sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quer combinar pizza e vinho? Então achou o guia certo!

Já escrevi algumas vezes sobre o assunto por aqui. Mas não poderia deixar de falar mais uma vez, já que no próximo domingo (10) é comemorado o Dia Internacional da Pizza (oba!). Difícil não gostar do prato, concorda? Se além de pizza, você também é um apreciador de vinhos, aconselho acomodar-se melhor na cadeira ou sofá e ler com atenção as sugestões a seguir, já começando a planejar a comemoração da data.


Antes de começar o guia, acho bacana falar um pouco sobre a origem da pizza. Você sabe onde a receita nasceu? Se respondeu “na Itália” você está... enganado!

Embora muitos acreditem que a origem da receita da pizza seja italiana, é comprovado que ela já era feita por muitos povos antigos. Há cerca de cinco mil anos, os babilônios, hebreus e egípcios usavam fornos rústicos para assar uma massa de trigo e amido, precursora da nossa receita atual.

Com a difusão da pizza pelos italianos, que adotaram a massa como um dos principais símbolos de sua gastronomia, o prato se tornou um dos mais queridos e populares do planeta. Na modernidade, os hábitos de consumo da pizza mudaram e a receita foi sendo adaptada. A massa ganhou coberturas com ingredientes diversos, tendo o queijo e o molho de tomate como a sua principal base.

Por ser um prato simples e fácil de comer (os americanos, por exemplo, costumam comer com as mãos), a pizza também passou a ser acompanhada por bebidas mais simples, sinônimo de fast food, como os refrigerantes. Porém, (eu garanto!) existe uma combinação perfeita para os mais diversos tipos de pizza. Trata-se de uma bebida igualmente milenar. Adivinha qual é? Isso mesmo, o vinho!

Se você nunca provou combiná-los, sugiro fazer um teste. No texto a seguir darei algumas orientações de como é fácil harmonizar esses dois elementos, o que pode resultar num casamento simples e saboroso.

Como sou fã de pizza (confesso que não como tanto quanto desejaria, pois é uma pena que ela engorda que é uma beleza), vez por outra faço testes para conseguir o máximo de prazer harmonizando uma fatia de pizza acompanhada de uma taça de vinho. E cheguei à conclusão de que existem algumas fórmulas que normalmente dão certo.

No geral, os vinhos tintos italianos possuem características marcantes que permitem o acompanhamento da pizza em suas diferentes versões. Esses vinhos têm normalmente uma boa acidez e são leves. Porém, não é preciso ficar preso somente aos italianos. A grande dica é a seguinte: prefira os vinhos simples e jovens, que são descomplicados como a pizza. Não vale a pena abrir um vinho mais caro ou de guarda para acompanhar o prato.

Confira minhas sugestões de harmonização:

MARGHERITA
Por ser mais leve, com ingredientes simples, como mozzarella, tomate e manjericão, esta pizza combina com um tinto fresco e frutado, como um Chianti, ou ainda acompanhada de tintos jovens do Novo Mundo.

CALABRESA
Para acompanhar o seu sabor forte e picante, o indicado é um tinto mais estruturado, de taninos firmes, porém com boa acidez. Toques de especiarias na bebida combinam bem com a pizza.

ROMANA
Por causa do alici (espécie de peixe) presente em sua receita, esta massa pede um branco com boa acidez, levemente encorpado.

NAPOLITANA
Para esta receita tradicional, que leva mozzarella, anchovas e azeitonas, vai um tinto descomplicado, com taninos leves e boa acidez. A pedida pode ser um Malbec mais simples ou um vinho regional alentejano.

QUATRO QUEIJOS
Experimente um branco com boa acidez para encarar a gordura dos queijos, de preferência um Chardonnay do Novo Mundo.

FRANGO COM CATUPIRY
Pede um tinto da uva Merlot, que combina com o frango e tem equilíbrio para acompanhar o queijo. Tintos jovens feitos com a uva Tempranillo também dão conta do recado, como também os franceses Côtes du Rhône.

MOZZARELLA
Para uma pizza simples, um tinto jovem e igualmente simples, com pouca ou nenhuma passagem por madeira.

CAMARÃO
Pela presença do fruto do mar e ainda da gordura do queijo, que normalmente é o catupiry, aconselha-se um branco com boa acidez, um rosé de médio corpo ou ainda um tinto leve, também com acidez bem presente.

Uma fatia e um brinde!