quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Champagne Perrier-Jouët: sinônimo de exclusividade e inovação

Estive ontem numa apresentação da maison de champagnes Perrier-Jouët, realizada na Casa dos Frios, no Recife. A explanação, conduzida pela sommelière Fabyola Soares, envolveu assuntos como a história da marca, detalhes do processo de produção, curiosidades sobre a bebida e finalizou com a degustação de dois rótulos.


A Perrier Jouët nasceu em 1811, com o casamento entre o fabricante de rolhas Pierre-Nicolas Perrier e Adéle Jouët, nascida numa família com tradição no cultivo de vinhedos. Foi uma das primeiras casas a exportar champagne para a Inglaterra e responsável por incentivar uma pequena revolução na produção da bebida. Segundo a sommelière, os champagnes antigamente possuíam 200 gramas de açúcar residual por litro. Em 1846, a Perrier-Jouët decidiu fazer um champagne mais seco e decidiu reduzir o açúcar para 30 gramas por litro, tendo este método posteriormente sido adotado pelos outros produtores da região.

Além disso, a casa ainda foi uma das primeiras a produzir champagnes em safras especiais. Pertencente nos dias atuais ao grupo Pernod Ricard, apenas sete enólogos passaram pela maison desde a sua fundação. A colheita é 100% manual e nenhum vinho estagia em madeira. A maior parte dos seus vinhedos são de classificação grand cru.

A principal estrela da casa é o champagne Belle Epoque, lançado em 1969 e produzido apenas em safras excepcionais. A garrafa é uma verdadeira obra de arte, que reproduz uma pintura feita à mão em 1902 pelo mestre vidraceiro Emile Gallé, figura de destaque do movimento art nouveau.

Os principais mercados dos produtos da marca são, por ordem, Estados Unidos, Japão e França. Para o Japão, inclusive, a casa desenvolveu uma edição especial da bebida, muito apreciada naquele país.

Durante a apresentação, provamos os dois rótulos de entrada da Perrier-Jouët. Confira as minhas impressões:

Perrier-Jouët Grand Brut



Elaborada com as variedades Chardonnay (20%), Pinot Noir (40%) e Pinot Meunier (40%), amadureceu nas caves da maison durante pelo menos três anos. Sua coloração é amarelo palha com borbulhas finas e constantes. O aroma envolve notas minerais, de frutas brancas, leve floral e um discreto toque cítrico. O paladar é mais vibrante, trazendo além das sensações do nariz, um toque de mel. Sabor cremoso e prolongado. Tem 12% de álcool e de 8 a 11 gramas por litro de açúcar residual.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 240

Perrier-Jouët Blason Rosé



Este tem em sua composição 25% de Chardonnay, 50% de Pinot Noir e 25% de Pinot Meunier, também com amadurecimento mínimo de três anos em cave. Sua aparência exibe uma cor rosado salmão, com borbulhas finas, abundantes e persistentes. Nariz muito elegante e discreto, onde identificamos frutas vermelhas silvestres e notas de panificação. Paladar seco, prolongado, com um marcante toque mineral no final de boca.  Tem 12% de álcool e de 8 a 11 gramas por litro de açúcar residual.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 265

CASA DOS FRIOS:
Av. Rui Barbosa, 412, Graças, Recife. Fone: (81) 2125-0000
Av. Domingos Ferreira, 1920, Boa Viagem, Recife. Fone: (81) 2125-0231.