. Ele achava que a variedade Malbec tinha grande potencial e precisava explorá-la melhor. Foi então que em 1995, eles se juntaram para dar início ao projeto. Logo depois, mais dois velhos amigos e sócios também passaram a integrar a equipe: Attilio Pagli, reconhecido enólogo toscano, e Carlos Vazquez, que esteve desde o começo do projeto empregando sua experiência no manejo de vinhedos em Mendoza.
Foram comprados 216 hectares de terra no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo, que fica a 800 metros de altura em relação ao nível do mar. Construíram uma bodega de 2.500 metros quadrados e, em 2011, com ajuda do especialista Pedro Parra, adquiriram 55 hectares de terras na região de Altamira, no Vale de Uco.
O conceito de Altos las Hormigas tem como um dos grandes focos o vinhedo. Para isso, investem no estudo e mapeamento de solo. “O desafio é mostrar ao mundo que temos terroir”, explica Antonio. Ele também é adepto do pouco ou nenhum uso de carvalho na elaboração dos vinhos e defende a produção em baixa escala.
Além da uva Malbec, que para a equipe Altos las Hormigas, é o grande potencial de Mendoza, a vinícola também produz vinhos com a variedade Bonarda (segunda casta tinta mais plantada naquele país), dentro do projeto paralelo Colonia las Liebres.
A propósito, o nome Altos las Hormigas faz referência aos formigueiros existentes na região da vinícola. Em 1996, quando os trabalhadores começaram a plantar os vinhedos, as formigas passaram a se alimentar dos brotos das vinhas. Convencidos de que elas eram as verdadeiras “donas” do local, a equipe decidiu encontrar maneiras naturais de desviar sua atenção para outros tipos de comida.
Além disso, para os argentinos, "trabalho de formiga" é um trabalho humilde, paciente e prolongado, provérbio que vem sendo usado até os dias de hoje.
Vamos então, às impressões sobre os vinhos provados:
Colonia las Liebres Clásico Bonarda 2013
Elaborado com uvas Bonarda provenientes de vinhedos localizados na zona de Medrano y Carrizal de Abajo, em Mendoza, é vinificado com leveduras nativas em tanques de aço inox. Apresentou coloração rubi profunda e aromas de flores secas, frutas vermelhas maduras e alcaçuz. Na boca, mostrou-se de médio a encorpado, com taninos de qualidade e sabor semelhante às sensações do nariz. Também exibiu um certo tostado, proveniente da uva Bonarda. Tem 13,5% de álcool.
Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 57
Altos las Hormigas Clásico Malbec 2014
Blend de uvas 100% Malbec colhidas a mão nos vinhedos de Medrano, Barrancas e Lunlunta, em Mendoza. Elas são vinificadas separadamente e fermentam com o auxílio de leveduras indígenas (nativas), em tanques de inox. O resultado é um vinho de cor rubi de média profundidade, com aromas de especiarias, ameixas, alcaçuz e flores secas. Paladar encorpado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor traz de volta as características aromáticas. Sua graduação alcoólica é de 13%.
Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 88
Altos las Hormigas Terroir Malbec 2013
Uvas Malbec de diferentes vinhedos de Vista Flores e Tupungato foram vinificadas separadamente para a elaboração deste vinho, que maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho, (25%) em tanques de cimento e (25%) em inox. Sua cor mostrou-se rubi de média profundidade. Já no nariz, revelou frutas vermelhas maduras, mentol, toques florais e de pimenta do reino. Elegante no paladar, com médio corpo e ótimo equilíbrio. Persistência de média a prolongada. Apresenta 14,7% de álcool, percentual que não interfere na qualidade do vinho.
Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90
Altos las Hormigas Reserve Malbec 2012
Feito exclusivamente com uvas Malbec colhidas a mão nas regiões de Altamira, Vista Flores e Gualtallary. A fermentação ocorreu na presença de leveduras nativas, com maturação de 18 meses em tonéis de carvalho francês não tostado com 3.500 litros de capacidade. Mostra-se ainda jovem, com sua cor violeta profunda. O aroma envolve notas de frutas negras, caramelo, mentol, especiarias e flores secas, junto com um discreto defumado. Exibe corpo e potência, porém com taninos finos e boa estrutura. Daqueles vinhos que “enchem” a boca e deixam seu sabor por bastante tempo no paladar. Já pode ser bebido agora, mas promete melhorar com o tempo). Tem 15% de álcool.
Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 140
Onde encontrar:
No Recife, na Lacomex:
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
:: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682
Importadora: World Wine
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
Salton lança excelentes novidades
Participei ontem (18) à noite de mais uma edição do Winebar ao Vivo, iniciativa dos colegas Daniel Perches e Alexandre Frias, na qual um grupo de blogueiros de vinhos se reúne para degustar e comentar os mesmos rótulos, através de uma transmissão ao vivo, via Youtube. A ação de ontem foi com os novos vinhos da vinícola brasileira Salton. A transmissão aconteceu direto da Serra Gaúcha, onde o enólogo Gregório Bircke Salton mostrou boas novidades do portfólio da empresa.
Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:
Salton Classic Malbec 2015
A primeira novidade vem da Argentina. Isso mesmo, Argentina! Trata-se de uma colaboração entre enólogos brasileiros e argentinos do grupo Peñaflor, da qual faz parte a vinícola Trapiche. A produção do vinho é toda feita em Mendoza, onde ocorre, inclusive, o engarrafamento.
Na taça, o vinho mostrou cor violeta de média profundidade. O aroma traz notas de cereja, framboesa, flores secas e especiarias doces, como canela. Paladar de médio corpo, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. Seus taninos são macios e o final é frutado, de boa persistência.
Trata-se de um vinho jovem, leve, bem feito e agradável, mais delicado do que normalmente são os Mabec argentinos. Elaborado exclusivamente com uvas Malbec da sub-região de Maipu, o vinho não estagiou em madeira. Tem 13% de álcool.
Classificação: Muito Bom (Bom Compra).
Média de preço: R$ 20 (Loja Virtual da Salton)
Salton Paradoxo Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012
Este 100% Cabernet Sauvignon faz parte da linha Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes. Porém, os vinhos também podem ser adquiridos no site da vinícola.
É elaborado no privilegiado terroir da Campanha Gaúcha e maturou durante seis meses em carvalho norte-americano. É um vinho de coloração rubi brilhante e pouco profundo, com aromas que trazem uma “pegada” da região onde nasceu. Exibe aromas de jambo maduro, ameixa, canela, café e um leve toque animal, expressado pelo cheiro de couro. Na boca exibe taninos doces e sedosos e um final prolongado. De médio a encorpado, o sabor confirma as impressões do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.
Classificação: Excelente (Boa Compra)
Média de preço: R$ 30 (Loja Virtual da Salton)
Salton Intenso Licoroso Chardonnay
Vinho de sobremesa que segue o mesmo método de amadurecimento utilizado para a elaboração do Jerez, na Espanha, chamado de soleira. Após estagiar um ano em barris de carvalho, metade do volume é retirado das barricas e elas são completadas com o mosto do vinho mais novo. No caso do Intenso, cerca de sete a oito safras estão presentes na soleira.
Elaborado com uvas Chardonnay, tem uma bela coloração amarelo dourado. O aroma é marcado por deliciosas notas de amêndoas, avelãs, nozes e mel. Paladar untuoso, com acidez presente e boa doçura. Longa persistência. O sabor traz de volta as características do olfato. Tem 15,% de álcool. Vai bem tanto acompanhando queijos azuis, como gorgonzola e roquefort, além de sobremesas não muito doces, de preferência que levem frutas secas. Também é um ótimo aperitivo.
Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 65 (Loja Virtual da Salton)
Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:
Salton Classic Malbec 2015
A primeira novidade vem da Argentina. Isso mesmo, Argentina! Trata-se de uma colaboração entre enólogos brasileiros e argentinos do grupo Peñaflor, da qual faz parte a vinícola Trapiche. A produção do vinho é toda feita em Mendoza, onde ocorre, inclusive, o engarrafamento.
Na taça, o vinho mostrou cor violeta de média profundidade. O aroma traz notas de cereja, framboesa, flores secas e especiarias doces, como canela. Paladar de médio corpo, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. Seus taninos são macios e o final é frutado, de boa persistência.
Trata-se de um vinho jovem, leve, bem feito e agradável, mais delicado do que normalmente são os Mabec argentinos. Elaborado exclusivamente com uvas Malbec da sub-região de Maipu, o vinho não estagiou em madeira. Tem 13% de álcool.
Classificação: Muito Bom (Bom Compra).
Média de preço: R$ 20 (Loja Virtual da Salton)
Salton Paradoxo Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012
Este 100% Cabernet Sauvignon faz parte da linha Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes. Porém, os vinhos também podem ser adquiridos no site da vinícola.
É elaborado no privilegiado terroir da Campanha Gaúcha e maturou durante seis meses em carvalho norte-americano. É um vinho de coloração rubi brilhante e pouco profundo, com aromas que trazem uma “pegada” da região onde nasceu. Exibe aromas de jambo maduro, ameixa, canela, café e um leve toque animal, expressado pelo cheiro de couro. Na boca exibe taninos doces e sedosos e um final prolongado. De médio a encorpado, o sabor confirma as impressões do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.
Classificação: Excelente (Boa Compra)
Média de preço: R$ 30 (Loja Virtual da Salton)
Salton Intenso Licoroso Chardonnay
Vinho de sobremesa que segue o mesmo método de amadurecimento utilizado para a elaboração do Jerez, na Espanha, chamado de soleira. Após estagiar um ano em barris de carvalho, metade do volume é retirado das barricas e elas são completadas com o mosto do vinho mais novo. No caso do Intenso, cerca de sete a oito safras estão presentes na soleira.
Elaborado com uvas Chardonnay, tem uma bela coloração amarelo dourado. O aroma é marcado por deliciosas notas de amêndoas, avelãs, nozes e mel. Paladar untuoso, com acidez presente e boa doçura. Longa persistência. O sabor traz de volta as características do olfato. Tem 15,% de álcool. Vai bem tanto acompanhando queijos azuis, como gorgonzola e roquefort, além de sobremesas não muito doces, de preferência que levem frutas secas. Também é um ótimo aperitivo.
Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 65 (Loja Virtual da Salton)
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sexta-feira, 27 de maio de 2016
Um pouco mais sobre a uva Malbec
Já escrevi sobre esse assunto por aqui. Mas sempre é bom
refrescar as ideias, já que o consumidor brasileiro é apaixonado pela uva
Malbec. Pois bem. Todos sabem da velha rixa entre brasileiros e argentinos, principalmente
no futebol, com a velha indagação sobre quem foi o melhor: Pelé ou
Maradona?
Os brasileiros defendem a supremacia de Pelé com unhas e
dentes, mas parecem concordar que quem manda nos gramados atualmente é o
baixinho argentino Messi. E nas prateleiras também tem um craque que já há
algum tempo conquistou as taças brasileiras. Trata-se do vinho argentino
produzido com a uva Malbec.
Antes de falar sobre o vinho, é interessante saber mais
sobre a história dessa uva tinta. Trazida da França em meados do século XIX, a
variedade se adaptou muito bem a todas as regiões vitivinícolas argentinas e
começou a ser cultivada de maneira intensiva, ganhando o posto da cepa mais
conhecida e cultivada naquele país, ocupando 31.047,4 hectares de vinhas.
Uma curiosidade: ainda hoje, a Malbec é a principal
variedade da região francesa de Cahors, sendo também cultivada em Bordeaux. Além
disso, vem sendo plantada com sucesso no Chile e no Brasil, onde já vem dando
origem a vinhos bem interessantes, tanto varietais (mais de uma uva) quanto em
cortes (mais de uma uva).
Atualmente, existem na Argentina muitas variantes de
elaboração para a Malbec, desde vinhos jovens e simples até encorpados e
contundentes, com longa guarda em barricas, passando pelos rosés, espumantes e licorosos.
Em todos os casos, os seus aromas primários se destacam
pelas notas de ameixas maduras e às vezes menta. Rico em cor, o vinho tem capacidade
de “encher” o paladar sem agressividade, graças aos seus taninos doces e
redondos.
Em algumas viagens à Argentina, pude comprovar que a
variedade se dá bem em todos os cantos do país, desde o Norte, na região de
Salta, onde produz vinhos bem frescos, até na região da Patagônia, ao sul do mapa,
de onde estão saindo vinhos surpreendentes. Isso sem falar na tradicional
região de Mendoza, onde os Malbecs simplesmente dominam.
À mesa, o Malbec é um belo vinho para acompanhar churrascos
bovinos, guisados, massas com molhos de tomate e queijo, carnes de caça e
queijos duros.
É notório que a Malbec é a uva símbolo da
Argentina. Mas não posso ser injusta e deixar de citar algumas variedades que produzem
ótimos vinhos em terras vizinhas. Uma delas é a uva Torrontés, que origina brancos
ricos em aromas e com boa acidez. Também se destacam as variedades brancas
Chardonnay, Sauvignon Blanc, Chenin, Semillón e Viognier. Entre as tintas,
Bonarda, Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir e Merlot.
Então, deixemos as rixas de lado e provemos. Com moderação,
é claro!
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segunda-feira, 2 de maio de 2016
Cinco Tierras Sorbus Malbec 2011
Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Cinco Tierras.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Frutas maduras, flores secas e café.
Paladar: Corpo médio. O sabor reflete as sensações do olfato e traz ainda um toque defumado. Final de média persistência. Simples, porém com bom equilíbrio entre taninos e acidez.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec colhidas nas sub-regiões de Maipú e Agrelo, o vinho estagiou seis meses em madeira. Não foi filtrado. Tem 13,9% de álcool.
Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 39 [Wine in Pack]
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sexta-feira, 29 de abril de 2016
Goulart M The Marshall Ice Storm 2013
Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Goulart.
Origem: Mendoza, Argentina
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Intenso e agradável, com notas de alcaçuz, frutas maduras, floral, ervas secas e café.
Paladar: Médio corpo, equilibrado, com final longo e com sabor tostado. As sensações do nariz aparecem novamente, junto com um toque de baunilha.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, o vinho maturou 12 meses em barricas de carvalho francês. Mostrou-se elegante e saboroso. Tem 13,5% de álcool.
Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 70 (www.wine.com.br)
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sexta-feira, 22 de abril de 2016
Ranking dos melhores Malbecs do último ano | #malbecworldday
No calendário do vinho, 17 de abril é sinônimo de Malbec. Nesta data, é comemorado o Malbec World Day. Já expliquei aqui no blog (relembre) o motivo da homenagem a essa uva francesa que hoje é símbolo dos vinhos argentinos.
Para celebrar a data, mais uma vez resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei desde o último Malbec World Day e disponibilizar aqui para vocês. Os vinhos da relação têm pelo menos 80% da variedade Malbec em sua composição.
Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.
Confira o ranking:
EXCELENTE | EXCEPCIONAL
Domínio del Plata Nosotros Malbec 2009 (Argentina)
Kaiken Ultra Malbec 2012 (Argentina)
EXCELENTE
Terrazas de los Andes Single Vineyard Las Compuertas Malbec 2010 (Argentina)
Montes Alpha Malbec 2011 (Chile)
MUITO BOM | EXCELENTE
Baptême Malbec 2010 (Argentina)
Salentein Reserve Malbec 2013 (Argentina)
Terrazas de los Andes Reserva Malbec 2012 (Argentina)
MUITO BOM
Alta Vista Premium Malbec 2013 (Argentina)
Goulart W Malbec DOC 2013 (Argentina)
Crios Rosé Malbec 2013 (Argentina)
Nieto Senetiner Malbec DOC 2012 (Argentina)
BOM | MUITO BOM
Jerarquia Reserva Malbec 2011 (Argentina)
Alta Vista Rosé Malbec 2014 (Argentina)
BOA COMPRA
Latitud 33 Malbec 2014 (Argentina)
Sinais Malbec Rosé 2014 (Brasil)
Para celebrar a data, mais uma vez resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei desde o último Malbec World Day e disponibilizar aqui para vocês. Os vinhos da relação têm pelo menos 80% da variedade Malbec em sua composição.
Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.
Confira o ranking:
EXCELENTE | EXCEPCIONAL
Domínio del Plata Nosotros Malbec 2009 (Argentina)
Kaiken Ultra Malbec 2012 (Argentina)
EXCELENTE
Terrazas de los Andes Single Vineyard Las Compuertas Malbec 2010 (Argentina)
Montes Alpha Malbec 2011 (Chile)
MUITO BOM | EXCELENTE
Baptême Malbec 2010 (Argentina)
Salentein Reserve Malbec 2013 (Argentina)
Terrazas de los Andes Reserva Malbec 2012 (Argentina)
MUITO BOM
Alta Vista Premium Malbec 2013 (Argentina)
Goulart W Malbec DOC 2013 (Argentina)
Crios Rosé Malbec 2013 (Argentina)
Nieto Senetiner Malbec DOC 2012 (Argentina)
BOM | MUITO BOM
Jerarquia Reserva Malbec 2011 (Argentina)
Alta Vista Rosé Malbec 2014 (Argentina)
BOA COMPRA
Latitud 33 Malbec 2014 (Argentina)
Sinais Malbec Rosé 2014 (Brasil)
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quarta-feira, 6 de abril de 2016
Latitud 33 Malbec 2014
Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Chandon.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violáceos.
Olfato: Aromático e agradável, revela notas de ameixa,
cereja, baunilha e especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, com taninos macios e
boa acidez. Além de frutas maduras, o sabor traz ainda toques tostados e de
chocolate.
Outras considerações: Um vinho simples, porém bem feito, elaborado pela Bodega Chandon, que é mais conhecida pela produção de
espumantes. Feito 100% com uvas Malbec, maturou parcialmente (50%) em carvalho
francês e americano de três a quatro meses. Tem 14,5% de álcool, porém essa
alta graduação não prejudica a degustação. Me surpreendeu positivamente pelo fato de que há alguns anos havia provado o mesmo vinho (porém de safra correspondente à época) e tinha achado muito pesado e rústico.
Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 37 (À venda na Wine in Pack)
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Jerarquia Reserva Malbec 2011
Tipo: Tinto.
Produtor: Fermasa.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violeta.
Olfato: Notas de especiarias, como mostarda, pimenta do reino e canela misturam-se a toques de violeta. Num segundo momento aparecem frutas vermelhas maduras.
Paladar: De médio corpo, apresenta taninos de qualidade, balanceados com uma boa acidez. O sabor traz de volta as frutas e especiarias do aroma. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec elegante e muito gastronômico, que vai bem com principalmente com carnes vermelhas. Maturou dois anos em carvalho francês e tem 14,3% de álcool.
Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 61 (Barrica Negra Vinhos)
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Montes Alpha Malbec 2011
Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Montes.
Origem: Colchagua, Chile.
Visual: Cor violácea brilhante, de média profundidade.
Olfato: Amoras, violeta, cassis, alcaçuz e especiarias
Paladar: Bem estruturado e envolvente, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Traz as mesmas sensações sentidas no nariz e ainda um toque de café. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec muito distinto e elegante, que também leva em sua composição 10% de Cabernet Sauvignon. Com este rótulo, a Viña Montes mostra que é possível fazer Malbecs de qualidade superior no Chile. Parte (61%) do vinho amadureceu em barris de carvalho francês por 12 meses. Seu teor alcoólico é de 14,5%.
Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 115 (Importado pela Mistral. No Recife à venda no Barchef, DLP e Casa dos Frios)
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
Norton Elegido Lote Negro Nº1 2007
Este vinho faz parte de uma série especial da vinícola
argentina Norton, comercializada apenas na própria bodega. Foi elaborada pelo
talentoso enólogo Jorge Riccitelli e é composta por três cortes da uva Malbec.
O Lote Negro Nº 1 é o top da linha. Logo em seguida vêm o Azul e o Vermelho, os
quais também já pude degustar. Sem dúvida, o mais interessante é mesmo o Lote Nego,
sobre o qual eu falo mais um pouco a seguir:
Tipo: Tinto.
Produtor: Norton.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta de média profundidade.
Olfato: Frutas maduras, café, especiarias e tostado.
Paladar: Maduro, com médio corpo e taninos marcantes. Final
de durabilidade média e bem picante.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Petit
Verdot e Malbec, este é um vinho que ainda tem a evoluir com a guarda. Sua
graduação alcoólica é de 14,5%. Um bom par para carnes vermelhas. O produtor não informa sobre o seu estágio em madeira nem sobre a porcentagem do corte, apenas indica que as uvas são procedentes das melhores parcelas de seus vinhedos.
Classificação: Muito Bom.
Média de preço: 100 pesos argentinos.
Média de preço: 100 pesos argentinos.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Salentein Reserve Malbec 2013
Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Salentein.
Origem: Vale de Uco, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta de média intensidade.
Olfato: Floral, com notas de violeta, também apresenta
toques de ameixa, canela, baunilha, noz moscada, melaço e chá. Uma gama
aromática muito interessante e agradável.
Paladar: Médio corpo, boa acidez e taninos
macios. O sabor traz de volta as sensações sentidas no nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, plantadas
a cerca de 177 metros de altitude, maturou em barricas de carvalho por 12
meses. Tem 14% de álcool. Tem potencial de guarda.
Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 75 (Importado pela Zahil).
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sábado, 18 de abril de 2015
Três Malbecs de países diferentes: confira o resultado
No Dia Mundial do Malbec (17/04), a título de comparação, resolvi fazer uma prova de três vinhos produzidos com esta uva, porém elaborados em países distintos: França (o berço da variedade), Argentina (o país onde ela virou símbolo) e Chile (que vem se arriscando a fazer vinhos com a cepa). Selecionei rótulos entre R$ 40 e R$ 65, esperando das amostras um bom padrão de competitividade. E não deu outra.
A proposta do vinho argentino era de inovação, por ser produzido por um dos novos expoentes da enologia daquele país: Matias Riccitelli. Já do francês, se esperava um Malbec mais austero, sem tanta fruta nem potência. E o do Chile para mim seria a grande incógnita. O vinho escolhido foi de uma vinícola boutique, integrante do Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI).
Vamos às análises:
Hey Malbec!
Tipo: Tinto.
Produtor: Matias Riccitelli.
Origem: Vistalba, Argentina.
Visual: Cor violácea brilhante, de média profundidade, com lágrimas abundantes.
Olfato: Aconselha-se deixar a bebida respirar para amenizar a impressão inicial do álcool. Aparecem notas de goiaba, flores secas, ameixa, pimenta do reino e baunilha.
Paladar: Mais discreto que no nariz, tem médio corpo, notas apimentadas e de canela, além das flores secas e frutas sentidas no aroma. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec de caráter moderno, a começar pela ilustração do rótulo, inspirada nos quadrinhos. Parte do vinho do vinho (70%) é envelhecida em tanques de concreto e 30% em barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool. Um Malbec ainda jovem com bom potencial de evolução.
Classificação: Bom (melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 65 (www.wineinpack.com)
Grand Theatre Malbec 2011
Tipo: Tinto.
Produtor: Univitis.
Origem: Comté Tolosan IGP, França.
Visual: Cor rubi de média intensidade.
Olfato: Casca de laranja, especiarias, noz moscada, alcaçuz e cereja.
Paladar: Médio corpo, fruta discreta e leve especiado. Final médio.
Outras considerações: Um vinho fácil de beber. Leve, com seus 12,5% de álcool, em quase nada lembra as amostras da Argentina e da França. Não vai evoluir com a guarda. Beber agora.
Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 50 (Carrefour)
Tremonte Reserva Malbec 2011 (Chile)
Tipo: Tinto.
Produtor: Tremonte Boutique Vineyard.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Visual: Cor violeta profundo
Olfato: Eucalipto, alcaçuz, chocolate, ameixa e leve baunilha. Lembra um vinho feito com a uva Syrah.
Paladar: Macio, de taninos envolventes, tem corpo médio e sabor com notas de frutas maduras, café, especiarias e um toque tostado. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Malbec cultivada no Monte Requegua, extremo sul do Vale de Cachapoal. A bebida maturou em barricas francesas e tem 14,5% de álcool. É um estilo diferente de Malbec, com um pouco menos corpo e paladar macio. Esta vinícola é a mesma que produz o vinho Meteorito, no deserto do Atacama.
Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 40 (No Recife, na Casa dos Frios)
CONCLUSÃO:
Três bons vinhos, porém todos com características bem distintas. O argentino e o chileno com um pouco mais de vantagem por terem potencial de evolução. O argentino é indicado para quem gosta de vinhos mais jovens, modernos e potentes. O francês funciona bem para quem quer vinhos mais leves e fáceis de beber. Já o chileno é uma opção interessante para os que gostam de provar vinhos diferentes. Escolha o seu estilo e tim-tim!
A proposta do vinho argentino era de inovação, por ser produzido por um dos novos expoentes da enologia daquele país: Matias Riccitelli. Já do francês, se esperava um Malbec mais austero, sem tanta fruta nem potência. E o do Chile para mim seria a grande incógnita. O vinho escolhido foi de uma vinícola boutique, integrante do Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI).
Vamos às análises:
Hey Malbec!
Tipo: Tinto.
Produtor: Matias Riccitelli.
Origem: Vistalba, Argentina.
Visual: Cor violácea brilhante, de média profundidade, com lágrimas abundantes.
Olfato: Aconselha-se deixar a bebida respirar para amenizar a impressão inicial do álcool. Aparecem notas de goiaba, flores secas, ameixa, pimenta do reino e baunilha.
Paladar: Mais discreto que no nariz, tem médio corpo, notas apimentadas e de canela, além das flores secas e frutas sentidas no aroma. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec de caráter moderno, a começar pela ilustração do rótulo, inspirada nos quadrinhos. Parte do vinho do vinho (70%) é envelhecida em tanques de concreto e 30% em barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool. Um Malbec ainda jovem com bom potencial de evolução.
Classificação: Bom (melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 65 (www.wineinpack.com)
Grand Theatre Malbec 2011
Tipo: Tinto.
Produtor: Univitis.
Origem: Comté Tolosan IGP, França.
Visual: Cor rubi de média intensidade.
Olfato: Casca de laranja, especiarias, noz moscada, alcaçuz e cereja.
Paladar: Médio corpo, fruta discreta e leve especiado. Final médio.
Outras considerações: Um vinho fácil de beber. Leve, com seus 12,5% de álcool, em quase nada lembra as amostras da Argentina e da França. Não vai evoluir com a guarda. Beber agora.
Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 50 (Carrefour)
Tremonte Reserva Malbec 2011 (Chile)
Tipo: Tinto.
Produtor: Tremonte Boutique Vineyard.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Visual: Cor violeta profundo
Olfato: Eucalipto, alcaçuz, chocolate, ameixa e leve baunilha. Lembra um vinho feito com a uva Syrah.
Paladar: Macio, de taninos envolventes, tem corpo médio e sabor com notas de frutas maduras, café, especiarias e um toque tostado. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Malbec cultivada no Monte Requegua, extremo sul do Vale de Cachapoal. A bebida maturou em barricas francesas e tem 14,5% de álcool. É um estilo diferente de Malbec, com um pouco menos corpo e paladar macio. Esta vinícola é a mesma que produz o vinho Meteorito, no deserto do Atacama.
Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 40 (No Recife, na Casa dos Frios)
CONCLUSÃO:
Três bons vinhos, porém todos com características bem distintas. O argentino e o chileno com um pouco mais de vantagem por terem potencial de evolução. O argentino é indicado para quem gosta de vinhos mais jovens, modernos e potentes. O francês funciona bem para quem quer vinhos mais leves e fáceis de beber. Já o chileno é uma opção interessante para os que gostam de provar vinhos diferentes. Escolha o seu estilo e tim-tim!
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Malbec World Day: Ranking dos melhores Malbecs que tomei no ultimo ano
Hoje, 17/04, comemora-se o Malbec World Day. Em um post anterior expliquei o motivo da homenagem a esta uva francesa que hoje é símbolo
dos vinhos argentinos. Para celebrar a data, resolvi fazer uma pesquisa dos
melhores Malbecs que provei no último ano e disponibilizar aqui para vocês.
Ressaltando os vinhos da relação têm pelo menos 90% da variedade Malbec em sua
composição.
Caso você queira abrir um hoje para comemorar, escolha um
desses aí abaixo. Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente
são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.
Confira o ranking:
- Kaiken Ultra Malbec 2010 | Excelente/Excepcional
- Alto Uxmal Alternative Style Malbec | Excelente
- Nosotros Malbec 2009 | Excelente
- Nosotros Sofita 2010 | Excelente
- Rutini Encuentro Malbec 2010 | Excelente
- Humberto Canale Íntimo Cabernet Sauvignon 2009 | Excelente
- DV Catena Malbec-Malbec 2010 | Excelente
- Fond de Cave Malbec 2013 | Excelente
- Lurton Malbec Reserva 2008 | Excelente
- Felino Malbec 2012 | Muito Bom/Excelente
- Altos las Hormigas 2013 | Muito Bom/Excelente
- Goulart M The Marshall Reserva Malbec Single Vineyard 2011 | Bom/Muito Bom.
- Navarro Correas Colección Privada Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
- Norton D.O.C. Malbec 2011 | Bom/Muito Bom
- Reserva del Fin Del Mundo Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
- Zuccardi Serie A Malbec 2012 | Bom/Muito Bom
- Alta Vista Premium Malbec 2013 | Muito Bom
- Finca La Celia Reserva Malbec 2007 | Muito Bom
- Kaiken Rosé 2012 | Muito Bom
- BenMarco Malbec 2013 | Muito Bom
- Fabre Montmayou Reserva Malbec 2011 | Muito bom
- Alamos Malbec 2013 | Muito Bom
- Alta Vista Malbec Rosé 2012 | Muito Bom
- Sinfonia Selected Vineyards Malbec 2013 | Bom
- Génesis Malbec 2012 | Bom
- Altas Cumbres Malbec 2012 | Bom
- Trapiche Reserva Malbec 2011 | Bom
- Alta Vista Classic Malbec 2012 | Boa Compra
- Trivento Tribu Malbec 2012 | Boa Compra
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