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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Durbanville Hills Pinotage 2014


Origem: Durbanville, África do Sul.
Cor: Rubi de média profundidade.
Olfato: Delicado floral mesclado a notas defumadas, de especiarias e de frutas vermelhas maduras.
Paladar: De boa acidez e taninos macios, o vinho traz ao sabor as mesmas impressões sentidas no nariz. Boa persistência e frescor.
Outras considerações: Este tinto elaborado 100% com uvas Pinotage sem estágio em madeira é um vinho que surpreende pelo caráter mais delicado, diferindo da proposta dos sul africanos feitos com esta variedade tão típica local. Apesar dos 14% de graduação, o vinho consegue mostrar fruta, sem ser mascarado pelo volume alcoólico.

Preço: No Recife, R$ 54,80 (em promoção no RM Express). Importado pela Zahil.
Classificação: Bom/Muito Bom.

Durbanville Hills Chardonnay 2016


Origem: Durbanville, África do Sul.
Cor: Amarelo palha pouco profundo.
Olfato: Mel, flor de laranjeira e toques minerais e leve cítrico.
Paladar: Corpo pronunciado, boa acidez e untuosidade presente. O sabor repete as impressões do nariz.
Outras considerações: Elaborado com uvas Chardonnay, pequena parte (10%) do vinho fermentou e maturou em barris de carvalho francês por quatro meses. Tem uma proposta diferente, mostrando-se um Chardonnay com caráter meio "exótico".

Preço: R$ 54,80 em promoção no RM Express (Importado pela Zahil)
Classificação: Muito Bom.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vinhos de um dos maiores importadores do Reino Unido agora no Brasil

A Berkmann Wine Cellars, um dos maiores importadores de vinhos do Reino Unido, está iniciando as atividades no Brasil. Fundada em 1964, a empresa recebeu, nos últimos quatro anos, o prêmio "Great Value Wine Merchant of the Year", que é concedido pelos profissionais do mercado inglês à companhia que comercializa os produtos de melhor relação qualidade/preço. Conheci alguns vinhos da importadora durante uma degustação promovida há alguns dias pelo Empório 4 Elementos, que acaba de fechar distribuição exclusiva da Berkmann no Recife.


Antes de falar sobre os vinhos provados, é interessante frisar que a importadora comercializa cerca de três mil rótulos de 20 países diferentes no Reino Unido. Aqui no Brasil, a marca está trabalhando com um portfólio de mais de 60 vinhos, todos inéditos no nosso mercado, de países como Espanha, França, Itália, Eslovênia, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul e Austrália.


Dessa carta, o Empório 4 Elementos selecionou cerca de 20 rótulos para trabalhar inicialmente. Confira a seguir as minhas impressões sobre as amostras que mais se destacaram na degustação (os preços indicados são para consumidor final):

Nina Garganega Pinot Grigio 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Nina.
Origem: Vêneto, Itália.
Características: Elaborado na região italiana do Vêneto com as uvas Garganega (60%) e Pinot Grigio (40%), este branco é uma opção refrescante, podendo ser degustado, inclusive, sem o acompanhamento de alimentos. Seu aroma traz notas de frutas brancas e maçã verde. Na boca, suas principais características são a leveza e o frescor. O sabor traz um leve toque floral.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 65.

Viña Vasta Verdejo/Viura 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Isidro Milagro.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: De cor amarelo palha com traços esverdeados, este vinho exibe mais estrutura que a amostra anterior. Elaborado com as variedades Verdejo e Viura, possui caráter cítrico que se integra a notas de aspargos, tanto no sabor quanto no aroma. De corpo médio, tem boa acidez e persistência.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vent du Sud Grenache Blanc/Viognier 2014


Tipo: Branco.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Elaborado com 80% de Grenache Blanc e 20% de Viognier, tem coloração amarelo palha com tons esverdeados. Exala notas florais e de frutas brancas, como melão. Sabor levemente adocicado, porém com acidez presente. Corpo leve.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.

Niel Joubert Sauvignon Blanc 2015


Tipo: Branco.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Este branco tem em sua composição 100% de uvas Sauvignon Blanc provenientes de vinhas com até 25 anos de idade. Tem cor amarelo palha brilhante. Já o aroma envolve características de maçã verde e carambola, junto com um toque floral. No paladar mostra bom frescor e persistência de média prolongada.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 78.

Villa Rossi Sangiovese Rubicone 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Villa Rossi.
Origem: Emilia-Romagna, Itália.
Características: Feito 100% com a variedade Sangiovese, é um tinto de cor rubi brilhante e pouco profunda. No agradável aroma predominas frutas vermelhas silvestres, como morango e framboesa, além de um toque de canela. No paladar, mostra-se um vinho fácil de beber, com corpo médio e bom equilíbrio entre taninos e acidez. Junto com as mesmas sensações do nariz, o sabor ainda traz notas de café. Não tem passagem por madeira.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 68.

Vent du Sud Syrah/Grenache 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vent du Sud.
Origem: Languedoc-Rousillon, França.
Características: Na sua composição entram as uvas Syrah (50%) e Grenache (50%). Não houve estágio em carvalho. Sua cor é rubi pouco profunda e no olfato aparecem notas de morango em compota e especiarias. É um vinho de paladar encorpado, mas com bom equilíbrio. O sabor confirma as impressões do nariz.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 97.


Viña Vasta Tempranillo/Merlot/Syrah 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Vasta.
Origem: Castilla La Mancha, Espanha.
Características: Coloração rubi pouco profunda com bordas granada. O aroma exprime uma boa complexidade, com traços de goiaba madura, especiarias, frutas vermelhas silvestres e mentol. O paladar é de médio corpo, seco e de bom equilíbrio. Além das sensações do nariz, seu sabor também envolve notas de café. É elaborado com as uvas Tempranillo, Merlot e Syrah.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 64.

Vignamato Rosso Piceno Marche DOP 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Marche, Itália.
Características: Cor rubi de média profundidade. Aroma elegante que traz notas de alcaçuz, frutas maduras, especiarias e tabaco. Paladar saboroso e equilibrado, de médio corpo e final prolongado. Feito com 80% de uvas Montepulciano e 20% de Sangiovese, o vinho passou por afinamento de seis meses em garrafa.

Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 111.

Itynera Montepulciano d'Abruzzo 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Vignamato.
Origem: Abruzzo, Itália.
Características: Produzido 100% com uvas Montepulciano, é um tinto de coloração rubi com média profundidade. Notas florais, de frutas maduras, especiarias e café aparecem no aroma. Seu paladar, de médio corpo, é marcado pelas mesmas características do nariz. Final com persistência de média a prolongada. Sua maturação aconteceu em barris de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 145.


Visconti della Roca Primitivo 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Visconti della Roca.
Origem: Puglia, Itália.
Características: Sua composição é de 100% de uvas Primitivo. Tem cor granada pouco profunda. O aroma exprime ameixa madura, café, especiarias e café. Possui corpo médio, taninos macios e retrogosto de médio a prolongado. Este vinho estagiou parcialmente em barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 86.

Niel Joubert Merlot 2013


Tipo: Tinto.
Produtor: Niel Joubert.
Origem: Paarl, África do Sul.
Características: Expressivo tinto de cor granada pouco profunda. Seus aromas formam um conjunto de sensações tais quais frutas em compota, café, tabaco, terra e um toque tostado. Paladar encorpado, porém de taninos macios e boa acidez. Maturou seis meses em pequenos barris de carvalho.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 115.

EMPÓRIO 4 ELEMENTOS:
Av. Conselheiro Aguiar, 4635, Boa Viagem, Recife.
Fone: (81) 3034-3040

terça-feira, 10 de maio de 2016

J.C. Le Roux Méthode Cap Classic Brut


Tipo
: Espumante.
Produtor: J.C. Le Roux.
Origem: Stellenbosch, África do Sul.
Visual: Coloração amarelo palha, bolhas finíssimas e duradouras, boa formação de espuma.
Olfato: Frutas secas, maçã verde e notas de pão.
Paladar: Cremoso, seco, de ótima acidez e persistência. O sabor traz de volta as sensações do olfato.
Outras considerações: Um espumante que não deixa nada a desejar em relação aos Champagnes mais em conta. Assim como na França, é elaborado através do método tradicional, com segunda fermentação em garrafa e mais 12 meses de maturação em contato com as leveduras. O rótulo faz parte da Cap Classique Producers Association (CCPA). Os produtores que fazem parte desse movimento buscam promover essa nomenclatura para garantir o reconhecimento internacional pelos elevados padrões de qualidade dos vinhos produzidos. O espumante tem em sua composição uvas Pinot Noir e uma pequena parcela de Chardonnay. Sua graduação alcoólica é de 11,5%. 

Classificação: Excelente. 
Média de preço: Entre R$ 67 e R$ 79 [www.wine.com.br]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Allesverloren Tinta Barroca 2013


Fiquei bastante curiosa em provar este vinho produzido na África do Sul com uva uva Tinta Barroca, que é plantada quase exclusivamente na região do Douro, em Portugal, e muito pouco usada para a elaboração de varietais (vinhos de uma só uva). Inclusive, a grafia original que eles utilizam no rótulo, o 'Barroca' da uva Tinta Barroca vem escrito com duas letras "c", diferente de Portugal.

No final, me agradei bastante do vinho, que não tem tanta tipicidade da variedade, mas mostrou-se muito redondo. Confira a avaliação:

Tipo: Tinto.
Produtor: Allesverloren
Origem: Swartland, África do Sul.
Visual: Cor rubi violáceo de média profundidade.
Olfato: Aromas adocicados que lembram frutas vermelhas em compota, canela, baunilha, groselha e um leve mentolado.
Paladar: Volumoso, de taninos macios e doces e final prolongado. O sabor repete as sensações do nariz e ainda mostra um certo apimentado no final de boca.
Outras considerações: Um vinho feito com uva portuguesa, mas com cara do Novo Mundo. Seu amadurecimento foi de oito meses em barricas de carvalho de primeiro, segundo e terceiro usos. Tem 14% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 64 (www.wine.com.br)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Neethlingshof Pinotage 2014


Tipo: Tinto.
Produtor: Neethlingshof Wine Estate.
Origem: Stellenbosch, África do Sul.
Visual: Violeta brilhante, pouco profundo.
Olfato: Morango em compota, caramelo, especiarias e eucalipto.
Paladar: Corpo médio e sabor especiado, trazendo de volta as sensações do olfato. O vinho mostra madeira bem integrada ao conjunto, com discreto toque tostado. Mostra boa acidez e taninos macios.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Pinotage, amadureceu meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 73 (Wine)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Fleur du Cap Sauvignon Blanc 2013


Tipo: Branco.
Produtor: Fleur du Cap.
Origem: Western Cape, África do Sul.
Visual: Cor amarelo palha com tons esverdeados.
Olfato: Agradável e aromático, envolve notas cítricas, de frutas tropicais, floral e mineral.
Paladar: Marcado pela boa acidez e pelo final prolongado. Seu sabor remete a frutas cítricas junto com um toque herbáceo.
Outras considerações: Elaborado com uvas Sauvignon Blanc, é um branco elegante, muito agradável. Não foi filtrado. Tem 13,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 70.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dica de vinho sul-africano econômico

Além da pouca oferta em nosso mercado, os vinhos sul-africanos normalmente chegam por aqui por um preço elevado. Porém, um dia desses aproveitei uma promoção no site da Wine e comprei este rótulo agradável e acessível:


Danger Point Cabernet Sauvignon  Merlot 2013

Tipo: Tinto.
Produtor: Cape Heritage.
Origem: Western Cape, África do Sul.
Visual: Cor violácea clara.
Olfato: Frutas vermelhas maduras, cravo e flores secas.
Paladar: Fresco e de médio corpo, tem taninos de boa qualidade e final de boca persistente. O sabor traz as mesmas sensações do olfato.
Outras considerações: Um tinto simples e agradável elaborado com uvas Cabernet Sauvignon e Merlot. Estagiou em carvalho francês e americano por tempo não informado pelo produtor. Tem 13% de álcool.O nome do vinho faz referência ao farol Danger Point, localizado em uma perigosa área com recifes e rochas de difícil visualização. Encomendado em 1895, por mais de um século o Danger Point orientou a passagem de navios na zona sul de Walker Bay.

Classificação: Boa compra.
Média de preço: R$ 22,40 (na promoção) e cerca de R$ 32 (normal)

Onde encontrar: www.wine.com.br

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Os vinhos da família Mandela

Tive o prazer de participar mais uma vez da ação Winebar, que envolve degustações virtuais ao vivo com participação de formadores de opinião de todo o Brasil. A de ontem à noite trouxe os vinhos sul-africanos House of Mandela, projeto supervisionado pela primeira filha do líder político Nelson Mandela.

Parte do lucro obtido com a venda dos vinhos é doada para a instituição House of Mandela. O intuito é de melhorar a vida das comunidades atingidas pela pobreza na África, ofertando-lhes trabalho, dando assistência às áreas de educação, saúde, agricultura e energia alternativa, bem como patrocinando um determinado número de alunos a estudar viticultura e enologia.

A DEGUSTAÇÃO – Um branco (Sauvignon Blanc) e um tinto (Pinotage) da linha Thembu foram degustados durante a ação, que mais uma vez contou com a apresentação de Daniel Perches (Blog Vinhos de Corte) e mediação de Alexandre Frias (Blog Diário de Baco/Enoblogs). Na ocasião, o proprietário da importadora Ravin, Rogério D'Ávila (à direita na foto), comentou sobre os rótulos provados e tirou dúvidas dos participantes. A Ravin é a importadora dos vinhos House of Mandela para o Brasil.

Os dois vinhos experimentados saíram-se muito bem na degustação. O Sauvignon Blanc conquistou mais admiradores, embora o Pinotage também tenha agradado ao público. São vinhos simples e equilibrados, agradáveis ao paladar brasileiro. Os rótulos fazem alusão às estampas das camisas usadas por Nelson Mandela.

Confira a minha avaliação:

House of Mandela Thembu Collection Sauvignon Blanc 2012

Tipo: Branco.
Produtor: House of Mandela.
Origem: Western Cape, África do Sul.
Visual: Amarelo palha com tons esverdeados.
Olfato: Perfumado. Notas florais, minerais, cítricas e de abacate.
Paladar: Boa acidez e boa estrutura. Leve e agradável. O sabor repete as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com a uva Sauvignon Blanc, tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente
Faixa de preço: R$ 39 (em promoção) – www.ravin.com.br 

House of Mandela Thembu Collection Pinotage 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: House of Mandela.
Origem: Western Cape, África do Sul.
Visual: Cor violácea bem clara. Límpido e transparente.
Olfato: Apimentado, com notas de fruta vermelha madura, caramelo e chocolate.
Paladar: De taninos macios, é um tinto leve, sem a rusticidade normalmente encontrada nos vinhos da uva Pinotage. Além das mesmas características do olfato, mostra também algum mentolado.
Outras considerações: Com apenas a uva Pinotage em sua composição, este tinto maturou seis meses em barris de carvalho francês. A graduação alcoólica é de 14%.


Classificação: Muito Bom
Faixa de preço: R$ 39 (em promoção) – www.ravin.com.br

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Hartenberg Pinotage 2010

Tipo: Tinto.
Produtor: Hartenberg.
Origem: Stellenbosch, África do Sul.
Visual: Cor rubi intensa.
Olfato: Notas licorosas, de especiarias e toques defumados.
Paladar: Ressalta o sabor de frutas vermelhas do bosque, como morangos e cerejas, além de um caráter defumado, típico da uva Pinotage. O final é longo e especiado.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Pinotage (um cruzamento entre as uvas Pinot Noir e da Cinsault), o vinho amadureceu 23 meses em barricas de carvalho francês. Sua graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Muito Bom
Faixa de preço: R$ 60 [www.wine.com.br]

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Blog conferiu: degustação de vinhos australianos e sul africanos da KMM

Por: Luciana Torreão

Conferimos no Recife, semana passada, dois wine dinners com vinhos australianos e da África do Sul. Na terça-feira (23), o evento ocorreu no Ça Va Bistrô em parceria com as distribuidoras Dom Vinho e Distribuição Andina, além da importadora KMM. Nesta noite, foram experimentados rótulos das vinícolas australianas Yalumba e Hope Estate, harmonizados com pratos da chef Carla Chakrian. Na quarta-feira (24), foi a vez de provar os vinhos do produtor sul africano Namaqua, no restaurante Ponte Nova, com harmonização sob o comando do chef Joca Pontes.

A noite do Ça Va contou com a presença do gerente de Vendas da KMM Vinhos, Gilson Silva, junto com seus distribuidores no Recife: Célio Vasconcelos, da Dom Vinho, e Jurandir Bezerra, da Distribuição Andina.

A parte mais inusitada do jantar foi a harmonização dos vinhos Oxford Landing Sauvignon Blanc e Three Steps Chardonnay, ambos combinados com duas opções do mesmo prato, mudando apenas o molho. O primeiro com o Crevette Orange - Camarões ao molho de laranja vermelha e raspas de limão siciliano com linguine na manteiga de ervas; e o segundo com o Crevette Roquefort - camarões ao molho de queijo com linguine na manteiga de ervas. Enquanto o primeiro combinou o cítrico do prato com o cítrico e o frescor da Sauvignon Blanc, o segundo ficou marcante, pois o queijo, que possui uma boa gordura, conduz o sabor e diminuiu o amanteigado típico da Chardonnay.

O gerente da KMM, Gilson Silva, comentou sobre sua satisfação em perceber que no Recife, os vinhos australianos, da África do Sul e até da Nova Zelândia, marcam presença nas cartas de vinhos dos restaurantes. O Brasil é o segundo lugar em vendas do mercado australiano. "Os vinhos da Yalumba foram os primeiros daquela região a entrar no Brasil e seus vinhos estão entre os 10 melhores na Austrália, que já é muito forte em enoturismo".

REDUÇÃO DE CUSTOS - No Novo Mundo, Gilson destaca que há uma tendência de as vinícolas pensarem de forma sustentável. "Cada vez mais, o mundo do vinho está trabalhando para poluir menos e diminuir o impacto ambiental."Hoje as rolhas estão sendo substituídas pelas tampas de rosca (ou screw cap), e estão produzindo garrafas menos pesadas, com materiais mais leves. Tudo isso facilita as vendas, pois diminui os custos de produção e o frete. Vale citar que a Yalumba, por exemplo, fabrica os seus próprios barris de carvalho, o que proporciona menos gastos e maior economia".

De acordo com Alba Botta, representante da vinícola Namaqua, a África do Sul é uma região que está em constante crescimento e a qualidade dos vinhos está melhorando bastante. Ela apresentou a empresa, que é uma cooperativa formada por 198 vinícolas, sendo a maior daquela região, com produção atual de 9 a 11 milhões de litros por mês. "No Brasil desde 2002, o grupo detém 3% do mercado brasileiro, sendo o mais importante da América Latina. Hoje estamos presentes 16 países da Ásia, América Latina e EUA, sendo os mais expressivos em termos de vendas".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O blog conferiu: noite de australianos e sul-africanos no Recife

O restaurante Ponte Nova, na Zona Norte do Recife, foi o local escolhido pela importadora KMM para mostrar alguns vinhos de seu portfólio, que agora estão sendo trazidos à cidade pela distribuidora Dom Vinho.

Cinco rótulos foram apresentados pelo gerente da KMM, Gilson Silva, em um jantar harmonizado cheio de surpresas. A primeira delas foi servida em decanter: um branco de boa acidez, com porte. Para a surpresa de muitos, tratava-se de um sul-africano, embalado em bag-in-box:

Namaqua Dry White

Produtor: Namaqua.
Origem: Olifants River, África do Sul.
Visual: Amarelo ouro.
Olfato: Pêssego, pêra e notas minerais.
Paladar: Doçura equilibrada com boa acidez. Leve mel, frutas brancas e discreto cítrico.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Colombard e Chenin Blanc, este branco tem 12,5% de graduação alcoólica. É comercializado em embalagem bag-in-box de 3 litros.


Classificação
: Bom
Faixa de preço: R$ 110

Three Steps Chardonnay – 2008

Produtor: Hope Estate.
Origem: Hunter Valley, Austrália.
Visual: Amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Frutas brancas, notas empireumáticas (fósforo, mais especificamente) e minerais, além de um leve tostado.
Paladar: Um branco com corpo, que repete as impressões do nariz. Acidez presente. Persistência ligeira.
Outras considerações: Para mim, esta safra deve ser bebida logo, pois se guardada vai começar a decair. O vinho foi feito apenas com a variedade Chardonnay e estagiou dez meses em carvalho francês. Sua graduação alcoólica é de 12,5%.

Classificação: Bom (beber logo)
Faixa de preço: R$ 60

Namaqua Pinotage - 2008

Produtor: Namaqua.
Origem: Olifants River, África do Sul.
Visual: Cor rubi bem claro e brilhante.
Olfato: Muita fruta vermelha, principalmente ameixa, floral, leve defumado e eucalipto.
Paladar: Médio corpo, taninos adocicados. O defumado marca o sabor do vinho, com um fundo frutado, formando um belo conjunto.
Outras considerações: Feito 100% com a uva Pinotage. Teve passagem por madeira. Apresenta 14,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Faixa de preço: R$ 50.

Three Steps Shiraz – 2008

Produtor: Hope Estate.
Origem: Hunter Valley, Austrália.
Visual: Rubi escuro.
Olfato: O vinho evolui muito na taça. Começa apresentando notas de azeitona preta portuguesa, defumado, depois abre para goiaba e termina com uma doçura de passa de caju.
Paladar: Sente-se, inicialmente, uma leve efervescência, embora não tenha percebido bolhas no exame visual. A fruta e o defumado voltam à boca, junto com toques ligeiramente apimentados e de baunilha.
Outras considerações: Confesso que a efervescência me incomodou. Mas o vinho, com seu rico conjunto, é uma boa bebida, altamente gastronômica. Elaborado apenas com a uva Shiraz, amadureceu 12 meses em carvalho americano.

Classificação: Bom.
Faixa de preço: R$ 60.

Hope Estate Shiraz – 2007

Produtor: Hope Estate.
Origem: Hunter Valley, Austrália.
Visual: Cor rubi escura.
Olfato: Aromas envolventes de fruta madura, eucalipto, café e chocolate.
Paladar: Macio, traz de volta a fruta com bastante intensidade, assim como as outras características do olfato. Longo agradável final.
Outras considerações: Feito somente com uva Shiraz, o vinho passou 12 meses em carvalho americano. Teor alcoólico de 13,5%.


Classificação
: Excelente
Faixa de preço: R$ 98.
--
Onde encontrar os vinhos:
No Recife, na Dom Vinho: (81) 3466-2525
Em São Paulo, na KMM (www.kmmvinhos.com.br)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Namaqua Shiraz 2008

Produtor: Namaqua.
Origem: Olifants River, África do Sul.
Visual: Rubi claro, brilhante e límpido. Lágrimas em abundância.
Olfato: Bastante aromático. Frutas vermelhas, Erva-doce, pimenta do reino e eucalipto.
Paladar: Médio corpo, boa persistência. Aparecem novamente o frutado e as especiarias.
Outras considerações: Vinho que superou as expectativas, pois sua apresentação é simples, em garrafa de fundo chato. Elaborado 100% com a uva Shiraz, tem 14% de graduação alcoólica. Vale o preço.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 50.
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho.

sábado, 31 de julho de 2010

Sabores de Baco: degustação de sul-africanos

Mais uma vez, tive o prazer de participar do projeto Sabores de Baco, da Folha de Pernambuco. A prova deste mês foi de vinhos sul-africanos e aconteceu no restaurante Taipoca, do chef Duca Lapenda, no Pina.

Confira aqui a matéria publicada neste sábado (31/07/10) e o resultado da degustação:

Que vinho é esse?

No apagar das luzes de julho, eis que apresentamos o resultado do 3º Sabores de Baco. Que, não fugindo à regra da maioria das ações marketeiras mundo afora, faz uma homenagem, meio a contragosto, é verdade, por conta da eliminação da Seleção Canarinho, ao país que sediou a Copa do Mundo 2010. Nossos confrades, pois, reuniram-se em torno de vinhos sul-africanos, tintos, sete rótulos ao todo, e suas impressões você confere nas próximas páginas. Um brinde!

A nossa escolha pelos vinhos da África do Sul para a avaliação às cegas na 3ª edição do nosso Sabores de Baco teve motivação óbvia: a Copa do Mundo 2010 que acabou de rolar naquele imenso, e belo, país de gente alegre, apesar do recente passado político marcado pelo cruel apartheid. Nossa modesta homenagem àquele lugar exuberante foi estimulada também pela notória expressividade do setor vinícola sul-africano - que tem arrancado do público, e da crítica especializada principalmente, comentários positivos a respeito da crescente qualidade dos seus rótulos. Hoje conhecida por produzir vinhos de personalidade.

O que muitos não sabem é que o vinho é feito na África do Sul há décadas, muitas aliás, mesmo que de forma pouco competitiva. Apenas na década de 60, o país deu o “pulo do gato”, como se diz, com o reposicionamento do setor que passou a investir em tecnologia e a acompanhar as técnicas vitivinícolas adotadas pelas principais regiões produtoras do mundo. O negócio de vinho por lá é tão antigo que desde 1973 existe uma denominação de origem própria - a Wine of Origin Scheme - que certifica vinhos feitos em determinadas regiões.

Para o mundo, os rótulos sul-africanos ficaram mais visíveis a partir do fim do regime de apartheid, em 1991, quando enfim houve abertura comercial e os produtores locais puderam se articular com os seus pares em outros países, mais experientes ou no mesmo patamar de desenvolvimento, intercambiando informações e, claro, know how. Foi aí que as cepas brancas, a maioria até então, começaram a dividir território com as tintas mais nobres. Ao passo que também adotou o lema “menos é mais”, reduzindo o volume de produção e, dessa forma, obtendo vinhos de melhor qualidade. E é a esse esforçado trabalho de vitivinicultura a que dedicamos a edição de hoje.

Avaliadores

A degustação dos sul-africanos ocorreu no último dia 13, no restaurante Tapioca, em Boa Viagem, e dessa vez contou com a participação de apenas quatro membros da nossa comissão avaliadora: Murilo Guimarães - médico e colunista da Folha de Pernambuco; Fabiana Gonçalves - sommeliére e blogueira (foto); Jorge Pinho - médico e fundador da Sbav-PE e José Roberto Dantas - sommelier profissional. O resultado desse encontro regado a bons goles e comentários a respeito dessa próspera região produtora você confere nas próximas páginas, que ainda trazem notícias do mercado enológico local.

Sabores de Baco 3ª prova: vinhos TINTOS sul-africanos

Por: Murilo Guimarães

Claro que a Copa do Mundo de Futebol estava por trás da escolha do tema desta nova prova-degustação. Só que a gente sonhava em publicá-la com a taça na mão. Em agosto de 2006, após nosso fracasso na Copa da Alemanha, escrevi sobre a esperança do hexa em 2010. “E felizmente foi-se Parreira. Ave Dunga! Boa sorte”, dizia eu naquele artigo. Mas não deu não. De novo. Bem, a despeito disso, nosso grupo de degustadores teve muito prazer em provar os vinhos da África do Sul, que nos enviaram o Club du Vin, a Grand Cru e a Lacomex.

Das três provas, esta teve a disputa mais apertada, a mais nivelada. Por cima, é bom que se diga. Isso não surpreendeu, visto que a África do Sul, apesar de considerada nova no mundo vinícola, tem grande tradição. E muita respeitabilidade no mercado internacional. Além de exercer preços bem razoáveis.

A decisão de restringir a degustação aos tintos foi tomada em face do histórico das duas provas anteriores: vinhos brancos (Chardonnay e Sauvignon Blanc) e espumantes sul-americanos. Estava na hora dos tintos. Só isso. Nunca por desmerecimento dos brancos daquele país, que são muito bons e até mais clássicos que os tintos.

A África do Sul produz vinhos em várias regiões, mas a qualidade é encontrada no sudoeste, particularmente no entorno da cidade do Cabo. Que já foi da tormenta e hoje é dos bons vinhos. Na cabeceira, dois grandes distritos: Stellenbosch e Paarl. As castas tintas mais usadas são a Cabernet Sauvignon e a Pinotage. Esta última, fruto do cruzamento da Pinot Noir com a Hermitage (na França, mais conhecida como Cinsaut). Mas outras uvas ganham terreno por ali, sobretudo Merlot, Pinot Noir e Shiraz.

Desta vez o restaurante que sediou o evento foi o ótimo Tapioca, onde fomos recebidos com fidalguia por Duca Lapenda e sua equipe. Depois da degustação formal dos vinhos - como sempre inteiramente às cegas - fomos premiados com outra degustação: pratos do cardápio da casa, onde destaco o saboroso arroz de cabidela. Tudo sem reparo. Quer dizer... Desta feita o grupo de degustadores foi reduzido a quatro enófilos, devido a outros compromissos que afastaram três colegas. Mas se o número foi menor, o mesmo não pode se dizer da qualidade de quem lá estava (veja o corpo de jurados, desconsiderando este que vos escreve). Egoísmos à parte, até sobrou mais vinho para nós quatro! Brincadeira.

Bem, amigos, vamos ao resultado

Na tabela abaixo você encontra os distritos produtores, os nomes dos vinhos e as safras. Depois a faixa de preço, a média de pontos (máximo de 100) e a classificação dos vinhos. Adiante a classificação das lojas fornecedoras, com a pontuação dividida pelo número de garrafas enviadas. Item outra vez liderado pelo Club du Vin.

O vinho vencedor foi o Danie de Wet Pinotage Bio 2009, da vinícola Wetshof, 12 décimos acima do segundo lugar, o Simonsig Cabernet Sauvignon. Em terceiro, também poucos décimos abaixo, o Wolftrap, produzido pela vinícola Boekenhoutskloof (conseguiu pronunciar?). Este último, ao contrário dos dois primeiros - varietais das duas mais importantes castas tintas da África do Sul - é um corte de uvas oriundas do Rhône (França): Shiraz, Mourvèdre, Viognier e Cinsaut. Essa é uma nova faceta dos produtores daquele país.

Como já disse, até o sexto lugar a diferença de pontos foi bem pequena, expressando uma boa qualidade média dos vinhos testados.

Mas essas degustações sempre trazem surpresas. O vinho menos pontuado, um corte com predomínio da uva Merlot, é produzido sob orientação de um dos mais cultuados enólogos do mundo, o bordalês Michel Rolland. No mundo do vinho costumamos dizer que “vinho é medido garrafa a garrafa”. Terá havido algum problema específico com aquela que testamos? Qualquer dia desses vou tirar essa dúvida.

Nenhuma casta de uva predominou absoluta. O mesmo podendo se dizer dos distritos produtores.

Por fim, uma análise que sempre fazemos: a relação qualidade-preço. Como quase todos os vinhos estavam na faixa de R$ 41a R$ 80 e a pontuação foi próxima, não houve grandes diferenças. Porém, nesse item venceu também o Danie de Wet, seguido pelo Glen Carlou Cabernet Sauvignon e pelo Simonsig Pinotage.

Façam seus testes, leitores e vejam se concordam com nossos degustadores. Se possível, lá mesmo, no país das vuvuzelas. Sem elas, claro. Pois daí vai dar para ouvir seu tim, tim. Brinde à vida!

CLIQUE NA TABELA PARA AMPLIÁ-LA:

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Two Oceans Sauvignon Blanc – 2008

Este vinho é o meu escolhido para o comentário do mês de julho da Confraria Brasileira de Enoblogs. A sugestão foi do Luis Sérgio, do blog Vitis Vinifera, que deu duas indicações: ou um Sauvignon Blanc da África do Sul ou o rótulo Nederburg Twenty10 Sauvignon Blanc 2009.

Fiquei com este pela facilidade de encontrar e pela faixa de preço, mais acessível.

O Two Oceans é produzido em Western Cape, na África do Sul, com a uva branca Sauvignon Blanc. Sua cor é amarelo palha com reflexos dourados e os aromas mostram predominantemente notas de maracujá, com um caráter bem tropical, além de toques herbáceos.

Na boca mostra mais nuances, repetindo o maracujá e o herbáceo, acrescentando leve sabor de fruta passa. Tem boa acidez e frescor, além de média persistência. Mostra um leve amargor final, mas que é compensado com as outras qualidades do vinho. Sua graduação alcoólica é de 12%.

Classificação: Bom custo-benefício
Preço: R$ 19,90
Onde encontrar: Supermercados Pão de Açúcar.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Obikwa Merlot - 2009

A Confraria Brasileira de Enoblogs também sugeriu para este mês o comentário de um vinho sul-africano, em homenagem ao país sede da Copa do Mundo de 2010. Escolhi este Obikwa, um rótulo que já vem sido visto com frequência nas prateleiras das lojas de vinhos e de supermercados brasileiros.

Não esperava muita coisa dele, porém tive uma boa surpresa. Elaborado com a uva Merlot, na região de Stellenbosch, o Obikwa apresenta cor rubi fechada e um nariz bastante perfumado, com notas de frutas vermelhas, como ameixa, além de canela e café. Na boca, também traz bastante fruta, destacando-se jambo maduro e café. A bebida - muito fácil de tomar - tem corpo médio e taninos de boa qualidade. A graduação alcoólica é de 13,5% e sua tampa é screw-cap (de rosca). Surpreendeu para um vinho tão jovem.

Classificação: Bom (bom custo-benefício)
Preço: R$ 18,90 (em promoção)
Onde encontrar: No Recife, no RM Express.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

15º encontro da Confraria Amigos do Vinho do Vale do São Francisco (Cavas)

O Espaço Gourmet da Ingá Vinhos Finos, em Casa Forte, no Recife, foi o lugar escolhido para o 15º encontro da Confraria Amigos do Vinho do Vale do São Francisco (Cavas). Mais uma vez, os organizadores Ricardo e Gustavo Lustosa conseguiram realizar um prestigiado encontro, que desta vez contou com a ilustre presença do professor e escritor Ivan Miranda de Araújo e uma interessante apresentação de “degola do espumante”, executada pelo confrade Otávio Moraes.

Na ocasião, os participantes puderam conhecer um pouco sobre o livro “Viagem ao Mundo do Vinho”, lançado recentemente por Ivan Miranda, advogado e estudioso dos vinhos, além de conferir a técnica de abertura da garrafa de espumante com um sabre, a “sabrage” (foto). O método era utilizado por Napoleão Bonaparte no século XIX para abrir as garrafas de champagne durante as comemorações de suas vitórias em batalhas.

O encontro ainda contou com a presença de dois Claúdios. O primeiro, padre, capelão da Marinha, que enriqueceu a noite com um relato sobre vinho e religião. O outro, proprietário da Ingá, que deu uma palhinha sobre os vinhos, dividindo comigo a missão de falar sobre as “estrelas da noite”.

Por falar em estrela, a chef Kácia Nogueira estreou na Cavas preparando o menu da noite, que foi muito bem harmonizado com a bebida. O toque final ficou com a sobremesa, onde entrou a manga Kent, produzida na Vale do São Francisco. A fruta não possui fibras, tem gosto delicioso e pode ser saboreada de colher. Só provando!

Confira o resultado da degustação:

Entrada: Vol au vent de abobrinha e queijo coalho

Espumante Casa Perini Brut Champenoise

Mais um espumante leve e elegante da gaúcha Casa Perini, elaborado pelo método tradicional (Champenoise), com fermentação lenta na própria garrafa. Com 11,8%, tem em sua composição as uvas Chardonnay e Pinot Noir, esta última em menor quantidade. Sua coloração é amarelo palha bem claro, com leves reflexos dourados. Boa quantidade e qualidade de gás carbônico, produzido bolhas finas e de grande persistência.

No nariz tem caráter cítrico, incluindo ainda toque amendoado. O gosto também é cítrico, envolvendo notas de maçã. Apresenta pouca cremosidade, mas oferece um ótimo frescor e acidez, sendo boa opção para acompanhar entradas, pratos leves ou apenas bebericar. O amargorzinho final dá o charme.

Classificação: Muito bom.

Prato principal: Filé de cordeiro envolto em folha de chaya. Risoto de shitake e shimeji com grano padano, geléia de pimenta e farofa de nozes.

Avondale Reserva Syrah – 2005

Como disse o confrade Gustavo, este é um “vinhaço” sul africano. Produzida na região do Coastal, exclusivamente com a uva Syrah, a bebida estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.

O resultado é um vinho de cor rubi com reflexos violeta, e de aromas gostosos e com boa complexidade, entre os quais pude identificar frutas escuras (ameixa bem marcante), baunilha e fumo. Na boca, a ameixa e a baunilha aparecem novamente, tudo muito bem integrado com a madeira. Boa persistência e ótima presença na boca. O teor alcoólico é de 14,5%, mas passa despercebido devido à sua maciez.

Classificação: Excelente.

Serrera Syrah – 2005

A escolha deste rótulo foi interessante para podermos comparar vinhos da mesma variedade, porém de terroirs diferentes. O segundo Syrah da noite veio da Argentina, mais precisamente da região de Lujan de Cuyo, em Mendoza. Com 14% de graduação alcoólica, passou por seis meses de carvalho.

Tem bela cor rubi, com finas e longas lágrimas em tons violeta. Inicialmente, achei o álcool um pouco pronunciado no nariz, mas nada o que uma boa “respirada” (deixar o vinho por um breve período em contato com o oxigênio) não resolva. Sugiro decantá-lo. Após a respirada, surgem notas de morango, chegando a lembrar até compota. Também aparece baunilha, especiarias e defumado. Na boca, apresenta taninos de ótima qualidade, fruta e madeira na medida certa. Acho que ainda tem a evoluir na garrafa.

Classificação: Muito bom.

Sobremesa: Copinho de panna cotta (nata cozida/creme de leite cozido), manga Kent e gelatina de tangerina.

Flor de Torrontés Reserva – 2007

Para fechar a noite, o rótulo escolhido foi um argentino também produzido na região de Lujan de Cuyo, em Mendoza, por Jacques e François Lurton, filhos de André Lurton, conceituado produtor da região de Bordeaux, na França. Este branco é feito com a aromática uva Torrontés, que é junto com a tinta Malbec, símbolo da Argentina.

Na taça, mostra coloração amarelo pálida e traz um aroma bem floral e de frutas tropicais. Já no paladar, mostra ótima acidez, mantendo o frutado e com um interessante toque de menta. Caiu perfeitamente com a sobremesa, que tem doçura praticamente no mesmo nível do vinho. O vinho também deve cair super bem com comida japonesa e salada de frutas. Sua graduação é de 13,5%.

Classificação: Muito bom.

FOTOS - Quem quiser conferir mais imagens do evento, captadas pelas lentes do confrade Haroldo, é só clicar aqui. A senha é: cavas.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

7º Encontro da Cavas

Na semana passada participei do 7o encontro da Confraria Amigos do Vinho do Vale do São Francisco (Cavas), no Dom Ferreira Forneria, em Boa Viagem, no Recife. De antemão, deixo os meus parabéns a Ricardo e Gustavo Lustosa, que têm conseguido reunir cada vez mais interessados em vinhos, nos descontraídos e bem organizados encontros da Confraria. A degustação foi conduzida pelo experiente Barros (na foto), sommelier que está à frente do Dom Ferreira. Vamos às harmonizações:

Espumante Famiglia Fornari Brut
Este espumante argentino, produzido na região de Mendoza, Argentina, acompanhou bem os canapés servidos de entrada. É elaborado com as uvas Chenin Blanc, Pinot Blanc e Chardonnay. A fermentação realizada a baixas temperaturas proporciona bolhas minúsculas e persistentes, assim como uma boa espuma. De paladar suave, mostra aromas que lembram flores e frutas frescas, como a pêra. Tem graduação alcoólica de 12%.


Versus Rosé – 2007
O vinho é um sul-africano elaborado com as uvas Pinotage, Cinsault e Syrah. Fresco e bastante leve, tem uma bela coloração groselha, límpida e brilhante. Mostra aromas de morango e na boca apresenta final persistente. Segundo Barros, deve ser servido a uma temperatura entre 7º a 10º C. Na minha opinião, o melhor vinho da noite. Vem em uma bonita garrafa de 1 litro.

A harmonização foi feita com o delicioso Panini da Forneria (elaborado com massa de pizza, assado no formo à lenha, acompanhado de salada decorativa) e de uma pasta de salmão defumado com peito de peru e queijo mussarela.


Alma de Chile, Cabernet Sauvignon – 2006
Este vinho, como explicou o sommelier Barros, está enquadrado na nova classificação chilena de DOC. Foi elaborado com 85% de Cabernet Sauvignon, mesclados em um corte de Carménere e Merlot. Produzido no Vale do Aconcágua, começou a ser importado há pouco tempo para o Brasil. Apresenta cor rubi intensa e mostra no nariz notas de especiarias e frutas vermelhas. Tenho impressão que se o vinho respirar por mais tempo, os aromas melhoram (inclusive o álcool, que está um pouco pronunciado). É um rótulo de médio corpo, com taninos finos e toques de baunilha. Estagiou cerca de três meses em carvalho.

A minha opção de acompanhamento foi o Filet a La Cavas, prato criado especialmente para o encontro e que segundo o sommelier Barros, irá compor a partir de agora o cardápio do Dom Ferreira. Trata-se de um saboroso medalhão de filet mignon com manteiga de ervas finas acompanhado de fettuccine ao molho de gorgonzola. Recomendo!

Oremus Asti Moscatel
Este espumante brasileiro acompanhou divinamente a torta de maçã caramelizada servida de sobremesa. É produzido pela vinícola Fante, na Serra Gaúcha, com a variedade de uvas Moscato. Apresenta gás natural resultante de uma única fermentação, na qual se interrompe o processo fermentativo para manter a quantidade de açúcar proveniente da própria uva. Tem sabor adocicado e boa acidez. A graduação alcoólica é de 7,5%.

Serviço:
Dom Ferreira Forneria
Avenida Domingos Ferreira, 4140, Boa Viagem.
Fone: (81) 3463-4141