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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aventuras enogastronômicas no Chile e Argentina (Mendoza) - Parte 9

BODEGA NORTON - A história desta bodega, que foi a primeira fundada ao sul de Mendoza, na Argentina, começou em 1895, quando o engenheiro inglês Edmund James Palmer Norton conheceu aquele solo, durante a construção da estrada de ferro que ligaria Mendoza ao Chile. Trouxe mudas importadas da França e deu início à produção de vinhos.
Em 1989, o empresário austríaco Gernot Langes-Swarovski comprou a bodega. Já em 1991, o enólogo Michael Halstrick iniciou uma nova etapa, preparando a empresa para uma expansão internacional. Foi nesta época que a Norton começou a exportar vinhos finos e receber os primeiros prêmios e menções de qualidade.
Em 2004, Michael Halstrick ganhou o prêmio de melhor enólogo do ano e a Bodega Norton entrou na lista das 100 empresas mais admiradas da Argentina, divulgada pelos jornais La Nación e Clarín das. Em 2006, a revista Wine Spectator declara a vinícola uma das 20 melhores do mundo
Entre as variedades de maior destaque produzidas pela Norton estão a tinta Malbec e a branca Torrontés. Eles aplicam o conceito de viticultura de precisão, utilizando, inclusive, imagens de satélite para analisar a realidade e o potencial de cada vinhedo. Suas videiras têm vida útil de 80 a 100 anos. As mais antigas dão origem aos vinhos de alta gama.
A Bodega conta com mais de 4 mil barricas de carvalho francês e americano. Atualmente, os vinhos da Norton chegam a mais de 60 países. As caves subterrâneas abrigam 500 mil garrafas, que descansam numa temperatura entre 10ºC e 15ºC. Uma cave histórica guarda vinhos de safras antigas, desde 1935. O local preserva bem a história da vinícola, com equipamentos, rolhas e garrafas antigos.
É um local muito agradável de se visitar. As caves têm verdadeiros recantos para degustação, em meio aos vinhos. A arquitetura lembra uma série artérias ou labrintos que dão no coração da vinícola. Mas é um coração mesmo, enorme, colorido e iluminado, no meio do ambiente sombrio da adega.
LA VID
– Uma das melhores partes da visita à Bodega Norton foi ter o prazer de almoçar no restaurante da casa: o La Vid. Trata-se de um agradável bistrô com apenas sete mesas ,onde a culinária é uma verdadeira obra de arte. Desde a entrada até a sobremesa percebe-se a perfeição do preparo dos pratos, nos mínimos detalhes. Sem dúvida, um dos melhores restaurantes que já conheci.
Para entrada, experimente a tablita de frios. Para o prato principal, o Ojo de Bife, uma carne pra lá de saborosa. Os vinhos da carta, é claro, são todos da Norton. Conheça a série Elegido, que só vende na própria vinícola. Lá, provei o rótulo vermelho (mais básico), que está entre regular e bom. Mas já tive a oportunidade de degustar também o azul (intermediário), que é muito bom. Trouxe para casa o rótulo preto (top), que espero que seja melhor ainda.
Confira nos próximos posts as impressões sobre os vinhos degustados na Norton.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Angelica Zapata Malbec Alta - 2006

Produtor: Catena Zapata.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Cor rubi com reflexos violeta.
Olfato: Frutas vermelhas silvestres (framboesas e amoras), floral, cassis e baunilha.
Paladar: Corpo médio/encorpado, com presença de frutas vermelhas, baunilha e final apimentado.
Outras considerações: Vinho feito para o mercado interno argentino, elaborado com uvas Malbec de quatro diferentes vinhedos. Teve estágio de 18 meses em carvalho. A graduação alcoólica é de 13,%.

Classificação: Excelente.
Tomado em: Bodega Catena Zapata.
Faixa de preço: R$ 107 (na Argentina)

Catena Alta Chardonnay – 2008

Produtor: Catena Zapata.
Origem: Mendoza, Argentina.
Visual: Amarelo dourado brilhante.
Olfato: Floral e frutas tropicais, com predomínio de abacaxi. Leve mineral.
Paladar: Um vinho bastante equilibrado, aparecendo frutas brancas, mel e um tostado que se prolonga na boca. Amanteigado.
Outras considerações: Elaborado com uvas Chardonnay provenientes dos vinhedos de Adrianna (80%) e Domingo (20%). Fermentou em carvalho francês 50% novo por 12 a 16 meses. Tem 14% de graduação alcoólica.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Tomado em: Bodega Catena Zapata
Faixa de preço: R$ 18 (na Argentina)

Aventuras enogastronômicas no Chile e Argentina (Mendoza) - Parte 8

CATENA ZAPATA - A Calle J. Cobos, estradinha de terra localizada no distrito de Agrelo, em Luján de Cuyo, na cidade de Mendoza, Argentina, abriga uma das mais impressionantes vinícolas que já tive a oportunidade de visitar: a Bodega Catena Zapata.

Em 1902, o imigrante italiano Nicolás Catena plantou o seu primeiro vinhedo de Malbec na Argentina. Domingo, seu filho mais velho, herdou a crença de Nicolás de que aquele local era uma “terra prometida” e conduziu o negócio familiar a um patamar mais alto. Mas foi através do filho de Domingo, o jovem Nicolás, que a empresa tomou novos rumos. Depois de uma temporada na Califórnia, ele voltou a Mendoza, vendeu a bodega da família que elaborava vinhos de mesa e ficou apenas com a Esmeralda, a vinícola que produzia os vinhos finos.

Na década de 80, Nicolás se dedicou a identificar as melhores zonas para plantação de vinhedos em Mendoza. Em 1989, com a morte de Domingo, o filho passou a querer comprovar o potencial da Malbec. Depois de intenso trabalho no vinhedo Angélica, de 60 anos de idade, ele lançou em 1994 o vinho Catena Malbec.

Já no ano de 2000, em uma série de degustações às cegas realizadas nos Estados Unidos e Europa, o cuvée top Nicolás Catena Zapata ficou sempre em primeiro e segundo lugar, contra ícones como Chateau Latour, Chateau Haut Brion, Solaia e Opus One.

Pioneiros em investigação dos microclimas de Mendoza, a Catena Zapata aposta na viticultura de precisão, onde cada planta é tratada de forma individual e manual. Possui cinco diferentes zonas de cultivo, de altitudes variadas. São elas: Angélica (850m), La Pirámide (940m), Domingo (1.130m), Adrianna (1.480m) e Nicasia (1.180m).

Em 2001, foi inaugurada uma nova vinícola, inspirada na arquitetura Maia. Fica em La Pirâmide, no coração do vinhedo Uxmal. No imponente prédio estão as caves da bodega, que são um lugar incrível de visitar. Lá, pode se perceber o perfeccionismo da família Catena em todos os detalhes, além de se degustar vinhos fantásticos.

Hoje, a Catena Zapata tem em Laura, filha de Nicolás, uma entusiasta e divulgadora dos seus rótulos. Ela hoje é quem está no comando nos negócios e divide o seu tempo entre o vinho e a medicina, suas duas grandes paixões.

Confira nos próximos posts os vinhos provados durante minha visita à Catena.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Aventuras enogastronômicas no Chile e Argentina (Mendoza) - Parte 7

VIÑA LAS PERDICES - O nome “Las Perdices” faz referência às perdizes que habitam a zona onde está localizada a vinícola, em Luján de Cuyo, Mendoza. Essas aves estão por lá desde a época que o espanhol da Andaluzia, Don Juan Muñoz López, se estabeleceu na região, em 1952, para fundar a bodega.

Desde então, a empresa continua nas mãos da família, tendo à frente Juan Muñoz López, sua esposa Rosario e seus filhos Nicolás, Estela e Carlos.

Atualmente, a Viña Las Perdices possui 50 hectares de vinhedos em Agrelo (Luján de Cuyo) e 22 hectares em Barrancas (Maipú). A bodega fica situada num lugar belíssimo, aos pés da cordilheira dos Andes. Tem em suas caves mais de 100 barricas novas de carvalho francês e americano, além de tanques de aço inoxidável com capacidade para 950 mil litros.

Possuem um interessante sistema de refrigeração das uvas recém-colhidas para preservar a integridade dos frutos e obter um melhor vinho. É uma espécie de contêiner que fica do lado de fora da bodega.

Os seus vinhos são bastante premiados. Alguns, como o Las Perdices Tinamú 2007, obteve pontuação 92 pela revista Wine Advocate, de Robert Parker.

Entre os tintos, são elaboradas as linhas Reserva (Tinamú, Don Juan e Pinot Noir), Varietal (Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah/Viognier) e Tardío (Las Perdices Ice). Os brancos também têm as linhas Reserva (Las Perdices Sauvignon Blanc Fumé), Varietal (Sauvignon Blanc, Viognier e Pinot Grigio) e Tardío (Las Perdices Viognier Late Harvest). Ainda produz um espumante extra brut (Las Perdices Vino Espumante).

Estive rapidamente na vinícola no mês passado. Porém, por um desencontro nas agendas, infelizmente não pude ser recebida pelo produtor Carlos Muñoz, com quem havia combinado de me encontrar. Porém, pude dar uma volta pelos vinhedos e ver a estrutura externa da bodega.

Por conta desse desencontro, o distribuidor no Recife (Dom Vinho) e o importador da marca para o Brasil (Bodegas – Selecionadores de Vinhos) fizeram a gentileza de me convidar para uma degustação de alguns rótulos da vinícola, incluindo o top Las Perdices Tinamú.

O resultado, conto nos próximos posts.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Septima Malbec – 2009


Produtor: Bodega Septima.
Origem: Vale do Uco, Mendoza, Argentina.
Visual: Rubi fechado, com lágrimas finas e ligeiras.
Olfato: Ameixa, couro e leve menta.
Paladar: A primeira impressão foi de acidez elevada, mas resfriando o vinho adequadamente ele melhorou. Aparecem as mesmas impressões sentidas no olfato, junto com um final defumado. Boa persistência.
Outras considerações: Elaborado unicamente com a cepa Malbec pela Bodega Septima, vinícola pertencente ao grupo espanhol Codorniu. Teve amadurecimento de seis meses em carvalho. Graduação alcoólica de 14,1%.

Classificação: Muito Bom.
Tomado em: Estância La Florência (bom restaurante, atendimento fraco), Mendoza.
Faixa de preço: R$ 40 [preço da Argentina]. Pagando este preço, o cliente leva um rosé da mesma Bodega para casa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Marqués de Casa Concha Cabernet Sauvignon – 2008

Produtor: Concha y Toro.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Rubi com reflexos violáceos.
Olfato: Frutas maduras, pimenta, chocolate e defumado.
Paladar: Traz as mesmas características sentidas no nariz, junto com taninos bem trabalhados e um final largo. O corpo é médio.
Outras considerações: Passou 18 meses em barricas de carvalho francês e mais 18 meses em garrafa, antes de sair para o mercado. Elaborado somente com a uva Cabernet Sauvignon.

Classificação: Excelente.
Tomado em: Vinícola Concha y Toro.
Faixa de preço: R$ 40 [preço do Chile].

Serie Riberas Gran Reserva Sauvignon Blanc – 2010

Produtor: Concha y Toro.
Origem: Vale do Rapel, Chile.
Visual: Coloração amarelo palha.
Olfato: Frutas tropicais, principalmente abacaxi, além de notas cítricas e minerais.
Paladar: Predomina o abacaxi. Muito fresco, com boa acidez e final longo.
Outras considerações: Este rótulo faz parte da Serie Riberas, que inclui vinhos provenientes das margens e cercanias dos rios Rapel, Cachapoal, Tinguiririca, Loncomilla, Maule e Itata. Feito 100% com uvas Sauvignon Blanc do vinhedo Ucúquer, localizado na margem sul do rio Rapel. Passou seis meses em cubas de inox.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Tomado em: Vinícola Concha y Toro.
Faixa de preço: R$ 27 [preço do Chile].

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Aventuras enogastronômicas no Chile e Argentina (Mendoza) - Parte 6

CONCHA Y TORO - Quem vai ao Chile conhecer vinícolas não pode deixar de ir à Concha y Toro. É certo que ela está incluída em quase todos os roteiros turísticos de quem viaja a Santiago, pois fica a apenas 40 minutos da capital. O tour lembra uma visita de estudantes a um museu, pois são várias turmas ao dia e o esquema é corrido, com apresentação de vídeo - visita às caves – caminhada pelos vinhedos. Tudo muito rápido.

Depois de uma (também rápida) degustação, o visitante “cai” direto na loja da vinícola, onde pelo menos pode se pode fazer boas aquisições, pois os preços são bem amigáveis, comparando-os aos do Brasil.

Mas por que visitar a Concha y Toro?

Apesar do corre-corre e de todo o caráter comercial, você vai poder botar os pés na vinícola que hoje ostenta a posição de 5ª maior do mundo. Ela foi fundada em 1883 pelo rico advogado Don Melchor de Concha y Toro. No local, ainda está a casa de verão da família, hoje usada como escritórios da empresa, conhecida “casona”. A imponente construção tem 4 mil metros quadrados, 22 quartos e quatro salões. A vinícola também exibe 22 hectares de jardins, por sinal muito bem cuidados.

Vai poder conhecer os vinhedos que dão origem às uvas do Don Melchor, vinho ícone da Concha y Toro, e também entrar no clima de mistério que gira em torno do rótulo Casillero del Diablo. Explico: reza a lenda que dono da vinícola guardava suas melhores garrafas em uma adega subterrânea (casillero, em espanhol) e percebeu que elas andavam desaparecendo. Então ele criou o boato que um demônio tomava conta do lugar. Os ladrões, com medo, sumiram.

Hoje, quem visita a vinícola pode reviver a história com uma apresentação cheia de suspense, onde a imagem do diabo (em forma de projeção) pode ser avistada entre as frias e escuras caves originais da época.

Já falei aqui no blog como a concha y Toro conseguiu a façanha de chegar à posição de 5ª do mundo. Mas acho que isso se deve ao seu poder de popularizar o vinho. Aqui no país, por exemplo, ela invadiu o mercado com o rótulo “Reservado” – um vinho de qualidade inferior, feito para conquistar os consumidores brasileiros desavisados, com um apelo chamativo no rótulo (pois se você não sabe, a palavra “reservado” não significa tecnicamente nada no mundo do vinho).

Ah, mais uma curiosidade! Na minha última caminhada por lá, indaguei alguns funcionários da Concha y Toro (sommeliers formados e treinados para receber o público) sobre o que eles achavam sobre o vinho Reservado. E, surpresa! Eles não conheciam o Reservado!

Pois bem, deixando o Reservado de lado, vamos falar sobre outros rótulos da Concha y Toro. Numa linha um pouquinho acima da do dito cujo citado anteriormente, vem as séries Travessia, Frontera e Sunrise.

Subindo mais um degrau estão o Casillero del Diablo e a linha Trio. Logo após vem a serie Gran Reserva Riberas e o Marqués de Casa Concha. E entre os que antecedem os “tops” Don Melchor e Almaviva estão o Terrunyo e o branco Amelia. Um parêntesis para o Almaviva – trata-se de um vinho enquadrado numa nova categoria, chamada “Primer Orden”. Surgiu através de parceria com o afamado grupo francês Baron Phillippe de Rotschild.

Para quem quer começar a se aventurar pelo mundo dos vinhos da Concha y Toro sem gastar tanto, pode começar pela linha Trio, que custa na faixa de R$ 35. São vinhos bem elaborados e fáceis de tomar.

Nos próximos posts falo sobre alguns vinhos provados durante minha passagem pela Concha y Toro. Até mais!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Aventuras enogastronômicas no Chile e Argentina (Mendoza) - Parte 5

Dando continuidade ao relato das aventuras do último mês de abril, abro espaço aqui para falar de um restaurante super especial que pudemos conhecer no Chile, a 40 minutos de Santiago: o pitoresco La Vaquita Echá. Situado aos pés da Cordilheira dos Andes, entre os vinhedos de Pirque, é um local para ser curtido sem pressa, degustando um bom vinho acompanhado da fantástica parrillada (churrasco) local.

Segundo o amigo e guia chileno Fernando Navarro, o nome “La Vaquita Echá” significa “A vaquinha deitada”. Porém a palavra “deitada” se diz “echada” em espanhol. A abreviação “echá” é típica do povo chileno, que tem o costume de cortar as sílabas finais de algumas palavras.

Voltando ao lugar, a decoração é bem campestre, com toalhas xadrez e mesas ao ar livre. Pequenas apresentações de música e dança locais costumam acontecer, dando um ar festivo ao ambiente.

A especialidade do cardápio são as carnes. Por sinal, lá está a melhor linguiça na brasa que já comi em toda a minha vida. Quem quiser, também pode provar as os frutos do mar chilenos, como a popular reineta (peixe local), mariscos sortidos e ceviche.

A carta de vinhos é bem variada, mas dá maior espaço aos produtores da região. O preço é um pouco mais alto que a média dos restaurantes, mas mesmo assim muito mais em conta do que no Brasil. Nela, pode se encontrar desde vinhos mais simples, até ícones como o Don Melchor (Concha y Toro) ao Almaviva (Viña Almaviva).

Dicas: Vá em grupo, pois as porções são grandes e a experiência é bem mais animada. Em dias de sol, o lugar fica muito mais especial.

Mais informações: www.lavaquitaecha.cl

segunda-feira, 16 de maio de 2011

De Martino Legado Reserva Carmenère – 2008

Produtor: De Martino
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante, com muitas lágrimas.
Olfato: Frutas escuras maduras e café.
Paladar: Apresenta as mesmas sensações do nariz, agregadas a um toque de baunilha. Médio corpo.
Outras considerações: Elaborado com uvas orgânicas da variedade Carmenère, teve passagem de 12 meses por carvalho francês. A graduação alcoólica é de 14,5%. Mesmo sendo um bom vinho, esperava mais dele. É um Carmenère que encara um churrascão, como o que comi no restaurante La Vaquita Echá, em Pirque, no Chile, quando tomei este vinho.

Classificação: Bom
Tomado em: Restaurante La Vaquita Echá, Pirque, Chile.
Faixa de preço: R$ 52 [preço do restaurante]. No varejo, no Chile custa por volta de R$ 36.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sibaris Merlot Reserva Especial – 2007

Produtor: Viña Undurraga.
Origem: Vale do Maipo, Chile.
Visual: Rubi com tons violeta.
Olfato: Frutas vermelhas madura, mentolado e baunilha.
Paladar: O predomínio é das frutas maduras e baunilha. É um vinho redondo, com corpo médio e bom equilíbrio entre fruta e madeira.
Outras considerações: Passou 10 meses em barricas de carvalho francês e americano. Foi 100% elaborado com uvas Merlot, procedentes dos vinhedos de Fundo Codigua, no Vale do Maipo.

Classificação: Muito Bom
Tomado em: Viña Undurraga
Faixa de preço: R$ 24 [preço do Chile]

Aliwen Reserva Cabernet Sauvignon / Syrah – 2009

Produtor: Viña Undurraga.
Origem: Vale de Rapel, Chile.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Muita fruta madura e leve eucalipto.
Paladar: Fruta madura, taninos bem trabalhados e corpo médio.
Outras considerações: Aliwen (Araucária) vem do idioma Mapuche e significa “árvore sagrada”. A bebida foi elaborada com as uvas Cabernet Sauvignon (60%) e Syrah (40%), amadurecidas separadamente, por nove meses, em barris de carvalho francês e americano.

Classificação: Bom
Tomado em: Viña Undurraga
Faixa de preço: R$ 14 [preço do Chile]

Aliwen Reserva Sauvignon Blanc – 2010

Produtor: Viña Undurraga.
Origem: Vales de Curicó e Leyda, Chile.
Visual: Amarelo palha muito claro.
Olfato: Muito aromático, com notas cítricas e de pêssegos.
Paladar: É mais tímido na boca. Traz pouca fruta e notas mais minerais. Acidez boa.
Outras considerações: Aliwen (Araucária) vem do idioma Mapuche e significa “árvore sagrada”. Este vinho foi elaborado somente com a uva Sauvignon Blanc cultivadas nos vales de Curicó (70%) e Leyda (30%).

Classificação: Regular/Bom
Tomado em: Viña Undurraga
Faixa de preço: R$ 14 [preço do Chile]

Aventuras enogastronômicas no Chile e Argentina (Mendoza) - Parte 4

VIÑA UNDURRAGA - A vinícola foi fundada em 1885 por Don Francisco Undurraga, um dos pioneiros na produção de vinhos no Chile. De origem basca, foi ele quem trouxe pessoalmente mudas da França e Alemanha para dar origem aos primeiros vinhedos do Vale Central. Nesta tarefa, ele contou com o auxílio do viticultor francês M. Pressac.

A visita à vinícola é um verdadeiro passeio no tempo. Uma das grandes atrações é a área externa, com os seus bem cuidados jardins projetados pelo paisagista francês Pierre Dubois. A Undurraga mantém a história viva através salas com mobiliário original da época da fundação, carruagens e equipamentos utilizados nos primórdios da produção do vinho.

O passeio com degustação dura cerca de 1h. Durante o percurso, os visitantes podem ver o local onde existiu o casarão da família, destruído no terremoto de 1985; conhecer algumas espécies de plantas especialmente cultivadas no local, além de dar um giro pela área de produção dos vinhos e pelas caves.

Em 1982, a vinícola foi vendida para investidores colombianos e para um poderoso empresário chileno, que também é dono do time de futebol Universidad de Chile. Fala-se que a empresa estava à beira da falência e os novos donos investiram pesado em tecnologia e modernização da empresa. Atualmente, a Undurraga produz 20 milhões de litros por ano, exporta para mais de 60 países e possui plantações nos Vales do Maipo, Colchagua e San Antonio (Leyda).

Eles também têm investido em responsabilidade social, comprometendo-se com a educação dos aborígenes Mapuches. A cada garrafa vendida da linha Aliwen, 1% do lucro é revertido para ajudar na educação das novas gerações daquele povo.

Os destaques da produção da Undurraga são as linhas Altazor (o top), Founder’s Collection (trouxe um Cabernet Sauvignon para provar) e a Sibaris (provei o Merlot Reserva Especial 2007, que estava muito bom).

A Undurraga possui uma ampla sala de degustação e uma loja bem aconchegante. Quem quiser participar da visita guiada com prova de três vinhos, paga cerca de R$ 21 e ainda leva a taça pra casa.

Confira nos próximos posts os comentários sobre os vinhos degustados na Viña Undurraga.

Mais informações em: http://www.undurraga.cl/

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Carmen Insigne Carménère – 2009

Produtor: Viña Carmen.
Origem: Vale de Rapel, Chile.
Visual: Rubi escuro com reflexos violeta e bastante lágrimas.
Olfato: Frutas vermelhas maduras, azeitona, chocolate e leve defumado.
Paladar: Surgem mais uma vez as frutas e o chocolate, junto com um toque de baunilha. É equilibrado e tem bom corpo.
Outras considerações: Um vinho simples e bem feito. Boa opção para o dia-a-dia. Esta linha (Insigne) da Viña Carmen, pelo que constatei, não chega ao Brasil.

Classificação: Bom.
Tomado em: Bar do Novotel Vitacura, Santiago, Chile [Carta e cardápio bons. Atendimento e instalações de primeira]
Faixa de preço: R$ 30 [preço do Chile]

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Santa Rita 120 Tres Medallas Sauvignon Blanc - 2009

Produtor: Viña Santa Rita.
Origem: Vale Central, Chile.
Visual: Cor amarelo dourado bem brilhante.
Olfato: Predominam as notas cítricas, com fundo herbáceo.
Paladar: Voltam as mesmas características do nariz, junto com um toque frutado, lembrando pêssego. Tem boa acidez e corpo médio.
Outras considerações: Produzido 100% com a variedade Sauvignon Blanc. Tem 14% de graduação alcoólica. Combina com ostras e caranguejo. É um vinho simples e bem feito, bom para o dia-a-dia.

Classificação: Bom.
Tomado em: Restaurante Los Pomairinos, Viña del Mar, Chile (Boa carta, atendimento fraco)
Faixa de preço: R$ 19,60 [preço do Chile]

Santa Rita Medalla Real Reserva Sauvignon Blanc - 2010

Produtor: Viña Santa Rita.
Origem: Vale de Casablanca, Chile.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos esverdeados.
Olfato: Notas florais e de limão siciliano.
Paladar: Aparecem novamente as notas cítricas e um fundo herbáceo. Muito fresco, com ótima acidez e persistência.
Outras considerações: Produzido 100% com a variedade Sauvignon Blanc. Tem 13,9% de graduação alcoólica. Vai muito bem com frutos do mar em geral.

Classificação: Muito Bom.
Tomado em: Restaurante Los Pomairinos, Viña del Mar, Chile (Boa carta, atendimento fraco)
Faixa de preço: R$ 34 [preço do Chile]

terça-feira, 10 de maio de 2011

Coyam – 2008


Produtor: Emiliana.
Origem: Vale de Colchagua, Chile.
Visual: Cor violeta.
Olfato: Ótima gama aromática, onde se identifica frutas vermelhas maduras, cassis, café, baunilha e chocolate.
Paladar: Um vinho com bom corpo e muito gostoso de se tomar. Aparecem novamente as características sentidas no nariz e mais um toque mineral. Taninos vivos, sinalizando que a bebida ainda evolui com a guarda.
Outras considerações: Coyam, na língua indígena Mapuche significa carvalho. Neste caso, se refere à passagem do vinho por madeira, que na safra de 2008 foi de 13 meses por carvalho francês (80%) e americano (20%). Seis uvas foram usadas na sua elaboração - Syrah (41%), Carmenère (29%), Merlot (20%), Cabernet Sauvignon (7%), Mourvedre (2%) e Petit Verdot (1%). No Coyam, usam-se as melhores uvas da safra, cultivadas seguindo o padrão orgânico da vinícola. A graduação alcoólica é de 14,5%.

Classificação: Excelente
Tomado em: Vinícola Emiliana, Chile
Faixa de preço: R$ 43,60 [preço do Chile]

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Novas Winemaker’s Selection Syrah – 2009

Produtor: Emiliana.
Origem: Vale de Casablanca, Chile
Visual: Cor violeta. Forma muitas lágrimas na taça.
Olfato: Frutas vermelhas, como ameixa e amora, leve defumado, canela e pimentão.
Paladar: Boa concentração, mesclando frutas e os outros elementos percebidos no olfato, junto com notas minerais. Os taninos estão em evidência, deixando-o bem adstringente.
Outras considerações: Um vinho que ainda pode melhorar com a guarda. A sua composição é interessante, pois além da Syrah (88%), leva também as uvas Merlot (7%) e a branca Viognier (5%). Parte (80%) dele estagiou 12 meses em carvalho francês e a outra (20%), pelo mesmo período, em carvalho americano. O teor alcoólico é de 14,8%

Classificação: Muito Bom/Excelente
Tomado em: Vinícola Emiliana, Chile.