sexta-feira, 3 de julho de 2015

François Lurton e Michel Rolland falam sobre vinhos

Entrevista publicada ontem (02/07/15) no jornal espanhol El Mundo.


François Lurton e Michel Rolland, enólogos e viticultores de reconhecido prestigio, estiveram há alguns dias em Madri para apresentar suas novsa criações. Trata-se dos dois primeiros Verdejos de sua vinícola Burdigala. Campo Elíseo (23 euros) e Campo Alegre (12,5 euros) são dois brancos delicados e ricos da região de Rueda que completam o bom trabalho com seus tintos de Toro. Nós conversamos com eles sobre os seus gostos e as suas mais recentes descobertas.

Como se identifica um bom vinho?

François: Um bom vinho é aquele que você gosta e o primeiro da mesa que termina. Deve haver um bom equilíbrio entre os taninos, álcool e acidez.
Michel: Aquele que você gosta. Depende muito do gosto pessoal. A pergunta mais correta seria “qual é um vinho ruim”.

Um vinho barato que valha apena...

F: Hermanos Lurton, Rueda.
M: Eu não posso dizer um em particular, nos últimos anos a evolução dos vinhos tem sido muito boa.

Um vinho da moda...
F: No mundo, a uva Malbec da Argentina, e na Espanha, a uva Verdejo.
M: A Sauvignon Blanc da Nova Zelândia já há uns 20 anos. Por causa do filme Sideways, a Pinot Noir virou moda.

Sua última descoberta...

F: Um vinho da Borgonha que degustei semana passada na Lapônia.
M: Malbec na Argentina está experimentando um grande desenvolvimento na exportação.

Um país que esteja despontando em matéria de vinhos...

F: Argentina
M: Argentina

Um vinho para brindar...

F: Champagne Dom Pérignon
M: Champagne Salon

Um branco irresistível...

F: Borgonha Montrachet
M: Borgonha Chardonnay Montrachet

Um tinto especial...

F: Chateau Margaux
M: Merlot Pomerol

O rosé combina com...

F: Combina com tudo.
M: Com tudo. É o vinho mais fácil.

Que importância vocês dão à 'estética' (rótulos ideais, criativos...) do vinho?

F: Cada região tem seu estilo. É importante que se identifique a região de onde o vinho procede.
M: O mais importante é o primeiro que se vê.

O que aprenderam do vinho na Espanha?

F: Novas variedades, Verdejo, Tempranillo y Toro.
M: Cheguei em 1977 à Rioja e descobri que se utilizavam barricas muito velhas e isso estragava muito o vinho.