Relembrando a Expovinis 2012, resolvi escrever sobre o sucesso deste vinho rosé, eleito pelo quinto ano o melhor da categoria na feira. Já tive a oportunidade de provar diferentes safras do rótulo e todas elas repetem a mesma delicadeza e frescor. Sendo que para mim, a safra de 2011 (atual) ainda parece mais mineral.
Este ano, tive a oportunidade de conversar com o marquês Michel d’Espagnet (foto), produtor do Château Pourcieux Rosé, e perguntar o que o seu vinho tem que os outros não têm. Ele desconversa e responde simplesmente: “amor”. Para Michel, o terroir da Provence é perfeito para aquele tipo de vinho, e que aproveitam o máximo o que o lugar dá para produzir um vinho fresco, com boa fruta e acidez.
Suas sugestões de harmonização para a bebida são pratos de frutos do mar, principalmente camarão e lagosta, ou ainda uma opção mais ousada que ele diz apreciar bastante: costela suína na brasa.
Confira a avaliação do blog sobre o rosé ganhador da Expovinis 2012, provado no estande da importadora Cantu:
Château Pourcieux Rosé – 2011
Produtor: Château de Pourcieux.
Origem: Côtes de Provence, França.
Visual: Rosado claro e brilhante.
Olfato: Delicado, com predominância de frutas vermelhas de bosque, como morango e framboesa, além de um fundo mineral.
Paladar: Fresco e frutado, com ótima acidez e boa persistência. Repete as características sentidas no aroma.
Outras considerações: Elaborado com uvas das variedades Syrah, Grenache e Cinsault. A graduação alcoólica é de 12,8%.
Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 70 [Importado pela Cantu].
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
ExpoVinis 2012: bons rótulos de Argentina, Chile e Uruguai
Continuando o relato sobre a ExpoVinis 2012, resolvi separar por nacionalidade o que eu provei de bom durante a feira. Foram dezenas de rótulos experimentados durante os três dias do evento, porém vou citar aqui os que mais me interessaram. Neste post, destaco os vinhos de Argentina, Chile e Uruguai.
Confesso que degustei poucos rótulos dessas nacionalidades, pois para mim a atração pelo Velho Mundo é fatal durante as feiras de vinhos.
ARGENTINA
No estande da importadora Bodegas Selecionadores de Vinhos, onde fomos (como sempre) muito bem recebidos por Germán Garfinkel (foto), belíssimos exemplares argentinos foram abertos, como o Las Perdices Reserva Malbec 2010, o Las Perdices Reserva Don Juan 2007, os excepcionais Finca La Anita Semillón 2010 e Finca La Anita Línea Tonel 2000 (Syrah e Malbec).
A Inovini apresentou os vinhos da vinícola argentina Fuzion, que tem a assinatura da prestigiada Familia Zuccardi. Os destaques ficaram por conta do Fuzion Alta Torrontés e Pinot Grigio 2010 e do Fuzion Alta Malbec Reserva 2010 – rótulos com excelente relação de qualidade x preço.
CHILE
As importadoras Épice e Licínio Dias fizeram sucesso com o seu belo Bar CO² (foto), que teve direito até a música com DJ. Lá, os espumantes Brut e Brut Champenoise da Viña Mar prenderam muita gente pela taça. O Tarapacá Brut Champenoise foi outra boa pedida no espaço.
Voltando para o estande da Bodegas (sim, eles sabem como agradar o visitante), três vinhos da Casas del Toqui me agradaram bastante: o Merlot Reserva 2010, o Terroir Selection Carmenère 2008 e o Gran Toqui Cabernet Sauvignon 2008.
URUGUAI
Nos próximos posts mais, notícias sobre os vinhos de outras nacionalidades provados na ExpoVinis.
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Uruguai
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Villaggio Grando Além Mar - 2008

Produtor: Villaggio Grando.
Origem: Campos de Herciliópolis, Água Doce, Santa Catarina, Brasil.
Visual: Cor granada brilhante.
Olfato: Fruta vermelha madura, eucalipto, noz moscada.
Paladar: Aparece novamente a fruta junto com notas de chocolate e fumo. Taninos elegantes. Bom volume de boca. Um vinho bastante equilibrado e de personalidade.
Outras considerações: O vinho é um corte das uvas Cabernet Franc, Merlot e Malbec, plantadas a 1.300 metros de altitude. Teve passagem de um ano em barris de carvalho francês. Sua graduação alcoólica é de 12,8%. O projeto conta com a assinatura do prestigiado enólogo português José Saramago.
Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 60.
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Tintos
Sanjo Núbio Sauvignon Blanc - 2011

Produtor: Vinícola Sanjo.
Origem: São Joaquim, Santa Catarina, Brasil.
Visual: Cor amarelo palha brilhante.
Olfato: Notas florais, de maracujá e fundo mineral.
Paladar: Delicada doçura, amparada pela boa acidez. Um vinho leve e equilibrado, com um toque de laranja no sabor.
Outras considerações: Elaborado apenas com a uva Sauvignon Blanc, possui graduação alcoólica de 12,5%.
Classificação: Excelente.
Faixa de preço: R$ 50 (poderia ser mais camarada).
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Expovinis 2012
Sanjo Maestrale Integrus Chardonnay - 2010
Produtor: Vinícola Sanjo.
Origem: São Joaquim, Santa Catarina, Brasil.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Notas de pêssego, lichia e cravo.
Paladar: O sabor traz de volta as sensações sentidas no nariz.
Tem ótima acidez, casada com um toque amanteigado e final persistente, que deixa na boca um gosto que lembra caramelo. Madeira muito sutil. Belo equilíbrio.
Outras considerações: O vinho, elaborado 100% com a casta Chardonnay, teve amadurecimento de 18 meses em barricas francesas de primeiro uso. Sua graduação alcoólica é de 13%. Considerado o melhor vinho branco nacional na avaliação Top Ten da ExpoVinis 2012.
Classificação: Excelente/Excepcional.
Faixa de preço: R$ 116
Origem: São Joaquim, Santa Catarina, Brasil.
Visual: Cor amarelo palha com reflexos dourados.
Olfato: Notas de pêssego, lichia e cravo.
Paladar: O sabor traz de volta as sensações sentidas no nariz.
Tem ótima acidez, casada com um toque amanteigado e final persistente, que deixa na boca um gosto que lembra caramelo. Madeira muito sutil. Belo equilíbrio.
Outras considerações: O vinho, elaborado 100% com a casta Chardonnay, teve amadurecimento de 18 meses em barricas francesas de primeiro uso. Sua graduação alcoólica é de 13%. Considerado o melhor vinho branco nacional na avaliação Top Ten da ExpoVinis 2012.
Classificação: Excelente/Excepcional.
Faixa de preço: R$ 116
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Expovinis 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Expovinis 2012 e a minha “quota” de brasileiros
Demorei um pouco para escrever sobre a ExpoVinis deste ano, pois me dei direito a um pequeno descanso após um mês agitado, repleto de degustações e viagens. A feira continua sendo um espaço maravilhoso para provar novidades, degustar novamente bons rótulos e principalmente trocar ideias sobre o que anda acontecendo no mundo do vinho.
Este ano, o que mais chamou a atenção foi o movimento de alguns participantes contra a salvaguarda (leia mais aqui sobre o assunto). Faixas pretas com os dizeres “contra a salvaguarda” enfeitaram braços e cabeças dos mais engajados. Mesmo assim, o movimento nos estandes com vinhos brasileiros foi intenso. Inclusive, as vinícolas nacionais ocuparam grande espaço do pavilhão azul do Expo Center Norte, onde aconteceu a feira.
Confesso que procurei só as novidades em relação aos vinhos brasileiros. Por isso, dediquei um bom tempo no espaço da Acavitis, onde estavam os produtores de Santa Catarina. Lá, pude provar excelentes rótulos, entre eles o impressionante vencedor do Top Ten na categoria melhor branco nacional: o Sanjo Maestrale Integrus 2010, elaborado pela Sanjo com a uva Chardonnay (os vinhos citados serão posteriormente melhor comentados no blog). Da Sanjo também me encantou Núbio Sauvignon Blanc 2011.
Da Villaggio Grando, destacaram-se dois rótulos em minha degustação: o tinto Além Mar 2008 (um corte de Cabernet Franc, Merlot e Malbec) e o Villaggio Grando Colheita tardia 2009 (Petit Manseng e Gros Manseng). Da vinícola Santa Augusta, provei um excelente espumante moscatel. Já da Villa Francioni, gostei do refrescante Sauvignon Blanc 2010 e pedi bis do tinto Joaquim 2008 (Cabernet Sauvignon e Merlot).
Fora do estande da Acavitis, mas ainda nos domínios do Brasil, ainda resolvi provar novamente um espumante que já havia tomado e gostado muito. Ele foi o vencedor Top Ten na categoria espumante nacional: o Quinta Don Bonifácio Habitat Brut, produzido na serra Gaúcha. Ainda tentei provar o Testardi Syrah, novidade que veio do Vale do São Francisco pelas mãos da Miolo e arrebatou o Top Ten na categoria tinto nacional. Sem sucesso. Não tinha mais.
Pois bem. Provei a minha “quota” de nacionais e parti para os estrangeiros, pois esses talvez fiquem mais difíceis de tomar daqui a algum tempo.
Este ano, o que mais chamou a atenção foi o movimento de alguns participantes contra a salvaguarda (leia mais aqui sobre o assunto). Faixas pretas com os dizeres “contra a salvaguarda” enfeitaram braços e cabeças dos mais engajados. Mesmo assim, o movimento nos estandes com vinhos brasileiros foi intenso. Inclusive, as vinícolas nacionais ocuparam grande espaço do pavilhão azul do Expo Center Norte, onde aconteceu a feira.
Confesso que procurei só as novidades em relação aos vinhos brasileiros. Por isso, dediquei um bom tempo no espaço da Acavitis, onde estavam os produtores de Santa Catarina. Lá, pude provar excelentes rótulos, entre eles o impressionante vencedor do Top Ten na categoria melhor branco nacional: o Sanjo Maestrale Integrus 2010, elaborado pela Sanjo com a uva Chardonnay (os vinhos citados serão posteriormente melhor comentados no blog). Da Sanjo também me encantou Núbio Sauvignon Blanc 2011.
Da Villaggio Grando, destacaram-se dois rótulos em minha degustação: o tinto Além Mar 2008 (um corte de Cabernet Franc, Merlot e Malbec) e o Villaggio Grando Colheita tardia 2009 (Petit Manseng e Gros Manseng). Da vinícola Santa Augusta, provei um excelente espumante moscatel. Já da Villa Francioni, gostei do refrescante Sauvignon Blanc 2010 e pedi bis do tinto Joaquim 2008 (Cabernet Sauvignon e Merlot).
Fora do estande da Acavitis, mas ainda nos domínios do Brasil, ainda resolvi provar novamente um espumante que já havia tomado e gostado muito. Ele foi o vencedor Top Ten na categoria espumante nacional: o Quinta Don Bonifácio Habitat Brut, produzido na serra Gaúcha. Ainda tentei provar o Testardi Syrah, novidade que veio do Vale do São Francisco pelas mãos da Miolo e arrebatou o Top Ten na categoria tinto nacional. Sem sucesso. Não tinha mais.
Pois bem. Provei a minha “quota” de nacionais e parti para os estrangeiros, pois esses talvez fiquem mais difíceis de tomar daqui a algum tempo.
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