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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Famille Bougrier Vouvray Vieilles Vignes Grande Réserve 2015 #CBE

Embora atrasado, aqui está o vinho que escolhi para o post sugerido pelo confrade Silvestre Tavares Gonçalves (Blog Vivendo a Vida) para o tema de abril da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A pedida dele foi a seguinte: "um vinho branco do Vale do Loire de até R$ 100". Aproveitei que estou nos Estados Unidos, onde temos uma excelente oferta de vinhos a preços infinitamente mais acessíveis que o Brasil, para garimpar a minha escolha. Confira:


Tipo: Branco.
Produtor: Famille Bougrier.
Origem: Vale do Loire, França. 
Características: De cor amarelo palha com reflexos dourados, o vinho traz aromas doces de damasco, pêssego e mel. Paladar untuoso, bem adocicado e uma leve ponta de acidez. O sabor repete as consumi acompanhando gorgonzola e presunto de Parma e o vinho “cresceu” consideravelmente. Feito 100%  com uvas Chenin Blanc de vinhas velhas.

Classificação: Muito Bom [Comprado nos EUA por 15 dólares, na Total Wine. Pesquisei e não encontrei à venda no Brasil].

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dom Pérignon e a história do Champanhe




A questão dos vinhos espumantes e dos champanhes se resume através de uma simples lógica: todo champanhe se inclui no conjunto dos espumantes, mas nem todo espumante está incluído no mundo dos champanhes. O resto é só história e algumas informações adicionais. O champanhe é produzido nas regiões do Vale do Rio Marne (Valée du Marne), as elevações da cidade de Reims e a Côte des Blancs. O conjunto dessas regiões denomina-se Champagne, localizada no norte da França.

A bebida foi, provavelmente, descoberta pelo monge beneditino Pierre Perignón, mais conhecido como Dom Pérignon, em 1650, de forma casual. Ele inventou o método para a fabricação do champagne denominado Método Champenoise inspirado no Método Antigo de Limoux. Dois séculos mais tarde, o seu nome seria emprestado a uma das mais emblemáticas marcas de champanhe e, em 1936, a casa Moët & Chandon engarrafou o primeiro Dom Perignon. A ordem à qual o monge pertencia tinha como lema: ora et labora – ora e trabalha, onde as atividades religiosas estavam coordenadas com os estudos, e o trabalho era dignificante tanto para a alma, como para sustentar o próprio mosteiro.


Quando completou trinta anos, entrou para a abadia Saint Pierre de Hautivellers, e lá, se encarregou de cuidar da adega e dos seus produtos. Pérignon parecia ter dons empreendedores, pois restaurou a adega que se encontrava em ruínas, e retomou o prestígio da comunidade na produção de vinhos. Na época, o vinho era um dos principais produtos de comércio. Por isso, era importante que determinado local fosse visto pelos comerciantes. Além disso, o monge fez questão de acompanhar a evolução das vinhas antes do prensamento das uvas.

Também importante foi a forma como o monge harmonizou os diferentes tipos de uvas, exaltando as qualidades e diminuindo os defeitos, que evoluiu para que o champanhe fosse descoberto, mas também detalhes como a degustação, que era feita no dia seguinte em jejum, após a mistura fermentada no dia anterior. O mestre também classificava os vinhos de acordo com a origem das uvas em seus respectivos contextos climáticos (tempo chuvoso, quente) ou temporais (fermentados em anos recentes ou mais antigos). Por tudo isso, podemos considerar Pérignon como o grande mestre da enologia.

Entretanto, alguns especialistas sobre vinhos e champanhes, como o casal Kladstrup, jornalistas, que escreveram o best seller Vinho & Guerra, derrubam o mito de que Dom Pérignon inventou o champanhe e teria dito aquela célebre frase depois de provar o vinho: “estou vendo estrelas”. Segundo eles, não existe nada comprovado.



Todos os vinhos borbulhavam, na região de Champagne, pois nessas regiões mais frias, os fungos ficam inativos durante o inverno antes da fermentação do açúcar. Na primavera, eles se reativam e continuam a agir sobre o açúcar não convertido, originando uma quantidade maior de álcool e gás carbônico, que dão origem às bolhas. Ainda segundo os autores, Dom Pérignon trabalhou com afinco para evitar as bolhas, o que não era aceito nas missas, e junto ao povo, que não estava acostumado aos vinhos espumantes. No trabalho de eliminar as bolhas, o monge nunca conseguiu eliminá-los totalmente. Mas ainda assim, ele estabeleceu “as regras de ouro da produção de vinho”, como por exemplo: usar as melhores uvas, podar bem as vinhas no começo da primavera para evitar a superprodução; fazer a colheita nas primeiras horas da manhã e guardar os sucos resultantes de cada prensagem.

Deixando de lado os mitos ou sua verdadeira história, o fato é que, o champanhe é uma bebida festejada e apreciada por grandes personagens da história. Fiquemos com a citação de Madame Bollinger, proprietária da casa do Champagne Bollinger: “Eu só bebo champanhe quando estou feliz ou quando estou triste... às vezes eu bebo quando estou sozinha. Mas quando estou em companhia, considero obrigatório. Eu me distraio quando estou com fome e bebo quando estou faminta. Fora isso, eu nem toco nele, a menos que esteja com sede”

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vinhos de um dos maiores importadores do Reino Unido agora no Brasil

A Berkmann Wine Cellars, um dos maiores importadores de vinhos do Reino Unido, está iniciando as atividades no Brasil. Fundada em 1964, a empresa recebeu, nos últimos quatro anos, o prêmio "Great Value Wine Merchant of the Year", que é concedido pelos profissionais do mercado inglês à companhia que comercializa os produtos de melhor relação qualidade/preço. Conheci alguns vinhos da importadora durante uma degustação promovida há alguns dias pelo Empório 4 Elementos, que acaba de fechar distribuição exclusiva da Berkmann no Recife.


Antes de falar sobre os vinhos provados, é interessante frisar que a importadora comercializa cerca de três mil rótulos de 20 países diferentes no Reino Unido. Aqui no Brasil, a marca está trabalhando com um portfólio de mais de 60 vinhos, todos inéditos no nosso mercado, de países como Espanha, França, Itália, Eslovênia, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Austrália.


Dessa carta, o Empório 4 Elementos selecionou cerca de 20 rótulos para trabalhar inicialmente. Confira a seguir as minhas impressões sobre as amostras que mais se destacaram na degustação (os preços indicados são para consumidor final):

Nina Garganega Pinot Grigio 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Nina.
Origem: Vêneto, Itália.
Características: Elaborado na região italiana do Vêneto com as uvas Garganega (60%) e Pinot Grigio (40%), este branco é uma opção refrescante, podendo ser degustado, inclusive, sem o acompanhamento de alimentos. Seu aroma traz notas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, suas principais características são a leveza e o frescor. O sabor traz um leve toque floral.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

Viña Vasta Verdejo/Viura 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Isidro Milagro.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: De cor amarelo palha com traços esverdeados, este vinho exibe mais estrutura que a amostra anterior. Elaborado com as variedades Verdejo e Viura, possui caráter cítrico que se integra a notas de aspargos, tanto no sabor quanto no aroma. De corpo médio, tem boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vent du Sud Grenache Blanc/Viognier 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Elaborado com 80% de Grenache Blanc e 20% de Viognier, tem coloração amarelo palha com tons esverdeados. Exala notas florais e de frutas brancas, como melão. Sabor levemente adocicado, porém com acidez presente. Corpo leve.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.

Niel Joubert Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Este branco tem em sua composição 100% de uvas Sauvignon Blanc provenientes de vinhas com até 25 anos de idade. Tem cor amarelo palha brilhante. Já o aroma envolve características de maçã verde e carambola, junto com um toque floral. No paladar mostra bom frescor e persistência de média prolongada.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 78.

Villa Rossi Sangiovese Rubicone 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Rossi.
Origem: Emilia-Romagna, Itália.
Características: Feito 100% com a variedade Sangiovese, é um tinto de cor rubi brilhante e pouco profunda. No agradável aroma predominas frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de um toque de canela. No paladar, mostra-se um vinho fácil de beber, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Junto com as mesmas sensações do nariz, o sabor ainda traz notas de café. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 68.

Vent du Sud Syrah/Grenache 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Na sua composição entram as uvas Syrah (50%) e Grenache (50%). Não houve estágio em carvalho. Sua cor é rubi pouco profunda e no olfato aparecem notas de morango em compota e especiarias. É um vinho de paladar encorpado, mas com bom equilíbrio. O sabor confirma as impressões do nariz.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.


Viña Vasta Tempranillo/Merlot/Syrah 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Vasta.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: Coloração rubi pouco profunda com bordas granada. O aroma exprime uma boa complexidade, com traços de goiaba madura, especiarias, frutas vermelhas silvestres e mentol. O paladar é de médio corpo, seco e de bom equilíbrio. Além das sensações do nariz, seu sabor também envolve notas de café. É elaborado com as uvas Tempranillo, Merlot e Syrah.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vignamato Rosso Piceno Marche DOP 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Marche, Itália.
Características: Cor rubi de média profundidade. Aroma elegante que traz notas de alcaçuz, frutas maduras, especiarias e tabaco. Paladar saboroso e equilibrado, de médio corpo e final prolongado. Feito com 80% de uvas Montepulciano e 20% de Sangiovese, o vinho passou por afinamento de seis meses em garrafa.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 111.

Itynera Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Abruzzo, Itália.
Características: Produzido 100% com uvas Montepulciano, é um tinto de coloração rubi com média profundidade. Notas florais, de frutas maduras, especiarias e café aparecem no aroma. Seu paladar, de médio corpo, é marcado pelas mesmas características do nariz. Final com persistência de média a prolongada. Sua maturação aconteceu em barris de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 145.


Visconti della Roca Primitivo 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Visconti della Roca.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Sua composição é de 100% de uvas Primitivo. Tem cor granada pouco profunda. O aroma exprime ameixa madura, café, especiarias e café. Possui corpo médio, taninos macios e retrogosto de médio a prolongado. Este vinho estagiou parcialmente em barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 86.

Niel Joubert Merlot 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Expressivo tinto de cor granada pouco profunda. Seus aromas formam um conjunto de sensações tais quais frutas em compota, café, tabaco, terra e um toque tostado. Paladar encorpado, porém de taninos macios e boa acidez. Maturou seis meses em pequenos barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 115.

EMPÓRIO 4 ELEMENTOS:
Av. Conselheiro Aguiar, 4635, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3034-3040

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Michel Lynch Sauvignon Blanc 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Société Jean-Michel Cazes.
Origem: Bordeaux, França.
Visual: Amarelo palha com tons esverdeados.
Olfato: Combina notas cítricas, florais e de frutas brancas, como pera.
Paladar: Corpo leve, boa acidez, sabor cítrico e final médio.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Sauvignon Blanc, tem 12,5% de álcool. Para mim, só faltou um pouco mais de persistência no paladar.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 78 [www.wine.com.br]

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Domaines Ott: elegância e frescor da Provence


Continuando com o relato sobre a degustação dos vinhos do grupo Louis Roederer, promovido na última semana pela Licínio Dias (LD) Importação no Recife, trago aqui agora as minhas impressões sobre os vinhos do Domaines Ott, um dos produtores mais notáveis da região francesa da Provence.

Fundada em 1896, a casa foi adquirida em 2004 pela Roederer. Porém, a família Ott continua imprimindo seu estilo aos destinos do negócio e, atualmente, os primos Christian e Jean-François estão à frente da vinícola. A casa conta com três propriedades distintas, onde produz rosés de altíssima qualidade, mas também brancos e tintos muito distintos.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Les Domaniers Rosé 2014


Cor salmão e aromas delicados de frutas frescas do bosque, como morango e framboesa, além de um toque mineral. Paladar leve, delicado, de boa acidez, que traz de volta as características do olfato. Elaborado com Grenache (65%), Cinsault (25%) e Syrah (10%).

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 129

Clos Mireille Rosé Coeur de Grain 2014


O termo Couer de Grain quer dizer que o vinho foi produzido com as melhores uvas e possui qualidade superior. Este tem em sua composição as variedades Grenache (65%), Cinsault (22%) e Syrah (13%). Mostrou na taça uma coloração casca de cebola, trazendo para o olfato notas minerais, de melão, damasco e pêssego, junto com um leve toque de mel. Paladar de ótima acidez e mineralidade, untuoso, longo e elegante. O sabor reproduz as sensações do nariz.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 299

Clos Mireille Blanc de Blancs 2014


Feito com as variedades Sémillon (70%) e Rolle [Vermentino] (30%), possui cor amarelo palha com reflexos dourados. Aroma muito agradável e envolvente, com notas cítricas, de flor de laranjeira, capim santo e mel. Boa presença de boca, com incrível acidez e final persistente. O sabor é equivalente às características olfativas, com boa presença mineral. Encantador.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 239

Château Romassan Rouge Bandol 2012


Produzido com uvas Mourvèdre (90%) e Grenache (10%) cultivadas na denominação de Bandol, onde os rendimentos por videira são muito baixos, é um tinto leve e muito elegante. Possui cor rubi pouco profunda e o aroma traz notas de frutas vermelhas e negras, mentol e café. Na boca mostra-se leve, de taninos finos, com final saboroso.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 299

No Recife, os vinhos Louis Roederer/Domaines Ott podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, Diplomata Delicatessen e DLP Distribuidora. Em Olinda, na Tia Dulce.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A excelência dos champagnes Louis Roederer


Quando se fala em uma marca ícone de Champagne, a maioria dos apreciadores da bebida lembrará certamente da Cristal. Trata-se de um dos rótulos de maior prestígio da região e o mais emblemático da tradicional Maison Louis Roederer. Este foi um dos exemplares que provamos esta semana, numa degustação realizada no restaurante Mingus, no Recife. O evento foi promovido pela Licínio Dias (LD) Importação, que agora é o importador exclusivo dos produtos Roederer para o Brasil, junto com a Épice – ‘empresa-irmã’ nas regiões Sul e Sudeste.

Antes de comentar sobre os vinhos, contarei um pouco sobre a história e o posicionamento do grupo Roederer, detentor de marcas como Ramos Pinto (Douro-Portugal), Domaines Ott (Provence-França), Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande (Bordeaux-França), Château de Pez (Bordeaux-França), Château Haut-Beauséjour (Bordeaux-França), Deutz (Champagne-França) e Roederer Estate (Califórnia-EUA).

Eduarda Dias, que conduziu a degustação junto com seu pai, Licínio (foto abaixo), contou que se trata do maior grupo de vinhos de luxo do mundo, presente no Brasil já há 40 anos. A produção dos champagnes Louis Roederer é de 3,5 milhões de garrafas por ano.


A história da marca começou em 1776, quando Nicholas-Henri Schreider fundou a Dubois Père & Fils. Porém, a empresa só ganhou o seu nome atual quando Louis Roederer, sobrinho de Nicholas, assumiu o negócio, em 1883 e incrementou as vendas e as exportações da bebida produzida na casa.

Em 1876, o czar da Rússia Alexandre II, um apaixonado pelos Champagnes Roederer, pediu que a casa produzisse para ele um Champagne único e exclusivo. Foi assim que nasceu o Cristal. Engarrafado em cristal Baccarat, era o primeiro Cuvée Prestige da história de Champagne. A partir de 1945, o champanhe Cristal começou a ser comercializado em garrafas de vidro branco, mas o conteúdo continuou fiel às suas origens, seguindo rigorosos padrões de elaboração.

Além da sofisticada Cristal, produzida também na versão Rosé, a Louis Roederer elabora outros excelentes Champanhes, todos com uvas colhidas nos 240 hectares situadas em áreas classificadas como Grands e Premiers Crus. Nos seus vinhedos, realiza um trabalho de viticultura de precisão, respeitando a biodiversidade e dando uma importância cada vez maior aos princípios da agricultura biodinâmica.

É uma das únicas casas a utilizar ainda a maceração pelicular, método delicado que consiste em macerar a uva com a casca por várias horas, obtendo dessa forma um mosto mais concentrado e mais aromático.

Vamos então à minhas impressões sobre os champagnes. No próximo post, conto sobre os surpreendentes vinhos Domaines Ott.

Lois Roederer Brut Premier


Elaborado com Pinot Noir (40%), Chardonnay (40%) e Pinot Meunier (20%) colhidas em mais de 40 parcelas diferentes de terra, consiste num corte de seis safras, sendo parte dos vinhos da coleção reserva de Louis Roederer, que matura em cascos de carvalho por vários anos. Na taça, apresentou cor amarelo palha com reflexos dourado, perlage fino e consistente. O nariz exibe notas de panificação, frutas secas e mel. Paladar seco, de boa cremosidade e sensação intensa de “agulha”. Boa acidez e final persistente. Esse champagne matura três anos nas caves da Maison.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 330

Louis Roederer Rosé 2009


Na composição deste exemplar, foram usadas as uvas Chardonnay (62%) e Pinot Noir (38%). Parte delas (7%) foi vinificada em carvalho. Sua maturação foi de quatro anos em contato com as leveduras. A coloração é salmão, com bolhas finíssimas e persistentes. O nariz exprime muita finesse, com notas de frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa, além de toques de brioche. Na boca oferece excelente cremosidade. Com muito frescor e elegância traz de volta as sensações do nariz.

Classificação: Excelente/Excepcional
Média de preço: R$ 420

Cristal 2004


Este ícone de Champagne traz em seu corte as uvas Pinot Noir (55%) e Chardonnay (45%), colhidas em propriedades Grand Crus de Montagne de Reims, Valée de La Marne e Côte des Blancs. Cerca de 20% dos vinhos maturam em barricas de carvalho. O descanso nas caves é de cinco anos. Na taça, apresenta uma bonita aparência amarelo dourada, com perlage finíssimo, intenso e persistente. O aroma envolve um rico conjunto de sensações onde se destacam notas de frutas secas, fermento, mel e especiarias. Ataque poderoso de boca, com acidez elegante, boa cremosidade, sensação de “agulha” presente e final prolongado. O sabor mostra as características sentidas no olfato, junto com um leve toque tostado.

Classificação: Excepcional
Média de preço: R$ 1.250

No Recife, os champagnes Louis Roederer podem ser encontrados em lojas como Casa dos Frios, Portus, Diplomata Delicatessen e DLP Distribuidora. Em Olinda, na Tia Dulce.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Château Beauchêne Premier Terroir Côtes du Rhône AOC 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Château Beauchêne.
Origem:  Côtes du Rhône, França.
Visual: Cor rubi brilhante e pouco profunda.
Olfato: De boa complexidade, envolve notas de ameixa, couro, cassis, amora, chocolate, pimenta e coco queimado.
Paladar: Corpo de leve a médio, bom equilíbrio entre taninos e acidez, sabor maduro, refletindo as sensações do olfato e ainda toques de café e alcaçuz.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Grenache (70%), Syrah (25%) e Mourvèdre (95%) plantadas em vinhedos com idade entre 30 e 100 anos, localizadas entre a cidade de Orange e a aldeia de Châteauneuf du Pape. Essas vinhas são cultivadas seguindo as práticas da agricultura sustentável. O vinho tem maturação em barris de carvalho de 12 a 18 meses e 13,5% de álcool.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 139 (www.wineinpack.com.br)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

La Rose Pourpre Beaujolais Vieilles Vignes 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignerons des Pierres Dorées.
Origem: Beaujolais, França.
Visual: Cor rubi de média profundidade com reflexos violeta.
Olfato: Muito aromático, envolve notas de amoras, mirtilo, groselha, canela e leve banana.
Paladar: Seco, de corpo leve, com taninos macios e boa acidez. Seu sabor traz de voltas as frutas negras e um discreto toque floral. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Gamay colhidas em vinhas com mais de 40 anos, seu processo de elaboração segue o método tradicional daquela região: a maceração carbônica. Nela, os cachos das uvas são colocados inteiros nos tanques fechados e depois se adiciona gás carbônico. Isso faz com que as cascas se rompam e a fermentação alcóolica inicie, dando origem a vinhos normalmente bastante frescos e frutados. Esse tem 12% de álcool. Seu nome, “La Rose Pourpre” (A Rosa Púrpura) é uma referência às rosas que enfeitam as vinhas da propriedade onde o vinho é feito.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 83 (www.wineinpack.com.br)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Champagne Perrier-Jouët: sinônimo de exclusividade e inovação

Estive ontem numa apresentação da maison de champagnes Perrier-Jouët, realizada na Casa dos Frios, no Recife. A explanação, conduzida pela sommelière Fabyola Soares, envolveu assuntos como a história da marca, detalhes do processo de produção, curiosidades sobre a bebida e finalizou com a degustação de dois rótulos.


A Perrier Jouët nasceu em 1811, com o casamento entre o fabricante de rolhas Pierre-Nicolas Perrier e Adéle Jouët, nascida numa família com tradição no cultivo de vinhedos. Foi uma das primeiras casas a exportar champagne para a Inglaterra e responsável por incentivar uma pequena revolução na produção da bebida. Segundo a sommelière, os champagnes antigamente possuíam 200 gramas de açúcar residual por litro. Em 1846, a Perrier-Jouët decidiu fazer um champagne mais seco e decidiu reduzir o açúcar para 30 gramas por litro, tendo este método posteriormente sido adotado pelos outros produtores da região.

Além disso, a casa ainda foi uma das primeiras a produzir champagnes em safras especiais. Pertencente nos dias atuais ao grupo Pernod Ricard, apenas sete enólogos passaram pela maison desde a sua fundação. A colheita é 100% manual e nenhum vinho estagia em madeira. A maior parte dos seus vinhedos são de classificação grand cru.

A principal estrela da casa é o champagne Belle Epoque, lançado em 1969 e produzido apenas em safras excepcionais. A garrafa é uma verdadeira obra de arte, que reproduz uma pintura feita à mão em 1902 pelo mestre vidraceiro Emile Gallé, figura de destaque do movimento art nouveau.

Os principais mercados dos produtos da marca são, por ordem, Estados Unidos, Japão e França. Para o Japão, inclusive, a casa desenvolveu uma edição especial da bebida, muito apreciada naquele país.

Durante a apresentação, provamos os dois rótulos de entrada da Perrier-Jouët. Confira as minhas impressões:

Perrier-Jouët Grand Brut



Elaborada com as variedades Chardonnay (20%), Pinot Noir (40%) e Pinot Meunier (40%), amadureceu nas caves da maison durante pelo menos três anos. Sua coloração é amarelo palha com borbulhas finas e constantes. O aroma envolve notas minerais, de frutas brancas, leve floral e um discreto toque cítrico. O paladar é mais vibrante, trazendo além das sensações do nariz, um toque de mel. Sabor cremoso e prolongado. Tem 12% de álcool e de 8 a 11 gramas por litro de açúcar residual.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 240

Perrier-Jouët Blason Rosé



Este tem em sua composição 25% de Chardonnay, 50% de Pinot Noir e 25% de Pinot Meunier, também com amadurecimento mínimo de três anos em cave. Sua aparência exibe uma cor rosado salmão, com borbulhas finas, abundantes e persistentes. Nariz muito elegante e discreto, onde identificamos frutas vermelhas silvestres e notas de panificação. Paladar seco, prolongado, com um marcante toque mineral no final de boca.  Tem 12% de álcool e de 8 a 11 gramas por litro de açúcar residual.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 265

CASA DOS FRIOS:
Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife. Fone: (81) 2125-0000
Av. Domingos Ferreira, 1920, Boa Viagem, Recife. Fone: (81) 2125-0231.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Champagne Lanson Black Label Brut


Tipo: Espumante.
Produtor: Lanson.
Origem: Reims, Champagne, França.
Visual: Coloração amarelo palha e perlage abundante, com bolhas de tamanho médio.
Olfato: Notas tostadas, de brioche, abacaxi e frutas secas.
Paladar: Excelente acidez, boa cremosidade e final prolongado. Seu sabor reproduz as características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Chardonnay (35%), Pinot Noir (50%) e Pinot Meunier (15%), este champagne fica em contato por três anos com suas leveduras. Tem 11,5% de álcool. A Lanson é uma das poucas maison de Champagne que não fazem fermentação malolática* nos seus vinhos-base**.

*Transformação do ácido málico em ácido lático e consequente redução da acidez total da bebida.

**Vinho já pronto, que passou por fermentação. Para se transformar em espumante, ele vai passar por uma segunda fermentação.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 260 (Cantu Importadora)

terça-feira, 28 de julho de 2015

Mommessin Beaujolais-Villages Réserve 2013


Achei curiosa a avaliação dos clientes que receberam este vinho em uma das seleções de assinantes do site wine.com.br. Acredito que a maioria nunca tenha provado um tinto da região francesa de Beaujolais, pois muitos reclamaram que o vinho era “sem corpo” e com muita acidez.

Localizada ao Norte de Lyon, Beaujolais produz brancos feitos com a uva Chardonnay e tintos elaborados com a uva Gamay. Estes últimos têm como características a leveza, presença de acidez mais elevada e o caráter frutado. Podem ser classificados como: Beaujolais Nouveau (um vinho levíssimo, para ser bebido muito jovem), Beaujolais (leve, frutado e fácil de beber), Beaujolais Villages (um pouco mais estruturado que o Beaujolais, podendo passar por barris de carvalho) e os Crus (vinhos mais concentrados e estruturados, produzidos nos terroirs de Chiroubles, Fleurie, Saint-Amour, Brouilly, Côte de Brouilly, Juliénas, Régnié, Chénas, Morgon e Moulin-à-Vent).

O Beaujolais-Villages em questão é um vinho que pode ser servido um pouco mais resfriado que a maioria dos tintos e combina muito bem com gastronomia, principalmente com pratos leves, incluindo pescados. Portanto, para quem curte apenas vinhos potentes e encorpados, este não é definitivamente o estilo.

Confira a avaliação:

Tipo: Tinto.
Produtor: Mommessin.
Origem: Beaujolais, França.
Visual: Rubi claro e brilhante, pouco profundo.
Olfato: Notas típicas de banana e cereja, além de goiaba, morango e especiarias.
Paladar: Leve, com taninos presentes e em equilíbrio com a boa acidez. As frutas aparecem de forma discreta, acompanhadas de um marcante caráter especiado. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Gamay, o vinho não teve passagem por madeira. Sua graduação alcoólica é de 12%. Um bom exemplar de Beaujolais-Villages.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 59.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Domaine Chante Alouette Cormeil Saint Emilion Grand Cru 2001


Tipo: Tinto.
Produtor: Château Gueyrosse.
Origem: Bordeaux, França.
Visual: Cor rubi com traços granada, de média intensidade. Presença de depósitos provenientes da não filtração do vinho.
Olfato: Boa gama de aromas que vai apurando a partir da aeração. Pude identificar notas de morango, especiarias, chocolate, alcaçuz, fumo e notas balsâmicas.
Paladar: Médio corpo, macio, equilibrado, com taninos vivos, indicando ainda potencial de guarda. Além das sensações sentidas no olfato, aparecem no sabor notas terrosas, de café e cogumelos.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Merlot (65%), Cabernet Franc (20%) e Cabernet Sauvignon 15%, o vinho possui 13% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: Comprado na França (Maison du Vin de Saint-Emilion), por 13.85 €.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Longue-Dog: um divertido vinho do Languedoc (#CBE)

Este mês, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi proposto pelo confrade Cristiano Orlandi (blog Vivendo Vinhos). Ele sugeriu um vinho francês que não fosse nem Bordeaux e nem Borgonha. Uma ótima pedida para explorar diferentes terroirs da França!


A minha escolha foi de um vinho simples e com um rótulo muito divertido, elaborado no Languedoc, sul da França. Detalhe para o trocadilho com o Longue-Dog, um cachorrinho bem simpático estampado na parte frontal e no contra-rótulo da garrafa.


Esta região de clima mediterrâneo é ensolarada o ano quase inteiro, por isso as uvas sofrem rápida maturação. Entre as variedades tintas mais cultivadas estão Carignan, Cinsaut, Grenache, Mourvèdre e Syrah. Também são produzidos espumantes, vinhos brancos e rosés, porém em menor quantidade.

Confira as características do vinho provado:

Longue-Dog 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: Boutinot.
Origem: Languedoc, França.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Frutas vermelhas silvestres em compota, como morangos, alcaçuz, melaço e especiarias.
Paladar: Corpo leve, equilibrado e com final de intensidade média. Seu sabor repete as características do nariz e ainda traz um toque de chocolate.
Outras considerações: Elaborado com 55% de Grenache Noir, 40% de Syrah e 5% de Mourvèdre, tem 13,5% de graduação alcoólica e não estagiou em carvalho. É um bom vinho para acompanhar pratos com molho de tomate. Harmonizei com fondue de queijo e ficou muito bom.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 45 a R$ 55 (Importadora La Pastina. À venda na rede Carrefour, onde comprei na promoção por R$ 31,50. Neste preço, considero uma boa compra)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Brasileiro recebe título de "Comendador de Vinhos de Bordeaux"


O sommelier Vicente Jorge, Winehunter da Wine.com.br, é um profissional com mais de 20 anos de experiência e que passa pelo menos oito meses do ano em busca de rótulos para introduzir no nosso mercado. Por toda a sua história no mundo do vinho, ele acaba de ser condecorado “Comendador de Vinhos de Bordeaux”, título máximo da prestigiada região francesa.

Com o reconhecimento oficial da La Commanderie Du Bontemps, ele poderá participar e organizar eventos oficiais dos vinhos de Bordeaux.

Para obter a honraria, Vicente passou por uma exigente seleção, na qual foram avaliados seus conhecimentos e suas competências sobre os vinhos da região. Além do conhecimento, o posto de Comendador exige que o candidato seja indicado por dois comendadores titulares e mais um padrinho. No caso de Vicente, o padrinho é Jean Charles Cazes dono do Chateau Lynch Bages, uma das pessoas mais influente do Médoc.

“Ser nomeado Comendador de Bordeaux é uma honra e uma alegria, trabalho há muito tempo em prol da disseminação da cultura do vinho no Brasil, e poder representar essa, que é uma das mais importantes regiões vitivinícolas do mundo, é uma prazerosa conquista e reconhecimento desses anos de trabalho”, afirmou Vicente Jorge.

Em julho de 2014, o francês Manu Brandão, também Winehunter da Wine.com.br, conquistou o título de Comendador de Vinhos de Bordeaux, e foi o primeiro representante de uma empresa brasileira com a honraria.

Quer saber mais sobre o dia a dia de Vicente Jorge? Consulte o Diário do Winehunter.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Champagne Taittinger Brut Réserve


Tipo: Espumante.
Produtor: Taittinger.
Origem: Reims, Champagne, França.
Visual: De cor  amarelo palha, exibe impressionante perlage - uma verdadeira "explosão" de finas e numerosas borbulhas, com excelente durabilidade.
Olfato: Delicado, com notas de amêndoas, frutas brancas, damasco e pão.
Paladar: Elegante, cremoso e de ótima acidez. O sabor repete as sensações do nariz e traz ainda leves toques cítricos. Final persistente.
Outras considerações: Elaborado com uvas Chardonnay (37%), Pinot Noir (48%) e Pinot Meunier (15%), a bebida ficou sobre suas borras (sur lie) por um período de no mínimo 36 meses. A graduação alcoólica é de 12%.

Classificação: Excelente.
Preço: R$ 205 (no Recife, no Empório 4 Elementos).

sábado, 18 de abril de 2015

Três Malbecs de países diferentes: confira o resultado

No Dia Mundial do Malbec (17/04), a título de comparação, resolvi fazer uma prova de três vinhos produzidos com esta uva, porém elaborados em países distintos: França (o berço da variedade), Argentina (o país onde ela virou símbolo) e Chile (que vem se arriscando a fazer vinhos com a cepa). Selecionei rótulos entre R$ 40 e R$ 65, esperando das amostras um bom padrão de competitividade. E não deu outra.


A proposta do vinho argentino era de inovação, por ser produzido por um dos novos expoentes da enologia daquele país: Matias Riccitelli. Já do francês, se esperava um Malbec mais austero, sem tanta fruta nem potência. E o do Chile para mim seria a grande incógnita. O vinho escolhido foi de uma vinícola boutique, integrante do Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI).

Vamos às análises:

Hey Malbec! 


Tipo: Tinto.
Produtor: Matias Riccitelli.
Origem: Vistalba, Argentina.
Visual: Cor violácea brilhante, de média profundidade, com lágrimas abundantes.
Olfato: Aconselha-se deixar a bebida respirar para amenizar a impressão inicial do álcool. Aparecem notas de goiaba, flores secas, ameixa, pimenta do reino e baunilha.
Paladar: Mais discreto que no nariz, tem médio corpo, notas apimentadas e de canela, além das flores secas e frutas sentidas no aroma. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec de caráter moderno, a começar pela ilustração do rótulo, inspirada nos quadrinhos. Parte do vinho do vinho (70%) é envelhecida em tanques de concreto e 30% em barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool. Um Malbec ainda jovem com bom potencial de evolução.

Classificação: Bom (melhora com a guarda)
Média de preço: R$ 65 (www.wineinpack.com)


Grand Theatre Malbec 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Univitis.
Origem: Comté Tolosan IGP, França.
Visual: Cor rubi de média intensidade.
Olfato: Casca de laranja, especiarias, noz moscada, alcaçuz e cereja.
Paladar: Médio corpo, fruta discreta e leve especiado. Final médio.
Outras considerações: Um vinho fácil de beber. Leve, com seus 12,5% de álcool, em quase nada lembra as amostras da Argentina e da França. Não vai evoluir com a guarda. Beber agora.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 50 (Carrefour)


Tremonte Reserva Malbec 2011 (Chile)


Tipo: Tinto.
Produtor: Tremonte Boutique Vineyard.
Origem: Vale de Cachapoal, Chile.
Visual: Cor violeta profundo
Olfato: Eucalipto, alcaçuz, chocolate, ameixa e leve baunilha. Lembra um vinho feito com a uva Syrah.
Paladar: Macio, de taninos envolventes, tem corpo médio e sabor com notas de frutas maduras, café, especiarias e um toque tostado. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Malbec cultivada no Monte Requegua, extremo sul do Vale de Cachapoal. A bebida maturou em barricas francesas e tem 14,5% de álcool. É um estilo diferente de Malbec, com um pouco menos corpo e paladar macio. Esta vinícola é a mesma que produz o vinho Meteorito, no deserto do Atacama.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 40 (No Recife, na Casa dos Frios)

CONCLUSÃO:
Três bons vinhos, porém todos com características bem distintas. O argentino e o chileno com um pouco mais de vantagem por terem potencial de evolução. O argentino é indicado para quem gosta de vinhos mais jovens, modernos e potentes. O francês funciona bem para quem quer vinhos mais leves e fáceis de beber. Já o chileno é uma opção interessante para os que gostam de provar vinhos diferentes. Escolha o seu estilo e tim-tim!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vinho de Brad Pitt e Angelina Jolie está à venda por 25 euros


Depois de lançarem em 2012 o vinho rosé Château Miraval, produzido no sul da França, o casal de atores Brad Pitt e Angelina Jolie agora vão apresentar o seu produto ao grande público.

A safra 2014 do vinho está sendo vendida na Inglaterra, nas lojas Marks and Spencer, onde a garrafa custa por volta de 18 libras, o equivalente a aproximadamente 25 euros.

A bebida é produzida na propriedade do casal, que fica na região da Provence, e tem a assinatura do enólogo Nicolas Perrin.

De acordo com o catálogo da Marks and Spencer, o vinho tem "um intrigante tom rosa pálido, com aromas de morango, ervas do campo e tangerina, equilibrados por uma acidez refrescante".

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ropiteau Frères Coteaux Bourguignons Chardonnay 2012 (#CBE)

Abril chegou e com ele mais um vinho comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Este mês, o tema foi sugerido pelo confrade Silvestre Tavares (Blog Vivendo a Vida), que fez a excelente pedida: “um branco da Borgonha de até R$ 150”. O meu escolhido foi o seguinte:


Tipo: Branco.
Produtor: Ropiteau Frères.
Origem: Borgonha, França.
Visual: Coloração amarelo dourado.
Olfato: Frutas brancas, como melão e pera, além de leves notas cítricas e de mel.
Paladar: Fresco e elegante, com boa acidez e um toque mineral. O sabor repete as sensações do nariz aparecendo também notas de baunilha.
Outras considerações: Elaborado com uvas Chardonnay, o vinho maturou por um breve período em barricas de carvalho. Tem 12,5% de álcool. Para quem quer iniciar no mundo dos vinhos da Borgonha, este é um rótulo com um preço mais acessível, porém de boa qualidade.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 66 (www.wine.com.br)

sexta-feira, 20 de março de 2015

B&G Les Charmes de Magnol 2009


Tipo: Tinto.
Produtor: Barton & Guestier.
Origem: Haut Médoc, Bordeaux, França.
Visual: Cor rubi profundo e brilhante.
Olfato: Pronunciado, com notas de ameixa, cassis, baunilha, especiarias e café.
Paladar: Um tinto com boa acidez e taninos presentes. De médio a encorpado. Seu sabor revela frutas maduras, café e um leve tostado. Final de média intensidade, com toques de especiarias.
Outras considerações: Elaborado com 60% de Cabernet Sauvignon e 40% de Merlot, este vinho maturou seis meses em carvalho francês e tem 12,5% de álcool. Equilibrado e agradável, bom para acompanhar carnes de caça e queijos curados.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 98,90 [No Recife, nas lojas RM Express. A distribuição para Pernambuco é exclusiva do Grupo RM]