Elaborado numa região de clima quente, localizada em pleno
semiárido brasileiro, os espumantes Terranova, do grupo Miolo, ganharam nova
roupagem. Os rótulos estão mais alegres e modernos, expressando a proposta da
linha, de frescor e alegria, o que pude conferir de perto, além de experimentar novamente o conteúdo das garrafas.
Para mim, o carro-chefe da linha é o Terranova Brut Rosé. Elaborado
com a uva Grenache (o primeiro do Brasil), é um ótimo espumante para ser consumido
na praia ou piscina. Pode ser tomado como aperitivo ou acompanhando frutos do
mar e pratos leves. O aroma lembra goiaba, morango e framboesa. No paladar, boa
acidez e sabor frutado na medida.
Já o Terranova Brut tem um toque floral, acompanhado de
notas de manga. Assim como o Rosé, apresenta acidez correta e sabor agradável. Tem em sua
composição as uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo.
Por fim, o
Terranova Demi-Sec, que é uma opção para quem gosta de uma bebida um pouco mais adocicada. Com leves notas de mel e acidez presente, vai bem para fazer drinks usando gelo. Também produzidos
com as variedades Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Verdejo.
Os espumantes da
linha Terranova são elaborados através do método Charmat, com fermentação
apenas em tanques de inox.
Como já havia contado aqui no blog (relembre), aceitei o
desafio do amigo e enólogo João Santos, diretor da vinícola Rio Sol, e fiz as
malas no começo deste mês para participar de uma prova inusitada em pleno Vale
do São Francisco. Estou acostumada a participar de corridas, como também a
visitar vinícolas. Mas juntar as duas coisas em uma só ocasião foi, no mínimo,
incrível.
Estou falando da última etapa da Wine Run, corrida que
aconteceu em meio aos vinhedos da Rio Sol, no município de Lagoa Grande (PE).
Ficamos hospedados no Quality Petrolina, um hotel com uma bela estrutura e localização,
ainda por cima, vista para o rio. Lá mesmo, na véspera da corrida, a
organização do evento realizou a entrega de kits. Tudo bem planejado, com degustação
de produtos e ambiente agradável. A surpresa ficou com o kit, que além da
tradicional camisa e número de peito, ainda vinha de brinde um vinho Rio Sol
varietal (escolhi o Tempranillo, que acho bem bacaninha) e um suco de uva da
marca Terra Sol, também fabricado na região.
Havia opção de participar de um jantar de massas, mas
preferimos conhecer uma pizzaria que fica a poucos metros do hotel e
aproveitamos (sei que não devemos fazer extravagâncias na véspera de uma prova,
mas deu vontade) para provar uma pizza de bode.
Na manhã seguinte, acordei com o sol raiando, caprichei no
protetor solar e desci para tomar o café da manhã, que nesse dia foi servido
mais cedo por causa da corrida. Depois das 6h30, começaram a sair, da frente do
hotel, os ônibus que levariam os corredores para o local da largada, dentro da vitivinícola
Santa Maria (Rio Sol). O percurso dura mais ou menos uma hora e, nesse trajeto,
dá para bater um papo com o pessoal que já participou da prova e pegar algumas dicas.
Além dos corredores da região, que compareceram em peso, também encontrei muita gente da capital e também de outros estados. Havia duas opções de inscrição: 16 km solo e revezamento em dupla (06km+10km). Escolhi a primeira opção, pois além de estar treinando para uma maratona (42km), sou um meio afoita mesmo.
A princípio, estava assustada com o horário da largada (8h
da manhã), pois o sol naquela região costuma ser impiedoso. Mas graças a Deus
(e a Baco), havia algumas nuvens no céu e a espera na linha de partida foi bem
agradável. Nos primeiros metros, o astro-rei deu as caras e aí, meus amigos, a
coisa esquentou!
Estou acostumada a correr no asfalto, mas lá, o percurso é
quase todo em chão de terra, com bastante cascalho em alguns trechos. Portanto,
cuidado redobrado para não cair ou torcer o pé. Além disso, resolvi registrar
em imagens a experiência de correr em meio aos vinhedos.
Confesso que, por vezes, me distraí olhando as videiras, o
método de irrigação, qual variedade estava plantada... Enfim, coisa de
aficionado por vinhos. Mas o meu lado corredora dizia: vai, Fabiana, acelera! E
lá ia eu, tentando gerenciar o calor, as filmagens, as pedras no caminho e as
distrações com os parreirais. (Confira o vídeo abaixo).
Resultado: mesmo sem focar na competição, ainda consegui um 21º lugar no geral feminino e um 6º lugar em minha faixa etária (pelo que soube, a prova teve cerca de 600 inscritos). Na próxima vou pra concorrer!
Na linha de chegada, éramos encaminhados para o casarão da
vinícola, onde os participantes da Wine Run foram recebidos com uma grande
festa. Quem comprava uma pulseira no valor de R$ 50 tinha direito a uma taça
para degustar espumantes à vontade. Quem não queria bebericar, podia se servir
de água, suco e ainda comer algumas guloseimas oferecidas pela organização da
corrida.
Até então, nunca tinha participado de uma chegada com tanta
animação (e olha que já corri algumas provas internacionais, como por exemplo Rock
'n' Roll Marathon). No Vale do São Francisco, a festa é embalada ao ritmo do
forró, com uma banda tocando ao vivo. E nesse vai e vem, nada como um espumante
geladinho para refrescar (o Rio Sol Brut Rosé estava muito bom!).
Gostaria de parabenizar os organizadores e registrar que no
ano que vem eu volto levando comigo mais apreciadores do vinho e da corrida.
Até 2017, se Deus (e Baco) quiserem!
Quem me acompanha mais de perto, sabe que sou adepta às corridas de rua. Mas vinho e corrida combinam? É claro! Vinho com moderação só faz bem à saúde (vários estudos estão aí para provar). E a corrida então, nem precisa falar. Pois bem, no próximo dia 10 de setembro, irei juntar essas duas paixões numa mesma atividade. Trata-se da corrida Caixa Wine Run, que acontecerá em meio aos vinhedos do Vale do São Francisco, em Pernambuco e na Bahia.
O percurso tem 10 milhas (16km) de distância, podendo ser feito individualmente ou em dupla. Escolhi a opção “solo”, por estar treinando para correr uma maratona em dezembro (foto abaixo). A largada será às 8h, em Lagoa Grande, na Vitivinícola Santa Maria, onde são produzidos os vinhos Rio Sol, uma das empresas apoiadoras do evento. Na chegada haverá área de hidratação, comidas regionais, frutas e festa do espumante, além da premiação.
As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas no site da Caixa Wine Run: www.winerun.com.br
E fiquem de olho, pois darei notícias aqui no blog e nas redes sociais sobre a minha participação.
A estreia da novela Velho Chico, na Rede Globo, pôs
novamente o Rio São Francisco na mídia. A exibição diária de imagens da região,
assim como foi com a minissérie Amores Roubados, acende a imaginação do
público, que acaba ficando interessado em saber mais sobre as coisas locais.
O engraçado é quando se descobre que aquela região, seca e castigada, é capaz
de produzir vinhos.
Esse ‘milagre’ é possível através da irrigação dos vinhedos
com as águas do Velho Chico (forma como o Rio São Francisco é popularmente
chamado). Atualmente, é possível encontrar produção de tintos, brancos e
espumantes nos estados de Pernambuco e na Bahia. A região do Vale do São
Francisco também é rica na cultura de outras frutas, principalmente de manga e
de uvas de mesa.
Esse oásis, iluminado pelo sol durante quase todo o ano,
fica entre os paralelos 8° e 9° Sul, numa localização que, à primeira vista,
parece impossível para o cultivo de uvas viníferas. É mesmo uma região exótica, pois é a única no mundo (até onde se sabe) que produz duas safras ao
ano.
Os espumantes são as grandes estrelas do Vale do Velho
Chico, tanto os do tipo Brut, como os Demi-sec e os Moscatéis. São frescos,
frutados e saborosos, feitos para serem apreciados bem gelados. Esses já
conseguiram mostrar um bom equilíbrio entre açúcar e acidez.
Já os tintos, há
pouco tempo ainda eram vistos como vinhos rústicos e “duros”, com taninos em
excesso. Hoje, com o estudo e os investimentos em tecnologia, essas
características já estão ficando para trás. Percebe-se logo que são vinhos de
caráter tropical, com muita fruta em compota e bastante concentração. Vários,
porém, já bem equilibrados e outros até elegantes, como é o caso do Testardi
Syrah (Miolo) e Paralelo 8 (ViniBrasil).
As principais castas tintas da região são Shiraz (Syrah),
Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Alicante Bouschet, Aragonês, Touriga Nacional,
Barbera e Petit Syrah. Entre as brancas podemos encontrar Moscatel, Chardonnay,
Chenin Blanc, Sauvignon Blan, Silvaner, Moscato Canelli, Verdejo e Viognier.
São quatro as principais empresas instaladas no Vale: em
Pernambuco, a pioneira Botticelli; a Bianchetti (primeira a produzir vinhos
orgânicos na região); e a ViniBrasil, que faz parte do grupo português Global
Wines/Dão Sul e produz os vinhos Rio Sol e Paralelo 8, entre outros. No lado da
Bahia está a Ouro Verde, pertencente ao grupo Miolo, que elabora o Testardi Syrah e
os espumantes Terranova.
Com base no que pude provar ao longo dos anos, reuni aqui
uma lista de alguns vinhos interessantes da região. Uma espécie de guia para
quem quer se aventurar nos sabores do Velho Chico. Confira:
ESPUMANTES:
- Rio Sol Brut (ViniBrasil)
- Rio Sol Brut Rosé (ViniBrasil)
- Terranova Brut (Miolo)
- Terranova Brut Rosé (Miolo)
- Terranova Moscatel (Miolo)
BRANCOS
- Rio Sol Chenin Blanc Viognier (ViniBrasil)
- Botticelli Chenin Blanc (Botticelli)
TINTOS:
- Paralelo 8 (ViniBrasil)
- Rio Sol Vinha Maria Reserva (ViniBrasil)
- Rio Sol Winemaker’s Selection Touriga Nacional (ViniBrasil)
- Rio Sol Reserva (ViniBrasil)
- Rio Sol Tempranillo (ViniBrasil)
- Testardi Syrah (Miolo)
- 1501 (Botticelli)
- Bianchetti Orgânico Tempranillo (Bianchetti)
Participei ontem (15) de uma feira de vinhos nacionais no
Recife, promovida pela Casa dos Frios. Estiveram representados os produtores Casa
Valduga, Rio Sol, Chandon, Miolo e Don Guerino, que apresentaram cerca de 40
diferentes rótulos aos participantes, incluindo espumantes, rosés, brancos e
tintos.
A iniciativa fez parte do “Festival Sou Brasileiro, Sou do
Mundo”, e contou ainda com workshop ministrado pelo chef César Santos. O evento
aconteceu na Casa dos Frios do Bairro das Graças.
Já conhecia boa parte dos rótulos que compuseram a mostra,
mas pude descobrir algumas novidades e provar safras diferentes de vinhos que
já havia degustado em outras ocasiões. No final das contas o saldo foi positivo,
pois fica cada vez mais evidente evolução dos vinhos brasileiros.
Fiquei feliz também pela receptividade do público com os
vinhos do Vale do São Francisco, que foram bastante procurados e elogiados na
feira.
Entre os vinhos presentes no evento (lembrando que não
cheguei a degustar todas as amostras da feira), para mim merecem destaque os
seguintes:
Miolo Reserva Pinot Grigio 2014: Muito Bom | R$ 34,90
Miolo Millesime Brut 2011: Excelente | R$ 82,90
Testardi Syrah 2013: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda) | R$ 84,90
Miolo Merlot Terroir 2012: Muito Bom/Excelente (melhora com a guarda) | R$
99,90