Entrevista publicada ontem (02/07/15) no jornal espanhol El Mundo.
François Lurton e Michel Rolland, enólogos e viticultores de
reconhecido prestigio, estiveram há alguns dias em Madri para apresentar suas novsa
criações. Trata-se dos dois primeiros Verdejos de sua vinícola Burdigala. Campo
Elíseo (23 euros) e Campo Alegre (12,5 euros) são dois brancos delicados e
ricos da região de Rueda que completam o bom trabalho com seus tintos de Toro. Nós
conversamos com eles sobre os seus gostos e as suas mais recentes descobertas.
Como se identifica um bom vinho?
François: Um bom vinho é aquele que você gosta e o primeiro da
mesa que termina. Deve haver um bom equilíbrio entre os taninos, álcool e
acidez.
Michel: Aquele que você gosta. Depende muito do gosto pessoal.
A pergunta mais correta seria “qual é um vinho ruim”.
Um vinho barato que valha apena...
F: Hermanos Lurton, Rueda.
M: Eu não posso dizer um em particular, nos últimos anos a
evolução dos vinhos tem sido muito boa.
Um vinho da moda...
F: No mundo, a uva Malbec da Argentina, e na Espanha, a uva Verdejo.
M: A Sauvignon Blanc da Nova Zelândia já há uns 20 anos. Por
causa do filme Sideways, a Pinot Noir virou moda.
Sua última descoberta...
F: Um vinho da Borgonha que degustei semana passada na Lapônia.
M: Malbec na Argentina está experimentando um grande desenvolvimento
na exportação.
Um país que esteja despontando em matéria de vinhos...
F: Argentina
M: Argentina
Um vinho para brindar...
F: Champagne Dom Pérignon
M: Champagne Salon
Um branco irresistível...
F: Borgonha Montrachet
M: Borgonha Chardonnay Montrachet
Um tinto especial...
F: Chateau Margaux
M: Merlot Pomerol
O rosé combina com...
F: Combina com tudo.
M: Com tudo. É o vinho mais fácil.
Que importância vocês dão à 'estética' (rótulos ideais, criativos...)
do vinho?
F: Cada região tem seu estilo. É importante que se identifique
a região de onde o vinho procede.
M: O mais importante é o primeiro que se vê.
O que aprenderam do vinho na Espanha?
F: Novas variedades, Verdejo, Tempranillo y Toro.
M: Cheguei em 1977 à Rioja e descobri que se utilizavam
barricas muito velhas e isso estragava muito o vinho.
