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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Protos Verdejo 2012

Presente super bacana que ganhei dos queridos amigos Naide e Juanpa, trazido diretamente da Espanha para as nossas taças! Uma excelente escolha para o calorão que está fazendo aqui.


Tipo: Branco.
Produtor: Bodegas Protos.
Origem: Rueda, Espanha.
Visual: Cor amarelo dourado com traços esverdeados.
Olfato: Apresenta notas cítricas, minerais, de flores brancas e leve tostado, embora não passe por madeira.
Paladar: Tem médio corpo, final longo e acidez presente. O sabor reproduz as sensações do olfato.
Outras considerações: Um vinho elegante, elaborado 100% com a variedade Verdejo. Tem 13% de álcool. Caiu super bem com um risoto de camarão.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 54

terça-feira, 15 de maio de 2012

Amat Tannat – 2004

Produtor: Bodegas Carrau.
Origem: Cerro Chapeu, Uruguai.
Visual: Cor rubi escuro, brilhante.
Olfato: Complexo, envolvendo notas de frutas de fruta vermelha madura, como ameixa e framboesa, café, tostado, coco, fumo, chocolate, baunilha e especiarias.
Paladar: Extremamente delicado, diferente da maioria dos vinhos feitos com a uva Tannat, que normalmente são mais ásperos devido ao grande volume de taninos presentes. Surgem as frutas, o café e as especiarias, junto com um elegante tostado proveniente do estágio em madeira.
Outras considerações: O vinho, feito 100% com a cepa Tannat, passou por amadurecimento em barricas novas de carvalho francês (50%) e americano (50%). Sua graduação é 14%. Este exemplar foi oferecido e altamente recomendado pelo meu amigo e sommelier Ângelo Miranda, a quem agradeço a oportunidade de experimentar um Tannat tão distinto.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Faixa de preço: R$ 135 [Importadora Zahil]

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sommeliers do Recife comemoram o fim de ano com... vinho!

Segunda-feira foi o dia em que os sommeliers do Recife, ao invés de servir, foram muito bem servidos. O grupo, que também contou com a participação de outros profissionais do vinho da cidade, comemorou o final de mais um ano em alto estilo: com um jantar no restaurante ÇaVa, no Pina, harmonizado com rótulos carinhosamente selecionados por cada um dos participantes.

Cada um comentou sobre o seu vinho escolhido e o motivo de tê-lo trazido ao jantar. Predominaram os rótulos do Novo Mundo, com representantes do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Austrália e Canadá. Do velho mundo, Portugal se fez presente com três rótulos. Vale a pena destacar o belo serviço e menu caprichado do ÇaVa para a ocasião.

Entre os presentes na confraternização, Fabiana (Escrivinhos), Célio (Dom Vinho), Ângelo (Ponte Nova), Helton (RM), professor Ivan Miranda, Leonardo Lucena, Filipe Luna, Tiago Emery (TWS), Rodrigo (Interfood), Rildo (Vinho Club), mais familiares e amigos. O grupo está aumentando. Ano que vem esperamos que mais profissionais se juntem ao grupo para entrar neste clima sadio de alegria e troca de ideias!

A seguir, comentarei os vinhos degustados. Alguns, como o Tamarí AR 2006, o Septima Gran Reserva 2008 e o Vallado Tinto 2006, já haviam sido provados e avaliados aqui no blog, por isso não estão na lista.

Cave Geisse Brut

Produtor: Cave Geisse.
Origem: Pinto Bandeira, Rio Grande do Sul.
Visual: Amarelo, com reflexos dourados. Fino perlage.
Olfato: Notas cítricas, fermento.
Paladar: Delicado, com notas de frutas secas. Boa cremosidade.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, através do método tradicional. Teve maturação em de 24 meses.

Classificação: Muito Bom/Excelente.



Las Perdices Don Juan Reserva 2007 


Produtor: Viña Las Perdices.
Origem: Luján de Cuyo, Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi escuro, brilhante.
Olfato: Fruta madura, café, menta.
Paladar: Bom volume de boca. Potente. Aparecem notas de café, caramelo e pimenta no final.
Outras considerações: Um corte de Malbec, Syrah, Bonarda e Merlot, que estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês.

Classificação: Excelente.



Undurraga Founder’s Collection Cabernet Sauvignon – 2006

Produtor: Viña Undurraga.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Fruta madura, floral, café.
Paladar: Aparecem outras nuances, como couro, baunilha e final apimentado, formando um elegante conjunto. Final longo e agradável.
Outras considerações: Em sua composição vai apenas a uva Cabernet Sauvignon. O vinho maturou 16 meses em carvalho francês. A graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Muito Bom/Excelente.


Familia Deicas Preludio – 2004


Produtor: Familia Deicas.
Origem: Juanicó, Uruguai.
Visual: Cor rubi.
Olfato: Ameixa, anis, menta, notas animais.
Paladar: Mostra no paladar características como couro, café e especiarias.
Outras considerações: Lembra, como bem disseram durante a degustação, um vinho do Velho Mundo. Sua composição é de Tannat (40%), Cabernet Sauvignon (24%), Cabernet Franc (20%), Merlot (12%), Petit Verdot (2%) e Marselan (2%). Estagiou 22 meses em carvalho francês. Tem teor alcoólico de 13%.

Classificação: Muito Bom.


Marquesa de Alorna Reserva - 2008


Produtor: Quinta da Alorna.
Origem: Tejo, Portugal.
Visual: Cor violeta.
Olfato: Floral, café, frutas vermelhas.
Paladar: Boa estrutura, taninos firmes. Sabor pronunciado de café, com notas de baunilha e apimentado. Madeira bem integrada. É um vinho de classe, bastante elegante.
Outras considerações: O produtor não especifica as castas que entram neste vinho, mas revela que houve estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Tem potencial de guarda.


Classificação:
Excelente.


Laura Hartwig Gran Reserva - 2008


Produtor: Laura Hartwig.
Origem: Vale do Colchágua, Chile.
Visual: Cor rubi profundo
Olfato: Café, frutas vermelhas, leve herbáceo, especiarias.
Paladar: Aparece fumo, baunilha e voltam as frutas. Taninos expressivos, elegantes.
Outras considerações: Trata-se de um assemblage das uvas Cabernet Sauvignon, Carménere, Merlot e Syrah. A maior parte dele (90%) passou por barricas francesas e o restante por carvalho americano, durante 20 meses. Possui 14% de álcool.


Classificação:
Muito Bom.


Hope Estate “The Ripper!” Shiraz - 2004


Produtor: Hope Estate.
Origem: Western Austrália.
Visual: Cor rubi bem escuro com traços violáceos.
Olfato: Frutas escura, esmalte de unha, leve apimentado.
Paladar: Taninos vivos, de ótima qualidade. Sabor de fruta silvestre madura, como amora, chegando a lembrar groselha, com notas de chocolate e pimenta.
Outras considerações: As uvas usadas em sua elaboração, da variedade Shiraz, vêm do oeste da Austrália, onde são prensadas, e viajam de caminhão por três dias num ambiente resfriado em direção ao Hunter Valley, na costa leste do país. A extração de cor e taninos nesse processo é tão intensa que a garrafa do vinho fica toda tinturada, mesmo depois de vazia. Metade da bebida maturou metade e carvalho francês e outra em carvalho americano por um período de 12 a 15 meses. Seu teor alcoólico é de 14%.

Classificação: Muito Bom (um vinho inusitado).


Burmester 10 anos Tawny Porto


Produtor: Burmester.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor âmbar.
Olfato: Notas pronunciadas de amêndoa e baunilha.
Paladar: Surge novamente a amêndoa, com leve cítrico e mocha. Boa doçura. Delicado.
Outras considerações: Graduação alcoólica de 20%. Elaborado com as castas Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Francesa e Touriga Nacional. Envelhecido durante 10 anos em cascos de madeira.



Classificação: Muito Bom.


Peller Vidal Icewine


Produtor: Peller Estate.
Origem: Península de Niágara, Canadá.
Visual: Leve rosado.
Olfato: Bastante aromático, com notas de casca de laranja, manga rosa e mel.
Paladar: Mesclam-se as características cítricas com as doces, revelando um vinho equilibradíssimo no paladar, untuoso, e com doçura ímpar.
Outras considerações: Um vinho “de contemplação”, mas que vai muito bem acompanhando biscoitos e sorvetes de creme ou baunilha. Elaborado com uvas congeladas que foram colhidas a mão, durante a noite. Teor alcoólico de 11,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

“Duca sobe a Serra”: uma noitada de gastronomia e vinhos

No último sábado, participamos de uma experiência bem interessante no restaurante Pesquería, em Aldeia, região próxima ao Recife, porém bem mais alta que a capital. O chef Duca Lapenda comandou as panelas da casa e preparou um menu para 95 pessoas, no evento “Duca sobe a Serra”. Aproveitamos para fazer um encontro de amigos durante o jantar e harmonizar interessantes vinhos com o cardápio.

Para entrada, Duca preparou três opções. Fiquei com a ótima Salsiccia  di Bologna, uma linguiça artesanal em molho vermelho acompanhada de pão italiano. O caráter picante da entrada pedia um tinto mais “condimentado”, com um toque de especiarias. Acho que cairia muito bem com um dos últimos vinhos que provamos, levado pelo amigo Célio Vasconcelos, proprietário da Dom Vinho: o supertoscano Dolce Vite Syrah 2007 (os comentários sobre os vinhos virão nos próximos posts).

Para o prato principal, optei pelo Scaloppini  con  fettuccine al gorgonzola (escalopes de filet mignon flambados em conhaque  acompanhados de fettuccine em creme de gorgonzola, com um toquezinho de alecrim).

Este foi acompanhado do L’Arco Chianti 2008, também da Dom Vinho. Embora um vinho com médio corpo e caráter floral, tem acidez suficiente para “encarar” uma carne vermelha.

Na mesma noite, ainda tomamos o Leginestruzze Uzzano Ginestruzze Montespertoli IGT Toscana 2009 e um Esporão Reserva Tinto 2008, este último levado pelo colega Leonardo Lucena.

Depois de tantos belos vinhos, fechamos a noite com a sobremesa Fragole Aldeia, composta de morangos flambados em grappa sobre queijo  mascarpone.

Parabéns ao pessoal do Pesquería, ao chefe Duca e equipe pelo prestigiado evento. Até a próxima!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Rapariga da Quinta – 2008


A pedido da amiga Luciana, a descrição do rótulo de hoje é de um vinho que eu pensava já ter publicado no blog. Porém, verificando minhas anotações, vi que os comentários sobre ele (assim como de muitos e muitos outros) ainda estavam no papel. Aí vai:

Produtor: Luís Duarte Vinhos.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Frutas vermelhas maduras com um toque de especiarias.
Paladar: Jovem, simples, porém bem feito. Traz à boca as mesmas impressões percebidas no olfato.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet, teve passagem de seis meses em barricas de carvalho americano. A graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Bom.
Faixa de preço: R$ 28.
Onde encontrar: No Recife, na LD Importação, RM Express, Casa dos Frios, entre outros.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Amantes do vinho fecham o ano com chave de ouro no Recife

Na última terça-feira, um grupo de amigos sommeliers e enófilos reuniu-se no Tout Bistrot, no Recife, para uma confraternização de final de ano.

Como não poderia deixar de ser, bons vinhos regaram o agradável encontro, acompanhados do novo menu da casa, elaborado pela chef Sofia Mota.

Cada participante levou o seu próprio vinho, resultando numa fantástica seleção.

Confira os rótulos degustados:

Loma Larga Sauvignon Blanc – 2009

Elaborado com uvas Sauvignon Blanc do Vale de Casablanca, no Chile, este branco tem ótima reputação entre os críticos. Sua cor é amarelo ouro e no nariz aparecem frutas tropicais, como a manga, e leves notas herbáceas.

Na boca, revela boa acidez e aparecem outras características como abacaxi e lichia. Tem médio corpo e deve acompanhar bem pratos de frutos do mar mais “pesados”, como moquecas e ensopados.

Classificação: Muito Bom.
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho.

Las Perdices Pinot Noir – 2008

Já havia provado este vinho em outras duas outras ocasiões e vou repetir as minhas impressões: é um Pinot Noir com características bem diferentes, a começar pela sua cor, um rubi mais escuro.

No nariz, traz frutas vermelhas. No paladar, mostra novamente as frutas, com toques de tabaco e leve madeira. Seu amadurecimento foi de 12 meses em carvalho francês novo. Tem médio corpo e acidez um pouco elevada.

Foi produzido 100% com uvas Pinot Noir da região de Lujan de Cuyo, na Argentina.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho.

Familia Schroeder Pinot Noir/Malbec – 2003

Este vinho é muitíssimo interessante, principalmente pelo corte da potente uva Malbec com a delicada Pinot Noir. Ele passou por barricas de carvalho por 18 meses e ganhou uma cor rubi com reflexos violeta. Já mostra um leve halo aquoso, sinal de evolução.

Os aromas são complexos, com fruta vermelha madura, menta, notas florais e baunilha. Leva à boca as mesmas sensações agradáveis do nariz, com taninos maduros e redondos, bom corpo e sensação de veludo.

A graduação é de 14,5%, mas não percebe-se tanto álcool. Vale ainda ressaltar a bela e pesada garrafa, com imponente rótulo metálico.

Classificação: Excelente/Excepcional
Onde encontrar: Importado pela KMM

Norton Elegido Lote Azul nº 2 Malbec/Syrah – 2007

Um vinho exclusivo que é vendido apenas na loja da vinícola argentina Norton, em Lujan de Cuyo, Mendoza. Trata-se de um corte das uvas Malbec e Syrah que apresenta cor rubi e aromas de frutas vermelhas maduras, como a ameixa, e ainda eucalipto.

Na boca é bastante macio, com taninos redondos, bom corpo e boa persistência.

Classificação: Muito Bom
Onde encontrar: Apenas na Bodega Norton, em Mendoza, Argentina

Septima Gran Reserva – 2006

Este excelente vinho vem também da Argentina. É produzido pela bodega Septima, fundada pelos espanhóis da vinícola Cordoníu. Trata-se de uma assemblage das cepas Malbec (55%), Cabernet Sauvignon (33%) e Tannat (11%).

Passou por 12 meses de amadurecimento em carvalho francês e americano.

Sua cor é rubi com tons violeta e os aromas envolvem fruta vermelha madura, eucalipto e chocolate. O álcool “belisca” um pouco o nariz, mas nada que uma boa aerada resolva.

Redondo e macio na boca, demonstra bem as qualidades dos seus taninos. Aparecem novamente as frutas, o eucalipto e o chocolate, além de notas tostadas. Tem ótimo final de boca.

Classificação: Excelente
Onde encontrar: No Recife, no RM Express

Ibéricos Crianza – 2007

Produzido pela vinícola espanhola Miguel Torres, na Rioja, este vinho foi elaborado 100% com a uva Tempranillo, tendo passagem de 12 meses por barricas novas de carvalho.

Sua cor é rubi e mostra lágrimas finas e longas. No nariz, aparecem cereja e pimenta do reino, características que também marcam presença na boca. Na boca, os taninos se impõem, dando uma leve adstringência, que não chega a incomodar. Além das impressões do nariz, surgem também no paladar notas de café.

O teor alcoólico é de 14%.

Classificação: Muito bom
Onde comprar: Pela internet, no site da wine.com.br

Carabantes – 2003

Produzido pela Viña Von Siebenthal, no Vale do Aconcágua, Chile, este super vinho leva em sua composição as uvas Syrah (85%), Cabernet Sauvignon (10%) e Petit Verdot (5%).

Os aromas são bem complexos, com fruta escura, erva-doce, cassis, café e couro, que mudam a cada momento na taça. Na boca, essas mesmas impressões se repetem, arrematadas por um bom corpo e maciez. Um vinho que deixa seu sabor na boca por um longo tempo.

Passou por estágio em carvalho francês e tem 13,5% de graduação alcoólica.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Onde encontrar: No Recife, na Dom Vinho.

Casa Venturini Reserva Tannat – 2008

Já havia provado este brasileiro da Casa Venturini e resolvi levar uma garrafa para os amigos provarem e conhecerem a sua forte personalidade.

Elaborado 100% com a uva Tannat, o vinho passou por 18 meses em carvalho. A cor se mostrou granada bem escura, com reflexos violáceos e muitas lágrimas na taça.

Decantou por cerca de duas horas.

No olfato, um “coice”. As notas animais (suor de cavalo) e de estrebaria saltam da taça. Com o passar do tempo também aparecem notas de erva-doce e defumado.

Mesmo com a aeração, o álcool ainda aparece, mas sem incomodar. Tem corpo médio e taninos domados. Deve melhorar com a guarda.

Classificação: Muito bom.

Espumante Moscatel Franco Italiano

Produzido pela vinícola paranaense Franco Italiano, este espumante, elaborado pelo método Asti com a uva Moscato, fechou a noite junto com a bela sobremesa servida no Tout (pastéis de banana com sorvete de canela).

De cor amarelo claro com reflexos esverdeados, a bebida mostra bolhas delicadas em grande quantidade e persistência. Tem bons aromas cítricos e notas de pêssego. É cremoso na boca, com boa sensação de agulha e acidez. Tem doçura na medida certa e final de maçã verde.

Classificação: Muito Bom
Onde encontrar: Vinícola Franco Italiano. Fone: (41) 3621-1211. vinicolafrancoitaliano@yahoo.com.br

Mais um brinde a todos que participaram desta noite tão agradável: Célio, Arthur, Leonardo, Otávio, Ângelo, Fabiana, André, Helton, Gilberto, Paula, Ana, Filipe e seus pais.

E para aqueles que não puderam comparecer, um feliz Natal e um ano novo cheio de bons motivos para brindar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Santorini Vinsanto – 2004


A noite de vinhos brasileiros e europeus realizada no último fim semana com amigos terminou em alto estilo. Fechamos com um vinho grego de sobremesa com uvas originárias de Santorini.

O Vinsanto é uma bebida tradicional na Grécia, feita com uvas brancas secas. Este, que é da safra 2004, leva as variedades Assyrtiko e Aidani. Porém, não confundir o Vinsanto grego com o Vin Santo produzido na região da Toscana, na Itália. Este também é um vinho de sobremesa, só que elaborado com as uvas Trebbiano e Malvasia.

Fiquei impressionada com a doçura equilibrada deste vinho, que tem uma bonita cor vermelho alaranjada. Os aromas são marcantes, aparecendo casca de laranja, mel, frutas secas e amêndoas.

Como já havia dito, o vinho causa ótimo impacto na boca, com uma acidez equilibrada, que não deixa a bebida enjoativa. Além disso, ele ainda tem um corpo aveludado. Repetem-se as sensações do nariz, acrescentando-se um leve caramelo.

A graduação alcoólica é de 11,5%.

Classificação: Excelente/Excepcional.

Dádivas Merlot / Cabernet Sauvignon – 2008

Este foi outro vinho provado este fim de semana durante um encontro entre amigos com vinhos brasileiros e europeus. O rótulo é produzido por uma das vinícolas brasileiras que mais admiro, a Lídio Carraro.

As uvas usadas neste corte de Merlot e Cabernet Sauvignon são provenientes do município de Encruzilhada do Sul, na Serra Gaúcha.

Sua cor é rubi brilhante e os aromas envolvem frutas vermelhas, com destaque para o jambo, cacau e especiarias.

O bom corpo, a boa persistência e a qualidade de seus taninos o tornam um vinho elegante, gostoso de beber e bom para acompanhar comida, como carnes vermelhas e massas. Tem graduação alcoólica de 13%.

Classificação: Excelente
Faixa de preço: R$ 35
Onde encontrar: No Recife, no Club du Vin.

Château Tour de Pressac – 2007


Este é um Grand Cru da região de Saint Emilion, Bordeaux, provado durante um encontro de vinhos brasileiros e europeus promovido por amigos neste final de semana.

A título de explicação, a classificação de Saint Emilion é dividida em duas denominações: os premiers grand crus (15 vinhos) e os grand crus (46 vinhos).

A bebida é um corte das uvas Merlot (72%), Cabernet Franc (14%), Cabernet Sauvignon (12%), Carmenère (1%) e Noir de Pressac, como é conhecida a variedade Malbec na região (1%). Teve estágio de um ano em barricas de carvalho francês.

O vinho apresenta cor rubi clara e mostra um bonito halo aquoso, sinal que já tem uma leve evolução. Seus aromas são de frutas vermelhas e especiarias. O corpo é médio e traz um paladar que repete as impressões do nariz, além de um toque de defumado.

A bebida ainda deve melhorar bastante com a guarda. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Muito bom/Excelente
Faixa de preço: Na França, 21,00 €

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Félix Rocha Alicante Bouschet – 2004

Conheci este ótimo vinho na Expovinis deste ano e tive a oportunidade de trazer uma garrafa, que apreciei junto com dois grandes amigos sommeliers - Ângelo Bruno e Célio Vasconcelos, no restaurante Mercado 153, no Shopping Tacaruna, Recife.

Produzido pela Sociedade Agrícola Félix Rocha, trata-se de um vinho Regional da Estremadura, produzido 100% com a casta Alicante Bouschet. O rótulo me foi apresentado pessoalmente pelo diretor geral da vinícola, Paulo Rocha.

A bebida teve passagem por barricas de carvalho francês e americano durante 15 meses, amadurecendo mais 12 meses em garrafa. Nesta safra, foram produzidas 6 mil unidades.

A cor é granada, escura e brilhante, com aromas de frutas escuras, especiarias e chocolate. É um vinho encorpado, que impõe respeito, com taninos bem trabalhados e ótimo sabor - que perdura por bastante tempo na boca.

Este é um rótulo que tem capacidade de evoluir e, segundo Paulo Rocha, pode passar mais dez anos envelhecendo na garrafa. Sua graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Excelente
Preço: Em Portugal, €14,00
Onde encontrar: No Brasil, com a Rocha & Carvalhosa (21) 2293.8038 | (11) 4392.3684

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Degustação especial no Dia dos Namorados

Dia dos Namorados: nada de restaurante cheio e atendimento ruim. Apenas quatro casais de amigos, ambiente aconchegante, conversa boa, vinhos e comida extraordinários. Foi assim que resolvemos comemorar a data, no último sábado. Os amigos abriram as portas de casa e fizemos uma farra memorável – inclusive com “ataques coordenados” à adega dos anfitriões.

Entre os vinhos degustados na noite:

Bouchard Père et Fils Le Chardonnay de Chardonnay – 2008

Este rótulo vem de uma antiga vila chamada Chardonnay, na Borgonha, França, de onde se origina o nome da uva branca Chardonnay. Provar este vinho para mim significou uma experiência incrível, pois a Chardonnay é considerada a principal cepa branca do mundo, e ele veio exatamente de seu “berço”.

O produtor, Bouchard Père et Fils, tem mais de cem anos de história e é um dos maiores proprietários de premier crus da subregião de Beaune.

Vale lembrar que este vinho foi trazido diretamente da França, presente de uma grande amiga, a editora da revista Mon Quartier, Naide Nóbrega.

Sua coloração é amarelo clara, límpida e transparente, com reflexos dourados. Traz ao nariz notas florais, mescladas com maçã verde. É muito refrescante na boca, com bom equilíbrio e acidez, revelando caráter levemente cítrico, com notas amanteigadas.

Classificação: Muito bom/excelente.


DV Catena Cabernet Sauvignon/Malbec – 2006

Já este argentino produzido em Mendoza chegou à nossa comemoração através das mãos do colega Lula Moura, um dos participantes da noite. É um vinho elaborado pela renomada Bodega Catena Zapata, que leva em sua composição as castas Cabernet Sauvignon e Malbec, em proporções iguais.

O vinho estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês e americano. Tem cor rubi com reflexos violáceos e já mostra um halo de evolução. É um vinho que ainda pode ser guardado por mais alguns anos, mas também já pode ser bebido com prazer.

Tem boa intensidade de aromas, revelando frutos escuros maduros, como ameixa e amoras, além de especiarias e baunilha. Mostra elegância na boca, com taninos redondos e as mesmas impressões da boca, acrescentando-se notas tostadas. Final longo e agradável.

Classificação: Muito bom/excelente


Quinta da Bacalhôa – 2006

O próximo vinho foi este tradicional português, com classificação de Vinho Regional Terras do Sado, produzido pela Bacalhôa Vinhos de Portugal. Tem em sua composição as uvas Cabernet Sauvignon (90%) e Merlot (10%) e passou por 14 meses em barricas de carvalho, com mais 12 meses em garrafa.

A coloração é rubi com traços violáceos, com aromas de ameixa, tostado, além de especiarias. É um vinho encorpado, com mais frutas vermelhas, leve toque mineral e especiarias. Os taninos são vívidos e elegantes e o final bastante persistente. A graduação alcoólica é de 14,2%.


Classificação: Muito bom


Carmen Reserve Cabernet Sauvignon – 2005

Este “vinhaço” é produzido pela Viña Carmen e tem origem no Vale Del Maipo, no Chile. Levou 90 pontos da revista Wine Spectator.

A Viña Carmen é a mais antiga e uma das mais tradicionais vinícolas chilenas, fundada em 1850.

Sua cor é rubi brilhante, com aromas complexos que incluem frutas vermelhas, como morangos e amoras, além de tostado e chocolate. Muito elegante na boca, mostra bom corpo e estrutura, além delicioso sabor de frutas vermelhas, café, chocolate - tudo em equilíbrio com a madeira. Excelente persistência.

Classificação: Excelente


Piccini Brunello di Montalcino Villa Al Cortile – 2004

Vinho da Toscana, produzido na região de origem controlada e garantida (DOCG) de Brunello di Montalcino pela vinícola Piccini. Este foi um outro extraordinário vinho da noite. A bebida envelheceu 20 meses em carvalho, além de passar mais seis meses na garrafa. Seu teor alcoólico é de 13,5% e a uva usada é a Sangiovese Groso.

De coloração granada, bastante escura e fechada, este vinho traz aromas de frutas vermelhas como ameixa, além de pimentão, couro e estrebaria. É macio na boca, com elegantes taninos e leve frutado. Indiscutivelmente um ótimo vinho para acompanhar refeições, como carnes vermelhas, de caça e queijos maturados.

Classificação: Excelente


Em nome de todos os participantes, agradeço ao casal CH e Rafinha por nos receber tão bem e proporcionar esta noite tão agradável. Nota dez!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Marco Carpineti Capolemole Rosso – 2007

Outro bom rótulo trazido pelos amigos CH e Rafinha para a nossa casa, vindo diretamente da Itália. Este é um vinho tinto elaborado por meio de agricultura biológica, sem aplicação de produtos químicos no vinhedo. Em sua composição estão as uvas Nero Buono di Cori, Montepulciano e uma pequena parte de Cesanese. Sua origem é a DOC (Denominação de Origem Controlada) de Cori.

A bebida passou por um período de maturação de 12 meses em barricas de carvalho e ganhou um teor alcoólico de 13,5%.

Na taça, apresenta cor rubi brilhante, com gostosos aromas de frutas silvestres, especiarias e compota. Na boca, é um vinho com bom corpo, com taninos de boa qualidade e notas apimentadas. A madeira aparece em pleno equilíbrio com o conjunto.

Classificação: Muito bom

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Miolo Lote 43 - 2005

Tivemos o prazer de provar este final de semana, trazido pelos amigos CH e Rafinha, o vinho que é considerado por muitos o melhor nacional da atualidade: o Miolo Lote 43 2005. Inclusive, ele já foi eleito em Portugal como o melhor vinho brasileiro.

Já havia provado a safra de 1999 deste vinho, porém ela não chega aos pés da safra de 2005.

O Miolo Lote 43 é uma homenagem ao italiano Giuseppe Miolo, patriarca da família Miolo. O nome do vinho é uma referência ao pedaço especial de terra, na Serra Gaúcha, onde está localizado o vinhedo que dá origem às suas uvas. Estas terras foram as primeiras a serem recebidas por Giuseppe quando ele chegou ao Brasil.

Produzido com as cepas Cabernet Sauvignon e Merlot, o vinho estagia em barricas de carvalho americano e tem a supervisão do enólogo Adriano Miolo. De cor rubi bem fechada, revela uma grande gama de aromas, que começam com ameixa, compota, tabaco, frutas secas e menta. Na boca aparecem taninos de ótima qualidade e um sabor frutado, em belo equilíbrio com a madeira, com bom corpo e uma leve sensação picante. O vinho tem ótima persistência. Sua graduação alcoólica é de 13,5%.

Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 80 a R$ 90
Onde encontrar: Loja virtual da Miolo (www.loja.miolo.com.br)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Da Noi recebe o 19º encontro da Cavas Confraria

Fotos: Ana Paula Bernardes
O 19º encontro da Confraria Amigos do Vinho Vale do São Francisco (Cavas) aconteceu esta semana num dos mais prestigiados restaurantes do momento no Recife, a Risoteria e Ristorante Da Noi, em Boa Viagem.

Apesar de reservado para 40 pessoas, muitos confrades apareceram para prestigiar, deixando o evento ainda mais animado.

O menu estava de muito bom gosto e os vinhos, dessa vez, foram de diferentes produtores e regiões vinícolas.

De entrada, a casa serviu uma Varieta di bruschetta (pão italiano com tomate e
mussarela de bufala, parma, brie e geléia de damasco). O vinho escolhido para harmonizar foi um branco nacional de ótima qualidade, descrito logo abaixo.

Casa Valduga Gewürztraminer Premium - 2005

Como expliquei durante o evento, este é um vinho produzido com uma uva originária da Alsácia, na França, porém de nome alemão, chamada Gewürztraminer. Devido à sua difícil pronúncia, esse nome gerou muitas brincadeiras entre os confrades. Porém, foi esclarecida por um alemão original, integrante da confraria (foto abaixo). Gewürz significa “especiaria”, característica que muitas vezes a uva transmite ao vinho.

Quanto ao rótulo em questão, trata-se de um branco bastante delicado produzido pela Casa Valduga, na Serra Gaúcha. Com coloração amarelo palha, apresenta discretos aromas florais e um caráter mineral, trazendo para a boca uma boa doçura que lembra lichia. Tem boa persistência e equilíbrio de acidez. Sua graduação alcoólica é de 12%.

Classificação: Muito bom.

Havia opções de dois primeiros pratos. A primeira era um Gnocchi di Ricotta e Porri al Sugo (gnocchi de ricota e alho poro com molho de tomate e manjericão) e a segunda um Filetto Alla Mastroianni (medalhões de filet mignon ao molho perfumado de tartufo e ravióli de queijo). Optei pelo filé e me dei bem. Ele fez boa combinação com o vinho servido a seguir.

Meia Pipa – 2008

Já havia provado este vinho, porém nunca comentado aqui no blog. Ele é produzido pela conceituada vinícola portuguesa Bacalhoa, com denominação de Vinho Regional Terras do Sado (Península de Setúbal).

Contam que a origem do seu nome vem do fato que o vinho era inicialmente comercializado em meias pipas (barris) de 250 litros. Em sua composição entram as castas Cabernet Sauvignon, Syrah e Castelão.

A bebida, que tem 14%, passou 12 meses em carvalho.

Na taça, apresenta coloração rubi e um discreto halo aquoso na borda. Traz aromas de frutas escuras, como ameixa, notas de especiarias e um leve mentolado. Alguns confrades também registram outras sensações, como de mel de engenho, caramelo e café.

O vinho tem bom corpo e equilíbrio, além de taninos bem estruturados. É um vinho que certamente tem potencial para guarda.

Classificação: Muito bom.

O segundo prato também contou com duas opções. Um Gnocchi Gratinati al Pomodoro e Funghi (gnocchi de batata gratinado com molho de tomate e funghi) e um Risotto con Filetto di Agnello e Funghi Freschi (arroz italiano com file de cordeiro e cogumelos frescos). Apostei na especialidade da casa e escolhi um risoto, de muito boa qualidade.

Para harmonizar, os confrades organizadores escolheram o argentino a seguir:

Argento Reserva Cabernet Sauvignon – 2008

Produzido pela Bodegas Esmeralda, em Mendoza, na Argentina, o Argento é um vinho bem conhecido pelas bandas de cá. É um vinho que precisa “respirar” para soltar os seus aromas, pois o álcool está bastante pronunciado no primeiro momento.

É um vinho de cor rubi, com intensas lágrimas na taça. De estilo fácil, bem frutado, com toque de baunilha e algum tostado. Na boca continua frutado e ainda revela um caráter de defumado.

Tem pouco corpo e pouca persistência. Sua graduação alcoólica é de 13%.

Classificação: Bom

Neste meio tempo, tivemos duas oportunas participações de confrades que falaram de interessantes e oportunos temas.

O primeiro foi o já assíduo confrade Padre Cláudio Jacinto, que falou sobre vinho e religião. Ele lembrou que estamos na época de comemoração da Páscoa e traçou um paralelo mostrando como o vinho estava presente na vida de Jesus e ainda hoje se faz presente nas celebrações cristãs.

A segunda participação foi do cirurgião cardiovascular Fábio Granja. Ele explicou aos confrades presentes os benefícios do consumo moderado de vinho no dia-a-dia, citando o “paradoxo francês”. Naquele país, onde é costume tomar-se uma ou duas taças diárias de vinho, os eventos cardíacos são bem mais baixos que em outras localidades.

Segundo o médico e confrade, os flavonóides e o resveratrol, substância transmitidas ao vinho, têm o poder de diminuir os radicais livres, o colesterol ruim (LDL) e aumentar a gordura boa (HDL).

Por essas e por outras, continuamos animados a noite, que fechou com uma bela sobremesa: um Salami di Cioccolato con Salsa di Pistachio (salames da chocolate com calda de pistache e sorvete de creme).

Para harmonizar, um espumante que já comentei por aqui:

Rio Sol Brut Rosé

Originário do vale do São Francisco, o Rio Sol Brut Rosé é produzido pela ViniBrasil pelo método Charmat, com segunda fermentação em tanques de aço inox. Seu teor alcoólico é de 12%.

De coloração salmon, apresentou boa quantidade de bolhas. Tem aromas de morango e na boca apresenta boa cremosidade, mantendo o frutado. Este espumante deve ser tomado bem gelado.

Classificação: Bom.

Como alguns confrades mesmo já puderam identificar, o espumante foi bem com o sorvete de creme, mas não caiu bem com o chocolate. Talvez uma fruta vermelha na mistura casasse melhor.

Estamos cada vez com os sentidos mais afiados!

Mais uma vez, parabéns aos organizadores Ricardo e Gustavo Lustosa, e aos diletos confrades.

Um brinde e até o próximo encontro!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cavas harmoniza vinhos da Casa Valduga com a comida do restaurante O Pátio

Fotos: Ana Paula Bernardes
Lugar agradável, clima descontraído, boa comida e bons vinhos. Isto pode resumir o que foi o 18º encontro da Confraria dos Amigos do Vinho Vale do São Francisco (Cavas), realizado na última semana, no restaurante O Pátio, no Bairro das Graças, no Recife.

Desta vez, todos os vinhos servidos no evento foram da vinícola brasileira Casa Valduga, que trouxe ótimos rótulos para a degustação. Já o menu teve o toque da chef Cecília Vieira, com pratos que proporcionaram uma bela harmonização.

Os anfitriões Ricardo e Gustavo Lustosa receberam um público bastante animado, com confrades já assíduos e novos participantes. Por falar em assiduidade, o casal Gildenor Pires e Márcia Costa (foto) foram agraciados no evento com um certificado e uma garrafa do vinho Villa Lobos, da Casa Valduga. O motivo? Eles não faltaram a nenhum dos encontros da Cavas em 2009.

Estiveram presentes o representante da Casa Valduga Michael Hennessey, o especialista Ivan Miranda (foto), que falou sobre alguns vinhos da noite, e a titular deste blog, que também deu uma palhinha sobre a degustação. Outra presença anotada foi a da editora da revista Mon Quartier, Naide Nóbrega, que distribuiu exemplares de sua publicação aos participantes.

As harmonizações:

Entrada:
Bruscheta de shitake e queijo, acompanhada de camarões no azeite, alho e ervas.

Espumante Arte Brut

Elaborado com 30% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir, este espumante, assim como todos da Casa Valduga, é produzido através do método tradicional (champenoise), com segunda fermentação na própria garrafa.

Trata-se de um espumante de cor amarelo pálido, com bolhas finas e persistentes. Os aromas trazem notas cítricas, mescladas com tostado e uma leve impressão de mel. Apresenta boa cremosidade na boca, com nítida sensação de “agulha”. Mantém o caráter cítrico na boca, harmonizando muito bem com o camarão.

Sua graduação alcoólica é de 11,5%.

Classificação: Muito bom.


2ª Entrada:
Couscous marroquino com emincé de cordeiro em molho de hortelã.


Casa Valduga Premium Cabernet Franc

Este vinho é elaborado com a uva Cabernet Franc, originária de Bordeaux, na França, mas que se adaptou bem na Serra Gaúcha. A bebida estagiou em barricas de carvalho francês por oito meses e tem 13% de álcool.

Já havia comentado o mesmo vinho aqui no blog e pude fazer o mesmo durante o evento (foto). Sua coloração é rubi bem fechada. No nariz, traz aromas de frutas vermelhas, baunilha, e pimentão. O confrade Gustavo lembrou da infância associando o cheiro do vinho ao do “pirulito Zorro”. Sua associação foi correta, já que o vinho tem realmente um caráter de caramelo igual ao daquele doce.

É um vinho com bom corpo, frutado, lembrando licor de cassis, com notas de especiarias. Alguns acharam que o álcool estava se sobressaindo, mas a mim não incomodou. Madeira em equilíbrio e taninos integrados.

Classificação: Muito bom.

Prato Principal:
Filetto Rôti acompanhado de risoto de funghi e parmesão

Mundvs Cabernet Sauvignon
Este foi o rótulo da noite. Elaborado pela Casa Valduga no Vale do Maipo, Chile, com supervisão do enólogo da vinícola, o vinho passou por 18 meses em carvalho francês, com estágio de mais 12 meses em garrafa.

Nota-se o cuidado na sua elaboração em todos os detalhes, desde a bela apresentação da garrafa.

A bebida é de cor rubi, com reflexos violáceos, derramando longas lágrimas finas na taça. O sabor revela frutas vermelhas, especiarias e café, com boa persistência na boca. Trata-se de um vinho redondo, que foi muito bem com a comida.

Classificação: Excelente.

Sobremesa:
Tortinha quente folhada de maçã com sorvete.

Espumante Brut Blush
Para harmonizar com a sobremesa, foi escolhido este espumante rosé, que leva também as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Bom para ser tomado bem gelado, acompanhando frutos do mar, entradas e sobremesas com sorvete. Caiu super bem com a escolha do folhado com sorvete.

A bebida tem cor rosada, bolhas em grande quantidade e média persistência e boa cremosidade e frescor. Os aromas e sabores remetem a frutas vermelhas silvestres. Teor alcoólico de 12%.

Classificação: Bom.