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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salentein Portillo Pinot Noir 2015

A sugestão do tema de setembro da Confraria Brasileira de Enoblogs foi de uma boa opção de vinhos para se tomar na época de primavera. Escolhi um Pinot Noir do Novo Mundo, que normalmente são frutas, leves e fáceis de tomar, tal qual esse aí:


Origem: Vale do Uco (Mendoza, Argentina).
Produtor: Salentein.
Cor: Coloração clara, de cor rubi com tons violeta.
Olfato: Aromático, com notas de cereja, morango e canela.
Paladar: Leve, equilibrado e agradável, lembrando também frutas vermelhas. Final saboroso.
Outras considerações: Feito 100% com uvas Pinot Noir, sem maturação em madeira. A graduação alcoólica de 14% reflete o clima do local. Mas mesmo assim consegue manter leveza e ser um bom vinho para ser apreciado um pouco mais resfriado.

Média de preço: $$$ (R$ 60 a 100) – No Empório Tia Dulce
Classificação: ★★★☆ (Bom/Muito Bom)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Perdriel Vinos de Terroir Series Malbec 2104


Origem: Mendoza, Argentina.
Cor: Violeta intenso de média profundidade.
Olfato: Ameixa, amora, especiarias, leve baunilha e fumo.
Paladar: Médio corpo, equilibrado e harmonioso, com final de média a longa persistência. O sabor repete as características do nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec provenientes de vinhas com 50 a 80 anos, o vinho teve maturação de um ano em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso, mais dez meses de envelhecimento em garrafa. Tem 14,3% de álcool.

Faixa de preço: R$ 105, na importadora Winebrands (www.winebrands.com.br)
Classificação: Muito Bom.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Altos las Hormigas: vinhos argentinos de terroir com herança italiana

Estive esta semana com o fundador e vice-presidente da vinícola argentina Altos las Hormigas, Antonio Morescalchi, num encontro promovido no Recife pela distribuidora Lacomex, em parceria com a importadora World Wine. Na ocasião, Antonio contou sobre a filosofia da vinícola, que trabalha com o conceito de vinhos de terroir, utilizando apenas uvas Malbec e Bonarda. Também pudemos provar alguns rótulos durante degustação.


A história da Altos las Hormigas começa quando Morescalchi, que já produzia vinhos com seu pai na Toscana, abraçou a ideia do enólogo Alberto Antonini, ex-diretor da Antinori. Ele achava que a variedade Malbec tinha grande potencial e precisava explorá-la melhor. Foi então que em 1995, eles se juntaram para dar início ao projeto. Logo depois, mais dois velhos amigos e sócios também passaram a integrar a equipe: Attilio Pagli, reconhecido enólogo toscano, e Carlos Vazquez, que esteve desde o começo do projeto empregando sua experiência no manejo de vinhedos em Mendoza.

Foram comprados 216 hectares de terra no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo, que fica a 800 metros de altura em relação ao nível do mar. Construíram uma bodega de 2.500 metros quadrados e, em 2011, com ajuda do especialista Pedro Parra, adquiriram 55 hectares de terras na região de Altamira, no Vale de Uco.

O conceito de Altos las Hormigas tem como um dos grandes focos o vinhedo. Para isso, investem no estudo e mapeamento de solo. “O desafio é mostrar ao mundo que temos terroir”, explica Antonio. Ele também é adepto do pouco ou nenhum uso de carvalho na elaboração dos vinhos e defende a produção em baixa escala.



Além da uva Malbec, que para a equipe Altos las Hormigas, é o grande potencial de Mendoza, a vinícola também produz vinhos com a variedade Bonarda (segunda casta tinta mais plantada naquele país), dentro do projeto paralelo Colonia las Liebres.

A propósito, o nome Altos las Hormigas faz referência aos formigueiros existentes na região da vinícola. Em 1996, quando os trabalhadores começaram a plantar os vinhedos, as formigas passaram a se alimentar dos brotos das vinhas. Convencidos de que elas eram as verdadeiras “donas” do local, a equipe decidiu encontrar maneiras naturais de desviar sua atenção para outros tipos de comida.

Além disso, para os argentinos, "trabalho de formiga" é um trabalho humilde, paciente e prolongado, provérbio que vem sendo usado até os dias de hoje.

Vamos então, às impressões sobre os vinhos provados:

Colonia las Liebres Clásico Bonarda 2013


Elaborado com uvas Bonarda provenientes de vinhedos localizados na zona de Medrano y Carrizal de Abajo, em Mendoza, é vinificado com leveduras nativas em tanques de aço inox. Apresentou coloração rubi profunda e aromas de flores secas, frutas vermelhas maduras e alcaçuz. Na boca, mostrou-se de médio a encorpado, com taninos de qualidade e sabor semelhante às sensações do nariz. Também exibiu um certo tostado, proveniente da uva Bonarda. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom
Média de preço: R$ 57

Altos las Hormigas Clásico Malbec 2014


Blend de uvas 100% Malbec colhidas a mão nos vinhedos de Medrano, Barrancas e Lunlunta, em Mendoza. Elas são vinificadas separadamente e fermentam com o auxílio de leveduras indígenas (nativas), em tanques de inox. O resultado é um vinho de cor rubi de média profundidade, com aromas de especiarias, ameixas, alcaçuz e flores secas. Paladar encorpado, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor traz de volta as características aromáticas. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito Bom
Média de preço: R$ 88

Altos las Hormigas Terroir Malbec 2013

 

Uvas Malbec de diferentes vinhedos de Vista Flores e Tupungato foram vinificadas separadamente para a elaboração deste vinho, que maturou parcialmente (50%) em barricas de carvalho, (25%) em tanques de cimento e (25%) em inox. Sua cor mostrou-se rubi de média profundidade. Já no nariz, revelou frutas vermelhas maduras, mentol, toques florais e de pimenta do reino. Elegante no paladar, com médio corpo e ótimo equilíbrio. Persistência de média a prolongada. Apresenta 14,7% de álcool, percentual que não interfere na qualidade do vinho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 90

Altos las Hormigas Reserve Malbec 2012



Feito exclusivamente com uvas Malbec colhidas a mão nas regiões de Altamira, Vista Flores e Gualtallary. A fermentação ocorreu na presença de leveduras nativas, com maturação de 18 meses em tonéis de carvalho francês não tostado com 3.500 litros de capacidade. Mostra-se ainda jovem, com sua cor violeta profunda. O aroma envolve notas de frutas negras, caramelo, mentol, especiarias e flores secas, junto com um discreto defumado. Exibe corpo e potência, porém com taninos finos e boa estrutura. Daqueles vinhos que “enchem” a boca e deixam seu sabor por bastante tempo no paladar. Já pode ser bebido agora, mas promete melhorar com o tempo). Tem 15% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 140

Onde encontrar:
No Recife, na Lacomex:
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira. Recife. (81) 3081-2131
:: Av Rui Barbosa, 1105 (Toyolex),Graças, Recife. Fone: (81) 3038.4682
Importadora: World Wine

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Alta Vista implanta tanques de fermentação inspirados nas teorias de Galileu Galilei


Se você visitou recentemente vinícolas argentinas deve ter percebido a presença, em muitas delas, de tanques de concreto para fermentação de vinhos. Hoje em dia, muitos enólogos estão certos que esse material é ideal para manter intactas no vinho as características do terroir. A Bodega Alta Vista, localizada em Mendoza, resolveu ir mais além e implantou uma nova versão desses recipientes, baseada em antigas teorias: o tanque Galileo, de forma esférica e feito em concreto.

Você deve então estar se perguntando o que raios são esses tanques. Quem explica é Matthieu Grassin, diretor de vinificação Bodega Alta Vista: “Cada tanque tem capacidade para 2.300 litros. Sua forma permite uma temperatura homogênea dentro do toda a superfície, facilitando o controle eficiente da fermentação", diz ele. Além disso, os tanques Galileo oferecem uma melhor relação de superfície de contato entre sólido e líquido. “Quando os sólidos sobem, voltam a afundar graças ao formato da pileta (tanque)”.

O principal benefício que a técnica traz ao produto final é a obtenção de vinhos mais equilibrados e macios. “Na maceração pós-fermentativa, podemos conseguir uma extração de taninos mais constante e igualitária, graças à possibilidade de controlar mais a temperatura e obter vinhos mais redondos”, explica Grassin. Este método será utilizado na vinificação do Alta Vista Single Vineyard, na colheita 2016.

O nome das cubas presta homenagem a Galileu Galilei, um dos primeiros estudiosos a teorizar sobre o heliocentrismo (movimento da Terra em torno do Sol) e sobre o formato esférico da Terra

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dadá Art Wine 1 - 2014





Tipo: Tinto
Produtor: Finca Las Moras.
Origem: San Juan, Argentina.
Características: Este vinho faz parte de uma linha inspirada no Dadaísmo, movimento artístico que quis fugir dos padrões e questionar os dogmas do mundo da arte. A proposta da vinícola foi elaborar vinhos com aromas e sabores claros e determinados. Ou seja, cada rótulo possui um número que indica o estilo do vinho. O número 1, por exemplo, é marcado pela baunilha. No número 2 predominam as notas tostadas e o número 3 exprime frutas em compota e especiarias.

A bebida em questão apresentou na taça uma coloração rubi de média profundidade. O aroma realmente é marcado pela baunilha, mas também traz notas de alcaçuz, frutas vermelhas maduras canela e pimenta do reino. Na boca exibe médio corpo e bom equilíbrio entre taninos e acidez. O sabor repete as sensações do nariz. Elaborado com as variedades Malbec e Bonarda, o vinho estagiou em barricas de carvalho americano de média tosta e tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 60 (comprado na Evino)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Papa Francisco utilizará vinho argentino em suas celebrações


O Arcebispo de Buenos Aires e cardeal primaz da Argentina, Dom Mario Aurelio Poli, apresentou no último domingo (07), durante a celebração da missa de São Caetano, realizada na Catedral Metropolitana, um vinho especialmente elaborado para o Papa Francisco. 

Batizado de “Todos”, o vinho é e certificado pelo Arcebispado de Mendoza como apto para a celebração de missas. Foram produzidos 450 litros do produto, elaborado com a variedade branca Torrontés Riojano proveniente de plantações de pequenos produtores das regiões de Salta, Catamarca, La Rioja, San Juan, Mendoza e Río Negro.



“Estes viticultores participam dos Centros de Desenvolvimento Vitícola, um programa de integração e transferência tecnológica no âmbito do Plano Estratégico do setor, coordenado pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária e da Corporação Vitivinícola (INTA)", explica o diretor do Centro Regional Mendoza-San Juan INTA, José Gudiño.

As uvas foram vinificadas na planta piloto da Estação Experimental Agropecuária de Mendoza, no Departamento Luján de Cuyo e será enviado ao Vaticano. Está previsto que o Papa Francisco celebre com o vinho “Todos” a missa de santificação do beato argentino José Gabriel Brochero, no próximo mês de outubro.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Salton lança excelentes novidades

Participei ontem (18) à noite de mais uma edição do Winebar ao Vivo, iniciativa dos colegas Daniel Perches e Alexandre Frias, na qual um grupo de blogueiros de vinhos se reúne para degustar e comentar os mesmos rótulos, através de uma transmissão ao vivo, via Youtube. A ação de ontem foi com os novos vinhos da vinícola brasileira Salton. A transmissão aconteceu direto da Serra Gaúcha, onde o enólogo Gregório Bircke Salton mostrou boas novidades do portfólio da empresa.


Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Salton Classic Malbec 2015



A primeira novidade vem da Argentina. Isso mesmo, Argentina! Trata-se de uma colaboração entre enólogos brasileiros e argentinos do grupo Peñaflor, da qual faz parte a vinícola Trapiche. A produção do vinho é toda feita em Mendoza, onde ocorre, inclusive, o engarrafamento.

Na taça, o vinho mostrou cor violeta de média profundidade. O aroma traz notas de cereja, framboesa, flores secas e especiarias doces, como canela. Paladar de médio corpo, com bom equilíbrio entre taninos e acidez. Seus taninos são macios e o final é frutado, de boa persistência.

Trata-se de um vinho jovem, leve, bem feito e agradável, mais delicado do que normalmente são os Mabec argentinos. Elaborado exclusivamente com uvas Malbec da sub-região de Maipu, o vinho não estagiou em madeira. Tem 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom (Bom Compra).
Média de preço: R$ 20 (Loja Virtual da Salton)


Salton Paradoxo Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012



Este 100% Cabernet Sauvignon faz parte da linha Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes. Porém, os vinhos também podem ser adquiridos no site da vinícola.

É elaborado no privilegiado terroir da Campanha Gaúcha e maturou durante seis meses em carvalho norte-americano. É um vinho de coloração rubi brilhante e pouco profundo, com aromas que trazem uma “pegada” da região onde nasceu. Exibe aromas de jambo maduro, ameixa, canela, café e um leve toque animal, expressado pelo cheiro de couro. Na boca exibe taninos doces e sedosos e um final prolongado. De médio a encorpado, o sabor confirma as impressões do nariz. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente (Boa Compra)
Média de preço: R$ 30 (Loja Virtual da Salton)

Salton Intenso Licoroso Chardonnay


Vinho de sobremesa que segue o mesmo método de amadurecimento utilizado para a elaboração do Jerez, na Espanha, chamado de soleira. Após estagiar um ano em barris de carvalho, metade do volume é retirado das barricas e elas são completadas com o mosto do vinho mais novo. No caso do Intenso, cerca de sete a oito safras estão presentes na soleira.

Elaborado com uvas Chardonnay, tem uma bela coloração amarelo dourado. O aroma é marcado por deliciosas notas de amêndoas, avelãs, nozes e mel. Paladar untuoso, com acidez presente e boa doçura. Longa persistência.  O sabor traz de volta as características do olfato. Tem 15,% de álcool. Vai bem tanto acompanhando queijos azuis, como gorgonzola e roquefort, além de sobremesas não muito doces, de preferência que levem frutas secas. Também é um ótimo aperitivo.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 65 (Loja Virtual da Salton)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Doña Paula Estate Riesling 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Doña Paula.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Elegantes notas de flores, carambola, frutas cítricas e leve mineral.
Paladar: Delicado e fresco, de sabor compatível com as sensações do nariz. Acidez de média a elevada.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Riesling cultivadas no Vale do Uco, a 1.350 metros acima do nível do mar. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 65 a 75 (www.wine.com.br)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cinco Tierras Sorbus Malbec 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Cinco Tierras.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Frutas maduras, flores secas e café.
Paladar: Corpo médio. O sabor reflete as sensações do olfato e traz ainda um toque defumado. Final de média persistência. Simples, porém com bom equilíbrio entre taninos e acidez.
Outras considerações: Elaborado com uvas Malbec colhidas nas sub-regiões de Maipú e Agrelo, o vinho estagiou seis meses em madeira. Não foi filtrado. Tem 13,9% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 39 [Wine in Pack]

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Goulart M The Marshall Ice Storm 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodega Goulart.
Origem: Mendoza, Argentina
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Intenso e agradável, com notas de alcaçuz, frutas maduras, floral, ervas secas e café.
Paladar: Médio corpo, equilibrado, com final longo e com sabor tostado. As sensações do nariz aparecem novamente, junto com um toque de baunilha.
Outras considerações: Elaborado 100% com uvas Malbec, o vinho maturou 12 meses em barricas de carvalho francês. Mostrou-se elegante e saboroso. Tem 13,5% de álcool. 

Classificação: Excelente. 
Média de preço: R$ 70 (www.wine.com.br)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ranking dos melhores Malbecs do último ano | #malbecworldday

No calendário do vinho, 17 de abril é sinônimo de Malbec. Nesta data, é comemorado o Malbec World Day. Já expliquei aqui no blog (relembre) o motivo da homenagem a essa uva francesa que hoje é símbolo dos vinhos argentinos.

Para celebrar a data, mais uma vez resolvi fazer uma pesquisa dos melhores Malbecs que provei desde o último Malbec World Day e disponibilizar aqui para vocês. Os vinhos da relação têm pelo menos 80% da variedade Malbec em sua composição.

Lembrando que os vinhos feitos com a uva Malbec normalmente são potentes e combinam bem com carnes vermelhas.

Confira o ranking:

EXCELENTE | EXCEPCIONAL



Domínio del Plata Nosotros Malbec 2009 (Argentina)
Kaiken Ultra Malbec 2012 (Argentina)


EXCELENTE



Terrazas de los Andes Single Vineyard Las Compuertas Malbec 2010 (Argentina)
Montes Alpha Malbec 2011 (Chile)

MUITO BOM | EXCELENTE



Baptême Malbec 2010 (Argentina)
Salentein Reserve Malbec 2013 (Argentina)
Terrazas de los Andes Reserva Malbec 2012 (Argentina)


MUITO BOM 

Alta Vista Premium Malbec 2013 (Argentina)
Goulart W Malbec DOC 2013 (Argentina)
Crios Rosé Malbec 2013 (Argentina)
Nieto Senetiner Malbec DOC 2012 (Argentina)


BOM | MUITO BOM

Jerarquia Reserva Malbec 2011 (Argentina)
Alta Vista Rosé Malbec 2014 (Argentina)


BOA COMPRA



Latitud 33 Malbec 2014 (Argentina)
Sinais Malbec Rosé 2014 (Brasil)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Latitud 33 Malbec 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Bodegas Chandon.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violáceos.
Olfato: Aromático e agradável, revela notas de ameixa, cereja, baunilha e especiarias.
Paladar: De médio a encorpado, com taninos macios e boa acidez. Além de frutas maduras, o sabor traz ainda toques tostados e de chocolate.
Outras considerações: Um vinho simples, porém bem feito, elaborado pela Bodega Chandon, que é mais conhecida pela produção de espumantes. Feito 100% com uvas Malbec, maturou parcialmente (50%) em carvalho francês e americano de três a quatro meses. Tem 14,5% de álcool, porém essa alta graduação não prejudica a degustação. Me surpreendeu positivamente pelo fato de que há alguns anos havia provado o mesmo vinho (porém de safra correspondente à época) e tinha achado muito pesado e rústico.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 37 (À venda na Wine in Pack)

terça-feira, 15 de março de 2016

Boa compra: Benjamin Nieto Senetiner Chardonnay 2015

Há uns sete anos, experimentei pela primeira vez este vinho. Era a safra 2007. Confesso que achei apenas regular, e nunca mais me interessei em tomá-lo novamente. Porém, topei dia desses com uma carta de vinhos muito cara em um restaurante e o rótulo me pareceu uma das opções mais sensatas a escolher. Pois bem, voltei a prová-lo e desta vez tive uma grata surpresa. Confira a avaliação:


Tipo: Branco.
Produtor: Nieto Senetiner.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Agradável e expressivo, evolve notas de maçã verde, melão e um leve toque amendoado.
Paladar: Médio corpo, boa acidez e final marcante. O sabor traz de volta as sensações do aroma e ainda mostra notas de abacaxi.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Chardonnay, é um vinho simples mas muito bem elaborado. Tem 14% de álcool e foi muito bem com comida japonesa.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 30 a 35 nas lojas de vinhos (Importado pela Porto a Porto)

terça-feira, 1 de março de 2016

Altas Cumbres Viognier 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Lagarde.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor amarelo dourado brilhante.
Olfato: Aromático, revela notas de carambola, lichia, maçã verde e um leve toque cítrico.
Paladar: Combina elegantemente untuosidade e frescor. O sabor é marcado pelas notas cítricas.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Viognier, este vinho é um dos rótulos com o qual normalmente costumo acompanhar comida japonesa. Tem 14% de álcool. Uma boa pedida entre os vinhos de uma das mais tradicionais bodegas argentinas: a Lagarde, fundada em 1897.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Média de preço: R$ 41 [Wine in Pack]

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Vistalba Corte B 2011


Tipo:
Tinto.
Produtor: Bodega Vistalba.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi violácea profunda.
Olfato: Ameixa, chocolate, especiarias, melaço, baunilha, cravo e erva doce.
Paladar: Encorpado, porém de taninos macios. Seu sabor repete as impressões do nariz e traz ainda notas de café e leve mentolado. Final de boca persistente.
Outras considerações: Este é um dos três cortes da Bodega Vistalba, batizados de Corte A, Corte B e Corte C. Todos são elaborados com as mesmas variedades, porém com características diferentes. O Corte B é o vinho intermediário da linha, que tem como marca principal a boa qualidade em todos os rótulos. Produzido com as variedades Malbec (51%), Cabernet Sauvignon (37%) e Bonarda (12%), este exemplar maturou um ano em barricas francesas e envelheceu mais dez meses nas caves da vinícola. Foi um belo presente dos amigos Érika e Gil Mesquita.

Classificação: Muito Bom/Excelente (tem potencial de evolução)
Média de preço: R$ 169 (Importado pela Domno)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Kaiken Ultra Malbec 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Kaiken.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor violeta profunda.
Olfato: Muito rico, revela aromas tais como floral, alcaçuz, frutas vermelhas e negras maduras, chocolate, baunilha, cravo, canela e eucalipto.
Paladar: Encorpado e potente, mas ao mesmo tempo elegante, com taninos macios, acidez equilibrada e final prolongado. As mesmas características do nariz são sentidas no sabor.
Outras considerações: Para mim, este Malbec está entre os melhores da Argentina. O último que havia provado foi da safra de 2010. O desta safra continua com a mesma qualidade e sofisticação. Na sua composição tem 98% de Malbec e uma pequena porção (2%) de Cabernet Sauvignon. A maior parte (80%) do vinho maturou 12 meses em barricas de carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: R$ 112 (importado pela Vinci)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Altos del Plata Cabernet Sauvignon 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Terrazas de los Andes.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Fruta vermelha madura, café, pimentão, especiarias e caramelo.
Paladar: Médio corpo. O sabor traz de volta as sensações do nariz. Bom equilíbrio entre taninos e acidez.
Outras considerações: Um vinho simples e jovem, porém bastante agradável. Boa pedida para o dia a dia. Elaborado com uvas Cabernet Sauvignon cultivadas a 980 metros de altitude, o vinho amadureceu oito meses em barricas de carvalho. Tem 14% de álcool.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 39 (www.wineinpack.com.br)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Jerarquia Reserva Malbec 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Fermasa.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade com tons violeta.
Olfato: Notas de especiarias, como mostarda, pimenta do reino e canela misturam-se a toques de violeta. Num segundo momento aparecem frutas vermelhas maduras.
Paladar: De médio corpo, apresenta taninos de qualidade, balanceados com uma boa acidez. O sabor traz de volta as frutas e especiarias do aroma. Final de médio a prolongado.
Outras considerações: Um Malbec elegante e muito gastronômico, que vai bem com principalmente com carnes vermelhas. Maturou dois anos em carvalho francês e tem 14,3% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 61 (Barrica Negra Vinhos)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Terrazas de Los Andes: vinhos argentinos com sangue francês

O diretor de enologia da vinícola argentina Terrazas de Los Andes, Hervé Birnie-Scott (foto), esteve esta semana no Recife, onde realizou uma série de apresentações sobre os seus vinhos para públicos do ramo de bebidas, gastronomia e hotelaria. Estive ontem com ele em um jantar no Toscana Trattoria, no Pina, onde pude provar seis diferentes rótulos da marca. Antes de falar um pouco sobre os vinhos, vou reproduzir um pouco da história da Terrazas, contada pelo seu próprio chefe de cave.


Hervé Birnie-Scott nasceu na França, num pequeno povoado do Vale do Loire, onde cresceu e resolveu estudar agronomia. Passou uma temporada nos Estados Unidos e foi na Vinexpo, feira anual de vinhos realizada em Bordeaux, França, que recebeu a missão da Chandon para ir à Argentina ajudar a criar o melhor vinho daquele país. Isso aconteceu há 25 anos e a Argentina, segundo Birnie-Scott, vinha passando por dificuldades. Chegando em Mendoza, a beleza do lugar lhe impressionou. “Além disso, a matéria-prima (uva) era muito boa”, observou ele. Naquela época não se exportava na Argentina. O vinho era basicamente para consumo local.

A Terrazas de Los Andes nasceu em 1999. No início, eles faziam vinhos sérios, com cara de Velho Mundo. Só depois começaram a aproveitar mais o potencial da uva Malbec, que para Hervé é uma ‘arma secreta’ argentina. “Fazemos o melhor Malbec do mundo e um dos melhores vinhos do mundo com esta uva”, garantiu.

Ainda no início do negócio, a vinícola teve a honra de ser escolhida pelo Château Cheval Blanc (Premier Grand Cru Classè A de Saint-Emilion, Bordeaux) para realizar o projeto de elaborar em conjunto um vinho exclusivo, que se tornaria um ícone argentino: o Cheval dos Andes. Ele foi um dos rótulos degustados neste encontro.

Confira as minhas impressões sobre os vinhos provados:

Terrazas Reserva Torrontés 2014


Elaborado com uvas cultivadas na região de Salta, a 1.800 metros de altitude, este branco tem em sua composição apenas a variedade Torrontés. Sua coloração é um amarelo pálido com tons esverdeados e o aroma remete a lima, frutas brancas e um leve toque mineral. É um vinho de sabor muito fresco, com ótima acidez, e final de médio a prolongado. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.

Terrazas Reserva Malbec 2012


Com 12 meses de maturação em carvalho francês (80%) e americano (20%), este é um Malbec de aroma e paladar muito delicados. A sua cor é rubi brilhante de média profundidade. No nariz traz notas de frutas maduras, como cereja, além de toques de violeta, eucalipto e café, que formam um agradável conjunto. Paladar amplo, de taninos macios e final apimentado. As mesmas sensações do nariz aparecem junto com um leve sabor de baunilha. Sua graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Excelente.

Terrazas Reserva Cabernet Sauvignon 2012


Com mais corpo e mais taninos que o Reserva Malbec, este Cabernet Sauvignon é elaborado com uvas de dois diferentes terroirs: um em Luján de Cuyo e outro no Vale do Uco. A sua cor mostra um rubi de média profundidade com traços violáceos. O aroma revela leve floral, alcaçuz, frutas negras maduras, especiarias e caramelo. O sabor traz de volta as características do nariz e ainda um toque de café. Excelente parceiro para carnes vermelhas. Sua maturação foi de 12 meses em carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom (melhora com a guarda).

Terrazas Single Vineyard Malbec 2010


Este extraordinário Malbec tem uvas cultivadas exclusivamente no vinhedo de Las Compuertas (Luján de Cuyo), plantado em 1929. Sua maturação foi de 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Sua cor é de um violeta profundo e o aroma exala um leque de sensações, que passam por notas florais, flores secas, especiarias, frutas vermelhas maduras e café. Paladar encorpado, taninos macios e equilibrados com a boa acidez. Além das mesmas características do olfato, o sabor ainda traz um agradável toque de chocolate. Final prolongado. O vinho não é filtrado em tem 15% de álcool. Tem bom potencial de evolução.

Classificação: Excelente (melhora com a guarda)

Cheval des Andes 2010


Este vinho mostra que é um dos ícones argentinos com a sua elegância, complexidade e capacidade de guarda. Sua cor revelou-se um violáceo profundo. O aroma oferece um interessante bouquet, onde pude identificar notas de alcaçuz, café, grão de mostarda, jambo, ameixa e toques florais. Com paladar de médio a encorpado, exibe taninos aveludados e retrogosto persistente. Além das mesmas sensações do nariz, seu sabor ainda traz notas terrosas e de chocolate. Nesta safra, ele foi elaborado com 60% de Malbec, 20% de Cabernet Sauvignon e 20% de Petit Verdot. Sua maturação foi de 18 meses em carvalho francês. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Excelente (potencial de bastante evolução com a guarda).

Terrazas Petit Manseng Single Vineyard El Yaima 2012


Um vinho de sobremesa muito gastronômico elaborado com a variedade Petit Manseng. As uvas vêm do vinhedo El Yama, em Altamira, que tem mil metros de altitude. Sua coloração é amarelo dourado e o aroma é marcado por notas de jaca, lichia e damasco. Paladar untuoso e bastante prologado. Doçura marcante, pontuada pela boa acidez. Vai bem com queijos azuis e sobremesas à base de frutas. Tem 13,3% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Bom, Bonito e Barato: Paula Syrah 2012


Tipo: Tinto.
Produtor: Doña Paula.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi de média profundidade.
Olfato: Notas florais, de melaço, frutas negras, alcaçuz e discreto tostado.
Paladar: Corpo médio, taninos macios e adocicados, persistência de média a prolongada. O sabor traz de volta as características do nariz.
Outras considerações: A linha Paula está entre as linhas Doña Paula Estate e a Los Cardos (esta última, a mais simples da marca). Elaborado 100% com uvas Syrah, o vinho maturou quatro meses em barris de carvalho. Tem 14% de álcool. É um vinho simples, porém bem feito e muito gastronômico. Harmonizei com um risoto de gorgonzola e caiu super bem.

Classificação: Boa Compra
Média de preço: R$ 31 (Evino)