segunda-feira, 13 de maio de 2013

O blog conferiu: degustação de vinhos Antinori


Antinori é um dos produtores de vinhos mais tradicionais do mundo. Com mais de 600 anos de existência, está nas mãos da mesma família há 26 gerações. Por isso, quando recebi o convite da distribuidora pernambucana Lacomex para participar de uma degustação dos vinhos da marca italiana aqui no Recife, fiquei feliz em saber que uma empresa tão sólida mantém a preocupação de estar junto dos seus consumidores nos mais diversos cantos do mundo.

O encontro, que aconteceu durante um almoço no Wiella Bistrô, contou com a presença do diretor de exportação da Antinori, Filippo Pulisci, e de Ricardo Carmignani, da importadora Wine Brands, além dos proprietários da Lacomex, Luiz Figueiredo, Luiz Figueiredo Filho e Marco Antônio Freitas. Eles falaram do posicionamento da marca no mercado e contaram também um pouco da história do produtor.

TERROIRS - Além da Toscana, Antinori também produz em outras regiões italianas, como Puglia, Piemonte e Lombardia. “Mas os rótulos só levam o nome Antinori dentro da Toscana”, explica Filippo Pulisci. Já provou os excelentes vinhos chilenos Haras de Pirque? Pois bem, são produzidos pela Antinori, que também tem vinícolas nos Estados Unidos, Hungria e Malta.

Para comprovar a tese de que mantém a tradição aliada à modernidade, a Antinori acaba de construir uma nova cantina escavada na região do Chianti Classico. “É um projeto único, onde foram investidos 100 milhões de euros”, revela Pulisci. Mas eles não deixam de olhar para as origens. Um exemplo é a valorização das castas autóctones (nativas da região). “Elas atualmente movem o mercado”, observa ele.

NÚMEROS - Os 2.300 hectares de vinhedos da empresa são todos próprios, adquiridos ao longo dos anos e de muito estudo. “A autonomia produtiva é um valor primário”, diz Pulisci. A produção anual é de 22 milhões de garrafas. São 240 funcionários fixos, além dos contratados durante os períodos de colheita.

QUALIDADE – Segundo Filippo Pulisci (foto), na Antinori se preza a “obsessão pela qualidade”. Vinhos topo de gama, como Tignanello e Solaia, são simplesmente descartados nos anos em que a safra não foi considerada boa.

POLÊMICA - Para o diretor de exportação, os vinhos “supertoscanos” são uma moda já superada, criada pelos norte-americanos. “O Tiganello, por exemplo, poderia ser um Chianti Classico Riserva”, polemiza. Se um italiano diz isso, quem sou eu para contestar?

Pois bem. Para falar mais dos vinhos, nada melhor do que prová-los. E aí estão as minhas impressões sobre os rótulos degustados no evento:

Montenisa Franciacorta

Produtor: Montenisa (Antinori).
Origem: Lombardia, Itália.
Visual: Cor amarelo dourado. Bolhas finas e persistentes.
Olfato: Notas de frutas secas e de panificação.
Paladar: O sabor traz de volta as sensações do nariz, junto com um gostoso toque de cremosidade. Boa acidez.
Outras considerações: Espumante elaborado com as variedades Chardonnay, Pinot Bianco e Pinot Nero. Tem 12,5% de álcool.

Classificação: Muito Bom/Excelente.
Média de preço: R$ 163

Le Mortelle Vivia 2011

Produtor: Le Mortelle (Antinori).
Origem: Maremma, Itália.
Visual: Amarelo claro com tons dourados.
Olfato: Delicado, envolvendo notas minerais e de frutas brancas, principalmente maçã verde.
Paladar: Excelente acidez e final prolongado. Mostra as mesmas características do nariz e ainda um toque lácteo. Levemente untuoso.
Outras considerações: Este branco, elaborado com as uvas Vermentino, Viognier e Ansonica, vem de uma propriedade nova da Antinori. Tem 12,5% de teor alcoólico.
Classificação: Excelente.
Média de preço: R$ 91

Il Bruciato 2010

Produtor: Tenuta Guado Al Tasso (Antinori)
Origem: Bolgheri, Itália.
Visual: Cor rubi brilhante.
Olfato: Frutas vermelhas frescas, eucalipto, erva doce, caramelo e tostado.
Paladar: Boa presença de boca, revelando também notas de café. Presença marcante do tostado e final levemente apimentado. Equilibrado.
Outras considerações: Elegante e gastronômico, este tinto tem em sua composição as variedades Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, cultivadas na propriedade mais moderna do grupo, onde também se planta outras variedades de frutas, como mirtilo e damasco - tudo dentro dos padrões biológicos. A bebida amadureceu oito meses em carvalho francês e tem 13,5% de álcool.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 127

Marchesi Antinori Chianti Classico Riserva 2010

Produtor: Antinori
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Rubi brilhante, com lágrimas finas que se espalham por toda a taça.
Olfato: Delicado, revela notas de frutas vermelhas frescas, eucalipto e baunilha.
Paladar: Leve, de boa acidez e final prolongado. O sabor envolve um agradável frutado, junto com notas de café e algum tostado.
Outras considerações: Produzido desde 1978, este vinho tem em sua composição as uvas Sangiovese, Merlot e Syrah. Seu amadurecimento foi de 14 meses em carvalho. Possui graduação alcoólica de 13,5%. O potencial de guarda é de cerca de 10 anos.

Classificação: Excelente
Média de preço: R$ 122

Tignanello 2009

Produtor: Antinori
Origem: Toscana, Itália.
Visual: Cor rubi. Apresentou na taça um halo aquoso.
Olfato: Elegante, exibe notas de fruta vermelha fresca, mentol, leve tostado e chocolate.
Paladar: Redondo. Tem taninos aveludados e longo retrogosto. As impressões do nariz voltam ao sabor, onde aparece também um toque de café.
Outras considerações: A safra 2009 desse reverenciado ícone da Toscana tem bastante potencial de envelhecimento, mas já pode ser bebido com prazer. Na sua elaboração entram as uvas Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Seu afinamento foi em carvalho francês durante um ano.

Classificação: Excelente/Excepcional
Média de preço: R$ 369

SERVIÇO:
Lacomex
:: Rua José da Silva Lucena, 273, Imbiribeira, Recife | (81) 3081-2131
:: Av. Rui Barbosa, 1105, Graças, (dentro da concessionária Toyolex), Recife | (81) 3038.4682