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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Casa dos Fontes faz lançamento de seus Vinhos Verdes

Estive há alguns dias no evento de lançamento dos rótulos Casa dos Fontes no Recife. O evento aconteceu no restaurante Hotspot, capitaneado pelo chef Armando Pugliesi, que elaborou um menu encantador para acompanhar a degustação. A cidade foi a segunda do Brasil, após o Rio de Janeiro, a conhecer as novidades da vinícola, que fica localizada na área de Denominação de Origem Controlada (DOC) Vinhos Verdes, na região do Minho, norte de Portugal.

O responsável por introduzir a marca no país é o carioca Cesar Fontes, membro da quarta geração de uma família de produtores portugueses. A Casa dos Fontes é um empreendimento jovem. Sua primeira safra comercial é da colheita 2014. No portfólio estão apenas quatro vinhos: um branco da casta Azal e outro feito apenas com Alvarinho, um rosé e um tinto. Destes, apenas o Alvarinho ainda não está sendo comercializado no país.

A vinícola possui três hectares de vinhas. No processo de produção são utilizadas técnicas e equipamentos modernos, além de uma seleção de uvas feita de forma manual.


Os vinhos da Casa dos Fontes têm características de leveza e frescor. O Branco (2014) é elaborado exclusivamente com a casta Azal e possui aroma discreto, com leves toques cítricos e de frutas brancas. Em boca demonstra boa acidez e caráter refrescante.


Já o Rosé (2014) foi para mim a melhor surpresa entre as amostras. Na taça exibe uma bonita coloração cereja. O aroma é delicado, com notas de frutas vermelhas silvestres. Também possui leveza e frescor no paladar. Foi elaborado com castas tintas de Vinhas Velhas.


O Alvarinho (2015), que nos foi apresentando ainda sem rotulagem. Um bom vinho, com notas de pêssego e algo que lembra a mistura de goiabada com creme de leite. Diferente dos anteriores, tem mais corpo e uma certa untuosidade. Também demostra boa acidez e persistência no paladar.


Por fim, o Tinto (2014), que mostrou boa tipicidade dos tintos elaborados na região (particularmente, não fazem a minha praia. São conhecidos pelo estilo “ame-os ou deixe-os”. Ou seja: há também quem os curta). Bastante seco, com aromas que lembram notas animais, folhas secas e frutas negras, foi feito com a variedade Vinhão. É um vinho próprio para ser acompanhado de comida, principalmente com carnes vermelhas.

Os vinhos da Casa dos Fontes custam, em média, entre R$ 60 a R$ 70. Mais informações: www.casadosfontes.com

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Mais vinhos do projeto Swop: Secret Wines of Portugal

Provei ontem à noite, durante uma apresentação no Wiella Bistrô, no Recife, mais alguns rótulos do Swop, projeto sobre o qual já falei aqui no blog (relembre). Alguns ainda não estão à venda em lojas, mas já podem ser adquiridos pelos estabelecimentos que se interessarem em comercializá-los.

Confira as avaliações:

Espumante RS


Produzido pela vinícola Rama e Selas, na região da Bairrada, é um espumante elaborado através do método tradicional (com segunda fermentação em garrafa) e que tem em sua composição as castas Baga, Arinto e Chardonnay.

Possui cor amarelo palha, borbulhas finas e duradouras. No nariz, apontamentos de frutas brancas e um toque de leveduras. O paladar traz boa acidez, fruta discreta e o mesmo fermentado percebido no olfato, com um leve adocicado. É uma bebida simples, sem muita complexidade para um espumante do método clássico, porém agradável. Tem 12% de álcool.

Vale o preço.

Classificação: Boa Compra.
Faixa de preço: R$ 52 (No Recife, no Barchef)

Casas Altas Tinto Garrafeira 2011


Elaborado 100% com a variedade Touriga Nacional, teve 18 meses de maturação em carvalho francês. Apresenta cor violeta de média profundidade e aroma potente, com bastante fruta em compota, notas florais e de especiarias. É preciso deixa-lo “respirar” para que o ataque inicial do álcool se dissipe.

No paladar, é marcado por notas de madeira, frutas maduras e especiarias. Corpo médio e taninos bem presentes. Um vinho feito para acompanhar comida, especialmente pratos fortes. Tem 14,5% de graduação alcoólica.

Classificação: Bom.
Faixa de preço: R$ 120.


Ainda pude degustar um outro vinho que já havia provado, porém de safra diferente. O Alvarinho Vinha da Bouça 2013 mostrou-se com melhor complexidade e mais sério, porém com um pouco menos de frescor que a safra 2014. Um bom branco do Minho.