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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Harmonizando vinho do Porto e bolo de frutas (#CBE)

A sugestão de tema para ser comentado este mês na Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi do confrade Gil Mesquita, do blog Vinho Para Todos. Gil, que assim como eu é apreciador de uma boa corrida, fez um pedido nada light, porém muito interessante: qualquer vinho de sobremesa com uma dica de harmonização no post.

Aproveitei o aniversário da minha mãe, que foi ontem, e fiz a minha experiência com o bolo da festa. A iguaria, tipicamente pernambucana, é conhecida como bolo de noiva ou bolo de frutas. A receita original leva frutas cristalizadas e ameixas, mas este foi feito só com as ameixas. A massa também leva vinho do Porto ou moscatel. É um bolo que “apura” o sabor com o passar dos dias. Este estava com quatro dias de “maturação”. Simplesmente irresistível!

Para harmonizar, escolhi um clássico da Ramos Pinto:


Ramos Pinto Porto Tawny

Tipo: Vinho do Porto/Sobremesa/Licoroso/Fortificado.
Produtor: Ramos Pinto.
Origem: Douro, Portugal.
Visual: Cor granada profunda.
Olfato: Amêndoas, canela e frutas secas.
Paladar: Untuoso, com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Exibe notas tostadas e traz de volta as sensações do olfato. Final prolongado.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Tinta Roriz e Tinto Cão, este vinho maturou em cascos e tonéis de carvalho de três a cinco anos. Tem 19,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 70 [Licínio Dias (LD) Importação]

O resultado da harmonização:

Os dois elementos apresentaram o mesmo nível de doçura, tornando a combinação agradável. Outro ponto a favor foi o sabor das frutas secas, sentido tanto no bolo quanto no vinho. O sabor “apurado” da sobremesa também se encaixou perfeitamente com o caráter levemente oxidativo do vinho. Resumindo: uma excelente combinação.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Casas del Toqui Single Estate Sauvignon Blanc 2014 (#CBE)

Como já é de praxe, começo de mês é dia de comentar o vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A sugestão de fevereiro foi do confrade Alexandre Frias (Diário de Baco/Enoblogs), que fez a seguinte pedida:  “Um vinho de Sauvignon Blanc sem limite de preço". A minha escolha foi degustada comendo um belo ceviche. Confira:


Tipo: Branco
Produtor: Casas del Toqui
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com tons esverdeados.
Olfato: Muito vivo e delicado, ressalta notas de frutas cítricas, de maracujá e minerais.
Paladar: Excelente frescor amparado pela sua boa acidez. Sabor frutado que mescla notas de lima e maracujá.
Outras considerações: Elaborado com 100% de uvas Sauvignon Blanc, tem 13,5% de álcool. Um vinho com acidez suficiente para acompanhar ceviches. Também vai bem com outros pescados e frutos do mar ou simplesmente pode ser apreciado geladinho, nos dias mais quentes.

Classificação: Muito Bom (Boa Compra)
Média de preço: R$ 30 [No Recife, na Dom Vinho]

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Champagne Moët & Chandon Grand Vintage 2004 (#CBE)

A última postagem do ano para a Confraria Brasileira de Enoblogs (#CBE) veio com um tema delicioso, proposto pelo confrade Gustavo Kauffman (blog Enoleigos): “um espumante feito pelo método tradicional".

Já que era para fechar com chave de ouro, decidi abrir esta preciosidade que tinha guardada na adega, trazida diretamente da Maison Moët & Chandon, localizada em Champagne, França.


Confira as minhas impressões:

Tipo: Espumante
Produtor: Moët & Chandon.
Origem: Champagne (Epernay), França.
Visual: Perlage irretocável, com duradoura coroa de espuma, bolhas finas, numerosas e persistentes. Cor amarelo palha com traços dourados.
Olfato: Mescla notas frutadas, como pera e melão, com características provenientes de leveduras. Lembrou bastante o aroma de brioche com frutas cristalizadas.
Paladar: Boa sensação de “agulha” causada pelas borbulhas. Acidez de média a mais. O sabor traz de volta as impressões do nariz e ainda um leve toque cítrico. Final longo e elegante.
Outras considerações: Os champagnes Moët & Chandon só estampam a safra no rótulo quando a colheita daquele ano foi considerada excepcional. E 2004 foi considerado um desses anos. Elaborada com as variedades Chardonnay (38%), Pinot Noir (33%) e Pinot Meunier (29%), tem 12,5% de álcool.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Preço: 47 euros (loja da Moët & Chandon, em Champagne).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Monte Guelfo Chianti Classico DOCG 2011 (#CBE)

Como já é de praxe, no primeiro dia de cada mês comento aqui no blog o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). No último mês do ano, a sugestão foi do confrade Jorge Alonso (blog Contando Vinhos), que deu a seguinte sugestão para provarmos: “Um Chianti, valendo Classico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço".

Lembrando que Chianti é uma Denominação de Origem Controlada e garantida (DOCG) da região da Toscana, na Itália. Os vinhos produzidos nesta área demarcada são produzidos principalmente com a uva Sangiovese.

Chianti é a maior zona de vinho da Toscana, composta por sete sub-regiões: Classico, Colli Arentini, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano e Rùfina.

O Chianti Clássico é produzido na antiga zona do Chianti, delimitada em 1716. Este vinho tem que levar pelo menos 80% de Sangiovese em sua composição. É facilmente identificado pelo símbolo do Gallo Nero (Galo Negro) na garrafa. Foi o tipo de Chianti que escolhi para comentar nesta ocasião.
Confira:

Monte Guelfo Chianti Classico DOCG 2011


Tipo: Tinto.
Produtor: Monteguelfo.
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi claro.
Olfato: Morango, floral, especiarias doces (canela, noz moscada) e baunilha.
Paladar: Leve e frutado, com boa acidez. O sabor repete as sensações do nariz.
Outras considerações: Elaborado com 90% de Sangiovese, o vinho não amadurece em madeira. Fresco, jovem, pronto para tomar. Acompanha muito bem pratos à base de molho de tomate. Tem 13.5% de álcool.

Classificação: Bom/Muito Bom.
Média de preço: R$ 48 (www.wine.com.br)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Um vinho branco brasileiro em homenagem à chegada do verão (#CBE)

“Um vinho branco brasileiro de qualquer valor" foi o tema sugerido para ser comentado este mês na Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). A ideia, que caiu muito bem com a proximidade do verão, foi da confrade Ju Gonçalves (Blog Vou de Vinho). A minha escolha foi de um branco leve e refrescante - ótima companhia para os dias de calor. Confira:

Viapiana Green


Tipo: Branco.
Produtor: Viapiana.
Origem: Altos Montes, Flores da Cunha (RS), Brasil
Visual: Cor amarela com reflexos esverdeados.
Olfato: Agradável. Traz notas florais, cítricas e de maçã verde.
Paladar: Bastante leve e refrescante, tem sabor de frutas brancas e mostra novamente um leve toque floral.
Outras considerações: Um brasileiro interessante com apenas 10,5% de álcool. Boa pedida para ser tomado como aperitivo ou ainda acompanhado pratos leves. Caiu muito bem com comida japonesa. Tem em sua composição as uvas Glera (a mesma do Prosecco), Viognier, Chardonnay e Sauvignon Gris. Não safrado.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 30.
Onde encontrar: www.portomediterraneo.com.br

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O vinho da terra de Romeu e Julieta (#CBE)

Verona, localizada no Vêneto, norte da Itália, é lembrada mundialmente por ter sido o cenário da história de amor entre Romeu e Julieta, na peça escrita por William Shakespeare. Mas é também reconhecida por ser o lar do Valpolicella, vinho tinto leve e com pouco tanino elaborado com as uvas nativas Corvina, Rondinella e Molinara. Este clássico italiano foi a sugestão do confrade Alexandre Takei para ser o tema comentado hoje na Confraria Brasileira de Brasileira de Enoblogs (CBE). O meu rótulo foi o seguinte:


Valpolicella Classico Campo del Biotto 2012

Tipo: Tinto.
Produtor: Michele Castellani.
Origem: Vêneto, Itália.
Visual: Cor rubi de média intensidade.
Olfato: Exala jovialidade, com notas de frutas escuras frescas, como ameixa e amora, além de notas de mentol e especiarias.
Paladar: O sabor confirma as sensações sentidas no nariz. Taninos e acidez aparecem de forma equilibrada. De corpo médio, o vinho tem final longo e agradável.
Outras considerações: Elaborada com as uvas Corvina Veronese (70%), Rondinella (20%), Molinara (5%) e outras castas antigas típicas da região (5%), a bebida amadureceu em tanques de aço inox e apresenta 12,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 75 (Importadora Decanter)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Chablis Premier Cru Beauroy Alain Geoffroy 2009 (#CBE)

Como já é de costume, o primeiro dia do mês é dedicado à Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), onde comentamos um tema escolhido por um dos participantes. Este mês, a sugestão ficou a cargo do confrade Marcello Galvão (Agenda de Vinhos), que fez a seguinte pedida: “Chablis, qualquer faixa de preço e qualquer classificação."

Então vamos lá nesta bela missão:


Tipo:
Branco.
Produtor: Alain Geoffroy.
Origem: Chablis, Borgonha, França.
Visual: Cor limão. Intensidade média.
Olfato: Boa complexidade. Cítrico, amanteigado, floral, melão, avelã e amêndoas.
Paladar: Boa acidez, corpo médio e final longo. Repete as sensações sentidas no olfato.
Outras considerações: Elaborado 100% com a casta Chardonnay, o vinho não tem passagem por madeira. Um vinho com boa tipicidade e potencial de envelhecimento. Apresenta 13% de álcool.

Classificação: Muito Bom.
Média de preço: R$ 203 (Importadora Decanter)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Les Hauts de Smith Blanc 2011 (CBE#)

O tema deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi sugerido pelo confrade Victor Beltrami (Balaio do Victor), que fez a seguinte pedida: "um vinho branco, de qualquer casta e país, com passagem por carvalho".

A minha escolha foi uma das melhores dos últimos tempos: o Les Hauts de Smith Blanc 2011. Trata-se de um vinho que experimentei pela primeira vez no ano passado, durante uma visita ao Château Smith Haut Lafitte, um dos Grand Cru Classé de Bordeaux. A safra que tomei naquela ocasião foi a de 2010, elaborada com Sauvignon Blanc (90%), Semillón (5%) e Sauvignon Gris (5%), com fermentação em madeira. Trouxe para casa a safra 2011, bastante recomendada. Esta última foi feita apenas com a uva Sauvignon Blanc, também com fermentação em carvalho. Um primor de vinho!

Confira a avaliação:

Les Hauts de Smith Blanc 2011


Tipo: Branco.
Produtor: Château Smith Haut Lafitte.
Origem: Pessac-Léognan, Bordeaux, França.
Visual: Cor verde limão.
Olfato: Excelente gama aromática, de intensidade média a pronunciada. Num primeiro momento aparecem notas cítricas, frutadas (lichia e pêssego) e florais (jasmim). Depois surgem outras camadas de aromas, com toques minerais, de especiarias, ervas e leite.
Paladar: De médio corpo, cremoso, elegante. Marcado pela boa acidez, integração da madeira e final prolongado. Os sabores reproduzem a riqueza e a intensidade do nariz.
Outras considerações: Elaborado 100% com a variedade Sauvignon Blanc. Sua fermentação ocorreu em barris de carvalho (50% novos). Ficou em contato com as borras durante dez meses.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Média de preço: 63,00 € (na França)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Deinhard Green Label Riesling 2010 (#CBE)

O tema deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi de responsabilidade da confrade Evelyn Fligeri (Taças e Rolhas). Ela sugeriu que escolhêssemos um rótulo elaborado com a uva Riesling de qualquer região e qualquer faixa de preço. Aproveitei para falar sobre um vinho que provei recentemente no Cantu Wine Day, realizado pela importadora Cantu, no Recife.


Confira a avaliação:

Tipo: Branco.
Produtor: Deinhard.
Origem: Mosel, Alemanha.
Visual: Cor amarelo palha com traços esverdeados.
Olfato: Notas cítricas, minerais e de frutas brancas.
Paladar: Maçã verde e um toque cítrico aparecem no sabor. Tem boa acidez e uma leve doçura.  
Outras considerações: Elaborado 100% com a casta Riesling, é um vinho fresco e fácil de tomar. Clássico da região do Mosel.

Classificação: Bom.
Média de preço: R$ 60 [Importado pela Cantu]

terça-feira, 1 de abril de 2014

Viña Ardanza Reserva Especial 2001 (#CBE)

Apreciei bastante o tema de abril da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), proposto pelo confrade Luiz Cola. A sua sugestão para comentarmos neste primeiro dia do mês foi de vinhos evoluídos, com pelo menos dez anos de idade.

Aproveitei para falar de um belíssimo vinho, de uma safra especial, que tomei por esses dias em uma degustação entre amigos, na creperia e bar Anjo Solto, onde temos nos reunido com frequência para provar bons vinhos e trocar informações sobre o tema. Confira:


Tipo: Tinto.
Produtor: La Rioja Alta.
Origem: Rioja, Espanha.
Visual: Cor rubi bem clara, límpida e transparente.
Olfato: De extrema complexidade, revela notas de frutas vermelhas do bosque, como morango e framboesa; casca de laranja; especiarias; baunilha, chocolate e mentol.
Paladar: Bem estruturado, com taninos macios. Corpo leve. Fruta bem presente, junto com algumas das nuances percebidas no olfato. Final longo e prazeroso.
Outras considerações: É de uma safra considerada excelente na região. Além de 2001, somente nas safras de 1964 e 1973 o rótulo deste vinho saiu com a classificação de “Reserva Especial”. Produzido com 80% de Tempranillo e 20% de Garnacha, amadureceu 36 meses em carvalho americano. Graduação alcoólica de 13,5%.

Classificação: Excepcional.
Média de preço: R$ 250 a R$ 300.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vila Vita Branco 2012 (#CBE)

Como é de praxe, todo o início de mês eu comento aqui no blog o vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, o tema foi escolhido pelo confrade Déco Rossi (Blog Enodeco), que deu a seguinte sugestão: "para aproveitar o calor e tentar variar um pouco, vamos com um vinho branco de corte de qualquer faixa de preço".

Então aí vai um branco o qual eu havia provado há alguns dias e gostado, mas que ainda não tinha comentado por aqui:


Tipo: Branco.
Produtor: Herdade dos Grous.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Amarelo palha com tons esverdeados.
Olfato: Predominam notas de frutas tropicais, como abacaxi. Também aparecem traços minerais, cítricos e florais.
Paladar: Envolvente e de boa acidez, mostra também um leve amanteigado. O sabor repete as sensações do nariz.
Outras considerações: Um branco elegante, feito pelo premiado enólogo português Luís Duarte. Tem em sua composição as variedades Antão Vaz (50%), Arinto (30%) e Roupeiro (20%). A graduação alcoólica é de 12,5%. Minha sugestão de harmonização: bobó de camarão.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Faixa de preço: R$ 60.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ca’Sisa Prosecco DOC Treviso Extra Dry (#CBE)

Feliz 2014, amig@s! Para entrar bem o ano, nada como trazer o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). Desta vez, a sugestão foi da confrade Ale Esteves (Dama do Vinho), que fez a seguinte pedida: “o próximo post para 1/1/2014 poderia ser sobre champagne, cava, Prosecco, Franciacorta, qualquer espumante para brindar o novo ano. Mas, de preferência, que esse espumante seja fotografado em algum lugar especial onde você passará o ano novo”.

A minha escolha foi um delicioso Prosecco, tomado geladinho na praia de Japaratinga (AL), onde passei o réveillon. Confira:

Tipo: Espumante.
Produtor: Legnaia.
Origem: Treviso, Itália.
Visual: Cor amarelo palha levemente esverdeado. Bolhas em boa quantidade.
Olfato: Delicado, levemente frutado e com um toque de amêndoas.
Paladar: Boa acidez, muito fresco. Final prolongado.
Outras considerações: Um prosecco de ótima qualidade, que apesar de extra dry (extra seco) não mostra o amargor característico da variedade Glera, com o qual é elaborado. Tem 11% de álcool.

Classificação: Muito Bom.

Faixa de Preço: R$ 40 [Importadora Trinacria]

domingo, 1 de dezembro de 2013

Viña Mar Reserva Pinot Noir 2012 - #CBE

A pedida deste mês na Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi de um Pinot Noir chileno, sem limite de preço – sugestão do confrade Tiago Bulla (Blog Universo dos Vinhos). Minha escolha foi degustada no final de semana, aproveitando uma folga em Angra dos Reis – RJ.

Tipo: Tinto.
Produtor: Viña Mar.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Rubi brilhante.
Olfato: Mescla leves notas florais e de canela com toques de frutas vermelhas silvestres (morango, framboesa) e de ameixa.
Paladar: Leve, com boa acidez. Frutado e agradável. Madeira bem integrada ao conjunto.
Outras considerações: A bebida, elaborada 100% com uvas Pinot Noir, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês. Tem 14% de álcool.

Classificação: Bom [Comprado através da importadora Licínio Dias. No Recife, é encontrado em lojas como Casa dos Frios, Portus, DLP Distribuidora e RM Express].
Faixa de Preço: R$ 39

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Vista TR Rosé 2012 (#CBE)

Aproveitando o início da Primavera, o confrade Alexandre Frias (Blog Diário de Baco) propôs como tema deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs um “rosé do Velho Mundo, sem limite de preço”. Gostei da pedida e tratei logo de abrir o meu durante um fim de semana ensolarado na praia. Confira:

Vista TR Rosé 2012

Tipo: Rosé.
Produtor: Aliança.
Origem: Terras da Beira, Portugal.
Visual: Cor casca de cebola.
Olfato: Exala notas de morangos e toques minerais, formando um conjunto bastante fresco e agradável.
Paladar: Boa acidez. Medianamente encorpado. Repete as impressões do nariz.
Outras considerações: Elaborado com a casta Tinta Roriz, tem 13% de álcool. Uma boa pedida para ser desfrutado sozinho ou acompanhando pratos leves de frutos do mar. A minha harmonização foi com agulhas fritas.

Classificação: Boa compra.
Preço: R$ 26,90 [No Recife, na Casa dos Frios]


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Champagne Deutz Rosé (#CBE)

Como já é de costume, no primeiro dia de cada mês a postagem aqui do blog comenta um vinho sugerido pela Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE). O tema deste mês ficou a cargo do confrade Daniel Perches (Vinhos de Corte). A sua pedida foi a seguinte: "Champagne. Vale qualquer um. E se quiser mandar sugestão de harmonização, é bem-vinda também”.

Então, mãos à massa:

Tipo: Espumante.
Produtor: Deutz.
Origem: Champagne, França.
Visual: Coloração delicada, com tonalidade casca de cebola. Bolhas finas, em boa quantidade.
Olfato: Delicado. Aparecem notas de frutas secas e um leve toque de frutas silvestres, como morango e framboesa.
Paladar: Assim como no nariz, também se sente a mesma delicadeza. É cremoso e apresenta ótima acidez.
Outras considerações: Elaborado exclusivamente com uvas Pinot Noir, amadureceu três anos em contato com leveduras. Tem 12% de álcool. Harmonizou perfeitamente com camarões na manteiga.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 260

Onde encontrar: No Recife, no Empório Pescadero.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vinho do Velho Mundo para churrasco: Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009 (#CBE)

A Confraria Brasileira de Enoblogs manda e eu obedeço. Este mês, o tema para ser explorado veio do confrade Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos) que fez o seguinte desafio: "qual vinho do Velho Mundo você abriria com um bom Churrasco?".

Eu aproveitei para sugerir um rótulo que conheci semana passada, numa degustação de vinhos portugueses da região de Trás-os-Montes. Esse é definitivamente um tinto que vai bem com uma carne vermelha na brasa!

Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009

Tipo: Tinto.
Produtor: Manuel Maria Barreira da Cruz.
Origem: Trás-os-Montes, Portugal.
Visual: Cor rubi com tons violáceos.
Olfato: Agradável, com notas de café, frutas vermelhas maduras e especiarias.
Paladar: Marcante, com taninos presentes. Chegar a ser um pouco rústico. O sabor traz as mesmas características do olfato.
Outras considerações: Tinto sem passagem por madeira, elaborado com as castas Tinta Amarela, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Foram produzidas apenas 3 mil garrafas nesta safra. A sua graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Bom.
Onde encontrar: Os vinhos da região de Trás-os-Montes estão buscando distribuição no Brasil. m.croix@sapo.pt 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Comprando o vinho pelo rótulo: La Posta Cocina Malbec 2010 (#CBE)

Este mês, a responsabilidade de escolher o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) ficou comigo. Resolvi tentar algo diferente e pensei na seguinte opção: muitas vezes, caímos na tentação de comprar um vinho apenas pelo seu rótulo, ser ter nenhuma referência sobre o produto. Então, propus aos confrades esta missão. Escolher um vinho apenas pela sua “beleza exterior” e depois contar se valeu a pena.

O meu valeu. Tive sorte, pois nem sempre é assim. Confira a descrição do vinho escolhido:

La Posta Cocina Malbec 2010

Tipo: Tinto.
Produtor: La Posta del Viñatero.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor púrpura, brilhante.
Olfato: Notas terrosas, de ameixa madura e especiarias.
Paladar: Volumoso, porém equilibrado. O sabor mostra taninos adocicados, fruta vermelha madura, chocolate e um leve especiado.
Outras considerações: Este vinho faz parte de um projeto da enóloga Laura Catena (Bodega Catena Zapata). Foi elaborado com uvas Malbec de vinhedos localizados em La consulta, Altamira e Vista Flores, tendo maturado 10 meses em carvalho francês (70%) e americano (30%), sendo 20% novas. Tem 13,5% de álcool.
A compra: O rótulo me seduziu logo de cara. Simples, mas de bom gosto, traz a imagem de um antigo fogão à lenha. O vermelho vivo usado como pano de fundo também foge do lugar comum, fazendo o vinho se destacar entre os outros nas prateleiras.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 50 (Importado pela Vinci. No Recife, na DOC Distribuidora)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Harmonização do Dia da Pizza #cbe

A Confraria Brasileira de Enoblogs sugeriu um post especial para o Dia da Pizza, comemorado ontem (10/07). A proposta era que cada participante escolhesse um vinho para harmonizar com a pizza de sua preferência.

Como nós andamos numa eterna dieta aqui em casa, resolvemos preparar uma versão “mais light” de pizza, feita na frigideira, com um vinho igualmente leve: um Pinot Noir californiano.

De massa integral fina, a redonda levou molho de tomate, queijo mussarela, manjericão e rúcula, sendo finalizada com orégano, azeite e parmesão ralado na hora. Tudo o que a gente precisava para harmonizar era um tinto fresco, com boa acidez. E esse combinou direitinho:

Bridlewood Pinot Noir 2011

Tipo: Tinto.
Produtor: Bridlewood Estate Winery.
Origem: Monterey County, California – Estados Unidos.
Visual: Rubi escuro.
Olfato: Frutas vermelhas do bosque, caramelo e discreto tostado.
Paladar: Predomina o frutado percebido no nariz, além de um leve especiado. Macio, fresco e agradável. Simples.
Outras considerações: Elaborado com as variedades Pinot noir (95%) e Zinfandel (5%), tem 13,5% de álcool.

Classificação: Bom.
Faixa de preço: 75 [www.wine.com.br]

segunda-feira, 1 de julho de 2013

“Praticando o desapego” em dose dupla na Confraria Brasileira de Enoblogs [#CBE]

Me empolguei com o tema do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, que sugeria a prática do desapego, e resolvi abri logo dois rótulos que vinha guardando com muito carinho na adega. Confesso que a escolha foi difícil, pois tenho alguns outros que estão lá, descansando, e que não tenho muita coragem de abrir... Mas isso é papo para outro post.

Pois bem, o tema de julho foi sugerido pelos confrades Claudio Werneck e Rafaela Giordano, do Le Vin Au blog. Para mim, foi bem oportuno, já que completei dez anos de casamento exatamente em junho, mês que também se comemora o Dia dos Namorados. Então, obrigada, Claudio e Rafaela por dar essa forcinha!

Para começar os trabalhos, um Champagne. Esse não estava guardado há muito tempo, pois havia trazido de viagem recente à França. Era um rótulo que eu tinha muita curiosidade em provar, uma vez que a marca possui o título de grife mais exclusiva de champanhe do mundo. Em meados do século XIX, a Perrier Jouët se tornou a fornecedora oficial de champagnes para a rainha Vitória, da Inglaterra.

Perrier Jouët Grand Brut 

Produtor: Perrier Jouët.
Origem: Epernay, Champagne, França.
Visual: Amarelo palha com reflexos esverdeados. Bolhas finas, porém não muito persistentes.
Olfato: Bastante floral, com algumas notas de mel e de frutas secas. Achei um pouco enjoativo.
Paladar: Fresco, cremoso e com boa acidez. Frutas brancas e as notas percebidas no nariz repetem-se na boca.
Outras considerações: Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, tem 12% de graduação alcoólica.

Classificação: Muito Bom.
Faixa de preço: R$ 200 [Importador: Pernord-Ricard]

Em seguida, um tinto argentino também trazido de viagem, só que este já estava guardado há uns três anos. Foi comprado na própria vinícola, tendo nos sido apresentado como o seu melhor rótulo, de uma grandiosa safra. É realmente surpreendente!

D.V. Catena Malbec Adrianna Vineyard 2005

Produtor: Catena Zapata.
Origem: Tupungato, Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi profundo, com leves traços violáceos.
Olfato: Excelente complexidade. Primeiro aparecem as notas de frutas vermelhas maduras, como ameixa. Em segundo plano, surgem toques de café, tabaco, chocolate, noz moscada e cassis.
Paladar: Une potência à elegância de uma forma muito agradável. É um vinho carnudo, mas ao mesmo tempo aveludado, com final marcante e prolongado. Frutas maduras e chocolate marcam o seu delicioso sabor
Outras considerações: O vinhedo Adrianna, batizado em homenagem à filha mais nova de
Nicolas Catena, é o mais alto de Mendoza, com 1.470 metros de altitude. Apenas 70 barricas deste vinho foram produzidas. O vinho tem 14% e amadureceu 24 meses em carvalho francês novo.

Classificação: Excepcional.
Faixa de preço: R$ 300 [Importador: Mistral]

Para terminar, só uma observação. Estes são vinhos que, pelo valor cobrado, eu nunca compraria aqui no Brasil. Já que eles foram trazidos da origem, custaram pelo menos metade do preço.

domingo, 2 de junho de 2013

Cortes de Cima Syrah 2010 #cbe

Seguindo a indicação do confrade Gil Mesquita, o vinho deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi um Syrah/Shiraz, de qualquer nacionalidade e na faixa de preço de até R$ 100. Adorei o tema, pois sou fã confessa dessa uva. E a minha escolha também foi muito bacana:

Produtor: Cortes de Cima.
Origem: Alentejo, Portugal.
Visual: Cor granada.
Olfato: Muito aromático. Envolve notas de noz moscada, pimenta, frutas vermelhas maduras, café e um leve floral.
Paladar: Equilibrado, ótima acidez, macio e de final prolongado. As mesmas impressões sentidas no nariz voltam à boca, junto com toques terrosos e de azeitona preta. Muito gostoso.
Outras considerações: Elaborado apenas com a uva Syrah, este vinho maturou oito meses em carvalho francês e americano. Sua graduação alcoólica é de 14%.

Classificação: Excelente/Excepcional.
Faixa de preço: R$ 80 a R$ 90 [Importado pela Adega Alentejana]